blogs, links e intertextualidade

Viajo hoje para Santa Maria para participar da banca avaliadora da dissertação “Posts intertextuais: um estudo de links nos blogs Luis Nassif Online, Conversa Afiada e O biscoito fino e a massa”, de Silvana Copetti Dalmaso. O trabalho foi orientado pela professora Luciana Pellin Mielniczuk na UFSM e estarei à banca com a sempre divertida Marcia Benetti Machado.

Na dissertação, Silvana analisa o episódio da “bolinha de papel” das eleições presidenciais do ano passado, repercutido nos blogs Conversa Afiada, O Biscoito Fino e a Massa e Luis Nassif Online.

Ficou curioso? Aguarde passar a banca e entre em contato com a autora…

compolítica já tem programação

Os organizadores do 4º Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política (Compolitica) acabam de disponibilizar as listas de trabalhos aprovados para os grupos de trabalho. O evento acontece no Rio de Janeiro nos dias 13, 14 e 15 de abril.

Veja a programação geral:

DIA 13/ABRIL

16h – Reunião da Diretoria da Associação

18h às 19h – Entrega do material do congresso

19h às 19h30 – Abertura

19h30 às 21h – Conferência “A Comunicação Política e sua institucionalização no Brasil”

21h – Coquetel + lançamento de livros

DIA 14/ABRIL

09h às 10h30 – Mesas I e II

10h45 às 12h15 – Mesas III e IV

14h às 18h – GTs I

19h – Oficina “Por Dentro das Campanhas Eleitorais”

22h – Confraternização

Grupos de Trabalho

DIA 15/ABRIL

09h às 13h – GTs II

15h às 17h – Reunião Plenária da Compolítica

Mais detalhes aqui

Os trabalhos selecionados para os GTs estão aqui

democracia e regulação: uma revista

Só pra lembrar…

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC, está com chamada de textos para sua primeira edição de 2011.
O núcleo temático é Democracia e Regulação da mídia, veja a ementa:

Um dos temas mais discutidos nos últimos meses tem sido a estrutura dos meios de comunicação e a natureza da organização do mercado midiático brasileiro. Movimentos vindos de organizações não-governamentais, da academia e até mesmo do governo federal têm sinalizado para a necessidade de a sociedade discutir novas regras para o setor. Até mesmo uma importante organização do mercado – a Associação Nacional dos Jornais – manifestou a disposição para a autorregulação.
Diante desse cenário, a primeira edição da revista Estudos em Jornalismo e Mídia de 2011 objetiva discutir as complexas relações entre democracia e regulação do mercado de mídia.
Será priorizada a análise de artigos que tratem de temas como: políticas de comunicação no Brasil; marcos regulatórios no setor; regulaçã o, regulamentação e autorregulamentação dos meios; concentração de mídia; propriedade cruzada; relações entre meios de comunicação e grupos políticos; comparativos entre as legislações de mídia no Brasil e outros países; limites operacionais em meios audiovisuais e internet; órgãos de regulação; proteção da concorrência; mudanças estruturais no jornalismo a partir de marcos regulatórios; liberdade de imprensa, democracia e cidadania.

Deadline: 20 de abril de 2011
Publicação: Junho de 2011

A equipe editorial avisa que os artigos já encaminhados estão em fase de avaliação, e que novos textos podem ser mandados até a data limite. Prioridade de avaliação para as colaborações que abordem o tema Democracia e Regulação.

Estudos em Jornalismo e Mídia existe desde 2004, é semestral, e circula exclusivamente em meioi eletrônico. No sistema de avaliação Qualis/Capes, é uma publicação B3.

 

últimos dias para uma chamada

O amigo Fernando Paulino lembra:

Últimos dias para envio de artigos para Revista em inglês da ALAIC

Journal of Latin American Comunication Research (JLACR), publicação científica em inglês da ALAIC – Associação Latino-Americana de Investigadores de Comunicação recebe trabalhos até 15 de fevereiro. A revista, apoiada pelo Programa Interncional para o Desenvolvimento da Comunicação (PIDC) da UNESCO, terá sua primeira edição em junho de 2011, com o tema “Liberdade de expressão e o pluralismo da mídia na América Latina”.

Estão sendo aceitos artigos em português, espanhol e inglês que debatam: Como é o desenvolvimento dos meios de comunicação na região? Como é a relação dos governos e da imprensa? Quais são os limites da liberdade de expressão nos países latino-americanos? Qual é o impacto das novas tecnologias sobre o desenvolvimento da liberdade de expressão? Como está sendo incorporada raça, ideologia política e do pluralismo na comunicação social? Como discursos da mídia promovem a integração na região? Quais são os principais indicadores do pluralismo na comunicação social?

Sobre a publicação
A JLACR é uma revista semestral acadêmica, que tem como principal objetivo analisar e promover os estudos sobre os processos comunicacionais da América Latina. A revista científica inclui temas gerais da mídia e da comunicação de massa, bem como a comunicação interpessoal e digital, vistos por diferentes pontos de vistas. A JLACR aceita artigos originais, principalmente derivados da investigação social, e outras propostas, como dissertações teóricas, revisões de literatura e análises de pesquisas anteriores.

Mais informações no site www.alaic.net/journal

 

a tesoura de dilma

Frank Maia diz: Dilma não perdoa! Dilma corta mesmo!

mídia & política voltou

A boa notícia vem de Brasília:

O Observatório Mídia&Política está de volta e lança a primeira edição de 2011 com um assunto polêmico: a comunicação no governo Lula. Como se desenvolveu a política de comunicação nos dois mandatos de Lula? De que maneira funcionou a Secretaria de Comunicação da presidência da República? Como foi a  comunicação de Lula com a população?

O Mídia & Política reúne pesquisadores do quilate de Venício A. Lima, Luiz Gonzaga Motta, Fabio Pereira, Samuel Pantoja Lima e Thaïs Mendonça, e faz parte da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi)

direito do consumidor no lixo

Mais uma agência reguladora brasileira não cumpre o seu dever constitucional. Desta vez, foi a ANEEL, que deveria regular as coisas ligadas aos serviços de energia elétrica. Desta vez, a ANEEL ignorou o direito do consumidor – aquele que paga as contas, sabe? – e garantiu o direito das empresas de energia – aquelas que te cobram todo o mês e que não garantem serviço de qualidade.

Veja a matéria do Jornal do Brasil:

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu hoje (25), mais uma vez, negar o ressarcimento de cerca de R$ 7 bilhões aos consumidores pelos valores pagos a mais às distribuidoras de energia entre 2002 e 2009.

A Aneel já havia decidido em dezembro do ano passado que a revisão da metodologia de cálculo dos reajustes das tarifas da eletricidade, feita em 2010, não poderia retroagir em relação aos valores já pagos. A justificativa é que a aplicação retroativa do método não tem amparo jurídico e sua aceitação provocaria instabilidade regulatória ao setor elétrico.

A decisão de hoje foi tomada em relação ao pedido de reconsideração apresentado por um grupo de deputados federais.

 

Está satisfeito com a decisão?
Ainda acha que eu exagero quando demonstro minha indignação, descrença e desprezo pelas agências reguladoras?

o congresso e o monopólio na mídia

Será que agora vai? Será que vão mexer neste vespeiro agora?

Veja a matéria do Portal Imprensa:

STF determina que Congresso tem de se posicionar sobre monopólio da comunicação

A Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República também serão interpeladas sobre o tema pelo STF por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 10, encaminhada pelo PSol.O Supremo Tribunal Federal (STF) quer saber o posicionamento do Congresso Nacional a respeito do monopólio da comunicação no país.
O objetivo da ação é fazer com que o STF determine ao Congresso Nacional a regulamentação de três artigos da Constituição Federal (220, 221 e 223), referentes à proibição do monopólio e do oligopólio na comunicação; o cumprimento de princípios que devem nortear a programação em rádio e TV; além da regulação do direito de resposta.
Segundo informa o tele.síntese, ao despachar a decisão no final do ano passado, a ministra Ellen Gracie determinou a solicitação de informações ao Congresso Nacional, “que poderão ser prestadas no prazo de 30 dias”. Determinou, ainda, “abra-se vista sucessiva ao Advogado-Geral da União e ao procurador-geral da República, para que se manifestem, cada qual, no prazo de 15 dias”.

 

comunicação: um panorama nacional

Retransmito convite do IPEA:

mais de 582 mil votos jogados no lixo

O governador eleito em Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM), tratou esta semana de anunciar mais nomes a fim de compor seu governo. O primeiro escalão está praticamente completo e o que me chama a atenção é a total falta de respeito com o eleitor catarinense. Calma! Eu explico.

Ao nomear seu secretariado, Colombo lançou mão de uma prática recorrente na política brasileira, mas que precisa ser denunciada e rechaçada. O governador eleito convidou campeões de voto na Câmara Federal e Assembleia Legislativa, de forma a simplesmente ignorar a vontade popular. Dos nomes do primeiro time, nada mais, nada menos que sete foram eleitos em outubro para ocupar vagas em Brasília ou como deputados estaduais. Com essa jogada, Colombo – assim como outros governadores – consegue “eleger” quem não teve votos suficientes. Sim, pois ao chamar Paulinho Bornhausen (DEM) para ser seu secretário do desenvolvimento sustentável, automaticamente faz com que o imediatamente mais votado do partido – a candidata Romanna Remor – assuma uma vaga como deputado federal.

Não temo em dizer: é um estelionato eleitoral! Praticado pelo governador eleito e pelos demais que aceitam seus convites. Isto é: quem queria que Bornhausen fosse seu representante, embora o tenha eleito, não poderá contar com ele… Isso é que é respeitar a vontade popular, o clamor do povo.

Mas é claro que a jogada não é exclusiva de Colombo. Outros o fazem também, nas mais diversas esferas do poder. O que me chama a atenção neste caso particular é a dimensão do desrespeito. Basta somar os votos que esses sete novos secretários tiveram. São 582.901 votos, exatamente um sexto dos 3.524.085 votos válidos no estado. Não é pouco. Veja em detalhes:

  • Ada de Luca (PMDB) disputou uma vaga na Assembleia. Teve 41.906 votos, mas não vai cumprir seu mandato como deputada estadual. Será a secretária estadual da Justiça e Cidadania. Seus eleitores agradecem!
  • Cesar Souza Junior (DEM) foi o segundo mais votado para a Legislativo estadual. Teve 63.723, mas não vai assumir sua vaga, pois assumirá a pasta do Turismo,Esporte e Cultura. Seus eleitores agradecem!
  • Também candidato a uma cadeira na Assembleia, Valdir Cobalchini (PMDB) teve 62.465 votos, mas vai deixar seus eleitores na mão, já que será o titular da pasta da Infra-estrutura. Seus eleitores devem estar agradecidíssimos!
  • O mesmo se deu com Serafim Venzon (PSDB) que teve 35.434, mas será o novo secretário estadual do Trabalho. Seus eleitores agradecem a confiança.
  • Entre os candidatos a deputado federal, além de Paulo Bornhausen (DEM) – 143.976 votos -, não se mudam para o Planalto Central os candidatos João Rodrigues (DEM) – 134.558 votos, mas vai assumir a Agricultura – e Marco Tebaldi (PSDB) – 100.839 votos, mas segue para a Secretaria da Educação.

Sinceramente, não votei em nenhum deles na última eleição, mas um sexto de todos os eleitores do estado confiaram a essas pessoas o poder de representá-las em alguma instância da política. Deram seus votos de confiança e, em retribuição, têm isso. O estelionato eleitoral só convém aos governantes e não aos eleitores. Não cola o argumento de que essas pessoas também estarão servindo aos seus eleitores. Não cola. Os eleitores os escolheram para “empregá-los” em outras funções. Os mais de 582 mil votos dedicados a esses sete nomes – e haverá outros, podem esperar – foram simplesmente ignorados, foram definitivamente jogados no lixo. Isso não é democracia.

wikileaks em bom português

A jornalista Natalia Viana em parceria com a revista Carta Capital está alimentando um blog sobre o Wikileaks. “Como outros jornalistas independentes de todo o mundo, tenho colaborado com a publicação dos documentos. Com base neles, estou escrevendo matéria diárias para o site”, escreve a jornalista. “Aqui neste blog vou ter a certeza de que o conteúdo inédito vai sair em primeira mão. E também vou dividir essa experiência na linha de frente do jornalismo”.

A conferir e a acompanhar. Por aqui, por favor.

simpósio internacional sobre liberdade de expressão

A Unesco vai promover um evento internacional sobre liberdade de expressão em 26 de janeiro na sua sede em Paris. O evento já tem um programa prévio e a participação confirmada de especialistas, organizações e observadores dos Estados Unidos, Somália, Tailândia, África do Sul, Reino Unido, Croácia, Noruega, França, Jordânia e México.

A acompanhar…

(Mais informações aqui)

 

 

 

e-book free: brazilian perspectives in digital enviroments

Marcos Palacios e Othon Jambeiro avisam:

Como parte das comemorações dos 20 anos do Pós-Com (Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas) da UFBA, Othon Jambeiro e eu estamos lançando um livro/coletânea, em inglês, intitulado: “Brazilian perspectives in digital environments: communication policies, e-government and digital journalism”.

For all readers: download here!

o que penso do wikileaks?

Se você leu o título deste post e se perguntou “o que é esse tal Wikileaks?”, desculpe, mas ou você não é deste planeta ou anda bem distraído. Afinal, este é o assunto das últimas duas semanas. Tanto que todo o mundo está opinando sobre o site que disponibiliza documentos secretos vazados. Até eu estou dando meus pitacos. Quer saber? Então, veja o que escrevi lá no Observatório da Ética Jornalística, o objETHOS!

o caos no rio em 3 capas

Veja as capas dos principais jornais de hoje.
O que o governador está esperando para aceitar ajuda externa?

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ainda sobre os conselhos de comunicação

Sei que o assunto anda pegando fogo e tem gente muito sensata e gabaritada discutindo. Mas não resisti e fiz um rápido comentário no objETHOS sobre a gritaria em torno da criação de conselhos estaduais da comunicação. Ficou curioso? Veja um trechinho:

A instituição de conselhos de comunicação permite regular o setor. É preciso sim criar e implementar regras para a indústria da comunicação. Isso não significa regrar ou restringir seu conteúdo. Aí está o ponto.

Quer mais? Leia na íntegra no Observatório da Ética Jornalística, aqui.

há 5 anos, um marco na tv brasileira…

Retransmito convite dos combativos e incansáveis colegas do Intervozes:

Há 5 anos, pela primeira vez na história, a televisão privada brasileira era ocupada por produções independentes a partir de uma ação civil pública movida por organizações da sociedade civil contra uma emissora por violação de direitos humanos. Entrava no ar o programa Direitos de Resposta.

De lá pra cá, a luta pelo direito à comunicação avançou, mas ainda há muito pra lutar!

Dia 12 de novembro, vamos celebrar os cinco anos deste programa e bater um papo sobre liberdade de expressão e participação social nas comunicações, tema tão candente nas eleições deste ano.

Será o lançamento do livro “A sociedade ocupa a TV”, memória do processo que culminuou com a ocupação da Rede TV! pelo programa que tratava de Direitos Humanos.

Nos vemos lá!

Serviço:
Data: 12 de novembro de 2010, sexta-feira, das 18:30 às 21:30
Local: Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, Av Paulista 37 (Próximo ao metrô Paraíso)
Mais informaçõeswww.intervozes.org.br – (11) 3877-0824

 

políticas públicas e jornalismo em revista

Acaba de sair a última edição de 2010 da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo da UFSC (PosJor). O número tem como tema Políticas Públicas e pode ser acessado gratuita e integralmente aqui.

O sumário pode ser conferido abaixo, mas esta não é a única novidade. A maior delas é que a equipe da EJM conseguiu concluir a implantação do DOI, o Digital Object Identifier, uma inovação editorial que dá a cada artigo publicado um número específico e único. Assim, é mais fácil recuperar o texto em bases de dados, é mais fácil inserir suas informações na Plataforma Lattes e ainda se avança na profissionalização das revistas acadêmicas no país. O sistema já é adotado pelos mais importantes periódicos científicos do mundo, e a Estudos em Jornalismo e Mídia é a primeira da área da comunicação no Brasil a ter artigos com DOI!

Sumário

Apresentação: Foco na notícia e no cidadão – Rogério Christofoletti

Núcleo Temático

Práticas jornalísticas e políticas públicas: estudo dos indicadores de análise das coberturas sobre crianças e adolescentes – Leonel Aguiar e Vinicius Neder

Políticas públicas e direitos de crianças e adolescentes: o papel da mídia na expansão da cidadania – Danilo Rothberg e Pedro Luis Bueno Berti

O noticiário econômico e as políticas públicas de cunho social: sem diálogo – Paula Puliti

A cobertura jornalística das audiências públicas nas mídias legislativas – Cristiane Brum Bernardes e Antonio Teixeira de Barros

A deliberação a longo prazo no espaço de visibilidade mediada: o Bolsa-Família na mídia impressa e televisiva – Angela Cristina Salgueiro Marques

Um olhar sobre a cobertura jornalística de políticas públicas sociais no jornal Zero Hora – Rosane Rosa

Concentração de meios e políticas de comunicação na Venezuela – Carla Candida Rizzotto

A experiência da pesquisa em comunicação ambiental e suas aplicações no estudo e preservação do Pantanal Sul-Matogrossense – Greicy Mara França e Lairtes Chaves Rodrigues Filho

As políticas públicas ambientais no jornal Gazeta do Povo: como se dá a cobertura das ações governamentais para o meio ambiente – Michele Goulart Massuchin

Temas Livres

A rádio informativa portuguesa na Internet – o estado da arte – Luís Bonixe

Autorreferência na imprensa: jornalismo “de primeira” e de “segunda classe” – Márcia Franz Amaral

Customização em massa da mídia: veículos tradicionais do conhecimento se reinventam para atender os consumidores e coexistir com as novas mídias – Valdenise Schmitt

Identidade local e imaginário urbano no telejornalismo: os 159 anos de Juiz de Fora no MGTV – Francisco Angelo Brinati e Paulo Roberto Figueira Leal

Wikificação como modelo de edição de conteúdos jornalísticos na web – Carlos Frederico de Brito d’Andrea

Os novos tempos do leitor de notícias e o leitor de notícias dos novos tempos – Anna Paula Knewitz e Nilda Jacks

A vida cotidiana no relato humanizado do perfil jornalístico – Amanda Tenorio Pontes da Silva

O Pro-Am como estratégia jornalística no Twitter: apontamentos para discussão – Vivian de Carvalho Belochio e Gabriela da Silva Zago

O mundo lá fora: o cinema direto e o novo jornalismo – Julio Bezerra

Resenha: A mulher além de todo o papel – Gabrielle Vívian Bittelbrun

dilma nas manchetes

Do previsível ao jocoso, do preconceituoso ao sisudo, todos os principais jornais brasileiros trouxeram em suas capas hoje a notícia da eleição de Dilma Rousseff à presidência do país. Acompanhe:

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nervos à flor da pele e o brasil dividido

Evitei tratar de eleições neste blog nos últimos meses. Foi deliberado. Não me senti muito à vontade para fazê-lo, mesmo que seja um assunto que eu goste muito e entenda menos do que gostaria. Acompanhei a campanha com muito interesse como em outros anos. Mas tentei não transformar este espaço em mais um palanque. Há quem o faça, e é igualmente legítimo. Um blog pode ser também um espaço muito pessoal, muito particular. E no meu caso – o de evitar tratar de eleições aqui – também foi uma opção muito pessoal e particular.

Mas antes da votação de domingo, quero deixar registradas umas duas coisinhas:

Primeiro. Há muito tempo eu não via uma campanha tão nervosa, tão combativa e tão suja. Na verdade, desde 1989, eu não via algo assim tão polarizado, tão confrontante. Os candidatos não ajudaram: não têm carisma, elegeram temas desimportantes e apelaram para diversos expedientes condenáveis para se atacar. Perdeu-se uma oportunidade histórica de se discutir mais profundamente o país, de se definir uma agenda mais concreta para os próximos quatro anos, de avançarmos em temas ainda não tratados, como as reformas política e fiscal. Fiquei enojado em alguns momentos. Tentei não me irritar, fiz graça, embarquei em algumas piadas e até narrei um debate ao estilo de uma luta de boxe. Tudo para manter algum equilíbrio, distância e senso da importância (ou não) de alguns episódios.

Segundo. A campanha suja, o clima apaixonado, tudo isso ajudou a dividir o país. Li nas redes sociais, nos jornais, em diversos locais ataques de lado a lado, o que é natural e esperado. Mas percebi um clima de guerra fratricida, diferente do que já havia presenciado antes. Eu sei, é tudo muito impressionista, mas foi o que senti, o que vi e testemunhei. Vi pessoas que eram tão amistosas bloqueando outros colegas no Twitter por causa de suas preferências eleitorais; vi gente se agredindo violentamente nos comentários de blogs; alguns habitualmente corteses mostraram-se irados; outros habitualmente nervosos mostraram-se mais agressivos ainda; no trânsito, testemunhei motoristas provocando com palavrões quem estava com o carro ao lado e que ostentava um adesivo diferente do seu… Isso me fez pensar bastante em conceitos tão repetidos nesses dias, como democracia, cidadania, respeito à opinião alheia, paz…

Sim, eu entendo que o próprio formato das eleições contribui para a polarização, para a divisão, já que a existência do segundo turno é o confronto direto de um contra o outro.

Sim, eu sei que a eleição é importante, que é determinante para o futuro a curto prazo, que serviu para escolher governantes e representantes nos legislativos. Sei também que eleger um presidente não é qualquer coisa. Mas por outro lado também não é a decisão mais importante da vida, a que justifique perder amizades, criar inimigos, destilar ódio e irracionalidade, mentir desvairadamente, desejar a morte dos outros e por aí vai…

Aliás, taí uma coisa que é preciso ser dita: escolher o presidente é importante, mas a importância não termina aí. Pelo contrário: ela começa aí. Tão importante quanto eleger o presidente é acompanhar seus atos, perceber a “quebra de contrato” com o eleitor, cobrar, fiscalizar, posicionar-se. Então, não se justifica gastar toda a energia e destempero agora. A vida é mais do que essa disputa. A vida é uma disputa maior, bem maior.

“garanta o seu emprego que eu garanto a minha dignidade”

O apresentador Paulo Beringhs, da TV Brasil Central, afirmou ao vivo que sua emissora teria recebido ordens para não realizar entrevista com o candidato Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás. Em seguida, sinalizou que por conta daquela informação muito possivelmente não estaria no dia seguinte na mesma bancada…

(dica da professora Maria José Baldessar, também publicado no Portal Imprensa)

blinde-se contra os ficha-sujas

Hoje, tem debate na TV; domingo é dia de voto.

Então, não custa nada tentar se proteger de votos equivocados, de candidatos suspeitos e de ressaca pós-eleitoral.

Blinde-se contra os ficha-sujas! Acesse o amplo levantamento que o site Congresso em Foco fez e veja se os seus escolhidos tão sujos na praça:

Mapa partidário dos mais enrolados

Candidatos que merecem sinal amarelo

Ajude a limpar a política

Os candidatos que já estiveram presos

Os parlamentares candidatos réus no STF

Os candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa

Os candidatos acusados de envolvimento com os sanguessugas

ainda sobre a liberdade de imprensa no brasil

Disse há pouco que o perigo maior à liberdade de imprensa e de expressão no país tem vindo muito mais dos tribunais do que dos palácios dos governos. Isto é, o Judiciário impede e cerceia mais o exercício profissional dos jornalistas e a difusão livre da informação que o Poder Executivo.

Os dados, os números mostram isso.
Veja o que diz matéria do Portal Imprensa sobre um relatório divulgado nesta semana pela Associação Nacional de Jornais (ANJ):

… a imprensa brasileira teria sofrido 70 atentados contra a liberdade de informação nos últimos dois anos. (…) O relatório da entidade destaca os números de ordens judiciais impondo censura aos meios de comunicação: dos 70 casos, 26 se referem a decisões do Poder Judiciário, além da determinação de 10 medidas restritivas pela Justiça Eleitoral. A ANJ ressalta, ainda, o aumento da quantidade de decisões judiciais que proíbem jornais de divulgar matérias sobre determinados temas ou conteúdo, seja em período eleitoral ou não. Durante o período do levantamento, o Comitê de Liberdade de Expressão denunciou 20 casos de censura, segundo a entidade.

Trocando em miúdos, o documento aponta que de agosto de 2008 a julho de 2010, houve uma morte, três prisões, 18 casos de agressão, 20 casos de censura, cinco atentados, oito casos de abuso, entre outras ocorrências.

Quer conferir o relatório? Clique aqui.
(62 páginas, formato PDF, 878 Kb)
(Vá direto ao ponto: pule as primeiras 36 páginas do relatório…)

receita de bolo em vez da notícia

Estadão reloaded.

No período mais duro da ditadura militar, nos anos 1970, o jornal O Estado de S.Paulo chegou a usar um expediente criativo e inusitado para preencher os espaços das matérias censuradas pelo governo federal: publicava notícias de bolo ou versos de Os Lusíadas. Nesta semana, quase quarenta anos depois, a Band do Tocantins recorreu ao mesmo expediente.


(O Portal Imprensa também deu a notícia)

O caso chama a atenção para o real foco para uma discussão sobre liberdade de imprensa no país: os perigos aos direitos rondam muito mais o Judiciário do que propriamente os poderes Executivo (como quer fazer entender a Veja) e Legislativo.
Os togados têm investido muito mais contra o exercício da profissão do que os engravatados. Este é um debate a ser retomado.

veja derrapa. de novo

A edição que está nas bancas da revista semanal de informação mais influente do país é categórica: o governo Lula não quer jornalismo nenhum e está fazendo de tudo para cercear a liberdade de imprensa.

Impositiva, editorializada, recheada de adjetivos e carente de dados, a matéria de capa – A imprensa ideal dos petistas – é assinada por Fábio Portela. Em oito páginas fartamente ilustradas, a Veja desfere frontais ataques ao governo numa espécie de revide após declarações críticas do presidente Lula na semana passada. Lula se queixava da imprensa, o que é natural e esperado de qualquer governante. Veja transforma as reclamações em ações concretas do governo para deter os meios de comunicação e os jornalistas. Este é o raciocínio, que – convenhamos – não se sustenta pela absoluta falta de dados da realidade e argumentos no plano discursivo.

A revista exagera.

Sim, estamos a menos de uma semana das eleições e os ânimos estão inflamados. Mas isso não justifica exagerar.

Se um estrangeiro ou alienígena lesse a reportagem, sua impressão seria a de que vivemos num país ditatorial, que não existe liberdade individual e que o exercício profissional dos jornalistas é impedido pelas instituições. E isso não é verdade. A questão da liberdade de expressão e de imprensa é um nervo exposto, delicado, quando se discute solidez democrática, estabilidade política e vigência de estado democrático de direito. Historicamente, há uma relação tensa entre governos e mídia, pois alguns interesses de lado a lado não coincidem e, às vezes, se contrapõem. Os governos têm suas funções, a mídia também. Consagrou-se para o jornalismo a tarefa de fiscalizar os poderes, o que significa denunciar abusos, investigar, revelar e apresentar à sociedade sintomas do mau funcionamento das relações entre estado e cidadãos.

Com isso, reafirmo: é natural que os governantes se queixem da imprensa. Assim como é natural os jornalistas reafirmarem a defesa das liberdades de imprensa e expressão, e perseguirem sua função de cães de guarda frente os poderes instituídos. Mas a própria reportagem da Veja não sustenta o pânico que tenta instaurar. Das seis “ameaças” do governo apresentadas num box da página 79, nenhuma se efetivou. Por quê? Por várias razões, entre as quais o fato de que o país é mais complexo do que supõe a revista e que as instituições, se e quando contrariadas, atuam politicamente, fazendo funcionar um sistema de pesos e contrapesos para estabilizar a democracia.

Por isso, a reportagem da Veja derrapa. É mais campanha antigoverno do que peça jornalística. Basta contar as fontes ouvidas. Não se ouve o lado denunciado. O governo ou fontes ligadas a ele são apenas mencionadas; não foram procuradas, ouvidas ou entrevistadas. Ouvir os lados é essencial no jornalismo. Ser parcial e não promover a pluralidade de opiniões e versões é tão ou mais perigoso quanto as “ameaças” do governo…

eu sabia que conhecia a dilma…

Agora eu sei de onde conheço a Dilma Rousseff. Frank Maia me fez lembrar…

A ministra caiu, mas não só isso…

Frank Maia manda bem again!

um observatório para as eleições

Que tal uma vitrine online das eleições?
Talvez o Observatório das Eleições possa servir a esse propósito.

Segundo seus realizadores,

O Observatório das Eleições 2010 é um dos projetos de pesquisa do Observatório da Web, desenvolvido pelo InWeb – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Web (http://www.inweb.org.br/). Com o objetivo de entender, em tempo real, o que está sendo veiculado nas várias mídias e pelos vários usuários, o portal utiliza dezenas de softwares e ferramentas inéditas de captura e análise de dados baseadas em código livre ou aberto.

Os dados obtidos pelo Observatório das Eleições 2010 ajudam a traçar um panorama do cenário eleitoral do ponto de vista das informações e das opiniões que circulam na Web. As análises, no entanto, não refletem intenção de voto.

Vale a navegada!

jornalismo e políticas públicas: chamada

Só pra lembrar!!!
Informo que continua aberto até 20 de setembro o prazo de recebimento de artigos para a revista Estudos em Jornalismo e Mídia.
Serão priorizados na avaliação de nosso Conselho Editorial os textos que abordem o tema desta segunda edição do ano: Jornalismo e Políticas Públicas.
Publicação B3 no Qualis/Capes, a Estudos em Jornalismo e Mídia deve sair em dezembro.
Mais: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/index

dilma, serra e a quebra de sigilo na receita

Meu amigo Frank Maia, mestre na síntese do pensamento humano, oferece o melhor do noticiário sobre essa questão: