perder-se! um manifesto da mídia locativa

Fiquei quatro diazinhos em Belo Horizonte, e me perdi diversas vezes. Não era a minha primeira nem segunda vez por lá, mas me desorientei de carro e a pé. Na carona de amigos, e um deles com GPS, consegui zanzar perdido, o que inevitavelmente nos coloca na posição estrangeira de um forasteiro.

Agora, como uma bússola digital, me chega o Manifesto sobre as Mídias Locativas, sensacional texto de André Lemos para a 404notfound.

Para Bernardo, que já busca o seu lugar no mundo.

Mídia – Todo artefato e processo que permite superar constrangimentos infocomunicacionais do espaço e do tempo. Mídias produzem espacialização, ação social sobre um espaço. Mídias produzem lugares.

Locativo – Categoria gramatical que exprime lugar, como “em” ou “ao lado de”, indicando a localização final ou o momento de uma ação.

Mídia Locativa. Tecnologias e serviços baseados em localização (LBT e LBS) cujos sistemas infocomunicacionais são atentos e reagem ao contexto. Ação comunicacional onde informações digitais são processadas por pessoas, objetos e lugares através de dispositivos eletrônicos, sensores e redes sem fio. Dimensão atual da cibercultura constituindo a era do “ciberespaço vazando para o mundo real” (Russel, 1999), a era da “internet das coisas”.

1. Crie situações para perder-se. O medo de perder-se é correlato ao medo de encontrar. Mas perdendo-se, encontra-se. A desorientação é uma forma de apropriação do espaço! Tudo localizar, mapear, indexar é uma morte simbólica: o medo do imponderável, do encontro com o acaso: evitar uma dimensão vital da existência. “Perder-se é um achar-se perigoso”, como diz Clarice Lispector.

2. Erros, falhas, esquecimentos de localizações e de movimentações são as únicas possibilidades de salvação da hiperracionalização atual do espaço. Só uma apropriação tática dos dispositivos, sensores e redes poderá produzir novos sentidos dos lugares. Desconfie de sua posição e de seu status de nômade. Quando sua operadora diz, “você é nômade”, desconfie. Mas saiba que o nomadismo é um traço essencial da aventura humana na terra!

3. Tudo é locativo: aprendemos, amamos, socializamos, jogamos, brigamos, festejamos, trabalhamos…, sempre de forma locativa. Não há nada fora do tempo ou do ESPAÇO. E o espaço social é o LUGAR. Em tudo, o lugar é o que importa.

4. Lugar é composto por fluxos de diversas territorializações. Ele é sempre dinâmico e, ao mesmo tempo, enraizado. Lugar é vínculo social. Lugar é fluxo de emoções, é topos, é memória e cristalização de sentimentos. Lugar não é fixação mas interrelação. Com as mídias locativas, o lugar deve ser visto como fluxo de diversas territorializações (sociocultural, imaginária, simbólica) + bancos de dados informacionais. Espaços visíveis marcados por fluxos invisíveis de informação circulando por redes invisíveis.

5. Hoje é impossível pensar os lugares sem os territórios informacionais. Mas lugares persistem sem nenhuma informatização. Não esqueça destes lugares. Pense nos contextos independentes de qualquer tecnologia.

6. Estamos na era da computação ubíqua e pervasive (Weiser), ou seja da informática em todos os lugares e em todas as coisas. Mas não há tecnologias sensíveis e nenhuma delas está atenta a contextos! Elas estão em tudo e em todos os lugares, mas não sabem o que é um contexto e nem tem capacidades de sentir o local.

7. Depois do upload para a Matrix lá em cima, a internet 1.0, agora é a vez do “download do ciberespaço”, da informação nas coisas aqui em baixo, a internet 2.0. Não se trata mais do virtual lá em cima, mas do que fazer com toda essa informação das coisas e dos lugares aqui de baixo! Como nos relacionamos com as coisas e com os lugares? E agora, com essas coisas e lugares dotados de informação digital e conexão à internet? Convocamos Heidegger e Lefevbre?

8. Recuse os LBS e LBT que te colocam apenas na posição de mais um consumidor massivo. Busque produzir informação localizada que faça sentido aqui e agora. Esse é o único meio de construir lugares sociais com essa tecnologias de localização e mobilidade. Reivindique das mídias locativas as funções pós-massivas. A publicidade, o marketing e as operadoras te querem apenas como receptor passivo, massivo, embora supostamente livre, móvel e sem fronteiras. Eles te querem controlado, ativo mas consumindo, receptor pensando que está emitindo. Agir é mais. Reaja à isso.

9. Saiba que as mídias de localização não são novas. Toda mídia é, ao mesmo tempo, local e global. Preste atenção às mídias locativas analógicas que estão entre nós, pense nas anotações urbanas como os graffitis, stickers, bilhetes ou notas, preste atenção às marcas nas ruas, aos índices a sua volta, ao jornalismo local e agora hiperlocal. Aja como um detetive buscando solucionar os mistérios do espaço urbano! Busque o uso crítico dos dispositivos locativos. Lembre-se que o termo “mídia locativa” foi criado por artistas e ativistas para questionar a massificação dos LBS e LBT.

10. Use, divulgue e estimule o desenvolvimento de protocolos não-proprietários, de softwares colaborativos e de fonte aberta, de sistemas operacionais livres e participativos. A sua liberdade no mundo das mídias locativas é diretamente proporcional ao desenvolvimento da computação móvel aberta. Assim como na era do ciberespaço “lá em cima”, bem como na era da internet pingando nas coisas, lute contra o fechamento dos dispositivos, dos sistemas, dos softwares e dos contratos, como os que vigoram no atual sistema de telefonia móvel mundial. Busque, use e distribua jailbreak para todos os sistemas da mobilidade e da localização!

11. Pense que o único interesse do uso das mídias locativas é produzir sentido nos lugares. Se isso não acontece, desligue ou crie um uso que desconstrua o aparelho. Você não precisa ser preciso, você não precisa estar localizado o tempo todo, você não precisa ser sempre racional, um homo-economicus total para viver o local! Se os dispositivos ajudam, use-o, senão, desvie os usos (hacking) e, se não der mesmo assim, abandone!

12. Ache um equilíbrio entre o clique generalizado no mundo da informação e a contemplação ociosa. Desconecte e reconecte os seus dispositivos, sempre, diariamente, permanentemente. Pare, feche os olhos, abra os ouvidos e desloque-se apenas pelo pensamento, essa desterritorialização absoluta (Deleuze).

13. A questão da localização nem sempre está ligada ao espaço e ao movimento, mas ao tempo. Pense assim na duração, na viscosidade das coisas, na imobilidade, no tempo estendido. Saiba que nunca há “tempo perdido” e é impossível “matar o tempo”.

14. Independente de qualquer smartphone ou GPS, o que importa é que você já sabe onde está: “você está aqui” e “agora”. Inverta a máxima de Walter Benjamin (1927) que afirmava que os “lugares foram reduzidos a pontos coloridos em um mapa”. Faça com que este pontos sejam efetivamente lugares.

15. Lute para que marcas, indicando nos mapas o que está perto de você, não evitem o seu encontro com o inusitado nem com o outro. Não se preocupe se não souber o que há por perto. Tenha consciência que, de qualquer forma, você sempre encontrará o caminho para os lugares que procura. Simples: peça informação, pergunte, procure indícios, encare o espaço como algo a ser desbravado, localmente, em contato com o mundo ao seu redor.

16. Pense nos cruzamentos, nas esquinas, nas diferenças de posicionamento; pense nas conexões, nas distâncias e nas aproximações; pense no audível e no inaudível, no visível e no invisível, no fixo e no mutável. Pense nos lugares como parte da sua existência, permanentemente em construção. Pense que você só é estando locativamente.

17. Dê sentido ao seu lugar no mundo, social, cultural e politicamente. As mídias locativas podem, através de anotações, de mapeamentos, de redes sociais móveis, de mobilizações políticas ou hedonistas e de jogos de rua, ajudar nesse processo. Mas tudo é potência e resta ainda o trabalho difícil, penoso, lento, de atualização.

18. Pense nos bairros, nos cruzamentos, nos caminhos, nos pontos históricos, nas bordas (Lynch). Sempre se pergunte como as mídias locativas podem agir em cada uma dessas dimensões: Como criar comunidade e agir politicamente (bairro)?, como proporcionar encontros (cruzamentos)?, como abrir novas veredas (caminhos)?, como criar novos marcos (pontos)?, como tensionar as fronteiras (bordas) com essas tecnologias?

19. Toda mobilidade pressupõe imobilidade e não existe e não existirá um mundo sem fronteiras. Fronteira é controle e controle pode ser liberdade. A imobilidade é uma condição da mobilidade e vice-versa. Só podemos pensar uma em relação à outra. Devemos mesmo estar imóveis para pensar a mobilidade e em movimento para pensar a inércia. Defina as suas fronteiras, tenha autonomia no controle de suas bordas, pare para se locomover e locomova-se para parar.

20. “Des-locar” não é acabar com o lugar, mas colocá-lo em perspectiva. Desloque-se e aproprie-se do urbano, escreva seu espaço com texto, imagens e sons, reúna pessoas, jogue, ocupe o espaço lá fora. As mídias locativas permitem isso. Mas se não conseguir fazer nada disso, então pense no uso e no porquê dessas tecnologias.

21. Mapas são sempre psicocartografias, nunca são neutros. Instrumentos técnicos, mnemônicos e comunicacionais, os mapas, incluindo aí os “Google Earth”, “Maps”, “Street”, e seus similares, são sempre expressões de visões tendenciosas do mundo. Eles sempre refletem estruturas de poder e servem como instrumentos para estender um domínio geopolítico. Pense na “miopia” dos mapas digitais. Compare os detalhes de Tóquio e de cidades da África nos mapas digitais para ter uma idéia dessa invisibilidade.

22. Saiba que todo mapa é uma mídia e que todo mapeamento é uma ação de comunicação, com mensagem, emissor, canal e receptor. Mapear é escrever e ler o espaço. Mapear é sempre um discurso sobre o espaço e o tempo. Mapas, como as mídias, são sempre formas de visualização, de conhecimento e de produção da realidade do mundo externo. Busque, como Borges no “Del Rigor de la Ciência”, criar mapas que sejam novos territórios na escala 1 x 1.

23. Construa mapas que desconstruam visões de mundo. Produza mapas do que não é mapeado em seu entorno, do que é invisível aos olhos bem abertos. Escape do cartesianismo, do racionalismo e das coordenadas geoespaciais. Tente usar as mídias locativas para descentralizar o poder de construção de mapas e de sentido sobre os lugares. Como diz Meyrowitz: “toda mídia é um GPS mental”;

24. Não abuse das redes sociais móveis: encontrar amigos e conhecidos ao acaso pode ser mais interessante do que o tudo programado. A surpresa pode ser um ingrediente para grandes encontros. Mas pense também nas novas formas de voyeurismo, de controle, de monitoramento e de vigilância de amigos, familiares, empregados e empregadores.

25. Você é um ponto em roaming nos diversos sistemas (GPS, redes de telefonia celular, etiquetas RFID, redes Wi-Fi ou bluetooth…). Saiba que novos tipos de controle, monitoramento e vigilância (sutis, transparentes e locativos) estão cada dia mais presentes em tudo o que você faz, desde ligar o celular, acessar uma rede sem fio em um café, atualizar em mobilidade sua rede social, usar o caixa do banco, circular com uma etiqueta RFID em sua camisa ou pagar um pedágio automaticamente ao passar com o seu carro. Pense que não são apenas as câmeras de vigilância que estão te olhando!

26. Na atual fase da computação ubíqua e da internet das coisas, há os dados fornecidos, os “data”, mas há também aqueles que não são “dados”, mas captados à sua revelia e, as vezes, sem o seu conhecimento, os “capta” (Kapadia, et al.). Pense neles, nos “data” que você fornece e nos “capta” que te são roubados! Lute para proteger (agenciar) os novos territórios informacionais de onde emanam os invisíveis “data” e “capta”. Controle e defenda a sua privacidade e o seu anonimato, fundamento e garantia das democracias modernas. Crie, se for preciso, sistemas de contravigilância: sousveillance (Mann) contra a surveillance. No limite, forneça informações imprecisas ou desligue e torne-se invisível.

27. Não há apenas o panopticom do confinamento disciplinar de Foucault, mas o “controlato”, a modulação, a cifra e o “dividual” de Deleuze. As paredes não vedam mais nada. Os presos atacam da prisão. Para Pascal, o problema do homem é que ele não consegue ficar sozinho no seu quarto. Com as camadas informacionais, o que significa e qual a eficiência informacional de mandar alguém ficar de castigo, sozinho, no seu quarto?

28. Não há uso, distribuição, produção ou consumo neutro de informação e ou de tecnologias. Pense em como as mídias locativas podem te ajudar a criar e destruir seus territórios. Quais os limites dos seus territórios? Pense em maneiras criativas de contar histórias, de fazer política, de jogar e de se divertir. Essas tecnologias podem te ajudar a escrever e demarcar eletronicamente o seu espaço circundante, mas busque novas significações, novas memórias dos lugares, reforçar os vínculos sociais e o imaginário coletivo.

29. Comprometa-se em reverter a lógica dos olhares vigilantes, em produzir sons para ouvidos atentos, em criar imagens do passado atreladas ao presente. As mídias locativas só têm importância se ajudarem a produzir conteúdo que faça sentido para você e para o lugar onde vive. Não use passivamente nenhuma mídia, especialmente essas que agem sobre a sua mobilidade e localização no mundo!

30. Pense no uso da técnica (ela não é neutra), na comunicação como aproximação ao lugar e ao outro (ela não é impossível, mas improvável – Luhmann) e no seu lugar no planeta (ele é parte da sua existência). A pergunta deve ser: as mídias locativas te ajudam a encontrar o teu lugar no mundo?

links para uma sexta-feira 13

zombie

Antes que Jason, Freddy Krugger, zumbis e outros monstros venham te visitar, indico 13 links para exorcizar a sexta-feira assombrada…

1. Sônia Bertochi indica um videozinho de pouco mais de um minuto que explica porque redes sociais são importantes. Aqui.

2. Folha Informática traz matéria sobre estudo espanhol que atesta que videogames ajudam crianças a se desenvolver. Aqui.

3. Apesar da popularidade, o Twitter ainda não deslanchou nos resultados comerciais. Veja no Jornalismo nas Américas.

4. O Pew Internet and American Life Project divulgou pesquisa sobre o uso do Twitter. Leia mais aqui.

5. O Pew Research Center criou o Índice da Nova Mídia. Saiba o que é aqui.

6. Em Navarra, prossegue hoje o Congresso Internacional de Inovação na Comunicação, que a gente pode acompanhar pelo twitter: http://twitter.com/fcomnavarra

7. Já está na rede a chamada para trabalhos para a Sexta Conferência sobre Inovação no Jornalismo. Aqui.

8. As datas para os seminários regionais e para o congresso nacional da Intercom estão disponíveis na página de entrada do site da entidade.

9. Mark Deuze apresenta um slideshow com algumas idéias de seu mais novo livro: Media Life.

10. Pedro Doria expande seu projeto, o agregador brasileiro As Últimas. Tem Política (brasileira e internacional), Futebol, Ciência, Cinema, Culinária, Humor, Personalidades e até Mídia. Veja.

11. Como no faroeste. A Microsoft oferece recompensa para quem dedurar o criador de uma praga da tecnologia. Aqui.

12. A Columbia Journalism Review menciona mais um evento científico no jornalismo, um painel que aconteceu ontem na Woodrow Wilson International Center for Scholars. Aqui.

13. Ok, não dá pra fugir de Jason… ele não morre mesmo… então, veja o site do Friday the 13th.

univali abre mba em mídias digitais

mbalogo

Estão abertas as inscrições para o MBA em Mídias Digitais da Univali. O curso de especialização tem 35 vagas e começa em abril no campus de Itajaí. As inscrições vão até 31 de março, e ex-alunos da Univali tem 15% de desconto sobre as mensalidades.
Com duração de 18 meses, o MBA é voltado para graduados em Comunicação Social, Ciências da Informação, Design Gráfico, Licenciaturas, Bacharelados em Humanas, Ciências Sociais e Artes, além de áreas afins. O público alvo é extensivo ainda a profissionais de instituições públicas ou privadas que tenham relação com produção de conteúdo e processos editoriais para mídias digitais.
O MBA em Mídias Digitais é uma iniciativa multidisciplinar, que reúne professores mestres e doutores de campos distintos do conhecimento: da Comunicação ao Design, passando pela Informática e Educação. Foram convidados ainda professores de outras instituições, como as universidades federais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As aulas acontecerão em modernos e bem equipados laboratórios na Univali, quinzenalmente, sempre às sextas-feiras (noite) e sábados (manhã e tarde). O currículo está apoiado em três unidades, cada um com 120 horas. Cada unidade reunirá quatro disciplinas, um seminário e um oficina, totalizando 18 atividades em sala de aula.

Conheça a grade curricular:
Unidade I – Tecnologia e Sociedade
Comunicação e interação mediada por computador (24 horas)
Tecnologia e a informação estratégica (24 horas)
Teorias da Cibercultura (24 horas)
Educação e Comunicação (24 horas)
Seminário: Análise crítica de mídia digital (12 horas)
Workshop: Webwriting (12 horas)

Unidade II – Comunicação Digital
Convergência de mídias (24 horas)
Sociedade em Rede (24 horas)
Ambientes Virtuais de Aprendizagem (24 horas)
Hipermídia e o texto na internet (24 horas)
Seminário: Media Training (12 horas)
Workshop: Webdesign (12 horas)

Unidade III – Produtos Digitais
Produção multimídia (24 horas)
Jogos digitais e plataformas de entretenimento (24 horas)
Ferramentas colaborativas (24 horas)
Metodologia da Pesquisa (24 horas)
Seminário: Direitos autorais na web (12 horas)
Workshop: Produção Multimídia (12 horas)

Saiba quem são os professores:
– Dr. Alex Primo – UFRGS
– Dr. Flávio Anthero Nunes – UNIVALI
– MsC. Valquíria Michela John – UNIVALI
– MsC Carlos Castilho – ASSESC
– MsC Sandro Lauri Galarça – UNIVALI
– MsC Mary Vonni Meurer de Lima – UNIVALI
– MsC Vera Lúcia Sommer – UNIVALI
– Dr. Luís Fernando Máximo – UNIVALI
– MsC. Laura Seligman – UNIVALI
– Esp. Tiago Ficagna – UNIVALI
– Dra. Maria José Baldessar – UFSC
– Dr. Rudimar Scaranto Dazzi – UNIVALI
– Dr. Rogério Christofoletti – UNIVALI

Inscrições:
De 2 de fevereiro a 31 de março. Para isso, junte:
* Formulário para Inscrição totalmente preenchido;
* Diploma de conclusão de graduação (cópia autenticada);
* Histórico escolar de graduação (original ou cópia autenticada);
* “Curriculum Vitae” resumido (atualizado);
* Carteira de Identidade e CPF (cópia);
* Uma foto 3×4 recente

Custos:
Inscrição (R$ 384,00) + 17 parcelas de R$ 384,00. Ex-alunos da Univali pagam R$ 326,00

Mais informações:
Gerência de Pós-Graduação da UNIVALI – Itajaí/SC – Bloco 5 sala 105
Rua Uruguai, 458 – Bairro Centro – Itajaí/SC – CEP 88302-202
Fone: 47-3341-7534 / 47-3341-7652

Contatos:

E-mail: mba.midiasdigitais@gmail.com
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=54531828
Site: http://www.univali.br/modules/system/stdreq.aspx?P=3230&VID=default&SID=477966633789518&S=1&A=closeall&C=27372

uso da web pelos jornais americanos

O Bivings Group soltou hoje um relatório de 29 páginas sobre o uso da internet pelos jornais norte-americanos.

Não, ainda não li. Mas se você quiser se servir, fique à vontade.

Sabe como é, nesses dias de dezembro, por conta das comprinhas de Natal, das visitas e da proximidade das férias, a gente desacelera mesmo…

chamada de textos: ciência, tecnologia e sociedade

A Revista Brasileira de Ciência, Tecnologia e Sociedade lançou a chamada de artigos e resenhas para sua primeira edição. A publicação, em versão exclusivamente eletrônica, está ligada ao Grupo de Pesquisa Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) do Departamento de Ciência de Informação e Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade Federal de São Carlos. Saiba mais sobre o programa em http://www.ppgcts.ufscar.br/

A revista possui orientação pluralista e publica trabalhos que apresentem contribuições originais, teóricas ou empíricas, relacionadas à área CTS. Seu endereço é http://www.revistabrasileiradects.ufscar.br

Os trabalhos serão recebidos por via eletrônica até 2 de março de 2009. Os autores poderão acompanhar o progresso de sua submissão através do sistema eletrônico da revista.

um selo de ética para a web?

Patrick Thornton vem com a idéia de um selo de ética para sites na internet. O conceito dialoga com as preocupações de várias pessoas em torno de uma web com mais transparência, qualidade e confiabilidade. Segundo explica o próprio Thornton, a coisa funcionaria como as licenças de Creative Commons, já que estamos falando de internet e tratando de comunidades virtuais, redes sociais de pessoas que atuam na web.

Seriam cinco categorias, e cada uma delas teria níveis diferentes:

For instance, your blog could say that you do not accept anonymous sources, while I might accept anonymous sources as long as two-independent sources confirm the same information. This will create a lot of freedom for people to customize their specific ethics policy within our open source framework.

As categorias:

  1. Sourcing
  2. Objectivity/advocacy/opinion journalism or opinion
  3. Linking
  4. Copy editing/fact checking (does a second person fact check?)
  5. Conflicts of Interests.

O proponente do selo de ética diz que vários motivos estimulariam cada blogueiro ou dono de site a buscar certificar seus domínios na web com a nova rotulagem: transparência, marketing, satisfação dos usuários, por exemplo.

Mas a idéia, frisa o Thornton, está apenas tomando forma. Ele pede para que as pessoas divulguem o conceito, que mandem sugestões por email ou participem do online ethics wiki.
O que eu acho disso tudo?
1. O projeto parece bem intencionado. Mas desde Dante Alighieri sabemos que “o inferno está cheio de boas intenções”. Isto é, nada garante que ele tenha sucesso, que mude uma cultura, que seja incorporado pelos usuários, que se materialize em algo bom para a web e para as pessoas.
2. O projeto tem qualidades. A idéia tem o mérito de ser afirmativa, de apontar o que deve ser destacado na web por seus valores intrínsecos e não estratégias de visibilidade e outros mecanismos. O blog ou site deveria reunir condições e características que o distinguissem por valores e conteúdos relevantes, o que – em tese – tenderia a separar bem o joio do trigo.
3. O projeto toca em pontos nevrálgicos na web e ainda pouco explorados. O tema da ética é altamente polêmico. É um assunto que todos dizem defender ou gostar, mas pouca gente estuda e trabalha por ele. Sejamos francos. Também contaminam as discussões diversos interesses (inclusive conflitantes), uma carga pesada de subjetivismo, doses generosas de ceticismo e cinismo. Mas acho importante alguém colocar a cabeça para pensar e se arriscar para trazer esse tema para a discussão. O caso mais ruidoso e recente de que me lembro foi o de Tim O’Reilly que propôs um código de ética para a blogosfera e foi bastante rechaçado.
De qualquer forma, é uma idéia a ser discutida. Vai dar certo? Não tenho tanta certeza. Vai ter adesão? Penso que alguma. Vai ser implementada? Quem vai dizer será a comunidade…

henry jenkins no maximídia

Henry Jenkins, do MIT, falou de um assunto sobre o qual é bastante conhecido: convergência midiática. Na verdade, a proposta era de que contrapusesse a confluência dos meios e a divergência de interesses, de públicos, de consumos. A palestra de Jenkins se deu durante o MaxiMídia, evento que foi transmitido de São Paulo para várias cidades do país. Vi Jenkins em Itajaí, num dos auditórios da Univali, e a transmissão deixou um pouco a desejar. Não pela qualidade de áudio e vídeo, mas por conta da direção de imagens. Nem sempre, era possível ver os slides que Jenkins apresentava. Isso porque os realizadores do MaxiMídia insistiram em mostrar o palestrante, sem dividir a tela e conjugar os conteúdos…

De qualquer forma, a fala de Jenkins reforçou o que vem se lendo dele há alguns meses. Aliás, seu livro “Cultura da Convergência” já circula em edição brasileira… Jenkins bateu em teclas já bastante conhecidas:

(*) A entrada da grande mídia em novas plataformas ajuda a desenvolver a convergência midiática, já que esses players sabem muito bem fazer o que já fazem, além de não quererem perder mercado nem dinheiro.

(*) Digitalização e Culturas Participatórias também contribuem para este cenário, mas trazem novos contornos para os públicos e para o próprio negócio da mídia. Isto é, de consumers passamos a prosumers: não só consumimos, mas também produzimos conteúdos consumíveis… Jenkins citou dois números altamente expressivos: 52% dos adolescentes dos Estados Unidos já produziram conteúdos de mídia e outro terço já distribuiu esses conteúdos.

(*) Associados aos pontos acima está a idéia de Inteligência Coletiva, conceito que entrevê, por exemplo, que as pessoas estão formando comunidades para resolver seus problemas. Isso muda o conhecimento, os públicos e a própria mídia. Muda ainda o relacionamento entre meios e públicos, produtores e receptores.

(*) Contar histórias transmídia, fazendo cruzamentos e extensão de conteúdos para outras plataformas, amplia narrativas, de acordo com diversos formatos.

(*) Colaboracionismo. Jenkins afirmou a necessidade de conjugar interesses no novo cenário onde o público, muitas vezes, transgride direitos autorais dos realizadores para consumir seus produtos. Segundo ele, é preciso incentivar a criatividade dos públicos, dos consumidores, mas esses devem também cooperar com os proprietários das marcas. Isso faz parte de uma economia moral, onde se deve restituir a confiança entre as partes. Há um choque entre compartilhamento e pirataria, entre consumo pago e tráfico de produtos, entre ações legais e ilegais, por exemplo.

A fala de Jenkins foi dinâmica, bem ilustrada e esclarecedora em alguns pontos. A chatice mesmo ficou por conta de Luiz Fernando Vieira, da agência África, que se encarregou de fazer perguntas ao palestrante. Atrapalhado com os conceitos, inseguro na fala e pouco à vontade, Vieira fez perguntas redundantes e circunscritas basicamente aos interesses dos publicitários. Uma pena… Os organizadores do Maxi Mídia deveriam ter trazido alguém da academia – notadamente, um pesquisador que conhecesse mais a obra e o pensamento de Jenkins – ou algum jornalista – geralmente, mais afeitos e preparados para o posto de perguntador…

ATUALIZAÇÃO (10 DE SETEMBRO DE 2008): Tiago Caminada fez um relato do que Mark Warshaw tratou no segundo dia do MaxiMídia. Aqui.

google nos deixa mais burros?

Joel Minusculi me falou de uma pesquisa que mostraria que a internet nos deixa mais burros. O texto saiu na Época Negócios (aqui) e, em resumo, menciona artigos de Nicholas Carr. Para ele, a internet vem modificando nossos cérebros e afetando nossa memória e resistência de leitura. Isto é, por conta do Google e Cia., não conseguimos ler textos mais longos. Ok, um prato cheio para quem quer satanizar as novas tecnologias.

Os argumentos de Carr são curiosos, interessantes, mas não me convenceram. Eu gostaria de ler a íntegra das pesquisas – cujos textos devem certamente ultrapassar dez ou quinze página – para me certificar…

(Se você, como eu, foge à regra de Carr, leia o texto dele que iniciou essa polêmica. Eu aviso: não é um texto curto)

portugueses recebem artigos sobre usos sociais e individuais da tecnologia

Jorge Pedro Sousa e Cristina Ponte mandam avisar:

Revista Media & Jornalismo
CALL FOR PAPERS
Tecnologias: usos sociais e individuais

A tecnologia não é neutra e a sua influência pulveriza-se em todas as áreas da actividade humana; reciprocamente, ela é incorporada no dia-a-dia de acordo com necessidades específicas que podem, eventualmente, ser distintas das que inicialmente foram pensadas como fundamento para o seu surgimento. Neste processo de tornar familiar o que é estranho, a tecnologia sofre alterações no âmbito dos usos sociais e individuais.

Como é moldado o quotidiano pela utilização de novos meios tecnológicos? Qual a relevância de escolhas individuais no universo de uma oferta massificada de objectos/gadgets? O que sustenta as resistências sociais à introdução de novas tecnologias? Quais as margens de liberdade individual na utilização de objectos técnicos? Quais as reais reconfigurações do espaço e do tempo nas sociedades contemporâneas? O que existe de realmente novo nos chamados novos media? Como problematizar a emergência do paradigma dos self media?

Estas são algumas das questões que a Revista Media & Jornalismo propõe para análise por parte dos investigadores interessados na temática acima indicada, convidando-os a submeterem artigos com vista à publicação num próximo número da revista.

As propostas devem ser enviadas até 31 de Janeiro de 2009.

Mais: http://www.cimj.org/publicacoes.asp?tipub=Revista

a internet se discute (cada vez mais por aqui)

De repente, não mais que de repente começam a despencar eventos de altíssimo nível sobre as novas mídias, e as transformações nos mercados por conta dos avanços tecnológicos. O IDG Now!, por exemplo, está promovendo a Digital Age 2.0, trazendo gente de peso como Lawrence Lessig, Seth Godin e outros.

Para acompanhar basta seguir o blog do evento, ou mesmo navegar livremente pela blogosfera. Um punhado de blogueiros-conectados estão cobrindo o encontro.

Outro dia, aconteceu o Media On, que trouxe outros nomes influentes da área, como o português António Granado, por exemplo. (Veja as palestras aqui)

Na semana que vem, tem ainda o Maximidia, que traz o Henry Jenkis, do MIT, entre outros. Este devo acompanhar mais de perto, e talvez sobre algum post por aqui.

Alguém aí pode se perguntar: o Brasil, afinal, entrou na rota dos principais eventos sobre mídia e tecnologia? Na verdade, isso não é de agora. Mas é certo que hoje temos mais claro que ocasiões como esta são interessantes para os promotores – afinal, são muito rentáveis -, para os palestrantes – que expandem seus pensamentos para diversos públicos – e mesmo para o mercado e a academia brasileiros.

o futuro do livro (eu sei, de novo…)

Quer ver mais um daqueles protótipos de como serão os livros num futuro próximo?

A Wired mostra aqui.

pesquisa mostra que crianças digitais são “multitarefas”

O canal televisivo pago Cartoon Network realizou uma pesquisa com 7 mil usuários de seu site, entre 7 e 15 anos, e chegou a resultados impressionantes sobre os usos e apropriações desses meninos e meninas da tecnologia e de atividades cotidianas. A conclusão mais ruidosa é de que 73% dos sujeitos da pesquisa têm o hábito de combinar o uso de diversas tecnologias ao mesmo tempo, revelando um comportamento “multitarefa”. Realizada todos os anos, a pesquisa Kids Experts acompanha o comportamento infanto-juvenil. 

A idéia do estudo é entender como os pequenos “nativos digitais” consomem diferentes meios enquanto fontes de informação e ferramentas de entretenimento, desvendando seu lado multitarefa – o hábito que as crianças têm de utilizar mais de uma ferramenta e executar mais de uma atividade ao mesmo tempo: baixar arquivos enquanto falam com os amigos pelo MSN, terminar um trabalho de escola enquanto postam scraps no Orkut, jogar videogame enquanto ouvem música.

Para auxiliar na obtenção dos resultados, também foi utilizado o método qualitativo batizado de “observação com registro”, no qual as mães de meninos e meninas registravam em um diário, durante quatro dias, as atitudes de seus filhos em relação aos mais diversos aparatos.

Outras conclusões da pesquisa:

– Uma em cada cinco crianças já postou algum vídeo no YouTube;

– Crianças entre 6 e 8 anos usam a tecnologia de forma mais passiva, com foco no entretenimento, fazendo atividades que não exijam a divisão da atenção;

– Entre 9 e 11 anos começa a existir maior interação, com busca também por informação – é quando acontece o pico da utilização dos videogames pelos meninos;

– A partir dos 12 anos, a comunicação também passa a ser elemento primordial, com a criança dominando totalmente as ferramentas. Nesta fase, elas conseguem executar até oito combinações diferentes entre tecnologias;

– A TV é o primeiro aparelho com o qual as crianças têm contato e está presente durante toda a infância, mas a música em aparelhos como rádio e MP3 players surge logo depois e ocupa espaço permanente;

– O computador cresce em influência a partir dos 9 anos e se transforma justamente no equipamento mais usado em combinação com outros, registrando presença em 57,5% das combinações entre meios;

– O celular é o equipamento que tarda mais a ser incorporado, já que seu uso regular aparece entre os 9 ou 10 anos. O estudo sinaliza ainda que o celular pode cada vez mais assumir um papel importante como integrador de todas as tecnologias.

– Mais de 70% das meninas pesquisadas usam programas de comunicação instantânea, sendo que 46% das meninas usam o MSN todos os dias e 22% passam de uma a duas horas conversando por meio do software;

– Nas comunidades online (Orkut, Facebook, MySpace), as meninas também dominam: 66% delas são membros, mantendo uma média de 80 contatos;

– Nas redes sociais, as crianças têm em média 23 amigos que não moram na mesma cidade, sendo que 73% diz que em suas listas de amigos têm mais pessoas que conhecem pessoalmente;

– 23% das meninas têm blog, fotolog ou videolog;

– 75% dos meninos têm videogame, sendo que o Playstation é o console favorito;

– Em comum, meninos e meninas entram em contato com o mundo digital cedo: 77% das crianças entre 7 e 9 anos entraram pela primeira vez em um site de comunidade online quando tinham entre 5 e 8 anos de idade;

– Duas em cinco das crianças pesquisadas já trocaram com amigos algum conteúdo de mídia na web (música, vídeo, fotos);

Para ler matéria do Rio Mídia sobre a pesquisa, clique aqui.

Para saber mais como “funciona” a chamada Geração Multitarefa, veja matéria do espanhol La Vanguardia.

EM TEMPO: Por falar em geração multitarefa, Paco Tejero comenta o livro de Jeroen Boschma – La generacion Einstein -, lançado recentemente e que aponta esta “nueva generación de jóvenes más intelligentes, más sociables y más rápidos”. Mas Paco Tejero é bem crítico quanto a isso. Aliás, Alex Gamela faz o mesmo, se perguntando: será que nossos alunos de jornalismo estão preparados para o que vislumbramos em nossos cursos e disciplinas? 

cnpq vem com 2 mil novas bolsas pq

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, anunciou hoje que o CNPq aumentará sistematicamente a concessão de bolsas de produtividade chegando a 17 mil até 2010. Para se ter uma idéia, em 2007, foram concedidas 10 mil, e neste ano, elas podem chegar a 12 mil.

De acordo com a assessoria de comunicação do CNPq, a coisa começa assim: “500 bolsas novas para serem implementadas a partir de julho, para pesquisadores que tiveram mérito reconhecido no último julgamento, mas não puderam ser atendidos”. Depois, “o CNPq concederá 1.500 novas bolsas para o julgamento deste semestre, que serão implementadas a partir de março de 2009. Outras 2.400 bolsas estão previstas para 2009 até alcançar 17 mil em 2010”.

Segundo o CNPq, “como houve expansão significativa do número de bolsas para o próximo julgamento, o edital será reaberto para dar oportunidade à inscrição de novos candidatos”.

Para se ter uma idéia, no último edital, que trouxe resultados no início do ano, a área de comunicação teve apenas três bolsas a mais do que em 2007.

As chamadas Bolsas PQ são bolsas de produtividade, destinadas a pesquisadores que apresentam grande produção científica e consideradas um estímulo necessário e bem-vindo à comunidade.

As notícias são boas, alentosas. É esperar pra ver…

cnpq lança nova versão do lattes

Você está no Orkut? No Facebook? No Gazzag ou qualquer desses sites de redes sociais?

Pois saiba que até mesmo os cientistas mais sérios têm lá seus sistemas parecidos. O CNPq tem a chamada Plataforma Lattes, rede de currículos eletrônicos da comunidade acadêmica. Por meio dela é possível localizar a produção, presença e atuação de 1,14 milhão de mestres, doutores, estudantes de graduação e pós-graduação, figurões, técnicos e o escambau na ciência nacional. Mais: você pode ver quem orientou quem, quais os links entre grupos de pesquisa e instituições e tal… Não parece um Orkut acadêmico?

Pois hoje o CNPq lançou uma nova versão do Lattes. Saiba mais nas informações da própria assessoria de comunicação do órgão

maratona sobre jornalismo e internet

Marcelo Träsel manda avisar:

Maratona de 24 horas na Famecos discute uma década de jornalismo na internet

Para discutir o jornalismo praticado em uma década de internet, a Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS realizará durante 24 horas ininterruptas o evento “10/24 – Notícia não tem hora”. As atividades ocorrerão das 18h desta quarta-feira (28/5) até as 18h de quinta-feira com um duplo objetivo: integrar a programação do + SET (série de eventos preparatórios para o 21º SET Universitário) e comemorar os 10 anos de funcionamento da Cyberfam, a pioneira das revistas eletrônicas desenvolvidas em um estágio de jornalismo online no Brasil.

Pela primeira vez no país, ocorrerá uma transmissão em alta definição (HD) via internet. Tudo que ocorrer nesta maratona poderá ser acompanhado no site http://cyberfam.pucrs.br. No site, haverá links para teleconferências, bate-papo online e apresentação de imagens captadas por câmeras instaladas na Famecos. Ainda ocorrerá transmissão de aulas do curso de Jornalismo por celular.

Para marcar os 10 anos da Cyberfam, serão entrevistados professores e alunos que já trabalharam na publicação. Um time de profissionais que atuam em Porto Alegre e em outras cidades do Brasil, dos Estados Unidos e da China foi convidado para a discussão sobre o impacto da internet no jornalismo. Os vários debates e entrevistas planejados podem ser acompanhados pelo site da Cyberfam ou por meio de televisões de plasma instaladas no saguão da Famecos (Av. Ipiranga, 6.681, prédio 7 – Porto Alegre).

links do momento: educação

[ * ] Prensa-Escuela: da Espanha, um projeto do jornal La Voz de la Galícia para fomentar a criação de novos leitores.

[ * ] Já está disponível o mais recente número da revista Educação e Tecnologia, do CEFET de Minas. (dica da Gladis L.Santos)

[ * ] Um coletivo de blogs educativos no Brasil

[ * ] 4º Seminário Jogos eletrônicos: narrativas, aprendizagem e desenvolvimento. Na Bahia, em agosto, mas com chamadas abertas.

[ * ] TV e professores: um site em inglês que pode oferecer material e idéias sobre o uso da telinha na sala de aula.

celulares na sala de aula

Vejam o que aconteceu numa escola portuguesa quando a professora irritada com os ring-ring decidiu confiscar o celular da aluna…

Seria cômico não fosse trágico!

faxina de links: jornalismo & mídia

um manifesto para a web e sua fauna

De tempos em tempos, palavras conseguem dar sentidos que parecem definitivos aos desejos e vontades das pessoas. Às vezes, essas palavras resultam em plataformas eleitorais; em outras, transformam-se em odes; em outras ainda, viram manifestos.

Pois recebi um link para um texto de Marco Gomes que eu já chamaria de um Manifesto para a Web, palavras de ordem para o mundo que estamos construindo com cliques, bits, sentimentos e razões as mais diversas. “Eu faço parte da revolução” lembra – com links, claro! – como a web e seus usuários produtores e compartilhadores de conteúdo têm modificado não apenas a comunicabilidade mundial, mas também as formas como nos associamos.

Vale a pena ler e guardar. Ler e voltar a ler de tempos em tempos.

inovação no jornalismo: um evento

David Nordfors, pesquisador sênior da Universidade de Stanford, convida para a 5ª Conferência de Inovação no Jornalismo, que acontece de 21 a 23 de maio no campus de lá.

Um apanhado do programa é o seguinte:

 

  • ‘THE ROLE OF MEDIA IN SOCIETY’
  • INNOVATION TRENDS
  • INNOVATION, INTELLECTUAL FREEDOM, INTERNET AND ITS IMPLICATION ON GLOBAL MEDIA ORGANIZATIONS
  • HOW CAN THE NEWS INDUSTRY SUCCEED IN THE INNOVATION ECONOMY?
  • ATTENTION WORKERS IN THE INNOVATION ECONOMY
  • HOW DO WE INNOVATE?

laptops na educação, o evento

Sergio Lima está contando tudo do que rolou no 2º Encontro sobre laptops na educação, no Rio de Janeiro.

Veja aqui.

ATUALIZAÇÃO: O professor Simão Pedro Marinho também postou sobre o evento. Aqui.

chamada de trabalhos: icbl 2008

Saiu a chamada de trabalhos para a edição 2008 da Conferência Internacional da Interactive Computer Aided Blended Learning, que acontece no em novembro em Florianópolis.

Veja o site aqui.

Deadline no começo de junho.

Esta é a segunda edição do evento que, segundo os organizadores, objetiva “focar na troca de
relevantes tendências e resultados de pesquisas, bem como na apresentação de experiências práticas obtidas com o desenvolvimento e teste de elementos da aprendizagem assistida por computador”.

Por isso, vale tudo: projetos-piloto, aplicações, relatos e produtos…

 

a wikipédia é confiável?

Acontece amanhã, dia 22 de abril, às 10 horas, na sala A do Mestrado em Educação da Univali (4º andar, bloco 29) a defesa da dissertação “A Wikipédia é confiável? Credibilidade, utilização e aceitação de uma enciclopédia online no ambiente escolar”, de minha orientanda Marli Vick Vieira.

Na argüição, os professores Francisco Chagas Souza (UFSC) e Adair Neitzel (Univali).

menos tecnologia, mais pedagogia

Hoje em dia, começamos a construir a casa pela janela. De que vale tanta tecnologia se nos falta um mínimo de planejamento pedagógico, se não temos clareza didática, se não há conceito de ensino?

Quem põe o dedo na ferida é Francisco Herrera no blog do Grupo Nodos_Ele.

(Por outro lado, em Bloc de Blocs, há uma remissão a um artigo de 2003 de Bartlett-Bragg sobre os cinco estágios de uso de blogs na educação. O link para o comentário está aqui)

monitor de mídia: edição 137

Já está na rede a edição 137 do Monitor de Mídia.

Um dos destaques é a entrevista com Jose Luis Orihuela sobre tecnologia, jornalismo e blogs.

Confiram!

international symposiun on online journalism

Começa amanhã em Austin a 9ª edição do Simpósio Internacional sobre Jornalismo Online, uma promoção da Cátedra Knight de Jornalismo e da Cátedra Unesco de Comunicação da University of Texas, e que tem por trás o brasileiro Rosenthal Calmon Alves.

A programação vai até sábado, e resumidamente, envolve essas temáticas:

  • Newspapers in the Time of Cholera: A Healthy Prescription for an Ailing Industry
  • Hybrid Newsroom for the Digital Age: Journalists are reorganizing their routines, learning new skills and doing their best to work for multiplatform, multimedia operations. How are integrated newsrooms (i.e., print + digital) working so far?
  • Emerging Business Models: Traditional media are struggling to adapt their old business models to respond to the devastating effects of disruptive, digital technologies, while a new generation of media companies is creating fresh, innovative new models. Will those efforts result in profitable businesses that would finance journalism as it happened during the last century?
  • Communities: The old, passive audiences are increasingly becoming clusters of new, active communities that still read, listen and watch the media, but demand to be read, listened and watched. Engaging those communities has become high priority for the media, but are their efforts succeeding?
  • Multimedia and Interactivity: Faster Internet connections and cheaper network and storage space have paved the way to more video and audio and more database journalism projects on the Web. Are online journalists finally taking advantage of the multimedia and interactive capabilities of the Internet?
  • News Games: Video games have become serious games and started playing an increasingly important role in education and professional training. Can video games now become a more common tool to help journalists to tell the story?
  • All for One and One for All? A Spanish Experience of Research About Media Convergence
  • Managing the Production of Online Journalism
  • Social Networking and User-Generated Content
  • Citizen Producers, Bloggers and the Evolution of Journalism
  • Issues in Online Journalism Research

Como tenho que dar aula nesta sexta à noite e tenho compromissos familiares no sábado, vou acompanhar os debates e falações por quatro canais:

O site oficial do evento, aqui.

O blog do evento, que conta com nada mais, nada menos que 15 repórteres (!)

O blog e o Twitter do António Granado, que está lá e participa do simpósio.

Ah! Dá pra assistir por um canal de vídeo em tempo real também: aqui

Dois brasileiros estão entre os convidados das mesas, a professora Elisabeth Saad (USP) e o jornalista Fernando Rodrigues (Folha de S.Paulo).

internet na sala de aula: um evento

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Na Espanha, acontece de 26 a 28 de junho próximos, o 1º Congresso Nacional de Internet na Sala de Aula. O evento acontecerá simultaneamente em Madri, Granada, Santander e Barcelona. Mas se você, como eu, não está na Espanha nem deve aparecer por lá naqueles dias, tem outra chance de acompanhar: há uma modalidade virtual do evento que acontece de 1º de abril a 30 de outubro.

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jornalismo online: princípios básicos (3)

Paul Bradshaw oferece a terceira parte de seus posts especiais sobre os princípios básicos do jornalismo online.

O primeiro foi Brevidade. Em seguida, veio o Adaptabilidade. Agora, o Scanabilidade.

Neste blog, já dei algo sobre isso aqui e aqui.

livro combina com vídeo

Sempre adorei comprar livros. Quando vou a uma livraria, não posso ter pressa, compromisso nem nada. Gosto de vasculhar as estantes, pegar os volumes, acariciar as capas, devorar orelhas e contracapas, escanear os sumários. Comprar livros é um prazer sensorial: envolve tato, visão, olfato e até o paladar (quem não lambe a ponta do dedo para folhear?)

Não renunciei a este prazer, mas não resisto e compro também pela internet. As livrarias virtuais estão cada vez mais interessantes. Entre as nacionais, a minha predileta é a Cultura. Tem visual claro, sem a poluição da Amazon ou as cores berrantes da Submarino. É segura, tem promoções interessantes e a entrega é super rápida.

Esta semana, descobri mais uma novidade que eu gostei lá na Cultura: agora, você clica num dos livros e abaixo das informações técnicas e trechos do livro, tem vídeos (do YouTube) relacionados.

Achei uma sacada! Cultura não tem fronteira: nem de país, de língua, de mídia, de nada…

Livro combina com vídeo sim!

eleições nos eua: saiba tudo

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Se o assunto é a eleição presidencial nos Estados Unidos e você está mais perdido que cachorro que cai do caminhão de mudança, não se preocupe. O IG preparou um excelente infográfico que ensina como funciona a coisa por lá, quais são os candidatos, quando vai ser e o que os caras acham de temas polêmicos como aborto e casamento gay.

Acesse aqui!