wikileaks, jornalismo e a preservação de fontes

A primeira semana de setembro foi crítica para a equipe do WikiLeaks. Em poucos dias, o mais famoso site de vazamentos foi hackeado, trocou farpas com grandes jornais, sofreu críticas globais sobre seus métodos, e ainda viu seu mentor – Julian Assange – na iminência de sofrer mais um processo, agora do governo australiano. Não bastasse isso, começam a despontar dois concorrentes no mercado de vazamentos: o OpenLeaks, do dissidente Daniel Domscheit-Berg, e a SafeHouse, do The Wall Street Journal.

Apesar de viver sempre com a navalha na garganta, sentindo o cerco se fechar sobre seu projeto, Assange parece ter o sangue frio dos enxadristas. A semana foi difícil, mas isso não o impediu, por exemplo, de participar por teleconferência de um importante evento no Brasil sobre tecnologia – o InfoTrends – e disparar contra veículos de comunicação que há pouco tempo eram parceiros do WikiLeaks. Sempre é bom lembrar: Assange cumpre uma espécie de prisão domiciliar na Inglaterra, pois responde judicialmente a diversas acusações, entre as quais a de estupro.

O estopim para o mais recente tiroteio foi a divulgação pelo Wikileaks de quase 134 mil documentos, dos quais alguns traziam as identidades das fontes, contrariando a rotina de vazamentos anteriores. O Departamento de Estado dos EUA reagiu, argumentando que a publicação colocava em risco as pessoas mencionadas e prejudicava operações de contraterrorismo.. O procurador-geral da Austrália, Robert McClelland, também se enfureceu, pois do lote de documentos, constavam os nomes de 23 australianos suspeitos de participação em grupos terroristas do Iêmen. Para McClelland, a informação “compromete a segurança nacional” de seu país. O WikiLeaks se defendeu das acusações, colocando a culpa no jornal britânico The Guardian, um de seus parceiros na mídia tradicional no que foi chamado de “o maior vazamento público de documentos da história”. Segundo Assange, o livro publicado em fevereiro pelos jornalistas David Leigh e Luke Harding revelava a senha para acessar documentos na íntegra, sem ocultação dos informantes. O jornal alegou que seus jornalistas haviam sido informados por Assange que a senha era temporária e seria trocada em poucos dias. Verdadeiro jogo de empurra…

No primeiro dia de setembro, Assange voltou a atirar, descarregando agora também contra The New York Times, outro ex-colaborador. Segundo o mentor do WikiLeaks, os grandes conglomerados de mídia estão mais comprometidos com os governos de seus países do que com os interesses dos leitores. Na sequência, o WikiLeaks publicou o lote de 251 mil documentos da diplomacia norte-americana – aquele do maior vazamento do mundo – em versão não-criptografada, colocando mais gasolina na fogueira. Quatro de seus parceiros na imprensa – The Guardian, The New York Times, El País e Der Spiegeltrataram de condenar a ação, eximindo-se de qualquer responsabilidade. Ao que tudo indica, acabou o casamento entre o maior site de vazamentos e alguns dos mais influentes veículos de comunicação mundial. Azedou de vez a relação entre o resultado de uma nova cultura de tratamento da informação surgida com a internet e os meios midiáticos tradicionais.

Mas é preciso entender alguns aspectos dessa novela. O primeiro é que o WikiLeaks não tem os mesmos compromissos que a imprensa ou órgãos governamentais. Não se pode esperar que opere com as mesmas preocupações de preservação de fontes. O WikiLeaks parece não manter esses compromissos, e – claro! – corre o risco de ser considerado “irresponsável” e “negligente”. Por outro lado, os cinco parceiros na mídia convencional sabiam que pouco poderiam confiar no site de Assange. Cresceram os olhos com o volume das informações exclusivas a que teriam acesso, e se arriscaram na joint-venture. A decisão não foi apressada; a costura da parceria demorou meses. Foram ingênuos? Difícil afirmar que alguém nesse episódio esteja isento de responsabilidades.

O fato é que a sequência de capítulos traz à tona – para além de nomes e relatos – questionamentos sobre os limites e os compromissos que devem ter aqueles que detêm informações estratégicas. Pode-se pode colocar vidas em risco por conta da divulgação de dados? O que vale mais: o direito à vida ou o direito de ser informado? Quem define a preponderância de um sobre o outro? Quem deve garantir cada um desses direitos? A quem cabe zelar pela integridade dos informantes? De que forma sites como o WikiLeaks devem se orientar nesses casos? Os critérios jornalísticos valem para organizações não-jornalísticas?

Na nova ecologia comunicacional, não existem apenas os dinossáuricos jornalistas e suas paquidérmicas organizações de informação. Outros animais midiáticos também compõem a fauna, e dividem os recursos e o território. Julian Assange e o WikiLeaks são espécimes recentes, sem catalogação ainda. Conviver com estranhos assim, num cenário em ebulição, é desafiador não apenas para quem trabalha nas redações ou no serviço diplomático. O público – de forma muito sábia e silenciosa – assiste à reacomodação das forças.

(publicado originalmente no objETHOS e republicado no Observatório da Imprensa)

não é bem um wikileaks, mas vale…

A Folha de S.Paulo está colocando à disposição dos leitores uma série de documentos que ajudam a dar mais clareza às relações políticas nacionais e internacionais dos últimos anos. O projeto Folha Transparência, segundo o próprio jornal, é “é um conjunto de iniciativas do jornal para divugar informações e documentos de interesse da sociedade. O projeto reflete não só o trabalho de reportagem da Folha como também ações nas esferas administrativas e judicial para levar o poder público a revelar dados mantidos em sigilo”.

Não chega a ser comparável ao WikiLeaks, mas vale pelo esforço e pela abertura.

mas, afinal, por que as pessoas compartilham?

Alguém por aí já disse que to share é um dos verbos do momento. Sim, compartilhar está na moda. Compartilhar vídeos, fotos, músicas, textos, livros, enfim, todo tipo de conteúdo online. Atitudes simples de dividir têm modificado hábitos de consumo, têm provocado terremotos na indústria dos bens simbólicos e têm feito muita gente queimar as pestanas para responder porque isso acontece.

The New York Times Customer Insight Group, a divisão de pesquisas de marketing do jornal mais influente do mundo, produziu um estudo sobre o que vem chamando de Psicologia do Compartilhamento (Psicology of Sharing).

Para reforçar o tema, vou compartilhar com vocês o estudo
(18,6 Megas, 47 páginas, em inglês e no formato PDF).

princípios editoriais da globo: um debate

Na semana passada, participei com Eugênio Bucci, Leonel Aguiar e Alberto Dines de um debate no programa de TV do Observatório da Imprensa. O tema foi o documento das Organizações Globo que estabelece os princípios editoriais do grupo. O programa do Observatório é transmitido pela TVBrasil nas noites de terça-feira (hoje tem!) e depois fica disponível na internet.
A seguir, o debate sobre as diretrizes globais, em três partes.

Parte 1 de 3

Parte 2 de 3

Parte 3 de 3

cadê a crise que tava aqui?

Certamente, você já ouviu falar que as tiragens dos jornais estão despencando, que as verbas publicitárias evaporaram, que o jornalismo está morrendo à míngua e que o mundo vai acabar em 2012. Pois é, mas não é bem assim não… pelo menos no Brasil.

Na verdade, na verdade, os proprietários de jornais estão rindo de orelha a orelha.

No primeiro semestre de 2011, a circulação de jornais foi recorde: 4,4 milhões de exemplares por dia, conforme números auditados pelo Instituto de Verificação de Circulação (IVC). Se se considerar os jornais que não são acompanhados pelo IVC, a quantidade pode chegar a 8 milhões, estima o mercado. E se você multiplicar cada exemplar por quatro – que é uma média aceita de leitores por produto -, chegaremos a uma fatia de 32 milhões de leitores de jornal por dia no país.

Não fosse só isso, já seria boa notícia. Mas tem mais. O setor calcula que, de 2004 até a primeira metade deste ano, a circulação tenha crescido 32,7%, quase um terço a mais!

Não é à toa que os donos de jornais devem estar gargalhando. Tanto é que a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) não se conteve e publicou anúncio dando esses mesmos dados nos maiores diários brasileiros esta semana. Vá comparar esse desempenho com os mercados europeus e norte-americano…

globo lançou suas diretrizes editoriais

Publico uma rápida análise do documento hoje no objETHOS:

O maior grupo de comunicação do país, as Organizações Globo, anunciou no último final de semana o que chama de seus princípios editoriais. O documento sintetiza as diretrizes jornalísticas que orientam os veículos do conglomerado na TV, rádio, jornais, revistas, e internet, e está sendo amplamente divulgado nesses meios. Mas onde está a novidade? Está mais no lançamento do documento do que em seu teor propriamente dito.

(leia na íntegra)

uma conferência sobre cultura pirata

Vai ser no dia 6 de Outubro de 2011 (uma quinta-feira), na sala polivalente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. A entrada é livre e o evento vai das 10 às 19 horas.
Inscrições: http://culturapirata2011.w​ordpress.com

PROGRAMAÇÃO

10h – Sessão de Abertura

10h15 – 11h15
Conferência de abertura | As contradições da Sociedade da Informação
José Luis Garcia (ICS-UL)

11h30 – 13h00
Impactos da Pirataria na Economia Contemporânea
Moderação: Marta Sofia Pinho Alves (ICS-UL)
Patrícia Dias da Silva (ICS-UL)
Manuel Lopes Rocha (PLMJ)
Paula Simões (UC)
Cristina Susigan (IPP| CEMRI-UAB)

14h30 – 16h00
Militância pirata: Activismos, sistemas de governo e propostas políticas
Moderação: Flávia Santos (FCSH – UNL)
Inês Pereira (CIES – IUL)
Pedro Jacobetty (CIES-IUL)
Alcimar Queiroz (CIES-IUL)
Rodrigo Saturnino (ICS-UL| CEMRI-UAB)

16h15 – 17h45
Consumismo e comunismo na Cultura Pirata
Moderação: Pedro Pereira Neto
Ludwig Krippahl (FCT – UNL)
Miguel Caetano (CIES-IUL)
Jorge Vieira (CIES-IUL)
Jorge Martins Rosa (FCSH – UNL)

18h00 – 19h30 | Mesa Redonda
Copyfight: Fronteiras entre a crise da propriedade privada e do bem público
Mediação: Patrícia Dias da Silva (ICS-UL)
Nuno Pereira (ACAPOR)
Rui Seabra (ANSOL)
Eduardo Simões (AFP)
André Rosa (Movimento Partido Pirata Português)

um produto revolucionário

A querida @aninhalaux me mostrou o vídeo com este produto verdadeiramente impactante, invejável, sensacional.
É ecológico, econômico, ergonômico, portátil, acessível e amigável.

Viva a experiência!
(E o Steve Jobs de araque é bem engraçado)

internet das coisas: baixe um ebook

A exemplo do post anterior, temos aqui um estudo da Fundación de la Innovación Bankinter e da Accenture agora sobre a chamada “internet das coisas”, que nada mais é senão a conexão de objetos, utensílios, equipamentos por meio de rede, de forma a transmitir informações e otimizar serviços.

Esta publicação é de 2011, tem 78 páginas, 2,4 Megabytes de arquivo, em formato PDF e está em espanhol.

Baixe aqui.

computação em nuvem: baixe um ebook

Qual é a terceira onda das tecnologias da informação e comunicação?
Um estudo da Fundación de la Innovación Bankinter e da Accenture responde: é a computação em nuvem, conjunto de práticas e dispositivos que permite que se acesse arquivos e aplicativos online, permitindo maior mobilidade do usuário e dispensando traquitanas de todos os tipos.

“Cloud Computing” é uma publicação que enfoca a realidade da Espanha, mas que não despreza o fenômeno global que deve conformar um mercado de 42 bilhões de dólares em 2012. Vale a leitura, vale acompanhar.

O estudo é de 2010, tem 129 páginas, 1,8 Megabytes de arquivo, em formato PDF e está em espanhol.

Baixe aqui.

mapa múndi das redes sociais

Quer ver como evoluíram as redes sociais no planeta de junho de 2009 a junho de 2011?
Acompanhe os infográficos produzidos pelo Vincos, com base em dados do Alexa e Google Trends for Websites.

World Map of Social Networks

guia de segurança e privacidade na web

Não é segredo nenhum que se deixa um monte de rastros na internet e que isso pode ser pessoal demais. Tem gente que não liga para isso, que se lixa para manter a própria privacidade. Outros ignoram cuidados mais básicos de segurança. Independente do seu perfil, vale a pena dar uma olhada neste Guia Completo de Privacidade e Segurança na Web, produzido pelo The Edublogger, e que traz dicas úteis para Twitter, Google + e Facebook.

Baixe o guia aqui. (PDF, 13 páginas, 740 Kb)

mídia desavisada não sabe o que é hacker

Os ataques recentes a páginas eletrônicas do governo federal trouxeram à tona no noticiário um festival de desinformação, ignorância e preconceito. Para a maioria dos meios de comunicação, as sobrecargas em sites e as pichações virtuais foram obras de hackers. Mas não foram hackers os autores. Veja porque…

Para saber um pouco mais, volte algumas casas no tabuleiro…

 

 

 

na compós

Estou em Porto Alegre para a 20ª reunião anual da Compós. Vim para apresentar o trabalho “Valores, ordenamentos de conduta e subsistência do jornalismo”, que traz parte dos primeiros resultados de uma longa pesquisa a que venho me dedicando.

Neste texto, meu propósito é fazer emergir os valores específicos dos documentos jornalísticos (quatro códigos de ética jornalística brasileiros) e entrever possibilidades de novos ordenamentos éticos por conglomerados de mídia nacionais.

Ficou curioso? Acesse o texto aqui.

Se quiser uma versão curta, veja a apresentação a seguir.

liberdade de conexão; liberdade de expressão

A Unesco lançou uma publicação de 105 páginas abordando o estado das coisas em termos de liberdade de conexão à web e suas implicações no desenvolvimento da liberdade de expressão para os cidadãos. O planeta tem pouco mais de 1,97 bilhão de internautas, o que significa que menos de um terço da população tem acesso a uma quantidade quase infinita de informações. “Freedom of Connection-Freedom of Expression” ataca o tema, apoiando-se em pesquisa empírica e estudos de casos da normas e regulamentos ao redor do mundo.

São seis frentes de estudo:

  • Iniciativas técnicas relacionadas à conexão e desconexão, a exemplo de filtros de conteúdo
  • Direitos digitais
  • Política industrial e regulação, incluindo direitos autorais, TICs e propriedade intelectual
  • Cuidados com o usuário
  • Padrões e políticas para a rede
  • Segurança da rede, como o controle de pragas virtuais

Vale conhecer o estudo. Baixe aqui

jornalistas e redes sociais: resultados de pesquisa

A divisão brasileira da ONG Artigo 19 já sistematizou os resultados que colheu na pesquisa que realizou com jornalistas abordando o tema das redes sociais. A amostra é de 150 jornalistas de 20 estados e os questionários foram aplicados em abril e maio de 2011.

Algumas questões abordadas:

  • As redes sociais favorecem a liberdade de imprensa?
  • Quais são os limites entre a identidade profissional e o perfil pessoal nas redes sociais?
  • Qual o uso profissional das redes sociais?
  • As redes sociais favorecem o jornalismo cidadão?
  • As redes sociais e blogs aumentam a transparência das empresas jornalísticas?
  • Os jornalistas de referência nas mídias tradicionais são os mesmos de referência nas redes sociais? Blogs e redes sociais favorecem que mais jornalistas se tornem famosos?
  • Como acontece a discussão sobre as políticas de comunicação e a imprensa nas redes
    sociais?

Veja os resultados em arquivo PDF, 11 páginas: aqui

A pesquisa Artigo 19 contou com apoio do escritório da Unesco no Brasil e com o Portal Imprensa.

wikileaks e the guardian: bastidores

Há algumas semanas, o programa Milênio – da GloboNews – entrevistou o jornalista David Leigh, um dos principais nomes do jornal The Guardian na parceria com o WikiLeaks. Sílio Boccanera conversou com o editor investigativo, que também é um dos autores de “Wikileaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de estado”.

Uma versão em texto dos principais trechos está no Consultor Jurídico (aqui), mas o vídeo da entrevista pode ser acompanha em duas partes: aqui e aqui.

contemporânea chama para textos sobre wikileaks

Reproduzo mensagem de André Lemos e Edson Dalmonte, editores da revista Contemporânea.

Edição – Agosto 2011
“WIKILEAKS – CIBERCULTURA E POLÍTICA”
A Revista Contemporanea lança um call for papers sobre o tema “Cibercultura e Política”, tendo como ênfase principal a discussão sobre o fenômeno “Wikileaks”. No final de 2010, o “Wikileaks” difundiu importantes e constrangedores documentos secretos que incomodaram as principais potências mundiais (EUA, China, França, GB) e alguns países emergentes, entre eles o Brasil. O papel das tecnologias de comunicação e informação (TICS) na reconfiguração do jogo político não é um fato novo, desde as ações ativistas e micropolíticas, até o uso por candidatos, políticos eleitos, partidos políticos, bem como governos e instituições públicas. O caso “Wikileaks” (“Wiki”, plataforma colaborativa online e “Leak”, vazamento, circulação de informação) é a mais nova faceta do ciberativismo global e coloca em discussão o papel do jornalismo, da diplomacia mundial e dos novos meios de comunicação. Segundo Manuel Castels, uma nova etapa da comunicação política foi inaugurada. A revista Contemporanea quer investigar essas questões.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 31 de maio
Resultado da seleção: 20 de junho
Trabalho de revisão: 21 a 30 de junho
Publicação da Revista: 15 de agosto

jornalismo e redes sociais, o debate

Não deu tempo de avisar antes, mas não tem problema. Com a internet, pode-se recuperar muita coisa, até mesmo o debate “Redes sociais transformam o jornalismo?”, de que participei na quinta passada, 19, na Rádio Ponto da UFSC.

O debate aconteceu no programa “Jornalismo em Debate”, produzido por alunos de graduação e pós-graduação e parte da Cátedra Fenaj. Estiveram na bancada comigo o jornalista César Valente, do blog De Olho na Capital; o jornalista Alexandre Gonçalves, do Coluna Extra; e a Alexandra Zanela, editora do Diário.Com. Por telefone, participou o jornalista Douglas Dantas, do Sindicato de Jornalistas do Espírito Santo. A supervisão dos trabalhos foi de Valci Zuculotto e a mediação foi de Áureo Moraes, ambos professores da UFSC.

A conversa foi de alto nível e atiramos para vários lados: mudanças no perfil dos jornalistas, a participação do público, possíveis furos de reportagem pelas mídias sociais, fim do jornalismo, credibilidade dos meios, enfim, muita coisa interessante.
Ficou curioso? Então, ouça!

Bloco 1
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.34.mp3

Bloco 2
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.35.mp3

Bloco 3
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.36.mp3

assange na trip

A revista Trip traz na edição de maio em uma de suas capas o rosto do WikiLeaks, Julian Assange.
Deixando de lado o ar enigmático de sempre, os sobretudos e cachecois, o australiano aparece sorrindo e com camisa da seleção brasileira.
A conferir…

jornalismo e inovação: evento na califórnia

Clique abaixo e acesse para mais informações:

diário catarinense, 25 anos

O jornal de maior circulação em Santa Catarina completou hoje 25 anos.
Numa época em que diversos abutres sobrevoam os jornais impressos, o jubileu do Diário Catarinense é uma notícia que exibe parte do vigor dessa indústria.
A exemplo de outros casos, o DC produziu um vídeo para celebrar a data, mostrando um pouco do seu processo produtivo. Marketing à parte, vale “visitar” a rotina de um jornal diário nesses tempos de notícia full time.

jornalistas e redes sociais: uma pesquisa

O escritório da UNESCO no Brasil, o Portal Imprensa e a ONG Artigo 19 estão aplicando uma pesquisa online sobre jornalismo e mídias sociais. Segundo os promotores, a divulgação dos resultados da pesquisa vai fazer parte das atividades de celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa no Brasil, em 3 de maio.

“O objetivo da pesquisa é identificar desafios e possibilidades do uso de redes sociais para o exercício do jornalismo”, informam os realizadores. A pesquisa é aplicada por meio de um formulário eletrônico, com 32 questões bem diretas, e que não duram muito para serem concluídas. As respostas podem ser anônimas.

Para participar, acesse http://artigo19.org/midiassociais/pesquisa

nova revista sobre comunicação e tecnologias

   Já está circulando na rede o primeiro número da revista Tinta Electrónica, voltada para temas da comunicação e das novas possibilidades tecnológicas. A publicação é editada pelos jornalistas Sandro Medina Tovar (do Peru) e Emiliano Cosenza (da Argentina), e na edição de estreia traz textos de Mario Tascón (Espanha), Pedro Jerónimo (Portugal), Anderson Paredes (Venezuela), María Pastora Sandoval (Chile), Martín Fernández (Argentina), Rolly Valdivia Chávez (Peru), Susana Morán (Equador), Lina Ceballos (Colômbia) e Gerardo Albarrán de Alba (México).

A publicação está no formato PDF, é fácil de baixar, e deve sair sempre em abril, agosto e dezembro. O número 1 tem 28 páginas e o layout é bem modesto, talhado para facilitar a leitura do conteúdo. O tema de abertura da nova revista eletrônica é “Fazer jornalismo num novo ecossistema informativo”.

Para saber mais sobre a revista, leia a entrevista que a jornalista Esther Vargas fez com Sandro Medina. Para baixar, clique aqui.

simpósio de jornalismo online: a revista

Há doze anos o Knight Center for Journalism in the Americas (da Universidade do Texas, em Austin) promove o seu Simpósio Internacional de Jornalismo Online, um evento que já é referência mundial para as dicussões da área. Em 2011, vinte pesquisas foram apresentadas, selecionadas de um total de cinquenta enviadas. Mais de duzentas pessoas acompanharam o simpósio no início de abril e uma síntese pode ser lida aqui.

Entre as novidades, houve o lançamento do primeiro número de uma revista científica que estará vinculada ao simpósio, a #ISOJ. A publicação pode ser acessada em formato ePub e PDF.

No sumário deste número inaugural,

Setting Guidelines on How to Design the News Online. Portuguese Online Newspapers and their Spanish, Argentinian and Brazilian CounterpartsNuno A.Vargas (Universidade de Barcelona, Espanha)

Citizen Journalism, Citizen Activism, and Technology: Positioning Technology as a ‘Second Superpower’ in Times of Disasters and TerrorismSharon Meraz (Universidade de Illinois, EUA)

Web Production, News Judgment, and Emerging Categories of Online Newswork in Metropolitan JournalismChris Anderson (College of Staten Island, EUA)

Methods for Mapping Hyperlink Networks: Examining the Environment of Belgian News WebsitesJuliette De Maeyer (Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica)

Hypertext Newswriting Effects on Satisfaction, Comprehension and AttitudesJoão Canavilhas (Universidade da Beira Interior, Portugal)

mais um e-book grátis sobre direitos autorais

O Grupo de Estudos em Direitos Autorais e Informação (Gedai) da UFSC é um dos pólos mais produtivos de investigação sobre o tema no país. Seus membros desenvolvem pesquisas, promovem eventos e fazem circular muitos materiais de referência para a área. O mais recente deles é o e-book dos anais do 4º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que aconteceu no ano passado em Florianópolis.

Baixe aqui.

 

 

adeus, gutenberg… ou não!

Anthony Smith, Philip Meyer, Ramón Salaverria, Mario Tascón, entre outros, abordam o futuro do jornalismo, a crise dos impressos, a emergência dos tabletes e de outras formas de difundir o jornalismo. Tudo na mais recente edição da revista Periodistas, da Federação das Associações de Jornalistas da Espanha (FAPE).

Baixe e confira.

redes sociais, jovens e crianças

Orkut, Facebook e Twitter já são tão populares entre as novas gerações que parece que alguns bebês abrem suas contas nesses ambientes antes mesmo de fazer o teste do pezinho. Apesar do meu exagero, tem gente mais qualificada que se preocupa com o uso (ou intenso uso) das redes sociais por crianças e jovens.
É o caso da Academia Americana de Pediatria, que produziu e está circulando um estudo sobre o tema em seu periódico oficial. Em pauta, benefícios dos usos, impactos na aprendizagem, acesso a informações de saúde, ciberbullyng, pressões para o consumo, preocupações com a garantia da privacidade dos pequenos.

Tudo bem que a publicação é localizada – originária dos Estados Unidos -, mas pode servir como um bom roteiro para ser replicada em outras partes, inclusive aqui. (São 303 Kb, sete páginas, em PDF e em inglês)

Baixe!

 

comunicação digital: mais dois livros

Se você é pesquisador, profissional da área, usuário ou curioso, estão aí dois novíssimos títulos de livros produzidos em português sobre os temas que rondam a comunicação digital:

Intercom Sul 2010: perspectivas da pesquisa em comunicação digital
Organização: Maria Clara Aquino, Adriana Amaral e Sandra Montardo
Baixe aqui

Jornalismo e convergência: Ensino e práticas profissionais
Organização: Claudia Quadros, Kati Caetano e Álvaro Larangeira
Baixe aqui

reflexões sobre jornalismo: ebook

Em internet, um lançamento de três meses se torna um evento jurássico. Mas mesmo correndo o risco de ser cobrado por isso, indico a leitura de Reflexiones sobre Periodismo, livro organizado pela sempre atenta Esther Vargas e por Sofía Pichihua. O livro eletrônico  foi lançado no penúltimo dia de dezembro, mal completou cem dias de vida, mas se mantém fresco e pulsante.

O ebook tem 23 páginas e reúne curtos textos de jornalistas e especialistas em comunicação sobre aspectos que são essenciais para se compreender o jornalismo atual e o que está por vir. Bem editado, é fartamente ilustrado, e merece a atenção de quem pensa e se interessa pelo turbilhão de coisas que chacoalha as nossas certezas.

por aqui!