o que me surpreendeu no “manual do frila

Devorei ontem o Manual do Frila, que meu amigo Maurício Oliveira lançou no início da semana. Não me surpreendeu o texto leve e bem humorado, afinal trabalhei com o autor e essa é uma das muitas qualidades dele. Não me surpreendeu a objetividade do livro, afinal a editora Luciana Pinsky – minha editora, inclusive – tem lançado títulos no mercado que se caracterizam por sua utilidade e foco bem preciso.

O que eu não esperava era o imenso despudor do Maurício de não apenas dividir sua experiência como jornalista freelancer, mas de escancarar detalhes tão pessoais e íntimos de seu cotidiano. Nas páginas do livro, sabemos da trajetória do repórter, de seus êxitos e mancadas, de seus filhos e esposa, de como organiza seu tempo cotidianamente, e até mesmo do que pretende fazer após os 40 anos.

O Manual do Frila é declaradamente uma obra pessoal, mas os depoimentos colhidos junto a outros freelancers ampliam sua abrangência. Quer dizer: não se trata de uma biografia, mas o tom confessional do Maurício me surpreendeu. Por uma única razão: tenho menos coragem para me mostrar do que ele.

Mas você percebeu: este post é apenas uma impressão muito particular sobre o livro. Se vale a pena ler? Sim, vale. As histórias contadas são ótimas; as dicas, preciosas; os conselhos, úteis; e o livro vem a calhar, pois a bibliografia brasileira sobre o tema é praticamente inexistente…

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  1. Danilo Duarte

    Engraçado como este livro está ganhando espaço na blogosfera rapidamente, não?
    Eu, com minhas menos de duas dezenas de meses como formado, ganhei de presente este livro e igualmente devorei-o feito um morto de sede no deserto.
    De fato, os conselhos do autor são bastante interessantes e praticáveis. Aliás, foi exatamente o que fiz: durante a leitura, me surgiu uma proposta de frila. Lá fui eu, com as dicas do Maurício à mente e, agora percebo, consegui mostrar uma postura mais profissional e confiante.
    Interessante o que faz um livro com a gente, não?

  2. rogério christofoletti

    Danilo, um livro muda uma pessoa; pode transformar uma geração… livros são poderosas caixinhas onde a gente guarda ideias: grandes e pequenas; inofensivas e poderosas!!!
    abs

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