ocupar wall street: uma sugestão

Se antes boa parte da mídia ignorava, agora já é impossível fechar os olhos para os muitos protestos em Nova York e outras muitas cidades pelo mundo. O movimento para “ocupar Wall Street” tem bandeiras variadas e uma indignação comum contra o sistema financeiro, banqueiros e governos.

Não é fácil colocar centenas de pessoas acampadas em locais públicos e mantê-las unidas e motivadas por tantos dias. Por isso, temendo o esvaziamento, eu sugiro um novo lance aos manifestantes. Em vez de ocuparem Wall Street, eles devem desocupar os bancos!

Isso mesmo! Incito os manifestantes a limpar suas contas nos bancos, a retirar toda a grana retida no sistema financeiro. Com isso, podem dar um recado concreto: sem nossa grana, o sistema não fica em pé. Imagine se todos fizerem isso… pode não ser, nem um arranhãozinho no monstro, mas e se a coisa se alastra globalmente?

Alguma Cassandra histérica poderá dizer: Mas você está promovendo a baderna, o caos, a quebra do sistema financeiro! Menos… menos… só estou sendo absolutamente pragmático e socando direto no fígado. Em forma de protesto, os manifestantes dariam uma banana aos banqueiros, exigindo juros mais baixos, lucros menos escandalosos, relações menos exploratórias. Pressionados pelos correntistas e pela opinião pública, os governos e os bancos teriam que rever as bases de um sistema menos perverso…

9 comentários em “ocupar wall street: uma sugestão

  1. Rogério, até daria certo se fosse para manter fora do sistema $ por dois ou três dias. Depois disso, não dá pra manter poupança debaixo do colchão para sempre, ele perde valor.
    O ideal seria transferir para bancos sociais (onde parte dos rendimentos financia micro negócios), ou bancos públicos – eu mesma só tenho conta neles, jamé que banco privado especulativo insensato vai ver o meu suado “faz-me rir” – e deixar os banqueiros esperneando. Ninguém precisa abandonar o sistema, apenas aderir às pontas mais humanizadas dele. O “core”, insensível ao seu papel social mais expressivo, acaba sendo obrigado a ceder.

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