death jazz!

Começa assim: um japonês gorducho, vestido de preto, com chapéu de aba larga e com pinta de gigolô grita por um megafone. Na verdade, anuncia o título da música que está por vir. Um segundo japonês – este careca! -, vestido com uma camisa coloridíssima, dança como uma minhoca ao mesmo tempo em que toca o seu saxofone. Ele puxa a fila, pois um terceiro japonês com óculos berrantes, cabelos encaracolados (!) e um trompete colado nos lábios, berra notas altíssimas. A luz inunda o palco e já são seis japoneses, uma brigada formada ainda por baterista, tecladista e baixista.

O conjunto da obra é bem esquisito: eles dançam freneticamente, se espalham por todos os cantos e o som atravessa as paredes. Uma sonzeira pra falar a verdade. Parece pop, parece R&B, parece qualquer coisa dançante e irresistível, mas é jazz. Death Jazz!, corrige o chefe da banda, aquele que mais parece um gigolô, e que só se ocupa de desfilar, supervisionar a performance alheia, puxar palmas da plateia e dar palavras de ordem pelo megafone.

Esquisito é pouco. Imagine uma banda japonesa de jazz que põe todo o mundo pra dançar! Até o nome é estranho: Soil & “Pimp” Sessions. Chega de palavras. Arraste os móveis na sala e ouça (em volume alto, por favor).

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