o massacre de realengo nos jornais

É triste, terrível, inexplicável. Sem nome o que aconteceu no Rio…

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redes sociais, jovens e crianças

Orkut, Facebook e Twitter já são tão populares entre as novas gerações que parece que alguns bebês abrem suas contas nesses ambientes antes mesmo de fazer o teste do pezinho. Apesar do meu exagero, tem gente mais qualificada que se preocupa com o uso (ou intenso uso) das redes sociais por crianças e jovens.
É o caso da Academia Americana de Pediatria, que produziu e está circulando um estudo sobre o tema em seu periódico oficial. Em pauta, benefícios dos usos, impactos na aprendizagem, acesso a informações de saúde, ciberbullyng, pressões para o consumo, preocupações com a garantia da privacidade dos pequenos.

Tudo bem que a publicação é localizada – originária dos Estados Unidos -, mas pode servir como um bom roteiro para ser replicada em outras partes, inclusive aqui. (São 303 Kb, sete páginas, em PDF e em inglês)

Baixe!

 

o major me ligou

21h44 de ontem e toca meu celular. Não reconheci o número que chamava, mas atendi. Do outro lado, uma voz calma, num tom baixo, anunciou que se tratava do major Marcio Luiz Alves, responsável pela Defesa Civil em Santa Catarina. Respeitosamente, desculpou-se de estar ligando àquela hora e justamente no celular, e perguntou se eu tinha tempo para falar com ele. Respondi afirmativamente, e ele revelou que me ligara por conta de um post neste blog, em que eu questionava a atitude dele se candidatar em 2010 a uma vaga na Assembleia Legislativa.

No post de janeiro deste ano (leia aqui), eu me questionava se aquele gesto não teria sido oportunismo, já que o soldado frequentava com assiduidade os meios de comunicação locais. À época do post, eu “pensava em voz alta”, tentando investigar as razões da minha discordância de sua atitude.

Pois bem, não é que ontem me liga o major?

Como jornalista, não foi a primeira vez que alguém me procurou para comentar o que escrevi. Já recebi telefonemas mais inflamados, menos educados, alguns até ofensivos, outros elogiosos. Já recebi ameaças ostensivas e veladas, e chamadas que tentavam me convencer de que aquela não era a melhor maneira de narrar ou descrever algo.

Mas o telefonema do major me surpreendeu ontem. Não por ele ter ficado “chateado” com o que escrevi, mas pelo tom cordato, civilizado; pela atenção que dispensou ao contar pacientemente sua trajetória pública. Me surpreendeu também o fato de ele encontrar o telefone pessoal de um blogueiro desconhecido e tentar falar com ele pessoalmente, para explicar suas razões. Ele poderia ter ignorado, ou deixado um comentário no blog… Achei, no mínimo, atencioso. O major tinha o claro propósito de tirar uma má impressão que eu mantinha dele, e isso me fez pensar sobre como as redes sociais, os blogs, e as novas tecnologias de informação e comunicação podem aproximar mais e mais as pessoas. Imagine se todo político tivesse esse canal aberto com seus eleitores? Imagine se também ocorresse o contrário: um eleitor indignado com seu representante ligaria para ele se queixando?

Pois esses novos dispositivos de comunicação que dispomos permitem o encurtamento de certas distâncias. No meu caso, me manifestei num blog. Por alguma razão qualquer, o major leu e quis falar com aquele cara que dele escreveu, quis conhecer um eleitor anônimo. Em termos de democracia, não é pouca coisa. Em outros tempos, um militar te ligaria para tirar satisfação e não para prestar informações. Nos quase vinte minutos de chamada, não me senti pressionado a apagar meu post ou a fazer qualquer retratação. Do outro lado da linha, o major em nenhum momento insinuou isso. Percebi que ele respeitou minha opinião, e porque achei o caso surpreendentemente positivo e por respeito a ele, faço esse registro.

uma música, um piano, uma animação

É possível que já tenha ouvido esse tema.
Está na novela das sete na Globo. Originalmente, ele vem do filme “O fabuloso destino de Amélie Poulain”, e o tema musical é assinado por Yan Thiersen: Comptine d’un autre été l’après midi (algo como Rima de uma outra tarde de verão).
O filme é lindo, a música também, e a animação… bem, confira.

jornalismo, política e negócios

A edição de janeiro-março da revista Jornalismo & Jornalistas, editada pelo Clube dos Jornalistas português, aborda ao menos dois aspectos delicados das relações da atividade profissional com seus entornos sociais: o político e o econômico. No primeiro, faz um relato do seminário Media, Jornalismo e Democracia, promovido em novembro em Lisboa. O evento foi realizado pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ). Depois, a J&J volta fazer uma pergunta incômoda mas necessária: que modelo de negócio se deve adotar para sobreviver? A questão ecoa os movimentos do 2º Congresso Internacional de Ciberjornalismo, que aconteceu no Porto em dezembro passado.
Ficou interessado? Então, baixe a revista aqui e confira.

transparência na alesc e jornalismo watchdog

Reportagem do Diário Catarinense desta semana, assinada por Upiara Boschi, apontou que a Assembleia Legislativa do estado é das menos transparentes do país. A matéria, com chamada na capa da edição de domingo, 27, denuncia que no site da Alesc não estão disponíveis dados como assiduidade dos deputados, gastos em viagens e outras informações de interesse dos cidadãos.

Pois a reportagem teve efeito imediato. No início da semana, o presidente da Alesc, Gelson Merísio, apressou-se a anunciar numa coletiva que o Legislativo estava trabalhando num novo site, mais informativo. Quem acompanha o caso sabe que não foi apenas a matéria dominical que provocou essa reação. Na semana passada, outras matérias já questionavam viagens de parlamentares à China, sendo que mal se sabia dos motivos, dos custos, dos resultados e pior: um dos deputados viajantes é diretamente interessado na prosperidade dos negócios com aquele país, já que atua no setor de comércio exterior…

Esse quase cerco à Alesc traz à tona duas questões: deveres dos órgãos públicos e funções da imprensa. Nas democracias recentes, é cada vez mais invocado o princípio da transparência, e por isso gestores públicos e representantes da população precisam prestar contas do que fazem e do que deixaram de fazer. É um princípio constitucional, democrático, moderno, republicano, e que tende a se universalizar. Os norte-americanos têm uma palavra para isso: accountability. Nas palavras de um velho ditado: não basta que a mulher de César seja honesta; ela precisa também parecer honesta.

Diretamente ligado ao dever dos órgãos públicos está uma função do jornalismo: fiscalizar os poderes, acompanhar seus passos e informar à população o que está certo e o que não está. Os norte-americanos também um nome para esse tipo de prática: watchdog journalism. Numa tradução aproximada: jornalismo cão-de-guarda. Não se trata de um jornalismo pittbul que ataca a todos, mas de um jornalismo que resguarda, assegura, vigia os interesses da coletividade.

Por isso, o novo site da Alesc é bem vindo, sim. Assim como são bem recebidas as reportagens que seguem as sombras dos poderes. Jornalistas e políticos, mesmo que muito diferentes, deveriam se guiar por valores semelhantes: o bem comum, a vontade coletiva, o interesse público. Seria muito bom se fosse sempre assim. Seria…

congresso internacional de ética

Acontece hoje, amanhã e quarta na Universidade de Sevilha, Espanha, o 1º Congresso Internacional de Ética da Comunicação.
Veja a programação aqui.

 

resenha de “vitrine e vidraça”

Carlos Tourinho, jornalista e professor brasileiro que faz doutorado em Portugal, assina resenha sobre o livro “Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo”, que reúne artigos de pesquisadores da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi).

A resenha saiu hoje no Observatório de Imprensa, leia aqui.
O livro pode ser baixado aqui.

empresa jr na ufsc

Diversos cursos de Comunicação no país já contam com suas agências júniores, que são iniciativas com o claro propósito de aproximar ainda mais as atividades de formação acadêmica com as rotinas do mercado de trabalho. A partir de agora, o curso de Jornalismo da UFSC também terá sua agência: é a Comunica!, autointitulada “a primeira agência júnior de jornalismo de Santa Catarina”.

O evento de inauguração acontece hoje à noite, a partir das 18h30, no auditório do Centro Socio-Econômico (CSE-UFSC). Palestra com Mario Motta, que atua em rádio, TV, jornal e web no Grupo RBS.

Sucesso!
Siga a Comunica! no Twitter.

deadline para eventos

Os eventos acontecem no segundo semestre, mas o prazo para mandar artigos para avaliação se esgota nos próximos meses.
Para não deixar pra última hora, anote aí:

1º Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana
3 a 6 de agosto – São Paulo, SP: USP
Deadline: 25 de abril
Mais informações: http://www.confibercom.org/congresso/pt/home

5º Simpósio Nacional da ABCiber
16 a 18 de novembro – Florianópolis, SC: Udesc e UFSC
Deadline: 30 de junho
Mais informações: http://abciber.org/index1024.html

 

 

 

 

 

 

ceni faz o centésimo gol

100 gols de um goleiro equivalem a 1000 de um atacante.
Sem mais…


(dica do também são-paulino Marcos Palacios)

 

tuitando do simpósio

Se você quer acompanhar à distância o 2º Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo do PosJor/UFSC, siga pelo twitter a hashtag #simposiopesqjor

 

 

transmissão ao vivo do simpósio

Se por alguma razão você não pode acompanhar a conferência de abertura do 2º Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo da Região Sul, que acontece hoje e amanhã aqui na UFSC, não se desespere.

Acompanhe a transmissão ao vivo da abertura.

simpósio de pesquisa em jornalismo começa hoje

Acontece hoje e amanhã aqui na UFSC em Florianópolis o 2º Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo, uma promoção do Mestrado em Jornalismo com apoio da Fapesc.

As inscrições serão feitas no local do evento, são gratuitas e rendem certificado para os participantes.

Veja programação:

Quinta, 24 de março
18h: ABERTURA: “A produção científica do Jornalismo na Comunicação”

  • Profª Drª Cláudia Quadros, pesquisadora do PPGCOM/UTP e diretora científica da SBPJor
  • Profª. Drª. Marialva Barbosa, pesquisadora do PPGCOM/UTP e diretora científica da Intercom
  • Prof. Dr. César Bolaño, presidente da Associação Latino-Americana de Investigadores em Comunicação (Alaic)

19h30: CONFERÊNCIA DE ABERTURA: “Inovação e renovação: chaves para a aprendizagem do jornalismo no século XXI”
Carlos Eduardo Cortés S., jornalista e pesquisador pela Rádio Nederland Training Centre (RNTC) – América Latina e pela Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano

Sexta, 25 de março
9h: PARTE 1 – “Questões teórico-metodológicas da pesquisa em Jornalismo”

  • Profª. Drª. Christa Berger, pesquisadora do PPG/Unisinos
  • Profª. Drª. Ana Carolina Escosteguy, pesquisadora do PPG/PUC-RS
  • Prof. Dr. Paulo Boni, pesquisador do PPGCOM/UEL
  • Profa. Rosa Maria Cardoso Dalla Costa, pesquisadora do PPGCOM/UFPR

12h-14h: Almoço

14h: PARTE 2 – “Questões teórico-metodológicas da pesquisa em Jornalismo”

  • Profª. Drª. Márcia Franz Amaral, pesquisadora do PPGCOM/UFSM
  • Profª Drª Nilda Jacks, pesquisadora do PPGCOM/ UFRGS
  • Profª Drª Doris Fagundes Haussen, pesquisadora do PPG/PUC-RS
  • Profª Drª Cláudia Quadros, pesquisadora do PPGCOM/UTP
  • Profª Drª Gislene da Silva, pesquisadora do POSJOR/UFSC

16h: Intervalo Café

16h30: Reunião dos coordenadores dos programas de pós-graduação
(atividade restrita)

18h: ENCERRAMENTO: “Desafios científicos institucionais e de investigação no campo do jornalismo”
Profª. Drª. Itania Gomes presidente da COMPÓS e pesquisadora na área de telejornalismo

 

 

 

 

 

 

 

 

comunicação digital: mais dois livros

Se você é pesquisador, profissional da área, usuário ou curioso, estão aí dois novíssimos títulos de livros produzidos em português sobre os temas que rondam a comunicação digital:

Intercom Sul 2010: perspectivas da pesquisa em comunicação digital
Organização: Maria Clara Aquino, Adriana Amaral e Sandra Montardo
Baixe aqui

Jornalismo e convergência: Ensino e práticas profissionais
Organização: Claudia Quadros, Kati Caetano e Álvaro Larangeira
Baixe aqui

vivo numa ilha!

É praticamente impossível escolher onde se nasce. Por uma razão muito simples: nunca te consultam sobre isso. Mas é plenamente possível optar onde viver e, quem sabe, passar os últimos dias da vida.

Para os seres humanos, a vida se desenrola em torno das cidades. E mesmo que tentemos fugir delas, elas se estendem ao longo do mundo e acabam nos alcançando. Não se vive fora delas, e cada cidade ajuda a gerar tipos diferentes de vida. Por isso que escolher é tão importante, tão precioso, tão especial.

Eu, por exemplo, vivo numa ilha há catorze anos. Num dia qualquer, me precipitei do interior de São Paulo para Florianópolis, com o claro propósito de escrever as linhas da vida com a minha caligrafia torta. Talvez tenha sido esse o único destino verdadeiro que decidi. De lá pra cá, mergulhei na cidade, e fiz dela a minha pátria. Como a gente pertence à cidade dos filhos, tratei de fincar uma raiz familiar na capital catarinense. E costumo dizer: quando (e se) eu morrer, quero ser enterrado aqui.

Eu sei que Florianópolis é desses lugares fáceis de deitar elogios. As belezas naturais, a exuberância de suas mulheres, as curvas dos seus caminhos, seus sabores à mesa, seu sol e as águas do Atlântico fazem desse canto um encanto. Mas quem aqui vive sabe também das feridas: o trânsito caótico, a insegurança pública, a fauna especulativa no setor imobiliário, o anacronismo político.

Mas eu vivo numa ilha e sou muito, muito feliz.
Meu horizonte se alarga aqui. A maresia me desvencilha dos problemas. O vento sul renova nossos ares.

Florianópolis faz aniversário amanhã, e eu quase nem ligo pra isso. É que comemoro todos os dias.

Ao leitor invejoso, desculpe a falta de pudor. É que ando meio manezinho, sabe…

 

e se tivéssemos um sistema deontológico?

Hoje, no Observatório da Ética Jornalística, assino um artigo em que defendo a concepção e implementação de um sistema deontológico para o jornalismo brasileiro. Esse tal sistema nada mais seria do que um conjunto de ferramentas e ações para fortalecer uma ética que ajude a redefinir nossa profissão. Mas por quê?, você pode perguntar. Eu respondo: acho que hoje em dia a definição dos contornos dessa atividade passa antes por vias deontológicas do que por jurídicas.

Quer saber mais? Vai lá no objETHOS!

 

 

 

“periódicos ufsc” novo em folha

O Portal de Periódicos da UFSC está de cara nova.
Com isso, todas as revistas passaram por uma “cirurgia plástica”, adotando novas folhas de estilo e menus de navegação. São 42 publicações científicas produzidas da universidade, todas usando o Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas (SEER), do Ibict, o que possibilita a consulta e leitura gratuita de todos os seus conteúdos.

A Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo, também está no Portal de Periódicos UFSC. Aliás, a revista está com chamadas abertas para a próxima edição até 20 de abril. Estão sendo recebidos apenas artigos sobre o tema “Democracia e Regulação”, já que a comissão editorial está priorizando a tramitação desses textos junto aos avaliadores.

Veja a chamada aqui. Consulte as normas de formatação de texto aqui.

reflexões sobre jornalismo: ebook

Em internet, um lançamento de três meses se torna um evento jurássico. Mas mesmo correndo o risco de ser cobrado por isso, indico a leitura de Reflexiones sobre Periodismo, livro organizado pela sempre atenta Esther Vargas e por Sofía Pichihua. O livro eletrônico  foi lançado no penúltimo dia de dezembro, mal completou cem dias de vida, mas se mantém fresco e pulsante.

O ebook tem 23 páginas e reúne curtos textos de jornalistas e especialistas em comunicação sobre aspectos que são essenciais para se compreender o jornalismo atual e o que está por vir. Bem editado, é fartamente ilustrado, e merece a atenção de quem pensa e se interessa pelo turbilhão de coisas que chacoalha as nossas certezas.

por aqui!

a andi se renova

Um dos projetos que mais admiro no Brasil na área do jornalismo é o da ANDI, uma organização não-governamental que desde o começo dos anos 1990 tem canalizado esforços para colocar em pauta na mídia os direitos da infância e da adolescência. De lá pra cá, a ANDI ajudou a modificar a cabeça das redações brasileiras quando o assunto é esse. E isso não é exagero.

As ações da ANDI qualificaram jornalistas para esse tipo de cobertura, criaram prêmios e incentivos de formação, aproximaram fontes especializadas de repórteres, produziram estudos e fizeram um monitoramento dos meios únicos do país, apontando falhas de reportagem e enaltecendo aspectos positivos. A agência também foi grande fomentadora de redes de cooperação, tanto no Brasil quanto na América Latina…

Pois desde ontem a ANDI já não é mais a mesma. É maior!
A organização colocou na rede um novo portal – mais dinâmico e funcional – e comunicou a ampliação de seu horizontes de preocupação. Se antes ANDI significava Agência de Notícias dos Direitos da infância, agora a sigla vira a marca ANDI Comunicação e Direitos. Mas não só: além da prevalência do assunto Infância e Juventude, outras duas bandeiras se colocam como prioritárias: Inclusão e Sustentabilidade; Políticas de Comunicação.

Para quem acompanha a ANDI, não se trata de uma novidade, mas de uma consequência natural do trabalho que já vinha se ampliando nos últimos anos, com a aproximação desses novos temas. Na verdade, como diz a cúpula diretiva, a ANDI amplia sua agenda em função de avanços da sociedade brasileira. Não é pouca coisa nesses poucos anos de redemocratização…

 

 

liberdade de expressão e autorregulação: novos livros

A representação da Unesco no Brasil lançou hoje três novas publicações sobre o sistema midiático brasileiro. Os textos foram produzidos em parceria com a Fundação Ford, e fazem parte da série Debates em Comunicação e Informação.

O Ambiente Regulatório para a Radiodifusão: uma Pesquisa de Melhores Práticas para os Atores-Chave Brasileiros, assinado por Toby Mendel e Eve Salomon, é uma análise da situação regulatória do sistema nacional em comparação com África do Sul, Alemanha, Canadá, Chile, França, Estados Unidos, Jamaica, Malásia, Reino Unido e Tailândia.

Liberdade de Expressão e Regulação da Radiodifusão, dos mesmos autores, reflete sobre “a centralidade da regulação para a proteção, a promoção e a garantia do direito de receber, buscar e transmitir informações, ideias e opiniões.

Andrew Puddephatt é o responsável por A importância da autorregulação da mídia para a defesa da liberdade de expressão que sintetiza as intersecções do tema com a prática do jornalismo, com os princípios editoriais e com as estratégias de Responsabilidade Social Empresarial.

ética para blogueiros

A definição de padrões de conduta para quem navega na web é um assunto bastante polêmico e recorrente. Desde o surgimento da grande rede, alguns cidadãos mais preocupados tentaram estabelecer algumas regras mínimas para uma convivência virtual. Surgiam as netiquetas, isto mesmo, no plural. Listinhas que tentam normatizar os comportamentos no ciberespaço existem aos montes, e de alguma maneira isso evoluiu para duas direções: a mais robusta delas é a das políticas de privacidade, algo mais institucional e corporativo e que tenta sinalizar ao visitante de um site alguns limites na sua interação com aqueles conteúdos e ambientes; uma segunda “evolução” das netiquetas são os códigos de conduta para blogueiros e redes sociais.

Já houve algumas tentativas de regramento das atitudes de blogueiros, mas todas elas ficaram ou muito restritas a grupos ou mostraram-se pouco eficientes. Trocando em miúdos: parece haver uma resistência maior da comunidade de usuários de estabelecer regras de conduta, receando que firmar um pacto como este possa “engessar” os blogs, cercear a ação de seus titulares.

Este medo é justificado? Talvez sim, mas não quero discutir isso agora. O que me interessa mesmo é trazer esse assunto à tona, já que ele me interessa bastante. Tanto como pesquisador da área quanto como blogueiro. E é aqui que eu queria chegar!

Códigos de ética para blogueiros são importantes? Podem ser.

São eficientes? Talvez.

São necessários? Ainda não sei, mas sei de uma coisa: não se pode conviver em grupo sem um conjunto mínimo de critérios e valores que sinalizem limites para os indivíduos. Sem isso, corremos o risco de atropelar as pessoas, ignorando aspectos importantes da sociabilidade humana. Não estou falando que todos os blogs devem seguir as mesma regras de ortografia, de distribuição visual de seus conteúdos, de oferecimento de links, etc.

Eu me refiro a aspectos mais profundos, a exemplo de valores como respeito a quem visita o blog, criatividade na oferta de conteúdos, inteligência na expressão de ideias, independência editorial, originalidade e inovação, entre outras coisas. Claro que cada um pode criar e manter o blog que bem lhe der na telha. Mas como qualquer meio de comunicação, um blog não pode descuidar daqueles que consomem seus conteúdos, que interagem com eles, que o replicam e por aí vai.

De maneira muito particular, tenho algumas regras no Monitorando:

a) Não reservo espaço para anúncios publicitários: tento “preservar” meu leitor da enxurrada de banners, pop-ups e outras interferências nos posts que tenham caráter comercial. A razão é muito simples: não ganha dinheiro com o blog e não tenho esta intenção. Ao me dedicar ao Monitorando, de alguma maneira, quero ter uma presença pessoal na web, estabelecer conexões com outras pessoas e ainda contribuir com algum conteúdo a este grande projeto de inteligência coletiva que é a web.
b) Não faço troca de links: o motivo é igualmente simples. Indicar um endereço na internet é como indicar um restaurante para um amigo, um hotel para um visitante, e por aí vai. Não pode ser qualquer indicação; é como empenhar a própria palavra. Existe uma responsabilidade embutida ali. Se alguém oferece um link, testo e vejo que vale a sugestão, indico, naturalmente. Mas trocar links não é só fazer uma ação entre amigos, é também estalecer uma reciprocidade compulsória, distante da espontânea indicação. Eu ainda prefiro a liberdade de escolher a quem indicar.
c) Não bajulo quem não mereça: as razões são as mesmas do item anterior.
d) Não ofereço links patrocinados: novamente, o que me desmotiva a fazer isso é a busca de uma independência editorial para o blog. Quero manter a liberdade que um blog me reserva. Nesta semana, por exemplo, fui procurado por um portal com a seguinte proposta: eu escreveria um post de até 300 palavras sobre um determinado assunto e me pagariam 25 euros por isso. Depois de escrever, eu deveria comunicar ao portal sobre o post, eles o cadastrariam e seria feito um vínculo entre meu post e o tal portal. Resumo da ópera: eu produziria conteúdo qualificado para o portal sobre o tal assunto e ganharia um dinheirinho. Declinei. Não se trata de pudor, não estou rasgando dinheiro, nem sou maluco. Mas é que prefiro escolher sobre o que escrever, quem linkar e quando fazê-lo. Prefiro ter a liberdade, inclusive, de citar esse caso, de falar abertamente sobre o tema. É uma questão de princípio, um

Sou melhor que os outros blogueiros? Claro que não.
O Monitorando é melhor que outros endereços por aí porque tem essas regrinhas? Claro que não, até porque os critérios que aferem qualidade são muito mais diversos, amplos e complexos.

Mas eu faço questão de criar limites para a minha conduta, de adotar essas regras e apresentá-las aos meus leitores. Acho mais honesto e franco, pois é nisso também que a internet se apoia, acredito eu. Mas mais importante que criar e seguir regras de conduta é pensar sobre elas. É nisso que consiste o raciocínio ético, é desta forma que se experimenta uma reflexão de caráter moral. Parece tão fora de moda, né? Mas que nada! Os valores e os princípios são uma necessidade da experiência humana, caminhos pelos quais nos aproximamos e nos afastamos uns dos outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

novos tuíters e blogueiros

Atualizei há pouco os mapeamentos que vimos fazendo sobre pesquisadores lusófonos da Comunicação que mantêm blogs e pesquisadores da área que estão no Twitter. A primeira lista já foi atualizada 45 vezes e agora tem 215 blogs de Brasil e Portugal. A segunda está na 40ª versão e conta com 360 tuíters.

Pesquisadores da Comunicação no Twitter: aqui

Lista lusófona de blogs da Comunicação: aqui

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mestrado em jornalismo abre vagas

O Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (PosJor) lançou ontem o edital para seleção da próxima turma de mestrandos. O prazo para as inscrições para o Processo Seletivo 2011 vai de 14 a 25 de abril. As inscrições são gratuitas e feitas pela internet.

Mais informações sobre datas estão aqui no Edital 001/POSJOR/2011.
Veja ainda uma sugestão de estrutura para o projeto de pesquisa.

O Mestrado em Jornalismo é o único do país com esta área de concentração. Tem conceito 4 na Capes – num total de 7, mas com programas com no máximo 6. São duas linhas de pesquisa: Fundamentos do Jornalismo, e Processos e Produtos Jornalísticos. São doze professores, quatro deles pesquisadores de produtividade do CNPq.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

filosofia 2.0 e redes sociais

Acontece hoje e amanhã na Universidade Nacional Autônoma do México o 1º Encontro Filosofia 2.0 e Redes Sociais.

Confira a programação:

Hoje, 14
Comunicações tradicionais: 10h-12h

  • Miguel Angel Cabrera Sanchez. “Redes sociales, caos y Tecnopolítica. Tradicional”
  • Marco Antonio Godínez Bustos. “La proliferación digital del discurso y el futuro de la filosofía”
  • Adriana Romero Villegas. “Sobre el Ciber-Café-Philos y la filosofía de autoayuda”. Benemérita Universidad Autónoma de Puebla.
  • Carlos Alberto Pineda Saldaña. “Lebenswelt 2.0”


Comunicações dinâmicas: 12h – 14h

  • Mauricio Sosa. “Debate sobre las aporías de la democratización en las redes sociales”
  • Oscar Santana. “Algunas consideraciones en torno a la relación entre Filosofía, Redes Sociales y Bibliotecas digitales”
  • Leticia Flores Farfán: “Estrategias Contemporáneas de lectura de la antigüedad grecorromana”

Pausa

Apresentações de ferramentas: 17h – 19h

  • Antonio Salgado. “Ambientes colaborativos y documentales”
  • Talía Elizabeth Morales. “Revista AIon.mx”
  • “Círculo de estudios de la filosofía Mexicana”

Amanhã, 15
Comunicações dinâmicas: 10h-12h

  • Isabel Galina. “Publicaciones digitales”
  • Ernesto Priani. “Micro filosofía”
  • Ramos Chaverry Soto. “Redes sociales y procesos de subjetivación”
  • Daniela Michel. “Alcances y limitaciones de Wikipedia para laformación digital del alumno”

Comunicações tradicionais: 12h-14h

  • Edith Gutiérrez Cruz. “Hay un ethos en Twitter”
  • Francisco Javier Montes. “Redes sociales: evolución y alteración mental y cerebral”
  • Alberto Constante: “Escrito en Twitter”
  • Raúl Trejo Villalobos y Rebeca Garzón Clemente, “Hacia una clasificación de los sitios WEB especializados en Filosofía (En lengua Española)”

14h: Encerramento

blogs, links e intertextualidade

Viajo hoje para Santa Maria para participar da banca avaliadora da dissertação “Posts intertextuais: um estudo de links nos blogs Luis Nassif Online, Conversa Afiada e O biscoito fino e a massa”, de Silvana Copetti Dalmaso. O trabalho foi orientado pela professora Luciana Pellin Mielniczuk na UFSM e estarei à banca com a sempre divertida Marcia Benetti Machado.

Na dissertação, Silvana analisa o episódio da “bolinha de papel” das eleições presidenciais do ano passado, repercutido nos blogs Conversa Afiada, O Biscoito Fino e a Massa e Luis Nassif Online.

Ficou curioso? Aguarde passar a banca e entre em contato com a autora…

espanhois discutiram jornalismo digital

Terminou ontem o 12º Congreso de Periodismo Digital, evento que aconteceu em Huesca, na Espanha, e que juntou acadêmicos e jornalistas para se discutir as novas tendências do jornalismo online.

  • Para saber um pouco mais da programação, acesse o site oficial
  • Para baixar um ebook com os trabalhos acadêmicos apresentados, clique aqui (em espanhol, 444 páginas e 8,6 megabytes de arquivo)

simpósio de pesquisa avançada em jornalismo

Acontece em 24 e 25 de março na UFSC em Florianópolis o 2º Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo, uma promoção do Mestrado em Jornalismo com apoio da Fapesc. Segundo os organizadores,

O evento contará com a participação de pesquisadores em Comunicação e Jornalismo dos oito cursos de pós-graduação em Comunicação dos três estados do sul do país para discutir variados temas relacionados aos desafios institucionais e técnico-metodológicos da pesquisa e ensino no campo jornalístico.

O simpósio terá palestrante internacional, as inscrições serão feita no local do evento, são gratuitas e rendem certificado para os participantes.

Veja programação:

Quinta, 24 de março
18h: ABERTURA: “A produção científica do Jornalismo na Comunicação”

  • Profª Drª Cláudia Quadros, pesquisadora do PPGCOM/UTP e diretora científica da SBPJor
  • Profª. Drª. Marialva Barbosa, pesquisadora do PPGCOM/UTP e diretora científica da Intercom
  • Prof. Dr. César Bolaño, presidente da Associação Latino-Americana de Investigadores em Comunicação (Alaic)

19h30: CONFERÊNCIA DE ABERTURA: “Inovação e renovação: chaves para a aprendizagem do jornalismo no século XXI”
Carlos Eduardo Cortés S., jornalista e pesquisador pela Rádio Nederland Training Centre (RNTC) – América Latina e pela Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano

Sexta, 25 de março
9h: PARTE 1 – “Questões teórico-metodológicas da pesquisa em Jornalismo”

  • Profª. Drª. Christa Berger, pesquisadora do PPG/Unisinos
  • Profª. Drª. Ana Carolina Escosteguy, pesquisadora do PPG/PUC-RS
  • Prof. Dr. Paulo Boni, pesquisador do PPGCOM/UEL
  • Profa. Rosa Maria Cardoso Dalla Costa, pesquisadora do PPGCOM/UFPR

12h-14h: Almoço

14h: PARTE 2 – “Questões teórico-metodológicas da pesquisa em Jornalismo”

  • Profª. Drª. Márcia Franz Amaral, pesquisadora do PPGCOM/UFSM
  • Profª Drª Nilda Jacks, pesquisadora do PPGCOM/ UFRGS
  • Profª Drª Doris Fagundes Haussen, pesquisadora do PPG/PUC-RS
  • Profª Drª Cláudia Quadros, pesquisadora do PPGCOM/UTP
  • Profª Drª Gislene da Silva, pesquisadora do POSJOR/UFSC

16h: Intervalo Café

16h30: Reunião dos coordenadores dos programas de pós-graduação
(atividade restrita)

18h: ENCERRAMENTO: “Desafios científicos institucionais e de investigação no campo do jornalismo”
Profª. Drª. Itania Gomes presidente da COMPÓS e pesquisadora na área de telejornalismo

 

 

 

em inglês e em espanhol (também)

A partir de agora, a revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), também receberá artigos científicos em espanhol e inglês.
A decisão faz parte de uma série de esforços para internacionalizar o periódico, propiciar mais diálogo com outros pólos de produção científica e aumentar a qualidade das edições.
A revista está com chamadas abertas até 20 de abril para a primeira edição do ano, cujo tema é “Democracia e Regulação”.

Mais informações sobre a chamada aqui.

Acesse as instruções de formatação de textos para os autores aqui.

A Estudos em Jornalismo e Mídia é um periódico eletrônico semestral, e tem conceito B3 no sistema Qualis/Capes.