jornalistas brasileiros estão “bem na fita”

As lideranças sindicais brasileiras estão cada vez mais influentes nas entidades classistas do jornalismo global.
Celso Schröder, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), desde 2008, responde também pela Fepalc, a Federación de Periodistas de América Latina y Caribe. Agora é a vez de Beth Costa, que já presidiu a Fenaj, e que foi escolhida neste mês para ser a nova secretária-executiva da International Federation of Journalists (FIJ). A jornalista brasileira foi selecionada entre 41 candidatos de todo o mundo e vai substituir o irlandês Aidan White, que estava no cargo desde 1987.

 

 

um blog sobre o futuro do jornalismo

O principal jornal espanhol, El País, lançou esta semana um blog para debater as transformações pelas quais o jornalismo vem passando. Trata-se de Periodismo con Futuro, cujos propósitos seus editores explicam:

Com todas as incógnitas do momento, o título deste blog é uma afirmação naquilo que acreditamos sem duvidar. O Como, Quem, Onde e Quando já não estão tão claros. Queremos abrir um debate sobre o presente e o futuro do jornalismo e sua indústria, sobre novas tendências, conteúdos, tecnologia, suportes e modelos de negócio, com informação e análise. E viver em primeira mão um novo ecossistema informativo tão apaixonante quanto incerto.

Entre os destaques do que já foi postado, há vídeos de entrevistas curtas com publishers do El País, do New York Times e da Der Spiegel.
Acesse o blog!

 

 

 

 

 

 

 

hitler e o wikileaks

Em mais uma paródia ao filme A Queda, quando legendas cômicas são adicionadas a uma cena num bunker, Hitler se irrita com os vazamentos do Wikileaks. Guardadas as devidas proporções, deve ter acontecido uma explosão semelhante no gabinete da secretária de Estado Hillary Clinton, em dezembro passado…

mulher e jornalista

Como não poderia deixar de ser, o assunto hoje – e para mim, todos os dias! – é a mulher.
Não gosto da data porque a sua origem é muito triste, mas marcar um dia por elas ainda é necessário. Não acha?

Então, veja o relatório que os Repórteres Sem Fronteiras fizeram sobre liberdade de imprensa e gênero… Em inglês, 12 páginas e 1,3 mega de arquivo.

 

 

 

compolítica já tem programação

Os organizadores do 4º Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política (Compolitica) acabam de disponibilizar as listas de trabalhos aprovados para os grupos de trabalho. O evento acontece no Rio de Janeiro nos dias 13, 14 e 15 de abril.

Veja a programação geral:

DIA 13/ABRIL

16h – Reunião da Diretoria da Associação

18h às 19h – Entrega do material do congresso

19h às 19h30 – Abertura

19h30 às 21h – Conferência “A Comunicação Política e sua institucionalização no Brasil”

21h – Coquetel + lançamento de livros

DIA 14/ABRIL

09h às 10h30 – Mesas I e II

10h45 às 12h15 – Mesas III e IV

14h às 18h – GTs I

19h – Oficina “Por Dentro das Campanhas Eleitorais”

22h – Confraternização

Grupos de Trabalho

DIA 15/ABRIL

09h às 13h – GTs II

15h às 17h – Reunião Plenária da Compolítica

Mais detalhes aqui

Os trabalhos selecionados para os GTs estão aqui

fantasia de carnaval 2

Naqueles dias, o amor era como o ar que se respirava: era ofegante, quente, abrasador, todos dependiam dele pra viver e estava em toda a parte. Amava-se mais que tudo. Entre um baile e outro. Entre uma ala e outra na avenida. Com máscaras ou sem elas, com todas as fantasias ou sem nenhuma roupa. Após os quatro dias, e bem depois – nove meses além -, nasciam os filhos do Carnaval.

Esses podiam ser brancos ou negros, ricos ou pobres, meninos ou meninas. Eram diversos, mas tinham uma coisa em comum: nasciam com um gen específico, incrustado no seu código genético, e humanamente irresistível. Como um vírus incubado, o gen ficava adormecido por anos, e só era despertado lá pelos 14 ou 15 anos, quando seu portador ouvia o estrondo de uma bateria de escola de samba. A marcação do surdo, os pipocos dos tamborins e o gemido jocoso das cuícas faziam a pessoa requebrar, sacolejar e sambar até ficar exausto. O gen, esse dos filhos do Carnaval, só foi mapeado e identificado pelos cientistas há poucos anos, e recebeu uma etiqueta incompreensível: G14253C. Nas ruas e nas casas dos filhos do Carnaval, era conhecido como “gen da alegria”.

líbero recebe artigos

Retransmito chamada dos editores da revista da Faculdade Cásper Líbero:

A LÍBERO está recebendo artigos e resenhas para sua edição de nº 27, de junho de 2011.
Data-limite para envio de artigos: 15 de março de 2011.
Os artigos devem ser encaminhados para o e-mail: libero@casperlibero.edu.br
Normas para colaboradores:
http://www.casperlibero.edu.br/rep_arquivos/2010/09/30/1285866545.pdf

Última edição: aqui

fantasia de carnaval 1

Naqueles quatro dias, o que caía do céu em clubes e nas ruas eram confetes coloridos e saborosos. Gotinhas de chocolate fantasiadas de amarelo, azul, verde, vermelho, rosa, marrom, roxo, prata…

Naqueles quatro dias, toda serpentina que o folião lançasse alcançava um novo amor. Envolvia-lhe o pescoço e num movimento rápido, trazia-se para perto de si alguém com os lábios só prontos pra sorrir e beijar.

Naqueles quatro dias, como num decreto federal, era proibido morrer nas estradas, cometer crimes, ofender as pessoas. De forma compulsória, todo cidadão de bem tinha que morrer de rir, cometer loucuras, ofender a tristeza…

 

 

e-compós já tem chamadas para 2011

A revista E-Compós já definiu seus temas e prazos para recebimento de artigos de suas três edições de 2011.
Anote aí:

1ª Edição: Temas livres
Espaço aberto para contemplar toda a diversidade de abordagens teóricas, metodológicas e empíricas do campo da Comunicação.
Deadline: até 30 de março

2ª Edição: Dossiê temático “Comunicação e o Sujeito”
Este número pretende publicar contribuições que explorem a relação entre a comunicação e o universo dos sujeitos, tanto do ponto de vista dos próprios sujeitos como em suas dimensões simbólicas, cognitivas, políticas e sociais. Alguns dos temas que contemplam esta perspectiva são os estudos de recepção, identidades sociais, sociabilidades, diásporas e migrações, consumo e apropriações dos meios, perspectivas psicológicas e antropológicas da comunicação, representações sociais, grupos minoritários, cidadania e educação, entre outros temas convergentes.
Deadline: até 30 de junho

3ª Edição: Dossiê temático “100 anos de Marshall McLuhan”
Este número pretende homenagear o centenário de nascimento de um dos mais importantes teóricos da cultura midiática. Muito além do aforismo “o meio é a mensagem” e de expressões célebres como “aldeia global” e “Galáxia de Gutemberg,” a obra de McLuhan tem sido objeto de releituras e interpretações que o apresentam como um pioneiro que previu, com mais de três décadas de antecipação, vários dos desdobramentos contemporâneos da cultura das mídias. Pretendemos publicar artigos, resenhas e entrevistas que explorem aspectos e desenvolvimentos desta rica, controvertida e multifacetada obra, em temas como tecnologias e corporeidade, materialidades da mídia, artes e estética, cognição e comunicação, tecnologias e sociedade, ecologia das mídias, teoria dos meios e outras abordagens convergentes.
Deadline: até 30 de setembro.

Todas as submissões devem ser encaminhadas através do site da revista.
Normas de publicação aqui.

 

quer saber mais da abciber 2011?

A Associação Nacional dos Pesquisadores em Cibercultura (Abciber) está organizando o seu 5º simpósio, que acontece em novembro, em Florianópolis. Você pode acompanhar mais informes do evento pelo Twitter (http://twitter.com/abciber2011) ou ainda pelo Facebook.

 

 

 

 

 

rede alcar chama trabalhos

A professora Maria Berenice Machado lembra que termina no próximo dia 15 de março o prazo para submissão de papers para os GTs do 8º Encontro Nacional de História da Mídia (Alcar 2011), que acontece no Unicentro (Guarapuava – PR), de 28 a 30 de abril.

Os aceites devem ser divulgados em 30 de março.

Mais informações podem ser encontradas em:
http://www.unicentro.br/historiadamidia2011

ou pelo e-mail
historiadamidia2011@unicentro.br

 

 

 

 

 

 

cinema, tv e história em revista

A editora da revista Famecos, Cristiane Freitas Gutfreind, informa que a publicação está recebendo artigos para o dossiê “Cinema, televisão, história: perspectivas teóricas e empíricas”. Os textos devem ser enviados até 31 de março para revistadafamecos@pucrs.br

Normas de publicação estão em:
http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/famecosppg/ppgcom/ppgcomRevista

A revista da Famecos é um periódico científico do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUCRS, com conceito B1 no Qualis/Capes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

livro com cara de internet

Hoje, já não é mais novidade um livro ser lançado na forma de volume impresso e, ao mesmo tempo, em formato digital, próprio para dispositivos móveis de leitura. A exemplo de outras áreas, o mercado editorial precisou se adequar a novos hábitos de consumo e a novas formas de difusão da cultura do livro.

Mas as editoras não apenas estão oferecendo livros em bits como também estão encurtando o tempo de produção de volumes impressos. Dou um exemplo. Acaba de chegar às livrarias brasileiras o livro “Wikileaks – A guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado”, dos jornalistas David Leigh e Luke Harding. O volume editado pela Verus está chegando aos leitores poucas semanas depois de sair das mãos dos autores. Para se ter uma ideia, a introdução do editor do The Guardian Alan Rusbridger para o livro é datada de 1º de fevereiro de 2011. Olhe o calendário: passaram apenas algumas semanas para que o livro fosse traduzido para o português, preparado, impresso e distribuído no Brasil… Um livro nos moldes tradicionais na velocidade da internet!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

pós, mestrado ou doutorado: qual a diferença?

Volta e meia, me perguntam isso. Geralmente, são alunos formandos ou jovens profissionais que estão motivados a voltar a estudar. Mas como a dúvida ainda permanece, vamos separar as coisas, como já disse o esquartejador…

1. A confusão dos nomes
Em termos de estudo, tudo aquilo que vem depois da graduação é pós-graduação. Pode ser especialização, mestrado ou doutorado. Muita gente trata “pós” como um sinônimo exato de “especialização”. Mas calma lá. Mestrado também é “pós”; MBA também… No Brasil, existem dois tipos de cursos de pós-graduação: lato sensu e stricto sensu. Esses palavrões em latim querem dizer “especialização” e “mestrado e doutorado”, respectivamente. Portanto, quem faz pós lato está fazendo a tal da especialização.

2. Qual a diferença?
Especialização é um curso mais rápido, que dura no máximo dois anos. Em alguns casos, é preciso fazer uma monografia como trabalho final; em outros, basta um trabalho ou a apresentação de um produto. Quando se conclui, obtem-se o título de “especialista em tal área”. É um curso de aprimoramento, de aperfeiçoamento, de reciclagem de conhecimentos.
Mestrado e doutorado duram mais tempo e estão mais ligados à carreira acadêmica. Um mestrado pode ser feito em dois anos, dois anos e meio. Doutorado em quatro. Quem faz mestrado precisa produzir uma dissertação e defendê-la em banca pública. Se tudo der certo, o cidadão vira “mestre em tal área”. No doutorado, é semelhante, mas o nível de aprofundamento da pesquisa e a exigência na qualidade são maiores. O futuro doutor ou doutora precisa fazer uma tese e enfrentar uma banca com cinco professores avaliadores.

3. Qual devo fazer?
Se você quer apenas reciclar seus conhecimentos, estudar um pouco uma determinada área e aplicar aquilo na sua carreira, a saída é uma especialização.
Se você quer a carreira acadêmica – dar aulas no ensino superior, virar pesquisador -, não tem como fugir do mestrado e do doutorado.
Especialização tem a ver com mercado; mestrado e doutorado, com academia. (É verdade que existem os mestrados profissionalizantes, mas essa é uma conversa para outro post)

4. Vale a pena?
Estudar SEMPRE vale a pena. Ter instrução e conhecimento é um atalho para subir na carreira, para galgar novos postos, e para ganhar salários melhores. É assim que funciona.
Para além disso, conhece-se novas pessoas, frequenta-se outros ambientes, e investe-se na própria autoestima na medida em que você é desafiado a seguir adiante.

5. Onde buscar mais informações?
No site da Capes. Ela é a agência que cuida da avaliação dos cursos, que organiza regras para o setor e que busca construir com a comunidade acadêmica os elementos para qualificar os cursos de pós-graduação no país.

 

vem mais um mestrado por aí

Os amigos  Mario Fernandes, Gerson Martins e Silvio Costa Pereira comemoram a aprovação pela Capes do Programa de Mestrado em Comunicação na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). A notícia acaba de sair!

A proposta de Mestrado em Comunicação da UFMS tem como área de concentração Mídia e Representação Social, integrado por duas linhas de pesquisa, uma Linguagem, Processos e Produtos Midiáticos e a outra Mídia, Identidade e Regionalidade, com a participação dos professores doutores Mario Ramires, Mario Luiz Fernandes, Daniela Ota, Ruth Vianna, Greicy França, Marcia Gomes, Gerson Luiz Martins, Marcelo Cancio, além dos professores Alvaro Banducci, Dercir Oliveira e Sonia Virginia Moreira.

Portanto, vem mais um mestrado em comunicação por aí. O pessoal da região Centro-Oeste celebra. Parabéns!

Veja mais aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

plágio! copia-e-cola, versão alemã

Um dos políticos mais populares do governo de Angela Merkel, na Alemanha, acabou de cair porque copiou um trecho de uma tese de doutorado. O honorável cidadão era uma estrela ascendente na política local, mas não resistiu à fritura de duas semanas nas manchetes dos jornais. Para se ter uma ideia, o ex-ministro de 39 anos e que tinha um título de nobreza, passou a ser chamado de “barão do copia e cola”. E mais: nas rodas de futrica, Karl-Theodor zu Guttenberg “virou” Karl-Theodor zu Googleberg.

(Mais informações no Público)

 

 

 

outro concurso: para substituto agora

Até dia 11 de março estão abertas as inscrições para o processo seletivo simplificado que visa selecionar professor substituto para Webdesign e Planejamento Gráfico. Os candidatos podem ter graduação em qualquer área do conhecimento. O professor aprovado vai ministrar as disciplinas Webdesign Aplicado ao Jornalismo e Introdução às Artes Gráficas. A seleção prevê prova de títulos e prova didática.

Para mais informações:
http://www.prdhs.ufsc.br/arquivos/Edital_007DDPP2011.pdf

 

 

 

 

 

 

concurso no jornalismo da ufsc

Anote aí:

A UFSC acaba de lançar edital que torna pública a abertura de  inscrições e estabelece as normas para a realização de Concurso Público destinado a selecionar professor efetivo de Webdesign para atuar no Departamento de Jornalismo. Os candidatos podem ter graduação em qualquer área de conhecimento e Doutorado em Comunicação, Engenharias ou Desenho Industrial.

As inscrições vão de 28 de fevereiro a 30 de março de 2011.

O edital completo pode ser acessado no seguinte endereço:
https://php.coperve.ufsc.br/cpdo/editais.php

 

 

 

um tirano, muitos nomes

Ditador, déspota, tirano, todo-poderoso, mandão… você acha que os sinônimos param por aí? Que nada!

As palavras para designar ditador podem ser mais de cem. Duvida?

Existem pelo menos 112 maneiras de se referir a Kadhafi, o manda-chuva na Líbia há mais de 40 anos e que não arreda pé do poder…

 

conselho de jornalismo retorna

(reproduzido de O Povo)

A Câmara dos Deputados vai retomar a discussão do projeto que cria o Conselho Federal de Jornalismo, órgão que teria entre suas atribuições fiscalizar a atuação dos jornalistas, com poder para aplicar sanções.

O projeto havia sido arquivado com o fim da legislatura passada, mas voltará à pauta devido a um pedido do deputado Sandes Júnior (PP-GO).

O deputado pediu o desarquivamento de uma proposição sua que restabelece a obrigatoriedade do diploma para os jornalistas.

Como o projeto dele estava anexado a outros que tratam de temas correlatos, todos que haviam sido engavetados voltaram à pauta.

“Minha preocupação é com meu projeto, mas a regra acabou por desarquivar o outro também. Vou pedir ao relator (ainda a ser indicado) para desconsiderar o projeto do conselho”, afirmou Júnior. O relator, no entanto, pode acatar ou não a sugestão.

O texto sobre o Conselho Federal que será analisado é de autoria do ex-deputado Celso Russomano (PP-SP) e estabelece um Código de Ética que definirá “deveres ético-profissionais do jornalista, as infrações disciplinares e as respectivas sanções”.

Desde 1984 os deputados tentam criar um conselho nos moldes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para regular a profissão de jornalista. Já foram cinco tentativas nesse sentido.

folha 90 continua narcisista

A Folha de S.Paulo fez 90 anos e é ainda o jornal mais influente do país.

Para marcar a data, abriu seu acervo para consultas gratuitas na internet. Pelo menos, por enquanto. Também colocou seus colunistas para falarem do jornal e relatou as mudanças pelas quais o periódico passou nos últimos tempos. Narcisista e ensimesmada, a Folha transforma tudo em marketing em massagem ao seu enorme ego. Isso fica evidente em algumas mancadas, como esta: uma ótima ideia do jornal foi reunir seus ombudsman – nove dos dez já existentes – e permitir uma análise do jornal. Ideia boa, né? Um pouco disso está aqui. Mas a Folha também produziu um videozinho sobre a ocasião. Se você pensa que verá os ombudsman descendo o pau no jornal ou arriscando uma crítica mais ácida, esqueça. O vídeo é uma peça de propaganda, altamente promocional… Uma pena!

livros básicos da comunicação numa revista

Acaba de sair a edição 75 da revista mexicana Razón y Palabra. A novidade é que este número reuniu dezenas de artigos de pesquisadores latino-americanos sobre livros essenciais da área da Comunicação e que vêm fazendo corações e mentes há décadas.

O dossiê foi organizado pelos professores Jesús Galindo Cáceres e Héctor Gómez Vargas, que explicam que o objetivo da edição foi “dar cuenta de los libros que han hecho historia dentro del campo académico de la comunicación, sobre todo a nivel iberoamericano”. Assim, o leitor encontra não apenas resenhas, mas artigos que se debruçam sobre tais obras, avaliando sua permanência e influência na academia e no mercado. É um desfile generoso: Luhman, Ramonet, Martín Barbero, Kerckhove, Anthony Giddens, Dominique Wolton, McLuhan, Mattelart, Judith Williamson, Paul Virillo, Henry Jenkins, John Austin, Marshall Berman, entre outros.

Acesse: http://www.razonypalabra.org.mx/index.html

um livro que faltava

A Sulina acaba de lançar um título bastante esperado para os pesquisadores das áreas da Comunicação, da Educação, da Antropologia e da Tecnologia: Métodos de Pesquisa para Internet, de Suely Fragoso, Raquel Recuero e Adriana Amaral.

Segundo a editora,

O interesse pelas abordagens empíricas a respeito das tecnologias digitais de comunicação tem avançado de forma perceptível no Brasil. “Como fazer”, “como aplicar” e “como pensar” metodologias que sejam eficientes e que permitam coletar e analisar dados compatíveis com os seus problemas de pesquisa e com suas perspectivas teóricas constitui um dos maiores desafios que se colocam para os pesquisadores.
O livro Métodos de pesquisa para internet, escrito por Suely Fragoso, Raquel Recuero e Adriana Amaral, nasceu da percepção desse contexto e tematiza e exemplifica perspectivas metodológicas específicas a respeito da internet. Além disso, fornece subsídios para estudos sobre outros temas em que a internet desempenhe o papel de lugar ou de instrumento de pesquisa. É um livro construído a partir das próprias experiências de pesquisa empírica das autoras ao longo de anos de estudo e experimentação com diferentes métodos.

Tem 239 páginas e custa R$ 33,00. O prefácio é assinado por Alexander Halavais, e a orelha é de Simone de Sá.

O sumário é este:

Introdução

Parte I – Perspectivas sobre a pesquisa empírica

Panorama dos Estudos de Internet

Construção de Amostras

Teoria Fundamentada

Parte II – Apropriações Metodológicas

Estudos de Redes Sociais

Análises de Hiperlinks

Abordagens Etnográficas

Referências

Sobre as autoras

Glossário

Índice Remissivo

 

democracia e regulação: uma revista

Só pra lembrar…

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC, está com chamada de textos para sua primeira edição de 2011.
O núcleo temático é Democracia e Regulação da mídia, veja a ementa:

Um dos temas mais discutidos nos últimos meses tem sido a estrutura dos meios de comunicação e a natureza da organização do mercado midiático brasileiro. Movimentos vindos de organizações não-governamentais, da academia e até mesmo do governo federal têm sinalizado para a necessidade de a sociedade discutir novas regras para o setor. Até mesmo uma importante organização do mercado – a Associação Nacional dos Jornais – manifestou a disposição para a autorregulação.
Diante desse cenário, a primeira edição da revista Estudos em Jornalismo e Mídia de 2011 objetiva discutir as complexas relações entre democracia e regulação do mercado de mídia.
Será priorizada a análise de artigos que tratem de temas como: políticas de comunicação no Brasil; marcos regulatórios no setor; regulaçã o, regulamentação e autorregulamentação dos meios; concentração de mídia; propriedade cruzada; relações entre meios de comunicação e grupos políticos; comparativos entre as legislações de mídia no Brasil e outros países; limites operacionais em meios audiovisuais e internet; órgãos de regulação; proteção da concorrência; mudanças estruturais no jornalismo a partir de marcos regulatórios; liberdade de imprensa, democracia e cidadania.

Deadline: 20 de abril de 2011
Publicação: Junho de 2011

A equipe editorial avisa que os artigos já encaminhados estão em fase de avaliação, e que novos textos podem ser mandados até a data limite. Prioridade de avaliação para as colaborações que abordem o tema Democracia e Regulação.

Estudos em Jornalismo e Mídia existe desde 2004, é semestral, e circula exclusivamente em meioi eletrônico. No sistema de avaliação Qualis/Capes, é uma publicação B3.

 

mobilidade

Nessas férias, este tem sido meu meio de transporte predileto…

professores de jornalismo: 3 notas

1. O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) está com novo site, informa o diretor de Relações Institucionais Gerson Martins. Vá conferir: http://www.fnpj.org.br

2. O professor Paulo Roberto Botão lembra que em 27 e 28 de maio acontece o 5º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo, e que em breve devem ser divulgadas informações sobre inscrição e programação. O evento acontece na PUC de Campinas.

3. Os professores Jorge Arlan e Demétrio Soster informam que vai até 5 de março o prazo para enviar trabalhos para 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo e 1º Encontro Sul-brasileiro de Professores de Jornalismo, que acontece em 8 e 9 de abril, na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), em Santa Cruz do Sul (RS). Mais informações: http://hipermidia.unisc.br/egej

pra que serve uma foto mesmo?

Um dos maiores prêmios do fotojornalismo contemporâneo acaba de ser dado a um trabalho desconcertante: o retrato de uma jovem afegã que teve nariz e orelhas cortados pelo marido. A fotografia assinada pela sul-africana Jodi Bieber e publicada na capa da Time em agosto do ano passado venceu o World Press Photo. Ousada e agressiva, comovente e revoltante, a imagem correu o mundo por conta da sua contundência e do impressionante alcance da publicação que a estampou nas bancas.

Mas por que o jornalismo recorre a um expediente desses ainda hoje? Afinal, para que serve uma foto dessas?

Tento responder a isso lá no objETHOS

 

lá vai ronaldo…

Anos atrás, o título acima indicava mais um ataque fulminante de um jogador fora de série. E quase sempre o final da história era uma rede estufada, uma torcida aos berros, sorrisos de um lado, mãos à cabeça do outro, e alguém tendo que alterar o placar. Pelo que informou primeiro o jornalista Daniel Piza, amanhã, Ronaldo Nazário deve anunciar sua aposentadoria, o fim de sua carreira no futebol. “Lá vai Ronaldo…” será mais um capítulo da história do futebol. Afinal, até mesmo os épicos têm o seu fim.

Além da ironia acima, há outra. Não foi nenhum comentarista tarimbado, um analista experiente ou um repórter de esportes impertinente que deu o “furo jornalístico”. Foi um jornalista da área da Cultura, que gosta de futebol, é verdade, mas seu terreno está mais para as letras e as artes do que a dança que entorna as cadeiras dos zagueiros.

No argentino Olé, eu leio: “Se va un Fenomeno”. Na France Football, “la fin d’un mythe”. O que dirão outros mais?

últimos dias para uma chamada

O amigo Fernando Paulino lembra:

Últimos dias para envio de artigos para Revista em inglês da ALAIC

Journal of Latin American Comunication Research (JLACR), publicação científica em inglês da ALAIC – Associação Latino-Americana de Investigadores de Comunicação recebe trabalhos até 15 de fevereiro. A revista, apoiada pelo Programa Interncional para o Desenvolvimento da Comunicação (PIDC) da UNESCO, terá sua primeira edição em junho de 2011, com o tema “Liberdade de expressão e o pluralismo da mídia na América Latina”.

Estão sendo aceitos artigos em português, espanhol e inglês que debatam: Como é o desenvolvimento dos meios de comunicação na região? Como é a relação dos governos e da imprensa? Quais são os limites da liberdade de expressão nos países latino-americanos? Qual é o impacto das novas tecnologias sobre o desenvolvimento da liberdade de expressão? Como está sendo incorporada raça, ideologia política e do pluralismo na comunicação social? Como discursos da mídia promovem a integração na região? Quais são os principais indicadores do pluralismo na comunicação social?

Sobre a publicação
A JLACR é uma revista semestral acadêmica, que tem como principal objetivo analisar e promover os estudos sobre os processos comunicacionais da América Latina. A revista científica inclui temas gerais da mídia e da comunicação de massa, bem como a comunicação interpessoal e digital, vistos por diferentes pontos de vistas. A JLACR aceita artigos originais, principalmente derivados da investigação social, e outras propostas, como dissertações teóricas, revisões de literatura e análises de pesquisas anteriores.

Mais informações no site www.alaic.net/journal

 

vade retro, mubarak

Junião manda bem!