o meme das idiossincrasias

Porque este post foi inspirado no post do Dauro, que se inspirou no do Brüggemann, vamos dizer que seja um meme

Para mim, a palavra “idiossincrasia” não é pernóstica, é reveladora e musical. Feia é a palavra “seborréia”, mais ainda que “diarréia”. Gosto de ler jornais sentado no chão. E gosto de ser o primeiro. Tenho egoísmo incontrolável de folhear cada caderno, sem emprestar nenhum pra ninguém enquanto gasto minha vida ali, sabendo da vida dos outros. Termino de ler e olho sempre para os dedos – que costumam ficar sujos de tinta – e os levo até o nariz para conferir o odor das impressoras.

Gosto de ternos, mas não tenho muitos. Poderia trabalhar vestido nisso, sem problemas. Me endireita a coluna. Mas não confio em nenhum homem que usa ternos de cores claras. Bege é praticamente um atestado de frouxidão de caráter. Azul marinho é o rei dos ternos, e ponto final.

Tenho preguiça de comprar roupas. E despisto minha esposa para fazê-lo. Detesto comprar roupas com ela. Me lembra a minha mãe. Prefiro gastar com livros, CDs e quadrinhos. Não gasto com DVDs. Eles são como camisinhas pra mim: uso uma vez só.

Sou meio obcecado por liberdade. Me irrita muitíssimo quando percebo cerceamento, controle. Me tira do sério. Assim como desrespeito aos direitos do consumidor. Fico fulo da vida com isso. Ainda quero ter um programa de TV pra detonar empresas que lesam o consumidor, tipo justiceiro, mas nada parecido com Wagner Montes ou Celso Russomano. Para preservar a ideia, não vou dar mais detalhes, mas atuaria como um paladino dando nomes aos bois, recitando artigos do Código de Defesa do Consumidor, constrangendo fdps diversos.

Adoro doces. Sou praticamente uma nuvem de gafanhotos em caixas de bombons, em pacotes de bolacha recheada, e outros prazeres sorridentes. Quero reduzir o consumo de doces para enxugar parte de minha pança que já quase tem um CEP próprio. Não gosto de hortaliças e faço discursos épicos contra o seu consumo. “Só como aquilo que pode se defender. As alfaces nem podem fugir de seus algozes!”. Gosto de frutas, mas minha fruta predileta é o torresmo. Detesto goiaba, nem posso com o cheiro, mas adoro goiabada. Poderia crescer em árvores, ao lado do pé de queijo minas. Facilitaria…

Me perco com facilidade em livrarias e padarias. Mas não só. Me perco bastante no trânsito, fico tenso e passo do ponto. Passava. Tenho um GPS agora, e não devo me perder mais. As viagens é que vão perder a graça, afinal era um rito certo a gente errar o caminho… Nada me tira da cabeça que a dona da voz do GPS é uma mulher de 35 anos, loira, mãe de dois filhos e cujo charme não se restringe às cordas vocais.

Sou realizado na minha profissão, mas sinceramente mudaria completamente de ramo. Entraria para a indústria pornô. Não me falta coragem. Falta é talento.

a tesoura de dilma

Frank Maia diz: Dilma não perdoa! Dilma corta mesmo!

sim, eu sou um et

Você se sente um completo alienígena quando não faz o que a maioria dos seus próximos fazem; quando não vê sentido algum em pensar da forma como eles pensam; quando sente o que eles deixaram de sentir ou não vêem nenhum sentido em sentir o que você sente…

Por isso, às vezes, me sinto como E.T.

Afinal,

eu não acesso a internet de meu celular

eu não faço compras coletivas pela net

eu não tenho um smartphone

não tuíto a cada vez que dou um peido

eu ainda não comprei um kindle nem um Iphone nem um Ipad, embora já tenha um MacBook

eu não tenho um time para cada lugar do país ou do mundo

eu não estou totalmente convencido do aquecimento global

eu não percebo diferenças entre o som da música no CD e no disco de vinil

eu não desdenho de astrologia

eu não ligo para o (mau) comportamento de Amy Winehouse

eu não estou com saudades de Diogo Mainardi na Veja nem de Arnaldo Jabor nos cinemas

eu não tenho pudor em dizer que tenho preconceito com políticos de direita

eu não tenho vergonha de às vezes ser otimista

o mundo de vinicius

Meu filho Vinicius tem seis anos e meio. É um garoto ativo, inteligente, perguntador, como bem convém a um cidadãozinho dessa idade. Convivemos bastante, moramos na mesma casa, mas vivemos em mundos muito diferentes. Essas semanas de férias têm me permitido ao menos espreitar por uma frestinha o que é isso.

Como Vini ainda não sabe ler, sua leitura do mundo é muito visual, e ele confia piamente nos adultos à sua volta. Lemos placas para ele, retransmitidos o que vemos nas legendas de filmes, contamos o que se dá nos balõezinhos das histórias em quadrinhos. Essa confiança permite, por exemplo, que editemos alguns conteúdos das mensagens, não para deturpar ou enganar, mas para fazer com que ele entenda o contexto. Existem gírias que ele não conhece, e só agora está tomando mais contato com a ironia, com o sarcasmo. Aliás, ele começa a se dar bastante bem nisso, o que me deixa particularmente orgulhoso, pois isso é um atestado fiel de sagacidade.

Vini também está se habituando com os números. Rapidamente, fez amizade com os algarismos, já escreve e copia cada um deles, e sabe contar até cem, e tem noções bastante satisfatórias das centenas. Mas o pequeno ainda tem dificuldades com alguns números mais abstratos: milhões, bilhões são só palavras. E para Vini, 100 mil parece ser a maior quantidade possível. Nas suas brincadeiras, algo muito caro custa 100 mil, uma coisa muito antiga tem 100 mil anos, esperar muito é ter que aturar 100 mil horas.

Então, os limites do mundo do meu filho são esses: as palavras escritas não fazem muito sentido; os dias da semana têm uma ordem bem embaralhada; os números terminam em 100 mil.

Apesar disso, do alto de seus seis anos, Vinicius me ensina todos os dias algumas lições ancestrais. Porque confia demais no que dizemos a ele, sempre quando deixamos de cumprir uma promessa, ele nos interpela. “Mas você PROMETEU!”, me olha interrogativo, insultado, vilipendiado. Como quem diz “como é possível alguém fazer isso?”, Vini nos ensina que a palavra empenhada vale mais que a palavra escrita. Verdade, compromisso, confiança.

Quando ele faz algo que contraria o que antes dissemos, me olha interrogado. E ensina: paciência, eu só tenho seis anos. Ensina mais: a bondade de quem é inocente, a humildade de quem ocupa apenas um pedacinho de chão no mundo, a perseverança de quem está apenas começando a caminhada. Vinicius sorri meio sem jeito, com aquele charme que faz derreter glaciares. Parece me dizer: Ah, fala de novo, vai? Vale a pena repetir para que eu aprenda isso. Vai ser legal, você vai ver…

wikileaks e a liberdade na web: grátis!

A editora Graciela Selaimen, do Nupef, informa que acaba de sair mais uma edição da revista poliTICs, agora com o tema Wikileaks e a liberdade da web: ataques e resistências.

A publicação pode ser acessada gratuitamente aqui.

Veja o sumário

>Algumas lições importantes que o caso Wikileaks ensina – Graciela Selaimen

>Por que o Wikileaks polariza a política de internet norte-americana – Milton Mueller

>Ética jornalística, novas mídias e eleições no Brasil – Rogério Christofoletti

>Lanhouses no Brasil: desafios a enfrentar – Alexandre Fernandes Barbosa e Winston Oyadomari

>A Lanhouse nas palavras de quem faz – Mario Brandao

>Wikiliquidação do Império? – Boaventura Souza Santos

>Qual o potencial de uma rede? – Alexander R. Galloway

ainda o currículo de jornalismo da unesco

Ah, esqueci de dizer. Em 2009, apresentei uma comunicação científica no Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo fazendo uma análise rápida do documento da Unesco sobre o currículo de jornalismo e os cursos que temos por aqui. Está aqui.

currículo de jornalismo: o modelo da unesco

Acaba de sair em português o documento Modelo Curricular da Unesco para o ensino de Jornalismo. Segundo a Unesco Brasília,

desenvolvido por meio de um processo de consulta global num período de dois anos, o Modelo Curricular foi aprovado no primeiroCongresso Mundial de Ensino em Jornalismo (25-28 de Junho de 2007, Singapura). O Modelo Curricular não pretende ser prescritivo, mas sim fornecer modelos para serem adaptados por educadores da área de jornalismo para atender às necessidades locais conforme os recursos disponíveis.

Em outubro de 2010, a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) realizou uma audiência pública paradiscutir as mudanças propostas para o currículo de ensino de jornalismo apresentadas por uma Comissão de Especialistas instituídapelo Ministério da Educação (MEC). O relatório com as propostas de mudança incorporou recomendações da UNESCO, inclusive da publicação Modelo Curricular para o ensino do jornalismo.

O documento já circulava pelo país nas versões em espanhol e em inglês. Vale a leitura. Baixe aqui.

 

encontro paulista de professores de jornalismo

Wanderley Garcia, diretor regional sudeste do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, avisa:

O 5º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo (EPPJ) será realizado na PUC-Campinas nos dias 29 e 30 de abril de 2011. A direção do Curso de Jornalismo manifestou seu interesse em sediar o evento no encontro anterior, realizado na Faculdade Cásper Líbero, em 2008.

O encontro vai coincidir com a Jornada de Jornalismo, realizada anualmente na Universidade. Nesta jornada, profissionais e pesquisadores convidados debatem com os alunos durante a semana nos dois períodos do curso (matutino e noturno). A última noite da Jornada, 29, sexta-feira, marcará o início do EPPJ, com uma conferência que terá tema e palestrante definidos pela organização local. No mesmo dia, à tarde, será realizado o 3º Encontro de Coordenadores de Curso de Jornalismo do Estado de São Paulo.

No período da manhã de sábado serão realizadas as mesas de debates e à tarde as apresentações nos Grupos de Trabalho.

A coordenação local está a cargo do diretor da Faculdade de Jornalismo, Lindolfo Alexandre de Souza. Em outubro, o presidente do FNPJ, Sérgio Gadini, visitou a Puc-Campinas e conversou com Souza, com o diretor do Centro de Linguagem e Comunicação, Rogério Bazi e outros professores da Universidade.

PUC-Campinas

Em 2011, a PUC-Campinas comemora 70 anos de existência de sua primeira unidade, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. O título de Pontifícia veio em 1972, concedido pelo papa Paulo VI. Hoje a universidade tem três campi (todos em Campinas), num total de 47 cursos de graduação.

O curso de jornalismo foi criado em 1970 e é oferecido nos períodos matutino e noturno.

O EPPJ será realizado no Campus I (Rodovia D. Pedro I, km 136), o maior da universidade e onde estão os cursos de Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas).

Campinas tem 1,08 milhão de habitantes e é sede de região metropolitana com 2,8 milhões de habitantes. Fica a 99 quilômetros de São Paulo, cortada por importanes rodovias, como a Anhanguera, dos Bandeirantes, D. Pedro I e Santos Dumont. Em Campinas também se encontra o Aerporto Internacional de Viracopos. Essa infraestrutura facilita o acesso tanto para quem vem de outros municípios paulistas, como para quem vem de outros estados.

Mais informações: jornal.clc@puc-campinas.edu.br

percepções dos jornalistas portugueses

O Observatório da Comunicação (OberCom) acaba de publicar um estudo que seria muito bem-vindo se fosse realizado no Brasil. Trata-se de Desafios do Jornalismo, e reúne respostas a um completo questionário que abrange diversos aspectos da prática jornalística presente e perspectivas para a profissão. O modelo do “inquérito”  e a metodologia de pesquisa vêm do Pew Project for the Excellence in Journalism, dos EUA, onde foram colhidas 547 respostas de jornalistas norte-americanos.

No caso dos portugueses, o documento sistematiza as participações de 212 profissionais das principais redações do país. Conforme explicam os realizadores, “o objectivo deste relatório não é caracterizar sócio-demograficamente os jornalistas portugueses, mas sim obter uma percepção dos valores, práticas e atitudes que caracterizam o momento actual da profissão”. Mesmo assim, vale a leitura atenta da pesquisa que aborda questões como formação dos jornalistas, papel desses profissionais na sociedade, evolução do jornalismo e aspectos positivos e negativos das mudanças em curso na área.

Como eu disse, seria muito positivo saber o que pensam os jornalistas brasileiros sobre essas mesmas questões. ABI, Fenaj, ANJ, Abert, Abra, ANER poderiam compor um consórcio para realizar algo do tipo. Mas como é delicado e espinhoso o diálogo entre essas entidades, talvez caiba à academia produzir algo do tipo…

O relatório Desafios do Jornalismo tem 56 páginas (2,2 Mb), em formato PDF e está em português. Baixe aqui.


bjr: nova edição na rede

A editora Beatriz Becker informa que já está disponível mais uma edição da Brazilian Journalism Research, a revista da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor). O tema é Desafios e Diversidades da Pesquisa em Jornalismo: interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, e contém textos de Muniz Sodré, Christa Berger, Stuart Allan e Isabel Travancas, entre outros.

A versão em inglês está aqui

A versão em português pode ser lida aqui

história da mídia e do jornalismo

Vem aí o Congresso Internacional de História dos Media e do Jornalismo, evento que acontece em 6 e 7 de outubro na Universidade Nova de Lisboa, em Portugal.

O tema central é “Génese e evolução do jornalismo no espaço ibero-americano”, e a realização é do Centro de Investigação Media e Jornalismo.

De acordo com os organizadores,

programa integra sessões plenárias e sessões paralelas para comunicações de tema livre relacionadas com a história dos media e do jornalismo, que serão sujeitas a um processo de dupla arbitragem científica.

Para submissão de comunicações, deverá consultar as normas definidas na chamada de trabalhos. O prazo para submissão de propostas de comunicação (envio de resumo) termina a 31 de Maio de 2011.

As línguas oficiais do congresso são o português, o galego e o espanhol. Poderão ser admitidas comunicações em inglês nas sessões para comunicações de tema livre.

As condições de inscrição podem ser consultadas aqui.

ficha de inscrição pode ser obtida (download) aqui.

chamada de trabalhos (call for papers) pode ser consultada aqui.

Os resumos das comunicações podem ser lidos aqui.

Os membros da Comissão Científica podem ser conhecidos aqui.

Os membros da Comissão Organizadora podem ser conhecidos aqui.

Os membros da Comissão de Honra podem ser conhecidos aqui.



só até dia 19…

Os pesquisadores Zélia Adghirni e Fabio Pereira lembram que

foram prorrogadas até o dia 19 de fevereiro as inscrições de trabalhos para o Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo – MEJOR – organizado pela FAC/UnB em parceria com a REJ (Rede de Estudos de Jornalismo).

1. Os trabalhos devem ser inéditos, de autoria individual ou coletiva.  Pelo menos um dos autores deve ter título de doutor.

2. Somente podem submeter trabalhos autores previamente inscritos no evento.

3. Os trabalhos devem ser enviados somente pelo site  (www.mejor.com.br) e dentro do prazo estabelecido.

4. Serão aceitos trabalhos em português, inglês, francês e espanhol, sendo obrigatório o envio de versão em português dos resumos.

5. Os trabalhos serão avaliados por pareceristas de comitê científico internacional, de acordo com os  critérios: originalidade; relevância para a área; adequação ao tema proposto; domínio e pertinência da bibliografia; adequação teórica e metodológica; clareza, coesão e cumprimento das exigências formais da linguagem científica. Serão selecionados até 30 trabalhos.

MAIS INFORMAÇÕES: www.mejor.com.br

mídia & política voltou

A boa notícia vem de Brasília:

O Observatório Mídia&Política está de volta e lança a primeira edição de 2011 com um assunto polêmico: a comunicação no governo Lula. Como se desenvolveu a política de comunicação nos dois mandatos de Lula? De que maneira funcionou a Secretaria de Comunicação da presidência da República? Como foi a  comunicação de Lula com a população?

O Mídia & Política reúne pesquisadores do quilate de Venício A. Lima, Luiz Gonzaga Motta, Fabio Pereira, Samuel Pantoja Lima e Thaïs Mendonça, e faz parte da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi)

vida de cientista é dureza

Se você é da área acadêmica, vai se identificar com essa paródia de Lady Gaga. Bad romance vira Bad project, e a vida de cientista é mostrada com bom humor.

Se você não é da área, pelo menos, pode dar risada de quem é…

(Peguei a dica no Bombou na web)

política de comunicação de verdade

No Reino Unido, os cidadãos contam com o Ofcom, órgão independente regulador das indústrias de comunicação. Lá, a coisa é séria há décadas, e a instância tem políticas efetivas de comunicação, visando o direito das pessoas, a qualidade do conteúdo e a competitividade do setor.

Como não poderia deixar de ser, o Ofcom trabalha com planejamentos, mas também com transparência. Por isso, seu plano de trabalho periódico é feito com antecedência e apresentado à sociedade para adendos, alterações e supressões. De forma participativa, ampla e democrática. Não acredita? Então, confira a versão para discussão do plano de trabalho 2011-2012.

Tão vendo como regulação não significa necessariamente censura ou retirada de direitos?

comunicação e inovação: chamada

A editora Regina Rossetti informa chamada de artigos para 2011 da revista Comunicação e Inovação:

A revista científica do Programa de Mestrado em Comunicação da USCS – Universidade Municipal de São Caetano do Sul, está recebendo artigos para publicação em 2011. O prazo final para a submissão de textos é:

Edição nº 22 (referente ao primeiro semestre de 2011): 31 de março.

Edição nº 23 (referente ao segundo semestre de 2011): 31 de agosto.

As normas podem ser acessadas em aqui

Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos pelo e-mail: rrossetti@uscs.edu.br

 

 

liberdade de expressão e auto-regulação

A Unesco promove hoje e amanhã em Paris um amplo seminário que vai discutir liberdade de expressão e auto-regulação na Europa. O evento vem sendo anunciado com alarde desde o ano passado e avança nos empreendimentos da organização no debate sobre segurança dos jornalistas, liberdade da internet, liberdade de imprensa no mundo e marcos regulatórios para a mídia em diversas partes.

Por questões operacionais, a Unesco dividiu o seminário em dois eventos seguidos:

Simpósio Internacional sobre Liberdade de Expressão

Conferência sobre ética jornalística e auto-regulação na Europa: novas mídias, velhos dilemas

 

direito do consumidor no lixo

Mais uma agência reguladora brasileira não cumpre o seu dever constitucional. Desta vez, foi a ANEEL, que deveria regular as coisas ligadas aos serviços de energia elétrica. Desta vez, a ANEEL ignorou o direito do consumidor – aquele que paga as contas, sabe? – e garantiu o direito das empresas de energia – aquelas que te cobram todo o mês e que não garantem serviço de qualidade.

Veja a matéria do Jornal do Brasil:

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu hoje (25), mais uma vez, negar o ressarcimento de cerca de R$ 7 bilhões aos consumidores pelos valores pagos a mais às distribuidoras de energia entre 2002 e 2009.

A Aneel já havia decidido em dezembro do ano passado que a revisão da metodologia de cálculo dos reajustes das tarifas da eletricidade, feita em 2010, não poderia retroagir em relação aos valores já pagos. A justificativa é que a aplicação retroativa do método não tem amparo jurídico e sua aceitação provocaria instabilidade regulatória ao setor elétrico.

A decisão de hoje foi tomada em relação ao pedido de reconsideração apresentado por um grupo de deputados federais.

 

Está satisfeito com a decisão?
Ainda acha que eu exagero quando demonstro minha indignação, descrença e desprezo pelas agências reguladoras?

prorrogação de prazo: encontro de professores

Demétrio de Azeredo Soster manda avisar:

Prorrogado para 5 de março prazo para proposição de trabalhos aos 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo e 1º Fórum Sul-brasileiro de Professores de Jornalismohttp://hipermidia.unisc.br/egej/

sobre catástrofes, oportunismo e moralidade

As fortes chuvas que assolam Santa Catarina nos últimos dias, após a tragédia na região serrana do Rio, trouxeram à mídia um personagem já conhecido: o responsável pela Defesa Civil, o major Marcio Luiz Alves. O personagem é conhecido, pois também frequentou os meios de comunicação com assiduidade em novembro de 2008, quando das cheias daquele ano. Mas confesso que nutro uma antipatia pelo major Alves e quero entender porquê.

A primeira coisa que me vem à mente é que não gostei do fato de o major ter sido candidato a deputado estadual em 2010. Sim, o major disputou uma vaga na Assembleia Legislativa, mas só conseguiu 10325 votos, apesar de ter tido farta mídia espontânea e de ser filiado ao partido do então governador Luiz Henrique da Silveira, o PMDB. Na minha lógica linear, um certo oportunismo teria movido o major a buscar um cargo público eletivo. E isso poderia ter me indignado, o que geraria a tal antipatia.

Acompanhando meu raciocínio, minha mulher intervém. “Mas e outros casos que poderiam ter tido oportunismo também? Esse casos te indignam também?” Os exemplos são variados: Romeu Tuma se projetou como xerife da Polícia Federal e se converteu em parlamentar nacional; artistas como Frank Aguiar e Agnaldo Timóteo usaram sua fama nos palcos para “entrar na política”; esportistas como Bernard (do vôlei), Romário e Bebeto (eleitos em 2010 para a Câmara Federal e a Assembleia fluminense), idem… Não, meu sentimento em relação a eles é menos contundente. Não existe complacência, mas acho que o caso do major Alves me indigna mais.

Minha esposa torna a argumentar: “Mas ele tem direito como qualquer um. Você mesmo já defendeu a candidatura do Tiririca!”. Sim, o major Alves, o Tiririca, a Mulher Pera e qualquer um que tenha ficha limpa, seja alfabetizado e tenha uma legenda podem concorrer a cargos públicos. É o que diz a lei. A legislação permite que se candidatem, mas o meu problema aqui não é de ordem jurídica, mas de ordem moral. É algo que farejo como imoral que me causa antipatia, que me faz torcer o nariz.

É claro que o major Alves pode se candidatar ao cargo que quiser; ele tem esse direito. Aliás, como eu tenho direito de nutrir antipatia por ele e manifestar isso sem difamá-lo, injuriá-lo ou atribuir a ele falso crime. Mas a questão que me move aqui é pensar o caso sob o viés de sua moralidade. Isto é: quero investigar porque isso me incomoda, que valor a situação contraria de modo a provocar um sentimento de repulsa ou resistência. Notem que entendo existir uma cadeia que liga valores a sentimentos a ações/atitudes: na medida em que alguns valores/princípios nos quais acreditamos são contrariados, são instigados sentimentos como a indignação, o que provoca – por sua vez – atitudes refratárias de nossa parte.

No caso do major Alves, talvez eu acredite que tenha havido um oportunismo para que ele se candidatasse menos de dois anos depois de sua ampla exposição na mídia. Exposição que se deu num momento dramático para milhares de pessoas. Essa possível atitude se chocou com uma projeção do que acredito ser a defesa civil ou os órgãos de assistência do tipo; e mais: o que penso ser a responsabilidade e papel daqueles que trabalham nessas circunstâncias. Os valores de base – a meu ver – devem (ou deveriam?) ser os mais nobres, aqueles que desprezam o “momento propício” para se beneficiar em causa própria. Deve prevalecer a luta coletiva, a busca da salvação em grupo e não da própria pele.

Mas ainda não estou totalmente convencido de que “apenas” isso tenha motivado esse minha antipatia pelo major Alves. Ando investigando meus sentimentos e os valores que os sustentam. Fico colocando à prova outros casos que podem se assemelhar. Estarei eu apenas implicando com o soldado? Estarei esperando demais daqueles que ocupam cargos estratégicos? Estarei projetando ilusões sobre o caráter e a moralidade dos atos das pessoas em geral? Eu faria diferente do major Alves na situação em que ele esteve? O que pode justificar moralmente a atitude dele se candidatar?

O que você acha, leitor?

ATUALIZAÇÃO: Quase três meses depois, o major Marcio me ligou no celular, dando sua versão do episódio. Leia aqui.

 

 

campus party corre perigo

Como nos três anos anteriores, a Campus Party Brasil conseguiu reunir milhares de aficionados por tecnologia, gerou mídia para as empresas do setor, movimentou um pouquinho as redações com pautas leves e popularizou o evento. Mas não parece ter ido além disso. Pelo menos foi o que percebi daqui, a 550 quilômetros. Sim, não fui a Campus Party este ano e acompanhei o evento pela mídia convencional e pelas redes sociais.

O que eu quero dizer? Quero dizer que, a exemplo do Fórum Social Mundial, a Campus Party Brasil corre perigo. Não de acabar ou de se desintegrar. Mas de se acomodar a ser apenas um evento, apenas um happening (empresto a palavra de Beth Saad). É claro que o FSM e a CP são ocasiões muito distintas em formato, alcance e propósito. Enquanto o FSM se propõe apresentar alternativas para uma alternativa global, principalmente no que tange aspectos econômicos, políticos e sociais, a CP é mais uma festa tecnológica, restrita aos países que a realizam. O FSM quer pensar e construir um novo mundo. A CP não necessariamente. Mas como posso compará-los?

Aproximo os dois eventos por considerá-los bastante importantes e oportunos. É realmente relevante debater soluções para os problemas da humanidade num momento de consumo exacerbado, de inchaço populacional, de impactos ambientais altamente agressivos, de injustiça social e de desequilíbrio econômico. Mas também é importante trocar experiências sobre tecnologia, apontar tendências de uso/apropriação de equipamentos e sistemas, debater impactos na sociabilidade e na comunicabilidade em tempos como os nossos. Daí que acho que a Campus Party – e o FSM – não podem se resumir a eventos que juntam tribos.

Há algum tempo, os organizadores do Fórum Social Mundial são cobrados pela mídia e por outros setores a apresentar resultados mais palpáveis das discussões. Questiona-se para onde o FSM leva; pergunta-se que “outro mundo possível” é este. Apesar de incômodas, essas perguntas são importantes, inclusive para que os organizadores revejam a trajetória do evento e trabalhem para que ele se mantenha importante e oportuno.

O mesmo vale para a Campus Party. Para onde ela vai? Para que direções aponta? O que é a Campus Party hoje além de uma ocasião geradora de mídia para as empresas de telefonia? Tem sido um momento de prospecção de talentos, de inovações, de empreendedorismo efetivo e influente? Ou, mudando um pouco o discurso, o que a Campus Party Brasil quer ser daqui a cinco anos?

É preciso se reinventar.

Eu sei que a CP é uma desconferência, um encontro mais informal e com propósitos mais amistosos. Isso por parte dos participantes. Não dos patrocinadores. Eles não querem apenas a amizade e a admiração dos milhares de nerds e geeks. Eles querem fidelizar suas marcas, querem ampliar seus públicos consumidores, querem se descolar dos concorrentes e se fixar no imaginário dos consumidores, de maneira que isso resulte em lucros e vitalidade empresarial. Os organizadores da Campus Party querem o que com o evento? Não sei dizer, mas gostaria muito de saber.

Diferente de há vinte anos, hoje, ser nerd é estar de alguma forma na moda. Há uma popularização do estilo geek de ser. Desktops, notebooks, netbooks, palmtops, smartphones, Iphones, Ipads e outras traquitanas estão se disseminando e facilitando usos variados. Eventos como a Campus Party são bem-vindos, mas não podem se limitar a ser vitrines; precisam ser arenas e laboratórios. Vitrines funcionam apenas como instigadoras do consumo; arenas permitem a discussão e o debate; laboratórios incentivam a busca de soluções. A Campus Party pode mais do que simplesmente reforçar o estereótipo de seus participantes – sujeitos sem vida social, afundados em seus computadores -, pode mais do que gerar imagens curiosas – como os computadores tunados – e pode mais do que criar mídia espontânea para construtores de máquinas e provedores de acesso. Se esta é a idade do conhecimento, se vivemos nas sociedades da informação, se os nerds estão no poder, se a tecnologia é uma determinante na distinção entre as civilizações do momento, penso que não é muito esperar mais do principal evento tecnológico do país…

a biografia de um disco

Esse tal de jazz tem umas coisas super curiosas. A exemplo de outros gêneros, você pode encontrar livros que contam a história de um artista ou de um grupo de artistas, mas vai além. Tem também biografia de gravadora, de casa de show e até mesmo de disco. Terminei de ler esta semana A Love Supreme, simplesmente a biografia do disco mais famoso de John Coltrane.

Se você sabe do que estou falando, deve imaginar o que deve ser: um livro para aficcionados, para tarados em Coltrane, um incansável renovador do uso do sax.

Se você está boiando, a coisa é simples: o livro conta como o saxofonista foi reunindo um quarteto célebre para duas noites memoráveis de gravação no mítico selo Impulse. “A Love Supreme” é um disco de 1965, um dos últimos do instrumentista que viria a morrer de câncer no fígado dois anos depois. É um álbum que influencia músicos até hoje e que surgiu num contexto importante da ascensão da cultura negra na sopa cultural norte-americana. Misterioso, espiritual, pungente e extremista, o álbum ainda fascina, mesmo quem – como eu – não sabe nada de música ou teoria musical.

O livro de Ashley Kahn tenta dar conta da atmosfera que cerca os músicos à época de “A Love Supreme”. Por muitos momentos, o livro se torna enfadonho por conta dos muitos detalhes técnicos, mas vale o registro e a busca de um clima daquele momento. Ainda mais para colocar os devidos pingos nos is, afinal Coltrane ainda é um dos jazzistas mais mitificados do mundo. Até igreja tem em homenagem a ele!

Vale a leitura. Mas antes de começar a ler, coloque o disco na agulha…

(Uma amostra grátis: o primeiro “movimento” de A Love Supreme: Acknowledgement)

duas chamadas de portugal

O colega d’além-mar João Carlos Correia lembra dois calls for papers:

Uma conferência em Portugal: http://www.agendadocidadao.ubi.pt/PSR

Uma revista: http://www.ec.ubi.pt/ec/call.html

Interessa?


o que você tem a ver com as mortes no rio?

Evitei o quanto pude escrever sobre os acontecimentos desta semana, o terrível episódio que vitimou centenas de pessoas na região serrana no Rio de Janeiro. Não quis opinar, manifestar indignação ou acrescentar palavras ao que simplesmente nos rouba o sentido das frases. Mas eu hoje senti uma forte necessidade de pensar aqui neste espaço sobre isso.

Diante da assombrosa realidade das perdas, dos danos, dos prejuízos e das mortes, o que se diz, o que se pensa fica tão banal, tão gratuito e fácil que chega às vezes a ser ofensivo. Por mais que se diga que é uma tristeza sem fim as milhares de histórias contadas nos telejornais; por mais que a gente comente – confortavelmente no sofá de casa – o drama dos outros; por mais que isso tudo nos comova com sinceridade, as palavras simplesmente esfarelam. Elas não podem conter conforto a quem perde um filho ou um amigo; elas não trazem confiança ou esperança, já que a água levou tudo; elas só se limitam a contar, a narrar. É pouco, claro, mas talvez seja uma maneira de nos convencermos da fragilidade da vida, da necessidade do agora, da falência de nossas certezas frente a forças tão incomensuráveis como as da natureza.

Ouvi hoje uma frase atribuída ao evolucionista Richard Dawkins que é mais ou menos assim: “a natureza não é impiedosa; ela é simplesmente indiferente”. Quer dizer, ela não se vinga de nossos atos, não se volta contra o homem-agressor. Ela só segue seu curso, suas regras, estando nós em seu caminho ou não.

Parece resignação, mas é uma maneira escancaradamente realista do que é a espécie humana num planeta de 4,5 bilhões de anos de existência, num canto qualquer de um sistema solar pouco expressivo, numa galáxia ordinária nisso que chamamos de universo. Os humanos nos acostumamos a reivindicar um lugar especial em meio à natureza, pois ainda nos surpreendemos com nossos feitos. Nos deslumbramos com isso ainda. Mas olhando em perspectiva histórica, percebemos que nossa história no curso da natureza é muito diminuta ainda. E observando em termos espaciais, preenchemos muito pouco na dimensão que nos ajuda a delimitar o visível.

O que é que nos sobra, então?

Pra ser honesto, muito pouca coisa. Sobram nossos sentimentos, nossos sonhos, nossas histórias, nossas conquistas, nossos desejos, nossas derrotas. E nada disso é quantificável. Nada disso cabe em galpão nenhum.

É este incontornável sentimento de pequenez que me invade frente às pilhas de mortos em Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro… É disso que não consigo desviar ao me perguntar como cada protagonista desses dramas vai reinventar roteiro para suas vidas. A dor é maior que a perda. A morte é o que nos faz pensar na vida. A lágrima desavisada do anônimo no outro lado da tela é que te faz soluçar por aqui.

Uma maneira modesta de dar algum sentido nisso tudo é criar narrativas particulares: talvez isso venha a nos ensinar algo; talvez seja uma provação à nossa fé; talvez ressurjamos mais fortes disso tudo; talvez, talvez, talvez…

É assombrado com o que está acontecendo que fico pensando na nossa imediata necessidade de repactuar nossas relações neste tempo. Precisamos redimensionar nossos valores, atualizar nossas prioridades, redefinir os desejos. O leitor pode enviar donativos aos desabrigados, pode servir como voluntário nesse momento amargo, pode enviar uma prece ou um pensamento positivo. Pode exigir mais atitudes das autoridades, pode se engajar numa luta coletiva. Só não pode é ficar indiferente.

o congresso e o monopólio na mídia

Será que agora vai? Será que vão mexer neste vespeiro agora?

Veja a matéria do Portal Imprensa:

STF determina que Congresso tem de se posicionar sobre monopólio da comunicação

A Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República também serão interpeladas sobre o tema pelo STF por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 10, encaminhada pelo PSol.O Supremo Tribunal Federal (STF) quer saber o posicionamento do Congresso Nacional a respeito do monopólio da comunicação no país.
O objetivo da ação é fazer com que o STF determine ao Congresso Nacional a regulamentação de três artigos da Constituição Federal (220, 221 e 223), referentes à proibição do monopólio e do oligopólio na comunicação; o cumprimento de princípios que devem nortear a programação em rádio e TV; além da regulação do direito de resposta.
Segundo informa o tele.síntese, ao despachar a decisão no final do ano passado, a ministra Ellen Gracie determinou a solicitação de informações ao Congresso Nacional, “que poderão ser prestadas no prazo de 30 dias”. Determinou, ainda, “abra-se vista sucessiva ao Advogado-Geral da União e ao procurador-geral da República, para que se manifestem, cada qual, no prazo de 15 dias”.

 

panorama da comunicação: baixe!

O Ipea lançou ontem os três volumes do Panorama de Comunicação e das Telecomunicações no Brasil, pesquisa inédita feita com o apoio das principais associações científicas e acadêmicas da área (Socicom).

Os volumes podem ser baixados gratuitamente:

Volume 1, aqui

Volume 2, aqui

Volume 3, aqui


pós em jornalismo digital

Marcelo Träsel avisa que estão abertas até 4 de março as inscrições para o curso de especialização em Jornalismo Digital na PUC-RS. Veja mais detalhes:

Dias e Horários
Sextas-feiras, das 18h às 22h30, e sábados, das 8h às 12h30, a cada duas semanas.

Seleção
Os alunos serão selecionados mediante análise de currículo e entrevista presencial. O período de seleção vai de 020/01/2009 a
12/03/2010.

Matrículas
08/03/2010 a 12/03/2010

Início do curso
08/04/2011

Custo
1+17 parcelas de R$ 500,00

Disciplinas
Jornalismo e sistemas de informação
Produção em hipermídia I: texto
Produção em hipermídia II: audiovisual
Produção em hipermídia III: design gráfico
Jornalismo digital e mobilidade
Jornalismo digital e sociabilidade
Gestão de produtos digitais
Estudos de jornalismo digital e ética
Trabalho de Conclusão
Corpo Docente
Me. Aline de Campos
Dr. André Pase
Dra. Andréia Mallmann
Me. Barbara Nickel
Ba. Eduardo Lorea
Dr. Eduardo Pellanda
Ba. Marcelo Soares
Me. Marcelo Träsel
Dra. Pollyana Ferrari
Me. Silvana Sandini
Dra. Virgínia Pradelina da Fonseca

Contato
Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 7 – Sala 319
CEP: 90619-900 – Porto Alegre – RS
Telefone: (51) 3320.3658
Fax: (51) 3320.3858
E-mail: jornalismodigital@pucrs.br
Website: http://www.pucrs.br/educacaocontinuada/cursos/jornalismo_digital.html
Blog: http://www.pucrs.br/famecos/pos/jornalismodigital/
Twitter: http://twitter.com/posdigital

pesquisa em comunicação: eventos 2011

Anote na sua agenda!

Março

2º Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo da Região Sul
24 e 25 de março – Florianópolis, SC: UFSC
Mais informações: http://www.posjor.ufsc.br

Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania
25 e 26 de março – Braga, Portugal: Universidade do Minho
Mais informações: http://www.literaciamediatica.pt/congresso

Congreso Internacional de Ética de la Comunicación
29 a 31 de março – Sevilha, Espanha: Universidad de Sevilla
Mais informações: http://www.ethicscommunication2011.com


Abril

12º Simpósio Internacional de Jornalismo Online
1 e 2 de abril – Austin, EUA: Universidade do Texas
Mais informações: http://online.journalism.utexas.edu

Fórum Regional Sul de Professores de Jornalismo
Encontro Gaúcho de Professores de Jornalismo

8 e 9 de abril – Santa Cruz do Sul, RS: Unisc
Mais informações: http://hipermidia.unisc.br/egej

Encontro Mineiro de Professores de Jornalismo
8 e 9 de abril – Viçosa, MG: UFV
Mais informações: http://www.fnpj.org.br/soac/ocs/index.php?cf=20

4º Congresso COMPOLÍTICA
13 a 15 de abril de 2011 – Rio de Janeiro, RJ: UERJ
Mais informações: http://compolitica.org/home

1º Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo (MEJOR)
25 a 28 de abril – Brasília, DF: UnB
Mais informações: http://www.mejor.com.br/index.php/mejor2011/MEJOR2011

8º Encontro Nacional de História da Mídia
28 a 30 de abril – Guarapuava, PR: Unicentro
Mais informações: http://www.unicentro.br/historiadamidia2011

Maio

Conferência 2011 da OSCS da European Communication Research Education Association
5 e 6 de maio – Covilhã, Portugal: Universidade de Beira Interior
Mais informações: http://www.oscs-ecrea2011.ubi.pt/#CallForPapers

5º Congresso Abrapcorp
5 a 7 de maio – São Paulo, SP: USP
Mais informações: http://www.abrapcorp.org.br

16º Intercom Sudeste
12 a 14 de maio – São Paulo: Fecap
Mais informações: http://www.intercom.org.br

12º Intercom Sul
26 a 28 de maio – Londrina, PR: Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Mais informações: http://www.intercom.org.br

5º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo (EPPJ)
27 e 28 de maio – Campinas: PUCCamp
Mais informações: jornal.clc@puc-campinas.edu.br

Junho

10º Intercom Norte
1 a 3 de junho – Boavista, RR: Faculdade Atual da Amazonia
Mais informações: http://www.intercom.org.br

13º Intercom Centro-Oeste
8 a 10 de junho – Cuibá, MT: Universidade Federal do Mato Grosso
Mais informações: http://www.intercom.org.br

1º Seminário Brasil-Argentina de Investigação em Jornalismo
9 e 10 de junho – Florianópolis, SC: UFSC
Mais informações: http://www.posjor.ufsc.br

20ª Reunião Anual da Compós
14 a 17 de junho – Porto Alegre, RS: UFGRS
Mais informações: http://www.compos.org.br

13º Intercom Nordeste
15 a 17 de junho – Maceió, AL: Centro Universitário Cesmac
Mais informações: http://www.intercom.org.br

Julho

IAMCR 2011
13 a 17 de julho – Istambul, Turquia
Mais informações: http://iamcr.org/home-and-news/665-2011-cfp

Agosto

1º Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana
3 a 6 de agosto – São Paulo, SP: USP
Mais informações: http://www.confibercom.org/congresso/pt/home

Setembro

34º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom
2 a 6 de setembro – Recife, PE: Unicap
Mais informações: http://www.intercom.org.br

Novembro

9º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo – SBPJor
3 a 5 de novembro – Rio de Janeiro: UFRJ
Mais informações: http://www.sbpjor.org.br

5º Simpósio Nacional da ABCiber
16 a 18 de novembro – Florianópolis, SC: Udesc e UFSC
Mais informações: http://abciber.org/index1024.html

estudos de gêneros textuais: um evento

Minha amiga Ana Elisa Ribeiro, a @anadigital, me informa de um evento imperdível para quem edita, escreve, pesquisa e trabalha na área de livros e publicações: o Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais, o Siget.

O evento realiza sua sexta edição entre 16 e 19 de agosto na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal. Mas as inscrições se encerram agora no dia 16.

Mais detalhes: http://www.cchla.ufrn.br/visiget/

uma estratégia calhorda

A TIM não cansa de fazer das suas! Não bastasse as tarifas extorsivas, o sinal de qualidade duvidosa e a cobertura que alterou seu slogan de “Sem Fronteiras” para “Sem Serviço”, a operadora vai além.

Há coisa de um mês, venho recebendo sistematicamente torpedos do Tim Notícias, que oferece manchetes super apelativas do tipo “Exército invade o Alemão”, “Tiririca, o novo Lula”, “Hebe Camargo: morte ao vivo”, “Jogador de futebol é sequestrado”, “Gêmeas tem diferença de 11 anos”, “Elton John gasta 90 mil reais com bebê”. Ao lado da manchete, vem o convite para um link – a TIM avisa: navegação cobrada, só não diz quanto.

Não preciso dizer que isso não é serviço de notícias, mas de mexericos.

O sensacionalismo barato vem acompanhado do dinheirismo numa autêntica demonstração de que a Anatel deveria intervir em casos como este.