lobão ainda interessa; e surpreende

Não tenho nenhum disco do Lobão em casa. Guardo com verdadeiro carinho algumas canções dele na memória, mas ele não é um artista que eu possa chamar de preferido. É mais um personagem pra mim. Como para muita gente.

Apesar dessa não-familiaridade, acabo de devorar as quase 600 páginas de sua autobiografia – Lobão: 50 anos a mil -, que ele lançou com o jornalista Claudio Tognolli. Aliás, taí uma dupla que combina muito, pela fama, pelo humor rasgado, pela inteligência aguda… Mas eu dizia que devorei a biografia do Lobão mesmo não ligando muito pra ele, e você pode se perguntar por que. Bem, foi uma surpresa. Minha mulher me deu o livro no Natal, confessando “ser uma aposta”. Entendi que ela estava oferecendo um prato para que eu provasse e, quem sabe, aprovasse. Entendi também que ela havia comprado o livro com segundas e terceiras intenções, pois se identifica muito mais com o biografado do que eu. Calei. Folheei e comecei a ler o 50 anos a mil ao mesmo tempo em que lia outro livro, mas o fato é que Lobão é um cara bastante espaçoso e foi ocupando todo o meu tempo de leitura nesses dias tórridos de verão em Florianópolis.

Por isso, você deve imaginar que o personagem vale a leitura, que as histórias são boas, enfim, que haja assunto para um catatau que pesa mais de um quilo e que traz esse semblante risonho e convidativo aí ao lado.

Olha, Lobão não é só espaçoso, mas também portador de todos os adjetivos que você já ouviu por aí. É uma metralhadora giratória; tem opinião para tudo; fala demais; é agressivo à toa; briga com todo o mundo; se entupiu de drogas boa parte da vida; é oportunista e meio marqueteiro; foi também meio bandidão, delinquente, desajustado… quer dizer, o cara é encrenca na certa.

Tá, isso tudo. Mas mais.

Na honesta e verborrágica autobiografia, Lobão se mostra ostensivamente afetuoso, deliberadamente franco e atavicamente determinado a colocar uma vida a limpo. Não que ele esteja no final dela. Quem ler, lerá que não.

Contrariando a expectativa de muita gente, Lobão se revela muito autoexigente, um estudioso aplicado e esforçado naquilo que lhe interesse – sobretudo música e literatura. Ele se debruça sobre um instrumento e persegue algo ali que está sempre além de si. Mergulha, se concentra e se joga. É inquieto, contraditório e hiperativo; um lobo correndo em círculos, sem matilha, e com a nítida sensação de estar sendo espreitado por predadores.

Como qualquer biografia que se preza, esta é também um acerto de contas. Com inimigos, com a família, com a imagem que lhe imputam e consigo mesmo. Lobão parece estar cagando para o que o público pensa dele hoje, agora. Está mais preocupado em se fazer entender. Talvez porque também esteja mais devotado a se entender também. Nas últimas 200 páginas, deixa escapar um persistente ressentimento: não estão me compreendendo ainda, não entenderam a música que eu persigo e quero fazer. É natural, é esperado, ainda mais de um lobo solitário como este. Caçado por muita gente por aí.

Mas o livro é bom? É bem escrito?

Sim, é bom. Vale a leitura. Vale a viagem. Lobão é bem-humorado, inteligente, repetitivo em algumas expressões, insistente em se fazer mostrar. É um aparecido! Tem alma de artista, espírito esvoaçante, personalidade forte e sentido espetacularizante, midiático. 50 anos a mil não é lá bem escrito, pois se apoia em um bom punhado de clichês e vícios de linguagem, e porque sua estrutura como narrativa é quadradona, o que surpreende de alguém tão criativo como ele. Mas pouco importa! Já que a força das histórias, a verborragia do biografado dão o tom do samba. O leitor se depara com Lobão falando tudo aquilo, é possível reconhecê-lo em sua oralidade perturbadora, que junta Nietzsche a meia-dúzia de palavrões que aprendemos nos estádios de futebol.

A estrutura do livro também é um pouco errante. Lobão é literal, linear e bastante minucioso de seus primeiros vinte anos. Isso faz com que o leitor encontre o Lobão como o conhecemos só lá pela página 150, quando ele vai tocar com Ritchie e Lulu Santos no Vímana! Por isso, se não tiver o devido saco, pule e vá direto ao ponto. A partir do momento em que desponta para o estrelato, encontramos no final de cada capítulo um clipping do Lobão na Mídia, o que ajuda a entender um pouco o tiroteio a que foi (e vem sendo) submetido. No final, não dá pra entender muito a reprodução de seis entrevistas com alguns personagens que cruzaram a vida do compositor (precisava?) e a publicação de acórdãos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (era mesmo necessário?). Cortando aqui, cortando ali, o catatau poderia ser mais enxuto, mais delgado… mas não seria Lobão! O estriônico, o hiperbólico, o deboçhado, o tonitruante, o apoplético.

Apesar de todas as trombadas que deu na vida, ele está aí, se reinventando na TV. Enterrou diversos amigos, emplacou hits nacionais, fracassou miseravelmente em outros projetos, casou, descasou, teve filha, teve cabelão, cortou a juba, deixou a barba crescer e passou a usar óculos. Hoje, é um senhor de 53 anos. Um senhor é o caralho! Um lobo é um lobo, mesmo quando seus pelos estão esbranquiçados e os caninos meio falhos.

Som e fúria!

comunicação: um panorama nacional

Retransmito convite do IPEA:

desejos

Que venha o ano novo; que venha uma nova década; que venham momentos felizes para todos.

Que o diálogo esteja sempre à mesa; e que estejamos ao redor dela.

Que a honestidade e a franqueza possa governar nossos corações, e que possamos buscar os melhores caminhos.

Que sejam dias melhores, e que possamos lutar por eles.

ele esteve de olho…

Papai Noel sabe de tudo.
Seus pais já contaram como foi o seu ano. Seus credores também.

Por isso, se você não pediu desculpas àquele seu irmão, se não foi legal com seu vizinho, se não tratou bem os colegas do trabalho, você já sabe, né?…

Viva o natal!

contemporânea, a revista, em 2011

O conectado e inquieto André Lemos manda avisar que

a revista Contemporanea acolhe artigos, resenhas e entrevistas, que podem ser enviados em conformidade com o calendário anual. No caso de edições com dossiês temáticos, também poderão ser publicados artigos na seção “Temas livres”, além de resenhas e entrevistas. Serão priorizadas contribuições de doutores e doutorandos.

Segue o call for papers para as edições de Abril, Agosto e Dezembro de 2011

Contribuições devem ser enviadas ao site:
www.contemporanea.poscom.ufba.br

Edição – Abril 2011
“A COMUNICAÇÃO NA PASSAGEM DOS SÉCULOS”
O Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas comemora vinte anos de sua implantação. Para marcar tal período, a revista Contemporanea propõe um dossiê para o próximo número com o tema: “A Comunicação na passagem dos séculos”. O objetivo é promover uma reflexão sobre as duas décadas em questão, a última do século XX e a primeira do XXI, época de um acelerado processo de inovações sociais, culturais e tecnológicas: queda do muro de Berlim, expansão da Internet, aceleração da convergência midiática, surgimento de tecnologias digitais móveis (celulares, smartphones, tablets, e-readers), o 11 de setembro e o surgimento da era da vigilância e terrorismo globais, a democratização da TV digital, os BRICS e a
globalização, a explosão das identidades, os novos formatos artísticos, as mudanças climáticas etc. O objetivo é repensar, a
partir das diversas abordagens teórico-metodológicas, o campo da comunicação nesse período.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 15 de março
Resultado da seleção: 30 de março
Trabalho de revisão: 01 a 15 de abril
Publicação da Revista: 20 de abril

Edição – Agosto 2011
“WIKILEAKS – CIBERCULTURA E POLÍTICA”
EDITOR RESPONSÁVEL – ANDRÉ LEMOS
A Revista Contemporanea lança um call for papers sobre o tema “Cibercultura e Política”, tendo como ênfase principal a discussão
sobre o fenômeno “Wikileaks”. No final de 2010, o “Wikileaks” difundiu importantes e constrangedores documentos secretos que incomodaram as principais potências mundiais (EUA, China, França, GB) e alguns países emergentes, entre eles o Brasil. O papel das tecnologias de comunicação e informação (TICS) na reconfiguração do jogo político não é um fato novo, desde as ações ativistas e micropolíticas, até o uso por candidatos, políticos eleitos, partidos políticos, bem como governos e instituições públicas. O caso “Wikileaks” (“Wiki”, plataforma colaborativa online e “Leak”, vazamento, circulação de informação) é a mais nova faceta do ciberativismo global e coloca em discussão o papel do jornalismo, da diplomacia mundial e dos novos meios de comunicação. Segundo Manuel Castels, uma nova etapa da comunicação política foi inaugurada. A revista Contemporanea quer investigar essas questões.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 01 de maio
Resultado da seleção: 30 de maio
Trabalho de revisão: 01 a 30 de junho
Publicação da Revista: 15 de agosto

Edição – Dezembro 2011
“COMUNICAÇÃO E POLÍTICA”
EDITOR RESPONSÁVEL – WILSON GOMES
As últimas duas décadas evidenciaram elementos importantes que hoje marcam, de modo substantivo, a relação entre a comunicação social e o campo político.  O uso de novas tecnologias como a Internet em campanhas eleitorais e para a participação civil; a apropriação de mídias sociais para mobilização e engajamento cívico; o ativismo global em rede; o debate sobre políticas públicas de comunicação com a iminência de novos modelos regulatórios para o setor no Brasil e em outros países; as tensões entre a cobertura midiática e os diversos atores políticos são algumas das questões que emergem neste cenário. Com base em tal realidade, a Contemporanea abre chamada para um número especial que irá tratar justamente desse conjunto de elementos vinculadas à linha de pesquisa em Comunicação e Política. O objetivo é propiciar uma visão avançada e atual sobre as mutações e novos elementos que se inserem neste contexto, trazendo discussões de ponta que nos possibilitem compreender as dinâmicas, as tendências e os horizontes que se configuram neste campo de estudos. Para tanto, esta edição especial será guiada por cinco eixos temáticos, a saber: (1) mídias e eleições, (2) internet e política, (3) jornalismo e democracia, (4) comunicação e sociedade civil, (5) políticas públicas de comunicação.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 01 de setembro
Resultado da seleção: 20 de outubro
Trabalho de revisão: 01 a 30 de novembro
Publicação da Revista: 15 de dezembro

o objethos em 2011

Sabe o Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), projeto que coordeno com o professor Francisco José Karam na UFSC? Em 2011, teremos novidades, conforme se pode ver no post que reproduzo…

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) tem grandes planos para o ano que vem. Por isso, neste período de festas natalinas e de recesso escolar, a equipe trabalha nos bastidores do projeto, planejando novas ações para 2011.

Podemos adiantar três boas notícias:

1. Em 2011, o objETHOS vai ampliar a produção e difusão de conteúdos exclusivos sobre ética jornalística, publicando diariamente

2. Em 2011, o objETHOS virá com um novo projeto gráfico, com visual mais atraente e amigável

3. Em 2011, o objETHOS vai promover o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo, evento previsto para junho.

 

mais uma chamada de textos: em questão

A comissão editorial da revista Em Questão informa

a  chamada de artigos para a edição 2011/1, tendo como tema Mediações e Representações. Os textos devem ser
submetidos até 2 de março de 2011 no site da revista. As normas para publicação estão disponíveis no site www.ufrgs.br/revistaemquestao.

A Revista Em Questão é publicação Qualis B2, e é editada pela Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS.

me prendi a esse tal “fio”…

Esbarrei em “Por um fio” num sebo. Só conhecia o doutor Drauzio Varella da TV, e não de seu bestseller “Carandiru” ou outros menos célebres. Acabei levando “Por um fio” pelo preço convidativo, pelo bom estado do exemplar e por um punhado de palavrinhas bem encaixadas no texto da contracapa. Não cheguei a deixar o livro adormecer duas noites na estante e ataquei algumas páginas.

Nem tanto pela prosa, mas mais pelas histórias, fui ficando e devorando capítulos e capítulos. Para quem ainda não ligou o título à obra, “Por um fio” é um livro de memórias autobiográficas do médico mais famoso do Brasil, um respeitado oncologista que volta e meia aparece no Fantástico ou em programas do gênero. “Por um fio”, no entanto, não é nada digestivo, pelo contrário. As histórias que se colhe por lá são alguns resultados de mais de trinta anos de clínica do doutor Drauzio enfrentando casos complicados, incuráveis e surpreendentemente curados.

Sem cerimônia, o leitor é apresentado a todo tipo de moléstia grave, com especial atenção a cânceres e tumores diversos. Sem alternativa, o leitor desfila pelo corredor que separa vida, morte e sobrevida. Fortes, intensas, emocionantes, inesquecíveis, as histórias são também prosaicas, banais, cotidianas para um médico que carrega nas costas as esperanças de parentes aflitos, as dores pessoais e as perdas com as quais precisa conviver. A medicina ali é mostrada como um campo de batalha sem glamour, mas com muito trabalho. O dia-a-dia dos médicos não é faustoso nem heroico. Os momentos finais dos pacientes, seus humores, seus familiares quase sempre são mostrados com cores cruas, pouco vibrantes. A vida é mais dura, aprende-se logo nas primeiras páginas. A luta pela vida é mais ainda. O câncer atinge o rico e o pobre, mata homens e mulheres, e ataca também a quem o enfrenta, no caso, os médicos. A Aids também se mostra virulenta e epidêmica, cruel e irônica.

“Por um fio” é um bom livro para quem almeja ser médico. É um bom livro para quem quer aprender mais da vida e da morte. Para quem quer se aproximar dessa espécie que convencionamos chamar homem. Isso porque revela imperfeições, fraquezas, incertezas e inconstâncias. Isso porque nos atira na cara a dureza e a sensibilidade, a esperança e o desalento, a vitalidade e a inevitabilidade do maior evento da vida.

Nas pouco mais de 200 páginas do livro, o choro fica espremido entre os curtos capítulos. Contive as lágrimas como quem economiza água. Melhor guardar para quando for justificado. Melhor chorar nos maiores dramas. Ao final do volume, o choro ficou embargado; não veio a apoteose, o clímax. Talvez porque o livro espelhe com forte fidelidade a vida, seus altos e baixos. No capítulo final, o desfecho é dilacerante e simbólico. A cena fica congelada no tempo, suspensa por um único fio. Tão frágil e tão elástico, como se a ele se prendesse o mundo e a vida.

e-compós com chamadas de textos

Adriana Braga e Felipe Trotta, da comissão editorial da E-Compós, informam que

o periódico científico da Associação Nacional de Pós Graduação em Comunicação convida a comunidade acadêmica para submeter trabalhos para suas edições de 2011. A nossa revista aprofunda no próximo ano um processo de internacionalização, com renovação e ampliação do conselho editorial, além de começar progressivamente a circular com traduções dos artigos em idiomas estrangeiros. Aproveitamos o momento para agradecer a inestimável contribuição da colega Rose de Melo Rocha, que encerra em 2010 seu mandato como editora. Envidaremos nossos melhores esforços para continuar a consolidação e expansão da E-Compós.

Neste ano, publicaremos três edições, a primeira com temas livres e as demais edições em dossiês temáticos. Aceitaremos artigos inéditos, resenhas de livros e entrevistas. Cada uma das submissões será avaliada por dois/duas pareceristas componentes do conselho editorial da revista em sistema de duplo-cego, visando a assegurar uma avaliação competente, séria e objetiva.

As três edições de 2011 têm os seguintes temas e prazos previstos para publicação:

1ª Edição: Temas livres. Espaço aberto para contemplar toda a diversidade de abordagens teóricas, metodológicas e empíricas do campo da Comunicação. Deadline: até 30 de março

2ª Edição: Dossiê temático “Comunicação e o Sujeito”. Este número pretende publicar contribuições que explorem a relação entre a comunicação e o universo dos sujeitos, tanto do ponto de vista dos próprios sujeitos como em suas dimensões simbólicas, cognitivas, políticas e sociais. Alguns dos temas que contemplam esta perspectiva são os estudos de recepção, identidades sociais, sociabilidades, diásporas e migrações, consumo e apropriações dos meios, perspectivas psicológicas e antropológicas da comunicação, representações sociais, grupos minoritários, cidadania e educação, entre outros temas convergentes. Deadline: até 30 de junho

3ª Edição: Dossiê temático “100 anos de Marshall McLuhan”. Este número pretende homenagear o centenário de nascimento de um dos mais importantes teóricos da cultura midiática. Muito além do aforismo “o meio é a mensagem” e de expressões célebres como “aldeia global” e “Galáxia de Gutemberg,” a obra de McLuhan tem sido objeto de releituras e interpretações que o apresentam como um pioneiro que previu, com mais de três décadas de antecipação, vários dos desdobramentos contemporâneos da cultura das mídias. Pretendemos publicar artigos, resenhas e entrevistas que explorem aspectos e desenvolvimentos desta rica, controvertida e multifacetada obra, em temas como tecnologias e corporeidade, materialidades da mídia, artes e estética, cognição e comunicação, tecnologias e sociedade, ecologia das mídias, teoria dos meios e outras abordagens convergentes. Deadline: até 30 de setembro.

Mais informações:
http://www.compos.org.br/seer/index.php/e-compos/index

matrizes com chamada para textos

Reproduzindo, a pedido dos editores…

Caros colegas,

MATRIZes está abrindo chamada de trabalhos para o número a ser lançado no primeiro semestre de 2011. As submissões devem ser feitas unicamente pelo site da revista até o dia 01 de março:

www.matrizes.usp.br

MATRIZes – Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo – aceita artigos teóricos e de resultados de pesquisa na área da Comunicação, além de resenhas de livros publicados recentemente no Brasil e no exterior. A publicação é semestral e possui conceito B1 no Qualis.

MATRIZes está disponível nas versões impressa e digital. Na versão impressa, os artigos são publicados em português.  Na versão eletrônica, os artigos dos autores nacionais são publicados em português e inglês; e dos autores estrangeiros, em português e idioma de origem (inglês, francês ou espanhol).

Os artigos devem ser enviados em Word, fonte Times New Roman 12, espaçamento 1,5. Mais informações sobre as normas de publicação podem ser encontradas em “Políticas de Seção” no site da revista. Para dúvidas e outras informações, entre em contato pelo e-mail matrizes@usp.br

este blog mudou!

Calma, calma aí. O Monitorando continua no mesmo endereço na web.
Meu escritório é que mudou para a praia. Entro oficialmente de férias agora e as atualizações por aqui podem ser mais esparsas, mais preguiçosas, recheadas de areia e maresia. Portanto, tenha paciência com a gente. A vida tem dessas coisas…

3 piores anúncios de 2010

Existe propaganda boa, e existe a ruim. De cabeça, selecionei três anúncios que considerei meio desastrados em 2010. Começo com a do Campari. Notem que ninguém dá um trago na bebida, que ninguém dá uma prazerosa golada. Ao invés disso, as pessoas jogam Campari nos outros… vai entender!

Outro filme incompreensível é este da Chevrolet. Notem que a estrela do comercial é o Camaro, um carro que você pode ganhar se comprar outro…

E este da Pepsi? O comercial começa com um personagem dizendo: “Só tem Pepsi, pode ser?” Como quem diz: “Só te restou esta alternativa. Vai encarar?”

Posso não entender nada de publicidade, mas os caras que criaram esses anúncios sabiam o que estavam fazendo?

ATUALIZANDO: A Joana Ziller manda a sugestão de mais um pra esta lista bizarra. Lembra do anúncio da lama na cara? Forever young, I want be forever young

revista famecos recebe artigos

A editora da revista Famecos, Cristiane Freitas Gutfreind, informa que a publicação

está recebendo artigos para um dossiê especial sobre Cinema, televisão, história: perspectivas teóricas e empíricas.
Os textos devem ser enviados até o dia 21 de março de 2011 para revistadafamecos@pucrs.br
Normas para publicação estão disponíveis em http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/famecosppg/ppgcom/ppgcomRevista

sócrates, crátilo, o cotidiano e o jornalismo

O inquieto e produtivo Wellington Pereira informa que

o Grupo de Pesquisa sobre o Cotidiano e o Jornalismo (Grupecj)  do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB lança amanhã, 14, às 20 horas, no auditório do Mestrado em Comunicação – Campus I- João Pessoa, o seu novo livro: Sócrates recorta jornais, Crátilo desenha palavras: o nome dos objetos no jornalismo impresso.

O livro foi editado em forma de e-book e vai ser distribuído, gratuitamente, pela Editora Marca de Fantasia.

Contatos para mais informações: wjdop@uol.com.br

Aliás, baixe o livro aqui.

nova edição de animus na rede

Débora Cristina Lopez, uma das editoras, informa que

a edição 17 da revista Animus, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM, está online. Ela traz o dossiê de Comunicação e Linguagem e pode ser acessada em http://tinyurl.com/23vcdyt

mais de 582 mil votos jogados no lixo

O governador eleito em Santa Catarina, Raimundo Colombo (DEM), tratou esta semana de anunciar mais nomes a fim de compor seu governo. O primeiro escalão está praticamente completo e o que me chama a atenção é a total falta de respeito com o eleitor catarinense. Calma! Eu explico.

Ao nomear seu secretariado, Colombo lançou mão de uma prática recorrente na política brasileira, mas que precisa ser denunciada e rechaçada. O governador eleito convidou campeões de voto na Câmara Federal e Assembleia Legislativa, de forma a simplesmente ignorar a vontade popular. Dos nomes do primeiro time, nada mais, nada menos que sete foram eleitos em outubro para ocupar vagas em Brasília ou como deputados estaduais. Com essa jogada, Colombo – assim como outros governadores – consegue “eleger” quem não teve votos suficientes. Sim, pois ao chamar Paulinho Bornhausen (DEM) para ser seu secretário do desenvolvimento sustentável, automaticamente faz com que o imediatamente mais votado do partido – a candidata Romanna Remor – assuma uma vaga como deputado federal.

Não temo em dizer: é um estelionato eleitoral! Praticado pelo governador eleito e pelos demais que aceitam seus convites. Isto é: quem queria que Bornhausen fosse seu representante, embora o tenha eleito, não poderá contar com ele… Isso é que é respeitar a vontade popular, o clamor do povo.

Mas é claro que a jogada não é exclusiva de Colombo. Outros o fazem também, nas mais diversas esferas do poder. O que me chama a atenção neste caso particular é a dimensão do desrespeito. Basta somar os votos que esses sete novos secretários tiveram. São 582.901 votos, exatamente um sexto dos 3.524.085 votos válidos no estado. Não é pouco. Veja em detalhes:

  • Ada de Luca (PMDB) disputou uma vaga na Assembleia. Teve 41.906 votos, mas não vai cumprir seu mandato como deputada estadual. Será a secretária estadual da Justiça e Cidadania. Seus eleitores agradecem!
  • Cesar Souza Junior (DEM) foi o segundo mais votado para a Legislativo estadual. Teve 63.723, mas não vai assumir sua vaga, pois assumirá a pasta do Turismo,Esporte e Cultura. Seus eleitores agradecem!
  • Também candidato a uma cadeira na Assembleia, Valdir Cobalchini (PMDB) teve 62.465 votos, mas vai deixar seus eleitores na mão, já que será o titular da pasta da Infra-estrutura. Seus eleitores devem estar agradecidíssimos!
  • O mesmo se deu com Serafim Venzon (PSDB) que teve 35.434, mas será o novo secretário estadual do Trabalho. Seus eleitores agradecem a confiança.
  • Entre os candidatos a deputado federal, além de Paulo Bornhausen (DEM) – 143.976 votos -, não se mudam para o Planalto Central os candidatos João Rodrigues (DEM) – 134.558 votos, mas vai assumir a Agricultura – e Marco Tebaldi (PSDB) – 100.839 votos, mas segue para a Secretaria da Educação.

Sinceramente, não votei em nenhum deles na última eleição, mas um sexto de todos os eleitores do estado confiaram a essas pessoas o poder de representá-las em alguma instância da política. Deram seus votos de confiança e, em retribuição, têm isso. O estelionato eleitoral só convém aos governantes e não aos eleitores. Não cola o argumento de que essas pessoas também estarão servindo aos seus eleitores. Não cola. Os eleitores os escolheram para “empregá-los” em outras funções. Os mais de 582 mil votos dedicados a esses sete nomes – e haverá outros, podem esperar – foram simplesmente ignorados, foram definitivamente jogados no lixo. Isso não é democracia.

manhã de sábado, preguiça e los hermanos

Despertei com uma saudade! Acordei com uma preguiça infinita. Por isso, te ofereço aqui uns clipezinhos de Los Hermanos, quem melhor canta o meu mood hoje:

história do natal digital

O sempre conectado Marcos Palacios manda a indicação de um videozinho muito criativo e bem-humorado. Como seria se Jesus estivesse pra nascer hoje em dia, no meio de tantas redes sociais? Os portugueses do ExcentricPT imaginaram isso. O resultado está a seguir. Veja, por exemplo, o que é seguir a Estrela de Belém…

ética em destaque na nova edição da líbero

O número 26 da Líbero, a revista científica da pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, já está disponível na rede. Em destaque, o tema da ética na comunicação, presente em pelo menos quatro artigos. Vale conferir. O sumário é o seguinte:

TEXTOS EM CONTEXTO
O Fórum de Pesquisa Cásper Líbero e os desafios da pesquisa em comunicação na era do capitalismo global
Cláudio Novaes Pinto Coelho / Maria Goreti Juvencio Sobrinho

Comunicación y sociedad del conocimiento: proyectos de investigación em la región mediterrânea (Europa y Norte de África)
Teresa Velázquez

ARTIGOS

A ética como discurso estratégico no campo jornalístico
Luís Mauro Sá Martino

A inversão do olhar: perspectivas para a análise de discurso nos estudos da comunicação
Kleber Mendonça

Visualização de informações estruturada por bancos de dados digitais: o Jornalismo em sintonia com a complexidade informativa contemporânea
Walter Teixeira Lima Junior

Faces e interfaces que se revelam nas práticas discursivas das organizações
Regiane Regina Ribeiro / Marlene Marchiori / Wilma Vilaça

Ética do discurso e deliberação mediada sobre a questão das cotas raciais
Ângela Cristina Salgueiro Marques

Ensino de deontologia jornalística: um olhar sobre os currículos dos cem cursos mais antigos do país
Rogério Christofoletti

La presencia del deporte en el periodismo científico de los diarios en línea: una comparación entre Brasil y España
André Kauric / Santiago Graino Knobel / Adilson Luiz Pinto

A reflexividade no tensionamento do individual e do coletivo no discurso da revista Vida Simples
Márcia Franz Amaral / Gisele Dotto Reginato

O Conar e a regulação da publicidade brasileira
Juliana Santos Botelho

A cultura mediada pelos gêneros: uma investigação sobre os desdobramentos da família em anúncios de TV
Vanessa Rodrigues de Lacerda e Silva

Os formatos de anúncio publicitário no rádio: proposta de classificação dos diferentes tipos de patrocínio
Clóvis Reis

RESENHAS

O que importa é ser feliz?
Frederico de Mello Brandão Tavares

Educar e entreter: a construção da cidadania e a busca pela audiência na TV
Rafael de Oliveira Lourenço

 

 

 

nem precisa explicar. precisa?

Troquei meu avatarzinho no Twitter e no Facebook.
Saiu minha cara amarrada e entrou o Coelho da Alice…

wikileaks em bom português

A jornalista Natalia Viana em parceria com a revista Carta Capital está alimentando um blog sobre o Wikileaks. “Como outros jornalistas independentes de todo o mundo, tenho colaborado com a publicação dos documentos. Com base neles, estou escrevendo matéria diárias para o site”, escreve a jornalista. “Aqui neste blog vou ter a certeza de que o conteúdo inédito vai sair em primeira mão. E também vou dividir essa experiência na linha de frente do jornalismo”.

A conferir e a acompanhar. Por aqui, por favor.

simpósio internacional sobre liberdade de expressão

A Unesco vai promover um evento internacional sobre liberdade de expressão em 26 de janeiro na sua sede em Paris. O evento já tem um programa prévio e a participação confirmada de especialistas, organizações e observadores dos Estados Unidos, Somália, Tailândia, África do Sul, Reino Unido, Croácia, Noruega, França, Jordânia e México.

A acompanhar…

(Mais informações aqui)

 

 

 

prorrogado prazo para inscrições no mejor

O colega Fábio Pereira informa:

que o prazo para submissão de trabalhos ao Colóquio Mejor 2011 (Mudanças Estruturais no Jornalismo) foi prorrogado para 14/02/2011. Informações sobre o evento e sobre como submeter um artigo no site www.mejor.com.br

e-book free: brazilian perspectives in digital enviroments

Marcos Palacios e Othon Jambeiro avisam:

Como parte das comemorações dos 20 anos do Pós-Com (Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas) da UFBA, Othon Jambeiro e eu estamos lançando um livro/coletânea, em inglês, intitulado: “Brazilian perspectives in digital environments: communication policies, e-government and digital journalism”.

For all readers: download here!

sabe o que o wikileaks é?

O Wikileaks é o Mister M de governos e empresas.

o que penso do wikileaks?

Se você leu o título deste post e se perguntou “o que é esse tal Wikileaks?”, desculpe, mas ou você não é deste planeta ou anda bem distraído. Afinal, este é o assunto das últimas duas semanas. Tanto que todo o mundo está opinando sobre o site que disponibiliza documentos secretos vazados. Até eu estou dando meus pitacos. Quer saber? Então, veja o que escrevi lá no Observatório da Ética Jornalística, o objETHOS!

nova edição de comunicologia na rede

Os editores avisam:

A nova edição da revista Comunicologia, do Mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Brasília, já está na rede. Trata-se de uma edição especial por ocasião do Congresso Panamericano de Comunicação – PANAM 2010, que está acontecendo aqui na Universidade Católica de Brasília. O tema é a Indústria de Conteúdos Digitais.

A revista continua recebendo proposta de artigos para as próximas edições em 2011

censura, mpb e um livro a ser lançado

uma parceria para desenvolver o jornalismo interpretativo

Já pensou o que aconteceria se um site especializado em jornalismo investigativo e uma universidade se juntassem para criar inovações nos processos jornalísticos, entre os quais buscar desenvolver um jornalismo mais interpretativo… imaginou? Não precisa mais imaginar.

Uma parceria como esta já existe. Leia a matéria do Portal Imprensa:

O site de jornalismo investigativo e sem fins lucrativos ProPublica anunciou parceria na última quinta-feira (2) com o Instituto Carter de Jornalismo da Universidade de Nova York (NYU) para descobrir modos de utilizar a internet para produção de um jornalismo mais interpretativo.

O projeto Explainer.net será conduzido por estudantes do programa Studio 20, de professor da NYU, e focado em inovações nas atividades jornalísticas, informa o Editorsweblog.

“Este projeto não oferece as últimas notícias. Ele completa a compreensão do leitor. Nós quisemos trabalhar com os jornalistas do ProPublica porque eles investigam histórias complicadas e ensinam o que aprenderam para outros. Isto parecia uma combinação perfeita”, afirma o professor Jay Rosen.

Um exemplo de maior cobertura interpretativa sobre um fato, segundo Rosen, seria em relação à recente crise econômica na Irlanda, questionando por que bancos frágeis no país poderiam ameaçar o sistema financeiro europeu e até uma recuperação mundial.

A ideia surgiu da observação de que é impossível o leitor ter interesse sobre algumas notícias sem a contextualização daquele fato, como a crise de créditos imobiliários nos Estados Unidos, por exemplo.

Para o professor, ao contrário de veículos impressos e de televisão, a mídia digital oferece o espaço editorial necessário para maior interpretação dos fatos noticiados.

Rosen acredita que a produção de um jornalismo mais explicativo pode tornar-se um diferencial para veículos de notícia entre contra a forte concorrência.

Agora, já imaginou se algo semelhante acontecesse por aqui?

 

para saber do rio, cadernos de reportagem!

Se você está interessante nos mais recentes acontecimentos que movimentam o Rio de Janeiro, não pode deixar de conhecer o Cadernos de Reportagem, um projeto do curso de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O blog foi criado há dois meses, é produzido pelos alunos do curso e coordenado pelos professores Ildo Nascimento e Sylvia Moretzsohn.
Jornalismo crítico e antenado.