videozinho pra animar…

Ops! Este blog quase está criando teia de aranha! Três dias sem posts na blogosfera equivalem a décadas. Porque a vida não espera, deixo um videozinho de uma banda que não conhecia, mas que Carolina Dantas apresentou: The XX. Inclusive, o tema – Teardrops – foi tomado de empréstimo para as vinhetas do Ponto de Vista do objETHOS.

 

convergência tecnológica e inclusão digital: evento!

um centésimo de segundo em seis minutos

Um dilema ético clássico do fotojornalismo num filme curto e certeiro.

nova anagrama já está na rede

A professora Rosana de Lima Soares, uma das editoras, informa que a nova edição da revista Anagrama já está disponível. A Revista Científica Interdisciplinar da Graduação da USP pode ser acessada nos endereços:

www.usp.br/anagrama ou http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/anagrama/index

O próximo número sai em Março.

2º congresso internacional de ciberjornalismo

democracia e regulação: chamada de textos

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC, está com chamada de textos para sua primeira edição de 2011. O núcleo temático é Democracia e Regulação da mídia, veja a ementa:

Um dos temas mais discutidos nos últimos meses tem sido a estrutura dos meios de comunicação e a natureza da organização do mercado midiático brasileiro. Movimentos vindos de organizações não-governamentais, da academia e até mesmo do governo federal têm sinalizado para a necessidade de a sociedade discutir novas regras para o setor. Até mesmo uma importante organização do mercado – a Associação Nacional dos Jornais – manifestou a disposição para a autorregulação.
Diante desse cenário, a primeira edição da revista Estudos em Jornalismo e Mídia de 2011 objetiva discutir as complexas relações entre democracia e regulação do mercado de mídia.
Será priorizada a análise de artigos que tratem de temas como: políticas de comunicação no Brasil; marcos regulatórios no setor; regulaçã o, regulamentação e autorregulamentação dos meios; concentração de mídia; propriedade cruzada; relações entre meios de comunicação e grupos políticos; comparativos entre as legislações de mídia no Brasil e outros países; limites operacionais em meios audiovisuais e internet; órgãos de regulação; proteção da concorrência; mudanças estruturais no jornalismo a partir de marcos regulatórios; liberdade de imprensa, democracia e cidadania.

Deadline: 20 de abril de 2011
Publicação: Junho de 2011

A equipe editorial avisa que os artigos já encaminhados estão em fase de avaliação, e que novos textos podem ser mandados até a data limite. Tem prioridade de avaliação as colaborações que abordem o tema Democracia e Regulação.

A Estudos em Jornalismo e Mídia existe desde 2004, é semestral, e circula exclusivamente em meioi eletrônico. No sistema de avaliação Qualis/Capes, é uma publicação B3.

dilemas éticos na cobertura da guerra no rio

Todas as cabeças se voltaram para o cerco ao crime organizado no Rio de Janeiro. Muito rapidamente, discuto alguns dos dilemas éticos que a cobertura jornalística está apresentando nesses primeiros dias de noticiário:

Os poucos dias de cobertura têm-se revelado nada fáceis para os jornalistas destacados para acompanhar as ofensivas. Por mais preparado que esteja o profissional, subir ladeiras, esgueirando-se de tiros, vestindo pesados coletas à prova de bala, fazendo passagens ao vivo sem ofegar muito são tarefas que exigem condicionamento físico, equilíbrio emocional, raciocínio rápido e frieza. Não é demais lembrar que, no front, o jornalista é o único que não está armado, que não pode trocar tiros. É um alvo relativamente fácil e a identificação de seu colete pode funcionar mais como ponto de referência, chamariz, do que como alerta, salvo-conduto.

Nas redações, o nervosismo também prejudica a tomada de certas decisões: há muito jogo, inclusive a vida dos colegas nas ruas. A pressa de divulgar amplia muito a margem dos erros e contribui perigosamente para as estatísticas desabonadoras do jornalismo. Como qualquer guerra, a Rio reserva uma série de dilemas éticos para os jornalistas.

Quer ler na íntegra? Vá ao Observatório da Ética Jornalística, objETHOS!

 

observatório apoia regulação de publicidade

Reproduzo mensagem do professor Edgard Rebouças, coordenador do Observatório da Mídia Regional:

Observatório assina carta de apoio à Anvisa

O Observatório da Mídia Regional: direitos humanos, políticas e sistemas, grupo de pesquisa e ação da UFES, é uma das 41 entidades que a assina a carta de apoio à regulamentação da publicidade de alimentos. A correspondência foi enviada no último dia 19 de novembro para vários órgãos da Justiça brasileira e entidades do governo, tendo em vista que desde setembro uma liminar da Justiça Federal suspendeu a aplicação da Resolução nº 24 da Anvisa, publicada em junho. Pela resolução, a partir do final de dezembro as publicidades de produtos alimentícios deverão trazer alertas quanto aos malefícios à saúde.

As entidades nacionais e internacionais que assinam a carta são ligadas principalmente aos setores de saúde, comunicação e direitos humanos. O objetivo é que a Justiça Federal reveja a decisão que privilegia apenas os interesses empresariais, em detrimento às questões de saúde, principalmente em relação à obesidade e a influência sobre as crianças.

No próximo dia 17, o coordenador do Observatório da Mídia Regional, Prof. Dr. Edgard Rebouças, participará de uma mesa redonda na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo para aprofundar os debates sobre o tema. No mesmo dia será criada a “Frente pela regulação da publicidade de alimento”.

Para ler a íntegra da Carta à Justiça Federal, acesse: http://www.ufes.br/observatoriodamidia

 

rebej recebe artigos

A professora Socorro Veloso, da diretoria científica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), avisa:

A Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo (Rebej), ISSN 1981-4542, está fazendo chamada de trabalhos (perfis, entrevistas e resenhas) para as próximas edições.

Professores que apresentaram artigos no encontro nacional do FNPJ de 2009 podem enviar seus trabalhos para publicação, desde que permaneçam inéditos. Quanto ao encontro de 2010, já foram selecionados os artigos a serem publicados.

Contribuições devem ser enviadas até 30/12/2010 para os e-mails socorroveloso@uol.com.br e marceloengel2004@hotmail.com

A Rebej pode ser acessada em http://www.rebej.fnpj.org.br

gaúchos discutem ensino de jornalismo em abril

Meu amigo Demétrio Soster avisa que nos dias 8 e 9 de abril de 2011 acontece o 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo (EGEJ). O evento já tem site oficial (http://hipermidia.unisc.br/egej) e conta no Twitter (http://twitter.com/egejornalismo). Só não acompanha quem não quiser!

Essa gauchada faz coisa, hein?!

previsões para as próximas semanas

Geralmente, vai chegando o final do ano e os meios de comunicação abordam tarólogos, astrólogos, pais de santo e videntes em geral para as previsões a partir de janeiro. Bem, serei mais contido, e tentarei antecipar o que me aguarda o destino nas próximas quatro semanas.
Por favor, não ria! Respeite o sofrimento dos outros…

Semana 1: Desespero
É o momento atual, o que significa sobrecarga de trabalho e ausência total de tempo. A certeza compartilhada é de que não seremos capazes de sobreviver ao final do ano. No horizonte imediato, estão dois exames de qualificação no mestrado, uma reunião, três pareceres a serem dados e um jornal-laboratório a ser fechado.

Semana 2: Pânico
A coisa não melhorou. Estão previstas duas aulas e o encerramento de uma disciplina. Some-se ainda dois pareceres para artigos em revistas e a participação num concorrido concurso de jornalismo. Coloque ainda as tradicionais filas nas comprinhas de Natal.

Semana 3: Alarme
Só termina quando acaba! Na agenda, já figuram uma longa reunião de avaliação de semestre, uma banca de trabalho de conclusão de curso, a escritura de um artigo já prometido, alguns compromissos domésticos de final de ano.

Semana 4: Exaustão
É o momento em que a pessoa surta, deixa de acreditar em Deus e, contrariando toda a lógica, passa a rezar para ele mesmo assim. Na agenda, estão as participações em duas bancas de mestrado e em duas qualificações. Em duas cidades diferentes. Mais: reuniões de final de ano, visitas de parentes…

E aí? Tá diferente por aí?

o caos no rio em 3 capas

Veja as capas dos principais jornais de hoje.
O que o governador está esperando para aceitar ajuda externa?

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mais um romance do abc

Márcio ABC, um dos melhores jornalistas com quem – ainda – não trabalhei, convida para o lançamento de seu segundo romance, Desrumo. O primeiro, não sei se você lembra, é o Parabala, de 2002.

dois anos da tragédia hoje

Chove sem parar em Florianópolis, mas não é de assustar. Diferente de há dois anos, quando sofremos com as maiores enchentes da história do Vale do Itajaí. Aliás, hoje, faz exatamente dois anos do dia em que várias cidades foram tomadas por uma água barrenta, pútrida, perigosa e mortífera.

Dias de intensa chuva, solo encharcado, maré alta, tubulações entupidas, e outros fatores combinados contribuíram para que as águas não escoassem para o mar, alagando mais de 80% de Itajaí. Além dos milhões de reais de prejuízos, tivemos dezenas de milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas, 135 mortos e incontáveis recordações de dias muito, mas muito difíceis mesmo.

Estive entre os desalojados, registrei parte desta história e também me juntei aos voluntários que acudiam a cidade submersa. A Arca de Noé, uma rede social na internet, surgiu e ajudou no que pôde. Outros grupos se articularam e a cidade foi se reerguendo. O mesmo se deu em Blumenau, em Ilhota e outros municípios afetados.

Diferente do que pensávamos nos piores momentos, o mundo não acabou. Diferente do que pensávamos nos momentos mais esperançosos, não vieram os recursos para a reconstrução da região e para o fortalecimento de um sistema de defesa civil. Como nos fizeram acreditar no meio da tormenta, a vida se refez, as construções foram reerguidas, os laços de amizade se fortaleceram. Mas as memórias, essas ainda não dissiparam…

não pare; continue o seu caminho!

Para caminhantes. Para bons bebedores. Para quem gosta de boas histórias e respeita a tradição. Para todos esses, um vídeo, dica de Carlos Damião:

incendeie a sua tela

Assista o videozinho e depois enxugue o queixo, por favor.

compós 2011: modo de fazer

Reproduzo mensagem do vice-presidente da Compós, Júlio Pinto, com informações sobre como participar do 20º encontro nacional da entidade, que acontece de 14 a 17 de junho de 2011 na UFGRS em Porto Alegre:

Datas importantes:

  • Submissão de trabalhos aos GTs pelo site da Compós – 15 de janeiro a 15 de fevereiro
  • Avaliação e seleção dos trabalhos pelos GTs – de 16/2 a 13/3
  • Dia 13/03, apresentação à Vice-presidência da Compós das listagens com os nomes dos autores e títulos dos trabalhos, especificando, se possível, qual dos autores (no caso de autores múltiplos) se encarregará da apresentação e discussão durante as atividades dos GTs no XX Encontro.
  • Divulgação dos trabalhos selecionados por GT no site da Compós – 15 /03
  • Apresentação pelos coordenadores de GTs à vice-presidência da Compós e à organização do evento da programação do GT, com a ordem de discussão dos trabalhos e respectivos relatores até 4 de abril
  • Período de inscrições – 20/03 a 31/5 – Lembrete: quem tiver trabalho selecionado para GTs só poderá apresentá-lo se estiver inscrito.

Valores da taxa de inscrição:

(as instruções de como proceder ao pagamento serão postadas oportunamente)

De 20 de março a 29 de abril :
Docentes (doutores, mestres, e outros profissionais não matriculados em cursos de pós-graduação) – R$200,00;
Discentes de cursos de pós-graduação e graduação –R$150,00

De 30 de abril a 31 de maio
Docentes – R$300,00
Discentes – R$200,00

 

mais de 300 pesquisadores no twitter

Se você é pesquisador da área da Comunicação ou se interessa por isso, não deixe de conferir nossa lista de perfis no Twitter. Já são mais de 300 contatos.

Temos também uma outra lista, agora com blogs de pesquisadores da comunicação dos países lusófonos.

Acesse e ajude a expandir!

9º sbpjor vai ser no rio

A assembleia dos associados da SBPJor definiu que o próximo encontro nacional dos pesquisadores de jornalismo deve acontecer no Rio de Janeiro. A proposta foi apresentada pela vice-presidente da entidade, Beatriz Becker, que é docente e pesquisadora da UFRJ.

Portanto, vá se preparando. A 9ª edição do evento já tem local e data (3, 4 e 5 de novembro de 2011) para acontecer!

(Quer mais eventos da comunicação em 2011? veja aqui)

pesquisadores da comunicação no twitter

Acabei de atualizar a lista dos pesquisadores da Comunicação que têm perfis no Twitter.
Já é a 29ª edição e são 278 links.
Se você souber de mais alguém e quiser sugerir, me avise!

mais um livro do celso vicenzi

O jornalista Celso Vicenzi manda convidar. E como a oportunidade é boa, compartilho:

qualidade no jornalismo e valores intangíveis

Compartilho a apresentação de minha comunicação no 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, promovido pela SBPJor, em São Luís (MA).

O texto dos anais pode ser lido aqui.

the construction of quality of journalism in brazil

UNESCO’s publications debate quality in the Brazilian press

The study produced in a partnership with Renoi subsidizes the construction of quality of information indicators

Brasília, 03/11/2010 – Four publications launched by UNESCO in Brazil debate the need for quality parameters for Brazilian journalism companies. These publications integrate the Communication and Information Debates Series that started in 2009 and are one of the organization’s main priorities in the country.

“Defining quality indicators for journalism is an activity deeply linked with the objective of improving them and is a way to strengthen the relation of the media with its democratic functions” states Rogério Christofoletti one of the authors of the series.

The study “Indicators of Quality in Journalistic Information” developed in a partnership between the National Net of Observatories of the Press (Renoi, acronym in Portuguese) and UNESCO in Brazil, resulted in four publications  (links to pdf files in Portuguese): “Media Quality Indicators: policies, standards and concerns of Brazilian magazines and newspapers” by Christofoletti; “Journalists and their vision on quality: theory and research in the context of the Media Development Indicators of UNESCO” by Danilo Rothberg; “Quality management systems applied to journalism: an initial approach” by Josenildo Luiz Guerra and “Quality journalism: an essay on a matrix of indicators” by Luiz A. Egypto de Cerqueira.

More…

novas publicações sobre qualidade jornalística

Um conjunto de quatro publicações lançado pela Unesco no Brasil coloca em discussão a necessidade de parâmetros de qualidade para as empresas jornalísticas no país. Os títulos fazem parte da série de debates em Comunicação e Informação iniciada em novembro de 2009, e que se insere entre as prioridades do escritório local da Unesco.

Desenvolvida pela Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi) em parceria com a Unesco no Brasil, a pesquisa “Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística” resultou em quatro publicações: “Indicadores da Qualidade no Jornalismo: políticas, padrões e preocupações de jornais e revistas brasileiros”, assinada por Rogério Christofoletti; “Jornalistas e suas visões sobre qualidade: teoria e pesquisa no contexto dos Indicadores de Desenvolvimento da Mídia da UNESCO”, de Danilo Rothberg; “Sistema de gestão da qualidade aplicado ao jornalismo: uma abordagem inicial”, de Josenildo Luiz Guerra; e “Qualidade jornalística: ensaio para uma matriz de indicadores”, de Luiz Augusto Egypto de Cerqueira.

Lançadas simultaneamente para facilitar a discussão sobre o tema da qualidade no jornalismo, as quatro publicações ajudam a compor um panorama de como jornais e revistas brasileiros vêm se organizando internamente para enfrentar desafios mercadológicos e a cada vez mais crescente exigência de seus públicos. Para isso, os pesquisadores recorreram a um amplo levantamento histórico das experiências e inovação e busca de excelência técnica, entrevistaram editores e gestores das principais publicações brasileiras, fizeram uma survey com jornalistas e desenvolveram bases para uma matriz de avaliação da qualidade nos meios impressos.

As publicações são gratuitas, estão em formato PDF e podem ser baixadas facilmente:

  • “Indicadores da Qualidade no Jornalismo: políticas, padrões e preocupações de jornais e revistas brasileiros” – Baixe aqui
  • “Jornalistas e suas visões sobre qualidade: teoria e pesquisa no contexto dos Indicadores de Desenvolvimento da Mídia da UNESCO” – Baixe aqui
  • “Sistema de gestão da qualidade aplicado ao jornalismo: uma abordagem inicial” – Baixe aqui
  • “Qualidade jornalística: ensaio para uma matriz de indicadores” – Baixe aqui

 

ATUALIZAÇÃO:
+ Leia matéria na Folha de S.Paulo: aqui

+ Leia matéria no Portal Imprensa: aqui

+ Veja a página na Unesco: aqui


um amigo furou a fila

Estou em São Luís (MA), no meio de um evento acadêmico, e pelo Twitter sou avisado da morte repentina de um amigo. Aos 45 anos e de câncer. Sim, eu já sabia que o jornalista Fernando Arteche estava doente há meses. Mas sabia também que ele estava lutando bravamente contra essa doença atroz. Dava relatos disso em seu blog, Os Trabalhos e os Dias.

A última vez em que nos falamos foi há alguns meses, num outro evento em Novo Hamburgo (RS). Nos abraçamos e trocamos alguns palavras por minutos. Ele não estava abatido, e exibia o tom saudável que lhe era próprio. E isso não é nenhum exagero. Tenho provas disso.

Há alguns anos, dividimos um apartamento num hotel em Salvador. Novamente, era um evento acadêmico – eu sei, a gente trabalha demais. Estava um sol senegalês, horário de almoço, e o Fernando ia correr na orla da praia. Não acreditei. E ele foi. Correu milhas e voltou levemente arfante. Era um atleta amador, gostava de esportes e amigos; um cara que amava também a vida, o filho e a esposa. Tinha voz doce e abraço apertado. Sorriso franco e pinta de galã. Gostava de música, mas não era muito alto, nem tinha olhos azuis. Era respeitado como jornalista e como professor e pesquisador da área. Era um cara simples, comum e sempre bem-vindo.

O Luís Fernando Verissimo costuma dizer que a morte é uma indignidade. Eu acho a morte uma pena. Uma pena sem fim. Por isso que é uma dor sem palavras a perda do Arteche. Fernando furou a fila. Não se faz isso com os amigos, cara!

ainda sobre os conselhos de comunicação

Sei que o assunto anda pegando fogo e tem gente muito sensata e gabaritada discutindo. Mas não resisti e fiz um rápido comentário no objETHOS sobre a gritaria em torno da criação de conselhos estaduais da comunicação. Ficou curioso? Veja um trechinho:

A instituição de conselhos de comunicação permite regular o setor. É preciso sim criar e implementar regras para a indústria da comunicação. Isso não significa regrar ou restringir seu conteúdo. Aí está o ponto.

Quer mais? Leia na íntegra no Observatório da Ética Jornalística, aqui.

veja os lançamentos editoriais na sbpjor

O 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo da SBPJor tem agendado para a noite de amanhã a sessão de autógrafos e lançamento de livros.
Quer saber as novidades? Siga a lista:

“Ensino de Jornalismo em tempos de convergência”
Organizadores: Elias Machado e Tattiana Teixeira
Editora: E-papers

O livro apresenta trabalhos da equipe de pesquisadores da UFSC da Rede PROCAD/CAPES O Ensino de Jornalismo na Era da Convergência Tecnológica. Com 148 páginas, a obra está divida em duas partes e conta com oito capítulos. Na primeira parte são publicados textos de Elias Machado, Tattiana Teixeira e Francisco Karam.  Na segunda parte os textos são de autoria de Diego Kerber, Elias Machado, Leonardo Foletto, Vivian Viríssimo e Rodolfo Espinola.

“Jornalismo e acontecimento: mapeamentos críticos”
Organizadoras: Márcia Benetti e Virginia Pradelina da Silveira Fonseca
Editora: Insular

Este é o primeiro livro do projeto “Tecer: jornalismo e acontecimento”, financiado pela CAPES, através do PROCAD, reunindo pesquisadores dos programas de pós-graduação em Comunicação da UNISINOS, UFMG, UFRGS e UFSC. Em 9 textos, 17 pesquisadores tratam do acontecimento jornalístico sob  três perspectivas: “interfaces disciplinares”, “incursões sistematizadoras” e “reflexões aplicadas”.

“Mestres da Comunicação”
Organizadoras: Monica Martinez e Rosemary Bars Mendez
Editora: Phorte Editores

Dez pesquisadores contemporâneos propuseram-se o desafio de escrever, cada um, o perfil de um profissional de destaque da área: Norval Baitello Junior (escrito por Dimas Künsch), Jair Borin (por Jaqueline Lemos), Wilson Bueno (Arquimedes Pessoni), Dulcília Buitoni (Gisely Hime), Carlos Chaparro (Paulo Sérgio Pires), Boris Kossoy (Rodrigo Capella), Edvaldo Pereira Lima (Monica Martinez), Cremilda Medina (Raul Vargas), José Marques de Melo (Rosemary Bars Mendez) e Lucia Santaella (Vinicius Romanini).

“Produção e colaboração no jornalismo digital”
Organizadores: Carla Schwingel e Carlos A. Zanotti
Editora: Insular

Primeiro trabalho conjunto da Rede de Pesquisa Aplicada em Jornalismo e Tecnologias Digitais (JorTec), esta obra reúne textos derivados de investigações teóricas e empíricas de pesquisadores que se ocupam das crescentes transformações que a tecnologia vem impondo à Comunicação, em especial ao Jornalismo. Captação, produção, empacotamento, transmissão, distribuição e financiamento de conteúdos nas convergentes plataformas comunicacionais são os temas predominantes neste livro, útil aos que consideram a Comunicação e a Informação direitos fundamentais na Sociedade do Conhecimento.

“Dissídio das Vozes: a política dos jornais segundo os manuais de redação Folha, Estado e Globo”
Autor: Francisco Gonçalves
Editora: EDUFMA

A partir da análise dos processos de racionalização das práticas discursivas dos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo e da publicação e circulação dos seus manuais de redação, Francisco Gonçalves da Conceição analisa as formas de regulação dos espaços públicos empreendidas por essas organizações. Para tanto, parte do pressuposto que os manuais de redação não visam apenas disciplinar o trabalho dos jornalistas e/ou ditar um padrão lingüístico para a sociedade. Visam também regular as relações entre jornalistas, fontes e leitores e, deste modo, o próprio espaço público instituído na ação dos jornais.

“Estado, Mídia e Oligarquia: poder público e meios de comunicação como suporte de um projeto político para o Maranhão”
Autor: Carlos Agostinho Couto
Editora: EDUFMA

“Estado, Mídia e Oligarquia: poder público e meios de comunicação como suporte de um projeto político para o Maranhão” é resultado dos estudos de doutorado em Políticas Públicas de Carlos Agostinho A. de M. Couto, que aprofunda as relações do poder no estado do Maranhão com a mídia no período de 1965 ao início dos anos 2000.

“Comunicação Empresarial – transformações e tendências”
Organizador: Boanerges Lopes
Editora: Mauad X

“Comunicação Empresarial– transformações e tendências” expõe as mudanças constantes proporcionadas hoje pelos meios de comunicação, mostrando os diferentes matizes do vínculo indivíduo-organização e como se dá essa dinâmica através das redes sociais, blogs, podcasts e demais componentes do mundo digital, que geram milhares de influenciadores e multiplicadores.

“Identidade e Tecnocultura – a comunicação em questão”
Organizadores: Iluska Coutinho e Nilson Assunção Alvarenga
Editora: Mauad X

A identidade central Identidade e Tecnocultura – a comunicação em questão são os caminhos percorridos, hoje, pela Comunicação de um amplo espectro de temas, abordagens e paradigmas. Os textos apresentados neste livro relacionam as reflexões sobre mídia às mudanças tecnológicas, às novas linguagens e formas de sociabilidade.

“Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo”
Organizador: Rogerio Christofoletti
Editora: LabCom Books

Segundo livro organizado pelos pesquisadores da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), vinculada à SBPJor. Neste volume, sete pesquisadores avançam nas discussões sobre o papel da crítica e análise da mídia e sua articulação para ganhos de qualidade no jornalismo. Conceitos como democracia, cidadania e accountability são enfocados, bem como gestão de qualidade, monitoramento de noticiário e metodologias para o aprimoramento de produtos e serviços noticiosos. Participam como autores Luiz Martins da Silva (UnB), Danilo Rothberg (Unesp), Josenildo Luiz Guerra (UFS), Fernando Oliveira Paulino (UnB), Laura Seligman (Univali), Marcos Santuário (Feevale) e Rogério Christofoletti (UFSC), que organiza a obra.

“Inovações do Jornalismo no Mundo”
Autor: Sebastião Jorge
Editora: EDUFMA

A presente obra propõe-se a tratar do jornalismo incorporado à cultura, com estudos a respeito de grandes mestres que contribuíram com a imprensa, para mais bem servir à coletividade, tanto a nível local, nacional e internacional. Preocuparam-se em melhorá-la fazendo o bom uso da linguagem, da ética e dos princípios humanísticos que regem à sua missão.

“Indicadores da Qualidade no Jornalismo: políticas, padrões e preocupações de jornais e revistas brasileiros”
Autor: Rogério Christofoletti
Editora: Unesco Brasil

Primeira de uma série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). Neste volume, o leitor tem acesso a um amplo levantamento bibliográfico sobre qualidade e inovação na imprensa brasileira, bem como a um conjunto de entrevistas com gestores de jornais e revistas sobre padrões de qualidade na indústria brasileira atual. Estudo inédito, 62 páginas.

“Jornalistas e suas visões sobre qualidade: teoria e pesquisa no contexto dos Indicadores de Desenvolvimento da Mídia da UNESCO”
Autor: Danilo Rothberg
Editora: Unesco Brasil

Segundo volume da série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). O autor apresenta o que pensam e como compreendem os jornalistas brasileiros acerca da qualidade da informação no setor. Estudo inédito, 50 páginas.

“Sistema de gestão da qualidade aplicado ao jornalismo: uma abordagem inicial”
Autor: Josenildo Luiz Guerra
Editora: Unesco Brasil

Terceiro volume da série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). O autor faz uma abrangente e complexa avaliação de como a imprensa brasileira trata a gestão da qualidade em seus processos e como isso resulta em seus produtos e serviços. Estudo inédito, 62 páginas.

“Qualidade jornalística: ensaio para uma matriz de indicadores”
Autor: Luiz Augusto Egypto de Cerqueira
Editora: Unesco Brasil

Este volume fecha a série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). De forma propositiva, o autor retoma os pontos destacados nas três publicações anteriores e lança uma matriz de indicadores para avaliação de produtos da imprensa brasileira. Estudo inédito, 34 páginas.

evento de pesquisa em jornalismo começa amanhã

Centenas de pesquisadores de todas as partes do país estão reunidos a partir de hoje em São Luís (MA) para a 8ª edição do encontro nacional da SBPJor. O evento vai até a quarta, dia 10, e o tema é “Desafios da pesquisa em jornalismo: interdisciplinaridade e transdisciplinaridade”. Cerca de 150 relatos de pesquisa devem ser apresentados em comunicações individuais e mesas coordenadas. O encontro tem como conferencistas internacionais Martin Löffelhoz, da Alemanha, e Stuart Allan, do Reino Unido.

Haverá lançamento de livros, entrega do 5º Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, além de outras tantas atividades de troca de experiências e de ideias.

Veja os trabalhos previstos:

Comunicações individuais da Terça, dia 9: aqui

Comunicações coordenadas da Terça, dia 9: aqui

Comunicações individuais da Quarta, dia 10: aqui

Comunicações coordenadas da Quarta, dia 10: aqui

Mais informações: http://www.sbpjor.org.br/8encontro/

(Estarei por lá e vou tentar tuitar)

redes de pesquisa se reúnem na sbpjor

Uma das atividades que considero mais inovadoras nas ações da SBPJor está na sua atenção com as redes de pesquisa. Desde que surgiu em 2003, a entidade tem incentivado a criação de coletivos de pesquisadores, chegou a elaborar uma política para organizar essas redes e tem acompanhado o seu desenvolvimento.

Você pode pensar: mas o que há de novidades nisso, já que a SBPJor é uma associação científica e deveria mesmo investir em redes de pesquisa? A novidade é o claro propósito da entidade de atuar nesse campo. E não é pouco.

Quem faz ciência sabe que sozinho não se faz pesquisa robusta, perene, abrangente e relevante . Pesquisar é trabalhar em equipe, trocar ideias, dividir tarefas, compartilhar resultados, enfim, trabalhar coletivamente.

Por isso que eu quero louvar mais um lance da SBPJor. No evento que irá acontecer no Maranhão a partir de segunda, a associação destinou uma atividade específica para reunir as redes vinculadas. A sessão “Redes de pesquisa: experiências e possibilidades” vai reunir três experientes líderes científicos: Zélia Adghirni (UnB), Rosane Guerra (FAPEMA) e Daniel Castro (IPEA). O encontro acontece na terça, dia 9, às 10h30, no Praia Mar Hotel – Ponta da Areia, São Luís.

Três redes estão se consolidando no âmbito da SBPJor: a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), a Rede de Pesquisadores em Telejornalismo e a Rede de Pesquisa Aplicada Jornalismo e Tecnologias Digitais (JorTec).