uma enciclopédia para a comunicação

A Intercom lançou neste mês, durante seu congresso nacional em Caxias do Sul (RS), o maior empreendimento editorial já produzido na área da comunicação. Não estou exagerando e me refiro ao primeiro volume – o dos Conceitos – da Enciclopédia Intercom de Comunicação. A obra envolveu mais de mil pesquisadores brasileiros na definição, escritura e padronização de verbetes durante mais de uma década, informou o coordenador dos trabalhos José Marques de Melo.

Outros dois volumes estão em produção: um de Autores e Escolas, e outro de Entidades e Processos.

Segundo a Intercom, a enciclopédia será lançada em versões digital (CD-ROM) e impressa.
Definitivamente, um lançamento muito bem-vindo para a área!

capes divulga resultados da pós

A Capes informou hoje os novos conceitos de mais de 4 mil cursos de mestrado e doutorado no país.
Trata-se da famigerada “avaliação trienal” a que todo curso do tipo passa, e que leva em consideração sua proposta pedagógica, sua infra-estrutura e corpo docente, a produção intelectual e a formação dos pesquisadores a que se destina, entre outros aspectos.

Na área da comunicação, tivemos a ascensão de vários cursos, o que demonstra avanço e consolidação de algumas experiências.

Pela primeira vez, a área tem um curso 6 – os conceitos vão de 3 a 7 -: UFRJ.

São 5 os cursos da UFMG, UFRGS, Unisinos, PUC-RS, PUC-SP, PUC-RJ, UFBA e UFF. Entre os de nota 4, destacam-se os cursos da UFPE, UFSM, Metodista de São Paulo, UnB, Unesp, UTP, PUC-MG, UERJ e o Mestrado em Jornalismo da UFSC.

Veja todos os conceitos aqui.

abciber recebe trabalhos

Vem aí o 4º Simpósio da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber), que acontece no feriado de 2 de novembro na ECO-UFRJ. E já tem chamada de trabalhos, que expira em 4 de outubro. A divulgação dos resultados acontece em 18 de outubro

São 10 eixos temáticos:
1. Redes Sociais, Comunidades Virtuais e Sociabilidade
2. Jogos, Mundos Virtuais e Ambientes Colaborativos (P2P)
3. Entretenimento, Produção Cultural e Subjetivação
4. Biopolítica, Vigilância e Ciberativismo
5. Políticas, Governança e Regulação da Internet
6. Educação, Processos de Aprendizagem e Cognição
7. Jornalismo, Mídia livre e Arquiteturas da Informação
8. Mobilidade, Espaço Urbano e Movimentos Sociais
9. Estéticas, Coletivos e Práticas Artísticas
10. Publicidade, Comércio e Consumo

Para cada eixo, as modalidades de participação são: (A) Artigo científico, (B) Mesa temática, (C) Oficina, (D) Performance e (E) Exposição. Os formulários estão em: http://www.abciber2010.pontaodaeco.org/formulario

um observatório para as eleições

Que tal uma vitrine online das eleições?
Talvez o Observatório das Eleições possa servir a esse propósito.

Segundo seus realizadores,

O Observatório das Eleições 2010 é um dos projetos de pesquisa do Observatório da Web, desenvolvido pelo InWeb – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Web (http://www.inweb.org.br/). Com o objetivo de entender, em tempo real, o que está sendo veiculado nas várias mídias e pelos vários usuários, o portal utiliza dezenas de softwares e ferramentas inéditas de captura e análise de dados baseadas em código livre ou aberto.

Os dados obtidos pelo Observatório das Eleições 2010 ajudam a traçar um panorama do cenário eleitoral do ponto de vista das informações e das opiniões que circulam na Web. As análises, no entanto, não refletem intenção de voto.

Vale a navegada!

quadrinhos, jornalismo, teoria e arte nacional

Três notas rápidas que se cruzam num mesmo assunto: histórias em quadrinhos.

  • Quadrinhos e Jornalismo: acontece amanhã, às 14h30, no Mestrado em Jornalismo da UFSC a defesa da dissertação “Imagem, narrativa e discurso da reportagem em quadrinhos de Joe Sacco”, de Juscelino Neco de Souza Júnior. O trabalho é uma vigorosa leitura das narrativas do jornalista maltês que inaugurou um novo gênero na área: a reportagem em quadrinhos. Tendo como base o filósofo Michel Foucault, a dissertação transita pelo jornalismo, pelas artes visuais e pelo cinema. O trabalho foi orientado pela professora Gislene Silva. Acompanhe a transmissão ao vivo aqui.
  • Quadrinhos e Teoria: alunos da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará (UFPA) estão produzindo histórias em quadrinhos eletrônicas, com recursos multimídia, e apoiados no conceito de modernidade líquida do teórico Zygmunt Bauman. A “Equipe do PH” surgiu no Laboratório de Jornalismo Digital e Novas Mídias e teve orientação da professora Kalynka Cruz. Conheça o site, leia e baixe em formato PDF.
  • Quadrinhos no Brasil: junte um jovem escritor premiado e um cartunista criativo desde o útero. Misture tudo e agite antes de ler. O resultado é “Cachalote”, que está nas livrarias brasileiras e se revela o lançamento brasileiro do ano em termos de quadrinhos. O livro de quase 300 páginas reúne cinco histórias que não se cruzam, mas que se entremeiam e que envolvem o leitor. Os enredos são de Daniel Galera e os desenhos de Rafael Coutinho. O primeiro escreveu o excelente “Cordilheira”. O segundo não bastasse ter talento e traço marcante, é filho de Laerte. Se gostei? Sim. Bastante. “Cachalote” vale ler, ter e estudar. E a baleia onírica, fantástica, misteriosa é uma poderosa metáfora da felicidade.

dilma, serra e a quebra de sigilo na receita

Meu amigo Frank Maia, mestre na síntese do pensamento humano, oferece o melhor do noticiário sobre essa questão:

foucault e o cristianismo, um evento

De 25 a 26 de novembro acontece aqui na UFSC o 1º Fórum Internacional de Estudos Foucauldianos, cujo tema é “O cristianismo em Michel Foucault”. O evento é  uma realização dos programas de Pós-Graduação em Literatura e Pós-Graduação em Teoria e Prática da Tradução e já tem chamadas de trabalhos. Os trabalhos deverão ter alguma relação com o tema geral do Forum ou versar sobre temas de um dos três últimos cursos ministrados por Michel Foucault no Collège de France.

As comunicações não deverão exceder os 20 mil caracteres (com espaços), e o tempo de leitura não deverá exceder os 15 minutos. Somente serão lidas as comunicações selecionadas e cujos autores estejam presentes durante o evento. Não há taxa de inscrição.

O resumo deverá:

  • ser enviado até 30 de outubro de 2010 para o email: forumfoucault.ufsc@yahoo.com.br
  • ter no máximo 200 palavras.
  • vir acompanhado de: 1) Título do trabalho; 2) Nome completo do autor(es); 3) Telefone e email; 4) Breve currículo.

De acordo com os organizadores do Fórum, Pedro de Souza, Mario Resende e Nara Marques,

O objetivo do evento é examinar de que maneira e de que cristianismo trata Michel Foucault, desde a publicação dos três volumes de História da Sexualidade até os três últimos cursos O Governo dos vivos (1980–1981), Hermenêutica do Sujeito (1981-1982), Governo de si e dos outros (1982-1983) e A coragem da Verdade (1984). Vamos reunir pesquisadores que operam diretamente nos arquivos foucauldianos para expor novas maneiras de pensar, investigar e escrever, no âmbito enunciativo do atelier foucauldiano. A pergunta básica do Forum é: como Foucault mobiliza, lê e traduz obras clássicas da antiguidade grega e da patrística para lançar hipóteses sobre a força ainda vigente do cristianismo em processos contemporâneos de subjetivação.

Já confirmados estão os pesquisadores franceses Philippe Chevallier, da Biblioteca Nacional da França e membro fundador da Biblioteca Foucauldiana, Anthony Manicki, da École Normale Supérieure de Lyon, Cesar Candiotto, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Durval Albuquerque, da Universidade Federal de Rio Grande do Norte, Emerson César de Campos, da Universidade do Estado de Santa Catarina e Kleber Prado, da Universidade Federal de Santa Catarina.

Mais informações: forumfoucault.ufsc@yahoo.com.br ou pedesou@gmail.com

intercom 2010: programação total

Se você está pensando em ir ao Congresso da Intercom em Caxias do Sul e quer se planejar, baixe agora o livro com a programação (tem mais de 400 páginas!!!). Se você não pretende ir, mas ficou curioso, baixe também e acompanhe o que estará em jogo. Se você não pretende e nem se interessa por esse assunto, por que leu este post até aqui???!!

Siga o evento pelo blog ou pelo twitter.

direitos autorais em discussão: propostas

Embora este seja um assunto que me interessa bastante, pouco tratei neste blog da consulta pública que o governo federal fez nos últimos meses sobre reformas na lei de direitos autorais. A escassez de tempo e meus (des)conhecimentos de direito me impossibilitaram de escrever aqui algo que se justificasse.

No entanto, tem gente mais séria por aí. É o caso do Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação (GEDAI), vinculado ao Curso de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina. Uma referência regional e nacional para esta discussão, o grupo vem promovendo debates (em junho e julho) e sistematizou um documento com “os principais resultados obtidos, sistematizados e com as devidas justificativas, na forma solicitada pelo MinC para a consulta pública”.

O documento é importante também para quem pretende vir a Florianópolis para o 4º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que acontece neste mês e que dei mais informações aqui.

ética na pesquisa: um guia para a comunicação

Embora sejam fundamentais, os aspectos éticos na pesquisa científica ainda são insuficientemente tratados. Pelo menos, a meu ver. Acho que discutimos muito mais questões metodológicas e conceituais, e deixamos a terceiro ou quarto plano o debate que envolve pensar a conduta do pesquisador em ato, a sua relação com as fontes de financiamento, e o seu trato com os sujeitos da pesquisa. Digo isso com base na observação de colegas, na leitura de relatórios de pesquisa e na de artigos resultantes dos estudos. Digo isso olhando para os lados e para o próprio umbigo. Discutimos pouco a ética da pesquisa científica, e na área da Comunicação, isso se repete.

Por isso, uma boa pedida é ler o Código de Boas Práticas que a International Communication Association, editou em junho passado. A publicação está disponível no site da entidade (e pode ser baixado aqui), e traz preocupações sobre um aspecto: como usar material protegido por direitos autorais. Sim, eu sei que este aspecto é muito polêmico, até por conta das discussões em torno de novos regimes de autoria com a internet e os movimentos por flexibilização de direitos em todas as partes. Sei também que este é um aspecto diminuto dentro do universo de discussão da ética científica, mas vale conhecer e criticar.

A publicação está em inglês, em formato PDF, tem 18 páginas e seu arquivo pesa quase nada: 233 Kb…

“a origem” desestabiliza quem o assiste

O filme mais comentado do momento tem um bom punhado de razões para sê-lo. “A origem”, de Christopher Nolan, é mesmo impactante. Não apenas pelos impressionantes efeitos visuais e sonoros, mas pela rocambólica trama e pelo ritmo eletrizante. Assim, o filme que reúne Leonardo DiCaprio, Ken Watanabe e Ellen Page no elenco – com participação luxuosa de Michael Caine – verdadeiramente tira o espectador de sua zona de conforto para envolvê-lo numa sucessão de jogos mentais e pensamentos frenéticos.

Não é exagero dizer que o “A origem” desestabiliza o espectador e o faz pensar, o que nem sempre é exigido no cinema. Tanto nas explicações oferecidas pelos personagens sobre o plano – entrar nos sonhos de um megaempresário e enxertar uma ideia na sua mente – quanto na história de fundo do personagem de DiCaprio. Não é um filme digestivo. Diversos elementos se encadeiam numa complexa estrutura narrativa. É um filme de jornada, dessas em que os personagens atravessam o inferno para cumprir uma missão e se transformam no meio dela. O que sobra, no final, são personagens-outros, redimensionados.

Christopher Nolan junta um punhado de ideias poderosas e de símbolos recorrentes: Convencer, mudar a opinião de alguém. Transformar a mente. Mudar os sonhos para modificar a realidade. A estrutura arquitetônica como um reflexo da estrutura da mente. Labirintos mentais. Labirintos físicos. Sofrer na vida real e despertar do pesadelo. Níveis de consciência. Um sonho dentro de um sonho, dentro de outro e de outro. Labirintos e espirais. Paradoxos e dúvidas. Embaçamento das fronteiras entre o real e o ilusório. O inconsciente como um cofre. Ariadne, a jovem arquiteta onírica, sendo o fio que conecta todos à realidade, como na mitologia que a coloca num labirinto.

Enfim, “A origem” mexe com a gente. Fica-se incomodado com a sensação claustrofóbica de estar mergulhado nos sonhos. Como se houvesse um efeito babuska, a boneca russa que tem dentro de si bonecas menores. Camadas de uma cebola. Níveis, estruturas interdependentes.

Do ponto de vista moral, o filme embaralha nossos valores. Torcemos para uma gangue de criminosos. Eles querem invadir a mente de um empresário por um propósito meramente comercial, claramente antiético. A gangue é empregada por um outro empresário que quer simplesmente anular seu concorrente, impedir que este cresça e se torne um rival impossível de ser controlado. Aliás, essa ideia – a de controle – perpassa todo o filme. Todos querem ter controle de seus sonhos, de suas vidas, de suas memórias, dos negócios, das estruturas de uma cidade, do tempo, dos níveis de consciência. Taí uma angústia que sustenta nossa existência: estar no controle das coisas e de si.

Claro, “A origem” é um filme, não passa disso. Não se trata de uma proposta de vida, uma visão alternativa dela. Mas de alguma maneira encarna uma obsessão humana, um sonho. Um sonho? Será? Já se beliscou pra ver se é mesmo?

três revistas recebem textos

Se você tem artigos científicos prontos ou em fase de preparação e se atua na área da Comunicação, anote as oportunidades:

  • A revista Intexto receberá até o dia 27 de setembro artigos e  resenhas das áreas da Informação e Comunicação para a segunda edição  de 2010. Os trabalhos deverão ser submetidos pelo SEER  (http://www.seer.ufrgs.br/index.php/intexto ) mediante cadastro do(s)  autor(es). A revista está qualificada como B-2 no sistema Qualis de Periódicos da CAPES.
  • A revista Ciberlegenda, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM-UFF), recebe textos para publicação em outubro-novembro de 2010. O número estará dedicado ao tema “Mídia e América Latina”. Deadline em 07 de setembro de 2010. Mais informações em http://www.proppi.uff.br/ciberlegenda
  • A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC, está com chamadas abertas para a sua próxima edição, cujo tema é “Jornalismo e Políticas Públicas”. O número é referente ao segundo semestre de 2010, e a revista deve sair em dezembro. Qualis da revista: B3
    Prazo para submissão:
    20 de setembro de 2010
    Mais:
    http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/index
    Veja como formatar seu artigo: aqui

perspectivas da comunicação digital, o livro

As pesquisadoras Maria Clara Aquino, Sandra Montardo e Adriana Amaral lançam durante o Intercom, em setembro, o e-book Intercom Sul 2010: perspectivas da pesquisa em comunicação digital, obra que reúne alguns dos estudos mais importantes na área da cibercultura no país e que vem reforçar a bibliografia nacional. O prefácio é de Fátima Reges, professora da UERJ.

Quer uma prévia? Veja o Sumário:

Introdução – Adriana Amaral (Unisinos), Maria Clara Aquino (ULBRA/UFRGS) e Sandra Montardo (Universidade Feevale)

Parte 1 – Lugares, ciberespaço e mobilidade

Neo-pragmatismo no ciberespaço – Hans Peder Behling (UNIVALI/FURB)

Em Busca do Território Virtual: dos Lugares Concretos para os Lugares Virtuais – Rebeca Recuero Rebs (Unisinos)

Jornalismo colaborativo: uma leitura do imaginário de Porto Alegre através da plataforma Locast – Ana Cecília Bisso Nunes, Priscilla Guimarães e Eduardo Campos Pellanda (PUCRS)

Novas tecnologias móveis: aspectos sobre o leitor e as redes sociais na Pós-modernidade – Sandra Henriques (PUCRS)

Parte 2 – Identidades, informação, jogos on-line e moda nos sites de redes sociais

Sujeito Pós-moderno, Identidade Múltipla e Reputação nas Mídias Sociais – Sandra Bordini Mazzocato (PUCRS)

Do Boato à Notícia: Considerações sobre a Circulação de Informações entre Twitter e Mídia Online de Referência – Gabriela Zago (UFRGS)

Das folhas de papel para o universo digital: o jogo “Stop” agora em game on-line – Marcos Leivas (UCPEL)

Desfiles de Moda na Era da Informação – Cynthia Hansen (IBES/UNIFEBE) e Hans Peder Behling (Univali/FURB)

Moda enredada: um olhar sobre a rede social de moda LookBook.nu – Daniela Hinerasky (PUCRS/UNIFRA) e Elisa Fonseca Vieira (UNIFRA)

Parte 3 – Blogosfera e cenários de convergência no jornalismo e na televisão digital

Estudo sobre a autoria dos 50 blogs brasileiros mais populares de 2009 –Laura Andrade e Alex Primo (UFRGS)

Cenário de convergência, impactos no webjornalismo e o caso Clarín.com – Andréa Aparecida da Luz (UFSC)

O uso do Hipertexto em Blogs de Jornais Online – Paolla Wanglon (UFSM)

A Colaboração entre jovens viabilizada pela Internet: uma análise dos casos Harry Potter e The Sims – Erick Beltrami Formaggio (IBGEN) e Mariana Corrêa de Oliveira (UFRGS)

Que TV é essa que agora tem de transmissão digital? Como ficam as especificidades da televisão em um ambiente de convergência – Simone Feltes (UNISINOS)

De I Love Lucy à Lost: Aspectos Históricos, Estruturais e de Conteúdo das Narrativas Seriais Televisivas Norte-Americanas – Maíra Bianchini dos Santos (UFSM)

Parte 4 – Conhecimento e comunicação organizacional na Web

Podcast: O Universo Midiático em Sala de Aula – Daniele Cristina Canfil, Diana Rocha e Camila Candeia Paz Fachi – (UnC – Concórdia)

Arquitetura da participação, construção de conhecimentos e ecologia cognitiva na web 2.0 – Aline de Campos (UFRGS)

Comunicação Organizacional Multimídia: um estudo de Websites Universitários – Giane Fabrine Stangherlini, Taís Steffenello Ghisleni e Angela Lovato Dellazzana (UNIFRA)

Redes Sociais na internet como ferramenta de gestão de relacionamento entre empresa e consumidor do ramo alimentício – Caroline Dias da Costa (FEEVALE)

Comunicação Corporativa Digital via Twitter: uma Leitura Funcionalista – Andressa Schneider, Nadia Garlet e Elisângela Mortari (UFSM)

hacking em 10 links

Ainda não se desfez o mal entendido sobre a palavras “hacker”. Muita gente ainda vê nela um tom pejorativo e uma semântica que aponta para a violação de sistemas e o crime cibernético. Se você pensa que hackers são sempre assim, melhor dar uma passada nos links a seguir. Você tem dez chances de mudar de ideia:

abbey lincoln foi pro céu

Uma voz do jazz subiu uma escala.

hq-con bombou!

O Floripa Music Hall ficou pequeno pra tanta gente neste sábado, durante a HQ-CON. Pelo que me lembro, esta é a primeira convenção de quadrinhos da cidade, e a casa de shows no centro ficou abarrotada de gente ao longo do dia. Milhares de pessoas passaram pelo local, espremendo-se entre as cadeiras dispostas para assistir aos debates e a área de circulação aberta. Confesso que me impressionei com o que vi. Quando cheguei pela manhã com meu filho, na abertura do evento, um grupo bem menor de pessoas aguardava a abertura dos portões. “É a meia dúzia de aficcionados de quadrinhos de sempre”, pensei. Que nada!

A casa foi enchendo e depois do almoço estava cheia. Um sucesso!

Eddy Barrows, desenhista do Superman, e dr Banner

Como convém, havia exposição de originais, encontro com artistas – como Eddy Barrows, que desenha o Superman, e Ricardo Manhães -, venda de gibis novos e usados, e alguns outros artigos para colecionadores. Diversas mesas com roteiristas e desenhistas aproximaram os fãs de quadrinhos catarinenses de alguns realizadores de outras praças, principalmente São Paulo. O concurso de Cosplay também convenceu alguns a aparecem fantasiados de seus personagens favoritos, vindos dos quadrinhos, dos animés ou dos games. Levei meu filhote vestido de Hulk e ele fez grande sucesso, mas se cansou bastante e não conseguiu esperar colher as glórias na competição: foi pra casa da avó. Atendi ao pedido, afinal “Hulk esmaga!”

Mesmo em sua primeira edição, a HQ-CON revela um incrível potencial comercial, cultural e social. Seus realizadores irão enxergar como um evento como este pode não apenas mobilizar tanta gente como também render dividendos e ajudar a difundir as subculturas ligadas à cultura de fãs. O que que quero dizer com isso? Ora, da próxima vez, será preciso fazer a convenção num espaço maior, com infra-estrutura tão boa como a que vimos hoje, mas com a presença de mais expositores, mais divulgação na mídia e mais cuidados na organização, principalmente com relação ao cronograma. Houve atraso de mais de duas horas em algumas atrações…

Se você não foi, mas quer um resumo, veja o que achei de bom e de ruim na HQ-CON:

Positivo

  • A escolha do local de realização; o Floripa Music Hall é central, limpo, bem iluminado, com bons banheiros e com estacionamento fácil (e de graça). É verdade que o estacionamento não é muito grande a ponto de permitir a entrada da Enterprise, mas bastava para veículos civis…
  • O preço dos ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Para um evento que começa às 10 da manhã e vai até até as 19 horas é bem barato.
  • Os convidados das mesas representam parcela interessante da produção atual de quadrinhos. Para quem não os conhecia, estava aí uma chance; para os mais bem informados, foi uma forma de revê-los
  • Trazer artistas para conversar com os fãs, desenharem por lá, e trocarem ideias é sempre muito legal. Aproxima o realizador com o seu público. Deveriam ter sido mais “explorados”.
  • Sorteios de brindes e gincanas sempre são muito divertidos.
  • A heterogeneidade do público foi uma grata surpresa. Sim, encontrei com os nerds de sempre, os cabeludos e barbudos, as meninas esquisitonas, mas vi a vovó que trouxe o neto, o professor de matemática que estava de passagem pelo centro, a bonitona que entorta os pescoços dos rapazes, enfim, várias camadas que se interessam pelo assunto. Isso é muito positivo, pois quadrinhos deixa de ser assunto de gueto…

Negativo

  • Não havia muita opção para alimentação e os preços praticados no interior da convenção eram extorsivos
  • Houve atraso na abertura dos portões e os debates se estenderam para além de seus horários, comprometendo todo o cronograma. Poderiam ter chamado o Wolverine pra ser o mediador: ninguém estouraria o horário!
  • Faltou um grande nome nacional entre os debatedores. Quem sabe ano que vem convidem alguém para uma conferência de abertura. Talvez a organização escolha um homenageado da edição e ele possa ser o cara do momento…
  • Havia poucos expositores e vendedores, e eles estavam confinados a espaços bem limitados. Sebos da cidade, lojas de games, camisetas e suvenires poderiam estar por lá também… afinal, nenhuma convenção de quadrinhos trata apenas de quadrinhos. A cultura de fã abarca games, seriados, livros, animés, vestuário, lembrancinhas diversas…
  • Não ter convidado escolas e articulado a vinda de mais crianças e pré-adolescentes. Vi poucos por lá. A maioria levada por pais ou parentes que já gostam da Nona Arte. Mas fazer com que estudantes frequentem um evento de quadrinhos é também uma importante iniciativa de formação de leitores.
  • Senti falta de grandes editoras ou lojas de quadrinhos, de alcance nacional. A presença de comerciantes locais deu um charme especial e mostrou que há um mercado regional, mas a vinda de grandes players daria mais opções ainda aos consumidores.
  • Por fim, acho que a convenção pode ter uma cobertura ao vivo pelas redes sociais. Twitter, Facebook, YouTube, Orkut e outros lugares estão aí mesmo pra expandir o universo…

direito de autor, um evento

Reproduzo a chamada de textos para o 4º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que acontece aqui em Florianópolis no mês que vem…

O Programa de Pós-graduação em Direito – CPGD/UFSC, por intermédio de seu Grupo de Estudos de Direito de Autor e Informação – GEDAI/UFSC, realiza o IV Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que ocorrerá em Florianópolis, nos dias 27, 28 e 29 de setembro de 2010 no campus universitário da UFSC.

O evento está realizando uma CHAMADA DE ARTIGOS com a finalidade constituir instrumento de vinculação de trabalhos científicos e doutrinários dedicado à análise do Direito de Autor as questões relacionadas a Sociedade da Informação e ao Domínio Público.

Prazo para envio de trabalhos até 31 de agosto de 2010 para o e-mail gedai.ufsc@gmail.com

– Os trabalhos deverão ser postados no site do congresso até dia 31/08/2010, impreterivelmente .

– O trabalho encaminhado deve atender o modelo disponível no site neste.

Clique aqui para ver o modelo

– Divulgação dos trabalhos selecionados e aprovados para apresentação será até 03/09/2010;

– A publicação dos trabalhos nos Anais depende da apresentação do mesmo no congresso;

– Somente será permitida a apresentação de trabalhos pelo(s) autor(es). Em caso de co-autoria, far-se-á suficiente a presença de pelo menos um deles no momento da exposição. Não será admitida a apresentação do trabalho por terceiros;

Mariores informações podem ser obtidas pelo site www.direitoautoral.ufsc.br

mark deuze e sua vida midiática

O número 86 da Revista da USP já está disponível nas livrarias e traz um abrangente dossiê sobre Cibercultura. A organização é da Beth Saad, e entre os muitos trabalhos interessantes está uma versão em português e mais sintética de “Media Life”, assinado por Mark Deuze, Laura Speers e Peter Blank. Se quiser dar uma olhada numa outra versão do texto – mais longa e em inglês – veja aqui. Se quiser dar uma olhada no sumário da Revista da USP, clique aqui. E se quiser ler o editorial de Francisco Costa, vá adiante…

Editorial

Incrível como em questão de décadas avançamos tanto nas mais diferentes direções do mundo do conhecimento. Isso não é novidade alguma, está claro, mas de dez ou doze anos para cá o mundo se viu, grosso modo, às voltas tanto com a indefectível globalização, com seu multiculturalismo intrínseco e seu último abalo sísmico – a crise econômica mundial (veja nosso dossiê anterior) –, como com uma outra configuração social e tecnológica que nos envolve e muda e agiliza nossa vida a cada dia.
“Cibercultura” é o nome dado a esse novo estado de coisas, em que o computador, a Internet e a tecnologia de ponta estão moldando um novo modo de vida. Hoje é relativamente comum você ter sua página no Orkut, no Facebook ou no Twitter. Hoje, ao entrar na Internet, por exemplo, você tem acesso a milhões de blogs – e por trás de cada um deles está um ser humano ou um grupo, que o configura e o abastece, conforme a periodicidade e o interesse.
Vive-se a era da sociedade plugada, em que cada vez mais os profissionais levam a tiracolo seu notebook a cada canto do mundo para onde vão – ou de onde vêm. Em que os avatares habitam os games que nossos filhos jogam em casa. Está mais viva do que nunca a famosa ideia de que o centro do conhecimento, hoje, está em toda parte (como já estava anteriormente, mas agora com muito mais ênfase). O que temos, na verdade, é uma gigantesca teia que nos agrega ou nos exclui. À parte o incrível avanço técnico, o mundo continua lutando de forma insana contra a miséria e sua consequente exclusão digital. Esse novo mundo já mencionado propõe novas formas de relacionamento. E essa nova proposta de viver já tem nome: “cibercultura”.
Pois Cibercultura é o dossiê que busca explicar que admirável mundo novo é esse no qual habitamos. Para organizar a seção, convidamos uma especialista, a professora Beth Saad, que se mostrou uma entusiasta da ideia e não poupou esforços pra termos um dossiê digno de nota. Nossos mais sinceros agradecimentos a ela, portanto, que, no seu artigo – que abre o dossiê –, já situa com muita propriedade o leitor dentro desse estado de coisas que vivemos e que atende pelo nome de “cibercultura”. Assim mesmo, com letra minúscula. Afinal, nós já vivemos dentro dela. Para o bem ou para o mal.

intercom divulga programação

A Intercom divulgou ontem a programação das principais atividades do seu Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que acontece de 2 a 6 de setembro em Caxias do Sul (RS). Confira e programe a agenda…

INTERCOM JÚNIOR

DT1 – Jornalismo
DT2 – Publicidade e Propaganda
DT3 – Relações Públicas
DT4 – Audiovisual
DT5 – Comunicação Multimídia
DT6 – Interfaces Comunicacionais
DT7 – Comunicação, Espaço e Cidadania
DT8 – Estudos Interdisciplinares da Comunicação

GRUPOS DE PESQUISAS

DT 1 – Jornalismo
GP Gêneros Jornalísticos
GP História do Jornalismo
GP Jornalismo Impresso
GP Teoria do Jornalismo
GP Telejornalismo

DT 2 – Publicidade e Propaganda
GP Publicidade – Epistemologia e Linguagem / Marcas e Estratégias / Propaganda política

DT 3 – Relações Públicas e Comunicação Organizacional
GP RP e Comunicação Organizacional

DT 4 – Comunicação Audiovisual
GP Cinema
GP Ficção Seriada
GP Fotografia
GP Rádio e Mídia Sonora
GP Televisão e Vídeo

DT 5 – Multimídia
GP Cibercultura
GP Conteúdos Digitais e Convergências Tecnológicas

DT 6 – Interfaces Comunicacionais
GP Comunicação e Culturas Urbanas
GP Comunicação e Educação
GP Comunicação e Esporte
GP Comunicação, Ciência, Meio Ambiente e Sociedade
GP Produção Editorial

DT 7 – Comunicação, Espaço e Cidadania
GP Comunicação e Desenvolvimento Regional e Local
GP Comunicação para a Cidadania
GP Geografias da Comunicação
GP Mídia, Cultura e Tecnologias Digitais na América Latina

DT 8 – Estudos Interdisciplinares
GP Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura
GP Políticas e Estratégias de Comunicação
GP Folkcomunicação
GP Semiótica da Comunicação
GP Comunicação, Turismo e Hospitalidade
GP Teorias da Comunicação

PUBLICOM

Lançamento de livros

COLÓQUIO

Colóquio Brasil-Estados Unidos

coltrane, lego e animação

Michal Levy oferece uma alucinante animação tendo como fundo musical “Giant Steps”, um clássico de John Coltrane. A gravação do saxofonista é de 1959, o filme original é de 2001, mas em 2004 ganhou nova edição da animadora israelense. Junte o jazz com blocos coloridos que mais parecem pecinhas de Lego. Chega de papo! Veja você mesmo!

(dica do Ricardo Lombardi, do Desculpe a Poeira)

porque ainda é dia dos pais

Uma das frases mais conhecidas do cinema é justamente esta:
“Lucke, eu sou seu pai!”

Em homenagem aos pais visitantes deste blog, meu pequeno Darth Vader dá o ar de sua graça.

cnpq premia iniciação científica

(Com informações da Assessoria de Imprensa do CNPq)

Estão abertas as inscrições para a 8ª edição do Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica. A iniciativa é do CNPq, em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e tem por objetivo premiar bolsistas de iniciação científica do CNPq que se destacaram durante o ano e as instituições participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).

Na categoria Bolsista de IC concorrerão estudantes com pelo menos 12 meses de bolsa e que estejam em processo de renovação (2010/2011). Serão concedidas até nove premiações, distribuídas entre bolsistas das três grandes áreas do conhecimento: Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; Ciências da Vida; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes.

Os três primeiros colocados em cada área receberão quantia em espécie, sendo R$ 3,3 mil para o terceiro lugar, R$ 4,2 mil para o segundo colocado e R$ 5,1 mil para o primeiro lugar, que também receberá bolsa de Mestrado e passagem aérea com hospedagem para a participação na Reunião Anual da SBPC em 2011.

Na categoria Mérito Institucional concorrerão instituições que participam do Pibic e que tenham bolsistas inscritos no Prêmio. A premiação caberá à instituição com maior índice de egressos do Pibic titulados na pós-graduação, em cursos reconhecidos pela Capes.

Instituições já contempladas somente poderão ser premiadas novamente após cinco anos. Os orientadores dos bolsistas agraciados serão convidados pelo CNPq a participarem da cerimônia de entrega, que acontecerá de 18 a 24 de outubro deste ano.

As inscrições devem ser individuais e encaminhadas pelos bolsistas às pró-reitorias de pesquisa e pós-graduação, ou à coordenação do Pibic até o dia 13 de agosto. Os três melhores relatórios dos bolsistas de IC, um por grande área do conhecimento devem ser encaminhados pelas instituições ao CNPq, até 27 de agosto, para o e-mail premios@cnpq.br.

A ficha de inscrição e demais informações podem ser obtidas aqui. O resultado será anunciado até o dia 30 de setembro.

neve em santa catarina

Meu amigo Frank Maia dá o recado…

ganhei o luiz beltrão: reações

A Intercom divulgou há duas semanas os vencedores do Prêmio Luiz Beltrão, e fui um dos honrados neste ano, na categoria Liderança Emergente. É claro que isso me surpreendeu, me deixou bastante feliz e honrado. Desde então, venho recebendo emails, recados no Facebook e direct messages no Twitter lustrando meu ego. Mas algumas reações foram ótimas pra me deixar com os pés no chão…

  • De um amigo: “Não é pergunta de estraga-prazeres não, mas o que isso muda na sua vida?”
  • Do meu filho de seis anos: “Pai, cê vai ganhar uma medalha?”
  • De um dos meus irmãos: “E aí, tem dinheiro na parada? Me empresta uma grana?”
  • De outro amigo: “Xiiii! Agora o cara vai se achar!!!”
  • De mais um amigo: “É merecido. Mas espero que ainda responda meus emails, emergente!”
  • De uma amiga: “Pô, parabéns! Agora, você vai entrar para a maçonaria da Comunicação! Lembra dos pobres, tá?”
  • De outra amiga: “Parabéns, Christo! Mas não posso deixar a piada passar: você é a nova Vera Loyola da Comunicação. Viva os emergentes!”

uma carta de filho pra pai

Tenho um amigo recente, embora já o admire há anos. Mas a vida só me aproximou dele faz poucos meses. É inteligente, sensível, sereno, muito competente e escreve com uma delicadeza que estremece alicerces de arranha-céus. Quer um exemplo disso? Então, leia a carta que Dauro Veras escreveu para o pai dele, que tem 85 anos e está numa esquina escura da vida…

É lindo, é humano.

fique de olho nesse cara

Li, quase num fôlego só, o livro de estreia de Flávio Izhaki: “De cabeça baixa”. É verdade que recebi o volume há uns dois anos e ele ficou chocando na estante, acenando para furar a fila e cair nas minhas mãos. Ontem, sem motivo nenhum, apanhei o livro, compacto e bem editado, e passei a folhear. Em duas páginas, ele já havia me fisgado, o que é bom sinal.

Pois o carioca de pouco mais de trinta anos tem o punho firme, uma narrativa bem amarrada e um estilo bastante elegante. Com personagens que cabem numa mão só, Izhaki constroi um romance intrigante, especular e muito contemporâneo. E nada simples.

A história é a seguinte:
Felipe Laranjeiras é um carioca que se exilou em Curitiba após o final de um relacionamento e o fracasso do primeiro livro. Parece um estrangeiro, fugindo de si e do mundo. Num dia qualquer, vai a um sebo e se depara com um volume de seu próprio livro, o que já seria um golpe no estômago para qualquer escritor. Afinal, os sebos parecem masmorras onde se descartam os livros que indesejamos. Não bastasse isso, o livro traz uma dedicatória do próprio Felipe a alguém de quem não se lembra. Uma mulher. Felipe fica curioso. E sua curiosidade transborda quando percebe nas margens das páginas anotações pra lá de afrontosas à obra. O que acontece? Felipe vai atrás da mulher que escreveu tudo aquilo.

Posto o roteiro, o leitor que aperte os cintos, pois a viagem será cheia de turbulências e reviravoltas. O livro é envolvente, rápido e certeiro. E seu autor… ouviremos falar bastante dele!

Se você se interessou pelo romance, conheça o blog do autor e assista a um trailer que ele produziu para o livro.

games e tv: tudo o que é ruim é bom pra você

É com essa afirmação provocativa que um dos caras mais antenados e inteligentes da atualidade chacoalha o nosso senso comum. Steven Johnson tem três filhos, 42 anos, e está baseado no Departamento de Jornalismo da New York University. E a sua provocação neste livro é esta: a cultura de massa que costumamos culpar pela idiotia massiva não imbeciliza ninguém. Pelo contrário: games, TV, internet e cinema têm feito com que fiquemos mais inteligentes nas últimas décadas!

Num dos mais comentados livros de 2005, o autor contraria os argumentos fáceis que satanizam as mídias massivas, principalmente quanto ao “baixo nível” da TV, às constantes cenas de violência gratuita e sexo abundante e por aí vai. Johnson apresenta dados que mostram, por exemplo, que os seriados atuais têm narrativas mais complexas, menos maniqueísmo e recursos tecnológicos que permitem uma outra experiência de fruição. Equilibrado, o autor propõe uma análise que transcende a habitual – e injusta – comparação entre a leitura de livros e os gestos de assistir a TV e jogar videogames. A comparação é injusta porque são complexos cognitivos muito diferentes. Não se trata de melhor ou pior, mas de operações distintas. Se por um lado, não se pode exigir de um videogame o aprofundamento psicológico de personagens que se encontra num romance; por outro, também não se pode esperar que o leitor tenha o mesmo “sistema de recompensa” dos games durante a leitura do tal romance. Cada meio oferece um tipo de experiência.

Steven Johnson mostra que cognitivamente os produtos da TV, do cinema, da internet e dos games têm exigido mais dos seus públicos do que tempos atrás. A complexidade narrativa, a não-linearidade do tempo, a ambiguidade moral, o recurso a paralelismos e a múltiplos focos de ação, tudo isso vem fazendo com que treinemos mais nossos cérebros. E isso é resultado de uma evolução paulatina na indústria de massa. Graças aos seriados rasos dos anos 70 é que hoje absorvemos com naturalidade séries mais complicadas como Lost e Fringe, por exemplo. Graças a quilômetros de filmes com explicações roteirizadas que aprendemos os códigos cinematográficos que nos permitem ter a sensação da previsibilidade de algumas cenas, de alguns gêneros.

Mas engana-se quem pensa que Steven Johnson sugira que joguemos fora as formas convencionais de informação e diversão. Não. Ele reconhece que TV e games nos tornam mais inteligentes, mas defende fortemente a leitura, os estudos habituais e as experiências que acumulamos desde então. Ele deplora a violência e o sexo gratuitos, e insiste na importância de pais acompanharem seus filhos no consumo das mídias e na sedimentação de valores morais verdadeiros. Johnson só não é careta, hipócrita e reacionário. Apontado pela Newsweek como uma das cinquenta pessoas mais importantes da internet, Steven Johnson é arejado, equilibrado e disposto a enfrentar o senso comum.

No Brasil, “Everything bad is good for you” foi editado pela Campus, mas a tradução dá umas derrapadas. A começar pelo título que se tornou “Surpreendente!”…

brrrrrrrrr…

Ontem, em Florianópolis, fez 9 graus.
A 420 km de distância, nevou em Luzerna.
Hoje, em Porto Alegre, estava 5 graus às 10 horas…

Soube que na Alemanha tá fazendo 38 na sombra… inveja!

a melhor semana do ano!!!

Sabe aqueles dias em que tudo dá certo? Se não tudo, ao menos o que mais importa?

Sabe aquele tempo em que você tem razões de sobra pra comemorar e que nem cabe em si?

Definitivamente, a semana que passou foi a melhor semana do ano, e olha que 2010 tem sido muitíssimo generoso comigo… Tenho bons motivos pra celebrar…

  • Estou muito próximo de fechar um semestre exaustivo e vitorioso
  • Na terça, minha querida Ana Laux foi brilhante na apresentação de seu Trabalho de Conclusão de Curso “Almanaque dos Grandes Detetives“, alcançando a nota máxima e recebendo entusiasmados elogios da banca

  • Na quarta, tive um projeto aprovado e uma bolsa do CNPq concedida para um assistente de pesquisa
  • Na quinta, a Receita Federal me deu uma ótima notícia, coisa que meus credores também adoraram!
  • Nesta sexta, saiu mais uma edição do Quatro, o jornal-laboratório que edito com alunos aqui na UFSC!
  • De quebra, a Intercom me deu outra excelente notícia, algo que verdadeiramente me surpreendeu e honrou.

É ou não é uma semana memorável???!!!