saíram os vencedores do pulitzer

O mais conhecido e invejado prêmio jornalístico do mundo já tem seus vencedores neste ano. Os organizadores do Pulitzer Prize anunciaram os laureados e suas categorias. Conheça!

PUBLIC SERVICELos Angeles Times

BREAKING NEWS REPORTINGNo Award

INVESTIGATIVE REPORTINGPaige St. John, do Sarasota Herald-Tribune

EXPLANATORY REPORTINGMark Johnson, Kathleen, Gallagher, Gary Porter, Lou Saldivar e Alison Sherwood, do Milwaukee Journal Sentinel

LOCAL REPORTINGFrank Main, Mark Konkol e John J. Kim, do Chicago Sun-Times

NATIONAL REPORTINGJesse Eisinger e Jake Bernstein, do ProPublica – aliás, em dois anos, este site ganhou dois Pulitzers. Não perca de vista!

INTERNATIONAL REPORTINGClifford J. Levy e Ellen Barry, do The New York Times

FEATURE WRITINGAmy Ellis Nutt, da The Star-Ledger, Newark, N.J.

COMMENTARYDavid Leonhardt, do The New York Times

CRITICISMSebastian Smee, do The Boston Globe

EDITORIAL WRITINGJoseph Rago, do The Wall Street Journal

EDITORIAL CARTOONINGMike Keefe, do The Denver Post

BREAKING NEWS PHOTOGRAPHYCarol Guzy, Nikki Kahn e Ricky Carioti, do The Washington Post

FEATURE PHOTOGRAPHYBarbara Davidson, do Los Angeles Times

só até amanhã

Se você é pesquisador da comunicação e tem um paper inédito sobre democracia e mídia, sobre regulação dos meios de comunicação ou sobre as relações tensas entre comunicação e política, amanhã é o deadline da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC.

Veja a chamada:

Um dos temas mais discutidos nos últimos meses tem sido a estrutura dos meios de comunicação e a natureza da organização do mercado midiático brasileiro. Movimentos vindos de organizações não-governamentais, da academia e até mesmo do governo federal têm sinalizado para a necessidade de a sociedade discutir novas regras para o setor. Até mesmo uma importante organização do mercado – a Associação Nacional dos Jornais – manifestou a disposição para a autorregulação.
Diante desse cenário, a primeira edição da revista Estudos em Jornalismo e Mídia de 2011 objetiva discutir as complexas relações entre democracia e regulação do mercado de mídia.
Será priorizada a análise de artigos que tratem de temas como: políticas de comunicação no Brasil; marcos regulatórios no setor; regulaçã o, regulamentação e autorregulamentação dos meios; concentração de mídia; propriedade cruzada; relações entre meios de comunicação e grupos políticos; comparativos entre as legislações de mídia no Brasil e outros países; limites operacionais em meios audiovisuais e internet; órgãos de regulação; proteção da concorrência; mudanças estruturais no jornalismo a partir de marcos regulatórios; liberdade de imprensa, democracia e cidadania.

Deadline: 20 de abril de 2011
Publicação: Junho de 2011

A equipe editorial avisa que agora só estão sendo aceitos trabalhos que abordem o tema Democracia e Regulação.

Estudos em Jornalismo e Mídia existe desde 2004, é semestral, e circula exclusivamente em meioi eletrônico. No sistema de avaliação Qualis/Capes, é uma publicação B3.

um flagrante do meu cotidiano

É mais ou menos assim que me sinto diariamente, combatendo a burocracia nossa de cada dia.

é a independência jornalística uma ilusão?

Terra arrasada?Um dos aspectos que mais me chamou a atenção quando tive acesso às entrevistas com os principais gestores de mídia do país é que era consensual a necessidade da independência editorial para a sobrevivência do jornalismo e das empresas que disso vivem. Foi em 2009 e eram entrevistas com 22 editores-chefes, diretores e publishers de todas as regiões, e eu estava – junto com outros colegas – concluindo uma pesquisa sobre indicadores de qualidade de informação para a Unesco.

O argumento repetido é que as empresas precisam construir condições para se fortalecer financeiramente de maneira a não depender de verbas publicitárias dos governos. A independência editorial é, então, um resultado da independência comercial. O raciocínio é lógico, linear e de fácil convencimento.

Pois esta semana voltei a ouvir interessantes declarações sobre a independência jornalística. Eu participava, no Rio, do encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política (Compolítica), e acompanhei a mesa redonda “Mídia e democracia: questões teóricas”. Na sessão de perguntas finais, alguém da plateia questionou os palestrantes sobre a hipótese de que alguns veículos de imprensa chantageariam o governo federal com a ameaça de publicação de escândalos políticos, tentando atrair para si mais verbas publicitárias. Mesmo sem mencionar explicitamente, o indagador colocou o problema da independência da imprensa nacional.

Bem humorado, o presidente da Compolitica, Afonso de Albuquerque (UFF), disse que todas as relações humanas de alguma forma são baseadas em chantagem. “As relações sentimentais, mais ainda”, brincou, completando que a hipótese pode acontecer com alguma frequência e por parte de alguns veículos e governos. Quer dizer, é da regra do jogo, pertence à lógica que tensiona esses atores. Tentando desviar de um “cinismo” de seu colega de mesa, Fernando Lattman-Weltman (FGV) também deu de ombros diante da chantagem. “Olha, ninguém é independente. Ninguém. Nem mesmo os mortos, afinal, eles dependem da gente para serem enterrados! Por isso, nem vale a pena lutar por esse valor, pela independência”, afirmou.

Confesso que uma fala tão convicta ficou martelando a minha cabeça. Não porque me apegue tanto a certos valores, mas porque venho assistindo nos últimos anos à franca demolição de uma série deles no campo do jornalismo. Não mais se acredita em objetividade; a imparcialidade é questionada a todo momento; a verdade é relativizada; a ética é flexibilizada; a independência editorial não merece ser cultivada… Com isso, parece que daqui a pouco não vai sobrar pedra sobre pedra…

Afinal, esses valores, por décadas, serviram de alicerces para o jornalismo, tanto do ponto de vista ético quanto para garantir padrões mínimos para a sua execução técnica. É verdade que o jornalismo já não é mais o que foi; que a sociedade mudou; nossas percepções de espaço e tempo também foram transformadas; e o mundo e a vida são outros. Entretanto, temo que, no afã de se reformar o jornalismo, jogue-se a criança junto com a água do banho.

A pergunta que agora assalta a minha consciência é: se estamos em busca de uma nova ética para este novo jornalismo, em que mesmo ela estaria apoiada?

Alguém aí se arrisca a responder?

mais um e-book grátis sobre direitos autorais

O Grupo de Estudos em Direitos Autorais e Informação (Gedai) da UFSC é um dos pólos mais produtivos de investigação sobre o tema no país. Seus membros desenvolvem pesquisas, promovem eventos e fazem circular muitos materiais de referência para a área. O mais recente deles é o e-book dos anais do 4º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que aconteceu no ano passado em Florianópolis.

Baixe aqui.

 

 

crise nuclear, segredos e o direito à informação

Não sei nada de japonês, o idioma. Chego a trocar “arikatô” por “saionará”. Mas gostaria muito de saber a língua japonesa para acompanhar a cobertura da crise nuclear. Fico intrigado com o que vem sendo noticiado pelas agências internacionais e curiosíssimo para saber se o povo de lá anda satisfeito com o nível de informação.

A impressão que tenho daqui é que tem muita coisa debaixo do tapete. E, para administrar a crise, o governo vai soltando informes em doses homeopáticas, de maneira a saciar provisoriamente a sanha dos cidadãos e a histeria da comunidade internacional. Mas algo me diz que a coisa pode ser pior do que se aventa. Posso estar errado, devo estar, quero estar.

Veja abaixo a primeira página do Asahi Shimbun de ontem, 13. Nem sei dizer se ela é alarmante ou não. Por isso, recorri ao The Japan Times e ao Stars & Stripes, também editados em Tóquio. Em ambos, a tentativa é de oferecer alguma tranquilidade ao leitor, na medida em que deixa em aberto que o acidente na usina de Fusushima não é brincadeira. A equiparação com o caso Chernobyl já deveria ter provocado uma gritaria maior na comunidade global ou mesmo em organismos multilaterais. Mas até agora, nada.

Estará a mídia nipônica tendo acesso a todas as informações que seus públicos anseiam e necessitam? O governo tem sido transparente? Quanto do noticiário oferecido é confiável e suficiente?

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é assim ó, obama

Até pouco tempo atrás, os Estados Unidos eram de longe os principais parceiros comerciais do Brasil. Acontece que o mundo gira e a China foi chegando, chegando… Tio Sam não gostou nadinha disso, já que nos últimos anos o Brasil de Lula foi tirando as manguinhas pra fora, estabelecendo uma política externa própria e procurando novos coleguinhas pra fazer negócios.

Foi só Lula se empirulitar do Planalto que Barack Obama desembarcou por aqui. Veio encantar a galera com sua família sadia, seu sorriso de playboy e seus acenos em câmera lenta. A missão diplomática foi um carnaval, teve encontros com empresários, festerês nas comunidades e reuniões com lideranças políticas. Os resultados concretos? Ainda não estão tão concretos.

Semanas se passaram e a China mostra a Obama como é que se faz. O carrancudo presidente não veio ao Brasil, não se preocupou em aprender meia dúvida de palavras em português – como fazem os astros de rock ou os papagaios -, mas foi bastante objetivo ao receber Dilma lá do outro lado do mundo: botou o dim-dim na mesa. Protocolos assinados projetam investimentos de US$ 18 bilhões em seis anos no Brasil com instalação de fábrica de alta tecnologia e criação possível de 100 mil empregos diretos.

Entendeu como são as coisas, Obama?
Como dizem na minha terra: “Meu filho, amigo é dinheiro no bolso”.

chamada de textos na vozes e diálogo

A editora Laura Seligman anuncia que a revista Vozes & Diálogo, da Univali, está recebendo artigos para sua edição do segundo semestre. O deadline é 15 de junho e o tema do número é  “Comunicação e Novas Linguagens – percursos teóricos e empíricos”.

Textos devem ser submetidos na página da revista (aqui) ou encaminhados sem identificação dos autores para o email da editora (seligman@univali.br).

compolítica começa amanhã

Os professores Alessandra Aldé e Fernando Gonçalves, da organização, reforçam o convite para a abertura amanhã do 4º Encontro da Compolítica – Associação Brasileira dos Pesquisadores em Comunicação e Política.

O evento é organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UERJ em parceria com a UFF, e acontece no campus Maracanã a partir das 18h30 com a conferência “A Comunicação Política e sua institucionalização no Brasil”, do professor Marcus Figueiredo (IESP-UERJ).

A programação é bem recheada e pode ser conferida aqui. Estarei por lá com os colegas Fernando Azevedo (UFSCar), Flávia Biroli (UnB) e Fernando Rezende (UFF) na Mesa Redonda “Jornalismo e Política”. Vou abordar o Cablegate do WikiLeaks e suas implicações para a ética jornalística. Mas fora isso, haverá muita coisa boa no evento…

internet, informática e astronomia

Não é mais privilégio dos astrônomos trabalhar com números imensos e grandezas vertiginosas. A internet e a informática já cuidaram disso também. Quer exemplos?

  • 107 trilhões é o número de emails enviados por ano no mundo
  • 294 bilhões é a quantidade de emails trocadas por dia no planeta
  • 50 bilhões de toneladas é o quanto produziremos de lixo tecnológico na Terra até o final de 2011

Impressionante, né?

(Dados da revista Info de abril)

 

afinal, como se narra a dor?

Os tiros da manhã de quinta-feira na zona oeste do Rio de Janeiro sacudiram as atenções da maioria dos brasileiros. Como se estivéssemos em um sono profundo, fomos atirados da cama para perceber uma realidade assustadora e terrível. O resultado aterrador do massacre na escola de Realengo era algo que sempre imputamos aos norte-americanos, um povo tão beligerante que se arma até em supermercados. O resultado do massacre é uma fila de corpos de quem cultivava seu futuro ainda de forma muito adolescente. O resultado é o aparecimento de personagens como o atirador, movido por razões ainda desconhecidas, moldado pela solidão, frustração e pensamentos doentios.

Infelizmente, o país já havia visto adolescentes vitimados pela violência urbana. Desconhecido ainda era o anônimo que encarna o mal e dispara o gatilho não mais a esmo, mas escolhendo suas vítimas, alvejando órgãos vitais, recarregando reiteradamente as armas, disposto a acabar com tudo.

(Trecho do Comentário da Semana, que assino hoje no objETHOS. Na íntegra, aqui)

 

 

300 mil acessos e um novo endereço

Nossos sistemas acabaram de registrar que este blog já recebeu mais de 300 mil visitas desde que foi hospedado aqui no WordPress em 20 de maio de 2007. Isso é motivo de celebração e de agradecimento.

Começo pelo final, então: qualquer que tenha sido o motivo e a maneira que te trouxe aqui, obrigado pela visita. E se foi bem tratado, volte mais vezes. É sempre um prazer acompanhar as estatísticas e ver que os acessos são constantes, o que me dá a entender que o endereço (de alguma forma) se estabeleceu nesse oceano-web.

Para celebrar a marca, fiz uma cirurgia plástica no blog e estou decerrando a placa de meu site pessoal: www.christofoletti.com

Não, o Monitorando não está encerrando suas atividades.

Não, não republicarei lá o que faço aqui. Existem conexões entre uma coisa e outra, mas uma coisa é uma coisa; a outra coisa é outra, naturalmente.

Não, não darei prêmios e vantagens para quem visitar o site.

Então, por que ter mais um endereço? Para facilitar o trabalho dos meus biógrafos?
Não, apenas para eu ter um espaço um pouco mais estável e permanente com minha produção, meus projetos e outros trabalhos. É uma questão de sistematização, como quem arruma as próprias gavetas. No Monitorando, continuarei blogando com mais frequência; no site, estarão conteúdos mais sedimentados, mais cristalizados. Note, por exemplo, que as páginas livros e artigos que eu mantinha aqui foram parar por lá… Aliás, vá lá conhecer… E aqui, aproveite o novo visual…

adeus, gutenberg… ou não!

Anthony Smith, Philip Meyer, Ramón Salaverria, Mario Tascón, entre outros, abordam o futuro do jornalismo, a crise dos impressos, a emergência dos tabletes e de outras formas de difundir o jornalismo. Tudo na mais recente edição da revista Periodistas, da Federação das Associações de Jornalistas da Espanha (FAPE).

Baixe e confira.

observando o observador…

Qual é o assunto mais comentado da semana?

Isso mesmo! O massacre na escola de Realengo, no Rio. Foi na quinta, mas de lá pra cá, ele quase absorveu todo o tempo e o espaço de cobertura dos meios de comunicação.

Na Folha de S.Paulo de hoje, qual é o assunto tratado pela ombudsman do maior jornal do país?

Não, não é o massacre de Realengo. Em vez disso, Suzana Singer aborda o noticiário sobre a troca de comando na Vale do Rio Doce e a distância desinteressada que deveriam ter os colunistas da Folha, que na última semana foram cobrados por leitores por olhar para os próprios umbigos…

Uma pena. Eu gostaria de saber como a ombudsman está observando a cobertura do tema mais comentado da semana…

o massacre nos jornais do mundo

A repercussão internacional da tragédia em Realengo…

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o massacre de realengo nos jornais

É triste, terrível, inexplicável. Sem nome o que aconteceu no Rio…

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redes sociais, jovens e crianças

Orkut, Facebook e Twitter já são tão populares entre as novas gerações que parece que alguns bebês abrem suas contas nesses ambientes antes mesmo de fazer o teste do pezinho. Apesar do meu exagero, tem gente mais qualificada que se preocupa com o uso (ou intenso uso) das redes sociais por crianças e jovens.
É o caso da Academia Americana de Pediatria, que produziu e está circulando um estudo sobre o tema em seu periódico oficial. Em pauta, benefícios dos usos, impactos na aprendizagem, acesso a informações de saúde, ciberbullyng, pressões para o consumo, preocupações com a garantia da privacidade dos pequenos.

Tudo bem que a publicação é localizada – originária dos Estados Unidos -, mas pode servir como um bom roteiro para ser replicada em outras partes, inclusive aqui. (São 303 Kb, sete páginas, em PDF e em inglês)

Baixe!

 

o major me ligou

21h44 de ontem e toca meu celular. Não reconheci o número que chamava, mas atendi. Do outro lado, uma voz calma, num tom baixo, anunciou que se tratava do major Marcio Luiz Alves, responsável pela Defesa Civil em Santa Catarina. Respeitosamente, desculpou-se de estar ligando àquela hora e justamente no celular, e perguntou se eu tinha tempo para falar com ele. Respondi afirmativamente, e ele revelou que me ligara por conta de um post neste blog, em que eu questionava a atitude dele se candidatar em 2010 a uma vaga na Assembleia Legislativa.

No post de janeiro deste ano (leia aqui), eu me questionava se aquele gesto não teria sido oportunismo, já que o soldado frequentava com assiduidade os meios de comunicação locais. À época do post, eu “pensava em voz alta”, tentando investigar as razões da minha discordância de sua atitude.

Pois bem, não é que ontem me liga o major?

Como jornalista, não foi a primeira vez que alguém me procurou para comentar o que escrevi. Já recebi telefonemas mais inflamados, menos educados, alguns até ofensivos, outros elogiosos. Já recebi ameaças ostensivas e veladas, e chamadas que tentavam me convencer de que aquela não era a melhor maneira de narrar ou descrever algo.

Mas o telefonema do major me surpreendeu ontem. Não por ele ter ficado “chateado” com o que escrevi, mas pelo tom cordato, civilizado; pela atenção que dispensou ao contar pacientemente sua trajetória pública. Me surpreendeu também o fato de ele encontrar o telefone pessoal de um blogueiro desconhecido e tentar falar com ele pessoalmente, para explicar suas razões. Ele poderia ter ignorado, ou deixado um comentário no blog… Achei, no mínimo, atencioso. O major tinha o claro propósito de tirar uma má impressão que eu mantinha dele, e isso me fez pensar sobre como as redes sociais, os blogs, e as novas tecnologias de informação e comunicação podem aproximar mais e mais as pessoas. Imagine se todo político tivesse esse canal aberto com seus eleitores? Imagine se também ocorresse o contrário: um eleitor indignado com seu representante ligaria para ele se queixando?

Pois esses novos dispositivos de comunicação que dispomos permitem o encurtamento de certas distâncias. No meu caso, me manifestei num blog. Por alguma razão qualquer, o major leu e quis falar com aquele cara que dele escreveu, quis conhecer um eleitor anônimo. Em termos de democracia, não é pouca coisa. Em outros tempos, um militar te ligaria para tirar satisfação e não para prestar informações. Nos quase vinte minutos de chamada, não me senti pressionado a apagar meu post ou a fazer qualquer retratação. Do outro lado da linha, o major em nenhum momento insinuou isso. Percebi que ele respeitou minha opinião, e porque achei o caso surpreendentemente positivo e por respeito a ele, faço esse registro.

uma música, um piano, uma animação

É possível que já tenha ouvido esse tema.
Está na novela das sete na Globo. Originalmente, ele vem do filme “O fabuloso destino de Amélie Poulain”, e o tema musical é assinado por Yan Thiersen: Comptine d’un autre été l’après midi (algo como Rima de uma outra tarde de verão).
O filme é lindo, a música também, e a animação… bem, confira.

jornalismo, política e negócios

A edição de janeiro-março da revista Jornalismo & Jornalistas, editada pelo Clube dos Jornalistas português, aborda ao menos dois aspectos delicados das relações da atividade profissional com seus entornos sociais: o político e o econômico. No primeiro, faz um relato do seminário Media, Jornalismo e Democracia, promovido em novembro em Lisboa. O evento foi realizado pelo Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ). Depois, a J&J volta fazer uma pergunta incômoda mas necessária: que modelo de negócio se deve adotar para sobreviver? A questão ecoa os movimentos do 2º Congresso Internacional de Ciberjornalismo, que aconteceu no Porto em dezembro passado.
Ficou interessado? Então, baixe a revista aqui e confira.

transparência na alesc e jornalismo watchdog

Reportagem do Diário Catarinense desta semana, assinada por Upiara Boschi, apontou que a Assembleia Legislativa do estado é das menos transparentes do país. A matéria, com chamada na capa da edição de domingo, 27, denuncia que no site da Alesc não estão disponíveis dados como assiduidade dos deputados, gastos em viagens e outras informações de interesse dos cidadãos.

Pois a reportagem teve efeito imediato. No início da semana, o presidente da Alesc, Gelson Merísio, apressou-se a anunciar numa coletiva que o Legislativo estava trabalhando num novo site, mais informativo. Quem acompanha o caso sabe que não foi apenas a matéria dominical que provocou essa reação. Na semana passada, outras matérias já questionavam viagens de parlamentares à China, sendo que mal se sabia dos motivos, dos custos, dos resultados e pior: um dos deputados viajantes é diretamente interessado na prosperidade dos negócios com aquele país, já que atua no setor de comércio exterior…

Esse quase cerco à Alesc traz à tona duas questões: deveres dos órgãos públicos e funções da imprensa. Nas democracias recentes, é cada vez mais invocado o princípio da transparência, e por isso gestores públicos e representantes da população precisam prestar contas do que fazem e do que deixaram de fazer. É um princípio constitucional, democrático, moderno, republicano, e que tende a se universalizar. Os norte-americanos têm uma palavra para isso: accountability. Nas palavras de um velho ditado: não basta que a mulher de César seja honesta; ela precisa também parecer honesta.

Diretamente ligado ao dever dos órgãos públicos está uma função do jornalismo: fiscalizar os poderes, acompanhar seus passos e informar à população o que está certo e o que não está. Os norte-americanos também um nome para esse tipo de prática: watchdog journalism. Numa tradução aproximada: jornalismo cão-de-guarda. Não se trata de um jornalismo pittbul que ataca a todos, mas de um jornalismo que resguarda, assegura, vigia os interesses da coletividade.

Por isso, o novo site da Alesc é bem vindo, sim. Assim como são bem recebidas as reportagens que seguem as sombras dos poderes. Jornalistas e políticos, mesmo que muito diferentes, deveriam se guiar por valores semelhantes: o bem comum, a vontade coletiva, o interesse público. Seria muito bom se fosse sempre assim. Seria…

congresso internacional de ética

Acontece hoje, amanhã e quarta na Universidade de Sevilha, Espanha, o 1º Congresso Internacional de Ética da Comunicação.
Veja a programação aqui.

 

resenha de “vitrine e vidraça”

Carlos Tourinho, jornalista e professor brasileiro que faz doutorado em Portugal, assina resenha sobre o livro “Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo”, que reúne artigos de pesquisadores da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi).

A resenha saiu hoje no Observatório de Imprensa, leia aqui.
O livro pode ser baixado aqui.

empresa jr na ufsc

Diversos cursos de Comunicação no país já contam com suas agências júniores, que são iniciativas com o claro propósito de aproximar ainda mais as atividades de formação acadêmica com as rotinas do mercado de trabalho. A partir de agora, o curso de Jornalismo da UFSC também terá sua agência: é a Comunica!, autointitulada “a primeira agência júnior de jornalismo de Santa Catarina”.

O evento de inauguração acontece hoje à noite, a partir das 18h30, no auditório do Centro Socio-Econômico (CSE-UFSC). Palestra com Mario Motta, que atua em rádio, TV, jornal e web no Grupo RBS.

Sucesso!
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deadline para eventos

Os eventos acontecem no segundo semestre, mas o prazo para mandar artigos para avaliação se esgota nos próximos meses.
Para não deixar pra última hora, anote aí:

1º Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana
3 a 6 de agosto – São Paulo, SP: USP
Deadline: 25 de abril
Mais informações: http://www.confibercom.org/congresso/pt/home

5º Simpósio Nacional da ABCiber
16 a 18 de novembro – Florianópolis, SC: Udesc e UFSC
Deadline: 30 de junho
Mais informações: http://abciber.org/index1024.html

 

 

 

 

 

 

ceni faz o centésimo gol

100 gols de um goleiro equivalem a 1000 de um atacante.
Sem mais…


(dica do também são-paulino Marcos Palacios)

 

tuitando do simpósio

Se você quer acompanhar à distância o 2º Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo do PosJor/UFSC, siga pelo twitter a hashtag #simposiopesqjor

 

 

transmissão ao vivo do simpósio

Se por alguma razão você não pode acompanhar a conferência de abertura do 2º Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo da Região Sul, que acontece hoje e amanhã aqui na UFSC, não se desespere.

Acompanhe a transmissão ao vivo da abertura.

simpósio de pesquisa em jornalismo começa hoje

Acontece hoje e amanhã aqui na UFSC em Florianópolis o 2º Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo, uma promoção do Mestrado em Jornalismo com apoio da Fapesc.

As inscrições serão feitas no local do evento, são gratuitas e rendem certificado para os participantes.

Veja programação:

Quinta, 24 de março
18h: ABERTURA: “A produção científica do Jornalismo na Comunicação”

  • Profª Drª Cláudia Quadros, pesquisadora do PPGCOM/UTP e diretora científica da SBPJor
  • Profª. Drª. Marialva Barbosa, pesquisadora do PPGCOM/UTP e diretora científica da Intercom
  • Prof. Dr. César Bolaño, presidente da Associação Latino-Americana de Investigadores em Comunicação (Alaic)

19h30: CONFERÊNCIA DE ABERTURA: “Inovação e renovação: chaves para a aprendizagem do jornalismo no século XXI”
Carlos Eduardo Cortés S., jornalista e pesquisador pela Rádio Nederland Training Centre (RNTC) – América Latina e pela Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano

Sexta, 25 de março
9h: PARTE 1 – “Questões teórico-metodológicas da pesquisa em Jornalismo”

  • Profª. Drª. Christa Berger, pesquisadora do PPG/Unisinos
  • Profª. Drª. Ana Carolina Escosteguy, pesquisadora do PPG/PUC-RS
  • Prof. Dr. Paulo Boni, pesquisador do PPGCOM/UEL
  • Profa. Rosa Maria Cardoso Dalla Costa, pesquisadora do PPGCOM/UFPR

12h-14h: Almoço

14h: PARTE 2 – “Questões teórico-metodológicas da pesquisa em Jornalismo”

  • Profª. Drª. Márcia Franz Amaral, pesquisadora do PPGCOM/UFSM
  • Profª Drª Nilda Jacks, pesquisadora do PPGCOM/ UFRGS
  • Profª Drª Doris Fagundes Haussen, pesquisadora do PPG/PUC-RS
  • Profª Drª Cláudia Quadros, pesquisadora do PPGCOM/UTP
  • Profª Drª Gislene da Silva, pesquisadora do POSJOR/UFSC

16h: Intervalo Café

16h30: Reunião dos coordenadores dos programas de pós-graduação
(atividade restrita)

18h: ENCERRAMENTO: “Desafios científicos institucionais e de investigação no campo do jornalismo”
Profª. Drª. Itania Gomes presidente da COMPÓS e pesquisadora na área de telejornalismo