crise nuclear, segredos e o direito à informação

Não sei nada de japonês, o idioma. Chego a trocar “arikatô” por “saionará”. Mas gostaria muito de saber a língua japonesa para acompanhar a cobertura da crise nuclear. Fico intrigado com o que vem sendo noticiado pelas agências internacionais e curiosíssimo para saber se o povo de lá anda satisfeito com o nível de informação.

A impressão que tenho daqui é que tem muita coisa debaixo do tapete. E, para administrar a crise, o governo vai soltando informes em doses homeopáticas, de maneira a saciar provisoriamente a sanha dos cidadãos e a histeria da comunidade internacional. Mas algo me diz que a coisa pode ser pior do que se aventa. Posso estar errado, devo estar, quero estar.

Veja abaixo a primeira página do Asahi Shimbun de ontem, 13. Nem sei dizer se ela é alarmante ou não. Por isso, recorri ao The Japan Times e ao Stars & Stripes, também editados em Tóquio. Em ambos, a tentativa é de oferecer alguma tranquilidade ao leitor, na medida em que deixa em aberto que o acidente na usina de Fusushima não é brincadeira. A equiparação com o caso Chernobyl já deveria ter provocado uma gritaria maior na comunidade global ou mesmo em organismos multilaterais. Mas até agora, nada.

Estará a mídia nipônica tendo acesso a todas as informações que seus públicos anseiam e necessitam? O governo tem sido transparente? Quanto do noticiário oferecido é confiável e suficiente?

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