Perspectivas para um jornalismo em transformação: uma palestra

Mailing Aula Inaugural

32 maneiras de trazer dinheiro ao jornalismo

A lista é oferecida por Miguel Carvajal com base em sugestões de seus alunos do Máster en Inovación en Periodismo, na Espanha. Útil para quem pretende sobreviver.

http://mip.umh.es/blog/2016/01/31/vias-ingresos-periodismo-monetizacion/

A chantagem de Cunha em 15 capas de jornais

Guarde essas primeiras páginas.
No futuro, elas podem se revelar um capítulo importante da história do país ou apenas mais um ato patético e desesperado.
A ver.

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Precisamos falar de crise no jornalismo

Em dezembro, vamos lançar em Florianópolis Questões para um Jornalismo em Crise (Ed.Insular), livro em que reúno treze perguntas incômodas para o presente e o futuro do jornalismo.

É irônico, mas as notícias não têm sido nada boas para o jornalismo. Queda nas tiragens dos meios impressos, redução de verbas publicitárias, demissões nas redações e até fechamento de jornais e revistas. Para piorar, os públicos têm dado sinais claros de desinteresse frente ao que a mídia tradicional oferece.

questoes para um jornalismo em crise

O diagnóstico é de crise e ela não se limita à indústria jornalística brasileira. Está em todas as partes. Diante desse quadro, empresas, gestores e jornalistas se dividem entre lamentos, desespero e busca de soluções. Nos meios acadêmicos, também existe muita apreensão. Nas próximas páginas, pesquisadores e profissionais arriscam perguntas que podem ajudar a encontrar respostas para um cenário tão complexo.

Se o jornalismo ainda tem um lugar importante em nossas vidas, o que poderá ser feito para que voltemos a ler boas manchetes sobre ele?

Mais sobre o livro aqui.

Liberdade de imprensa e liberdade de expressão

Screenshot 2015-09-10 10.36.51Mais informações: aqui

Jornalistas, esses apressadinhos…

Outro dia, num encontro do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), nosso grupo de pesquisa, o professor Francisco José Castilhos Karam falava de um movimento sobre o slow journalism. Na esteira do slow food e de outros esforços para desacelarar a vida, tem repórter combatendo a nossa-pressa-habitual-cotidiana-quase-invencível. Me lembrei de uma revista britânica que tem a mesma orientação, a Delayed Gratification.

Fizemos em tom de comédia, mas não é que tem mais gente achando que a nossa correria não leva a nada?

Vejam o que escreveu o Josh Spector: “ninguém liga mais para furos!”

Leiam mais aqui.

O mundo digital em 100 segundos

O Reuters Institute aponta algumas tendências da vida digital neste rápido e instigante vídeo:

Um estudo sobre consumo e públicos da mídia

Screenshot 2015-06-14 05.35.13Se tivéssemos no Brasil um Conselho de Comunicação Social de verdade, talvez pudéssemos sonhar com a elaboração de um estudo como o que a portuguesa Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) lançou recentemente.

A pesquisa analisa o consumo de notícias em plataformas digitais e as relações com seus públicos em Portugal e mais dez países, entre eles o próprio Brasil.

Baixe aqui.

O documento está em português, em PDF, tem 116 páginas e seu arquivo tem 5,5 Megabytes.

Espantando abutres

UnknownÉ preciso apurar os ouvidos para poder captar vozes dissonantes em meio ao coro. Por isso, a leitura de “La prensa ha muerto: viva la prensa!”, de Pascual Serrano, é tão interessante e necessária para esses tempos de desassossego jornalístico.

O jornalista valenciano oferece um punhado de razões para acreditar na sobrevivência do jornalismo, e como a tão propalada crise pode trazer em si muitas oportunidades de revisão de percurso. Não se trata de um rosário otimista e acrítico, mas de um volume que mantém a crença (e isso não é ruim) de que precisamos continuar a caminhar.

Para reforçar seu ponto de vista, Serrano destrincha as estruturas de funcionamento, os contextos de sobrevivência, as estratégias e os recursos (sempre limitados) de mais de uma dezena de meios que, diariamente, dão mostras de vigor e espírito: Le Monde Diplomatique, La Jornada, os já centenários La Jornada e The Nation, Brecha, IPS, junge Welt, Democracy Now! e o que o autor chama de um “boom español”.

Em linguagem clara, num tom que oscila entre o descritivo e o analítico, o livro traz diversos momentos de alento aos mais preocupados, e enfatiza as lições que a indústria do setor vem colhendo nas últimas décadas. Mais do que encher páginas e mais páginas de lamúrias, o momento é de buscar soluções, de reinventar procedimentos, de estabelecer um diálogo efetivo com os públicos e de descartar velhas fórmulas.

Modestamente, estou terminando de organizar um livro que também trata do tema. Questões para um jornalismo em crise é composto por treze capítulos que se dedicam a perguntas incômodas para nossos dias. Tratamos de jornalismo em dispositivos móveis, reportagem multimídia, crítica de mídia, das relações entre amadores e profissionais, das redes sociais, de uso de conteúdo gerado pelo usuário, de jornalismo pós-industrial, ensino e formação, entre outros aspectos. Os textos são assinados por jornalistas e pesquisadores do Mestrado e do Doutorado em Jornalismo da UFSC (Posjor), e o volume deve sair nos próximos meses pela Insular. Mais algumas vozes dissonantes que berram contra os abutres do jornalismo.

O fator confiança

Screenshot 2015-02-27 03.07.27A Ethical Journalism Network acaba de lançar um estudo com dados de 16 países sobre como jornalistas monitoram seus erros e os corrigem. O Brasil está no relatório, e a seção a ele dedicada é assinada pelo jornalista Marcelo Moreira, que já presidiu a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

No geral, o estudo é bastante genérico, mas de alguma forma contribui e estimula os debates sobre auto-regulação no setor, um tabu por essas bandas.

O diretor da rede, Aidan White, considerou surpreendentes os resultados da pesquisa que apontou – à exceção da Noruega, um modelo para a auto-regulação – que na grande maioria das vezes, jornalistas e editores se digladiam com controles legais, interferência política e corrupção. Um mundo nada fácil…

Organizada pelo próprio White, a publicação – intitulada The Trust Factor (O fator confiança) – tem 80 páginas, em inglês e formato PDF.

Para baixar o estudo (arquivo de 7 Mb), vá por aqui.

Violência contra jornalistas brasileiros, um dossiê

Screenshot 2015-02-09 02.40.07O título de um filme bastante conhecido poderia resumir 2014 para os profissionais da imprensa brasileira: O Ano Que Vivemos em Perigo.

Duvida? Então, dê uma olhada nesta pesquisa produzida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), recentemente divulgada. É para se preocupar…

O documento tem 52 páginas, está em formato PDF e tem menos de um mega de arquivo.

Baixe aqui!

Mais informações: aqui e aqui

Como veremos as notícias em 2020?

6a00e552985c0d883301bb07e755bc970d-500wiA BBC se arrisca em responder. Em “Future of News”, o conglomerado britânico apresenta uma visão de como as notícias vão se apresentar, como a tecnologia, as empresas e os profissionais funcionarão.

Programas de TV mais participativos, audiências mais ativas, publicidade como mecenato, Big Data nas redações e doses cavalares de jornalismo local estão entre as apostas da BBC.

Ficou curioso? Então, espie o futuro aqui.

reportagens e mudanças nas políticas públicas

Cartaz-Solano-3

a vitória de dilma nas capas dos jornais

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palestra sobre jornalismo de dados é hoje

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jornalismo guiado por dados: um evento

howardMais informações em www.posjor.ufsc.br

um clássico renovado

capa karamO professor Francisco José Castilhos Karam, um dos coordenadores do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) está lançando a 4ª edição revista e ampliada de “Jornalismo, Ética e Liberdade”.

Editado pela Summus, o livro foi publicado originalmente em 1997 e se tornou uma leitura obrigatória para pesquisadores, jornalistas e estudantes interessados nos dilemas éticos jornalísticos. Nesta reedição, a editora apresenta novo tratamento gráfico, capítulos completamente revistos e novas seções.

O autor leciona no Departamento de Jornalismo da UFSC desde 1984, já publicou “A ética jornalística e o interesse público” e atualmente é o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR).

(reproduzido de objETHOS)

comunicação em tempos de guerra

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Mais informações: https://www.facebook.com/events/832373793469797/

o que rola com o jornalismo agora?

Imagine uma ocasião em que se reúnem editores, gestores e publishers dos jornais The Telegraph, The Guardian, The Independent e The Times, e das revistas The Economist, Dazed Magazine, Private Eye e Vice para discutir não o futuro do jornalismo, mas o que está acontecendo como ele AGORA.

Este é o propósito do encontro “Forget the Future: What’s Happening in Journalism Now?”, promovido pelo Frontline Club na série de eventos Grapevine, que acontece no dia 11 de setembro, em Londres.

Para saber mais, acesse:
http://www.frontlineclub.com/forget-the-future-whats-happening-in-journalism-now/

 

última chamada para “os correspondentes”

A revista trilingüe Sobre Jornalismo/About Journalism/Sur Le Journalisme está com chamada aberta para artigos para uma edição cujo tema é “Os correspondentes: história, identidade e desafios contemporâneos”

A equipe editorial aceita submissões de resumos até o próximo dia 15 de setembro. Os textos devem ser encaminhados até 15 de janeiro de 2015.

Mais informações: aqui

ética na comunicação, um dossiê

 

cover_issue_148_pt_PTA revista Comunicação e Sociedade, publicada pela Universidade do Minho (Portugal), acaba de chegar à web com um dossiê sobre ética na comunicação.

Ajudei a editar o número com o professor Joaquim Fidalgo, e o sumário dá uma amostra da variedade e atualidade das pesquisas sobre o tema no amplo arco da área da comunicação:

  • Panorâmica da ética dos media no plano internacional  – Clifford G. Christians
  • Sem medo do futuro: ética do jornalismo, inovação e um apelo à flexibilidade – Jane B. Singer
  • Novos desafios para uma deontologia jornalística duradoura: o modelo de negócio dos media face às exigências éticas e à participação cidadã – Carlos Maciá-Barber
  • Entre verdade e respeito – por uma ética do cuidado no jornalismo – Carlos Camponês
  • Ética e teorias da comunicação: poder, interações e cultura participativa – Luis Mauro Sá Martino e Ângela Cristina Salgueiro Marques
  • O respeito pela privacidade começa na recolha de informação – Paulo Martins
  • Credibilidade das redes sociais online: aos olhos dos jornalistas profissionais finlandeses – Mohammad Ofiul Hasnat
  • A (não) regulação da blogosfera: a ética da discussão online – Elsa Costa e Silva
  • Preocupações éticas no jornalismo feito por não-jornalistas – Rogério Christofoletti
  • Para além da propaganda e da Internet: a ética do jornalismo – J. Paulo Serra
  • Agendamento em publicidade: compreender os dilemas éticos de um ponto de vista comunicativo – Marius-Adrian Hazaparu
  • A prioridade ética da retórica publicitária – Paulo Barroso

Editada em português e inglês, a revista pode ser acessada em:
http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/comsoc/issue/current/showToc

 

essa pressa…

Meio minuto depois que o jogo terminou, algum engraçadinho apertou o botão errado e entrou a seguinte capa no UOL, agora há pouco… Note que o jogo NÃO TEVE PÊNALTIS…

Screenshot 2014-07-01 03.37.36Depois, corrigiram…

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reportagem em quadrinhos!

A Copa do Mundo está na esquina. Quer saber além da escalação das seleções e dos detalhes dos jogos?

Então, confira a reportagem em quadrinhos Meninas em Jogo, de Andrea Dip e De Maio, para a Agência Pública: aqui.

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imprensa e judiciário, um evento

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siga o bapijor 2014

Se você não está em Viedma, a capital da província de Río Negro, na Argentina, e não pode acompanhar a terceira edição do Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), não perca um detalhe por aqui: www.facebook.com/bapijor2014

jornalistas e o netmundial

(publicado originalmente em objETHOS)

Como você pretende estar em 2039, daqui a 25 anos? Como estarão organizadas as nossas sociedades no planeta? De que maneira as pessoas vão se divertir, buscar informações, organizar-se e tomar decisões?
É difícil responder com precisão a cada uma dessas perguntas, mas há quem não só se preocupe com isso mas também queira ajudar a determinar cada uma dessas condições. Vinte e cinco anos é mais ou menos a duração de uma geração, o que sinaliza uma medida para nossas ocorrências. A World Wide Web está completando 25 anos em 2014 e já é possível observar algumas das muitas transformações humanas decorrentes desse evento. São mudanças na comunicabilidade humana, na nossa sociabilidade, na maneira como nos relacionamos com o conhecimento, a informação e os ambientes que habitamos. E um detalhe importante: não apenas assistimos a tais modificações como temos participado delas, fazendo escolhas, alterando hábitos, aderindo a protocolos, aceitando situações ou delegando poderes.
A web – é preciso reconhecer – tem características que muito a diferenciam de qualquer outro empreendimento humano coletivo na história. A rapidez de sua disseminação, o alcance e a profundidade das mudanças que vem provocando, tudo isso, reforça esse entendimento. Mas a web é um ambiente tão distinto dos demais mercados de mídia? Tim Wu, professor da Escola de Direito da Universidade de Columbia (EUA), resiste em responder a pergunta de uma forma definitiva. Em “Impérios da Comunicação: do telefone à internet, da AT&T ao Google”, o especialista analisa um século da evolução da indústria norte-americana e de como invenções como o telefone, o cinema, o rádio, a televisão e a internet se inseriram na vida social contemporânea de uma forma tão intensa, rentável e poderosa. Monopólios, oligopólios, roubos de patentes, cartelização, violações de direitos autorais e todo tipo de trapaça são listadas para mostrar como grandes conglomerados se formaram, como dominaram mercados inteiros e como se perpetuaram por décadas. Sob as barbas dos governos, em conjunção carnal com eles e a despeito de seus interesses contrariados. Com os gigantes Google e Facebook, a internet é diferente? Se formos pensar no poder que apenas esses dois impérios têm, veremos que eles ignoram fronteiras geográficas, linguísticas, sociais, financeiras, culturais. Que lançam mão de estratégias agressivas para se apossar de fatias generosas dos mercados consumidores, ao mesmo tempo em que buscam anular suas concorrências e ganhar os corações e mentes de seus clientes/usuários.

Terra de gigantes
Professor Wu, com a web é diferente? Assistiremos a um mercado mais equilibrado, não concentrado, aberto à concorrência? Ele reconhece que agora o público tem um poder muito maior do que já teve, mas só isso não basta. “Quando escolhemos as opções mais convenientes, cedemos coletivamente o controle às grandes empresas baseados numa série de pequenas escolhas cujas consequências mal levamos em conta. Nossos hábitos têm muito mais poder que as leis para moldar o mercado”, explica Tim Wu.
Eli Pariser, em “O filtro invisível: o que a internet está escondendo de você”, faz revelações assustadoras sobre como Facebook, Google, Amazon e outras tantas empresas da web se valem dos dados de seus usuários para criar um sistema de circulação de informações que retroalimenta infinitamente os seus ganhos e presenças no mercado. A tese do autor é simples: todo internauta oferece dados pessoas em sua navegação e esses traços ajudam a compor complexos perfis consumidores que serão consultados pelas maiores empresas do ramo. Quanto mais completo estiver o perfil desse usuário, mais condições as empresas terão de lhe oferecer produtos e serviços conforme seus gostos e hábitos. A publicidade dirigida se apoia no detalhamento das informações sobre o comportamento do consumidor, na relevância desses dados e na oferta de praticidade e conveniência. Que pessoa não quer receber ofertas que tenham a sua cara, ao invés das toneladas de anúncios para todos os públicos?
Pariser alerta que as grandes empresas hoje estão criando uma bolha de filtros invisíveis que fecham a web cada vez mais em torno do usuário. Se a ideia da rede era poder conectar uma pessoa a qualquer outra (mesmo desconhecida), agora cada internauta encontra apenas o que está buscando (ou o que acha que necessita). Os resultados de uma mesma busca no Google são distintos para duas pessoas. Graças a dispositivos informáticos, os sistemas “identificam” e “lembram” de suas pesquisas mais recentes, seus hábitos de navegação, suas características e oferecem os resultados mais próximos de sua conveniência ou raio de interesse. Pode parecer prático, mas também é nefasto, já que oculta parte que pode ser relevante dos resultados. O serviço – que antes se pensava ser desinteressado, técnico – revela-se sensível a influências mercadológicas, a fatores desconhecidos.
A cada operação na web, deixamos rastros e dados sobre quem somos, onde estamos, o que queremos. Imagine a imensa quantidade de dados que você oferece todos os dias com suas buscas no Google, com os e-mails que dispara do Gmail (ou qualquer serviço semelhante), com as curtidas que deu no Facebook, com as estrelinhas que deu para os livros que comprou na Amazon, com as notas que deu ao vendedor do Mercado Livre, entre outras ações. Se existe um mercado customizado de produtos como roupas ou livros, como evitar que haja também algo parecido com o seu noticiário?

Moldando o futuro
Quando se trata de informação jornalística, o assunto fica mais sério. Afinal, este é um tipo de produto que ajuda o cidadão comum não apenas a se atualizar sobre o que acontece na sua comunidade como também permite que ele compreenda como funciona aquele ecossistema e tome decisões sobre os rumos dele. Isto é, o noticiário ajuda a entender o que está se passando e o que se pode fazer para mudar as coisas. Por isso, discutir o futuro imediato das sociedades é também pensar sobre as nossas próximas decisões políticas, tecnológicas e culturais. E isso não se posterga.
No mesmo ano em que a web completa o seu primeiro quarto de século, acontece em São Paulo o Encontro Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet, oNetMundial. O evento é uma oportunidade para reunir empresas, governos, organizações e usuários do planeta inteiro para definir políticas para a web, de maneira a poder moldar boa parte de seu perfil num futuro próximo. Marcado para os dias 23 e 24 de abril, o NetMundial vai colocar nas mesmas mesas gente como governantes mundiais e gênios da computação, internautas e ativistas, empreendedores e investidores. Um documento de base foi elaborado a partir de consultas públicas, e chegou a receber mais de 180 contribuições de quase cinquenta países. É este documento – veja aqui – que vai orientar os debates para a definição de princípios de governança da internet e um roteiro de evolução futura dessas bases.
Estão em pauta temas como liberdade de expressão e de informação, acessibilidade, privacidade, diversidades cultural e linguística; segurança e estabilidade da internet, arquitetura aberta e distribuída, inovação e criatividade; governança aberta e participativa, transparência e confiabilidade; colaboração, inclusão e igualdade; agilidade e padrões abertos. São aspectos importantes para definir limites, contrapartidas, responsabilidades, deveres e direitos de usuários, empresas, governos e demais interessados. Não é pouca coisa e interessa a todo o mundo, todos os usuários de internet e principalmente aos jornalistas.
Por quê?
Porque um encontro como este ajuda a decidir como pode funcionar a web e para onde ela vai se orientar nos anos seguintes. Porque as escolhas que surgirem do NetMundial e que forem implementadas vão ajudar a desenhar os mercados de informação e comunicação onde o jornalismo se insere. Porque as definições de público, usuário, cliente ou consumidor de informação estão mudando e se fundindo, e os jornalistas precisam saber para quem estarão trabalhando. Porque a web é o grande terreno onde novas relações estão sendo engendradas entre jornalistas e audiências, a exemplo de participação ativa e colaboração. Porque uma rede mundial de computadores em contínua mutação e aprimoramento requer melhores serviços de informação (entre os quais a jornalística). Porque novos parâmetros éticos e novos valores podem surgir a partir das emergentes relações entre os diversos grupos envolvidos nos processos comunicativos on line. Por essas razões e outras mais, os jornalistas devem estar atentos ao NetMundial. Se ficarem míopes diante de um acontecimento como este, não vão perder apenas boas notícias. Vão perder também a oportunidade de participar dos debates e das decisões que afetam inexoravelmente a sua profissão e seu campo de atuação.
Volto a perguntar: Como você pretende estar daqui a 25 anos? Como estarão organizadas as nossas sociedades no planeta? De que maneira as pessoas vão se divertir, buscar informações, organizar-se e tomar decisões? O NetMundial não resolve todas essas questões, mas certamente nos motiva a pensar em possíveis respostas.

Referências
PARISER, Eli. O filtro invisível: o que a internet está escondendo de você. RJ: Jorge Zahar, 2012.
WU, Tim. Impérios da Comunicação: do telefone à internet, da AT&T ao Google. RJ: Jorge Zahar, 2012.

3º bapijor acontece na argentina esta semana

Screenshot 2014-04-21 06.34.43Em 2011 e 2012, a UFSC sediou o Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação Jornalística (Bapijor). Foram duas experiências muito ricas para pesquisadores e profissionais, professores e estudantes que acompanharam debates e trocas de experiências. O evento foi gestado no Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) por mim e pelo professor Francisco José Castilhos Karam. O amigo Samuel Lima, à época como visitante na UFSC, também participou da concepção, organização e realização dos dois primeiros capítulos dessa história. Juntos, editamos dois livros: “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras” e “Reportagem, Pesquisa e Investigação”.

O terceiro episódio acontece nesta semana – nos dias 24 e 25 de abril – na entrada da Patagônia, na centenária cidade de Viedma, capital da província de Río Negro, Argentina. Quem lidera os movimentos é a professora Lila Luchessi, que escolheu como tema do evento Periodismo y Sociedad. El rol del periodismo en la sociedad del conocimiento. A programação pode ser conferida aqui.

O professor Francisco José Karam participa do painel “Prosumidores: cuando la audiencia hace periodismo” e me incumbiram de fazer a conferência de encerramento, onde devo tratar de ética jornalística, novas tecnologias e novos atores no ecossistema de comunicação.

Entre os brasileiros, participam ainda Daniela Arbex (Tribuna de Minas), Marcelo Soares (Folha de S. Paulo) e Ariel Palacios (Estado de S. Paulo/Globo News). Entre os convidados argentinos, estão Martín Becerra (Conicet/Universidad Nacional de Quilmes), Lila Luchessi (Universidad Nacional de Río Negro) , Guillermo Mastrini (Quilmes e Universidad de Buenos Aires), Fernando Irigaray (Universidad de Rosário), Adriana Amado (Universidad de La Matanza), além dos jornalistas Santiago Rey (ANB), Guillermo Berto (Diário de Río Negro), Gastón Roitiberg (La Nación), Juan Gorosito (Diario Noticias de La Costa) e Josefina Licitra (revista Orsai).

Mais informações em: http://bapijor.unrn.edu.ar

quem pode ser jornalista?

A resposta polêmica e incômoda de Jean-François Fogel é “qualquer um”. Pois quem decide é o público!

A declaração foi dada num evento recente no México e arrepiou a nuca de muita gente. Para um bom resumo da abordagem de Fogel, leia “No ambiente da nova mídia, o público decide quem é jornalista”, artigo de James Breiner.

Para ouvir as palavras do próprio Fogel, assista ao videozinho abaixo:

Você concorda?