regulação de mídia no reino unido

Screenshot 2012-12-03 10.55.06Os britânicos levam a mídia muito a sério. Eles têm órgãos fortes que atuam nesse campo, têm regras rígidas e um sistema de comunicações que compreende a dimensão dos cidadãos na equação comunicativa. Mesmo com tudo isso acontecem algumas barbaridades por lá, e o caso mais evidente é o escândalo dos grampos do News of the World.

Recentemente, foi lançado um amplo relatório – com quase 2 mil páginas! – tratando de questões relativas à cultura, à sociedade, à política, à ética e aos meios de informação.

O aspecto mais forte é que há um entendimento de que a mídia precisa de uma nova regulação nas terras da rainha…

Você pode ler o Leveson Inquiry aqui, mas se quiser uma mãozinha, The Guardian te dá: veja um sumário visual do documento…

Já pensou um negócio desses por aqui?

crimes contra jornalistas na ditadura

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internet faz mal pra saúde?

O infográfico do Insurance dá pistas para responder…

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(dica de Clases de Periodismo)

ataques em sc: o pior já passou?

Enquanto você pensa na resposta, que tal olhar pras capas dos principais jornais nesses dias em que o crime fez o governo, a imprensa e a população de gato e sapato…

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acabou…

 

A última primeira página do Jornal da Tarde…

assange promete mais uma…

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, anunciou que deve lançar no próximo mês o livro Cypherpunks: Freedom and the Future, em que manifesta – junto com Jacob Appelbaum, Jérémie Zimmermann e Andy Müller-Maguhn, entre outros ativistas da internet – suas preocupações sobre o controle e o futuro da internet.

Vem aí mais uma bomba do australiano de cabelos prateados…

para hackers e para jornalistas

Ficou interessado? Inscreva-se aqui.

mudanças no mundo do trabalho dos jornalistas

O Centro de Pesquisa Comunicação e Trabalho (CPCT) realizará o Ciclo de Seminários As Mudanças no Mundo do Trabalho dos Jornalistas para divulgar os resultados da pesquisa O perfil do jornalista e os discursos sobre o jornalismo. Um estudo das mudanças no mundo do trabalho do jornalista profissional em São Paulo, realizada entre 2009 e 2012 com apoio da FAPESP. Este Ciclo de Seminários propõe-se a discutir sobre o perfil dos jornalistas a partir do ponto de vista do profissional sobre o seu trabalho. Os dados sobre o perfil e as falas dos jornalistas profissionais foram coletados durante o desenvolvimento do projeto.

A pesquisa realizou o estudo proposto a partir do binômio comunicação e trabalho, o qual mobiliza o ponto de vista da atividade humana (ergológica) para entender as práticas profissionais no contexto da fusão de mídias e de relações de trabalho cada vez mais precárias. O projeto abordou o objeto empírico – amostra de jornalistas profissionais em São Paulo – a partir de métodos quantitativos e qualitativos, e os dados foram analisados por meio da Análise do Discurso.

Obtém-se como resultado um mapa do perfil do profissional de jornalismo e o ponto de vista deste profissional sobre seu trabalho, para que se possa entender qual o compromisso dele com o direito à informação, bem como poder traçar caminhos mais profícuos para a sua formação universitária. Neste Ciclo serão apresentados o desenvolvimento e os resultados da pesquisa, além de contar com a participação do jornalista Luciano Martins Costa no dia 08/10 e dos Professores Rogério Christofoletti (no dia 18/10) e Jacques Mick no dia 23. Nos três dias o evento contará com a presença dos professores Roseli Fígaro (ECA/USP, coordenadora do CPCT e da pesquisa), Maria Aparecida Baccega (vice-coordenadora do CPCT, ECA/USP e ESPM) e José Coelho Sobrinho (ECA/USP). Veja a programação completa:

Seminário O Mundo do Trabalho dos Jornalistas

Coordenadora:

Roseli Fígaro Profa. Livre-docente do Departamento de Comunicações e Artes da ECA/USP, coordenadora do CPCT.

Convidados:

Luciano Martins Costa: 8/10 (segunda-feira) no Centro Universitário Maria Antonia USP (Rua Maria Antonia, 258 e 294, Vila Buarque), SP

Rogério Christofoletti: 18/10 (quinta-feira) na ECA/USP – Auditório Lupe Cotrim (Av.Prof. Lucio Martins Rodrigues, 443, 2ºandar)

Jacques Mick: 23/10 (terça-feira) na ECA/USP – Auditório Lupe Cotrim (Av.Prof. Lucio Martins Rodrigues, 443, 2ºandar)

Debatedores (presentes a todos os eventos):

Maria Aparecida Baccega – Profa. Livre-docente, vice-coordenadora do CPCT da ECA-USP e orientadora no Programa de Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM.

José Coelho Sobrinho (Prof. Titular e chefe do Depto de Jornalismo e Editoração da ECA-USP).

Inscrições: grátis. Enviar e-mail para comunicacaoetrabalho@gmail.com com nome completo, contato e instituição/vínculo até a véspera do evento.

(reproduzido do site do grupo de pesquisa)

as entrevistas de assange em português

O jornalista e blogueiro Dauro Veras, em parceria com a Agência Pública, está publicando em seu DVeras em Rede a série O Mundo Amanhã, de 12 entrevistas em vídeo realizadas pelo fundador do WikiLeaks, Julian Assange. A série traz entrevistas com grandes nomes da política, cultura e pensamento para o canal de televisão russo RT. Cada capítulo tem cerca de meia hora de duração e será publicado pela primeira vez no Brasil com legendas em português no blog do Dauro às 18h das quartas-feiras. Aliás, começou ontem com o líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah.

Vá conferir!

poder, midiatização e transformações

Acaba de ser lançado um livro que merece a atenção daqueles que se interessam por política e pelas muitas mudanças pelas quais ela vem passando por conta de novas mídias e das reconfigurações no espaço público. “Transformações da midiatização presidencial: corpos, relatos, negociações, resistências” é organizado por Antonio Fausto Neto, Jean Mouchon e Eliseo Verón e traz textos de evento promovido pelo Centro Internacional de Semiótica e Comunicação (Ciseco) em Alagoas em 2009.

Em cena, autores como Marc Abélès, Oscar Traversa, Mario Carlón e Beatriz Quiñones Cely, entre outros, além de uma interessantíssima entrevista de Umberto Eco a Eliseo Verón.

Também em cena Dilma Rousseff, Cristina Kirschner, Michelle Bachelet, Sarkozy, Zapatero, Evo Morales, Berlusconi, Barack Obama…

hoje começa o pentálogo

João Pessoa sedia a partir de amanhã, 17, e até a próxima sexta, 21, a terceira edição do Pentálogo, um evento promovido pelo Centro Internacional de Semiótica e Comunicação (Ciseco). O encontro tem como tema “Internet: viagens no espaço e no tempo”, e sua programação é muitíssimo tentadora para quem se interessa por aspectos culturais, econômicos, políticos e sociais da web.

Estarei lá, a convite de Antonio Fausto Neto, e devo apresentar parte do que venho pesquisando sobre os pontos de contato entre as éticas dos jornalistas e dos hackers. Mas o Pentálogo vai muito além disso. Veja a programação:


17/09 – As redes na história da midiatização

9h: Una nueva etapa de convergencia entre dispositivos, naturaleza y cultura

Mario Carlon – Universidade de Buenos Aires (Argentina)

11h: Redes, Marginálias e Zeitgeist: os comentários de leitores na constituição da memória do tempo presente

Marcos Palácios – Universidade Federal da Bahia (Brasil)

14h30: Los 10.000 dias que estremecieron el mundo. Redes, interfaces e hipermediaciones

Carlos Scolari – Universidade Pompeu Fabra (Espanha)

16h30: Dimensiones de la semiosis, redes y modalidades de acceso: Internet en perspectiva histórica

Eliseo Verón – Universidade de San Andrés (Argentina)


18/09 – Internet, sociedade civil e atores individuais

8h30: Narcomundo y nuevos medios: de la impresión a la expresión

Beatriz Quiñones – Universidade Nacional de Colombia (Colômbia)

10h30: De hackers a curadores – competencias estéticas en la era de la sobre/información

Cecília Sluga e Lucas Worcel – Consultores em Comunicação (Argentina)

14h: Web y alimentación: acerca de la publicidad destinada a los niños

Oscar Traversa – Instituto Universitário Nacional da Arte (Argentina)

15h45: Cultura e Média Digitais. Elegias e Ditirambos

Antonio Fidalgo – Universidade Beira do Interior (Portugal)

17h15: El periodismo en internet: acerca del lenguaje en la pantalla

Silvia Ramirez Gelbes – Universidad de Buenos Aires (Argentina)


19/09 – MANHÃ e TARDE – DIA DO COLÓQUIO SEMIÓTICA DAS MÍDIAS

19h: CONFERÊNCIA MAGISTRAL

Internet, globalisation, politique: une perspective anthropologique

Marc Abèlés – Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (França)


20/09 – Internet e política

8h30: A multidão e a economia política da Máquina de Turing: biolutas, mais valia de rede e o governo do comum

Henrique Antoun – Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)

10h30: A participação dos cidadãos nos sítios Web dos partidos políticos: o caso português

Paulo Serra – Universidade Beira do Interior (Portugal)

14h: Mediatización y protesta social

Sandra Valdettaro – Universidade Nacional de Rosário (Argentina)

16h: Jornalistas, hackers e novas políticas de valores

Rogério Christofoletti – Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil)


21/09 – Internet e economia

8h30: O socius eletrônico

Muniz Sodré – Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)

10h30: Complejidad polifónica y politemporal de rumores con efecto económico en foros financieros de Internet

Manuel Libenson – Universidade de Buenos Aires (Argentina)

14h: Internet y procesos discursivos en las finanzas individuales

Sergio Ramos – Universidade de Buenos Aires (Argentina)

16h: Impacto da digitalização na televisão e no cinema

Guido Lemos de Souza Filho – Universidade Federal da Paraíba (Brasil)

17h30: SÍNTESE FINAL (O horário dessa sessão poderá ser antecipado)

Antônio Fausto Neto, Antônio Heberlê Oliveira, Eliseo Verón, Giovandro Ferreira, Paulo César Castro e Sandra Moura

liberdade digital no brasil

A ONG Artigo 19 produziu um relatório sobre a liberdade digital no Brasil. O relatório aborda questões como censura online, projetos em gestação no Poder Legislativo, acesso a serviços de banda larga, entre outras questões. O documento analisa o contexto nacional e o compara ao cenário internacional, imperdível para quem estuda, pesquisa, atua na web ou se interessa por ela.

São 50 páginas, em formato PDF, com 1,7 mega de arquivo e em português. Baixe aqui.

ponto negativo para o alfa positivo

Se você tem um Alfa, o leitor de livros eletrônicos da Positivo, e ele der problema, esqueça de tentar resolver com a própria empresa. Você vai se incomodar, como eu, e não terá a solução esperada.

Em junho de 2011, ganhei um Alfa de presente e passei a usar com bastante frequência no trabalho e nas horas de lazer. Na verdade, cheguei a alterar alguns hábitos de consumo de livros por conta da comodidade, da praticidade e do conforto do aparelho. Embora tivesse algumas limitações – sobretudo no contraste entre o texto e a tela -, o meu Alfa funcionava não só como meu livro de ocasião – aquele que a gente leva para todo lugar -, mas também como biblioteca – eu tinha mais de 150 títulos ali armazenados.

Tudo ia bem até que, no final de junho passado, de repente, meu aparelho não respondia aos toques na tela sensível e meus livros não estavam mais visíveis. Entrei em contato imediatamente com a Positivo Informática, solicitando assistências autorizadas. Eu queria que um técnico especializado fizesse um diagnóstico e um orçamento para o reparo. Todos os meus contatos foram por e-mail, e minhas mensagens eram respondidas logo nos dias seguintes aos meus chamados.

Em 24/06, a Central de Relacionamento Positivo me indicou uma assistência técnica no centro de Florianópolis. Fui atrás e deixei meu aparelho para uma análise. Dias depois, o diagnóstico foi econômico e impreciso: “não compensa fazer o conserto”. Em 13 de julho, solicitei novamente à Positivo o endereço de uma autorizada, eu queria uma segunda opinião, afinal não me conformava em ter um aparelho que só durasse um ano!. No dia 24, tive o novo endereço, e novamente fui atrás. Qual não foi minha surpresa quando lá fui informado que a assistência estava deixando a Positivo: “Estou surpreso que eles tenham nos indicado. Estamos nos descredenciando da empresa, não ficamos com mais nenhum produto da Positivo”, me disse o atendente.

No dia 25, acionei mais uma vez a empresa, pedindo instruções de como agir. No dia 26, a Central de Relacionamento Positivo me deu duas novas referências, mas numa outra cidade, ao lado da minha. Eu precisaria me deslocar algumas dezenas de quilômetros para fazer um diagnóstico de meu aparelho. Fui à primeira autorizada e lá me informaram que o atendimento era exclusivamente corporativo, isto é, só atendiam a empresas e não pessoas físicas. Na segunda assistência, a atendente me respondeu: “Ah, esse aparelho aqui a gente não pega não. Ele é recolhido pelo próprio fabricante para eventuais consertos…”.

No dia 8 de agosto, cansado, decepcionado e indignado, escrevi à Central de Relacionamento Positivo que estava desistindo de tentar consertar um aparelho que só funcionara por treze meses e cujo fabricante não me garante ao menos uma rede confiável de assistência técnica. Até agora não tive uma linha de resposta, nenhuma justificativa, nada.

Se eu tivesse importado um Kindle, teria tido tantos problemas? O senso comum nos faz crer que investir em produtos nacionais facilitaria o conserto, uma orientação ou algo do tipo. Que nada! Com o meu Alfa Positivo, não foi assim. Se alguém me pedisse uma recomendação do produto ou da empresa, claro que eu não recomendaria!

ATUALIZAÇÃO DE 17/09/2012: Felizmente, a situação foi bem resolvida pela empresa, conforme você pode conferir aqui: http://wp.me/p4HHl-26l

ficção televisiva em seminário

Uma oportunidade…

quem está a fim de pagar?

Em meus tempos de universitário, no final das festas, quase sempre havia um coro de canções de Raul Seixas. A maior parte delas era bem deprê, mas bastava uma para espantar a tristeza que anunciava a dosagem alcoólica geral e previa o final da farra: “Aluga-se!”. O refrão é contagiante: “Nós não vamo pagar nada. Nós não vamo pagar nada. Agora é free! Tá na hora, agora é free!…”

Passadas décadas daquilo tudo, nesta manhã preguiçosa de domingo, tropeço numa entrevista na versão online da Folha de S.Paulo que me fez cantarolar novamente a canção. Na matéria, Raul Juste Lores dá voz a um “guru da indústria jornalística”, o norte-americano Ken Doctor, para quem o público está disposto a pagar por conteúdos online. É claro que a fala de Doctor é muitíssimo conveniente para a Folha, que defende a cobrança. É claro também que essa discussão não é nova, já que nasceum um segundo após o nascimento da internet, antes mesmo de cortarem o seu cordão umbilical. Afinal, quem vai pagar pelos custos de se produzir notícia e entretenimento de qualidade?

Não vou entrar nessa discussão agora. Só quero chamar a atenção para o lugar de fala desses personagens. Doctor dá consultoria a grupos de mídia, e um papel importante nesse trabalho é fomentar opiniões que ajudem a aumentar o entusiasmo (e os lucros) dessa indústria. A Folha de S.Paulo está diretamente interessada que o público se convença de que quer pagar mesmo para acessar textos e outros conteúdos. Chris Anderson, conhecido por livros como “The Long Tail” e “Free!”, colocou mais lenha na fogueira, anos atrás, falando sobre gratuidade e conteúdos premium. Curioso é que seu livro sobre o fenômeno do grátis não foi oferecido ao leitor na faixa…

Parte do prestígio de Doctor é o seu “Newsonomics”, em que dita tendências da indústria da mídia. São elas:

  • Diante de tanto conteúdo oferecido e em disputa por atenção, você é o seu próprio editor
  • Cerca de uma dúzia de grandes conglomerados de mídia dominará o mercado
  • O aspecto local conta cada vez mais
  • “O Velho Mundo das notícias acabou – vamos aceitar isso”
  • Uma grande quantidade de intermediários foi eliminada, e quem hoje reúne e oferece os melhores conteúdos, sai na frente
  • As empresas de notícias estão, cada vez mais, usando conteúdos de amadores, e os misturando aos produzidos por profissionais
  • Repórteres se tornam blogueiros, e vice-versa
  • Empresas da mídia estão investindo mais e mais em especialização e nos nichos de consumo
  • Não existe mais a disputa homem versus máquina. Cada um desses elementos auxilia na equação. É preciso tirar o melhor deles para fazer os negócios prosperarem
  • Jornalismo se aproxima e se aproveita do marketing, e vice-versa
  • Jornalistas precisam se esforçar mais ainda (se especializar, se reinventar) para manter seus empregos
  • Não se deve apenas olhar para o cenário de crise. Este mesmo cenário mostra lacunas que podem ser exploradas e se tornar grandes oportunidades

Algumas dessas tendências parecem se aplicar a muitos mercados e realidades, inclusive o brasileiro. Outras, nem tanto.

A posição de Doctor na entrevista à Folha, essa de pagar por conteúdos, carece de mais pesquisa e comprovação nas praças brasileiras. Nos fóruns por onde passo, não vejo essa disponibilidade toda apontada por Ken Doctor. Nos blogs, isso não está evidente. Nem nas redes sociais, vigora tanto entusiasmo.

Estarei exagerando ou falando alguma besteira de graça? Toca Raul!

um plano de proteção para os jornalistas

(reproduzo notícia do Comunique-se)

Para combater a impunidade e melhorar a segurança dos jornalistas, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura  (Unesco) desenvolveu umPlano de Ação para proteger os profissionais. Comentários e sugestões para agregarem o trabalho podem ser apresentados até 31 de agosto. A ONU também trabalhará com recursos de seu próprio sistema que incentiva a conscientização.

O projeto terá regras internacionais existentes, desenvolvimento de legislação apropriada e dispositivos institucionais de segurança. Além disso, terá promoção de boas práticas entre os Estados para combater a impunidade, mecanismos preventivos e políticas com abordagens baseadas no gênero.  As ações serão implementadas e melhoradas a partir do trabalho que for desenvolvido.

democratizar a mídia: qual o seu papel?

nada de crise nos jornais

Vamos continuar com a campanha para espantar abutres!
Foram divulgados novos dados que mostram que a propalada crise dos impressos não chegou às nossas praias. Como diz o Joelmir Beting, “o fim do mundo foi adiado mais uma vez”.

Veja o que diz a matéria do Comunique-se:

Os primeiros seis meses deste ano marcaram bons números para o impresso, que teve crescimento médio de 2,3%. A afirmação é do Instituto Verificador de Circulação (IVC), órgão responsável pela auditoria de jornais e revistas no país.

De acordo com os dados, o aumento é resultado das vendas, em especial dos jornais com preço de capa entre 1 e 2 reais, que avançou 2,8%. “O bom desempenho dos jornais com esse preço é um movimento bastante importante. Este grupo inclui os principais títulos de alguns mercados regionais. No ano passado, já era perceptível um fortalecimento que se intensificou neste primeiro semestre”, explicou o presidente executivo do IVC, Pedro Martins Silva.

Veículos com custo por exemplar acima de 2 reais tiveram alta de 2,3% e o grupo de jornais vendidos por até 99 centavos teve elevação de 1,8%. Neste período, a média diária de circulação brasileira foi de 4.543.755 exemplares, o que marca novo recorde histórico para a auditoria da entidade.

o futuro do jornalismo em 46 páginas

Chega à rede e pode ser baixado gratuitamente o sétimo número de Cuadernos de Comunicación, editado pela Evoca: El futuro del periodismo , com textos de Gumersindo Lafuente, Ramón Salaverría, Chiqui Esteban, Silvia Cobo, Juan Luis Sánchez, Ismael Nafría e Pepe Cervera.

Vá espiar o futuro, vá!

continua o inferno astral de assange

A Suprema Corte Britânica aprovou hoje cedo a extradição de Julian Assange para a Suécia, onde deve responder por acusações de crimes sexuais. O rosto mais conhecido do WikiLeaks vem enfrentando meio mundo desde que o site virou de pernas para o ar a diplomacia norte-americana e contrariou os interesses de outras grandes nações. Assange está em prisão domiciliar há mais de 500 dias e vem produzindo uma série de entrevistas televisivas com pensadores, políticos e ativistas. Os programas estão disponíveis na internet, inclusive com versões em espanhol, árabe e russo.

Num dos episódios, Assange conversa com o presidente do Equador, Rafael Correa, e lá pelos 10 minutos da entrevista, é citado o livro WikiMediaLeaks, dos amigos Martín Becerra e Sebastián Lacunza, pesquisador e jornalista argentinos que participaram do nosso Bapijor em 2011. Quando você é citado por um presidente da república numa entrevista transmitida mundialmente, não há como negar que seu trabalho esteja sendo reconhecido…

o que fazer: clicar ou salvar?

Em 1993, o fotógrafo sul-africano Kevin Carter capturou uma cena que alarmou o mundo e causou muita polêmica: uma criança famélica agonizava no chão sendo espreitada por um abutre. A foto feita no Sudão era uma denúncia gritante da fome nos países pobres da África, mas o retrato revelou muito mais. Fez com que jornalistas e autoridades discutissem os limites éticos dos repórteres fotográficos: no caso da criança sudanesa, Carter deveria registrar a cena ou espantar um virtual predador?

Passados quase vinte anos, o tema poderia ser rediscutido a partir dos registros que um homem fez de sua mulher sendo atacada por guepardos num parque safári na África do Sul. Archbald D’Mello alega não ter percebido que os felinos atacavam a esposa, que estava justamente no local celebrando seu aniversário de 60 anos.

Tudo bem que os casos são bem distintos. Uma turista idosa e uma criança descansando antes de chegar a um centro de donativos são “objetos” diferentes. Carter era repórter fotográfico, D’Mello uma testemunha. Mas pergunto: o que há de semelhante e coincidente entre os casos? Quem está por trás da câmera deve ter a mesma reação diante do perigo? O que poderia justificar a opção por clicar a cena em vez de tentar um salvamento? É legítimo falar em interesse público nos dois casos?

O que você pensa disso? Deixe o seu comentário.

Essas perguntas martelam minha cabeça nesta manhã ensolarada de domingo.

uai! cadê a crise que tava aqui?

A despeito dos abutres de plantão, o segmento de revistas cresceu no Brasil no ano passado. Não foi quase nada, mas pelo menos não caiu, né? Veja a matéria de Priscila Fonseca para o Comunique-se!

Nesta terça-feira, 13, o Instituto Verificador de Circulação (IVC) divulgou os dados referentes à circulação de revistas no País durante o ano passado. Segundo os dados apresentados, esse tipo de publicação teve crescimento de 0,3% – comparando 2011 com 2010.
O IVC informa que as revistas mensais foram as que mais contribuíram para o resultado final, que registrou a “leve alta”. Os veículos publicados uma vez por mês tiveram aumento de 1,4% na circulação média. O formato – edição nova a cada 30 dias – é o mais comum no Brasil, com  154 títulos auditados pelo instituto.
Ao contrário das publicações mensais, o IVC divulga que as revistas de periodicidade semanal e quinzenal registraram, respectivamente, queda de 1,5% e 8,4% na circulação média. A segmentação por modelo de distribuição aumentou 1,6% na venda por assinatura, mas caiu 1,2% no avulso.
Apesar de alguns dos itens analisados terem fechado 2011 em declínio, o IVC considera que o resultado das revistas durante o ano passado foi positivo. A entidade avalia que o mercado de publicação impressa está movimentado. “O balanço também indica que o mercado vive momento bastante dinâmico, com surgimento de novos títulos e descontinuidade de outros já existentes”, diz o instituto.
Outro dado que contribui para a análise do IVC é a previsão de que muitas empresas de comunicação já acordaram em submeter as edições digitais das revistas para a auditoria, o que pode resultar no crescimento da circulação no fim de 2012. Sobre a digitalização dos veículos, a entidade entende que muitos editores “buscam explorar múltiplas possibilidade de segmentação do mercado ao leitor”.

desconecte-se! um pouco…

Não adianta negar! Você é um cara comum: tem perfis em algumas redes sociais, passa por sites e portais diariamente, participa de umas listas eletrônicas, tem mais de um endereço de e-mail e checa suas caixas postais com frequência. Vez ou outra deixa comentários em blogs, cutuca um amigo no Facebook, compartilha um arquivo de áudio, baixa o último episódio da sua série favorita, e retuíta uma mensagem engraçadinha que recebeu. Faz isso tudo ao mesmo tempo, no meio do ambiente do trabalho ou mesmo enquanto estuda para a prova de amanhã. Você não diz uma palavra, mas está em contato com dezenas de pessoas, “conversando” com elas simultaneamente. Não está fazendo uma, mas várias operações ao mesmo tempo, e isso te dá aquela sensação de onipresença, versatilidade e produtividade.

Não adianta negar! Se você fica mais de oito horas por dia plugado na web, sabe do que estou falando. Você faz isso também. “Todo o mundo faz!”, pode até argumentar. Isso não quer dizer que seja o certo, o normal, o natural, dirá o escritor William Powers, autor de “O BlackBerry de Hamlet”, um best-seller no ano passado nos Estados Unidos e lançado por aqui recentemente.

A tese central de Powers é que precisamos desconectar pelo menos um pouco. Jornalista aficionado por tecnologia e colunista da área em importantes veículos norte-americanos, ele teria razões de sobrar de dizer justamente o contrário. Já fez isso, mas alterou drasticamente seu comportamento e, neste livro, chama a atenção do leitor dos perigos da “ultraconexão”. Sim, Powers nada contra a corrente. Talvez sozinho…

A questão que ele coloca é que estamos muitíssimos mergulhados nas telas (do desktop, do notebook, do tablet, do smartphone…), que consumimos um tempo infinito administrando nossas vidas online e que isso tem repercussões negativas. Segundo Powers, é falsa, então, a sensação de que estamos mais produtivos, que o comportamento multi-tarefa é sinal de versatilidade e que somos tão populares e aceitos quanto nos mostram as redes sociais. O raciocínio é que, mediados pelas muitas telas, construímos e alimentamos relacionamentos breves, frágeis, superficiais; que nossa vida se apequena diante das telas (ao invés do contrário); que priorizamos a vida virtual compartilhada em detrimento de vivências interiores mais intensas e profundas.

Ainda está aí? Imagino que alguns leitores já torceram o nariz e abandonaram o post. Sim, você pode discordar totalmente de William Powers, mas não pode ignorar os argumentos ou os fatos que ele apresenta. De forma esperta, você pode até aproveitar para refletir sobre a sua situação particular à frente das telas, e – quem sabe? – mudar algum hábito (ou não). Você verá que ele tem razão em muitos aspectos…

Powers não pede nem espera que você se desconecte por completo. Nem ele fez isso! “O BlackBerry de Hamlet” não é desses livros que ditam-regras tão somente. O autor parte de sua experiência pessoal para pensar em voz alta sobre como as coisas podem não estar bem. A chave parece passar pela moderação, uso racional e equilíbrio.

Escrito com leveza e bom humor, o livro merece atenção em tempos de pensamento único e deslumbrado pela tecnologia. Sai da frente desta tela e se conecte no livro de Powers…

orgulho e preconceito

Duas notícias recentes expõem com clareza como, de alguma maneira, o brasileiro se posiciona com relação ao seu país e a sua própria condição de brasileiro. As notícias parecem não ter nenhuma relação entre si, mas têm sim. Uma delas é o anúncio de que serão devolvidas ao Canadá as 40 toneladas de lixo que foram encontradas em contêineres no Porto de Itajaí. A carga foi “importada” por uma empresa local, que mentiu nos documentos fiscais dizendo ser polietileno. O golpe não é novo, e já se descobriu que Espanha e Estados Unidos, por exemplo, mandam para cá o que não querem por lá. É mais barato para eles e mais vantajoso para algum abutre inescrupuloso daqui que lucra trazendo carga contaminável de outros países.

A segunda notícia é a reação do governo brasileiro diante das cobranças de alto executivo da Fifa diante do atraso das obras para a Copa do Mundo. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, não quer ver Jerôme Valcke nem pintado de ouro, e por isso mandou recado pela imprensa: quer outro interlocutor para tratar do assunto. Vocês se lembram: Valcke disse que o país merece um chute nos fundilhos para apressar as construções dos estádios e tal…

Em comum, as duas notícias trazem um país que não se acomoda na posição de ser lixeira do mundo civizilizado ou saco de pancadas de conglomerados econômicos. As atitudes das autoridades brasileiras sinalizam que o país não quer se submeter a um julgo que antes era tão comum. Quer dizer: já fomos mais vira-latas e já nos sentimos mais vira-latas antes. Agora, parece ser diferente. A autoestima está mais forte, e, para além das ocasiões ufanistas esportivas, vigora um certo orgulho de ser brasileiro. É bom!

Tem a ver com política – estamos falando de soberania também, né? -, tem a ver com psicologia de massas – orgulho e unidade -, mas tem a ver também com a nossa atitude de cada de se colocar na vida. Não basta apenas sinalizar que não gostamos do lugar a que nos imputam. É preciso se antecipar e escolher a posição que mais faz os nossos olhos brilharem.

os três porquinhos no the guardian

Tem muita gente comentando o novo comercial do jornal britânico The Guardian, em que a história dos três porquinhos é revisitada. O embate entre os suínos e o lobo é contado nas diversas mídias em que o diário opera, com o detalhe da participação das audiências. O filme é bem produzido, bem humorado e não fica apenas na “venda” do produto; tenta fixar uma ideia que marca o jornal… Divirta-se!

Igualmente ótimo é este de O Globo

blogueiros catarinenses, uni-vos!

(reproduzido do site da UFSC)

Estão abertas as inscrições para o “I Encontro dos Blogueiros e Twiteiros de Santa Catarina”.
O evento acontecerá nos dias 9 e 10 de março de 2012, no hotel e Centro de Eventos Canto da Ilha, localizado na Avenida Luiz Boiteux Piazza, 4810 – Cachoeira do Bom Jesus, Florianópolis-SC.
O objetivo do evento é debater o novo marco regulatório das comunicações e as ações regionais dos blogueiros catarinenses, que lutam pela criação do conselho de comunicação estadual e organização dos meios independentes de informação, os blogs e redes sociais.

Os convidados para a mesa principal, “Comunicação e Oligopólio em Santa Catarina”, são  Venício Lima, Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de “Regulação das Comunicações – História, poder e direitos”, Editora Paulus, 2011; e Rosane Bertotti, atual coordenadora nacional do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações).

O custo da inscrição é de R$ 100,00, incluídas a estadia e alimentação nos dois dias de evento.

Para os participantes que não precisarem de estadia a inscrição é gratuita, sem alimentação inclusa. Basta enviar os seguintes dados através do formulário de contato no rodapé do site ou para o email contato@blogueirossc.com.br – nome completo, RG, telefone e e-mail para contato.

O evento é organizado pela estudante de economia da UFSC, Binah Ire, com apoio do professor Márcio Vieira de Souza, do curso de Tecnologias da Informação e da Comunicação do Campus de Araranguá.

Informações: binahire@hotmail.com ou http://blogueirossc.com.br

boa notícia! capes e cnpq criam nova bolsa para estudantes

(Reproduzido da assessoria de comunicação da Capes)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) criam, como projeto piloto a ser iniciado ainda em 2012, uma nova modalidade de bolsa destinada aos estudantes que ingressaram este ano nas universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Preliminarmente, o projeto prevê a concessão de 6 mil bolsas de estudo que serão oferecidas pelas duas agências.

Nos próximos anos, esta modalidade de bolsa será estendida para os alunos ingressantes em universidades estaduais e também não públicas.

Estas bolsas terão por objetivo identificar precocemente nossos melhores Jovens Talentos entre os ingressantes universitários, para estimulá-los ao interesse e dedicação plena ao aprendizado acadêmico e a prática em ciência e tecnologia. Os alunos serão selecionados internamente em cada universidade, mediante prova de conhecimentos, para receberem estas bolsas já a partir do segundo semestre de 2012. Adicionalmente, os resultados obtidos poderão também ser utilizados como critérios de prioridade nos Programas Institucionais de Bolsas de Iniciação Científica e no Programa Ciência sem Fronteiras.

debata a liberdade de expressão

O jornalista Timothy Garton Ash e uma equipe internacional de estudantes ligados à Oxford University estão à frente de um projeto bem interessante: um site em 13 línguas que propõe 10 princípios para a liberdade de expressão, e que convida a debatê-los. Basta se cadastrar e participar, opinando, votando, clicando.

O site tem interfaces em inglês, português, espanhol, alemão, francês, japonês, chinês, russo, turco, hindi, árabe, farsi e urdu. Os responsáveis pelo projeto que acreditam que cobrem 80% dos 2 bilhões de pessoas conectadas à internet com este leque linguístico.

Os princípios propostos são:

1. Nós, seres humanos, devemos ser livres e ter as garantias necessárias para expressar, receber e comunicar informações e ideias, independentemente de fronteiras.

2. Defendemos a internet e todas as outras formas de comunicação contra os abusos ilegítimos tanto do poder público quanto da iniciativa privada.

3. Exigimos e criamos mídias abertas e diversificadas que possam nos ajudar a tomar decisões bem informadas, e com isso participar plenamente da vida política.

4. Falamos abertamente e com civilidade sobre todas as diferenças entre os seres humanos.

5. Não permitimos que tabus interfiram na discussão e disseminação do conhecimento.

6. Não fazemos ameaças de violência nem tampouco aceitamos intimidações violentas.

7. Nós respeitamos a pessoa que tenha uma opinião ou crença, mas não necessariamente o conteúdo dessa opinião ou crença.

8. Temos o direito a uma vida privada mas devemos aceitar investigações que sejam de interesse público.

9. Devemos ter meios de combater ofensas às nossas reputações sem com isso silenciar um debate legítimo.

10. Devemos ser livres para questionar todos os limites à liberdade de expressão que tenham como justificativa questões de segurança nacional, ordem pública e/ou princípios morais.

Ficou interessado? Quer debater?
Acesse: http://freespeechdebate.com/pt/

vamos discutir direito à comunicação?

O Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF), junto com outras organizações, promove nesta semana o primeiro Encontro Nacional sobre o Direito à Comunicação.
O evento acontece nos dias 9, 10 e 11 de fevereiro na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), em Recife.

Confira o site do evento.

“compartilhar” é o verbo mais importante hoje

Houve um tempo em que “compartilhar” era uma ação muito mais ligada a motivações religiosas, na tentativa de igualar as pessoas, nivelar oportunidades, reduzir as distâncias entre as pessoas. Na igreja, era o momento de compartilhar o pão, de dividir uma metáfora do corpo do salvador. A eucaristia se resumia a um ato de compartilhar, uma expressão de afeto e desapego.

Atualmente, compartilhar vai além disso. É tornar comum, é comungar também para além das filiações religiosas. Compartilhamos fotos, textos, arquivos de áudio e de vídeo, experiências, gostos, opiniões, desagravos, conselhos, nossas vidas… Isso impactou nossos hábitos, nossas culturas, nossas formas de sociabilidade e nossa economia.
Somos todos, de alguma maneira, personagens desta nova conjugação do verbo.

“Sharing: culture and the economy in the internet age”, de Philippe Angrain, é um bom estudo sobre as transformações mais recentes que este hábito contagiante está provocando. Vale conhecer. Baixe aqui
(em inglês, em PDF, com 243 páginas e 2,5 mega de arquivo)