a andi se renova

Um dos projetos que mais admiro no Brasil na área do jornalismo é o da ANDI, uma organização não-governamental que desde o começo dos anos 1990 tem canalizado esforços para colocar em pauta na mídia os direitos da infância e da adolescência. De lá pra cá, a ANDI ajudou a modificar a cabeça das redações brasileiras quando o assunto é esse. E isso não é exagero.

As ações da ANDI qualificaram jornalistas para esse tipo de cobertura, criaram prêmios e incentivos de formação, aproximaram fontes especializadas de repórteres, produziram estudos e fizeram um monitoramento dos meios únicos do país, apontando falhas de reportagem e enaltecendo aspectos positivos. A agência também foi grande fomentadora de redes de cooperação, tanto no Brasil quanto na América Latina…

Pois desde ontem a ANDI já não é mais a mesma. É maior!
A organização colocou na rede um novo portal – mais dinâmico e funcional – e comunicou a ampliação de seu horizontes de preocupação. Se antes ANDI significava Agência de Notícias dos Direitos da infância, agora a sigla vira a marca ANDI Comunicação e Direitos. Mas não só: além da prevalência do assunto Infância e Juventude, outras duas bandeiras se colocam como prioritárias: Inclusão e Sustentabilidade; Políticas de Comunicação.

Para quem acompanha a ANDI, não se trata de uma novidade, mas de uma consequência natural do trabalho que já vinha se ampliando nos últimos anos, com a aproximação desses novos temas. Na verdade, como diz a cúpula diretiva, a ANDI amplia sua agenda em função de avanços da sociedade brasileira. Não é pouca coisa nesses poucos anos de redemocratização…

 

 

ética para blogueiros

A definição de padrões de conduta para quem navega na web é um assunto bastante polêmico e recorrente. Desde o surgimento da grande rede, alguns cidadãos mais preocupados tentaram estabelecer algumas regras mínimas para uma convivência virtual. Surgiam as netiquetas, isto mesmo, no plural. Listinhas que tentam normatizar os comportamentos no ciberespaço existem aos montes, e de alguma maneira isso evoluiu para duas direções: a mais robusta delas é a das políticas de privacidade, algo mais institucional e corporativo e que tenta sinalizar ao visitante de um site alguns limites na sua interação com aqueles conteúdos e ambientes; uma segunda “evolução” das netiquetas são os códigos de conduta para blogueiros e redes sociais.

Já houve algumas tentativas de regramento das atitudes de blogueiros, mas todas elas ficaram ou muito restritas a grupos ou mostraram-se pouco eficientes. Trocando em miúdos: parece haver uma resistência maior da comunidade de usuários de estabelecer regras de conduta, receando que firmar um pacto como este possa “engessar” os blogs, cercear a ação de seus titulares.

Este medo é justificado? Talvez sim, mas não quero discutir isso agora. O que me interessa mesmo é trazer esse assunto à tona, já que ele me interessa bastante. Tanto como pesquisador da área quanto como blogueiro. E é aqui que eu queria chegar!

Códigos de ética para blogueiros são importantes? Podem ser.

São eficientes? Talvez.

São necessários? Ainda não sei, mas sei de uma coisa: não se pode conviver em grupo sem um conjunto mínimo de critérios e valores que sinalizem limites para os indivíduos. Sem isso, corremos o risco de atropelar as pessoas, ignorando aspectos importantes da sociabilidade humana. Não estou falando que todos os blogs devem seguir as mesma regras de ortografia, de distribuição visual de seus conteúdos, de oferecimento de links, etc.

Eu me refiro a aspectos mais profundos, a exemplo de valores como respeito a quem visita o blog, criatividade na oferta de conteúdos, inteligência na expressão de ideias, independência editorial, originalidade e inovação, entre outras coisas. Claro que cada um pode criar e manter o blog que bem lhe der na telha. Mas como qualquer meio de comunicação, um blog não pode descuidar daqueles que consomem seus conteúdos, que interagem com eles, que o replicam e por aí vai.

De maneira muito particular, tenho algumas regras no Monitorando:

a) Não reservo espaço para anúncios publicitários: tento “preservar” meu leitor da enxurrada de banners, pop-ups e outras interferências nos posts que tenham caráter comercial. A razão é muito simples: não ganha dinheiro com o blog e não tenho esta intenção. Ao me dedicar ao Monitorando, de alguma maneira, quero ter uma presença pessoal na web, estabelecer conexões com outras pessoas e ainda contribuir com algum conteúdo a este grande projeto de inteligência coletiva que é a web.
b) Não faço troca de links: o motivo é igualmente simples. Indicar um endereço na internet é como indicar um restaurante para um amigo, um hotel para um visitante, e por aí vai. Não pode ser qualquer indicação; é como empenhar a própria palavra. Existe uma responsabilidade embutida ali. Se alguém oferece um link, testo e vejo que vale a sugestão, indico, naturalmente. Mas trocar links não é só fazer uma ação entre amigos, é também estalecer uma reciprocidade compulsória, distante da espontânea indicação. Eu ainda prefiro a liberdade de escolher a quem indicar.
c) Não bajulo quem não mereça: as razões são as mesmas do item anterior.
d) Não ofereço links patrocinados: novamente, o que me desmotiva a fazer isso é a busca de uma independência editorial para o blog. Quero manter a liberdade que um blog me reserva. Nesta semana, por exemplo, fui procurado por um portal com a seguinte proposta: eu escreveria um post de até 300 palavras sobre um determinado assunto e me pagariam 25 euros por isso. Depois de escrever, eu deveria comunicar ao portal sobre o post, eles o cadastrariam e seria feito um vínculo entre meu post e o tal portal. Resumo da ópera: eu produziria conteúdo qualificado para o portal sobre o tal assunto e ganharia um dinheirinho. Declinei. Não se trata de pudor, não estou rasgando dinheiro, nem sou maluco. Mas é que prefiro escolher sobre o que escrever, quem linkar e quando fazê-lo. Prefiro ter a liberdade, inclusive, de citar esse caso, de falar abertamente sobre o tema. É uma questão de princípio, um

Sou melhor que os outros blogueiros? Claro que não.
O Monitorando é melhor que outros endereços por aí porque tem essas regrinhas? Claro que não, até porque os critérios que aferem qualidade são muito mais diversos, amplos e complexos.

Mas eu faço questão de criar limites para a minha conduta, de adotar essas regras e apresentá-las aos meus leitores. Acho mais honesto e franco, pois é nisso também que a internet se apoia, acredito eu. Mas mais importante que criar e seguir regras de conduta é pensar sobre elas. É nisso que consiste o raciocínio ético, é desta forma que se experimenta uma reflexão de caráter moral. Parece tão fora de moda, né? Mas que nada! Os valores e os princípios são uma necessidade da experiência humana, caminhos pelos quais nos aproximamos e nos afastamos uns dos outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

filosofia 2.0 e redes sociais

Acontece hoje e amanhã na Universidade Nacional Autônoma do México o 1º Encontro Filosofia 2.0 e Redes Sociais.

Confira a programação:

Hoje, 14
Comunicações tradicionais: 10h-12h

  • Miguel Angel Cabrera Sanchez. “Redes sociales, caos y Tecnopolítica. Tradicional”
  • Marco Antonio Godínez Bustos. “La proliferación digital del discurso y el futuro de la filosofía”
  • Adriana Romero Villegas. “Sobre el Ciber-Café-Philos y la filosofía de autoayuda”. Benemérita Universidad Autónoma de Puebla.
  • Carlos Alberto Pineda Saldaña. “Lebenswelt 2.0”


Comunicações dinâmicas: 12h – 14h

  • Mauricio Sosa. “Debate sobre las aporías de la democratización en las redes sociales”
  • Oscar Santana. “Algunas consideraciones en torno a la relación entre Filosofía, Redes Sociales y Bibliotecas digitales”
  • Leticia Flores Farfán: “Estrategias Contemporáneas de lectura de la antigüedad grecorromana”

Pausa

Apresentações de ferramentas: 17h – 19h

  • Antonio Salgado. “Ambientes colaborativos y documentales”
  • Talía Elizabeth Morales. “Revista AIon.mx”
  • “Círculo de estudios de la filosofía Mexicana”

Amanhã, 15
Comunicações dinâmicas: 10h-12h

  • Isabel Galina. “Publicaciones digitales”
  • Ernesto Priani. “Micro filosofía”
  • Ramos Chaverry Soto. “Redes sociales y procesos de subjetivación”
  • Daniela Michel. “Alcances y limitaciones de Wikipedia para laformación digital del alumno”

Comunicações tradicionais: 12h-14h

  • Edith Gutiérrez Cruz. “Hay un ethos en Twitter”
  • Francisco Javier Montes. “Redes sociales: evolución y alteración mental y cerebral”
  • Alberto Constante: “Escrito en Twitter”
  • Raúl Trejo Villalobos y Rebeca Garzón Clemente, “Hacia una clasificación de los sitios WEB especializados en Filosofía (En lengua Española)”

14h: Encerramento

espanhois discutiram jornalismo digital

Terminou ontem o 12º Congreso de Periodismo Digital, evento que aconteceu em Huesca, na Espanha, e que juntou acadêmicos e jornalistas para se discutir as novas tendências do jornalismo online.

  • Para saber um pouco mais da programação, acesse o site oficial
  • Para baixar um ebook com os trabalhos acadêmicos apresentados, clique aqui (em espanhol, 444 páginas e 8,6 megabytes de arquivo)

um blog sobre o futuro do jornalismo

O principal jornal espanhol, El País, lançou esta semana um blog para debater as transformações pelas quais o jornalismo vem passando. Trata-se de Periodismo con Futuro, cujos propósitos seus editores explicam:

Com todas as incógnitas do momento, o título deste blog é uma afirmação naquilo que acreditamos sem duvidar. O Como, Quem, Onde e Quando já não estão tão claros. Queremos abrir um debate sobre o presente e o futuro do jornalismo e sua indústria, sobre novas tendências, conteúdos, tecnologia, suportes e modelos de negócio, com informação e análise. E viver em primeira mão um novo ecossistema informativo tão apaixonante quanto incerto.

Entre os destaques do que já foi postado, há vídeos de entrevistas curtas com publishers do El País, do New York Times e da Der Spiegel.
Acesse o blog!

 

 

 

 

 

 

 

livro com cara de internet

Hoje, já não é mais novidade um livro ser lançado na forma de volume impresso e, ao mesmo tempo, em formato digital, próprio para dispositivos móveis de leitura. A exemplo de outras áreas, o mercado editorial precisou se adequar a novos hábitos de consumo e a novas formas de difusão da cultura do livro.

Mas as editoras não apenas estão oferecendo livros em bits como também estão encurtando o tempo de produção de volumes impressos. Dou um exemplo. Acaba de chegar às livrarias brasileiras o livro “Wikileaks – A guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado”, dos jornalistas David Leigh e Luke Harding. O volume editado pela Verus está chegando aos leitores poucas semanas depois de sair das mãos dos autores. Para se ter uma ideia, a introdução do editor do The Guardian Alan Rusbridger para o livro é datada de 1º de fevereiro de 2011. Olhe o calendário: passaram apenas algumas semanas para que o livro fosse traduzido para o português, preparado, impresso e distribuído no Brasil… Um livro nos moldes tradicionais na velocidade da internet!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

folha 90 continua narcisista

A Folha de S.Paulo fez 90 anos e é ainda o jornal mais influente do país.

Para marcar a data, abriu seu acervo para consultas gratuitas na internet. Pelo menos, por enquanto. Também colocou seus colunistas para falarem do jornal e relatou as mudanças pelas quais o periódico passou nos últimos tempos. Narcisista e ensimesmada, a Folha transforma tudo em marketing em massagem ao seu enorme ego. Isso fica evidente em algumas mancadas, como esta: uma ótima ideia do jornal foi reunir seus ombudsman – nove dos dez já existentes – e permitir uma análise do jornal. Ideia boa, né? Um pouco disso está aqui. Mas a Folha também produziu um videozinho sobre a ocasião. Se você pensa que verá os ombudsman descendo o pau no jornal ou arriscando uma crítica mais ácida, esqueça. O vídeo é uma peça de propaganda, altamente promocional… Uma pena!

wikileaks e a liberdade na web: grátis!

A editora Graciela Selaimen, do Nupef, informa que acaba de sair mais uma edição da revista poliTICs, agora com o tema Wikileaks e a liberdade da web: ataques e resistências.

A publicação pode ser acessada gratuitamente aqui.

Veja o sumário

>Algumas lições importantes que o caso Wikileaks ensina – Graciela Selaimen

>Por que o Wikileaks polariza a política de internet norte-americana – Milton Mueller

>Ética jornalística, novas mídias e eleições no Brasil – Rogério Christofoletti

>Lanhouses no Brasil: desafios a enfrentar – Alexandre Fernandes Barbosa e Winston Oyadomari

>A Lanhouse nas palavras de quem faz – Mario Brandao

>Wikiliquidação do Império? – Boaventura Souza Santos

>Qual o potencial de uma rede? – Alexander R. Galloway

currículo de jornalismo: o modelo da unesco

Acaba de sair em português o documento Modelo Curricular da Unesco para o ensino de Jornalismo. Segundo a Unesco Brasília,

desenvolvido por meio de um processo de consulta global num período de dois anos, o Modelo Curricular foi aprovado no primeiroCongresso Mundial de Ensino em Jornalismo (25-28 de Junho de 2007, Singapura). O Modelo Curricular não pretende ser prescritivo, mas sim fornecer modelos para serem adaptados por educadores da área de jornalismo para atender às necessidades locais conforme os recursos disponíveis.

Em outubro de 2010, a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) realizou uma audiência pública paradiscutir as mudanças propostas para o currículo de ensino de jornalismo apresentadas por uma Comissão de Especialistas instituídapelo Ministério da Educação (MEC). O relatório com as propostas de mudança incorporou recomendações da UNESCO, inclusive da publicação Modelo Curricular para o ensino do jornalismo.

O documento já circulava pelo país nas versões em espanhol e em inglês. Vale a leitura. Baixe aqui.

 

percepções dos jornalistas portugueses

O Observatório da Comunicação (OberCom) acaba de publicar um estudo que seria muito bem-vindo se fosse realizado no Brasil. Trata-se de Desafios do Jornalismo, e reúne respostas a um completo questionário que abrange diversos aspectos da prática jornalística presente e perspectivas para a profissão. O modelo do “inquérito”  e a metodologia de pesquisa vêm do Pew Project for the Excellence in Journalism, dos EUA, onde foram colhidas 547 respostas de jornalistas norte-americanos.

No caso dos portugueses, o documento sistematiza as participações de 212 profissionais das principais redações do país. Conforme explicam os realizadores, “o objectivo deste relatório não é caracterizar sócio-demograficamente os jornalistas portugueses, mas sim obter uma percepção dos valores, práticas e atitudes que caracterizam o momento actual da profissão”. Mesmo assim, vale a leitura atenta da pesquisa que aborda questões como formação dos jornalistas, papel desses profissionais na sociedade, evolução do jornalismo e aspectos positivos e negativos das mudanças em curso na área.

Como eu disse, seria muito positivo saber o que pensam os jornalistas brasileiros sobre essas mesmas questões. ABI, Fenaj, ANJ, Abert, Abra, ANER poderiam compor um consórcio para realizar algo do tipo. Mas como é delicado e espinhoso o diálogo entre essas entidades, talvez caiba à academia produzir algo do tipo…

O relatório Desafios do Jornalismo tem 56 páginas (2,2 Mb), em formato PDF e está em português. Baixe aqui.


história da mídia e do jornalismo

Vem aí o Congresso Internacional de História dos Media e do Jornalismo, evento que acontece em 6 e 7 de outubro na Universidade Nova de Lisboa, em Portugal.

O tema central é “Génese e evolução do jornalismo no espaço ibero-americano”, e a realização é do Centro de Investigação Media e Jornalismo.

De acordo com os organizadores,

programa integra sessões plenárias e sessões paralelas para comunicações de tema livre relacionadas com a história dos media e do jornalismo, que serão sujeitas a um processo de dupla arbitragem científica.

Para submissão de comunicações, deverá consultar as normas definidas na chamada de trabalhos. O prazo para submissão de propostas de comunicação (envio de resumo) termina a 31 de Maio de 2011.

As línguas oficiais do congresso são o português, o galego e o espanhol. Poderão ser admitidas comunicações em inglês nas sessões para comunicações de tema livre.

As condições de inscrição podem ser consultadas aqui.

ficha de inscrição pode ser obtida (download) aqui.

chamada de trabalhos (call for papers) pode ser consultada aqui.

Os resumos das comunicações podem ser lidos aqui.

Os membros da Comissão Científica podem ser conhecidos aqui.

Os membros da Comissão Organizadora podem ser conhecidos aqui.

Os membros da Comissão de Honra podem ser conhecidos aqui.



só até dia 19…

Os pesquisadores Zélia Adghirni e Fabio Pereira lembram que

foram prorrogadas até o dia 19 de fevereiro as inscrições de trabalhos para o Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo – MEJOR – organizado pela FAC/UnB em parceria com a REJ (Rede de Estudos de Jornalismo).

1. Os trabalhos devem ser inéditos, de autoria individual ou coletiva.  Pelo menos um dos autores deve ter título de doutor.

2. Somente podem submeter trabalhos autores previamente inscritos no evento.

3. Os trabalhos devem ser enviados somente pelo site  (www.mejor.com.br) e dentro do prazo estabelecido.

4. Serão aceitos trabalhos em português, inglês, francês e espanhol, sendo obrigatório o envio de versão em português dos resumos.

5. Os trabalhos serão avaliados por pareceristas de comitê científico internacional, de acordo com os  critérios: originalidade; relevância para a área; adequação ao tema proposto; domínio e pertinência da bibliografia; adequação teórica e metodológica; clareza, coesão e cumprimento das exigências formais da linguagem científica. Serão selecionados até 30 trabalhos.

MAIS INFORMAÇÕES: www.mejor.com.br

política de comunicação de verdade

No Reino Unido, os cidadãos contam com o Ofcom, órgão independente regulador das indústrias de comunicação. Lá, a coisa é séria há décadas, e a instância tem políticas efetivas de comunicação, visando o direito das pessoas, a qualidade do conteúdo e a competitividade do setor.

Como não poderia deixar de ser, o Ofcom trabalha com planejamentos, mas também com transparência. Por isso, seu plano de trabalho periódico é feito com antecedência e apresentado à sociedade para adendos, alterações e supressões. De forma participativa, ampla e democrática. Não acredita? Então, confira a versão para discussão do plano de trabalho 2011-2012.

Tão vendo como regulação não significa necessariamente censura ou retirada de direitos?

comunicação e inovação: chamada

A editora Regina Rossetti informa chamada de artigos para 2011 da revista Comunicação e Inovação:

A revista científica do Programa de Mestrado em Comunicação da USCS – Universidade Municipal de São Caetano do Sul, está recebendo artigos para publicação em 2011. O prazo final para a submissão de textos é:

Edição nº 22 (referente ao primeiro semestre de 2011): 31 de março.

Edição nº 23 (referente ao segundo semestre de 2011): 31 de agosto.

As normas podem ser acessadas em aqui

Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos pelo e-mail: rrossetti@uscs.edu.br

 

 

campus party corre perigo

Como nos três anos anteriores, a Campus Party Brasil conseguiu reunir milhares de aficionados por tecnologia, gerou mídia para as empresas do setor, movimentou um pouquinho as redações com pautas leves e popularizou o evento. Mas não parece ter ido além disso. Pelo menos foi o que percebi daqui, a 550 quilômetros. Sim, não fui a Campus Party este ano e acompanhei o evento pela mídia convencional e pelas redes sociais.

O que eu quero dizer? Quero dizer que, a exemplo do Fórum Social Mundial, a Campus Party Brasil corre perigo. Não de acabar ou de se desintegrar. Mas de se acomodar a ser apenas um evento, apenas um happening (empresto a palavra de Beth Saad). É claro que o FSM e a CP são ocasiões muito distintas em formato, alcance e propósito. Enquanto o FSM se propõe apresentar alternativas para uma alternativa global, principalmente no que tange aspectos econômicos, políticos e sociais, a CP é mais uma festa tecnológica, restrita aos países que a realizam. O FSM quer pensar e construir um novo mundo. A CP não necessariamente. Mas como posso compará-los?

Aproximo os dois eventos por considerá-los bastante importantes e oportunos. É realmente relevante debater soluções para os problemas da humanidade num momento de consumo exacerbado, de inchaço populacional, de impactos ambientais altamente agressivos, de injustiça social e de desequilíbrio econômico. Mas também é importante trocar experiências sobre tecnologia, apontar tendências de uso/apropriação de equipamentos e sistemas, debater impactos na sociabilidade e na comunicabilidade em tempos como os nossos. Daí que acho que a Campus Party – e o FSM – não podem se resumir a eventos que juntam tribos.

Há algum tempo, os organizadores do Fórum Social Mundial são cobrados pela mídia e por outros setores a apresentar resultados mais palpáveis das discussões. Questiona-se para onde o FSM leva; pergunta-se que “outro mundo possível” é este. Apesar de incômodas, essas perguntas são importantes, inclusive para que os organizadores revejam a trajetória do evento e trabalhem para que ele se mantenha importante e oportuno.

O mesmo vale para a Campus Party. Para onde ela vai? Para que direções aponta? O que é a Campus Party hoje além de uma ocasião geradora de mídia para as empresas de telefonia? Tem sido um momento de prospecção de talentos, de inovações, de empreendedorismo efetivo e influente? Ou, mudando um pouco o discurso, o que a Campus Party Brasil quer ser daqui a cinco anos?

É preciso se reinventar.

Eu sei que a CP é uma desconferência, um encontro mais informal e com propósitos mais amistosos. Isso por parte dos participantes. Não dos patrocinadores. Eles não querem apenas a amizade e a admiração dos milhares de nerds e geeks. Eles querem fidelizar suas marcas, querem ampliar seus públicos consumidores, querem se descolar dos concorrentes e se fixar no imaginário dos consumidores, de maneira que isso resulte em lucros e vitalidade empresarial. Os organizadores da Campus Party querem o que com o evento? Não sei dizer, mas gostaria muito de saber.

Diferente de há vinte anos, hoje, ser nerd é estar de alguma forma na moda. Há uma popularização do estilo geek de ser. Desktops, notebooks, netbooks, palmtops, smartphones, Iphones, Ipads e outras traquitanas estão se disseminando e facilitando usos variados. Eventos como a Campus Party são bem-vindos, mas não podem se limitar a ser vitrines; precisam ser arenas e laboratórios. Vitrines funcionam apenas como instigadoras do consumo; arenas permitem a discussão e o debate; laboratórios incentivam a busca de soluções. A Campus Party pode mais do que simplesmente reforçar o estereótipo de seus participantes – sujeitos sem vida social, afundados em seus computadores -, pode mais do que gerar imagens curiosas – como os computadores tunados – e pode mais do que criar mídia espontânea para construtores de máquinas e provedores de acesso. Se esta é a idade do conhecimento, se vivemos nas sociedades da informação, se os nerds estão no poder, se a tecnologia é uma determinante na distinção entre as civilizações do momento, penso que não é muito esperar mais do principal evento tecnológico do país…

o congresso e o monopólio na mídia

Será que agora vai? Será que vão mexer neste vespeiro agora?

Veja a matéria do Portal Imprensa:

STF determina que Congresso tem de se posicionar sobre monopólio da comunicação

A Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República também serão interpeladas sobre o tema pelo STF por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 10, encaminhada pelo PSol.O Supremo Tribunal Federal (STF) quer saber o posicionamento do Congresso Nacional a respeito do monopólio da comunicação no país.
O objetivo da ação é fazer com que o STF determine ao Congresso Nacional a regulamentação de três artigos da Constituição Federal (220, 221 e 223), referentes à proibição do monopólio e do oligopólio na comunicação; o cumprimento de princípios que devem nortear a programação em rádio e TV; além da regulação do direito de resposta.
Segundo informa o tele.síntese, ao despachar a decisão no final do ano passado, a ministra Ellen Gracie determinou a solicitação de informações ao Congresso Nacional, “que poderão ser prestadas no prazo de 30 dias”. Determinou, ainda, “abra-se vista sucessiva ao Advogado-Geral da União e ao procurador-geral da República, para que se manifestem, cada qual, no prazo de 15 dias”.

 

panorama da comunicação: baixe!

O Ipea lançou ontem os três volumes do Panorama de Comunicação e das Telecomunicações no Brasil, pesquisa inédita feita com o apoio das principais associações científicas e acadêmicas da área (Socicom).

Os volumes podem ser baixados gratuitamente:

Volume 1, aqui

Volume 2, aqui

Volume 3, aqui


comunicação: um panorama nacional

Retransmito convite do IPEA:

contemporânea, a revista, em 2011

O conectado e inquieto André Lemos manda avisar que

a revista Contemporanea acolhe artigos, resenhas e entrevistas, que podem ser enviados em conformidade com o calendário anual. No caso de edições com dossiês temáticos, também poderão ser publicados artigos na seção “Temas livres”, além de resenhas e entrevistas. Serão priorizadas contribuições de doutores e doutorandos.

Segue o call for papers para as edições de Abril, Agosto e Dezembro de 2011

Contribuições devem ser enviadas ao site:
www.contemporanea.poscom.ufba.br

Edição – Abril 2011
“A COMUNICAÇÃO NA PASSAGEM DOS SÉCULOS”
O Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas comemora vinte anos de sua implantação. Para marcar tal período, a revista Contemporanea propõe um dossiê para o próximo número com o tema: “A Comunicação na passagem dos séculos”. O objetivo é promover uma reflexão sobre as duas décadas em questão, a última do século XX e a primeira do XXI, época de um acelerado processo de inovações sociais, culturais e tecnológicas: queda do muro de Berlim, expansão da Internet, aceleração da convergência midiática, surgimento de tecnologias digitais móveis (celulares, smartphones, tablets, e-readers), o 11 de setembro e o surgimento da era da vigilância e terrorismo globais, a democratização da TV digital, os BRICS e a
globalização, a explosão das identidades, os novos formatos artísticos, as mudanças climáticas etc. O objetivo é repensar, a
partir das diversas abordagens teórico-metodológicas, o campo da comunicação nesse período.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 15 de março
Resultado da seleção: 30 de março
Trabalho de revisão: 01 a 15 de abril
Publicação da Revista: 20 de abril

Edição – Agosto 2011
“WIKILEAKS – CIBERCULTURA E POLÍTICA”
EDITOR RESPONSÁVEL – ANDRÉ LEMOS
A Revista Contemporanea lança um call for papers sobre o tema “Cibercultura e Política”, tendo como ênfase principal a discussão
sobre o fenômeno “Wikileaks”. No final de 2010, o “Wikileaks” difundiu importantes e constrangedores documentos secretos que incomodaram as principais potências mundiais (EUA, China, França, GB) e alguns países emergentes, entre eles o Brasil. O papel das tecnologias de comunicação e informação (TICS) na reconfiguração do jogo político não é um fato novo, desde as ações ativistas e micropolíticas, até o uso por candidatos, políticos eleitos, partidos políticos, bem como governos e instituições públicas. O caso “Wikileaks” (“Wiki”, plataforma colaborativa online e “Leak”, vazamento, circulação de informação) é a mais nova faceta do ciberativismo global e coloca em discussão o papel do jornalismo, da diplomacia mundial e dos novos meios de comunicação. Segundo Manuel Castels, uma nova etapa da comunicação política foi inaugurada. A revista Contemporanea quer investigar essas questões.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 01 de maio
Resultado da seleção: 30 de maio
Trabalho de revisão: 01 a 30 de junho
Publicação da Revista: 15 de agosto

Edição – Dezembro 2011
“COMUNICAÇÃO E POLÍTICA”
EDITOR RESPONSÁVEL – WILSON GOMES
As últimas duas décadas evidenciaram elementos importantes que hoje marcam, de modo substantivo, a relação entre a comunicação social e o campo político.  O uso de novas tecnologias como a Internet em campanhas eleitorais e para a participação civil; a apropriação de mídias sociais para mobilização e engajamento cívico; o ativismo global em rede; o debate sobre políticas públicas de comunicação com a iminência de novos modelos regulatórios para o setor no Brasil e em outros países; as tensões entre a cobertura midiática e os diversos atores políticos são algumas das questões que emergem neste cenário. Com base em tal realidade, a Contemporanea abre chamada para um número especial que irá tratar justamente desse conjunto de elementos vinculadas à linha de pesquisa em Comunicação e Política. O objetivo é propiciar uma visão avançada e atual sobre as mutações e novos elementos que se inserem neste contexto, trazendo discussões de ponta que nos possibilitem compreender as dinâmicas, as tendências e os horizontes que se configuram neste campo de estudos. Para tanto, esta edição especial será guiada por cinco eixos temáticos, a saber: (1) mídias e eleições, (2) internet e política, (3) jornalismo e democracia, (4) comunicação e sociedade civil, (5) políticas públicas de comunicação.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 01 de setembro
Resultado da seleção: 20 de outubro
Trabalho de revisão: 01 a 30 de novembro
Publicação da Revista: 15 de dezembro

história do natal digital

O sempre conectado Marcos Palacios manda a indicação de um videozinho muito criativo e bem-humorado. Como seria se Jesus estivesse pra nascer hoje em dia, no meio de tantas redes sociais? Os portugueses do ExcentricPT imaginaram isso. O resultado está a seguir. Veja, por exemplo, o que é seguir a Estrela de Belém…

wikileaks em bom português

A jornalista Natalia Viana em parceria com a revista Carta Capital está alimentando um blog sobre o Wikileaks. “Como outros jornalistas independentes de todo o mundo, tenho colaborado com a publicação dos documentos. Com base neles, estou escrevendo matéria diárias para o site”, escreve a jornalista. “Aqui neste blog vou ter a certeza de que o conteúdo inédito vai sair em primeira mão. E também vou dividir essa experiência na linha de frente do jornalismo”.

A conferir e a acompanhar. Por aqui, por favor.

prorrogado prazo para inscrições no mejor

O colega Fábio Pereira informa:

que o prazo para submissão de trabalhos ao Colóquio Mejor 2011 (Mudanças Estruturais no Jornalismo) foi prorrogado para 14/02/2011. Informações sobre o evento e sobre como submeter um artigo no site www.mejor.com.br

e-book free: brazilian perspectives in digital enviroments

Marcos Palacios e Othon Jambeiro avisam:

Como parte das comemorações dos 20 anos do Pós-Com (Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas) da UFBA, Othon Jambeiro e eu estamos lançando um livro/coletânea, em inglês, intitulado: “Brazilian perspectives in digital environments: communication policies, e-government and digital journalism”.

For all readers: download here!

o que penso do wikileaks?

Se você leu o título deste post e se perguntou “o que é esse tal Wikileaks?”, desculpe, mas ou você não é deste planeta ou anda bem distraído. Afinal, este é o assunto das últimas duas semanas. Tanto que todo o mundo está opinando sobre o site que disponibiliza documentos secretos vazados. Até eu estou dando meus pitacos. Quer saber? Então, veja o que escrevi lá no Observatório da Ética Jornalística, o objETHOS!

nova edição de comunicologia na rede

Os editores avisam:

A nova edição da revista Comunicologia, do Mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Brasília, já está na rede. Trata-se de uma edição especial por ocasião do Congresso Panamericano de Comunicação – PANAM 2010, que está acontecendo aqui na Universidade Católica de Brasília. O tema é a Indústria de Conteúdos Digitais.

A revista continua recebendo proposta de artigos para as próximas edições em 2011

uma parceria para desenvolver o jornalismo interpretativo

Já pensou o que aconteceria se um site especializado em jornalismo investigativo e uma universidade se juntassem para criar inovações nos processos jornalísticos, entre os quais buscar desenvolver um jornalismo mais interpretativo… imaginou? Não precisa mais imaginar.

Uma parceria como esta já existe. Leia a matéria do Portal Imprensa:

O site de jornalismo investigativo e sem fins lucrativos ProPublica anunciou parceria na última quinta-feira (2) com o Instituto Carter de Jornalismo da Universidade de Nova York (NYU) para descobrir modos de utilizar a internet para produção de um jornalismo mais interpretativo.

O projeto Explainer.net será conduzido por estudantes do programa Studio 20, de professor da NYU, e focado em inovações nas atividades jornalísticas, informa o Editorsweblog.

“Este projeto não oferece as últimas notícias. Ele completa a compreensão do leitor. Nós quisemos trabalhar com os jornalistas do ProPublica porque eles investigam histórias complicadas e ensinam o que aprenderam para outros. Isto parecia uma combinação perfeita”, afirma o professor Jay Rosen.

Um exemplo de maior cobertura interpretativa sobre um fato, segundo Rosen, seria em relação à recente crise econômica na Irlanda, questionando por que bancos frágeis no país poderiam ameaçar o sistema financeiro europeu e até uma recuperação mundial.

A ideia surgiu da observação de que é impossível o leitor ter interesse sobre algumas notícias sem a contextualização daquele fato, como a crise de créditos imobiliários nos Estados Unidos, por exemplo.

Para o professor, ao contrário de veículos impressos e de televisão, a mídia digital oferece o espaço editorial necessário para maior interpretação dos fatos noticiados.

Rosen acredita que a produção de um jornalismo mais explicativo pode tornar-se um diferencial para veículos de notícia entre contra a forte concorrência.

Agora, já imaginou se algo semelhante acontecesse por aqui?

 

para saber do rio, cadernos de reportagem!

Se você está interessante nos mais recentes acontecimentos que movimentam o Rio de Janeiro, não pode deixar de conhecer o Cadernos de Reportagem, um projeto do curso de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O blog foi criado há dois meses, é produzido pelos alunos do curso e coordenado pelos professores Ildo Nascimento e Sylvia Moretzsohn.
Jornalismo crítico e antenado.

convergência tecnológica e inclusão digital: evento!

observatório apoia regulação de publicidade

Reproduzo mensagem do professor Edgard Rebouças, coordenador do Observatório da Mídia Regional:

Observatório assina carta de apoio à Anvisa

O Observatório da Mídia Regional: direitos humanos, políticas e sistemas, grupo de pesquisa e ação da UFES, é uma das 41 entidades que a assina a carta de apoio à regulamentação da publicidade de alimentos. A correspondência foi enviada no último dia 19 de novembro para vários órgãos da Justiça brasileira e entidades do governo, tendo em vista que desde setembro uma liminar da Justiça Federal suspendeu a aplicação da Resolução nº 24 da Anvisa, publicada em junho. Pela resolução, a partir do final de dezembro as publicidades de produtos alimentícios deverão trazer alertas quanto aos malefícios à saúde.

As entidades nacionais e internacionais que assinam a carta são ligadas principalmente aos setores de saúde, comunicação e direitos humanos. O objetivo é que a Justiça Federal reveja a decisão que privilegia apenas os interesses empresariais, em detrimento às questões de saúde, principalmente em relação à obesidade e a influência sobre as crianças.

No próximo dia 17, o coordenador do Observatório da Mídia Regional, Prof. Dr. Edgard Rebouças, participará de uma mesa redonda na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo para aprofundar os debates sobre o tema. No mesmo dia será criada a “Frente pela regulação da publicidade de alimento”.

Para ler a íntegra da Carta à Justiça Federal, acesse: http://www.ufes.br/observatoriodamidia

 

ainda sobre os conselhos de comunicação

Sei que o assunto anda pegando fogo e tem gente muito sensata e gabaritada discutindo. Mas não resisti e fiz um rápido comentário no objETHOS sobre a gritaria em torno da criação de conselhos estaduais da comunicação. Ficou curioso? Veja um trechinho:

A instituição de conselhos de comunicação permite regular o setor. É preciso sim criar e implementar regras para a indústria da comunicação. Isso não significa regrar ou restringir seu conteúdo. Aí está o ponto.

Quer mais? Leia na íntegra no Observatório da Ética Jornalística, aqui.