jornalismo, mercado de trabalho e novas funções

Estou em Caxias do Sul (RS) para uma participação relâmpago no 33º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, promovido pela Intercom. A convite do professor Felipe Pena, da UFF, compus com outros colegas uma mesa que discutiu hoje à tarde as novas funções profissionais na atividade jornalística.

Por conta da GOL, cheguei cinco horas atrasado na cidade. Meu roteiro inicial era estar por aqui às 10h30 e só fui botar os pés na Universidade de Caxias do Sul às 15h45. Detalhe: a mesa começou seus trabalhos às 14 horas. Por simpatia e benevolência dos colegas da mesa e da plateia atenta, tive 10 minutinhos para falar, antes que a sessão terminasse. Mas disse aos presentes que deixaria neste blog a íntegra do texto que embasou a minha fala e que não está disponível nos anais do evento.

Promessa feita, promessa paga!

dilma, serra e a quebra de sigilo na receita

Meu amigo Frank Maia, mestre na síntese do pensamento humano, oferece o melhor do noticiário sobre essa questão:

foucault e o cristianismo, um evento

De 25 a 26 de novembro acontece aqui na UFSC o 1º Fórum Internacional de Estudos Foucauldianos, cujo tema é “O cristianismo em Michel Foucault”. O evento é  uma realização dos programas de Pós-Graduação em Literatura e Pós-Graduação em Teoria e Prática da Tradução e já tem chamadas de trabalhos. Os trabalhos deverão ter alguma relação com o tema geral do Forum ou versar sobre temas de um dos três últimos cursos ministrados por Michel Foucault no Collège de France.

As comunicações não deverão exceder os 20 mil caracteres (com espaços), e o tempo de leitura não deverá exceder os 15 minutos. Somente serão lidas as comunicações selecionadas e cujos autores estejam presentes durante o evento. Não há taxa de inscrição.

O resumo deverá:

  • ser enviado até 30 de outubro de 2010 para o email: forumfoucault.ufsc@yahoo.com.br
  • ter no máximo 200 palavras.
  • vir acompanhado de: 1) Título do trabalho; 2) Nome completo do autor(es); 3) Telefone e email; 4) Breve currículo.

De acordo com os organizadores do Fórum, Pedro de Souza, Mario Resende e Nara Marques,

O objetivo do evento é examinar de que maneira e de que cristianismo trata Michel Foucault, desde a publicação dos três volumes de História da Sexualidade até os três últimos cursos O Governo dos vivos (1980–1981), Hermenêutica do Sujeito (1981-1982), Governo de si e dos outros (1982-1983) e A coragem da Verdade (1984). Vamos reunir pesquisadores que operam diretamente nos arquivos foucauldianos para expor novas maneiras de pensar, investigar e escrever, no âmbito enunciativo do atelier foucauldiano. A pergunta básica do Forum é: como Foucault mobiliza, lê e traduz obras clássicas da antiguidade grega e da patrística para lançar hipóteses sobre a força ainda vigente do cristianismo em processos contemporâneos de subjetivação.

Já confirmados estão os pesquisadores franceses Philippe Chevallier, da Biblioteca Nacional da França e membro fundador da Biblioteca Foucauldiana, Anthony Manicki, da École Normale Supérieure de Lyon, Cesar Candiotto, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Durval Albuquerque, da Universidade Federal de Rio Grande do Norte, Emerson César de Campos, da Universidade do Estado de Santa Catarina e Kleber Prado, da Universidade Federal de Santa Catarina.

Mais informações: forumfoucault.ufsc@yahoo.com.br ou pedesou@gmail.com

intercom 2010: programação total

Se você está pensando em ir ao Congresso da Intercom em Caxias do Sul e quer se planejar, baixe agora o livro com a programação (tem mais de 400 páginas!!!). Se você não pretende ir, mas ficou curioso, baixe também e acompanhe o que estará em jogo. Se você não pretende e nem se interessa por esse assunto, por que leu este post até aqui???!!

Siga o evento pelo blog ou pelo twitter.

direitos autorais em discussão: propostas

Embora este seja um assunto que me interessa bastante, pouco tratei neste blog da consulta pública que o governo federal fez nos últimos meses sobre reformas na lei de direitos autorais. A escassez de tempo e meus (des)conhecimentos de direito me impossibilitaram de escrever aqui algo que se justificasse.

No entanto, tem gente mais séria por aí. É o caso do Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação (GEDAI), vinculado ao Curso de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina. Uma referência regional e nacional para esta discussão, o grupo vem promovendo debates (em junho e julho) e sistematizou um documento com “os principais resultados obtidos, sistematizados e com as devidas justificativas, na forma solicitada pelo MinC para a consulta pública”.

O documento é importante também para quem pretende vir a Florianópolis para o 4º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que acontece neste mês e que dei mais informações aqui.

os 10 piores defeitos dos jornalistas

  1. Faltar com o rigor ou a ética.
  2. Acreditar que é o único que conhece “a verdade”.
  3. Achar que é infalível.
  4. Pertencer a uma falsa elite de “jornalistas medalhões”.
  5. Criar manchetes a partir de perguntas capciosas.
  6. Autocensurar-se por vários motivos.
  7. Acreditar que é juiz ou salvador.
  8. Confiar demais nas fontes.
  9. Esquecer que seu objetivo principal é informar as pesssoas.
  10. Acomodar-se em recursos fáceis como o “copia-e-cola” ou “google”.

Calma. A lista não é minha.

A jornalista Esther Vargas conta que a lista surgiu a partir da pergunta “Qual é o principal defeito de um jornalista?”, lançado na página Clases de Periodismo no Facebook.

Você concorda ou discorda? Antes, conheça a lista inteira.

ética na pesquisa: um guia para a comunicação

Embora sejam fundamentais, os aspectos éticos na pesquisa científica ainda são insuficientemente tratados. Pelo menos, a meu ver. Acho que discutimos muito mais questões metodológicas e conceituais, e deixamos a terceiro ou quarto plano o debate que envolve pensar a conduta do pesquisador em ato, a sua relação com as fontes de financiamento, e o seu trato com os sujeitos da pesquisa. Digo isso com base na observação de colegas, na leitura de relatórios de pesquisa e na de artigos resultantes dos estudos. Digo isso olhando para os lados e para o próprio umbigo. Discutimos pouco a ética da pesquisa científica, e na área da Comunicação, isso se repete.

Por isso, uma boa pedida é ler o Código de Boas Práticas que a International Communication Association, editou em junho passado. A publicação está disponível no site da entidade (e pode ser baixado aqui), e traz preocupações sobre um aspecto: como usar material protegido por direitos autorais. Sim, eu sei que este aspecto é muito polêmico, até por conta das discussões em torno de novos regimes de autoria com a internet e os movimentos por flexibilização de direitos em todas as partes. Sei também que este é um aspecto diminuto dentro do universo de discussão da ética científica, mas vale conhecer e criticar.

A publicação está em inglês, em formato PDF, tem 18 páginas e seu arquivo pesa quase nada: 233 Kb…

“a origem” desestabiliza quem o assiste

O filme mais comentado do momento tem um bom punhado de razões para sê-lo. “A origem”, de Christopher Nolan, é mesmo impactante. Não apenas pelos impressionantes efeitos visuais e sonoros, mas pela rocambólica trama e pelo ritmo eletrizante. Assim, o filme que reúne Leonardo DiCaprio, Ken Watanabe e Ellen Page no elenco – com participação luxuosa de Michael Caine – verdadeiramente tira o espectador de sua zona de conforto para envolvê-lo numa sucessão de jogos mentais e pensamentos frenéticos.

Não é exagero dizer que o “A origem” desestabiliza o espectador e o faz pensar, o que nem sempre é exigido no cinema. Tanto nas explicações oferecidas pelos personagens sobre o plano – entrar nos sonhos de um megaempresário e enxertar uma ideia na sua mente – quanto na história de fundo do personagem de DiCaprio. Não é um filme digestivo. Diversos elementos se encadeiam numa complexa estrutura narrativa. É um filme de jornada, dessas em que os personagens atravessam o inferno para cumprir uma missão e se transformam no meio dela. O que sobra, no final, são personagens-outros, redimensionados.

Christopher Nolan junta um punhado de ideias poderosas e de símbolos recorrentes: Convencer, mudar a opinião de alguém. Transformar a mente. Mudar os sonhos para modificar a realidade. A estrutura arquitetônica como um reflexo da estrutura da mente. Labirintos mentais. Labirintos físicos. Sofrer na vida real e despertar do pesadelo. Níveis de consciência. Um sonho dentro de um sonho, dentro de outro e de outro. Labirintos e espirais. Paradoxos e dúvidas. Embaçamento das fronteiras entre o real e o ilusório. O inconsciente como um cofre. Ariadne, a jovem arquiteta onírica, sendo o fio que conecta todos à realidade, como na mitologia que a coloca num labirinto.

Enfim, “A origem” mexe com a gente. Fica-se incomodado com a sensação claustrofóbica de estar mergulhado nos sonhos. Como se houvesse um efeito babuska, a boneca russa que tem dentro de si bonecas menores. Camadas de uma cebola. Níveis, estruturas interdependentes.

Do ponto de vista moral, o filme embaralha nossos valores. Torcemos para uma gangue de criminosos. Eles querem invadir a mente de um empresário por um propósito meramente comercial, claramente antiético. A gangue é empregada por um outro empresário que quer simplesmente anular seu concorrente, impedir que este cresça e se torne um rival impossível de ser controlado. Aliás, essa ideia – a de controle – perpassa todo o filme. Todos querem ter controle de seus sonhos, de suas vidas, de suas memórias, dos negócios, das estruturas de uma cidade, do tempo, dos níveis de consciência. Taí uma angústia que sustenta nossa existência: estar no controle das coisas e de si.

Claro, “A origem” é um filme, não passa disso. Não se trata de uma proposta de vida, uma visão alternativa dela. Mas de alguma maneira encarna uma obsessão humana, um sonho. Um sonho? Será? Já se beliscou pra ver se é mesmo?

webreportagem especial: uma dissertação

Amanhã, sexta (27), acontece a defesa da dissertação “Análise do especial multimídia Cayucos: um estudo de caso”, de Andréa Aparecida da Luz, aqui no Mestrado em Jornalismo da UFSC. O trabalho é orientado pela professora Raquel Ritter Longhi (com co-orientação de Mauro César Silveira), e tem na banca avaliadora os professores Luciana Mielnickzuk (UFSM) e Orlando Tambosi (UFSC), além de mim.

A dissertação se debruça sobre um especial multimídia que o Clarín fez sobre africanos que se aventuravam em barcos (os cayucos) para chegar até a Europa via Ilhas Canárias.

A defesa acontece às 14h30 na sala de videoconferência, Bloco B do CCE.
Se você não estiver por aqui e quiser acompanhar,veja a transmissão ao vivo aqui.

sonia bridi, a ufsc e a semana do jornalismo

A jornalista Sonia Bridi esteve na UFSC há dois dias para uma palestra e o lançamento da Semana Revista, publicação que é um aperitivo do que vai acontecer na 9ª Semana do Jornalismo. Bridi, que fez jornalismo na UFSC, é repórter especial da TV Globo, e foi correspondente da emissora na China, na Europa e nos Estados Unidos.

A 9ª Semana de Jornalismo é um evento totalmente organizado e produzido pelos alunos do Jornalismo/UFSC. Tradicionalmente, traz grandes nomes da área em escala nacional. Alguns destaques deste ano são Eliane Brum, Xico Sá, Suzana Singer, Palmério Dória, André Kfouri, Alberto Gaspar e Jotabê Medeiros.

A programação completa – palestras, minicursos e debates – pode ser encontrada aqui.

jornalismo em rede, e redes sociais no jornalismo convencional

Os grupos de mídia brasileiros demoram pra se mexer.

O jornal mais influente do país – a Folha de S.Paulo – só foi perceber que as mídias sociais podem ajudar seus canais convencionais de jornalismo há pouquíssimo tempo. Com isso, há três meses apenas, criou a função de editor de mídias sociais, cargo para coordenar ações nesses vetores. Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, os britânicos não só absorvem o poder das redes há mais tempo como já dispõem de estudos interessantes para gestores, jornalistas e estudiosos. Cito dois casos bem recentes e cujos resumos executivos que podem ser lidos rapidamente. Em The value of networked journalism, Charlie Beckett avalia como o jornalismo praticado em rede já faz parte da mídia mainstream da Inglaterra e como ele agrega valores para os meios convencionais. A publicação tem 20 páginas, e é resultante de uma conferência que reuniu o BBC College of Journalism, o Channel 4 TV, entre outros, em junho passado

Accountability through Social Media at the BBC é um resumo de um trabalho assinado pela Unthinkable Consulting e data de abril deste ano. A empresa avalia e sugere ações de como a poderosa BBC deve atuar com transparência em redes e mídias sociais. A publicação tem quatro páginas, e as preocupações ali esboçadas poderiam ser parcial ou integralmente assimiladas pelos grupos de mídia brasileiros…

(as dicas vieram de @agranado)

três revistas recebem textos

Se você tem artigos científicos prontos ou em fase de preparação e se atua na área da Comunicação, anote as oportunidades:

  • A revista Intexto receberá até o dia 27 de setembro artigos e  resenhas das áreas da Informação e Comunicação para a segunda edição  de 2010. Os trabalhos deverão ser submetidos pelo SEER  (http://www.seer.ufrgs.br/index.php/intexto ) mediante cadastro do(s)  autor(es). A revista está qualificada como B-2 no sistema Qualis de Periódicos da CAPES.
  • A revista Ciberlegenda, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM-UFF), recebe textos para publicação em outubro-novembro de 2010. O número estará dedicado ao tema “Mídia e América Latina”. Deadline em 07 de setembro de 2010. Mais informações em http://www.proppi.uff.br/ciberlegenda
  • A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC, está com chamadas abertas para a sua próxima edição, cujo tema é “Jornalismo e Políticas Públicas”. O número é referente ao segundo semestre de 2010, e a revista deve sair em dezembro. Qualis da revista: B3
    Prazo para submissão:
    20 de setembro de 2010
    Mais:
    http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/index
    Veja como formatar seu artigo: aqui

e agora, não é censura?

O 8º Congresso Brasileiro de Jornais terminou na semana passada com a sinalização de que a entidade maior do setor, a ANJ, criará até o final do ano um conselho de autorregulamentação. Segundo a presidente da associação nacional, Judith Brito, o órgão deve ter sete membros e vai se ocupar da aplicação do código de ética da entidade. A notícia faz lembrar a ruidosa discussão de seis anos atrás, quando a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defendeu a criação de um Conselho Federal de Jornalistas. Em 2004, a proposta causou grande polêmica, dividindo a categoria e espalhando mal estar no mercado.

O cenário cindido tinha de um lado, a defesa da necessidade de um órgão que pudesse regular a atividade jornalística, observando regras de acesso à profissão e aplicando o código de ética da categoria. No outro lado, havia o medo de que a a instância se tornasse um instrumento de censura ao jornalismo. O fato é que a ideia do Conselho Federal de Jornalistas foi rechaçada, muito por conta de uma ampla campanha que promoveu o terror na sociedade: um grupo de sindicalistas iria censurar os meios de comunicação! O resultado foi o arquivamento da proposta e a perda de uma oportunidade história para se discutir limites éticos e práticos para o jornalismo nacional.

Agora, uma ideia semelhante vem à tona. Não é preciso ir muito longe para ver que a proposta de um conselho de autorregulamentação dos jornais tem parentescos com a do Conselho Federal de Jornalistas. Há preocupações legítimas de se garantir a ética nos negócios e a responsabilidade social dos jornais. Mas o que causa surpresa é que, agora, não se rotula a proposta de censora, inibidora da liberdade de expressão no setor. Ora, o que mudou em seis anos? O conceito de liberdade de imprensa se modificou? O jornalismo se tornou mais livre desde então? Foram definitivamente afastadas as tentações de centralização da opinião e de controle da informação?

Nada disso. Os contextos atual e o de 2004 são bem semelhantes: o jornalismo ainda continua sua luta cotidiana em prol da pluralidade e da liberdade de informação e opinião; o jornalismo mantém seu compromisso com a democracia, na defesa do direito e no atendimento ao interesse público; o jornalismo continua sendo hostilizado por governos, empresas e cidadãos comuns que não se conformam com sua função fiscalizadora. O que distingue 2004 de 2010 é a cada vez mais evidente constatação de que o cenário da comunicação está em transformação acelerada, e que os jornais impressos em particular precisam se reposicionar no mercado; que precisam se reinventar para dividir a atenção e as verbas publicitárias com os meios eletrônicos e instantâneos; que não podem se acomodar sob pena de não sobreviverem. Isto é, motivações muito mais econômicas que políticas orientam a Associação Nacional dos Jornais a retomar um papel de protagonismo – já que essa expressão está tão em moda – no ecossistema informativo brasileiro. Os jornais querem manter seu prestígio junto a camadas sociais influentes; querem sobreviver e prosperar. E para fazê-lo é imperativo que se reaproximem da sociedade, que se reposicionem politicamente, empunhando bandeiras que são estratégicas, legítimas e populares, como a qualidade e a ética.

Um conselho de autorregulamentação para os jornais, gerido pela entidade empresarial do setor, é legítimo e é bem-vindo. Assim como um conselho federal para a categoria, a exemplo de entidades classistas que aproximem as profissões com a sociedade, como é o caso da Ordem dos Advogados do Brasil ou do Conselho Federal de Medicina. A sociedade precisa de órgãos ou instrumentos que promovam a ética e os valores, que incentivem a qualidade de produtos e serviços, que defendam os direitos individuais – como a privacidade e a liberdade de opinião – e os direitos coletivos – como o direito de ser bem informado. Não se trata aqui de defender um burocratismo que se apoie em entidades, conselhos, comitês que mais emperram que facilitam a vida do cidadão comum. Trata-se mais de promover o surgimento de iniciativas que possam se constituir em instrumentos verdadeiros e efetivos que auxiliem os públicos no consumo crítico das informações e do entretenimento.

Por isso, acho uma boa ideia a do conselho de autorregulamentação da ANJ. Como defendi claramente a existência de um Conselho Federal dos Jornalistas, proposta pela Fenaj. Aliás, penso que as duas entidades e outras ligadas às comunicações poderiam se aproximar mais em algumas lutas em comum. A ética no jornalismo preocupa também à Associação Nacional dos Editores de Revista (ANER), ao Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC), à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) ou à sua irmã, a Abra, entre outras entidades. Um bom primeiro passo pode ser dado na discussão e elaboração de um código de ética comum a elas. Durante a Conferência Nacional de Comunicação, em dezembro do ano passado, foi aprovada uma resolução para um Código de Ética do Jornalismo, primeiro documento que seria chancelado tanto por jornalistas quanto por empresas, que teria força de lei e que seria mais efetivo que os acordos deontológicos hoje tão segmentados.

Esta é uma proposta que a ANJ poderia abraçar agora já que está tão disposta a promover a ética jornalística…

mais um evento da comunicação em 2011

Edgar Rebouças, diretor de Relações Internacionais da Intercom, manda avisar:

Com o tema “A centralidade da comunicação”, a Associação Internacional de Comunicação (ICA) abriu a chamada de trabalhos para seu próximo congresso anual, que será realizado entre 26 e 30 de maio de 2011, na cidade de Boston, nos Estados Unidos. As informações estão no site www.icahdq.org e os textos completos devem ser enviados online entre 15 de setembro e 1º de novembro de 2010.

A ICA tem 24 divisões e grupos de interesse. Baixe aqui as ementas.

A diretoria de Relações Internacionais da INTERCOM se coloca à disposição para orientar os pesquisadores brasileiros.
O e-mail é international@intercom.org.br .

(Mais eventos de Comunicação em 2011 aqui)

perspectivas da comunicação digital, o livro

As pesquisadoras Maria Clara Aquino, Sandra Montardo e Adriana Amaral lançam durante o Intercom, em setembro, o e-book Intercom Sul 2010: perspectivas da pesquisa em comunicação digital, obra que reúne alguns dos estudos mais importantes na área da cibercultura no país e que vem reforçar a bibliografia nacional. O prefácio é de Fátima Reges, professora da UERJ.

Quer uma prévia? Veja o Sumário:

Introdução – Adriana Amaral (Unisinos), Maria Clara Aquino (ULBRA/UFRGS) e Sandra Montardo (Universidade Feevale)

Parte 1 – Lugares, ciberespaço e mobilidade

Neo-pragmatismo no ciberespaço – Hans Peder Behling (UNIVALI/FURB)

Em Busca do Território Virtual: dos Lugares Concretos para os Lugares Virtuais – Rebeca Recuero Rebs (Unisinos)

Jornalismo colaborativo: uma leitura do imaginário de Porto Alegre através da plataforma Locast – Ana Cecília Bisso Nunes, Priscilla Guimarães e Eduardo Campos Pellanda (PUCRS)

Novas tecnologias móveis: aspectos sobre o leitor e as redes sociais na Pós-modernidade – Sandra Henriques (PUCRS)

Parte 2 – Identidades, informação, jogos on-line e moda nos sites de redes sociais

Sujeito Pós-moderno, Identidade Múltipla e Reputação nas Mídias Sociais – Sandra Bordini Mazzocato (PUCRS)

Do Boato à Notícia: Considerações sobre a Circulação de Informações entre Twitter e Mídia Online de Referência – Gabriela Zago (UFRGS)

Das folhas de papel para o universo digital: o jogo “Stop” agora em game on-line – Marcos Leivas (UCPEL)

Desfiles de Moda na Era da Informação – Cynthia Hansen (IBES/UNIFEBE) e Hans Peder Behling (Univali/FURB)

Moda enredada: um olhar sobre a rede social de moda LookBook.nu – Daniela Hinerasky (PUCRS/UNIFRA) e Elisa Fonseca Vieira (UNIFRA)

Parte 3 – Blogosfera e cenários de convergência no jornalismo e na televisão digital

Estudo sobre a autoria dos 50 blogs brasileiros mais populares de 2009 –Laura Andrade e Alex Primo (UFRGS)

Cenário de convergência, impactos no webjornalismo e o caso Clarín.com – Andréa Aparecida da Luz (UFSC)

O uso do Hipertexto em Blogs de Jornais Online – Paolla Wanglon (UFSM)

A Colaboração entre jovens viabilizada pela Internet: uma análise dos casos Harry Potter e The Sims – Erick Beltrami Formaggio (IBGEN) e Mariana Corrêa de Oliveira (UFRGS)

Que TV é essa que agora tem de transmissão digital? Como ficam as especificidades da televisão em um ambiente de convergência – Simone Feltes (UNISINOS)

De I Love Lucy à Lost: Aspectos Históricos, Estruturais e de Conteúdo das Narrativas Seriais Televisivas Norte-Americanas – Maíra Bianchini dos Santos (UFSM)

Parte 4 – Conhecimento e comunicação organizacional na Web

Podcast: O Universo Midiático em Sala de Aula – Daniele Cristina Canfil, Diana Rocha e Camila Candeia Paz Fachi – (UnC – Concórdia)

Arquitetura da participação, construção de conhecimentos e ecologia cognitiva na web 2.0 – Aline de Campos (UFRGS)

Comunicação Organizacional Multimídia: um estudo de Websites Universitários – Giane Fabrine Stangherlini, Taís Steffenello Ghisleni e Angela Lovato Dellazzana (UNIFRA)

Redes Sociais na internet como ferramenta de gestão de relacionamento entre empresa e consumidor do ramo alimentício – Caroline Dias da Costa (FEEVALE)

Comunicação Corporativa Digital via Twitter: uma Leitura Funcionalista – Andressa Schneider, Nadia Garlet e Elisângela Mortari (UFSM)

hacking em 10 links

Ainda não se desfez o mal entendido sobre a palavras “hacker”. Muita gente ainda vê nela um tom pejorativo e uma semântica que aponta para a violação de sistemas e o crime cibernético. Se você pensa que hackers são sempre assim, melhor dar uma passada nos links a seguir. Você tem dez chances de mudar de ideia:

abbey lincoln foi pro céu

Uma voz do jazz subiu uma escala.

hq-con bombou!

O Floripa Music Hall ficou pequeno pra tanta gente neste sábado, durante a HQ-CON. Pelo que me lembro, esta é a primeira convenção de quadrinhos da cidade, e a casa de shows no centro ficou abarrotada de gente ao longo do dia. Milhares de pessoas passaram pelo local, espremendo-se entre as cadeiras dispostas para assistir aos debates e a área de circulação aberta. Confesso que me impressionei com o que vi. Quando cheguei pela manhã com meu filho, na abertura do evento, um grupo bem menor de pessoas aguardava a abertura dos portões. “É a meia dúzia de aficcionados de quadrinhos de sempre”, pensei. Que nada!

A casa foi enchendo e depois do almoço estava cheia. Um sucesso!

Eddy Barrows, desenhista do Superman, e dr Banner

Como convém, havia exposição de originais, encontro com artistas – como Eddy Barrows, que desenha o Superman, e Ricardo Manhães -, venda de gibis novos e usados, e alguns outros artigos para colecionadores. Diversas mesas com roteiristas e desenhistas aproximaram os fãs de quadrinhos catarinenses de alguns realizadores de outras praças, principalmente São Paulo. O concurso de Cosplay também convenceu alguns a aparecem fantasiados de seus personagens favoritos, vindos dos quadrinhos, dos animés ou dos games. Levei meu filhote vestido de Hulk e ele fez grande sucesso, mas se cansou bastante e não conseguiu esperar colher as glórias na competição: foi pra casa da avó. Atendi ao pedido, afinal “Hulk esmaga!”

Mesmo em sua primeira edição, a HQ-CON revela um incrível potencial comercial, cultural e social. Seus realizadores irão enxergar como um evento como este pode não apenas mobilizar tanta gente como também render dividendos e ajudar a difundir as subculturas ligadas à cultura de fãs. O que que quero dizer com isso? Ora, da próxima vez, será preciso fazer a convenção num espaço maior, com infra-estrutura tão boa como a que vimos hoje, mas com a presença de mais expositores, mais divulgação na mídia e mais cuidados na organização, principalmente com relação ao cronograma. Houve atraso de mais de duas horas em algumas atrações…

Se você não foi, mas quer um resumo, veja o que achei de bom e de ruim na HQ-CON:

Positivo

  • A escolha do local de realização; o Floripa Music Hall é central, limpo, bem iluminado, com bons banheiros e com estacionamento fácil (e de graça). É verdade que o estacionamento não é muito grande a ponto de permitir a entrada da Enterprise, mas bastava para veículos civis…
  • O preço dos ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Para um evento que começa às 10 da manhã e vai até até as 19 horas é bem barato.
  • Os convidados das mesas representam parcela interessante da produção atual de quadrinhos. Para quem não os conhecia, estava aí uma chance; para os mais bem informados, foi uma forma de revê-los
  • Trazer artistas para conversar com os fãs, desenharem por lá, e trocarem ideias é sempre muito legal. Aproxima o realizador com o seu público. Deveriam ter sido mais “explorados”.
  • Sorteios de brindes e gincanas sempre são muito divertidos.
  • A heterogeneidade do público foi uma grata surpresa. Sim, encontrei com os nerds de sempre, os cabeludos e barbudos, as meninas esquisitonas, mas vi a vovó que trouxe o neto, o professor de matemática que estava de passagem pelo centro, a bonitona que entorta os pescoços dos rapazes, enfim, várias camadas que se interessam pelo assunto. Isso é muito positivo, pois quadrinhos deixa de ser assunto de gueto…

Negativo

  • Não havia muita opção para alimentação e os preços praticados no interior da convenção eram extorsivos
  • Houve atraso na abertura dos portões e os debates se estenderam para além de seus horários, comprometendo todo o cronograma. Poderiam ter chamado o Wolverine pra ser o mediador: ninguém estouraria o horário!
  • Faltou um grande nome nacional entre os debatedores. Quem sabe ano que vem convidem alguém para uma conferência de abertura. Talvez a organização escolha um homenageado da edição e ele possa ser o cara do momento…
  • Havia poucos expositores e vendedores, e eles estavam confinados a espaços bem limitados. Sebos da cidade, lojas de games, camisetas e suvenires poderiam estar por lá também… afinal, nenhuma convenção de quadrinhos trata apenas de quadrinhos. A cultura de fã abarca games, seriados, livros, animés, vestuário, lembrancinhas diversas…
  • Não ter convidado escolas e articulado a vinda de mais crianças e pré-adolescentes. Vi poucos por lá. A maioria levada por pais ou parentes que já gostam da Nona Arte. Mas fazer com que estudantes frequentem um evento de quadrinhos é também uma importante iniciativa de formação de leitores.
  • Senti falta de grandes editoras ou lojas de quadrinhos, de alcance nacional. A presença de comerciantes locais deu um charme especial e mostrou que há um mercado regional, mas a vinda de grandes players daria mais opções ainda aos consumidores.
  • Por fim, acho que a convenção pode ter uma cobertura ao vivo pelas redes sociais. Twitter, Facebook, YouTube, Orkut e outros lugares estão aí mesmo pra expandir o universo…

direito de autor, um evento

Reproduzo a chamada de textos para o 4º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que acontece aqui em Florianópolis no mês que vem…

O Programa de Pós-graduação em Direito – CPGD/UFSC, por intermédio de seu Grupo de Estudos de Direito de Autor e Informação – GEDAI/UFSC, realiza o IV Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que ocorrerá em Florianópolis, nos dias 27, 28 e 29 de setembro de 2010 no campus universitário da UFSC.

O evento está realizando uma CHAMADA DE ARTIGOS com a finalidade constituir instrumento de vinculação de trabalhos científicos e doutrinários dedicado à análise do Direito de Autor as questões relacionadas a Sociedade da Informação e ao Domínio Público.

Prazo para envio de trabalhos até 31 de agosto de 2010 para o e-mail gedai.ufsc@gmail.com

– Os trabalhos deverão ser postados no site do congresso até dia 31/08/2010, impreterivelmente .

– O trabalho encaminhado deve atender o modelo disponível no site neste.

Clique aqui para ver o modelo

– Divulgação dos trabalhos selecionados e aprovados para apresentação será até 03/09/2010;

– A publicação dos trabalhos nos Anais depende da apresentação do mesmo no congresso;

– Somente será permitida a apresentação de trabalhos pelo(s) autor(es). Em caso de co-autoria, far-se-á suficiente a presença de pelo menos um deles no momento da exposição. Não será admitida a apresentação do trabalho por terceiros;

Mariores informações podem ser obtidas pelo site www.direitoautoral.ufsc.br

os jornais e as eleições: cartilha grátis!

A campanha eleitoral já começou pra valer. As alianças foram fechadas, debates estão acontecendo e os candidatos já saíram às ruas. Na semana que vem, tem início o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, e aí a coisa pega fogo. Como a mídia é o principal palanque, diversos veículos de comunicação têm normas específicas para este período. Entre os jornais, até mesmo a associação nacional (ANJ) produziu e vem distribuindo uma cartilha para orientar as empresas do setor. Vale a pena conhecer.

Clique aqui pra baixar!

mais duas chamadas para revistas

Existe um mantra entre os cientistas: “Publish or Perish!”
Isto é, quem não publica está frito.

Por isso, se interessar, corra atrás dessas duas chamadas de texto de revistas científicas da área:

Comunicação & Inovação, revista científica do mestrado em Comunicação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, informa que receberá até 30 de setembro de 2010 artigos e resenhas para a edição de n.21, referente ao segundo semestre de 2010.
Para formatar: http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_comunicacao_inovacao/index
Se tiver dúvidas, escreva para: gino.giacomini@uscs.edu.br

Comunicação & Sociedade, revista da Universidade Metodista de São Paulo, comunica o lançamento do número 53 e anuncia que está recebendo textos inéditos para as suas próximas edições.
Mais informações em: http://www.metodista.br/comunicacao.sociedade

(E não se esqueça desta chamada aqui)

mark deuze e sua vida midiática

O número 86 da Revista da USP já está disponível nas livrarias e traz um abrangente dossiê sobre Cibercultura. A organização é da Beth Saad, e entre os muitos trabalhos interessantes está uma versão em português e mais sintética de “Media Life”, assinado por Mark Deuze, Laura Speers e Peter Blank. Se quiser dar uma olhada numa outra versão do texto – mais longa e em inglês – veja aqui. Se quiser dar uma olhada no sumário da Revista da USP, clique aqui. E se quiser ler o editorial de Francisco Costa, vá adiante…

Editorial

Incrível como em questão de décadas avançamos tanto nas mais diferentes direções do mundo do conhecimento. Isso não é novidade alguma, está claro, mas de dez ou doze anos para cá o mundo se viu, grosso modo, às voltas tanto com a indefectível globalização, com seu multiculturalismo intrínseco e seu último abalo sísmico – a crise econômica mundial (veja nosso dossiê anterior) –, como com uma outra configuração social e tecnológica que nos envolve e muda e agiliza nossa vida a cada dia.
“Cibercultura” é o nome dado a esse novo estado de coisas, em que o computador, a Internet e a tecnologia de ponta estão moldando um novo modo de vida. Hoje é relativamente comum você ter sua página no Orkut, no Facebook ou no Twitter. Hoje, ao entrar na Internet, por exemplo, você tem acesso a milhões de blogs – e por trás de cada um deles está um ser humano ou um grupo, que o configura e o abastece, conforme a periodicidade e o interesse.
Vive-se a era da sociedade plugada, em que cada vez mais os profissionais levam a tiracolo seu notebook a cada canto do mundo para onde vão – ou de onde vêm. Em que os avatares habitam os games que nossos filhos jogam em casa. Está mais viva do que nunca a famosa ideia de que o centro do conhecimento, hoje, está em toda parte (como já estava anteriormente, mas agora com muito mais ênfase). O que temos, na verdade, é uma gigantesca teia que nos agrega ou nos exclui. À parte o incrível avanço técnico, o mundo continua lutando de forma insana contra a miséria e sua consequente exclusão digital. Esse novo mundo já mencionado propõe novas formas de relacionamento. E essa nova proposta de viver já tem nome: “cibercultura”.
Pois Cibercultura é o dossiê que busca explicar que admirável mundo novo é esse no qual habitamos. Para organizar a seção, convidamos uma especialista, a professora Beth Saad, que se mostrou uma entusiasta da ideia e não poupou esforços pra termos um dossiê digno de nota. Nossos mais sinceros agradecimentos a ela, portanto, que, no seu artigo – que abre o dossiê –, já situa com muita propriedade o leitor dentro desse estado de coisas que vivemos e que atende pelo nome de “cibercultura”. Assim mesmo, com letra minúscula. Afinal, nós já vivemos dentro dela. Para o bem ou para o mal.

intercom divulga programação

A Intercom divulgou ontem a programação das principais atividades do seu Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que acontece de 2 a 6 de setembro em Caxias do Sul (RS). Confira e programe a agenda…

INTERCOM JÚNIOR

DT1 – Jornalismo
DT2 – Publicidade e Propaganda
DT3 – Relações Públicas
DT4 – Audiovisual
DT5 – Comunicação Multimídia
DT6 – Interfaces Comunicacionais
DT7 – Comunicação, Espaço e Cidadania
DT8 – Estudos Interdisciplinares da Comunicação

GRUPOS DE PESQUISAS

DT 1 – Jornalismo
GP Gêneros Jornalísticos
GP História do Jornalismo
GP Jornalismo Impresso
GP Teoria do Jornalismo
GP Telejornalismo

DT 2 – Publicidade e Propaganda
GP Publicidade – Epistemologia e Linguagem / Marcas e Estratégias / Propaganda política

DT 3 – Relações Públicas e Comunicação Organizacional
GP RP e Comunicação Organizacional

DT 4 – Comunicação Audiovisual
GP Cinema
GP Ficção Seriada
GP Fotografia
GP Rádio e Mídia Sonora
GP Televisão e Vídeo

DT 5 – Multimídia
GP Cibercultura
GP Conteúdos Digitais e Convergências Tecnológicas

DT 6 – Interfaces Comunicacionais
GP Comunicação e Culturas Urbanas
GP Comunicação e Educação
GP Comunicação e Esporte
GP Comunicação, Ciência, Meio Ambiente e Sociedade
GP Produção Editorial

DT 7 – Comunicação, Espaço e Cidadania
GP Comunicação e Desenvolvimento Regional e Local
GP Comunicação para a Cidadania
GP Geografias da Comunicação
GP Mídia, Cultura e Tecnologias Digitais na América Latina

DT 8 – Estudos Interdisciplinares
GP Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura
GP Políticas e Estratégias de Comunicação
GP Folkcomunicação
GP Semiótica da Comunicação
GP Comunicação, Turismo e Hospitalidade
GP Teorias da Comunicação

PUBLICOM

Lançamento de livros

COLÓQUIO

Colóquio Brasil-Estados Unidos

ex-hacker existe?

Ao final da leitura de “Watchman – a vida excêntrica e os crimes do serial hacker Kevin Poulsen”, uma pergunta me martelou a cabeça: as pessoas podem mudar tanto assim?

Não que a biografia assinada pelo jornalista Jonathan Littman tenha me levado a pensar nisso. O livro conta como um adolescente norte-americano pacato, tímido e muito hábil se torna uma espécie de Inimigo Público Nº 1 nos Estados Unidos no começo dos anos 1990. Na década anterior, Kevin Poulsen era um gênio que se aventurava a hackear comunicações telefônicas, e em seguida passou a operar computadores se convertendo num impetuoso invasor de sistemas, acusado pelo FBI inclusive de espionagem.

Poulsen foi também o primeiro hacker a cumprir uma pena de prisão por seus atos – quase cinco anos atrás das grades – e ficou fora de circulação justamente no período em que a internet fervilhava, e novas gerações de hackers apareciam.

Mas como eu disse, não foi a leitura de sua biografia que me chacoalhou tanto. Foi juntar seu passado com sua atuação no presente. Poulsen deixou a cadeia em 1996, e passou a trabalhar com segurança online. Sua empresa chegou a ser adquirida pela gigante Symantec, e hoje Kevin Poulsen é ninguém menos que um dos editores-sêniores da Wired, a mais influente revista de tecnologia do mundo. O que é ter um ex-hacker na redação? O que teria feito com que Poulsen deixasse a adrenalina de seu cotidiano para “baixar a bola” e trabalhar com jornalismo? O tempo nos presídios o regenerou?

Na CampusParty deste ano, a organização trouxe Kevin Mitnic, outro lendário ex-hacker que cumpriu pena, deixou o “lado negro da força” e virou consultor de segurança. Assim como seu xará, Poulsen deixou tudo pra trás?

Alguém já me disse que “uma vez hacker, sempre hacker”. Isso porque o negócio nessa atividade não é dinheiro nem fama, mas entusiasmo pelo risco, respeito dos pares e outros valores de uma ética muito particular. Aliás, foi por conta da ética hacker que cheguei à biografia de Poulsen e venho estudando outros textos. Minha pesquisa sobre novos valores éticos que poderiam contagiar a prática jornalística esbarra na ética hacker e na presença de outros atores no cenário comunicativo contemporâneo. Mas a dúvida persiste: existe ex-hacker?

O que você acha?

coltrane, lego e animação

Michal Levy oferece uma alucinante animação tendo como fundo musical “Giant Steps”, um clássico de John Coltrane. A gravação do saxofonista é de 1959, o filme original é de 2001, mas em 2004 ganhou nova edição da animadora israelense. Junte o jazz com blocos coloridos que mais parecem pecinhas de Lego. Chega de papo! Veja você mesmo!

(dica do Ricardo Lombardi, do Desculpe a Poeira)

prepare-se para eventos de comunicação em 2011

Já estão marcados uma série de eventos científicos da área da Comunicação e do Jornalismo. Se você é do tipo planejado, organizado ou precavido, prepare-se para 2011. Se é do tipo esquecido, desorganizado e que deixa pra última hora, também anote. E se souber de mais algum, ajude a ampliar esta lista.

Abril

12º Simpósio Internacional de Jornalismo Online – Austin, EUA: Universidade do Texas

Fórum Regional Sul de Professores de Jornalismo – Chapecó, SC: Unochapecó

8º Encontro Nacional de História da Mídia – Guarapuava, PR: Unicentro

Maio

Intercom Sul – Londrina, PR: UEL

Congresso da Associação Internacional de Comunicação – Boston (EUA)

Junho

Compós – Porto Alegre, RS: UFRGS

Julho

IAMCR – Istambul (Turquia)

Agosto

Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana – São Paulo, SP: USP

Setembro

Intercom – Recife, PE: Unicap

Novembro

9º SBPJor – Rio de Janeiro: UFRJ

congresso mundial de comunicação em são paulo

Daqui a exatamente um ano acontece na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP o 1º Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana, um evento da Confederação Ibero-Americana das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação.

O Confibercom se dará de 3 a 6 de agosto de 2011, e sua programação é alusiva ao “bicentenário do processo de descolonização ibero-americana”. O tema do congresso será “Ibero-América em tempo de comunicação globalizada”.

Mais informações em breve…

porque ainda é dia dos pais

Uma das frases mais conhecidas do cinema é justamente esta:
“Lucke, eu sou seu pai!”

Em homenagem aos pais visitantes deste blog, meu pequeno Darth Vader dá o ar de sua graça.

fenaj homenageia lage e herz

Um dos últimos atos da gestão de Sérgio Murillo de Andrade à frente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) será conceder comendas da entidade a dois jornalistas de âmbito nacional: Nilson Lage e Daniel Herz. As homenagens acontecerão durante o 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, de 18 a 22 de agosto, em Porto Alegre (RS).

Lage é um dos nomes mais influentes do meio acadêmico no Jornalismo, com obras reeditadas há décadas, e com uma trajetória que permanece nítida e bem pavimentada mesmo depois de sua aposentadoria compulsória em 2006. Para Daniel Herz, a homenagem é póstuma, já que o jornalista, acadêmico e militante pela democratização da mídia morreu em maio de 2006.

O tema do 34º Congresso Nacional dos Jornalistas é “O jornalismo a serviço da sociedade e a defesa da profissão”.

evento sobre luiz beltrão

(reproduzo a pedido do colega Sérgio Gadini)

A I Jornada Beltraniana, evento de nível nacional promovido pela Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação e realizado pelo Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, marca o início das comemorações do Centenário do jornalista e professor Luiz Beltrão, que ocorrerá em 2018. Nascido em Olinda (Pernambuco), Beltrão é considerado o pioneiro das Ciências da Comunicação no Brasil. O tema do evento, “50 anos do livro Iniciação à Filosofia do Jornalismo”, tem como proposta homenagear o cinquentenário da obra em 2010, considerada um clássico do Jornalismo Brasileiro, como destaca a coordenadora da I Jornada, professora Karina Janz Woitowicz.

A abertura da I Jornada Beltraniana de Ciências da Comunicação ocorrerá com a conferência do professor Dr. José Marques de Melo, da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), na quinta-feira (12/08), às 19h. Na sexta-feira (13) e sábado (14), o evento contará ainda com professores pesquisadores em Comunicação e Jornalismo com reconhecida trajetória na área, como Roberto Benjamin (UFRPE), Betania Maciel (UFRPE), Maria Cristina Gobbi (UEP e Intercom), Cristina Schmidt (Universidade Mogi das Cruzes), Elias Machado (UFSC), entre outros.

O curso de Jornalismo da UEPG também realiza, como atividade integrada à I Jornada Beltraniana, a XIX Semana de Estudos em Comunicação, entre os dias 9 e 12 de agosto, que contará com palestras, oficinas, atividades culturais, mostra de documentários e concursos (reportagem, fotografia, blog, crônica e charge). As palestras e oficinas serão realizadas por profissionais egressos do Curso, com atuação na área em nível regional e demais Estados. Além da troca de experiências com jornalistas que se formaram na UEPG, a proposta visa a própria confraternização entre egressos e atuais estudantes, professores e funcionários, conforme destaca a coordenadora do evento, professora Hebe Gonçalves.

Mais informações em:
http://agenciauepg.blogspot.com