ainda sobre jornalismo visual…

Tattiana Teixeira, que sabe muito mais de infografia do que eu, avisou a mim e ao Clóvis Geyer que as mudanças na Superinteressante tinham sido ocasionadas pelas “mudanças radicais editoriais e gráficas da Galileu”. A twittada dela me fez pensar e passar numa banca de revistas para conferir…

Sim, Tattiana tem razão. Não se pode julgar alterações num produto levando-se em conta apenas as motivações internas. Aspectos mercadológicos são fundamentais. E no caso da Super, claro, que reformas na concorrente direta – editada pela Globo e que está completando 18 anos este mês – foram determinantes para os ajustes a que mencionei antes. Na verdade, sempre, um conjunto de fatores internos e externos, estruturais e conjunturais fazem com que as empresas se modifiquem, alterem suas rotinas e redimensionem seus produtos e serviços.

A edição de agosto de Galileu também é muito visual. Recorre a infográficos, a cores, a ícones, mas não o faz em detrimento dos longos textos, mesmo quando justificado. Super parece apostar nisso. Galileu sofreu reformas e está mais visual, mas não abriu mão da extensão das palavras. Basta comparar as edições deste mês e perceber – sem cálculo, sem nada – que Galileu oferece muito mais unidades de informação verbal do que a concorrente da Abril. Por um preço ligeiramente menor, diga-se…

Isso faz da Galileu melhor? Não necessariamente. Se os textos forem bons, e funcionarem como “ferramentas” melhores para se contar histórias, tanto melhor. Se não, não. Pessoalmente, acompanho mais a Super que Galileu, mas no conjunto, a revista popular de ciência da Globo está muito mais interessante que a própria Superinteressante… Pautas, enfoques, angulações e textos estão bem mais instigantes…

No post anterior, eu destacava a aposta de Super, como um lance de ousadia pelo jornalismo visual. Talvez a estratégia se mostre equivocada. Mas os passos de Galileu sinalizam que não. Galileu também está mais atraente, visual, chamativa, sedutora aos olhos. Por aí, já se disse no mercado e na academia que o jornalismo visual era uma das tendências mais fortes dos próximos anos para a área. Adriana Alves, do ótimo blog Infografia em Base de Dados, citou diversos exemplos num comentário a este blog que bem demonstram tais tendências…

super muda pra continuar a mesma

É com a frase do título que o redator-chefe da Superinteressante, Sérgio Gwercman, justifica o conjunto de mudanças pelas quais passou a revista a partir do número que está nas bancas. Quer dizer: a Super mudou para manter-se no jogo, para reforçar seu espírito de sempre.

Se você não viu ainda a edição 268 – de agosto de 2009 -, eu dou o serviço: as mudanças são mais de forma que de conteúdo. Isto é, com exceção do surgimento de uma ou duas novas seções, a estrutura da publicação continua a mesma. O que se percebe a olhos vistos é um novo projeto gráfico e a assunção de uma vocação histórica da revista: os infográficos. Quem acompanha a Super sabe que a publicação sempre foi jovial e sempre, sempre investiu pesado em infográficos de peso, que geralmente ocupavam as páginas centrais, juntinho aos grampos, estrategicamente ali colocados para serem destacados e se tornarem pôsteres. Esses infográficos tomavam duas páginas e o leitor – como os da Playboy – precisavam virar 90 graus a revista para acompanhar os detalhes.

A coisa era tão bem feita que houve um tempo em que a Super era a única publicação brasileira a trazer nas matérias a assinatura do repórter, do fotógrafo/ilustrador e do designer da página!

Pois bem, a Super – segundo Gwercman – agora traz mais e mais infográficos. E é verdade. Não apenas esses gigantes, mas outros menores, ocupando uma página ou menos. O fato é que se percebe que a redação decidiu colocar matérias e infográficos no mesmo patamar. Com isso, não uma mas várias vezes, o leitor vai encontrar arranjos tipográficos, soluções gráficas e muito visualmente trabalhadas ao invés de um texto corrido. Isso é uma mudança e tanto! Vou repetir: o jornalismo visual ganha espaço e divide as páginas da Super com o jornalismo de texto tradicional, bem redigido e tal.

É cedo para dizer se isso vai dar certo e se essa é a melhor forma de se adaptar a novos tempos de jornalismo e de mídia renovada.

Mas é curioso perceber que a Super faz isso para se manter firme e forte. Ao mesmo tempo em que permite que qualquer leitor acesse seu farto conteúdo na internet, apela para uma estratégia inteligente para reembalar seu conteúdo para o suporte impresso. No site, há infográficos também. Mas não se compara ao prazer de vê-los em papel de revista. Prazer mesmo!

Eu disse há pouco que é curioso perceber esse caminho, pois nos anos 80 a sedução pelos olhos foi a saída para uma certa reinvenção dos jornais. A Folha de S.Paulo seguiu os passos do USA Today, que buscou na TV uma nova diagramação para suas páginas, abrindo fotos em mais colunas, recorrendo à cor e reforçando a narrativa do texto com gráficos… Àquela época, os jornais copiavam a linguagem da TV para aumentar seu tempo de sobrevivência. Como o animal que mimetiza seu predador para não ser devorado por ele.

No caso da Super, não se trata de copiar a TV novamente. Mas de reforçar nas páginas impressas uma vocação da revista, um jornalismo visual que parece funcionar muito bem no suporte de papel e não na tela. Com isso, a Super oferece conteúdos semelhantes, mas embalados de forma distinta na web e nas bancas. Não é mais o mimetismo da presa, mas a encarnação de uma pelagem para se fazer notar, como os espécimes que se transformam para seduzir e acasalar. Namorar com o leitor, no caso. Me parece inteligente, ousado, arriscado.

É bem verdade, não gostei tanto das tipologias adotadas pelo novo projeto gráfico. Mas a revista continua superatraente. De qualquer forma, é bom acompanhar o desenrolar dessa história. Ao invés de sentar, cobrir a cabeça com o véu e chorar diante do alardeado cadáver do jornalismo impresso, tem gente que está é sacudindo o caixão e bagunçando o coreto do velório…

uma imagem doméstica do inverno

Sim, tem feito bastante frio aqui em Santa Catarina. As temperaturas despencaram pra valer neste inverno, e há uns dez anos não se tremia tanto nas cidades catarinenses. De forma atípica, o frio tem vindo junto com a chuva, o que torna a coisa mais difícil de levar, ao menos pra mim.

Porque é sábado, deixo um flagrante caseiro do frio por estas bandas:

Mila, clandestina num cobertor. Esta sabe viver…

mila_e_o_inverno

fora sarney: um mashup

A dica me foi passada pelo Palmério Dias. É mais uma versão da já clássica cena de A queda, em que Hitler e seus lacaios estão no bunker, na iminência de serem derrotados. Como sabem, Hitler desespera-se e espalha xingamentos e ira para todos os lados. Já vi diversas versões da cena, sempre legendadas num outro contexto e sempre com muito bom humor. Desta vez, Hitler está no papel de Sarney.

miles davis vira trilha de videogame

miles_pixelFaz 50 anos que surgiu um dos discos mais celebrados do Jazz: Kind of Blue. Um disco sensível, único, sensacional, com músicos como Miles Davis e John Coltrane.
É lindo de ouvir, já falei disso. Adoro jazz, mas não sou purista. Por isso é que não torci o nariz para a notícia de que o mítico disco estaria virando trilha sonora de videogame retrô.

Foi Miles quem me mostrou que não vale a pena ser purista, e que é preciso se reinventar a cada dia, a qualquer momento. A trajetória musical de Miles Davis mostra isso. Ele tocou bebop com Charlie Parker e Cia; depois, inventou o cool jazz; depois, veio o free jazz, o fusion, etc. etc. Miles é um cara que tocou todos os standards, todos os clássicos, mas tocou Cindy Lauper e tocou a trilha de abertura do Homem-Aranha… Era um camaleão, com voz de lagarto, sopro poderoso, dedos com mil articulações pressionando os pistos de seu trompete. A figura altiva, os olhos esbugalhados, as roupas fosforescentes, os cabelos revoltos, tudo isso e mais as lendas que o acompanharam fizeram dele um mito.

Uma historinha para terminar este post:

Certa vez, Miles Davis foi convidado para uma recepção na Casa Branca. Lá, havia políticos, empresários, artistas, e uma fauna variada. Uma socialite se aproximou do negro vestido com elegância e perguntou num misto de nojo e curiosidade: “Afinal, o que o senhor faz aqui?” Miles respondeu com tranquilidade assombrosa: “Estou aqui porque mudei o panorama da música mundial duas ou três vezes”.

Sem exageros, Miles não mentiu.

blogs, redes sociais e comunicação digital: um evento na feevale

logo

Estão abertas as inscrições para o 3o. Seminário Blogs: Redes Sociais e Comunicação Digital.
O evento acontece nos dias 21 e 22 de setembro de 2009, na Feevale, em Novo Hamburgo, RS.

A proposta do seminário é abordar a influência das redes sociais na web na comunicação digital a fim de promover a compreensão deste cenário para que se possa agir nele de forma eficaz.

O 3º Seminário Blogs: Redes Sociais e Comunicação Digital vincula-se ao Projeto “Comunicação Corporativa e Conteúdo Gerado pelo Consumidor: desafios e tendências” (CNPq), que faz parte do Grupo de Pesquisa em Comunicação e Cultura, desenvolvido no Centro Universitário Feevale.

Programação (sujeita a alterações):

21/09/2009 – Segunda-feira
17h30min – Abertura Oficial
18h30min às 19h30min – Painel: Blogs e Jornalismo Colaborativo
Ministrantes: Ana Brambilla (PUCRS), Diogo Carvalho (Blog Destemperados) e Rogério Christofoletti (UFSC)
20h às 22h30min – Palestra: Promoção e relacionamento online
Ministrantes: Edney Souza (Interney)  e André Pecini (Google)

22/09 – Terça-feira
14h às 17h – GT’s (Grupos de Trabalho)
– Redes Sociais na Web –  Comunicação mediada por computador nas ferramentas da Web 2.0 (blogs, microblogs, fotologs, videologs, sites de compartilhamento de vídeos, músicas e fotos, podcasts, videocasts, comunicadores instantâneos, plataformas de redes sociais de relacionamento) em sua interface com as redes sociais de relacionamento; Jogos Digitais e relacionamento on-line.
– Conteúdo na Comunicação Digital – Jornalismo on-line; jornalismo cidadão; plataformas colaborativas; plataformas open source; produção, compartilhamento, organização e busca de conteúdo (folksonomia, ferramentas de busca e web semântica); Jogos digitais como produção, compartilhamento e distribuição de conteúdo.
– Comunicação Digital Corporativa – Comunicação organizacional na web; Web 2.0 e a Opinião Pública; Ações de web marketing na Web 2.0; Publicidade on-line; Web Design; Advergames; Jogos digitais como estratégia de marketing na Web.

14h às 17h – Oficinas
Oficina 1: TV na internet (Justin.TV, Youtube, entre outros)
Ministrante: André Pase (PUCRS)
Oficina 2: Como se tornar um formador de preferência a partir das redes sociais (Blogs, Twitter, Facebook e outros)
Ministrante: Arnoldo Barroso Benkenstein (Feevale)
Oficina 3: Plataformas de Música online
Ministrante: Adriana Amaral (UTP)

18h – Plenária

19h – Encerramento Oficial

Datas importantes:
Inscrições: 30 de julho a 20 de setembro de 2009
Submissões de resumos: 30 de julho a 15 de agosto de 2009 (*)
Divulgação dos aceites: 20 de agosto de 2009

* Os resumos devem ter entre 900 e 2500 caracteres com espaços e conter os elementos a seguir especificados (não necessariamente nesta ordem): tema, justificativa, objetivos, metodologia, resultados parciais e/ou finais, considerações finais e palavras-chave (mínimo três e máximo cinco palavras).

Inscrições e mais detalhes em http://www.feevale.br/seminarioblogs

Regulamento AQUI!

ética e certificação de blogs e sites

A dica é rápida e ligeira: Alex Gamela reproduz entrevista que deu a uma acadêmica onde discute a idéia de certificação de qualidade para sites e blogs, bem como um selo de ética online. Vale ler e pensar sobre…

com o twitter, quem precisa de jornais?

Chris Anderson, o editor da Wired, dá uma paulada na moleira da mídia tradicional. Em entrevista a Frank Hornig, do Salon.com, o autor de A Cauda Longa fala de jornalismo, de modelos de negócio que podem ajudar a sustentar a indústria de mídia e sobre o tamanho da economia da internet. O título da entrevista é provocativo: quem precisa dos jornais quando se tem o Twitter?

O homem por trás de uma das mais prestigiadas publicações (impressas) sobre tecnologia é categórico. Quando se detém para discutir o futuro da comunicação, não usa mais palavras como “jornalismo”, “mídia” e “notícias”. Para ele, esses termos ajudaram a definir o padrão de difusão informativa no século XX e hoje já precisariam ser substituídas, porque o cenário mudou.

A entrevista é interessantíssima, deve ser lida com atenção, e guardada para conferirmos possíveis erros e acertos nos prognósticos.

sbpjor prorroga prazo para trabalhos

Reproduzo informe da Diretoria Científica da SBPJor:

A SBPJor decidiu prorrogar em uma semana a inscrição de trabalhos para o VII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo. O prazo passa a ser 10 de agosto.

O sistema de inscrições está em http://www.sbpjor.org.br/artigos2009

O site do evento também está no ar: http://sbpjor.org.br/evento

em tempos de gripe a, como atua a mídia?

Vivemos dias complicados para os governos e as redações, né mesmo?

Imagine que diante da pandemia de gripe A, os administradores públicos precisam informar a população, convencer o cidadão comum a adotar procedimentos de segurança e ainda repassar novidades aos agentes de saúde, por exemplo. A imprensa, por sua vez, também tem um papel estratégico nesta situação: disseminar massivamente as informações que realmente interessam, atualizar o noticiário, acompanhar os movimentos dos governos para ver se as melhores políticas públicas de saúde estão sendo adotadas… E o enrosco é justamente este: Como informar sem alarmar? Como comunicar com fidelidade as circunstâncias que compõem a realidade sem causar histeria coletiva? Que cuidados se deve tomar nessas condições?

Não é fácil.

Por isso, já falei aqui de uma publicação da ANDI sobre Jornalismo Preventivo e Cobertura de Situações de Risco. Mas volto a falar da Agência de Notícias dos Direitos da Infância, uma das ONGs que mais se preocupa com o jornalismo voltado ao desenvolvimento e às políticas públicas sociais. Desta vez, lembro que a ANDI disponibilizou mais uma publicação, agora uma análise sobre como a mídia tratou a dengue e a febre amarela. O livro está em formato PDF, o arquivo tem 3,1 mega,  e é uma sequência de “Jornalismo Preventivo”…”. Baixe aqui.

futuro do jornalismo: palpites

Dois toques ligeiros:

1. A dica é do Luís Santos, do Atrium: Kevin Sablan fez uma interessante linha do tempo com prognósticos, vaticínios e palpites sobre o futuro do jornalismo. O levantamento tem suas limitações, é verdade, já que se apóia em alguns blogs e sites, apenas em língua inglesa, mas é um documento atualíssimo, pois se concentra no ano de 2009. Portanto, é uma timeline a ser esticada e acompanhada…

2. O CyberJournalis.Net arrisca: o futuro do jornalismo está nos jornais de nicho. Também vamos devagar… pois qualquer profecia nesses tempos tem tudo para ser contestada… mas vale pensar sobre…

contagem regressiva: prêmio adelmo genro filho de pesquisa em jornalismo

Vão até o dia 10 de agosto as inscrições para a quarta edição do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo. A premiação é voltada a trabalhos que tenham sido elaborados durante o ano de 2008 em três categorias: Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Uma quarta categoria (Sênior) é atribuída a pesquisadores com reconhecida trajetória no campo do Jornalismo.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da SBPJor, e os trabalhos devem ser enviados para o email premiosbpjor@yahoo.com.br Entre as novidades deste ano está a composição das comissões avaliadoras por três membros, e a possibilidade de envio de trabalhos de iniciação científica em co-autoria.

Os resultados têm anúncio previsto para 6 de outubro. Os vencedores de cada categoria e seus respectivos orientadores recebem seus diplomas de mérito durante o 7º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo, em novembro em São Paulo.

Mais informações: http://www.sbpjor.org.br/sbpjor/?page_id=421

ah, esse lobo antunes…

Lobo Antunes é um desses homens que não têm cara de escritor. Se a gente não o conhece, capaz de esbarrar na fila da padaria e nem pedir desculpas direito. É um desses homens com cara envernizada, com olhares fundos que lembram aos olhos cegos de Jorge Luis Borges, com voz de trovão de palestrante estrangeiro.

Há quem diga que é o maior escritor vivo da Língua Portuguesa. Há quem diga ainda que o Nobel de Literatura está a lhe cair no colo logo-logo.

Li apenas um livro dele e me encantei: Os cus do Judas. Comprei outros tantos que me atiram súplicas de leitura todos os dias, quando percorro as estantes de livros de casa. Conhecimento do Inferno está lá. Fado Alexandrino também. Exortação aos Crocodilos, cujo título adoro e que comprei por uma ninharia numa livraria de aeroporto, sorri malicioso para mim. Esses livros me espreitam como lobos… Enquanto não os enfrento, ouço o sujeito que os escreveu…

– em conversa com Humberto Werneck, na Flip deste ano…

– falando sobre O Arquipélago da Insônia, livro recente…

o valor do jornalismo e o dna da notícia

Dois links nesta sexta ensolarada – ao menos no litoral norte catarinense – me chamaram muito a atenção.

1. No agourento Newspaper Death Watch, Paul Gillin faz rápida reflexão sobre o valor do trabalho jornalístico.

2. Carlos Castilho conta em seu Código Aberto a reação da Associated Press para não ser lesada pelo Google e cia., que “chupam” seus materiais sem dar créditos ou dividendos.

Os dois links parecem não ter nada a ver entre si. Ilusão. Eles roçam em questões práticas e essenciais para o presente e o futuro do jornalismo. Se não existe almoço grátis, quem vai pagar a conta disso tudo?

sala de prensa 117 na rede!

Gerardo Albarrán de Alba avisa: está na rede a edição 117 de Sala de Prensa, deste mês de julho. Veja o sumário:

  • Irán: información atomizada, la nueva ola – Santiago O’Donnell
  • Hacia una historia del nuevo periodismo – Maricarmen Fernández Chapou
  • Concentración mediática y lavado de cerebros en América Latina – Jenaro Villamil
  • Notícias do Outro quando lá fora – Dinis Manuel Alves
  • La teoría de los géneros periodísticos en España: notas sobre su origen y estado de la cuestión – Ana Mancera Rueda
  • Informar y sobrevivir en Ciudad Juárez – Mike O’Connor
  • Sete anos e 45 viagens para um furo histórico – Luiz Weis
  • María Teresa Ronderos:“El periodista tiene que verificar y verificar” – Genaro Rodríguez Navarrete
  • Un aporte para pensar las formas comunicacionales de los pueblos originarios – Washington Uranga
  • CPJ Special Report Journalists in Exile 2009 – Karen Phillips
  • La comunicación antes de Colón
  • Reformas a la ley de prensa en Uruguay

ética jornalística, auto-regulação e accountability no sudeste da europa

A Unesco lançou um site que oferece códigos de ética, legislação sobre mídia e instrumentos de auto-regulação do setor jornalístico. O site é voltado aos países do sudeste europeu, como Albânia, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia, Montenegro, Turquia, Sérvia e Kosovo. Conheça Professional Journalistic Standards and Code of Ethics in South-East Europe aqui.

em quem confiar agora?

Philip Kennicott se pergunta hoje no Washington Post: após a morte do homem mais confiável da América, em quem podemos confiar? O articulista do Post faz uma interessante e rápida reflexão sobre credibilidade jornalística a partir do passamento de Walter Kronkite.

um raio x da mídia catarinense em 8 anos

Continua o bazar de livros gratuitos sobre jornalismo na internet!

Hoje, coloco à disposição dois e-books organizados pela equipe do Monitor de Mídia. Os volumes reúnem todos os diagnósticos sobre a mídia catarinense desde 2001. São mais de 600 páginas de análise e de interpretação dos padrões que caracterizam os meios de comunicação locais. Uma rica fonte de consulta para pesquisadores do jornalismo, mesmo para quem está em outras localidades…

Diagnósticos da Imprensa: as 100 primeiras análises
411 páginas
Tamanho do arquivo: 1,6 Mega – Baixar já!

Diagnósticos da Imprensa: edições 101 a 150
223 páginas
Tamanho do arquivo: 6 Megas – Baixar aqui!

um manual essencial e o futuro do jornalismo

O bazar da internet ofereceu nesses dias duas importantes publicações para quem se interessa por jornalismo e pelo futuro dele. O primeiro volume é o manual da Reuters, disponibilizado em formato PDF, em inglês e com generosas 517 páginas. Baixe aqui. A segunda publicação que merece destaque é a compilação de artigos resultantes de uma conferência que o BBC College organizou sobre o futuro do jornalismo. Isso mesmo! Eu disse BBC College. A BBC é tão organizada que tem um programa próprio e exemplar de formação continuada para seus funcionários. Afinal, são 7 mil jornalistas no mundo todo…

O volume “The future of Journalism” – em PDF, inglês e com 92 páginas – pode ser baixado aqui, mas se você está com pressa, o sumário é o seguinte:

  • The End of Fortress Journalism – Peter Horrocks
  • Introducing Multimedia to the Newsroom – Zoe Smith
  • Multimedia Reporting in the Field – Guy Pelham
  • Dealing with User-Generated Content: is it Worth it? – Paul Hambleton
  • Video Games: a New Medium for Journalism – Philip Trippenbach
  • The Audience and the News – Matthew Eltringham
  • Delivering Multiplatform Journalism to the Mainstream – Derren Lawford
  • Death of the Story – Kevin Marsh

Aproveite!

jornalismo de políticas públicas, um curso

Estão abertas as inscrições para o curso “Jornalismo de Políticas Públicas Sociais”, promovido pela UFRJ e ANDI. A realização é do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência (NETCCON), da Federal do Rio, e o prazo de inscrição termina em 27 de julho.

O curso é gratuito e fornece certificado. Começa em 3 de agosto, sempre às segundas-feiras pela manhã.

As inscrições pelo link:
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dHB2TXBxcU9wa09GSFQwYWVEWS1uY2c6MA

tá feia a situação no morumbi

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Esses dias, estava pensando: Putz! Faz tempo que não vibro pra valer com o São Paulo. Dois segundos depois, pensei: Na verdade, ultimamente, é só decepção: mandam embora o Muricy, contratam o Ricardo Gomes, o time acumula derrotas, derrapa e não vai pra frente…

Aí, decidi fazer um “Momento PVC”: números e estatísticas do São Paulo Futebol Clube nos seus últimos 15 jogos.

  • De 19 de abril pra cá, foram 15 jogos em três competições: Paulistão, Brasileirão e Libertadores.
  • 7 derrotas, 5 empates e apenas 3 vitórias
  • O São Paulo perdeu a final do Paulistão, foi desclassificado na Libertadores e hoje – antes do jogo com o Santos – está a 1 ponto da zona de rebaixamento no Brasileirão.
  • Antes de enfrentar o Santos – daqui a pouco -, o São Paulo tem 11 pontos acumulados em 11 jogos. Resultado pífio.
  • O São Paulo só venceu duas vezes neste Brasileirão.
  • A campanha é tão ruim que se o time estivesse na Série B estaria em antepenúltimo, prontinho para cair para a terceira divisão. Pior que o São Paulo na Série B só mesmo o ABC e o Campinense, da Paraíba.

Um retrospecto das últimas 15 partidas:

  • 19 de abril: perdeu por 2 a 0 a final do Paulistão para o Corinthians
  • 22 de abril: ganhou por 2 a 1 do América de Cali na Libertadores
  • 10 de maio: perdeu por 1 gol para o Fluminense no Brasileirão
  • 17 de maio: empatou em 2 gols com o Atlético Paranaense
  • 24 de maio: empatou com o Palmeiras num jogo sem gols
  • 27 de maio: perdeu por 2 a 1 para o Cruzeiro na Libertadores
  • 31 de maio: perdeu mais uma vez para o Cruzeiro: 3 a 0
  • 7 de junho: empate sem gols com o Avaí
  • 13 de junho: Santo Antonio não ajudou e o São Paulo empatou com o Santo André em 1 a 1
  • 18 de junho: virou freguês do Cruzeiro e perdeu mais uma. 2 a 0 pros mineiros
  • 21 de junho: perdeu para o Corinthians por 3 a 1
  • 27 de junho: ganhou do Náutico, por 2 a 0
  • 05 de julho: virou freguês do Corinthians. Perdeu de novo, agora por 2 a 0
  • 12 de julho: arrancou um empate em 2 a 2 com o Flamengo
  • 16 de julho: perdeu por 2 a 0 do Atlético Mineiro

Não arrisco prognóstico para o clássico com o peixe daqui a pouco. Mas tomara que não prevaleçam os números. Nem os que eu citei, nem a disparidade entre os dois times. A equipe do Morumbi é devota de um santo só, enquanto que o time da Baixada é plural na santidade, leva vantagem…

ATUALIZAÇÃO: O São Paulo venceu o Santos por 2 a 1. Mas isso não basta. Precisa melhorar muito ainda…

TOMingo

Porque hoje é domingo, evoco Tom Jobim, um sabiá que tocava piano.

Primeiro, com Edu Lobo, em “Luiza”.

Segundo, com Chico Buarque, em “Sabiá”.

Bom TOMingo!

problemas com o projeto que retoma a obrigatoriedade do diploma de jornalista

Um mês após o Supremo Tribunal Federal decidir pelo fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo, estouram aqui e ali iniciativas para fazer voltar a exigência do canudo. No Senado, caminha a passos largos uma proposta de emenda constitucional (PEC). Na Câmara, tem PEC também sobre o assunto. Em paralelo, na mesma Câmara Federal, o deputado Miro Teixeira apresentou projeto de lei para uma nova regulamentação da profissão. O parlamentar quer o diploma de volta, mas seu projeto está recheado de problemas.

Listo oito deles:

1º) O projeto praticamente repete as atividades desempenháveis pelos jornalistas já constantes do polêmico decreto-lei 972/69. Ora, o jornalismo se modificou bastante nos últimos 40 anos, o que deveria acarretar numa redação mais cuidadosa desse trecho em particular. Mantendo-se quase ipsis litteris o que já dizia a legislação anterior, fica a pergunta: o problema do decreto era a sua época de nascimento ou seu teor?

2º) O copia-e-cola é tão flagrante que no artigo 4º, o projeto determina que para se obter o registro profissional, o jornalista deva apresentar “folha corrida”! Ninguém aí ouviu falar de presunção de inocência? Por que, então, o cidadão que pleiteia um registro para trabalhar tem que provar que é inocente, que está limpo? A regra não é que cabe ao acusador o ônus da prova?

3º) Diferente da legislação anterior, o projeto de lei possibilita o estágio, mas não faz menção a acompanhamento ou qualquer supervisão. Nem tampouco estabelece regras de proporcionalidade nas redações, remuneração mínima ou carga horária máxima para os estagiários. Brechas perigosas para os profissionais e para os iniciantes…

4º) O projeto mantém duas obsolescências: o registro para provisionados e o registro especial para funcionários públicos. Com mais de 300 cursos de Jornalismo no país e com uma tradição de formação universitária já consolidada, os jornalistas provisionados estão em vias de extinção. Não devem surgir novos, a não ser que a lei permita… Quanto a tratar funcionários públicos de forma diferente, isso já é um atentado à democracia, à isonomia de direitos, etc…

5º) Pasmem! Nas funções desempenháveis por jornalistas no projeto, não constam várias delas, entre as quais a de editor. Editor, para o projeto, não é jornalista! Por consequência, nas funções restritivas aos jornalistas diplomados, também não consta a de editor…

6º) O projeto permite que se obtenha o registro de jornalista com base na experiência, bastando apresentar comprovações…

7º) O projeto joga o problema do exercício irregular da profissão no colo dos sindicatos, ao afirmar que eles “representam as autoridades competentes” nestes casos. Quem não tem fiscais nem poder de polícia pode fazer isso?

8º) Mais grave ainda: o projeto estabelece que “estão convalidados os registros expedidos pela seção competente do Ministério do Trabalho e Emprego”. Isto é, o projeto de lei ajuda a regularizar os mais de 7 mil registros precários obtidos a partir da discussão sobre o diploma ocorrida entre 2001 e 2009. O projeto não apenas fecha os olhos para os oportunistas, mas garante os seus direitos…

Pelo que se vê, não está nada bom o projeto de lei, mas é preciso lembrar: Miro Teixeira é um político sério. Combateu fortemente a Lei de Imprensa até conseguir que o STF a derrubasse por completo. Como ministro das Comunicações fez o que ninguém ainda tinha tido coragem: mandou colocar os nomes dos proprietários e concessionários de emissoras de rádio e TV no site do ministério, expondo o oligopólio no setor. Miro é sensível às questões dos jornalistas, pois já atuou na área e acompanha muito o setor. Mas o projeto que oferece para substituir o decreto-lei 972/69 é, no mínimo, apressado e mal costurado. Pra ser bem sincero, o projeto do jeito que está nada melhora na regulamentação profissional dos jornalistas…

comunicação de governo e mídias sociais

No início desta semana, fiquei particularmente curioso quando vi no Twitter que Beth Saad estava indo a Brasília para palestrar sobre mídias sociais. Para quem não sabe, Beth é uma das mentas mais abertas e arejadas da academia brasileira quando o assunto é tecnologia, comunicação e gestão estratégica. Pois Beth deixou um robusto post no Intermezzo dando suas impressões sobre o que viu e ouviu por lá.

Como era de se esperar, as expectativas dela – de que não há uma política sobre o tema no Planalto – foram plenamente confirmadas. Infelizmente. Mas o ceticismo de Beth deu lugar a um otimismo pragmático. Postura sábia e objetiva…

Tomara que o governo acorde e assuma seu lugar nesta história toda. Tomara.

igreja plagia texto sobre ética jornalística

Como se diz por aí: eu morro e não vejo tudo!

Pois não é que uma igreja foi condenada na justiça pelo uso indevido de um texto sobre ética, ética jornalística?

Reproduzo – com os devidos créditos – matéria que conta o caso tim-tim por tim-tim. O Comunique-se deu ontem a notícia:

A Igreja do Avivamento Mundial – Assembleia de Deus Ministério de Boston foi condenada indenizar em R$ 42.830,59 a jornalista Alessandra Silvério por violação de direitos autorais. Além disso, a igreja terá que publicar, no prazo de cinco dias a partir da data da intimação, erratas em três jornais de grande circulação na cidade de Curitiba (PR), sob pena de multa diária de R$ 1 mil. A igreja perdeu o prazo de constestação e, por isso, não cabe mais recurso.

A ação movida pela jornalista é por causa de plágio de seu trabalho de conclusão do curso de Jornalismo. O texto foi publicado originalmente em 2003, no site Aruanda. No mesmo ano, o jornal Mensageiro Cristão, de propriedade da igreja, republicou o artigo como se fosse da autoria do editor do veículo. Ironicamente, o texto trata da ética jornalística.

“Ora, a ré se utiliza de trabalho que não lhe pertence e, descaradamente fala em ética profissional”, afirma o juiz Vitor Frederico Kümpel em sua decisão.

O jornal com o texto plagiado foi editado em dezembro de 2003 e distribuído no Brasil e em outros países. Em sua defesa, a igreja alega que não possui ligação com o Ministério de Boston e que não possui revistas, jornais ou sites, argumento que não foi aceito pelo juiz.

3 fatos preocupantes de agora

1. O próprio Ministério da Saúde reconheceu: o vírus da temível gripe A já circula pelo Brasil. O mundo vive uma pandemia e já disseram que na vizinha Argentina haveria 100 mil infectados. Mantenhamos a calma.

2. O presidente da Comissão de Ética do Senado, Paulo Duque, é um senador sem voto. Ele é suplente de suplente de senador. Mantenhamos a vigilância.

3. A oposição e a mídia exibem os tentáculos de José Sarney, mas nada deve acontecer a ele. Mantenhamos a indignação.

last.fm, twitter e webjornalismo participativo

Nesta semana, três orientandos meus defenderam suas monografias em banca, encerrando parte importante de suas graduações em jornalismo.

Vinicius Batista de Oliveira apresentou a pesquisa “A revolução social da música: a relação dos usuários com as tags no Last.fm”. Para discutir aspectos como taggeamento e produção de conhecimento no terreno musical pelos ouvintes do sistema, Vinicius reuniu informações sobre 253 sujeitos de pesquisa em todo o Brasil, de longe o maior levantamento do gênero sobre o Last.fm. Além disso, entrevistou em profundidade duas importantes pesquisadoras nacionais do tema. Como Vinicius planeja publicar parte de sua pesquisa em periódicos científicos das área, não disponibilizamos agora esse material. Mas ficam os slides da apresentação em banca

Joel Minusculi apresentou a pesquisa “Reconfigurações da imprensa no webjornalismo participativo: o caso do Leitor-Repórter do diario.com.br”. Na monografia, Joel discute como o canal que o Diário Catarinense tem para incentivar a participação do leitor comum tem se estruturado, tomando como estudo de caso uma semana de postagens dos usuários. Justamente a semana que sacudiu o Vale do Itajaí em novembro de 2008, quando das enchentes que comoveram o país. Joel avalia a plataforma, o processo e as repercussões que tudo isso vem trazendo para a rotina produtiva dos jornalistas locais. Os slides da apresentação estão aqui.

Franciscos Machado da Silva defendeu a monografia “O papel do Twitter no jornalismo brasileiro”, onde analisa o caso de três contas de veículos nacionais: Trip, Roda Viva e Band Trânsito. No trabalho, Francisco faz uma excelente revisão de bibliografia sobre o microblog, inclusive com dados recentíssimos, e caracteriza o uso que os jornalistas vêm dando ao Twitter como mídia de suporte nos casos analisados. Os slides da apresentação podem ser conferidos aqui.

Fiquei bastante satisfeito com os resultados das pesquisas desses alunos. Eles não apenas mergulharam em seus temas, mas também trouxeram contribuições importantes para a discussão de temas altamente emergentes na área. Sob o signo das mudanças que o jornalismo e a comunicação estão passando nos últimos tempos, essas monografias coroam um período de muito trabalho e estudo por aqui. Muito em breve, vamos compartilhar textos mais enxutos desses trabalhos. Por enquanto, parabéns aos meninos!

5 coisas que não sou, mas queria ser

Vi este meme no Patifaria e peguei pra mim. Se quiser, faça o mesmo…

Trompetista de Jazz. Não sei nada de teoria musical, nada de partituras e a única coisa que sei tocar é cachorro sarnento. Os trompetistas de jazz geralmente são chiques, elegantes, competentes, charmosos e levam a vida no beiço. Suas silhuetas são esguias e a postura sempre pra cima… Quando terminam o show, colocam seus instrumentos nos estojos e vão embora sem demora.

Promotor. No Brasil, o Ministério Público tem um papel parecido com o de uma Liga da Justiça. Os caras são meio super-heróis, pois oferecem denúncia contra empresários que escravizam e que desmatam, perseguem políticos corruptos, tentam encarcerar poderosos malfeitores, e por aí vai. Ser promotor é lutar pela justiça social, pelo direito das populações, pelo resgate de dignidade e tal… Tudo o que o jornalista fazia nos meus sonhos de menino…

Poliglota. Eu disse: po-li-glo-ta. Troglodita eu já sou…

Zen. Na verdade, sou zen. Zen paziência, zen frescura, zen humor…

Pé de valsa. Quem dança, geralmente, leva a vida com mais rebolado e mais suíngue. Quem requebra tem jogo de cintura, tem molejo e malícia. Quem dança sabe onde colocar os pés e onde pôr as mãos…

dicas de jornalismo investigativo

Bob Woodward, um dos repórteres por trás da mais importante reportagem do século XX – a do caso Watergate -, dá dicas sobre jornalismo investigativo. São pouco mais de cinco minutos, em inglês e sem legenda, mas vale acompanhar o veterano jornalista…

mais sarney… mais sarney!!!

Sarney é como Michael Jackson: está em toda a parte!

No Maranhão, ainda mais…

– Para nascer, Maternidade Marly Sarney;
– Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney;
– Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;
– Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;
– Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize  as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no  interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13  repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;
– Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);
– Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas ‘maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Fora do Maranhão

– Para dançar, o Funk do Sarney: