20 anos sem miles

Há exatamente duas décadas, a irmã de um amigo meu saía para trabalhar. Era de manhã, e ela cumprimentou com um corriqueiro bon jour o porteiro de seu prédio em Paris. Ele respondeu a ela de forma muito educada. “Não é um bom dia, senhora! Miles Davis morreu!”

A história é real e faz parte da minha mitologia particular sobre o jazz.

Fiquem com Miles, que está fazendo um longo concerto em outra dimensão…

coltrane, 85

Se vivo estivesse, John Coltrane hoje não apenas sopraria seu sax, mas sim 85 velinhas.
Apenas dois momentos. Inesquecíveis.

My favorite things

Central Park West

uso de mídia define gerações: será mesmo?

O Link, caderno de tecnologia de O Estado de S.Paulo, trouxe matéria sobre estudo da agência Adge/Magid Generational Strategies que apontaria uma ligação direta entre consumo de certas mídias por grupos etários em faixas de horário do dia. Quer dizer: o uso do meio ajuda a definir a sua geração. Típico caso de determinismo biotecnológico, fácil da gente “comprar” mas igualmente fácil de desbancar.

Veja a matéria aqui, o estudo aqui e um infográfico aqui.

Digo que a gente embarca nessa história com facilidade porque estudos deste tipo nos “ajudariam a explicar as mudanças pelas quais estamos passando nos últimos anos”, separando em gavetinhas as espécies de usuários e organizando a bagunça em que vivemos. Mas a coisa não é assim tão tranquila.

Se as gerações funcionam assim, como explicar os casos de velhinhos que estão nas redes sociais, que blogam, que se comunicam com seus netinhos pelo Skype, que postam suas fotos familiares no Flickr ou coisas do tipo? Como explicar que existem jovens usuários que não são necessariamente heavy users ou nerds de plantão, apesar de seus colegas serem? Eles são desvios da norma? São exceções à regra? Não se pode afirmar porque não há dados científicos que o coloquem dessa maneira…

Isto é, embora gostemos da piadinha que elogia as novas gerações por estas “virem software embarcado atualizado”, as formas de apropriação dos meios seguem regras que transcendem as biológicas: são culturais, sociais, contextuais, históricas. Quem dá bons argumentos nessa direção é o sagaz Clay Shirky, professor da Universidade de New York e autor de um livro inspiradíssimo: Cultura da Participação. Segundo Shirky, as gerações podem se diferenciar no uso dos meios não por aspectos inatos, ligados a sua genética ou coisa do tipo. Hiatos podem surgir entre elas por conta das oportunidades diferentes que elas têm de se apropriar de algo, de trazer isso para suas vidas e de transformar suas existências com essas novas chances.

O raciocínio de Shirky ajuda a explicar porque hoje milhões de pessoas – de todas as gerações – compartilham mais suas experiências nas novas mídias, articulam-se mais em torno de causas cívicas (ou não), buscam se organizar pela web e forçam a porta da participação nos meios convencionais. Temos atualmente mais oportunidades de fazer coisas que antes ficavam relegadas a grupos mais restritos. Temos capacidade de nos conectar mais rapidamente e mais facilmente a grupos de semelhantes, o que facilitaria trabalhar de forma coletiva. Não é, portanto, um fenômeno geracional; é histórico; é o momento. Segundo Shirky, temos os meios, os motivos intrínsecos para fazer isso e as oportunidades. Junte tudo, bata e coloque no forno. O resultado é o que o autor chama de “excedente cognitivo”.

Não disse que essa coisa do determinismo geracional era fácil de contrariar?

Não disse que as ideias do Shirky são interessantes?

dave brubeck e radiohead

Sergio Rubim, o Canga, fez hoje em seu blog uma homenagem a Dave Brubeck, legendário pianista de jazz de 90 anos. Apenas um feito já seria suficiente para alçar Brubeck aos píncaros da glória: ele compôs Take Five. Nunca ouviu? Já ouviu sim senhor. Relembre…

Agora, delicie-se também com esse mashup que junta Brubeck e Radiohead.

cheias em sc: tentando voltar à normalidade…

Estive ontem em Itajaí junto com um grupo de voluntários, e a sensação que tivemos é de que a cidade não caiu de joelhos diante da enchente deste ano. É verdade que muitos bairros foram afetados, que houve perdas materiais terríveis, que o medo e o desespero tomou conta de muitos, mas pelo que pudemos perceber, desta vez, a situação esteve mais sob controle.

Diferente de 2008 que havia perplexidade no olhar das pessoas e pânico no ar, ontem, nos abrigos, até sobrava voluntários. Fiquei pensando nas razões disso. Conversei com diversas pessoas tentando entender, e cheguei à conclusão de que uma soma de fatores permitiram isso: a cheia não foi uma surpresa total, já que os meios de comunicação e os governos locais alardeavam a possibilidade; a população em áreas de risco resistiu menos para deixar suas casas e seguir para os abrigos públicos; a defesa civil e órgãos consorciados tinham mais recursos, gente e know how; algumas obras de retificação de cursos de rio e de aumento de calado no Porto de Itajaí facilitaram a vazão do alto volume de água que descia do Alto e Médio Vale do Itajaí; circulou mais informação por canais tradicionais e alternativos, como as redes sociais, ajudando no quer fosse preciso…

Claro que deu uma tristeza imensa ver parte da cidade debaixo d’água. Recomeçar é tão difícil. Mas o sol que brilhou durante todo o dia de ontem trouxe um novo astral e disposição renovada para voltar a lutar.

 

em caso de enchente, como agir?

1. Não espere as águas chegarem até sua rua. Observe o nível do local e as ruas vizinhas. Se o volume de água estiver subindo muito rápido, deixe a residência enquanto houver segurança.

2. Se mora em prédios com garagens no subsolo, retire o veículo antes que ele possa ficar retido.

3. Coloque no veículo os familiares, roupas secas, sacos plásticos, alimentos secos (pães, bolachas, enlatados) e água potável. Economize esses itens, pois é possível que o comércio local esteja fechado e o abastecimento interrompido.

4. Evite andar a pé por trechos muito alagados, com água turva e barrenta. Ela costuma ser agente de contágio de doenças. Buracos submersos também podem surpreender.

5. Não anda a pé por trechos com correnteza. Enxurradas de 20 centímetros de altura podem provocar quedas e arrastar pessoas.

6. Se for deixar animais domésticos em casa, não os deixe presos em correntes ou coleiras. Eles podem morrer afogados. Melhor soltá-los ou, se possível, trazê-los consigo.

7. Recarregue celulares e notebooks. Pode faltar energia elétrica. Compre pilhas e baterias adicionais para rádios e lanternas.

8. Coloque documentos e objetos de valor em um saco plástico bem fechado e em local protegido. Não desgrude disso. Em casos de desastres, com documentos em mãos, é sempre mais fácil solicitar indenizações, seguros, etc…

9. No caso de casas construídas em áreas de risco de deslizamento, avise os vizinhos sobre o perigo. Contate também imediatamente o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, informando áreas afetadas pelas águas.

10. Convença as pessoas que moram nas áreas de risco a saírem de casa durante as chuvas. Caso necessite de resgate ou auxílio, ligue para 199.

acompanhando as cheias em sc por tv e rádio

Informação ajuda a salvar vidas.
Ainda mais em situações tão emergenciais quanto as do momento, quando o Vale do Itajaí – em Santa Catarina – sofre com as fortes chuvas e enchentes.
Neste momento, pelas redes sociais, muita gente está repassando informações. Emissoras de rádio e TV de diversas cidades também estão operando de forma ininterrupta. Acesse!

Em Brusque: http://www.radiocidadeam.com.br/aovivo

Em Itajaí: http://www.radioclubebandeirantes.com.br/site

Em Balneário Camboriú: http://tunein.com/radio/Radio-Menina-1005-s100229/

Em Blumenau: http://www.tvgalega.com.br e Rádio Nereu Ramos (http://bit.ly/83DMNe)

 

chuvas no vale do itajaí e previsão de enchentes

Todas as chuvas do mundo desabam sobre Santa Catarina desde o mês passado. Em agosto, não chovia tanto há mais de uma década. Em Florianópolis, as precipitações foram o triplo do que historicamente se tem no período.

Setembro entrou com tudo. Muito volume de água nesta semana. No momento, cidades do Vale do Itajaí como Blumenau, Rio do Sul, Ilhota, Navegantes e Itajaí estão em alerta. Há pouco, o rio Itajaí-Açu chegou a 8,54 metros em Blumenau, o que já aciona todos os sinais vermelhos. É uma situação delicada, pois os transtornos são muitos: alagamentos, interrupção de abastecimento de água, suspensão de aulas, deslizamentos…

As redes sociais podem ajudar. Para saber mais e mandar informações, siga no Twitter:

@arcanoe

@raciel

@defesacivilsc

@defesacivilITJ

@clicrbsitajai

@fabrito

Cuidado com o alarme. Retransmita apenas informações confiáveis e responsáveis.

 

enquanto o deputadômetro não volta…

Sim, a Facisc avisou que vai retornar com o polêmico ranking dos deputados catarinenses, mas isso daqui a algumas semanas. Se você gostou da iniciativa, confira o que um cidadão comum fez e que também é um ótimo projeto: AssembleiaAberta.

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É, a gente nem sentiu, né?
Mas lá se foram dois terços do ano… agosto foi chuvoso em Santa Catarina, como não era há mais de uma década… que setembro venha sequinho, sequinho…

apesar do mimimi dos deputados, ele vai voltar…

Ao que tudo indica, o site mais polêmico de Santa Catarina deve voltar em breve. A Facisc emitiu nota anunciando que retomará o ranking dos parlamentares locais em seu Deputadômetro. A iniciativa causou irritação de suas excelências e a pressão fez com que a organização classista recuasse. Baixada a poeira e com um punhado de manifestações de apoio, o site deve ser atualizado em 30 dias.

Tomara que o site retorne rapidamente e que não volte atrás na sanha de observar os políticos catarinenses…

Veja a nota da Facisc

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) vai voltar a publicar o ranking dos deputados estaduais no site Deputadômetro (www.deputadometro.com.br). A decisão foi da diretoria da entidade após o recebimento de inúmeras manifestações de apoio e ponderações da sociedade, através de entidades empresariais e cidadãos. A FACISC também recebeu solicitações de entidades empresariais de outros estados para implantar a ferramenta nas suas assembleias legislativas.

Segundo o presidente da FACISC, Alaor Tissot, a intenção é rever alguns critérios, mas publicar novamente o ranking. “Nós vamos analisar outros itens sugeridos para ampliar a avaliação”, ressaltou.  A Federação ressalta que o site faz uma análise quantitativa da atividade parlamentar dentro da Assembleia Legislativa através de dados oficiais disponibilizados
pela própria Alesc.

Na próxima semana a Federação tem uma reunião agendada com o diretor executivo Cláudio Abramo do portal Transparência Brasil para troca de ideias. “Vamos buscar informações com a entidade a fim de promovermos as melhorias necessárias”.

Sobre a data do retorno a diretoria avalia que deve ser o mais rápido possível. “Temos que fazer as adequações e retornar com o ranking num prazo de 30 dias, que é o tempo necessário para coletar dados e adaptar a tecnologia”.

sábado chuvoso, então…

… não se deixe levar pelo baixo astral. Basta ver isso:

steve jobs não é o único

Não foi necessariamente uma surpresa a renúncia de Steve Jobs do comando da Apple. Já se sabia que mais dia menos dia ele deixaria a cadeira para cuidar de assuntos bem mais urgentes que o IPad 3 ou qualquer outra traquitana hightech. São evidentes e indeléveis as marcas dele nos resultados da Apple e na história recente da tecnologia, mas sua saída provocou uma comoção virtual nos blogs e redes sociais.

Calma, gente! O Steve Jobs não morreu! Só pegou o seu boné e foi fazer computação em nuvem!

Bem, e ele não é o único a limpar as gavetas. O António Granado informa que Jim Romenesko, nome importante da blogosfera, também vai se aposentar

(Aliás, ontem, um piadista já anunciava no Twitter: “Steve Jobs deixa a Apple e muda de nome. Vai passar a atender por Steve Vacations”…)

 

mas, afinal, por que as pessoas compartilham?

Alguém por aí já disse que to share é um dos verbos do momento. Sim, compartilhar está na moda. Compartilhar vídeos, fotos, músicas, textos, livros, enfim, todo tipo de conteúdo online. Atitudes simples de dividir têm modificado hábitos de consumo, têm provocado terremotos na indústria dos bens simbólicos e têm feito muita gente queimar as pestanas para responder porque isso acontece.

The New York Times Customer Insight Group, a divisão de pesquisas de marketing do jornal mais influente do mundo, produziu um estudo sobre o que vem chamando de Psicologia do Compartilhamento (Psicology of Sharing).

Para reforçar o tema, vou compartilhar com vocês o estudo
(18,6 Megas, 47 páginas, em inglês e no formato PDF).

deputadômetro não durou um dia!

Foi só os deputados se queixarem um pouquinho que a Facisc voltou atrás e suspendeu o Deputadômetro. Lançado ontem, o site “para acompanhar o trabalho dos deputados estaduais de Santa Catarina” sofreu críticas dos parlamentares e teve seu ranking da atuação dos políticos suspenso. Entre no site e veja tudo parado e leia a nota oficial da Facisc.

Uma pena! Uma iniciativa que parecia arrojada, corajosa e interessante se revela um projeto medroso.

deputadômetro: política e transparência na rede

Foi lançado ontem em Florianópolis o Deputadômetro, site que deve permitir o acompanhamento dos parlamentares na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A iniciativa não vem de uma ONG, de um grupo de ativistas políticos, nem de hackers que querem complicar a vida dos políticos. O projeto é da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina, a Facisc.

Claro que é uma grande ideia e é óbvio que já está incomodando. Ontem mesmo os deputados já chiaram, queixando-se do fato de que o Legislativo é o poder mais fiscalizado e o que mais apanha; que um ranking com os deputados mais assíduos e produtivos não leva a nenhum lugar; que é uma irresponsabilidade, etc…. O deputado Gilmar Knaesel (PSDB) disse para que desistissem do Deputadômetro, afinal ele não contribui para a democracia. Ora, se a transparência do trabalho de homens com cargos públicos não ajuda a democracia e promove a cidadania, ocultar ajuda?

O pior foi ler no Diário Catarinense o que considerei uma ameaça do deputado Manoel Motta (PMDB): ele sugeriu que os deputados fizessem também consultas junto à Secretaria da Fazenda sobre possíveis dívidas de empresas no estado. É isso mesmo o que você viu. O digno representante do povo não quer ser monitorado, não quer ser acompanhado e ainda insinua que pode retaliar as empresas catarinenses com devassas fiscais.

Ninguém é bobo aqui. O Deputadômetro é uma ação dos empresários para “enquadrar” os políticos e convencê-los a gritar “numa voz única”, em torno dos interesses dos empreendedores locais. É uma estratégia política do empresariado. Os parlamentares não querem cabresto. Só eles querem fazer política.

E você com isso? Ora, você pode acompanhar os políticos pelo novo site, e cobrar que o próprio site de Transparência da Assembleia traga informações de interesse público…

se eu soubesse…

…tinha ouvido antes o recente disco de Chico Buarque – Chico -, que acabei de ganhar no dia dos pais.
São caprichadas dez faixas, e a que me pegou de cara foi justamente “Se eu soubesse…”, que ele divide os vocais com a namorada Thais Gulin.

ser pai: em dois momentos

hqcon 2011: o que vi por lá

A expectativa era grande para a versão 2011 da HQCon, o evento de Florianópolis para quem curte quadrinhos, games, RPG, cosplay, objetos colecionáveis e todas as formas de cultura pop. Fez um dia de cinema, com sol intenso e temperatura inimaginável para a época: 30 graus!

A HQCon acontece hoje e amanhã num dos níveis do estacionamento do Floripa Shopping, o que pode resultar positiva e negativamente. O bom: fazer uma convenção como essa num shopping aproxima diversos públicos. O mau: fazer uma convenção numa garagem preserva aquele jeitão improvisado, despreparado.

Como se trata de um programa familiar, levei a primeira dama e o herdeiro de minhas dívidas. Como íamos de bando, planejamos chegar vestidos de Os Incríveis, mas não foi possível: o uniforme do Senhor Incrível não cabia em mim (tempos difíceis os nossos!). Abortamos a missão e resolvemos homenagear George Lucas: fomos de StarWars! Passamos uma tarde inteira na HQCon, o que me permitiu tirar algumas impressões que você pode comparar com as do ano passado (isso já está se tornando uma tradição).

Positivo

  • Dois dias de evento! Isso é bom, pois permite mais flexibilidade pra frequentar e… voltar!
  • O preço dos ingressos: R$ 15,00. O mesmo do ano passado e meia entrada pra todo o mundo. Crianças até 10 anos não pagavam nada, o que estimula nerds a levarem sua prole (Sim, senhor! Nerds também procriam!)
  • A organização se esforçou para trazer nomes importantes da área para compor as palestras e debates. Isso é fundamental para oxigenar as ideias e aproximar quem faz de quem consome…
  • Teve um debate que tratou especificamente da produção de quadrinhos em Santa Catarina! É assim também que se bota lenha na fogueira da produção local!
  • Sorteios de brindes e gincanas. Tem cada marmanjo que se acotovela pra ganhar uns brinquedinhos!
  • Houve apresentações tai-chi-chuan, artes marciais, manipulação de espadas e o escambau. Ficou interessante ver demonstrações práticas de superpoderes…
  • Os espaços dedicados a videogames estão coalhados de gente. Tem neguinho enchendo as redes do Santiago Bernabeu, tem uns desferindo golpes no Capcom, tem as meninas dançando na frente do Kinect e tem os headbangers do Guitar Hero…

Negativo

  • Se está pensando em passar um dia inteiro na HQCon leve sua marmita. Não tem nenhum lugar pra rangar no estacionamento. Claro que você pode sair do evento e buscar uma opção no shopping, mas vai enfrentar filas e pode ficar tentado a não voltar…
  • Não beba muito líquido. Você pode querer tirar a água do joelho e para isso também deverá deixar o evento para procurar um lugar adequado…
  • Houve atraso na programação, mas isso não é o fim do mundo…
  • Se no ano passado os stands ficaram apertadinhos no Floripa Music Hall, neste ano, esse não foi o problema. Tinha espaço de sobra. Poucas lojas. Opções limitadas, embora houvesse novidades como as canecas da Marvel, por exemplo…
  • No ano passado, no palco, tinha uma banda que fazia uns BGs legais (backgrounds = fundos musicais). Este ano faltou uma musiquinha. Só rolava rock’n’roll mesmo lá nos caras do Guitar Hero.
  • O espaço para as palestras ficou a desejar. Como se trata de um estacionamento, as condições acústicas não são as melhores, e por mais que o sistema de som tentasse, a recepção era difícil. Na verdade, isso tem a ver com o ambiente em si, que não gostei muito, conforme deu pra perceber. O lugar é maior que o ano passado, mas com menos estrutura. Acho mesmo que a HQCon ainda precisa de um super lugar pra acontecer em Florianópolis.

Umas ideias para os organizadores

  • Que tal uns puffs, sofás, poltronas, tapetes mágicos, sei lá, para os visitantes se escarrapacharem pela HQCon?
  • Que tal chamar umas bandas pra tocar nos intervalos das palestras?
  • Por que não convidar escolas e articular a vinda de mais crianças e pré-adolescentes? (Lembrem o que disse um dos debatedores: leitor de quadrinhos morre. É diferente de super-heroi que morre e volta. Por isso, é preciso investir na formação de público…)
  • Por que não investir mais nos públicos de seriados? Me deu a impressão que eles ficaram à margem…
  • Já pensaram em transmitir as palestras em videostreaming pela internet? Acho que iria provocar um buzz interessante na web…
  • Por falar nisso, e se na próxima edição, a HQCon tivesse um esquema forte de mídias sociais, com transmissões em tempo real de diversas partes, videos no YouTube, foruns borbulhando, podcast e rádio online, interação nas perguntas aos debatedores??
  •  E se no ano que vem a HQCon tivesse um patrono artístico? Tipo um grande nome nacional (internacional ou interplanetário) que viesse à convenção, interagisse com os fãs, recebesse homenagens e tal… Cada ano poderia ter um patrono…

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hqcon: as palestras

Começa hoje o maior evento da história das HQs em Santa Catarina: a HQCon

Confira a programação das palestras, apenas uma parte das atrações que se estendem por oficinas, feira, mesas de RPGs, cosplay e outros eventos:

HOJE

11h: Heróis e Batalha

Palestrantes:

  • Alan Monteiro O Mundo de “Herois & Batalhas®”
  • Evandro Kuhnen Mercado de games, importância dos jogos e redes sociais

13h30: SC faz HQ

Palestrantes:

  • Alex Guenther  HQS independentes com resgate histórico da região e Catacomics coletivo de desenhistas catarinenses
  • Chicolan  Menino Caranguejo, quadrinhos digitais, aplicativo Crabboy para iPhone e iPad
  • Marcelo Mueller  Como entrar e ficar no concorrido mercado de HQ americano

16h: Anos 80 – Cultura Jovem Brasileira nos Anos 80

Palestrantes:  

  • Guilherme Bryan
  • Mario Luiz C. Barroso

18h: DC X Marvel – As Mudanças e Franquias das Duas Maiores Editoras de HQ

  • Fabio Fernandes
  • Hector Lima
  • Mario Luiz C. Barroso
  • Sidney Gusman

AMANHÃ

12h: A Turma do Mauricio – Case Mauricio de Sousa e a HQ nacional

Palestrantes:

  • Sidney Gusman
  • Ricardo Manhaes
  • Hector Lima

14h: Festival Punk – Possibilidades do Retrofuturismo

Palestrantes:

  • Fabio Fernandes
  • Romeu Martins

16h: Computação Gráfica para Publicidade, Cinema e Games

Palestrantes:

  • Daniel Meurer
  • Janon Berka

18h: Cosplay

tudo novo no monitorando

Certidão de nascimento: nosso Internet Blog Serial Number

Após exaustivas reuniões, infindáveis negociações e delicados ajustes, o monitorando entra em nova fase.

Criado numa data cabalística – 20/05/2005 -, o blog ficou inicialmente hospedado no UOL e dois anos depois migrou para o WordPress. Permanecemos no mesmo endereço, mas agora inauguramos domínio próprio – christofoletti.com -, o que permite que o visitante chegue aqui por mais atalhos.

Além do novo endereço, fizemos uma faxina nos links, filtrando inativos e desatualizados, e nos arriscamos a mais uma cirurgia plástica, adotando um novo template: Mystique, da digitalnature. Também reativamos páginas com conteúdos mais estáveis, como a de Artigos e Livros, e uma nova, com síntese biográfica.

Formalmente, o monitorando agora é um site. Mas o espírito continua de blog. Na verdade, hoje, não faz diferença ter site ou blog. Importante é estar online. Estamos aí!

florianópolis na rota dos quadrinhos

Acontece amanhã e domingo em Florianópolis mais uma edição da HQCon, evento que reúne produtores e amantes de quadrinhos, games, RPGs e todas as outras formas de cultura de fãs existentes nesta e em outras galáxias.

A HQCon segue o formato das já famosas convenções de quadrinhos, que juntam e aproximam os diversos públicos da cultura de massa e alguns dos nomes mais evidentes no mercado. E pelo que se percebe, o evento está pegando pra valer. Se no ano passado, ao menos 700 pessoas lotaram o Floripa Music Hall, desta vez, a HQCon será realizada em dois dias e ocupará um nível inteiro do estacionamento do Floripa Shopping.

Passei pela convenção no ano passado e, para além do grande feito de promover um evento como esse na cidade, o que me chamou muito a atenção foi o clima contagiante dos frequentadores. Deu a impressão de que todos estavam muito felizes com aquela reunião e que ansiavam por isso há muito tempo. Como se pequenas multidões estivessem dispersas e fossem reagrupadas para um acontecimento.

Dessa sensação, tiro um outro palpite: Florianópolis está sim se credenciando pra ser um pólo interessante para a produção, consumo e discussão de HQs, games, RPGs e outras formas de subculturas de massa. Há dez anos, por exemplo, não havia por aqui locais privilegiados para compra de revistas ou objetos colecionáveis. Hoje, existem boas bancas – como a Joreli – ou a Universo, que vende de camisetas a miniaturas, de pôsteres a revistas, passando por toda sorte de coisas para colecionar. Floripa tem também gente que assina roteiros de HQ, tem indústrias de games para celular e outras plataformas, tem grupos de estudo acadêmico sobre esses temas, e tem gente desenhando e produzindo quadrinhos! Daí que não é nenhum exagero meu em dizer que a cidade está na rota desses negócios. Já ouvi, inclusive, gente de dentro da HQCon dizendo que o evento quer disputar espaço e atenção nacional com feiras de São Paulo e Rio. É pouco ou quer mais?!

é quase um dilúvio…

… o que está chovendo nos últimos dois dias em Florianópolis, mas nem vou reclamar. Cês viram como é que tá em Londres ou em Damasco?

uma conferência sobre cultura pirata

Vai ser no dia 6 de Outubro de 2011 (uma quinta-feira), na sala polivalente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. A entrada é livre e o evento vai das 10 às 19 horas.
Inscrições: http://culturapirata2011.w​ordpress.com

PROGRAMAÇÃO

10h – Sessão de Abertura

10h15 – 11h15
Conferência de abertura | As contradições da Sociedade da Informação
José Luis Garcia (ICS-UL)

11h30 – 13h00
Impactos da Pirataria na Economia Contemporânea
Moderação: Marta Sofia Pinho Alves (ICS-UL)
Patrícia Dias da Silva (ICS-UL)
Manuel Lopes Rocha (PLMJ)
Paula Simões (UC)
Cristina Susigan (IPP| CEMRI-UAB)

14h30 – 16h00
Militância pirata: Activismos, sistemas de governo e propostas políticas
Moderação: Flávia Santos (FCSH – UNL)
Inês Pereira (CIES – IUL)
Pedro Jacobetty (CIES-IUL)
Alcimar Queiroz (CIES-IUL)
Rodrigo Saturnino (ICS-UL| CEMRI-UAB)

16h15 – 17h45
Consumismo e comunismo na Cultura Pirata
Moderação: Pedro Pereira Neto
Ludwig Krippahl (FCT – UNL)
Miguel Caetano (CIES-IUL)
Jorge Vieira (CIES-IUL)
Jorge Martins Rosa (FCSH – UNL)

18h00 – 19h30 | Mesa Redonda
Copyfight: Fronteiras entre a crise da propriedade privada e do bem público
Mediação: Patrícia Dias da Silva (ICS-UL)
Nuno Pereira (ACAPOR)
Rui Seabra (ANSOL)
Eduardo Simões (AFP)
André Rosa (Movimento Partido Pirata Português)

um produto revolucionário

A querida @aninhalaux me mostrou o vídeo com este produto verdadeiramente impactante, invejável, sensacional.
É ecológico, econômico, ergonômico, portátil, acessível e amigável.

Viva a experiência!
(E o Steve Jobs de araque é bem engraçado)

internet das coisas: baixe um ebook

A exemplo do post anterior, temos aqui um estudo da Fundación de la Innovación Bankinter e da Accenture agora sobre a chamada “internet das coisas”, que nada mais é senão a conexão de objetos, utensílios, equipamentos por meio de rede, de forma a transmitir informações e otimizar serviços.

Esta publicação é de 2011, tem 78 páginas, 2,4 Megabytes de arquivo, em formato PDF e está em espanhol.

Baixe aqui.

computação em nuvem: baixe um ebook

Qual é a terceira onda das tecnologias da informação e comunicação?
Um estudo da Fundación de la Innovación Bankinter e da Accenture responde: é a computação em nuvem, conjunto de práticas e dispositivos que permite que se acesse arquivos e aplicativos online, permitindo maior mobilidade do usuário e dispensando traquitanas de todos os tipos.

“Cloud Computing” é uma publicação que enfoca a realidade da Espanha, mas que não despreza o fenômeno global que deve conformar um mercado de 42 bilhões de dólares em 2012. Vale a leitura, vale acompanhar.

O estudo é de 2010, tem 129 páginas, 1,8 Megabytes de arquivo, em formato PDF e está em espanhol.

Baixe aqui.

o que eu não queria ter visto (2)

Na minha ausência do mundo, Amy Winehouse morreu. Parecia anunciado, mas é dessas notícias que não se quer anunciar nem ouvir. Há meses já era uma história triste, com personagens decadentes, com episódios melancólicos cercados de cobranças moralistas, com arrochos sentimentais. A sensação que parece contagiar a todos é que foi um grande desperdício, afinal poderíamos ter tido mais trinta, talvez quarenta anos de carreira musical da artista. Ficou no condicional.

Fiquei triste com o desfecho do caso. Fiquei mais triste com o tratamento desrespeitoso dado à morte da cantora por alguns programas de entretenimento. O Fantástico do domingo pulverizou a cobertura ao longo do programa inteiro. O pior foi prometer “uma homenagem surpresa” ao final. Um recurso muito usado por programas de fofoca, na tentativa de “amarrar” a audiência. A tal homenagem surpresa era a apresentação de uma cover de Amy que desfigurou uma de suas canções.

Na segunda-feira, Ana Maria Braga vestiu uma peruca da cantora e ficou requebrando ao lado do papagaio de boneco. Aquilo era uma “homenagem”. Dispensável, claro. Como foi dispensável a abertura do mesmo programa onde a apresentadora fez uma teatrinho bobo numa rua deserta nos arredores do ProJac. De repente, graças aos “efeitos especiais” de sua equipe, um bueiro explodiu, em clara alusão ao que vem acontecendo no Rio de Janeiro. Explodiu, mas nada aconteceu, pois era uma tentativa de piada de Ana Maria Braga. Uma praga.

o que eu não queria ter visto (1)

Estive fora uns dias, na estrada, com vento na cara e sem muitas conexões com o mundo real. Este intervalo me privou de saber imediatamente de algumas notícias. Acabei sendo informado depois. Mas honestamente não gostaria de ter sabido dos atentados na Noruega, das dezenas de mortes, da tristeza que se espalhou pelo mundo a partir da ação de alguém que nem deveria ser nominado…

Fiquei pensando: como é que pode uma única pessoa colocar uma nação inteira de joelhos?

estivemos fora do ar…

… para troca de nossos transmissores.

Retornaremos à nossa programação normal!