Na minha ausência do mundo, Amy Winehouse morreu. Parecia anunciado, mas é dessas notícias que não se quer anunciar nem ouvir. Há meses já era uma história triste, com personagens decadentes, com episódios melancólicos cercados de cobranças moralistas, com arrochos sentimentais. A sensação que parece contagiar a todos é que foi um grande desperdício, afinal poderíamos ter tido mais trinta, talvez quarenta anos de carreira musical da artista. Ficou no condicional.
Fiquei triste com o desfecho do caso. Fiquei mais triste com o tratamento desrespeitoso dado à morte da cantora por alguns programas de entretenimento. O Fantástico do domingo pulverizou a cobertura ao longo do programa inteiro. O pior foi prometer “uma homenagem surpresa” ao final. Um recurso muito usado por programas de fofoca, na tentativa de “amarrar” a audiência. A tal homenagem surpresa era a apresentação de uma cover de Amy que desfigurou uma de suas canções.
Na segunda-feira, Ana Maria Braga vestiu uma peruca da cantora e ficou requebrando ao lado do papagaio de boneco. Aquilo era uma “homenagem”. Dispensável, claro. Como foi dispensável a abertura do mesmo programa onde a apresentadora fez uma teatrinho bobo numa rua deserta nos arredores do ProJac. De repente, graças aos “efeitos especiais” de sua equipe, um bueiro explodiu, em clara alusão ao que vem acontecendo no Rio de Janeiro. Explodiu, mas nada aconteceu, pois era uma tentativa de piada de Ana Maria Braga. Uma praga.







A Unesco lançou uma publicação de 105 páginas abordando o estado das coisas em termos de liberdade de conexão à web e suas implicações no desenvolvimento da liberdade de expressão para os cidadãos. O planeta tem pouco mais de 1,97 bilhão de internautas, o que significa que menos de um terço da população tem acesso a uma quantidade quase infinita de informações. “Freedom of Connection-Freedom of Expression” ataca o tema, apoiando-se em pesquisa empírica e estudos de casos da normas e regulamentos ao redor do mundo.
Ácaro maldito!
