sbpjor recebe artigos em junho

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) divulgou hoje a sua chamada de trabalhos para o seu encontro anual, que acontece em novembro no Rio de Janeiro. Veja:

Tema: “Jornalismo e Mídias Digitais”
Rio de Janeiro, Brasil – 3 a 5 de novembro de 2011

1. Modalidades de apresentação:
Os trabalhos poderão ser encaminhados na forma de Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas.

2. Comunicações Livres:
O autor deve encaminhar o texto completo, que deve conter de 20 mil a 35 mil caracteres (com espaço), já inclusas as referências bibliográficas e notas de rodapé. São obrigatórios os seguintes itens: título, resumo de até 10 linhas, 5 palavras-chave, resumo do currículo do autor em até 3 linhas (incluindo sua vinculação institucional). O texto deve ser redigido em fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhamento 1,5. Citações recuadas devem ser redigidas em corpo 10, espaço simples.

O autor deve redigir seu texto utilizando o modelo elaborado para o encontro. O modelo está disponível para download na página da SBPJor.

O tamanho total do arquivo não deve exceder 2 Mb (dois megabytes).

3. Comunicações Coordenadas:
As Comunicações Coordenadas poderão ser propostas por associados plenos (doutores) da SBPJor. Cada Coordenada deve ter de quatro a seis trabalhos, com pelo menos três autores doutores de diferentes instituições. O proponente deverá ser um dos autores. São obrigatórios os seguintes itens: título da Comunicação Coordenada, ementa que sintetize e justifique a proposta da Comunicação Coordenada (10 a 15 linhas), 5 palavras-chave. Todos os textos que compõem a Comunicação Coordenada deverão ser encaminhados completos, seguindo as mesmas regras estabelecidas para as Comunicações Livres no item 2 (incluindo resumo, palavras-chave e currículo resumido do autor).

4. Prazo e forma de encaminhamento:
Os trabalhos serão recebidos de 01 de junho a 22 de julho de 2011, através da página http://www.sbpjor.org.br/artigos2011/. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos, apenas para apresentá-los, se aprovados, no encontro.

5. Seleção:
As Comunicações Livres que estiverem adequadas às regras estabelecidas no item 2 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois pareceristas indicados pela Diretoria Científica entre os associados plenos (doutores) da SBPJor. Serão consideradas aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro parecerista ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. Trabalhos que estiverem fora do tamanho e/ou não cumprirem os itens obrigatórios não serão submetidos à avaliação.

As Comunicações Coordenadas que estiverem adequadas às regras estabelecidas nos itens 2 e 3 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois membros do Conselho Científico da SBPJor ou da Diretoria Executiva da entidade. Serão aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro membro do Conselho Científico ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. A proposta de Coordenada poderá ser aprovada no todo ou em parte, havendo possibilidade de recusa individual. Se os trabalhos não forem aprovados como Coordenada, mas o forem individualmente, serão automaticamente distribuídos entre as Comunicações Livres.

Todos os trabalhos serão enviados aos avaliadores sem identificação de autoria, gerando “pareceres cegos”.

6. Critérios de avaliação:
O trabalho será avaliado sob os seguintes critérios gerais: pertinência ao campo da pesquisa em jornalismo, relevância científica, explicitação do problema ou objetivo, adequação e atualização da bibliografia, qualidade da reflexão teórica, explicitação e consistência da metodologia (quando pertinente), domínio da linguagem científica, adequação do título e das palavras-chave ao objeto de estudo.

7. Observações:
7.1. Os trabalhos necessariamente devem ser inéditos. Por inéditos, compreendem-se textos que não foram publicados ou divulgados em qualquer tipo de suporte, nem apresentados em outros congressos científicos. O autor que descumprir esta regra, e por ventura tiver seu trabalho selecionado e incluído nos anais do 9º. Encontro, ficará automaticamente impedido de apresentar trabalho no 10º.Encontro da SBPJor.

7.2. Cada autor só pode submeter um trabalho, em autoria única ou co-autoria. Não é permitido ao mesmo autor participar simultaneamente de uma Comunicação Coordenada e de uma Comunicação Livre, mesmo em co-autoria.

7.3. Trabalhos de graduandos só serão aceitos em regime de co-autoria com pesquisadores que tenham, no mínimo, título de mestre.

8. Resultados:
Os resultados da seleção serão comunicados aos autores das Comunicações Livres e aos proponentes das Comunicações Coordenadas até 5 de setembro de 2011. Os trabalhos serão aprovados ou recusados, não havendo aceite condicionado a reformulações.

9. Inclusão nos anais:
Só será incluído nos anais o trabalho do autor que efetivar sua inscrição no congresso até o dia 10 de outubro de 2011.

inscrições encerradas no seminário brasil-argentina

Mal passaram 48 horas da abertura das inscrições e as 150 vagas para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) já foram todas ocupadas. Os organizadores abriram uma lista de espera – para 20 nomes -, que deve ser fechada rapidamente. Todos os inscritos estão recebendo mensagens de confirmação do Bapijor, e os candidatos em lista de espera devem ter respostas até a próxima quinta-feira, 19.

O 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) acontece em 9 e 10 de junho no Auditório Henrique da Silva Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC (Florianópolis). A programação prevê mesas com renomados jornalistas e pesquisadores brasileiros e argentinos, e haverá cobertura ao vivo pelo Twitter. Para acompanhar as atividades, basta seguir a conta do Observatório da Ética Jornalística (@objETHOS) e a hashtag #bapijor

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS, promoção do Posjor/UFSC, com patrocínio da Fapesc e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Fapeu.

seminário latino de pesquisa da comunicação

A Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (ALAIC) convida professores, pesquisadores e estudantes a participar do VI Seminário Internacional Latino-Americano de Pesquisa da Comunicação.

O evento acontece em 29 e 30 de julho de 2011 no Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, São Paulo-SP, Brasil) e conta com a presença de prestigiosos pesquisadores da Comunicação do Brasil e da América Latina e em consonância com o I Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana (www.confibercom.org) se constituem em importante momento de reflexão sobre a pesquisa, ensino e práticas comunicacionais da América Latina em 2011.

As inscrições para o VI Seminário são gratuitas e podem ser feitas até 15 de julho pelos emails contactoalaic@gmail.com e seminarioALAIC@gmail.com

Mais informações:
http://www.alaic.net/portal/VI-SEMINARIO-INTERNACIONAL-ALAIC-2011.pdf

brasileiros e argentinos vão discutir pesquisa e jornalismo investigativo

Estão abertas a partir de hoje, 11 de maio, as inscrições para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor). O evento será nos dias 9 e 10 de junho em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As inscrições, gratuitas e limitadas a 150 vagas, podem ser feitas através do site www.bapijor.ufsc.br, onde também estão disponíveis mais informações e a programação completa.

Pioneiro e inovador, o seminário tem como objetivo expor, debater e dialogar sobre a realidade da profissão e da academia nos dois países. Para isso, contará com a participação de renomados pesquisadores e jornalistas brasileiros e argentinos.

O seminário tem realização do Observatório da Ética Jornalística – objETHOS – e promoção do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, com patrocínio da FAPESC – Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina . Tem o apoio, ainda, da ABRAJI – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo,  ACI – Associação Catarinense de Imprensa, FAPEU – Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária e PRAE – Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFSC.

jornalismo e inovação: evento na califórnia

Clique abaixo e acesse para mais informações:

diário catarinense, 25 anos

O jornal de maior circulação em Santa Catarina completou hoje 25 anos.
Numa época em que diversos abutres sobrevoam os jornais impressos, o jubileu do Diário Catarinense é uma notícia que exibe parte do vigor dessa indústria.
A exemplo de outros casos, o DC produziu um vídeo para celebrar a data, mostrando um pouco do seu processo produtivo. Marketing à parte, vale “visitar” a rotina de um jornal diário nesses tempos de notícia full time.

liberdade de imprensa: 5 links

A liberdade de imprensa é um conceito caro e raro. Polêmico e ansiosamente buscado.
Como hoje se celebra mundialmente o dia dela, sugiro cinco links:

viu a capa da time?

A revista mais influente do mundo oferece aos seus leitores mais um pôster de caráter duvidoso.
Os norte-americanos devem ter adorado… já os do lado de lá…

tecnologia e comunicação: uma revista

O diretor Jesús Flores, da revista TecCom Studies informa que está aberta a chamada de textos:

Número 2, junio de 2011
Fecha límite de presentación de artículos: 13 de mayo de 2011

La revista trimestral TecCom Studies, del Lab MID (UCM) abre la convocatoria de artículos a todos los centros, grupos académicos e investigadores de la comunicación (periodismo, publicidad y comunicación audiovisual, cine) y tecnología (Internet,medios sociales, blogs, gadgets, telefonía, aplicaciones) desde cualquier perspectiva (modelos de negocio, informativos, formación, innovación) que deseen publicar los resultados de su investigación de calidad.
Los textos han de ser originales e inéditos y no pueden estar sujetos al procedimiento de selección de otra revista. Los artículos, escritos en castellano, inglés o portugués, se someterán al proceso de revisión y arbitraje. Las normas para publicar artículos en TecCom Studies, están disponibles en:

http://www.teccomstudies.com/libro/normas-publicacion

Puede enviar sus artículos a redaccion@teccomstudies.org

bin laden morto nos jornais

Uma manchete que os americanos fantasiaram por anos…
(As edições a seguir são de hoje, dia 2 de maio de 2011)

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um radar sobre o jornalismo e a ética

Não tem chuva ou temporal que impeça: todos os sábados tem Radar objETHOS, uma coletânea de alguns dos links mais interessantes da semana sobre jornalismo, ética jornalística e assuntos afins. O serviço é uma publicação do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) e traz contribuições e links em português, inglês, espanhol e francês.

O desta semana pode ser acessado aqui. Mas você pode recuperar os demais por aqui. Sirva-se!

jornalistas e redes sociais: uma pesquisa

O escritório da UNESCO no Brasil, o Portal Imprensa e a ONG Artigo 19 estão aplicando uma pesquisa online sobre jornalismo e mídias sociais. Segundo os promotores, a divulgação dos resultados da pesquisa vai fazer parte das atividades de celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa no Brasil, em 3 de maio.

“O objetivo da pesquisa é identificar desafios e possibilidades do uso de redes sociais para o exercício do jornalismo”, informam os realizadores. A pesquisa é aplicada por meio de um formulário eletrônico, com 32 questões bem diretas, e que não duram muito para serem concluídas. As respostas podem ser anônimas.

Para participar, acesse http://artigo19.org/midiassociais/pesquisa

nova revista sobre comunicação e tecnologias

   Já está circulando na rede o primeiro número da revista Tinta Electrónica, voltada para temas da comunicação e das novas possibilidades tecnológicas. A publicação é editada pelos jornalistas Sandro Medina Tovar (do Peru) e Emiliano Cosenza (da Argentina), e na edição de estreia traz textos de Mario Tascón (Espanha), Pedro Jerónimo (Portugal), Anderson Paredes (Venezuela), María Pastora Sandoval (Chile), Martín Fernández (Argentina), Rolly Valdivia Chávez (Peru), Susana Morán (Equador), Lina Ceballos (Colômbia) e Gerardo Albarrán de Alba (México).

A publicação está no formato PDF, é fácil de baixar, e deve sair sempre em abril, agosto e dezembro. O número 1 tem 28 páginas e o layout é bem modesto, talhado para facilitar a leitura do conteúdo. O tema de abertura da nova revista eletrônica é “Fazer jornalismo num novo ecossistema informativo”.

Para saber mais sobre a revista, leia a entrevista que a jornalista Esther Vargas fez com Sandro Medina. Para baixar, clique aqui.

erro na capa… do livro

“O apressado come cru”. É o que diz o velho ditado. E ditados são como o azar: não costumam poupar ninguém.

A célebre editora argentina La Crujía, especializada em livros de comunicação, correu com alguns de seus títulos para lançá-los a tempo da 37ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, que acontece de 20 de abril a 9 de maio. A toque de caixa, colocou na gráfica uma série de novos livros, mas em ao menos um deles o editor seguiu a lei de Murphy: “Javier Darío Restrepo: periodismo y pasión”, coletânea de textos do jornalista colombiano que é um dos maiores especialistas em ética jornalística do continente.

Atendendo à pressa dos editores, os funcionários da gráfica conseguiram terminar a impressão a tempo de ser lançado nos primeiros dias da feira. Mas um único detalhe embarcou toda a edição: um “s” a mais no nome do veterano jornalista obrigou uma segunda impressão. Restrepo aparece como “Restrespo” na capa e nas folhas de rosto.

Erros acontecem, é verdade. A ironia é Restrepo ser um dos mais evidentes defensores da qualidade no jornalismo…

jornalismo de guerra, vivência e sobrevivência

De repente, por uma série de fatores, estou mergulhado em pensamentos sobre as coberturas jornalísticas de guerra. As mortes recentes do jornalista e ativista italiano Vittorio Arrigoni e do fotógrafo e documentarista Tim Hetherington, ambos em zonas de conflito, repercutem ainda nos meios profissionais e políticos, e chamam a atenção para a vida desses profissionais e seus cotidianos.

Aliás, ontem mesmo, a edição online do The Guardian trouxe dois artigos que se preocupam em abordar o assunto com naturalidade, crueza e realismo. O fotojornalista Sean Smith diz que não se surpreendeu ao saber que Tim estava em Misrata, no meio do fervo, afinal, este era o trabalho dele. “Precisamos mandar nossos repórteres para relatar os conflitos”, diz, afastando o senso comum de que fotógrafos de guerra são viciados em perigo.

Roger Tooth, que responde pelo setor de foto do The Guardian, lembra que fotojornalistas precisam estar perto da ação. Às vezes, perto demais. Seu pensamento ecoa a célebre frase do mítico jornalista de guerra Robert Capa: “Se as suas fotos não estão suficientemente boas, é porque você não está suficientemente perto do fato”. Mas como diz Tooth, a guerra está mudando e cada vez é mais difícil cobri-la. Um conterrâneo seu, Peter Beaumont, repete isso com frequência em seu “A vida secreta da guerra”, que estou devorando nos últimos dias.

Beaumont cobriu (e cobre) diversos conflitos para o jornal The Observer, também do grupo do The Guardian. Beaumont também cita Capa, mas esparrama os próprios sentimentos e memórias no livro, mostrando como é cada vez mais complexo estar próximo do fato, desviar-se das balas e morteiros, captar o que deve ser relatado e voltar vivo para transmitir o que foi apurado. O drama das ruas, a violência contra os civis, a miséria e a fome, a indigência moral, tudo isso vem em bando; e como uma sucessão de pestes que se abate sobre quem está em guerra.

Por isso que não consigo parar de refletir sobre essas questões todas. O jornalismo é necessário sim. E a vida, mais ainda. O dilema do que cobrir, os limites próprios de ação, e outras questões colaterais tornam a reportagem de guerra o maior desafio para o jornalista em ação. Na maioria das vezes, ele é o único ali, no meio da troca de tiros, desarmado, sem condições de revide, e tendo que retornar vivo…

lei de acesso à informação avança

(Reproduzido de Artigo 19)

Brasília, 20.04.2011. Ontem, em sessão conjunta de duas comissões, senadores aprovaram pareceres favoráveis ao projeto de lei que regulamenta o direito à informação no Brasil. A proposta ainda precisa passar por mais uma comissão, mas o governo trabalha para que ela seja enviada rapidamente ao Plenário para aprovação.

“O projeto é um marco positivo para o desenvolvimento do direito à informação no Brasil”, afirma Agnès Callamard, diretora executiva da ARTIGO 19. “Nós saudamos os esforços do governo brasileiro de buscar acelerar a tramitação do projeto. O país enviaria uma mensagem muito positiva ao mundo se a proposta fosse aprovada antes do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em 3 de maio.”

Originalmente, a sessão conjunta entre a Comissão de Direitos Humanos e a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado previa a participação da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Mas as articulações com a comissão presidida por Fernando Collor de Mello (PTB-AL) não avançaram, e o projeto (PLC 41/2010) ainda precisará passar por sua revisão.

O projeto de lei em tramitação no Senado é um substitutivo do texto enviado pela Casa Civil à Câmara dos Deputados em 2009, quando foi discutido e emendado pela sociedade civil e deputados. A presidente Dilma Rousseff esteve diretamente envolvida na elaboração do texto original e já manifestou seu apoio a uma aprovação célere do projeto pelo Senado.

O projeto de lei prevê a criação de procedimentos para facilitar e garantir o acesso a informações públicas mantidas por autoridades públicas. Ele inclui o treinamento de servidores públicos, sanções ao desrespeito à lei, obrigações de divulgação pró-ativa de informações de interesse publico e campanhas de conscientização. A regulamentação do direito de acesso à informação pública é uma tendência mundial, com mais de 90 países tendo aprovado leis de liberdade de informação.

simpósio de jornalismo online: a revista

Há doze anos o Knight Center for Journalism in the Americas (da Universidade do Texas, em Austin) promove o seu Simpósio Internacional de Jornalismo Online, um evento que já é referência mundial para as dicussões da área. Em 2011, vinte pesquisas foram apresentadas, selecionadas de um total de cinquenta enviadas. Mais de duzentas pessoas acompanharam o simpósio no início de abril e uma síntese pode ser lida aqui.

Entre as novidades, houve o lançamento do primeiro número de uma revista científica que estará vinculada ao simpósio, a #ISOJ. A publicação pode ser acessada em formato ePub e PDF.

No sumário deste número inaugural,

Setting Guidelines on How to Design the News Online. Portuguese Online Newspapers and their Spanish, Argentinian and Brazilian CounterpartsNuno A.Vargas (Universidade de Barcelona, Espanha)

Citizen Journalism, Citizen Activism, and Technology: Positioning Technology as a ‘Second Superpower’ in Times of Disasters and TerrorismSharon Meraz (Universidade de Illinois, EUA)

Web Production, News Judgment, and Emerging Categories of Online Newswork in Metropolitan JournalismChris Anderson (College of Staten Island, EUA)

Methods for Mapping Hyperlink Networks: Examining the Environment of Belgian News WebsitesJuliette De Maeyer (Universidade Livre de Bruxelas, Bélgica)

Hypertext Newswriting Effects on Satisfaction, Comprehension and AttitudesJoão Canavilhas (Universidade da Beira Interior, Portugal)

fórum de professores no sudeste

Wanderley Garcia, da direção regional sudeste do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, avisa que trabalhos para o 5º Encontro Estadual de Professores de Jornalismo podem ser mandados até 15 de maio.

O evento acontece dias 27 e 28 de maio na PUC-Campinas, e serão aceitos relatos de experiência, comunicações científicas e pôsteres. O tema do encontro é “A formação superior como elemento constituinte e legitimador do campo do Jornalismo”.

Mais informações: http://www.fnpj.org.br/5eppj

saíram os vencedores do pulitzer

O mais conhecido e invejado prêmio jornalístico do mundo já tem seus vencedores neste ano. Os organizadores do Pulitzer Prize anunciaram os laureados e suas categorias. Conheça!

PUBLIC SERVICELos Angeles Times

BREAKING NEWS REPORTINGNo Award

INVESTIGATIVE REPORTINGPaige St. John, do Sarasota Herald-Tribune

EXPLANATORY REPORTINGMark Johnson, Kathleen, Gallagher, Gary Porter, Lou Saldivar e Alison Sherwood, do Milwaukee Journal Sentinel

LOCAL REPORTINGFrank Main, Mark Konkol e John J. Kim, do Chicago Sun-Times

NATIONAL REPORTINGJesse Eisinger e Jake Bernstein, do ProPublica – aliás, em dois anos, este site ganhou dois Pulitzers. Não perca de vista!

INTERNATIONAL REPORTINGClifford J. Levy e Ellen Barry, do The New York Times

FEATURE WRITINGAmy Ellis Nutt, da The Star-Ledger, Newark, N.J.

COMMENTARYDavid Leonhardt, do The New York Times

CRITICISMSebastian Smee, do The Boston Globe

EDITORIAL WRITINGJoseph Rago, do The Wall Street Journal

EDITORIAL CARTOONINGMike Keefe, do The Denver Post

BREAKING NEWS PHOTOGRAPHYCarol Guzy, Nikki Kahn e Ricky Carioti, do The Washington Post

FEATURE PHOTOGRAPHYBarbara Davidson, do Los Angeles Times

só até amanhã

Se você é pesquisador da comunicação e tem um paper inédito sobre democracia e mídia, sobre regulação dos meios de comunicação ou sobre as relações tensas entre comunicação e política, amanhã é o deadline da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC.

Veja a chamada:

Um dos temas mais discutidos nos últimos meses tem sido a estrutura dos meios de comunicação e a natureza da organização do mercado midiático brasileiro. Movimentos vindos de organizações não-governamentais, da academia e até mesmo do governo federal têm sinalizado para a necessidade de a sociedade discutir novas regras para o setor. Até mesmo uma importante organização do mercado – a Associação Nacional dos Jornais – manifestou a disposição para a autorregulação.
Diante desse cenário, a primeira edição da revista Estudos em Jornalismo e Mídia de 2011 objetiva discutir as complexas relações entre democracia e regulação do mercado de mídia.
Será priorizada a análise de artigos que tratem de temas como: políticas de comunicação no Brasil; marcos regulatórios no setor; regulaçã o, regulamentação e autorregulamentação dos meios; concentração de mídia; propriedade cruzada; relações entre meios de comunicação e grupos políticos; comparativos entre as legislações de mídia no Brasil e outros países; limites operacionais em meios audiovisuais e internet; órgãos de regulação; proteção da concorrência; mudanças estruturais no jornalismo a partir de marcos regulatórios; liberdade de imprensa, democracia e cidadania.

Deadline: 20 de abril de 2011
Publicação: Junho de 2011

A equipe editorial avisa que agora só estão sendo aceitos trabalhos que abordem o tema Democracia e Regulação.

Estudos em Jornalismo e Mídia existe desde 2004, é semestral, e circula exclusivamente em meioi eletrônico. No sistema de avaliação Qualis/Capes, é uma publicação B3.

é a independência jornalística uma ilusão?

Terra arrasada?Um dos aspectos que mais me chamou a atenção quando tive acesso às entrevistas com os principais gestores de mídia do país é que era consensual a necessidade da independência editorial para a sobrevivência do jornalismo e das empresas que disso vivem. Foi em 2009 e eram entrevistas com 22 editores-chefes, diretores e publishers de todas as regiões, e eu estava – junto com outros colegas – concluindo uma pesquisa sobre indicadores de qualidade de informação para a Unesco.

O argumento repetido é que as empresas precisam construir condições para se fortalecer financeiramente de maneira a não depender de verbas publicitárias dos governos. A independência editorial é, então, um resultado da independência comercial. O raciocínio é lógico, linear e de fácil convencimento.

Pois esta semana voltei a ouvir interessantes declarações sobre a independência jornalística. Eu participava, no Rio, do encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política (Compolítica), e acompanhei a mesa redonda “Mídia e democracia: questões teóricas”. Na sessão de perguntas finais, alguém da plateia questionou os palestrantes sobre a hipótese de que alguns veículos de imprensa chantageariam o governo federal com a ameaça de publicação de escândalos políticos, tentando atrair para si mais verbas publicitárias. Mesmo sem mencionar explicitamente, o indagador colocou o problema da independência da imprensa nacional.

Bem humorado, o presidente da Compolitica, Afonso de Albuquerque (UFF), disse que todas as relações humanas de alguma forma são baseadas em chantagem. “As relações sentimentais, mais ainda”, brincou, completando que a hipótese pode acontecer com alguma frequência e por parte de alguns veículos e governos. Quer dizer, é da regra do jogo, pertence à lógica que tensiona esses atores. Tentando desviar de um “cinismo” de seu colega de mesa, Fernando Lattman-Weltman (FGV) também deu de ombros diante da chantagem. “Olha, ninguém é independente. Ninguém. Nem mesmo os mortos, afinal, eles dependem da gente para serem enterrados! Por isso, nem vale a pena lutar por esse valor, pela independência”, afirmou.

Confesso que uma fala tão convicta ficou martelando a minha cabeça. Não porque me apegue tanto a certos valores, mas porque venho assistindo nos últimos anos à franca demolição de uma série deles no campo do jornalismo. Não mais se acredita em objetividade; a imparcialidade é questionada a todo momento; a verdade é relativizada; a ética é flexibilizada; a independência editorial não merece ser cultivada… Com isso, parece que daqui a pouco não vai sobrar pedra sobre pedra…

Afinal, esses valores, por décadas, serviram de alicerces para o jornalismo, tanto do ponto de vista ético quanto para garantir padrões mínimos para a sua execução técnica. É verdade que o jornalismo já não é mais o que foi; que a sociedade mudou; nossas percepções de espaço e tempo também foram transformadas; e o mundo e a vida são outros. Entretanto, temo que, no afã de se reformar o jornalismo, jogue-se a criança junto com a água do banho.

A pergunta que agora assalta a minha consciência é: se estamos em busca de uma nova ética para este novo jornalismo, em que mesmo ela estaria apoiada?

Alguém aí se arrisca a responder?

crise nuclear, segredos e o direito à informação

Não sei nada de japonês, o idioma. Chego a trocar “arikatô” por “saionará”. Mas gostaria muito de saber a língua japonesa para acompanhar a cobertura da crise nuclear. Fico intrigado com o que vem sendo noticiado pelas agências internacionais e curiosíssimo para saber se o povo de lá anda satisfeito com o nível de informação.

A impressão que tenho daqui é que tem muita coisa debaixo do tapete. E, para administrar a crise, o governo vai soltando informes em doses homeopáticas, de maneira a saciar provisoriamente a sanha dos cidadãos e a histeria da comunidade internacional. Mas algo me diz que a coisa pode ser pior do que se aventa. Posso estar errado, devo estar, quero estar.

Veja abaixo a primeira página do Asahi Shimbun de ontem, 13. Nem sei dizer se ela é alarmante ou não. Por isso, recorri ao The Japan Times e ao Stars & Stripes, também editados em Tóquio. Em ambos, a tentativa é de oferecer alguma tranquilidade ao leitor, na medida em que deixa em aberto que o acidente na usina de Fusushima não é brincadeira. A equiparação com o caso Chernobyl já deveria ter provocado uma gritaria maior na comunidade global ou mesmo em organismos multilaterais. Mas até agora, nada.

Estará a mídia nipônica tendo acesso a todas as informações que seus públicos anseiam e necessitam? O governo tem sido transparente? Quanto do noticiário oferecido é confiável e suficiente?

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chamada de textos na vozes e diálogo

A editora Laura Seligman anuncia que a revista Vozes & Diálogo, da Univali, está recebendo artigos para sua edição do segundo semestre. O deadline é 15 de junho e o tema do número é  “Comunicação e Novas Linguagens – percursos teóricos e empíricos”.

Textos devem ser submetidos na página da revista (aqui) ou encaminhados sem identificação dos autores para o email da editora (seligman@univali.br).

compolítica começa amanhã

Os professores Alessandra Aldé e Fernando Gonçalves, da organização, reforçam o convite para a abertura amanhã do 4º Encontro da Compolítica – Associação Brasileira dos Pesquisadores em Comunicação e Política.

O evento é organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UERJ em parceria com a UFF, e acontece no campus Maracanã a partir das 18h30 com a conferência “A Comunicação Política e sua institucionalização no Brasil”, do professor Marcus Figueiredo (IESP-UERJ).

A programação é bem recheada e pode ser conferida aqui. Estarei por lá com os colegas Fernando Azevedo (UFSCar), Flávia Biroli (UnB) e Fernando Rezende (UFF) na Mesa Redonda “Jornalismo e Política”. Vou abordar o Cablegate do WikiLeaks e suas implicações para a ética jornalística. Mas fora isso, haverá muita coisa boa no evento…

afinal, como se narra a dor?

Os tiros da manhã de quinta-feira na zona oeste do Rio de Janeiro sacudiram as atenções da maioria dos brasileiros. Como se estivéssemos em um sono profundo, fomos atirados da cama para perceber uma realidade assustadora e terrível. O resultado aterrador do massacre na escola de Realengo era algo que sempre imputamos aos norte-americanos, um povo tão beligerante que se arma até em supermercados. O resultado do massacre é uma fila de corpos de quem cultivava seu futuro ainda de forma muito adolescente. O resultado é o aparecimento de personagens como o atirador, movido por razões ainda desconhecidas, moldado pela solidão, frustração e pensamentos doentios.

Infelizmente, o país já havia visto adolescentes vitimados pela violência urbana. Desconhecido ainda era o anônimo que encarna o mal e dispara o gatilho não mais a esmo, mas escolhendo suas vítimas, alvejando órgãos vitais, recarregando reiteradamente as armas, disposto a acabar com tudo.

(Trecho do Comentário da Semana, que assino hoje no objETHOS. Na íntegra, aqui)

 

 

adeus, gutenberg… ou não!

Anthony Smith, Philip Meyer, Ramón Salaverria, Mario Tascón, entre outros, abordam o futuro do jornalismo, a crise dos impressos, a emergência dos tabletes e de outras formas de difundir o jornalismo. Tudo na mais recente edição da revista Periodistas, da Federação das Associações de Jornalistas da Espanha (FAPE).

Baixe e confira.

observando o observador…

Qual é o assunto mais comentado da semana?

Isso mesmo! O massacre na escola de Realengo, no Rio. Foi na quinta, mas de lá pra cá, ele quase absorveu todo o tempo e o espaço de cobertura dos meios de comunicação.

Na Folha de S.Paulo de hoje, qual é o assunto tratado pela ombudsman do maior jornal do país?

Não, não é o massacre de Realengo. Em vez disso, Suzana Singer aborda o noticiário sobre a troca de comando na Vale do Rio Doce e a distância desinteressada que deveriam ter os colunistas da Folha, que na última semana foram cobrados por leitores por olhar para os próprios umbigos…

Uma pena. Eu gostaria de saber como a ombudsman está observando a cobertura do tema mais comentado da semana…

o massacre nos jornais do mundo

A repercussão internacional da tragédia em Realengo…

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o massacre de realengo nos jornais

É triste, terrível, inexplicável. Sem nome o que aconteceu no Rio…

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o major me ligou

21h44 de ontem e toca meu celular. Não reconheci o número que chamava, mas atendi. Do outro lado, uma voz calma, num tom baixo, anunciou que se tratava do major Marcio Luiz Alves, responsável pela Defesa Civil em Santa Catarina. Respeitosamente, desculpou-se de estar ligando àquela hora e justamente no celular, e perguntou se eu tinha tempo para falar com ele. Respondi afirmativamente, e ele revelou que me ligara por conta de um post neste blog, em que eu questionava a atitude dele se candidatar em 2010 a uma vaga na Assembleia Legislativa.

No post de janeiro deste ano (leia aqui), eu me questionava se aquele gesto não teria sido oportunismo, já que o soldado frequentava com assiduidade os meios de comunicação locais. À época do post, eu “pensava em voz alta”, tentando investigar as razões da minha discordância de sua atitude.

Pois bem, não é que ontem me liga o major?

Como jornalista, não foi a primeira vez que alguém me procurou para comentar o que escrevi. Já recebi telefonemas mais inflamados, menos educados, alguns até ofensivos, outros elogiosos. Já recebi ameaças ostensivas e veladas, e chamadas que tentavam me convencer de que aquela não era a melhor maneira de narrar ou descrever algo.

Mas o telefonema do major me surpreendeu ontem. Não por ele ter ficado “chateado” com o que escrevi, mas pelo tom cordato, civilizado; pela atenção que dispensou ao contar pacientemente sua trajetória pública. Me surpreendeu também o fato de ele encontrar o telefone pessoal de um blogueiro desconhecido e tentar falar com ele pessoalmente, para explicar suas razões. Ele poderia ter ignorado, ou deixado um comentário no blog… Achei, no mínimo, atencioso. O major tinha o claro propósito de tirar uma má impressão que eu mantinha dele, e isso me fez pensar sobre como as redes sociais, os blogs, e as novas tecnologias de informação e comunicação podem aproximar mais e mais as pessoas. Imagine se todo político tivesse esse canal aberto com seus eleitores? Imagine se também ocorresse o contrário: um eleitor indignado com seu representante ligaria para ele se queixando?

Pois esses novos dispositivos de comunicação que dispomos permitem o encurtamento de certas distâncias. No meu caso, me manifestei num blog. Por alguma razão qualquer, o major leu e quis falar com aquele cara que dele escreveu, quis conhecer um eleitor anônimo. Em termos de democracia, não é pouca coisa. Em outros tempos, um militar te ligaria para tirar satisfação e não para prestar informações. Nos quase vinte minutos de chamada, não me senti pressionado a apagar meu post ou a fazer qualquer retratação. Do outro lado da linha, o major em nenhum momento insinuou isso. Percebi que ele respeitou minha opinião, e porque achei o caso surpreendentemente positivo e por respeito a ele, faço esse registro.