assange na trip (2)

Outro dia, comentei aqui que Julian Assange – rosto, cérebro e espírito do WikiLeaks – estava na capa da revista Trip, que dedicara suas páginas negras para entrevistá-lo. Li há pouco a entrevista assinada por Lino Bocchini (e que pode ser conferida aqui). Gostei do que vi e a Trip conseguiu – mais uma vez! – mostrar uma faceta inédita dos personagens a que consagra suas grandes entrevistas. Assange está descuidado, barbado e com a camisa da seleção brasileira…

Na ocasião, abril passado, trechos da entrevistas foram captados em vídeo. Veja a seguir:

 

revista mensal sobre redes sociais

Quem me avisou foi o Aldo Antonio Schmitz: nos Estados Unidos, vão lançar a The Social Media Monthly.

A revista terá versões em papel e eletrônica, a partir de setembro… e assinaturas pagas nos dois formatos.

Mais informações aqui.

comunicação e cidadania: um livro

Reproduzo convite enviado pela Kênia Maia para o lançamento de mais um título coletivo sobre pesquisas da área da comunicação:

Caros,
Convido-os para o lançamento do livro Comunicação e Cidadania: Conceitos e Processos, organizado por Dione Moura, Elen Geraldes, Fábio Henrique Pereira, Fabiola Calazans, Fernando Oliveira Paulino, Gabriela Pereira de Freitas, Liziane Guazina, Luiz Martins da Silva e Samuel Lima.

Dia:  02/06/2011 (quinta-feira)
Horário: a partir das 19h30
Local: Carpe Diem, 104 Sul, Brasília

Uma coletânea capitaneada por docentes e colaboradores do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília, Comunicação e Cidadania: Conceitos e Processos propõe para a agenda pública experiências na interface Comunicação/Cidadania. Ambos fenômenos abordados por diferentes ângulos, o que resulta em um percurso instigante.
Política Social, jornalismo, cinema, radioweb, rádio comunitária, telefonia móvel, identidade profissional e o papel do jornalista, fotografia digital, marketing e marketing social, transversalidade da questão ambiental, uso de informações públicas no jornalismo,telejornalismo e política, representações da Terceira Idade, Sociedade da Informação são alguns dos temas apresentados, sempre incluindo a relação de tais temas com os conceitos e processos da cidadania.
A obra conta com colaboradores parceiros de outras instituições (UFRN e UCB) e o núcleo de autoras e autores está vinculado, em grande medida, ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e aos projetos de Extensão Comunicação Comunitária, SOS Imprensa e Projete Comunicação para Sustentabilidade.
Os relatos empíricos e as proposições conceituais apresentados na obra devem surtir novos e enriquecedores sentidos para essa interface.

autorregulação de jornais é positiva, mas insuficiente

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) alterou seu estatuto e lançou o seu programa permanente de autorregulamentação, com a indicação de boas práticas para as empresas do setor.

A ideia foi bem recebida por setores acadêmicos, mas é pouco, conforme se pode ler na reportagem que Gilberto Costa fez para a Agência Brasil.

wikileaks e the guardian: bastidores

Há algumas semanas, o programa Milênio – da GloboNews – entrevistou o jornalista David Leigh, um dos principais nomes do jornal The Guardian na parceria com o WikiLeaks. Sílio Boccanera conversou com o editor investigativo, que também é um dos autores de “Wikileaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de estado”.

Uma versão em texto dos principais trechos está no Consultor Jurídico (aqui), mas o vídeo da entrevista pode ser acompanha em duas partes: aqui e aqui.

contemporânea chama para textos sobre wikileaks

Reproduzo mensagem de André Lemos e Edson Dalmonte, editores da revista Contemporânea.

Edição – Agosto 2011
“WIKILEAKS – CIBERCULTURA E POLÍTICA”
A Revista Contemporanea lança um call for papers sobre o tema “Cibercultura e Política”, tendo como ênfase principal a discussão sobre o fenômeno “Wikileaks”. No final de 2010, o “Wikileaks” difundiu importantes e constrangedores documentos secretos que incomodaram as principais potências mundiais (EUA, China, França, GB) e alguns países emergentes, entre eles o Brasil. O papel das tecnologias de comunicação e informação (TICS) na reconfiguração do jogo político não é um fato novo, desde as ações ativistas e micropolíticas, até o uso por candidatos, políticos eleitos, partidos políticos, bem como governos e instituições públicas. O caso “Wikileaks” (“Wiki”, plataforma colaborativa online e “Leak”, vazamento, circulação de informação) é a mais nova faceta do ciberativismo global e coloca em discussão o papel do jornalismo, da diplomacia mundial e dos novos meios de comunicação. Segundo Manuel Castels, uma nova etapa da comunicação política foi inaugurada. A revista Contemporanea quer investigar essas questões.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 31 de maio
Resultado da seleção: 20 de junho
Trabalho de revisão: 21 a 30 de junho
Publicação da Revista: 15 de agosto

o pimenta neves da ficção

Já que o assunto do dia é a prisão – pelo que parece definitiva – do jornalista Antonio Pimenta Neves, e já que isso acontece onze anos (parece mentira!) depois do crime que ele cometeu, por que não olhar para este caso pelas lentes da ficção?

O jornalista e escritor argentino Tomás Eloy Martinez fez isso em 2002 com o livro “O vôo da rainha”, onde mistura deliberadamente realidade e ficção, extraídos a duras penas do calor dos acontecimentos. Eloy Martinez conhecia o jornalista brasileiro, ficou perplexo ao saber do assassinato cometido, ainda mais por ter falado com ele poucos dias antes. No meio da escritura de um romance sobre a soberba, encomendado pela Editora Objetiva para a série Plenos Pecados, Eloy Martinez ainda perdeu sua esposa num atropelamento, do qual sobreviveu. Abalado, juntou os cacos e foi borrar as fronteiras entre realidade e ficção para tratar da “abelha rainha dos vícios e pecados”, essa tal de soberba.

O caso Pimenta Neves é um exemplo tão bem acabado desse pecado que até parece peça de literatura. Um dos homens mais influentes e importantes da imprensa nacional mata a namorada a tiros pelas costas, e, graças aos muitos subterfúgios jurídicos, zomba de todos com sua impunidade.

As páginas de Eloy Martinez chacoalham nossas certezas sobre fatos e ficções, exatamente como ele queria. O autor, que morreu em janeiro do ano passado, talvez gostasse de assistir aos capítulos finais dessa história. Ao menos a que chamamos de verdadeira.

ainda sobre a polêmica do livro

Lembra da discussão da semana passada sobre o livro do MEC?
Quer saber o que a Associação Brasileira de Linguística (Abralin) disse sobre isso?
Veja o comunicado oficial:

O Brasil tem acompanhado a polêmica a respeito do livro Por uma vida melhor, distribuído pelo PNLD do MEC. Diante de posicionamentos virulentos e alguns até histéricos, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINGUÍSTICA, ABRALIN, vem a público manifestar-se a respeito. O fato que chamou a atenção foi que os críticos não tiveram sequer o cuidado de analisar o livro mais atentamente. Pautaram-se sempre nas cinco ou seis linhas citadas. O livro acata orientações dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) já em andamento há mais de uma década. Outros livros didáticos também englobam a discussão da variação linguística para ressaltar o papel e a importância da norma culta no mundo letrado.

Portanto, nunca houve a defesa de que a norma culta não deva ser ensinada. Ao contrário, entende-se que esse é o papel da escola, garantir o domínio da norma para o acesso efetivo aos bens culturais e para o pleno exercício da cidadania. Esta é a única razão que justifica a existência da disciplina de Língua Portuguesa para falantes nativos de português.

A linguística surgiu como ciência há mais de um século. Como qualquer outra ciência, não trabalha com a dicotomia certo/errado. Esse é o posicionamento científico, que permitiu aos linguistas elaborar outras constatações que constituem hoje material essencial para a descrição e explicação de qualquer língua humana.

Uma constatação é o fato de que as línguas mudam no tempo, independentemente do nível de letramento de seus falantes, do avanço econômico e tecnológico ou do poder mais ou menos repressivo das Instituições. Formas linguísticas podem surgir, desaparecer, perder ou ganhar prestígio. Isso sempre foi assim. Muitos dos usos hoje tão cultuados pelos puristas originaram-se do modo de falar de uma forma alegadamente inferior do latim.

Outra constatação é o fato de que as línguas variam num mesmo tempo: qualquer língua apresenta variedades deflagradas por fatores, como diferenças geográficas, sociais, etárias, dentre outras. Por manter um posicionamento científico, a linguística não faz juízos de valor acerca dessas variedades, simplesmente as descreve. No entanto, os lingüistas constatam que essas variedades podem ter maior ou menor prestígio, que está sempre relacionado ao prestígio que têm seus falantes no meio social. Por esse motivo, o desconhecimento da norma de prestígio pode limitar a ascensão social e isso fundamenta o posicionamento da linguística sobre o ensino da língua.

Não há caos linguístico, nenhuma língua já foi ou pode ser corrompida ou assassinada, ou fica ameaçada quando faz empréstimos. Independentemente da variedade que usa, o falante fala segundo regras gramaticais estritas. Os falantes do português brasileiro fazem o plural de “o livro” de duas maneiras: uma formal: os livros; outra informal: os livro. Mas certamente não se ouve “o livros”. Assim também, não se pronuncia mais o “r” final de verbos no infinitivo, mas não se deixa de pronunciar (não de forma generalizada, pelo menos) o “r” final de substantivos. Qualquer falante, culto ou não, pode dizer (e diz) “comprá” para “comprar”, mas apenas algumas variedades diriam “dô” para “dor”. Estas últimas são estigmatizadas socialmente, porque remetem a falantes de baixa extração social. Falamos obedecendo a regras. E a escola precisa ensinar que, apesar de falarmos “comprá” precisamos escrever “comprar”. Assim, o trabalho da linguística tem repercussão no ensino.

Por outro lado, entendemos que o ensino de língua materna não tem sido bem sucedido, mas isso não se deve às questões apontadas. Esse tópico demandaria discussão mais profunda, que não cabe aqui.

Por fim, é importante esclarecer que o uso de formas linguísticas de menor prestígio não é indício de ignorância ou de outro atributo que queiramos impingir aos que falam desse ou daquele modo. A ignorância não está ligada às formas de falar ou ao nível de letramento. Aliás, pudemos comprovar isso por meio desse debate que se instaurou em relação ao ensino de língua e à variedade linguística.

os jornalistas e o brasileirão

Assino hoje o comentário da semana do objETHOS. Nele, saúdo a chegada do Campeonato Brasileiro de Futebol e lanço algumas questões sobre a cobertura jornalística que se faz da competição.

Ficou curioso? Vá lá e leia na íntegra.

jornalismo e redes sociais, o debate

Não deu tempo de avisar antes, mas não tem problema. Com a internet, pode-se recuperar muita coisa, até mesmo o debate “Redes sociais transformam o jornalismo?”, de que participei na quinta passada, 19, na Rádio Ponto da UFSC.

O debate aconteceu no programa “Jornalismo em Debate”, produzido por alunos de graduação e pós-graduação e parte da Cátedra Fenaj. Estiveram na bancada comigo o jornalista César Valente, do blog De Olho na Capital; o jornalista Alexandre Gonçalves, do Coluna Extra; e a Alexandra Zanela, editora do Diário.Com. Por telefone, participou o jornalista Douglas Dantas, do Sindicato de Jornalistas do Espírito Santo. A supervisão dos trabalhos foi de Valci Zuculotto e a mediação foi de Áureo Moraes, ambos professores da UFSC.

A conversa foi de alto nível e atiramos para vários lados: mudanças no perfil dos jornalistas, a participação do público, possíveis furos de reportagem pelas mídias sociais, fim do jornalismo, credibilidade dos meios, enfim, muita coisa interessante.
Ficou curioso? Então, ouça!

Bloco 1
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.34.mp3

Bloco 2
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.35.mp3

Bloco 3
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.36.mp3

assange na trip

A revista Trip traz na edição de maio em uma de suas capas o rosto do WikiLeaks, Julian Assange.
Deixando de lado o ar enigmático de sempre, os sobretudos e cachecois, o australiano aparece sorrindo e com camisa da seleção brasileira.
A conferir…

marcelo tas em webconferência na ufsc

(reproduzindo…)

O jornalista e âncora do programa CQC Marcelo Tas participa de uma webconferência na quinta-feira, 19 de maio, às 20h30, inaugurando a programação da 10ª Semana do Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele fará uma palestra online, através da conta no twitter, sobre sua participação na sétima edição do evento, em 2008, e sua experiência profissional.

O público poderá fazer perguntas através do próprio twitter ou pelo e-mail semanadojor@gmail.com. Esta é a primeira de quatro webconferências que serão realizadas mensalmente, entre maio e agosto, com profissionais que já participaram da Semana do Jornalismo.

A 10ª Semana do Jornalismo acontece de 12 a 16 de setembro no Auditório Henrique Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. Os convidados deste ano discursarão em mesas redondas, palestras, sabatinas e debates. Outros profissionais de destaque do estado ministrarão oficinas temáticas.

O evento, sem fins lucrativos, é totalmente promovido pelos alunos do curso. O principal objetivo é aprimorar o ensino através de discussões em mesas redondas e palestras com profissionais renomados. Os temas escolhidos procuram aprofundar questões em evidência na cobertura jornalística atual, analisar o mercado de trabalho e buscar por novas tendências de interesse.

jornalistas e suas línguas: 5 erros comuns

1. Jornalistas consideram a língua sua “ferramenta” de trabalho. Isto é, tem uma visão instrumentalizada da língua.

2. Jornalistas confundem língua e linguagem.

3. Jornalistas acreditam na transparência da língua, como se as palavras refletissem diretamente as coisas.

4. Jornalistas não refletem sobre sua relação com a língua, ou não aprofudam uma concepção de linguagem.

5. Porque a língua e a linguagem atravessam grande parte de seu trabalho cotidiano, jornalistas acham que sabem mais delas que outras pessoas, inclusive mais que os linguistas. Isto é, são superiores aos demais, mesmo que os demais também sejam falantes nativos da língua.

Não estaria na hora de repensarmos essa nossa relação, jornalistas?

polêmica do livro do mec é tempestade em copo d’água

Tenho acompanhado de perto o debate em torno do livro adotado pelo MEC e que estaria “ensinando errado” a língua portuguesa, ao reproduzir erros de concordância. E o que se vê nos meios de comunicação é bastante discutível não apenas do ponto de vista linguístico, mas também jornalístico.

De maneira ampla, os meios de comunicação têm engrossado as críticas ao Ministério e ao livro, formando uma verdadeira tropa de choque a favor da língua pátria. Jornalistas gesticulam, esbravejam, tecem discursos moralizantes em torno do idioma, como se viu, por exemplo, na edição de hoje cedo no Bom Dia Brasil, da Rede Globo. O jornalista Alexandre Garcia disparou contra o livro e o MEC, criticando uma certa cultura que fraqueja diante dos insucessos escolares, que flexibiliza demais o ensino e permite o caos que hoje colhemos na educação. Ele lembrou os exemplos da Coreia do Sul e da China, que há décadas investem pesado em seus sistemas educacionais e hoje prosperam, assumem a dianteira de alguns setores. Só se esqueceu de dizer que esses países investem nas ciências exatas e duras e não nas humanísticas, no ensino de língua materna, etc…

Não satisfeito, o Bom Dia convocou o professor Sérgio Nogueira, guardião da língua nacional e jurado do quadro Soletrando, do Caldeirão do Huck, este bastião da cultura brasileira. Nogueira também bateu forte, e quase pediu a cabeça do ministro Fernando Haddad, citando casos recentes (e graves) que chacoalharam o MEC. Só não “demitiu” Haddad por falta de tempo em sua intervenção…

Mas o caso do Bom Dia Brasil não é único. Alguém aí viu ou ouviu a autora do livro em alguma entrevista? Ela pôde dar sua versão? Alguém aí viu ou ouviu linguistas como Marcos Bagno e Ataliba T. Castilho, que pesquisam e trabalham há décadas em torno da discussão de uma gramática para o português falado e da singularidade idiomática do português brasileiro? Alguém aí viu alguma matéria sobre preconceito linguístico? Pois é, pois é…

Marcos Bagno tem um livro simples sobre o tema do preconceito linguístico, derivado de sua tese de doutorado e de anos de pesquisa. O professor Ataliba escreveu três volumes de uma gramática voltado ao português falado. Isso não é suficiente para se perceber que existem abismos entre o que se escreve e o que se fala? Que a língua falada é mais dinâmica, mais porosa que o padrão culto da língua, a ser aplicado na sua dimensão escrita? Alguém aí já ouviu falar de um genebrino chamado Ferdinand de Saussure, por acaso pai da Linguística, cujo livro póstumo de 1916 já tratava de separar língua (langue) e fala (parole)?

O fato é que sobra opinião apressada e ignorância na cobertura da imprensa sobre o caso. Sobra também prescritivismo, conservadorismo e elitismo no ensino de línguas. E justo nos meios de comunicação, ao mesmo tempo ator e ambiente fundamentais para difundir, disseminar e consolidar gestos de linguagem, fatos da língua…

sbpjor recebe artigos em junho

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) divulgou hoje a sua chamada de trabalhos para o seu encontro anual, que acontece em novembro no Rio de Janeiro. Veja:

Tema: “Jornalismo e Mídias Digitais”
Rio de Janeiro, Brasil – 3 a 5 de novembro de 2011

1. Modalidades de apresentação:
Os trabalhos poderão ser encaminhados na forma de Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas.

2. Comunicações Livres:
O autor deve encaminhar o texto completo, que deve conter de 20 mil a 35 mil caracteres (com espaço), já inclusas as referências bibliográficas e notas de rodapé. São obrigatórios os seguintes itens: título, resumo de até 10 linhas, 5 palavras-chave, resumo do currículo do autor em até 3 linhas (incluindo sua vinculação institucional). O texto deve ser redigido em fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhamento 1,5. Citações recuadas devem ser redigidas em corpo 10, espaço simples.

O autor deve redigir seu texto utilizando o modelo elaborado para o encontro. O modelo está disponível para download na página da SBPJor.

O tamanho total do arquivo não deve exceder 2 Mb (dois megabytes).

3. Comunicações Coordenadas:
As Comunicações Coordenadas poderão ser propostas por associados plenos (doutores) da SBPJor. Cada Coordenada deve ter de quatro a seis trabalhos, com pelo menos três autores doutores de diferentes instituições. O proponente deverá ser um dos autores. São obrigatórios os seguintes itens: título da Comunicação Coordenada, ementa que sintetize e justifique a proposta da Comunicação Coordenada (10 a 15 linhas), 5 palavras-chave. Todos os textos que compõem a Comunicação Coordenada deverão ser encaminhados completos, seguindo as mesmas regras estabelecidas para as Comunicações Livres no item 2 (incluindo resumo, palavras-chave e currículo resumido do autor).

4. Prazo e forma de encaminhamento:
Os trabalhos serão recebidos de 01 de junho a 22 de julho de 2011, através da página http://www.sbpjor.org.br/artigos2011/. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos, apenas para apresentá-los, se aprovados, no encontro.

5. Seleção:
As Comunicações Livres que estiverem adequadas às regras estabelecidas no item 2 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois pareceristas indicados pela Diretoria Científica entre os associados plenos (doutores) da SBPJor. Serão consideradas aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro parecerista ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. Trabalhos que estiverem fora do tamanho e/ou não cumprirem os itens obrigatórios não serão submetidos à avaliação.

As Comunicações Coordenadas que estiverem adequadas às regras estabelecidas nos itens 2 e 3 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois membros do Conselho Científico da SBPJor ou da Diretoria Executiva da entidade. Serão aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro membro do Conselho Científico ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. A proposta de Coordenada poderá ser aprovada no todo ou em parte, havendo possibilidade de recusa individual. Se os trabalhos não forem aprovados como Coordenada, mas o forem individualmente, serão automaticamente distribuídos entre as Comunicações Livres.

Todos os trabalhos serão enviados aos avaliadores sem identificação de autoria, gerando “pareceres cegos”.

6. Critérios de avaliação:
O trabalho será avaliado sob os seguintes critérios gerais: pertinência ao campo da pesquisa em jornalismo, relevância científica, explicitação do problema ou objetivo, adequação e atualização da bibliografia, qualidade da reflexão teórica, explicitação e consistência da metodologia (quando pertinente), domínio da linguagem científica, adequação do título e das palavras-chave ao objeto de estudo.

7. Observações:
7.1. Os trabalhos necessariamente devem ser inéditos. Por inéditos, compreendem-se textos que não foram publicados ou divulgados em qualquer tipo de suporte, nem apresentados em outros congressos científicos. O autor que descumprir esta regra, e por ventura tiver seu trabalho selecionado e incluído nos anais do 9º. Encontro, ficará automaticamente impedido de apresentar trabalho no 10º.Encontro da SBPJor.

7.2. Cada autor só pode submeter um trabalho, em autoria única ou co-autoria. Não é permitido ao mesmo autor participar simultaneamente de uma Comunicação Coordenada e de uma Comunicação Livre, mesmo em co-autoria.

7.3. Trabalhos de graduandos só serão aceitos em regime de co-autoria com pesquisadores que tenham, no mínimo, título de mestre.

8. Resultados:
Os resultados da seleção serão comunicados aos autores das Comunicações Livres e aos proponentes das Comunicações Coordenadas até 5 de setembro de 2011. Os trabalhos serão aprovados ou recusados, não havendo aceite condicionado a reformulações.

9. Inclusão nos anais:
Só será incluído nos anais o trabalho do autor que efetivar sua inscrição no congresso até o dia 10 de outubro de 2011.

inscrições encerradas no seminário brasil-argentina

Mal passaram 48 horas da abertura das inscrições e as 150 vagas para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) já foram todas ocupadas. Os organizadores abriram uma lista de espera – para 20 nomes -, que deve ser fechada rapidamente. Todos os inscritos estão recebendo mensagens de confirmação do Bapijor, e os candidatos em lista de espera devem ter respostas até a próxima quinta-feira, 19.

O 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) acontece em 9 e 10 de junho no Auditório Henrique da Silva Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC (Florianópolis). A programação prevê mesas com renomados jornalistas e pesquisadores brasileiros e argentinos, e haverá cobertura ao vivo pelo Twitter. Para acompanhar as atividades, basta seguir a conta do Observatório da Ética Jornalística (@objETHOS) e a hashtag #bapijor

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS, promoção do Posjor/UFSC, com patrocínio da Fapesc e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Fapeu.

seminário latino de pesquisa da comunicação

A Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (ALAIC) convida professores, pesquisadores e estudantes a participar do VI Seminário Internacional Latino-Americano de Pesquisa da Comunicação.

O evento acontece em 29 e 30 de julho de 2011 no Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, São Paulo-SP, Brasil) e conta com a presença de prestigiosos pesquisadores da Comunicação do Brasil e da América Latina e em consonância com o I Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana (www.confibercom.org) se constituem em importante momento de reflexão sobre a pesquisa, ensino e práticas comunicacionais da América Latina em 2011.

As inscrições para o VI Seminário são gratuitas e podem ser feitas até 15 de julho pelos emails contactoalaic@gmail.com e seminarioALAIC@gmail.com

Mais informações:
http://www.alaic.net/portal/VI-SEMINARIO-INTERNACIONAL-ALAIC-2011.pdf

brasileiros e argentinos vão discutir pesquisa e jornalismo investigativo

Estão abertas a partir de hoje, 11 de maio, as inscrições para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor). O evento será nos dias 9 e 10 de junho em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As inscrições, gratuitas e limitadas a 150 vagas, podem ser feitas através do site www.bapijor.ufsc.br, onde também estão disponíveis mais informações e a programação completa.

Pioneiro e inovador, o seminário tem como objetivo expor, debater e dialogar sobre a realidade da profissão e da academia nos dois países. Para isso, contará com a participação de renomados pesquisadores e jornalistas brasileiros e argentinos.

O seminário tem realização do Observatório da Ética Jornalística – objETHOS – e promoção do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, com patrocínio da FAPESC – Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina . Tem o apoio, ainda, da ABRAJI – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo,  ACI – Associação Catarinense de Imprensa, FAPEU – Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária e PRAE – Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFSC.

jornalismo e inovação: evento na califórnia

Clique abaixo e acesse para mais informações:

diário catarinense, 25 anos

O jornal de maior circulação em Santa Catarina completou hoje 25 anos.
Numa época em que diversos abutres sobrevoam os jornais impressos, o jubileu do Diário Catarinense é uma notícia que exibe parte do vigor dessa indústria.
A exemplo de outros casos, o DC produziu um vídeo para celebrar a data, mostrando um pouco do seu processo produtivo. Marketing à parte, vale “visitar” a rotina de um jornal diário nesses tempos de notícia full time.

liberdade de imprensa: 5 links

A liberdade de imprensa é um conceito caro e raro. Polêmico e ansiosamente buscado.
Como hoje se celebra mundialmente o dia dela, sugiro cinco links:

viu a capa da time?

A revista mais influente do mundo oferece aos seus leitores mais um pôster de caráter duvidoso.
Os norte-americanos devem ter adorado… já os do lado de lá…

tecnologia e comunicação: uma revista

O diretor Jesús Flores, da revista TecCom Studies informa que está aberta a chamada de textos:

Número 2, junio de 2011
Fecha límite de presentación de artículos: 13 de mayo de 2011

La revista trimestral TecCom Studies, del Lab MID (UCM) abre la convocatoria de artículos a todos los centros, grupos académicos e investigadores de la comunicación (periodismo, publicidad y comunicación audiovisual, cine) y tecnología (Internet,medios sociales, blogs, gadgets, telefonía, aplicaciones) desde cualquier perspectiva (modelos de negocio, informativos, formación, innovación) que deseen publicar los resultados de su investigación de calidad.
Los textos han de ser originales e inéditos y no pueden estar sujetos al procedimiento de selección de otra revista. Los artículos, escritos en castellano, inglés o portugués, se someterán al proceso de revisión y arbitraje. Las normas para publicar artículos en TecCom Studies, están disponibles en:

http://www.teccomstudies.com/libro/normas-publicacion

Puede enviar sus artículos a redaccion@teccomstudies.org

bin laden morto nos jornais

Uma manchete que os americanos fantasiaram por anos…
(As edições a seguir são de hoje, dia 2 de maio de 2011)

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um radar sobre o jornalismo e a ética

Não tem chuva ou temporal que impeça: todos os sábados tem Radar objETHOS, uma coletânea de alguns dos links mais interessantes da semana sobre jornalismo, ética jornalística e assuntos afins. O serviço é uma publicação do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) e traz contribuições e links em português, inglês, espanhol e francês.

O desta semana pode ser acessado aqui. Mas você pode recuperar os demais por aqui. Sirva-se!

jornalistas e redes sociais: uma pesquisa

O escritório da UNESCO no Brasil, o Portal Imprensa e a ONG Artigo 19 estão aplicando uma pesquisa online sobre jornalismo e mídias sociais. Segundo os promotores, a divulgação dos resultados da pesquisa vai fazer parte das atividades de celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa no Brasil, em 3 de maio.

“O objetivo da pesquisa é identificar desafios e possibilidades do uso de redes sociais para o exercício do jornalismo”, informam os realizadores. A pesquisa é aplicada por meio de um formulário eletrônico, com 32 questões bem diretas, e que não duram muito para serem concluídas. As respostas podem ser anônimas.

Para participar, acesse http://artigo19.org/midiassociais/pesquisa

nova revista sobre comunicação e tecnologias

   Já está circulando na rede o primeiro número da revista Tinta Electrónica, voltada para temas da comunicação e das novas possibilidades tecnológicas. A publicação é editada pelos jornalistas Sandro Medina Tovar (do Peru) e Emiliano Cosenza (da Argentina), e na edição de estreia traz textos de Mario Tascón (Espanha), Pedro Jerónimo (Portugal), Anderson Paredes (Venezuela), María Pastora Sandoval (Chile), Martín Fernández (Argentina), Rolly Valdivia Chávez (Peru), Susana Morán (Equador), Lina Ceballos (Colômbia) e Gerardo Albarrán de Alba (México).

A publicação está no formato PDF, é fácil de baixar, e deve sair sempre em abril, agosto e dezembro. O número 1 tem 28 páginas e o layout é bem modesto, talhado para facilitar a leitura do conteúdo. O tema de abertura da nova revista eletrônica é “Fazer jornalismo num novo ecossistema informativo”.

Para saber mais sobre a revista, leia a entrevista que a jornalista Esther Vargas fez com Sandro Medina. Para baixar, clique aqui.

erro na capa… do livro

“O apressado come cru”. É o que diz o velho ditado. E ditados são como o azar: não costumam poupar ninguém.

A célebre editora argentina La Crujía, especializada em livros de comunicação, correu com alguns de seus títulos para lançá-los a tempo da 37ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, que acontece de 20 de abril a 9 de maio. A toque de caixa, colocou na gráfica uma série de novos livros, mas em ao menos um deles o editor seguiu a lei de Murphy: “Javier Darío Restrepo: periodismo y pasión”, coletânea de textos do jornalista colombiano que é um dos maiores especialistas em ética jornalística do continente.

Atendendo à pressa dos editores, os funcionários da gráfica conseguiram terminar a impressão a tempo de ser lançado nos primeiros dias da feira. Mas um único detalhe embarcou toda a edição: um “s” a mais no nome do veterano jornalista obrigou uma segunda impressão. Restrepo aparece como “Restrespo” na capa e nas folhas de rosto.

Erros acontecem, é verdade. A ironia é Restrepo ser um dos mais evidentes defensores da qualidade no jornalismo…

jornalismo de guerra, vivência e sobrevivência

De repente, por uma série de fatores, estou mergulhado em pensamentos sobre as coberturas jornalísticas de guerra. As mortes recentes do jornalista e ativista italiano Vittorio Arrigoni e do fotógrafo e documentarista Tim Hetherington, ambos em zonas de conflito, repercutem ainda nos meios profissionais e políticos, e chamam a atenção para a vida desses profissionais e seus cotidianos.

Aliás, ontem mesmo, a edição online do The Guardian trouxe dois artigos que se preocupam em abordar o assunto com naturalidade, crueza e realismo. O fotojornalista Sean Smith diz que não se surpreendeu ao saber que Tim estava em Misrata, no meio do fervo, afinal, este era o trabalho dele. “Precisamos mandar nossos repórteres para relatar os conflitos”, diz, afastando o senso comum de que fotógrafos de guerra são viciados em perigo.

Roger Tooth, que responde pelo setor de foto do The Guardian, lembra que fotojornalistas precisam estar perto da ação. Às vezes, perto demais. Seu pensamento ecoa a célebre frase do mítico jornalista de guerra Robert Capa: “Se as suas fotos não estão suficientemente boas, é porque você não está suficientemente perto do fato”. Mas como diz Tooth, a guerra está mudando e cada vez é mais difícil cobri-la. Um conterrâneo seu, Peter Beaumont, repete isso com frequência em seu “A vida secreta da guerra”, que estou devorando nos últimos dias.

Beaumont cobriu (e cobre) diversos conflitos para o jornal The Observer, também do grupo do The Guardian. Beaumont também cita Capa, mas esparrama os próprios sentimentos e memórias no livro, mostrando como é cada vez mais complexo estar próximo do fato, desviar-se das balas e morteiros, captar o que deve ser relatado e voltar vivo para transmitir o que foi apurado. O drama das ruas, a violência contra os civis, a miséria e a fome, a indigência moral, tudo isso vem em bando; e como uma sucessão de pestes que se abate sobre quem está em guerra.

Por isso que não consigo parar de refletir sobre essas questões todas. O jornalismo é necessário sim. E a vida, mais ainda. O dilema do que cobrir, os limites próprios de ação, e outras questões colaterais tornam a reportagem de guerra o maior desafio para o jornalista em ação. Na maioria das vezes, ele é o único ali, no meio da troca de tiros, desarmado, sem condições de revide, e tendo que retornar vivo…

lei de acesso à informação avança

(Reproduzido de Artigo 19)

Brasília, 20.04.2011. Ontem, em sessão conjunta de duas comissões, senadores aprovaram pareceres favoráveis ao projeto de lei que regulamenta o direito à informação no Brasil. A proposta ainda precisa passar por mais uma comissão, mas o governo trabalha para que ela seja enviada rapidamente ao Plenário para aprovação.

“O projeto é um marco positivo para o desenvolvimento do direito à informação no Brasil”, afirma Agnès Callamard, diretora executiva da ARTIGO 19. “Nós saudamos os esforços do governo brasileiro de buscar acelerar a tramitação do projeto. O país enviaria uma mensagem muito positiva ao mundo se a proposta fosse aprovada antes do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em 3 de maio.”

Originalmente, a sessão conjunta entre a Comissão de Direitos Humanos e a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado previa a participação da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Mas as articulações com a comissão presidida por Fernando Collor de Mello (PTB-AL) não avançaram, e o projeto (PLC 41/2010) ainda precisará passar por sua revisão.

O projeto de lei em tramitação no Senado é um substitutivo do texto enviado pela Casa Civil à Câmara dos Deputados em 2009, quando foi discutido e emendado pela sociedade civil e deputados. A presidente Dilma Rousseff esteve diretamente envolvida na elaboração do texto original e já manifestou seu apoio a uma aprovação célere do projeto pelo Senado.

O projeto de lei prevê a criação de procedimentos para facilitar e garantir o acesso a informações públicas mantidas por autoridades públicas. Ele inclui o treinamento de servidores públicos, sanções ao desrespeito à lei, obrigações de divulgação pró-ativa de informações de interesse publico e campanhas de conscientização. A regulamentação do direito de acesso à informação pública é uma tendência mundial, com mais de 90 países tendo aprovado leis de liberdade de informação.