o que tirei do bapijor…

Este blog ficou às moscas na última semana pois estive mergulhado até a cabeça no Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), que realizamos em 9 e 10 de junho aqui na UFSC.

Foi uma ocasião muito produtiva e interessante, e algumas das coisas que percebi estão no comentário da semana que acabo de publicar no objETHOS. Quer uma amostra grátis? Então, veja abaixo, e se quiser ler na íntegra, clique aqui.

O Bapijor apontou ao menos três conclusões, a meu ver: a) não conhecemos a realidade dos vizinhos platinos; b) precisamos conhecer mais essa realidade; c) observando e estudando o caso dos argentinos, reconhecemos mais elementos da nossa própria realidade jornalística.

compós 2011, todos os links

A 20ª reunião anual da Compós acontece na próxima semana e todas cabeças antenadas da pesquisa em comunicação no país estarão voltadas para Porto Alegre.

Para quem vai, melhor reservar agasalhos e disposição para grandes discussões acadêmicas. Para quem não pode ir, mas estará roendo as unhas de curiosidade, aí vão os links (gentilmente cedidos por Marcia Benetti):

Não dá pra reclamar, dá?

 

 

“vozes e diálogo” chama artigos

Repetindo…

A revista Vozes & Diálogo lança chamada de trabalhos para sua próxima edição, que deverá circular no segundo semestre de 2011.
De 15 de abril até o dia 15 de junho de 2011 receberemos trabalhos resultantes de pesquisas acadêmicas da Comunicação Social e áreas afins (ou outras áreas que tenham a Comunicação Social como objeto) e reflexões teóricas prioritariamente a respeito do tema: Comunicação e Novas Linguagens – percursos teóricos e empíricos.
Os trabalhos podem ser submetidos diretamente no sistema SEER.

Obs: a revista Vozes e Diálogo aceita contribuições em fluxo contínuo, dando prioridade aos que se relacionam à temática da edição vigente.

 

 

 

 

bapijor terá transmissão pela internet

Quem não conseguiu vaga para se inscrever no 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) não precisa se preocupar, pois poderá acompanhar todos os detalhes pela internet.

Além da cobertura pelo Twitter, seguindo a conta do @objethos e a hashtag #bapijor, o internauta poderá acompanhar a distância as transmissões em vídeo das mesas do evento. Para isso, basta acessar o endereço http://www.videoconferencia.cce.ufsc.br e entrar na sala 1.

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS, promoção do Posjor/UFSC, com patrocínio da Fapesc e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, CCE, Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Fapeu.

seminário brasil-argentina começa amanhã

Está tudo pronto para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), que acontece amanhã, 9, e sexta, 10, nas dependências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

O evento vai reunir jornalistas profissionais, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação e outros interessados para discutir o estado atual do jornalismo investigativos nos dois países de maior influência na América do Sul. As atividades do Bapijor terão lugar no Auditório Henrique da Silva Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. A programação prevê mesas com renomados jornalistas e pesquisadores brasileiros e argentinos. Nomes como José Roberto de Toledo, Claudio Tognolli, Martín Becerra, Angelina Nunes e Adriana Amado já estão confirmados.

O anúncio da realização do evento provocou o esgotamento das inscrições em apenas 48 horas. As 150 vagas se somaram a uma lista de espera, também preenchida rapidamente. Para quem não conseguiu se inscrever, a saída agora é acompanhar as atividades pelo Twitter. Para isso, basta seguir a conta do Observatório da Ética Jornalística (@objETHOS) e a hashtag #bapijor.

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS, promoção do Posjor/UFSC, com patrocínio da Fapesc e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI), CCE e Fapeu.

Mais informações no site do evento: http://www.bapijor.ufsc.br

jornalistas e redes sociais: mais uma pesquisa

Estão lembrados do estudo que a ONG Artigo 19 fez recentemente sobre as relações entre jornalistas e redes sociais?

Pois o site Jornalistas da Web informa que mais uma pesquisa do tipo, e com profissionais brasileiros, está disponível, e ajuda a entender o tema. O levantamento foi feito pela PR Newswire e tem como amostra 305 jornalistas, que responderam perguntas pela internet entre março e abril deste ano.

Quer ver um resumo da pesquisa em PDF? Clique aqui.

Quer ver uma apresentação em slides? Clique aqui.

tudo pronto para seminário brasil-argentina

É o que manda avisar a organização do Bapijor

A prática e a pesquisa no Jornalismo Investigativo em debate

Seminário reúne professores, pesquisadores e jornalistas brasileiros e argentinos nos dias 9 e 10 de junho em Florianópolis

O 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) vai reunir acadêmicos e profissionais do jornalismo nos dias 9 e 10 de junho, no Auditório Henrique da Silva Fontes (CCE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autoridades no tema como José Roberto de Toledo, Claudio Tognolli, Martín Becerra, Angelina Nunes, Adriana Amado e Washington Uranga estarão presentes.

Este será um momento único de encontro entre profissionais e acadêmicos para discutir os rumos da profissão e da pesquisa na área do Jornalismo nos dois países mais influentes da América do Sul. A expectativa da organização é que mais de 150 pessoas acompanhem as palestras.

Para o coordenador geral do 1º Bapijor, professor e pesquisador da UFSC, Francisco José Karam, o encontro também proporcionará o debate a respeito das semelhanças e diferenças entre prática e pesquisa jornalística nos dois países.

“Jornalismo como objeto de pesquisa e realidade como objeto de investigação jornalística têm métodos próximos e, ao mesmo tempo, diferentes. Em comum, a busca pelo esclarecimento e pelo desvendamento quando atividades bem realizadas. Brasil e Argentina crescem em importância tanto na pesquisa acadêmica como na investigação profissional. A proximidade geográfica, as estratégias comuns, as pontes entre academia e profissão e entre os dois países, na especificidade do jornalismo, estão no centro dos debates do seminário. Daí sua importância”, comenta Karam.

As inscrições já estão encerradas. No dia do evento haverá cobertura via Twitter do Observatório da Ética Jornalística: @objETHOS. Mais informações em http://www.bapijor.ufsc.br.

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS com promoção do Posjor/UFSC. Tem patrocínio da FAPESC e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Fapeu.

Confira a programação completa:

Quinta-feira, 9 de junho:

8h30: Credenciamento
9h: Abertura

9h30: Mesa 1: Estratégias e modos de investigação
Expositores
Washington Uranga – Universidad Nacional de Quilmes, Universidad de Buenos Aires e Página 12 (Buenos Aires)
José Roberto de Toledo – O Estado de S. Paulo (São Paulo)
Eduardo Blaustein – Jornalista e Escritor (Buenos Aires)
Mediador
Samuel Lima – Universidade de Brasília e Universidade Federal de Santa Catarina (Brasília/Florianópolis)

14h30: Mesa 2: As fontes no Jornalismo e na Academia
Expositores
Cláudio Júlio Tognolli – Revista Consultor Jurídico e Universidade de São Paulo (São Paulo)
Rodolfo Barros – Diário Perfil (Buenos Aires)
Mauro César Silveira – Mestrado em Jornalismo da UFSC (Florianópolis)
Mediador
Marco Aurélio Braga – Mais FM e Instituto Estadual Luterano de Santa Catarina (Joinville)

16h30: Coffee-break

17 h: Mesa 3: Prática jornalística e prática científica na pesquisa
Expositores
Martín Becerra – Universidad Nacional de Quilmes e Conicet (Buenos Aires)
Sebastián Lacunza – Jornal Ambito Financiero e Palabra 54 (Buenos Aires)
Gislene Silva – Mestrado em Jornalismo da UFSC (Florianópolis)
Mediadora
Ângela Bastos – Diário Catarinense (Florianópolis)

Sexta-feira, 10 de junho

9h30: Mesa 4: Os compromissos do jornalista e do pesquisador acadêmico
Expositores
Adriana Amado – Universidad Nacional de La Matanza e Catedra A (Buenos Aires)
Angelina Nunes – O Globo (Rio de Janeiro)
Rogério Christofoletti – Mestrado em Jornalismo da UFSC e ObjETHOS (Florianópolis)

Mediador
Sérgio Murillo de Andrade – Federação Nacional dos Jornalistas (Brasília)

12h30: Encerramento

liberdade de conexão; liberdade de expressão

A Unesco lançou uma publicação de 105 páginas abordando o estado das coisas em termos de liberdade de conexão à web e suas implicações no desenvolvimento da liberdade de expressão para os cidadãos. O planeta tem pouco mais de 1,97 bilhão de internautas, o que significa que menos de um terço da população tem acesso a uma quantidade quase infinita de informações. “Freedom of Connection-Freedom of Expression” ataca o tema, apoiando-se em pesquisa empírica e estudos de casos da normas e regulamentos ao redor do mundo.

São seis frentes de estudo:

  • Iniciativas técnicas relacionadas à conexão e desconexão, a exemplo de filtros de conteúdo
  • Direitos digitais
  • Política industrial e regulação, incluindo direitos autorais, TICs e propriedade intelectual
  • Cuidados com o usuário
  • Padrões e políticas para a rede
  • Segurança da rede, como o controle de pragas virtuais

Vale conhecer o estudo. Baixe aqui

jornalistas e redes sociais: resultados de pesquisa

A divisão brasileira da ONG Artigo 19 já sistematizou os resultados que colheu na pesquisa que realizou com jornalistas abordando o tema das redes sociais. A amostra é de 150 jornalistas de 20 estados e os questionários foram aplicados em abril e maio de 2011.

Algumas questões abordadas:

  • As redes sociais favorecem a liberdade de imprensa?
  • Quais são os limites entre a identidade profissional e o perfil pessoal nas redes sociais?
  • Qual o uso profissional das redes sociais?
  • As redes sociais favorecem o jornalismo cidadão?
  • As redes sociais e blogs aumentam a transparência das empresas jornalísticas?
  • Os jornalistas de referência nas mídias tradicionais são os mesmos de referência nas redes sociais? Blogs e redes sociais favorecem que mais jornalistas se tornem famosos?
  • Como acontece a discussão sobre as políticas de comunicação e a imprensa nas redes
    sociais?

Veja os resultados em arquivo PDF, 11 páginas: aqui

A pesquisa Artigo 19 contou com apoio do escritório da Unesco no Brasil e com o Portal Imprensa.

10 dias para o seminário brasil-argentina

A contagem regressiva já começou! Restam dez dias para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor), que acontece em 9 e 10 de junho nas dependências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis.

As atividades do Bapijor terão lugar no Auditório Henrique da Silva Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. A programação prevê mesas com renomados jornalistas e pesquisadores brasileiros e argentinos. Nomes como José Roberto de Toledo, Claudio Tognolli, Martín Becerra, Angelina Nunes e Adriana Amado já estão confirmados.

O anúncio da realização do evento provocou o esgotamento das inscrições em apenas 48 horas. As 150 vagas se somaram a uma lista de espera, também preenchida rapidamente. Para quem não conseguiu se inscrever, a saída agora é acompanhar as atividades pelo Twitter. Para isso, basta seguir a conta do Observatório da Ética Jornalística (@objETHOS) e a hashtag #bapijor.

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS, promoção do Posjor/UFSC, com patrocínio da Fapesc e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Fapeu.

assange na trip (2)

Outro dia, comentei aqui que Julian Assange – rosto, cérebro e espírito do WikiLeaks – estava na capa da revista Trip, que dedicara suas páginas negras para entrevistá-lo. Li há pouco a entrevista assinada por Lino Bocchini (e que pode ser conferida aqui). Gostei do que vi e a Trip conseguiu – mais uma vez! – mostrar uma faceta inédita dos personagens a que consagra suas grandes entrevistas. Assange está descuidado, barbado e com a camisa da seleção brasileira…

Na ocasião, abril passado, trechos da entrevistas foram captados em vídeo. Veja a seguir:

 

teria sido um dia perfeito não fosse…

… a visita de Aceria anthocoptes!

Ácaro maldito!

revista mensal sobre redes sociais

Quem me avisou foi o Aldo Antonio Schmitz: nos Estados Unidos, vão lançar a The Social Media Monthly.

A revista terá versões em papel e eletrônica, a partir de setembro… e assinaturas pagas nos dois formatos.

Mais informações aqui.

comunicação e cidadania: um livro

Reproduzo convite enviado pela Kênia Maia para o lançamento de mais um título coletivo sobre pesquisas da área da comunicação:

Caros,
Convido-os para o lançamento do livro Comunicação e Cidadania: Conceitos e Processos, organizado por Dione Moura, Elen Geraldes, Fábio Henrique Pereira, Fabiola Calazans, Fernando Oliveira Paulino, Gabriela Pereira de Freitas, Liziane Guazina, Luiz Martins da Silva e Samuel Lima.

Dia:  02/06/2011 (quinta-feira)
Horário: a partir das 19h30
Local: Carpe Diem, 104 Sul, Brasília

Uma coletânea capitaneada por docentes e colaboradores do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília, Comunicação e Cidadania: Conceitos e Processos propõe para a agenda pública experiências na interface Comunicação/Cidadania. Ambos fenômenos abordados por diferentes ângulos, o que resulta em um percurso instigante.
Política Social, jornalismo, cinema, radioweb, rádio comunitária, telefonia móvel, identidade profissional e o papel do jornalista, fotografia digital, marketing e marketing social, transversalidade da questão ambiental, uso de informações públicas no jornalismo,telejornalismo e política, representações da Terceira Idade, Sociedade da Informação são alguns dos temas apresentados, sempre incluindo a relação de tais temas com os conceitos e processos da cidadania.
A obra conta com colaboradores parceiros de outras instituições (UFRN e UCB) e o núcleo de autoras e autores está vinculado, em grande medida, ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e aos projetos de Extensão Comunicação Comunitária, SOS Imprensa e Projete Comunicação para Sustentabilidade.
Os relatos empíricos e as proposições conceituais apresentados na obra devem surtir novos e enriquecedores sentidos para essa interface.

autorregulação de jornais é positiva, mas insuficiente

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) alterou seu estatuto e lançou o seu programa permanente de autorregulamentação, com a indicação de boas práticas para as empresas do setor.

A ideia foi bem recebida por setores acadêmicos, mas é pouco, conforme se pode ler na reportagem que Gilberto Costa fez para a Agência Brasil.

alemanha tem brigada anti-plágio

(Reproduzo da revista Pesquisa Fapesp)

Um grupo anônimo de ativistas da internet está agitando a política alemã ao denunciar plágio em teses acadêmicas defendidas por autoridades. Autointitulados “caçadores de plágio”, eles ganharam notoriedade há três meses, quando o ministro da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, renunciou após admitir que copiara parte de sua tese de doutorado. O rastro de denúncias se amplia. O alvo mais recente é a vice-presidente do Parlamento europeu, Silvana Koch-Mehrin. Segundo o grupo, que apresenta suas denúncias no site VroniPlag, pelo menos um quarto de sua tese sobre história econômica foi copiado. A Universidade Heidelberg, onde a tese foi defendida, investiga o caso. A advogada Veronica Sass, filha do ex-governador da Bavária Edmund Stoiber, também foi acusada. Há cerca de 15 Ph.Ds. que contribuem para o site, disse à agência Reuters Debora Weber-Wulff, professora da Universidade HTW, em Berlim. Segundo ela, pelo menos 10% de uma tese precisa ser plagiada para aparecer no site.

wikileaks e the guardian: bastidores

Há algumas semanas, o programa Milênio – da GloboNews – entrevistou o jornalista David Leigh, um dos principais nomes do jornal The Guardian na parceria com o WikiLeaks. Sílio Boccanera conversou com o editor investigativo, que também é um dos autores de “Wikileaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de estado”.

Uma versão em texto dos principais trechos está no Consultor Jurídico (aqui), mas o vídeo da entrevista pode ser acompanha em duas partes: aqui e aqui.

contemporânea chama para textos sobre wikileaks

Reproduzo mensagem de André Lemos e Edson Dalmonte, editores da revista Contemporânea.

Edição – Agosto 2011
“WIKILEAKS – CIBERCULTURA E POLÍTICA”
A Revista Contemporanea lança um call for papers sobre o tema “Cibercultura e Política”, tendo como ênfase principal a discussão sobre o fenômeno “Wikileaks”. No final de 2010, o “Wikileaks” difundiu importantes e constrangedores documentos secretos que incomodaram as principais potências mundiais (EUA, China, França, GB) e alguns países emergentes, entre eles o Brasil. O papel das tecnologias de comunicação e informação (TICS) na reconfiguração do jogo político não é um fato novo, desde as ações ativistas e micropolíticas, até o uso por candidatos, políticos eleitos, partidos políticos, bem como governos e instituições públicas. O caso “Wikileaks” (“Wiki”, plataforma colaborativa online e “Leak”, vazamento, circulação de informação) é a mais nova faceta do ciberativismo global e coloca em discussão o papel do jornalismo, da diplomacia mundial e dos novos meios de comunicação. Segundo Manuel Castels, uma nova etapa da comunicação política foi inaugurada. A revista Contemporanea quer investigar essas questões.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 31 de maio
Resultado da seleção: 20 de junho
Trabalho de revisão: 21 a 30 de junho
Publicação da Revista: 15 de agosto

xiiii… ó eu ó!?

Esta é uma semana daquelas…

o furacão de joplin nos jornais

O tornado mais mortal dos últimos 50 anos nos Estados Unidos impressiona pelos números, pelas imagens e pelo impacto que causa na mídia, mesmo aquela já habituada com “temporadas de furacões”. Já foram contabilizados 122 mortos, 750 pessoas estão feridas e em torno de 1,5 mil desaparecidas. O prejuízos estão na casa dos bilhões de dólares, e a cidade de Joplin será uma ferida aberta por muito tempo.

Segundo o Serviço Meteorológico Nacional dos EUA, 73 tornados assolaram nove estados no último final de semana. Nos jornais do Missouri, onde fica o município, as capas dos jornais dão uma dimensão ínfima do que deve ter sido a tormenta.

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o pimenta neves da ficção

Já que o assunto do dia é a prisão – pelo que parece definitiva – do jornalista Antonio Pimenta Neves, e já que isso acontece onze anos (parece mentira!) depois do crime que ele cometeu, por que não olhar para este caso pelas lentes da ficção?

O jornalista e escritor argentino Tomás Eloy Martinez fez isso em 2002 com o livro “O vôo da rainha”, onde mistura deliberadamente realidade e ficção, extraídos a duras penas do calor dos acontecimentos. Eloy Martinez conhecia o jornalista brasileiro, ficou perplexo ao saber do assassinato cometido, ainda mais por ter falado com ele poucos dias antes. No meio da escritura de um romance sobre a soberba, encomendado pela Editora Objetiva para a série Plenos Pecados, Eloy Martinez ainda perdeu sua esposa num atropelamento, do qual sobreviveu. Abalado, juntou os cacos e foi borrar as fronteiras entre realidade e ficção para tratar da “abelha rainha dos vícios e pecados”, essa tal de soberba.

O caso Pimenta Neves é um exemplo tão bem acabado desse pecado que até parece peça de literatura. Um dos homens mais influentes e importantes da imprensa nacional mata a namorada a tiros pelas costas, e, graças aos muitos subterfúgios jurídicos, zomba de todos com sua impunidade.

As páginas de Eloy Martinez chacoalham nossas certezas sobre fatos e ficções, exatamente como ele queria. O autor, que morreu em janeiro do ano passado, talvez gostasse de assistir aos capítulos finais dessa história. Ao menos a que chamamos de verdadeira.

o governador e a greve dos professores em sc

É mais simples que somar 2 mais 2.
Existe uma lei federal que obriga os estados a pagar um piso nacional para professores. A lei existe desde 2008, mas Santa Catarina e outros estados contestaram a lei, afinal é melhor construir penitenciárias que pagar melhor quem ajuda a formar as gerações futuras.
Pois o Supremo Tribunal Federal veio com nova decisão, obrigando o governo catarinense a pagar o piso. O governador foi viajar para o exterior e deixou o problema no colo do vice. A proposta do governo é então pagar o piso nacional, mas pra todo mundo que recebe a menos, não importando se o fulano ganha 500 ou 900 reais. Tá?

O sindicato dos professores não aceitou, pois não assinou recibo de bobo. Os professores cruzaram o braço porque querem que o Estado cumpra a lei. Só.

Então, se você – como eu – tem memória curta, que tal rever o que o candidato a governador Raimundo Colombo disse em seu programa de TV em setembro do ano passado, em plena campanha eleitoral? Ouça com atenção aos 3’30…

Então, a coisa é assim: professor tem um piso salarial (R$ 1187), mas não recebe porque o governo não paga. Governador e outras autoridades não tem piso salarial, tem teto e está na casa dos R$ 24 mil.
Tá bom assim?

PS – Diante da gritaria do professorado, chama a atenção também o silêncio da ex-deputada estadual e ex-senadora Ideli Salvatti, que disputou o governo do estado e sempre teve como base eleitoral os trabalhadores da educação.

ATUALIZANDO: A ministra Ideli Salvatti apareceu na TV – no Jornal do Almoço da RBS – hoje (27/05) e manifestou seu apoio aos professores. De forma um tanto protocolar e dez dias depois de iniciada a greve, mas que deu apoio, deu…

ainda sobre a polêmica do livro

Lembra da discussão da semana passada sobre o livro do MEC?
Quer saber o que a Associação Brasileira de Linguística (Abralin) disse sobre isso?
Veja o comunicado oficial:

O Brasil tem acompanhado a polêmica a respeito do livro Por uma vida melhor, distribuído pelo PNLD do MEC. Diante de posicionamentos virulentos e alguns até histéricos, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINGUÍSTICA, ABRALIN, vem a público manifestar-se a respeito. O fato que chamou a atenção foi que os críticos não tiveram sequer o cuidado de analisar o livro mais atentamente. Pautaram-se sempre nas cinco ou seis linhas citadas. O livro acata orientações dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) já em andamento há mais de uma década. Outros livros didáticos também englobam a discussão da variação linguística para ressaltar o papel e a importância da norma culta no mundo letrado.

Portanto, nunca houve a defesa de que a norma culta não deva ser ensinada. Ao contrário, entende-se que esse é o papel da escola, garantir o domínio da norma para o acesso efetivo aos bens culturais e para o pleno exercício da cidadania. Esta é a única razão que justifica a existência da disciplina de Língua Portuguesa para falantes nativos de português.

A linguística surgiu como ciência há mais de um século. Como qualquer outra ciência, não trabalha com a dicotomia certo/errado. Esse é o posicionamento científico, que permitiu aos linguistas elaborar outras constatações que constituem hoje material essencial para a descrição e explicação de qualquer língua humana.

Uma constatação é o fato de que as línguas mudam no tempo, independentemente do nível de letramento de seus falantes, do avanço econômico e tecnológico ou do poder mais ou menos repressivo das Instituições. Formas linguísticas podem surgir, desaparecer, perder ou ganhar prestígio. Isso sempre foi assim. Muitos dos usos hoje tão cultuados pelos puristas originaram-se do modo de falar de uma forma alegadamente inferior do latim.

Outra constatação é o fato de que as línguas variam num mesmo tempo: qualquer língua apresenta variedades deflagradas por fatores, como diferenças geográficas, sociais, etárias, dentre outras. Por manter um posicionamento científico, a linguística não faz juízos de valor acerca dessas variedades, simplesmente as descreve. No entanto, os lingüistas constatam que essas variedades podem ter maior ou menor prestígio, que está sempre relacionado ao prestígio que têm seus falantes no meio social. Por esse motivo, o desconhecimento da norma de prestígio pode limitar a ascensão social e isso fundamenta o posicionamento da linguística sobre o ensino da língua.

Não há caos linguístico, nenhuma língua já foi ou pode ser corrompida ou assassinada, ou fica ameaçada quando faz empréstimos. Independentemente da variedade que usa, o falante fala segundo regras gramaticais estritas. Os falantes do português brasileiro fazem o plural de “o livro” de duas maneiras: uma formal: os livros; outra informal: os livro. Mas certamente não se ouve “o livros”. Assim também, não se pronuncia mais o “r” final de verbos no infinitivo, mas não se deixa de pronunciar (não de forma generalizada, pelo menos) o “r” final de substantivos. Qualquer falante, culto ou não, pode dizer (e diz) “comprá” para “comprar”, mas apenas algumas variedades diriam “dô” para “dor”. Estas últimas são estigmatizadas socialmente, porque remetem a falantes de baixa extração social. Falamos obedecendo a regras. E a escola precisa ensinar que, apesar de falarmos “comprá” precisamos escrever “comprar”. Assim, o trabalho da linguística tem repercussão no ensino.

Por outro lado, entendemos que o ensino de língua materna não tem sido bem sucedido, mas isso não se deve às questões apontadas. Esse tópico demandaria discussão mais profunda, que não cabe aqui.

Por fim, é importante esclarecer que o uso de formas linguísticas de menor prestígio não é indício de ignorância ou de outro atributo que queiramos impingir aos que falam desse ou daquele modo. A ignorância não está ligada às formas de falar ou ao nível de letramento. Aliás, pudemos comprovar isso por meio desse debate que se instaurou em relação ao ensino de língua e à variedade linguística.

os jornalistas e o brasileirão

Assino hoje o comentário da semana do objETHOS. Nele, saúdo a chegada do Campeonato Brasileiro de Futebol e lanço algumas questões sobre a cobertura jornalística que se faz da competição.

Ficou curioso? Vá lá e leia na íntegra.

jornalismo e redes sociais, o debate

Não deu tempo de avisar antes, mas não tem problema. Com a internet, pode-se recuperar muita coisa, até mesmo o debate “Redes sociais transformam o jornalismo?”, de que participei na quinta passada, 19, na Rádio Ponto da UFSC.

O debate aconteceu no programa “Jornalismo em Debate”, produzido por alunos de graduação e pós-graduação e parte da Cátedra Fenaj. Estiveram na bancada comigo o jornalista César Valente, do blog De Olho na Capital; o jornalista Alexandre Gonçalves, do Coluna Extra; e a Alexandra Zanela, editora do Diário.Com. Por telefone, participou o jornalista Douglas Dantas, do Sindicato de Jornalistas do Espírito Santo. A supervisão dos trabalhos foi de Valci Zuculotto e a mediação foi de Áureo Moraes, ambos professores da UFSC.

A conversa foi de alto nível e atiramos para vários lados: mudanças no perfil dos jornalistas, a participação do público, possíveis furos de reportagem pelas mídias sociais, fim do jornalismo, credibilidade dos meios, enfim, muita coisa interessante.
Ficou curioso? Então, ouça!

Bloco 1
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.34.mp3

Bloco 2
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.35.mp3

Bloco 3
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.36.mp3

assange na trip

A revista Trip traz na edição de maio em uma de suas capas o rosto do WikiLeaks, Julian Assange.
Deixando de lado o ar enigmático de sempre, os sobretudos e cachecois, o australiano aparece sorrindo e com camisa da seleção brasileira.
A conferir…

marcelo tas em webconferência na ufsc

(reproduzindo…)

O jornalista e âncora do programa CQC Marcelo Tas participa de uma webconferência na quinta-feira, 19 de maio, às 20h30, inaugurando a programação da 10ª Semana do Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele fará uma palestra online, através da conta no twitter, sobre sua participação na sétima edição do evento, em 2008, e sua experiência profissional.

O público poderá fazer perguntas através do próprio twitter ou pelo e-mail semanadojor@gmail.com. Esta é a primeira de quatro webconferências que serão realizadas mensalmente, entre maio e agosto, com profissionais que já participaram da Semana do Jornalismo.

A 10ª Semana do Jornalismo acontece de 12 a 16 de setembro no Auditório Henrique Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. Os convidados deste ano discursarão em mesas redondas, palestras, sabatinas e debates. Outros profissionais de destaque do estado ministrarão oficinas temáticas.

O evento, sem fins lucrativos, é totalmente promovido pelos alunos do curso. O principal objetivo é aprimorar o ensino através de discussões em mesas redondas e palestras com profissionais renomados. Os temas escolhidos procuram aprofundar questões em evidência na cobertura jornalística atual, analisar o mercado de trabalho e buscar por novas tendências de interesse.

jornalistas e suas línguas: 5 erros comuns

1. Jornalistas consideram a língua sua “ferramenta” de trabalho. Isto é, tem uma visão instrumentalizada da língua.

2. Jornalistas confundem língua e linguagem.

3. Jornalistas acreditam na transparência da língua, como se as palavras refletissem diretamente as coisas.

4. Jornalistas não refletem sobre sua relação com a língua, ou não aprofudam uma concepção de linguagem.

5. Porque a língua e a linguagem atravessam grande parte de seu trabalho cotidiano, jornalistas acham que sabem mais delas que outras pessoas, inclusive mais que os linguistas. Isto é, são superiores aos demais, mesmo que os demais também sejam falantes nativos da língua.

Não estaria na hora de repensarmos essa nossa relação, jornalistas?