plágio! copia-e-cola, versão alemã

Um dos políticos mais populares do governo de Angela Merkel, na Alemanha, acabou de cair porque copiou um trecho de uma tese de doutorado. O honorável cidadão era uma estrela ascendente na política local, mas não resistiu à fritura de duas semanas nas manchetes dos jornais. Para se ter uma ideia, o ex-ministro de 39 anos e que tinha um título de nobreza, passou a ser chamado de “barão do copia e cola”. E mais: nas rodas de futrica, Karl-Theodor zu Guttenberg “virou” Karl-Theodor zu Googleberg.

(Mais informações no Público)

 

 

 

outro concurso: para substituto agora

Até dia 11 de março estão abertas as inscrições para o processo seletivo simplificado que visa selecionar professor substituto para Webdesign e Planejamento Gráfico. Os candidatos podem ter graduação em qualquer área do conhecimento. O professor aprovado vai ministrar as disciplinas Webdesign Aplicado ao Jornalismo e Introdução às Artes Gráficas. A seleção prevê prova de títulos e prova didática.

Para mais informações:
http://www.prdhs.ufsc.br/arquivos/Edital_007DDPP2011.pdf

 

 

 

 

 

 

concurso no jornalismo da ufsc

Anote aí:

A UFSC acaba de lançar edital que torna pública a abertura de  inscrições e estabelece as normas para a realização de Concurso Público destinado a selecionar professor efetivo de Webdesign para atuar no Departamento de Jornalismo. Os candidatos podem ter graduação em qualquer área de conhecimento e Doutorado em Comunicação, Engenharias ou Desenho Industrial.

As inscrições vão de 28 de fevereiro a 30 de março de 2011.

O edital completo pode ser acessado no seguinte endereço:
https://php.coperve.ufsc.br/cpdo/editais.php

 

 

 

um tirano, muitos nomes

Ditador, déspota, tirano, todo-poderoso, mandão… você acha que os sinônimos param por aí? Que nada!

As palavras para designar ditador podem ser mais de cem. Duvida?

Existem pelo menos 112 maneiras de se referir a Kadhafi, o manda-chuva na Líbia há mais de 40 anos e que não arreda pé do poder…

 

conselho de jornalismo retorna

(reproduzido de O Povo)

A Câmara dos Deputados vai retomar a discussão do projeto que cria o Conselho Federal de Jornalismo, órgão que teria entre suas atribuições fiscalizar a atuação dos jornalistas, com poder para aplicar sanções.

O projeto havia sido arquivado com o fim da legislatura passada, mas voltará à pauta devido a um pedido do deputado Sandes Júnior (PP-GO).

O deputado pediu o desarquivamento de uma proposição sua que restabelece a obrigatoriedade do diploma para os jornalistas.

Como o projeto dele estava anexado a outros que tratam de temas correlatos, todos que haviam sido engavetados voltaram à pauta.

“Minha preocupação é com meu projeto, mas a regra acabou por desarquivar o outro também. Vou pedir ao relator (ainda a ser indicado) para desconsiderar o projeto do conselho”, afirmou Júnior. O relator, no entanto, pode acatar ou não a sugestão.

O texto sobre o Conselho Federal que será analisado é de autoria do ex-deputado Celso Russomano (PP-SP) e estabelece um Código de Ética que definirá “deveres ético-profissionais do jornalista, as infrações disciplinares e as respectivas sanções”.

Desde 1984 os deputados tentam criar um conselho nos moldes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para regular a profissão de jornalista. Já foram cinco tentativas nesse sentido.

folha 90 continua narcisista

A Folha de S.Paulo fez 90 anos e é ainda o jornal mais influente do país.

Para marcar a data, abriu seu acervo para consultas gratuitas na internet. Pelo menos, por enquanto. Também colocou seus colunistas para falarem do jornal e relatou as mudanças pelas quais o periódico passou nos últimos tempos. Narcisista e ensimesmada, a Folha transforma tudo em marketing em massagem ao seu enorme ego. Isso fica evidente em algumas mancadas, como esta: uma ótima ideia do jornal foi reunir seus ombudsman – nove dos dez já existentes – e permitir uma análise do jornal. Ideia boa, né? Um pouco disso está aqui. Mas a Folha também produziu um videozinho sobre a ocasião. Se você pensa que verá os ombudsman descendo o pau no jornal ou arriscando uma crítica mais ácida, esqueça. O vídeo é uma peça de propaganda, altamente promocional… Uma pena!

livros básicos da comunicação numa revista

Acaba de sair a edição 75 da revista mexicana Razón y Palabra. A novidade é que este número reuniu dezenas de artigos de pesquisadores latino-americanos sobre livros essenciais da área da Comunicação e que vêm fazendo corações e mentes há décadas.

O dossiê foi organizado pelos professores Jesús Galindo Cáceres e Héctor Gómez Vargas, que explicam que o objetivo da edição foi “dar cuenta de los libros que han hecho historia dentro del campo académico de la comunicación, sobre todo a nivel iberoamericano”. Assim, o leitor encontra não apenas resenhas, mas artigos que se debruçam sobre tais obras, avaliando sua permanência e influência na academia e no mercado. É um desfile generoso: Luhman, Ramonet, Martín Barbero, Kerckhove, Anthony Giddens, Dominique Wolton, McLuhan, Mattelart, Judith Williamson, Paul Virillo, Henry Jenkins, John Austin, Marshall Berman, entre outros.

Acesse: http://www.razonypalabra.org.mx/index.html

um livro que faltava

A Sulina acaba de lançar um título bastante esperado para os pesquisadores das áreas da Comunicação, da Educação, da Antropologia e da Tecnologia: Métodos de Pesquisa para Internet, de Suely Fragoso, Raquel Recuero e Adriana Amaral.

Segundo a editora,

O interesse pelas abordagens empíricas a respeito das tecnologias digitais de comunicação tem avançado de forma perceptível no Brasil. “Como fazer”, “como aplicar” e “como pensar” metodologias que sejam eficientes e que permitam coletar e analisar dados compatíveis com os seus problemas de pesquisa e com suas perspectivas teóricas constitui um dos maiores desafios que se colocam para os pesquisadores.
O livro Métodos de pesquisa para internet, escrito por Suely Fragoso, Raquel Recuero e Adriana Amaral, nasceu da percepção desse contexto e tematiza e exemplifica perspectivas metodológicas específicas a respeito da internet. Além disso, fornece subsídios para estudos sobre outros temas em que a internet desempenhe o papel de lugar ou de instrumento de pesquisa. É um livro construído a partir das próprias experiências de pesquisa empírica das autoras ao longo de anos de estudo e experimentação com diferentes métodos.

Tem 239 páginas e custa R$ 33,00. O prefácio é assinado por Alexander Halavais, e a orelha é de Simone de Sá.

O sumário é este:

Introdução

Parte I – Perspectivas sobre a pesquisa empírica

Panorama dos Estudos de Internet

Construção de Amostras

Teoria Fundamentada

Parte II – Apropriações Metodológicas

Estudos de Redes Sociais

Análises de Hiperlinks

Abordagens Etnográficas

Referências

Sobre as autoras

Glossário

Índice Remissivo

 

democracia e regulação: uma revista

Só pra lembrar…

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do PosJor/UFSC, está com chamada de textos para sua primeira edição de 2011.
O núcleo temático é Democracia e Regulação da mídia, veja a ementa:

Um dos temas mais discutidos nos últimos meses tem sido a estrutura dos meios de comunicação e a natureza da organização do mercado midiático brasileiro. Movimentos vindos de organizações não-governamentais, da academia e até mesmo do governo federal têm sinalizado para a necessidade de a sociedade discutir novas regras para o setor. Até mesmo uma importante organização do mercado – a Associação Nacional dos Jornais – manifestou a disposição para a autorregulação.
Diante desse cenário, a primeira edição da revista Estudos em Jornalismo e Mídia de 2011 objetiva discutir as complexas relações entre democracia e regulação do mercado de mídia.
Será priorizada a análise de artigos que tratem de temas como: políticas de comunicação no Brasil; marcos regulatórios no setor; regulaçã o, regulamentação e autorregulamentação dos meios; concentração de mídia; propriedade cruzada; relações entre meios de comunicação e grupos políticos; comparativos entre as legislações de mídia no Brasil e outros países; limites operacionais em meios audiovisuais e internet; órgãos de regulação; proteção da concorrência; mudanças estruturais no jornalismo a partir de marcos regulatórios; liberdade de imprensa, democracia e cidadania.

Deadline: 20 de abril de 2011
Publicação: Junho de 2011

A equipe editorial avisa que os artigos já encaminhados estão em fase de avaliação, e que novos textos podem ser mandados até a data limite. Prioridade de avaliação para as colaborações que abordem o tema Democracia e Regulação.

Estudos em Jornalismo e Mídia existe desde 2004, é semestral, e circula exclusivamente em meioi eletrônico. No sistema de avaliação Qualis/Capes, é uma publicação B3.

 

mobilidade

Nessas férias, este tem sido meu meio de transporte predileto…

professores de jornalismo: 3 notas

1. O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) está com novo site, informa o diretor de Relações Institucionais Gerson Martins. Vá conferir: http://www.fnpj.org.br

2. O professor Paulo Roberto Botão lembra que em 27 e 28 de maio acontece o 5º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo, e que em breve devem ser divulgadas informações sobre inscrição e programação. O evento acontece na PUC de Campinas.

3. Os professores Jorge Arlan e Demétrio Soster informam que vai até 5 de março o prazo para enviar trabalhos para 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo e 1º Encontro Sul-brasileiro de Professores de Jornalismo, que acontece em 8 e 9 de abril, na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), em Santa Cruz do Sul (RS). Mais informações: http://hipermidia.unisc.br/egej

pra que serve uma foto mesmo?

Um dos maiores prêmios do fotojornalismo contemporâneo acaba de ser dado a um trabalho desconcertante: o retrato de uma jovem afegã que teve nariz e orelhas cortados pelo marido. A fotografia assinada pela sul-africana Jodi Bieber e publicada na capa da Time em agosto do ano passado venceu o World Press Photo. Ousada e agressiva, comovente e revoltante, a imagem correu o mundo por conta da sua contundência e do impressionante alcance da publicação que a estampou nas bancas.

Mas por que o jornalismo recorre a um expediente desses ainda hoje? Afinal, para que serve uma foto dessas?

Tento responder a isso lá no objETHOS

 

lá vai ronaldo…

Anos atrás, o título acima indicava mais um ataque fulminante de um jogador fora de série. E quase sempre o final da história era uma rede estufada, uma torcida aos berros, sorrisos de um lado, mãos à cabeça do outro, e alguém tendo que alterar o placar. Pelo que informou primeiro o jornalista Daniel Piza, amanhã, Ronaldo Nazário deve anunciar sua aposentadoria, o fim de sua carreira no futebol. “Lá vai Ronaldo…” será mais um capítulo da história do futebol. Afinal, até mesmo os épicos têm o seu fim.

Além da ironia acima, há outra. Não foi nenhum comentarista tarimbado, um analista experiente ou um repórter de esportes impertinente que deu o “furo jornalístico”. Foi um jornalista da área da Cultura, que gosta de futebol, é verdade, mas seu terreno está mais para as letras e as artes do que a dança que entorna as cadeiras dos zagueiros.

No argentino Olé, eu leio: “Se va un Fenomeno”. Na France Football, “la fin d’un mythe”. O que dirão outros mais?

últimos dias para uma chamada

O amigo Fernando Paulino lembra:

Últimos dias para envio de artigos para Revista em inglês da ALAIC

Journal of Latin American Comunication Research (JLACR), publicação científica em inglês da ALAIC – Associação Latino-Americana de Investigadores de Comunicação recebe trabalhos até 15 de fevereiro. A revista, apoiada pelo Programa Interncional para o Desenvolvimento da Comunicação (PIDC) da UNESCO, terá sua primeira edição em junho de 2011, com o tema “Liberdade de expressão e o pluralismo da mídia na América Latina”.

Estão sendo aceitos artigos em português, espanhol e inglês que debatam: Como é o desenvolvimento dos meios de comunicação na região? Como é a relação dos governos e da imprensa? Quais são os limites da liberdade de expressão nos países latino-americanos? Qual é o impacto das novas tecnologias sobre o desenvolvimento da liberdade de expressão? Como está sendo incorporada raça, ideologia política e do pluralismo na comunicação social? Como discursos da mídia promovem a integração na região? Quais são os principais indicadores do pluralismo na comunicação social?

Sobre a publicação
A JLACR é uma revista semestral acadêmica, que tem como principal objetivo analisar e promover os estudos sobre os processos comunicacionais da América Latina. A revista científica inclui temas gerais da mídia e da comunicação de massa, bem como a comunicação interpessoal e digital, vistos por diferentes pontos de vistas. A JLACR aceita artigos originais, principalmente derivados da investigação social, e outras propostas, como dissertações teóricas, revisões de literatura e análises de pesquisas anteriores.

Mais informações no site www.alaic.net/journal

 

vade retro, mubarak

Junião manda bem!

o meme das idiossincrasias

Porque este post foi inspirado no post do Dauro, que se inspirou no do Brüggemann, vamos dizer que seja um meme

Para mim, a palavra “idiossincrasia” não é pernóstica, é reveladora e musical. Feia é a palavra “seborréia”, mais ainda que “diarréia”. Gosto de ler jornais sentado no chão. E gosto de ser o primeiro. Tenho egoísmo incontrolável de folhear cada caderno, sem emprestar nenhum pra ninguém enquanto gasto minha vida ali, sabendo da vida dos outros. Termino de ler e olho sempre para os dedos – que costumam ficar sujos de tinta – e os levo até o nariz para conferir o odor das impressoras.

Gosto de ternos, mas não tenho muitos. Poderia trabalhar vestido nisso, sem problemas. Me endireita a coluna. Mas não confio em nenhum homem que usa ternos de cores claras. Bege é praticamente um atestado de frouxidão de caráter. Azul marinho é o rei dos ternos, e ponto final.

Tenho preguiça de comprar roupas. E despisto minha esposa para fazê-lo. Detesto comprar roupas com ela. Me lembra a minha mãe. Prefiro gastar com livros, CDs e quadrinhos. Não gasto com DVDs. Eles são como camisinhas pra mim: uso uma vez só.

Sou meio obcecado por liberdade. Me irrita muitíssimo quando percebo cerceamento, controle. Me tira do sério. Assim como desrespeito aos direitos do consumidor. Fico fulo da vida com isso. Ainda quero ter um programa de TV pra detonar empresas que lesam o consumidor, tipo justiceiro, mas nada parecido com Wagner Montes ou Celso Russomano. Para preservar a ideia, não vou dar mais detalhes, mas atuaria como um paladino dando nomes aos bois, recitando artigos do Código de Defesa do Consumidor, constrangendo fdps diversos.

Adoro doces. Sou praticamente uma nuvem de gafanhotos em caixas de bombons, em pacotes de bolacha recheada, e outros prazeres sorridentes. Quero reduzir o consumo de doces para enxugar parte de minha pança que já quase tem um CEP próprio. Não gosto de hortaliças e faço discursos épicos contra o seu consumo. “Só como aquilo que pode se defender. As alfaces nem podem fugir de seus algozes!”. Gosto de frutas, mas minha fruta predileta é o torresmo. Detesto goiaba, nem posso com o cheiro, mas adoro goiabada. Poderia crescer em árvores, ao lado do pé de queijo minas. Facilitaria…

Me perco com facilidade em livrarias e padarias. Mas não só. Me perco bastante no trânsito, fico tenso e passo do ponto. Passava. Tenho um GPS agora, e não devo me perder mais. As viagens é que vão perder a graça, afinal era um rito certo a gente errar o caminho… Nada me tira da cabeça que a dona da voz do GPS é uma mulher de 35 anos, loira, mãe de dois filhos e cujo charme não se restringe às cordas vocais.

Sou realizado na minha profissão, mas sinceramente mudaria completamente de ramo. Entraria para a indústria pornô. Não me falta coragem. Falta é talento.

a tesoura de dilma

Frank Maia diz: Dilma não perdoa! Dilma corta mesmo!

sim, eu sou um et

Você se sente um completo alienígena quando não faz o que a maioria dos seus próximos fazem; quando não vê sentido algum em pensar da forma como eles pensam; quando sente o que eles deixaram de sentir ou não vêem nenhum sentido em sentir o que você sente…

Por isso, às vezes, me sinto como E.T.

Afinal,

eu não acesso a internet de meu celular

eu não faço compras coletivas pela net

eu não tenho um smartphone

não tuíto a cada vez que dou um peido

eu ainda não comprei um kindle nem um Iphone nem um Ipad, embora já tenha um MacBook

eu não tenho um time para cada lugar do país ou do mundo

eu não estou totalmente convencido do aquecimento global

eu não percebo diferenças entre o som da música no CD e no disco de vinil

eu não desdenho de astrologia

eu não ligo para o (mau) comportamento de Amy Winehouse

eu não estou com saudades de Diogo Mainardi na Veja nem de Arnaldo Jabor nos cinemas

eu não tenho pudor em dizer que tenho preconceito com políticos de direita

eu não tenho vergonha de às vezes ser otimista

o mundo de vinicius

Meu filho Vinicius tem seis anos e meio. É um garoto ativo, inteligente, perguntador, como bem convém a um cidadãozinho dessa idade. Convivemos bastante, moramos na mesma casa, mas vivemos em mundos muito diferentes. Essas semanas de férias têm me permitido ao menos espreitar por uma frestinha o que é isso.

Como Vini ainda não sabe ler, sua leitura do mundo é muito visual, e ele confia piamente nos adultos à sua volta. Lemos placas para ele, retransmitidos o que vemos nas legendas de filmes, contamos o que se dá nos balõezinhos das histórias em quadrinhos. Essa confiança permite, por exemplo, que editemos alguns conteúdos das mensagens, não para deturpar ou enganar, mas para fazer com que ele entenda o contexto. Existem gírias que ele não conhece, e só agora está tomando mais contato com a ironia, com o sarcasmo. Aliás, ele começa a se dar bastante bem nisso, o que me deixa particularmente orgulhoso, pois isso é um atestado fiel de sagacidade.

Vini também está se habituando com os números. Rapidamente, fez amizade com os algarismos, já escreve e copia cada um deles, e sabe contar até cem, e tem noções bastante satisfatórias das centenas. Mas o pequeno ainda tem dificuldades com alguns números mais abstratos: milhões, bilhões são só palavras. E para Vini, 100 mil parece ser a maior quantidade possível. Nas suas brincadeiras, algo muito caro custa 100 mil, uma coisa muito antiga tem 100 mil anos, esperar muito é ter que aturar 100 mil horas.

Então, os limites do mundo do meu filho são esses: as palavras escritas não fazem muito sentido; os dias da semana têm uma ordem bem embaralhada; os números terminam em 100 mil.

Apesar disso, do alto de seus seis anos, Vinicius me ensina todos os dias algumas lições ancestrais. Porque confia demais no que dizemos a ele, sempre quando deixamos de cumprir uma promessa, ele nos interpela. “Mas você PROMETEU!”, me olha interrogativo, insultado, vilipendiado. Como quem diz “como é possível alguém fazer isso?”, Vini nos ensina que a palavra empenhada vale mais que a palavra escrita. Verdade, compromisso, confiança.

Quando ele faz algo que contraria o que antes dissemos, me olha interrogado. E ensina: paciência, eu só tenho seis anos. Ensina mais: a bondade de quem é inocente, a humildade de quem ocupa apenas um pedacinho de chão no mundo, a perseverança de quem está apenas começando a caminhada. Vinicius sorri meio sem jeito, com aquele charme que faz derreter glaciares. Parece me dizer: Ah, fala de novo, vai? Vale a pena repetir para que eu aprenda isso. Vai ser legal, você vai ver…

wikileaks e a liberdade na web: grátis!

A editora Graciela Selaimen, do Nupef, informa que acaba de sair mais uma edição da revista poliTICs, agora com o tema Wikileaks e a liberdade da web: ataques e resistências.

A publicação pode ser acessada gratuitamente aqui.

Veja o sumário

>Algumas lições importantes que o caso Wikileaks ensina – Graciela Selaimen

>Por que o Wikileaks polariza a política de internet norte-americana – Milton Mueller

>Ética jornalística, novas mídias e eleições no Brasil – Rogério Christofoletti

>Lanhouses no Brasil: desafios a enfrentar – Alexandre Fernandes Barbosa e Winston Oyadomari

>A Lanhouse nas palavras de quem faz – Mario Brandao

>Wikiliquidação do Império? – Boaventura Souza Santos

>Qual o potencial de uma rede? – Alexander R. Galloway

ainda o currículo de jornalismo da unesco

Ah, esqueci de dizer. Em 2009, apresentei uma comunicação científica no Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo fazendo uma análise rápida do documento da Unesco sobre o currículo de jornalismo e os cursos que temos por aqui. Está aqui.

currículo de jornalismo: o modelo da unesco

Acaba de sair em português o documento Modelo Curricular da Unesco para o ensino de Jornalismo. Segundo a Unesco Brasília,

desenvolvido por meio de um processo de consulta global num período de dois anos, o Modelo Curricular foi aprovado no primeiroCongresso Mundial de Ensino em Jornalismo (25-28 de Junho de 2007, Singapura). O Modelo Curricular não pretende ser prescritivo, mas sim fornecer modelos para serem adaptados por educadores da área de jornalismo para atender às necessidades locais conforme os recursos disponíveis.

Em outubro de 2010, a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) realizou uma audiência pública paradiscutir as mudanças propostas para o currículo de ensino de jornalismo apresentadas por uma Comissão de Especialistas instituídapelo Ministério da Educação (MEC). O relatório com as propostas de mudança incorporou recomendações da UNESCO, inclusive da publicação Modelo Curricular para o ensino do jornalismo.

O documento já circulava pelo país nas versões em espanhol e em inglês. Vale a leitura. Baixe aqui.

 

encontro paulista de professores de jornalismo

Wanderley Garcia, diretor regional sudeste do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, avisa:

O 5º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo (EPPJ) será realizado na PUC-Campinas nos dias 29 e 30 de abril de 2011. A direção do Curso de Jornalismo manifestou seu interesse em sediar o evento no encontro anterior, realizado na Faculdade Cásper Líbero, em 2008.

O encontro vai coincidir com a Jornada de Jornalismo, realizada anualmente na Universidade. Nesta jornada, profissionais e pesquisadores convidados debatem com os alunos durante a semana nos dois períodos do curso (matutino e noturno). A última noite da Jornada, 29, sexta-feira, marcará o início do EPPJ, com uma conferência que terá tema e palestrante definidos pela organização local. No mesmo dia, à tarde, será realizado o 3º Encontro de Coordenadores de Curso de Jornalismo do Estado de São Paulo.

No período da manhã de sábado serão realizadas as mesas de debates e à tarde as apresentações nos Grupos de Trabalho.

A coordenação local está a cargo do diretor da Faculdade de Jornalismo, Lindolfo Alexandre de Souza. Em outubro, o presidente do FNPJ, Sérgio Gadini, visitou a Puc-Campinas e conversou com Souza, com o diretor do Centro de Linguagem e Comunicação, Rogério Bazi e outros professores da Universidade.

PUC-Campinas

Em 2011, a PUC-Campinas comemora 70 anos de existência de sua primeira unidade, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. O título de Pontifícia veio em 1972, concedido pelo papa Paulo VI. Hoje a universidade tem três campi (todos em Campinas), num total de 47 cursos de graduação.

O curso de jornalismo foi criado em 1970 e é oferecido nos períodos matutino e noturno.

O EPPJ será realizado no Campus I (Rodovia D. Pedro I, km 136), o maior da universidade e onde estão os cursos de Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas).

Campinas tem 1,08 milhão de habitantes e é sede de região metropolitana com 2,8 milhões de habitantes. Fica a 99 quilômetros de São Paulo, cortada por importanes rodovias, como a Anhanguera, dos Bandeirantes, D. Pedro I e Santos Dumont. Em Campinas também se encontra o Aerporto Internacional de Viracopos. Essa infraestrutura facilita o acesso tanto para quem vem de outros municípios paulistas, como para quem vem de outros estados.

Mais informações: jornal.clc@puc-campinas.edu.br

percepções dos jornalistas portugueses

O Observatório da Comunicação (OberCom) acaba de publicar um estudo que seria muito bem-vindo se fosse realizado no Brasil. Trata-se de Desafios do Jornalismo, e reúne respostas a um completo questionário que abrange diversos aspectos da prática jornalística presente e perspectivas para a profissão. O modelo do “inquérito”  e a metodologia de pesquisa vêm do Pew Project for the Excellence in Journalism, dos EUA, onde foram colhidas 547 respostas de jornalistas norte-americanos.

No caso dos portugueses, o documento sistematiza as participações de 212 profissionais das principais redações do país. Conforme explicam os realizadores, “o objectivo deste relatório não é caracterizar sócio-demograficamente os jornalistas portugueses, mas sim obter uma percepção dos valores, práticas e atitudes que caracterizam o momento actual da profissão”. Mesmo assim, vale a leitura atenta da pesquisa que aborda questões como formação dos jornalistas, papel desses profissionais na sociedade, evolução do jornalismo e aspectos positivos e negativos das mudanças em curso na área.

Como eu disse, seria muito positivo saber o que pensam os jornalistas brasileiros sobre essas mesmas questões. ABI, Fenaj, ANJ, Abert, Abra, ANER poderiam compor um consórcio para realizar algo do tipo. Mas como é delicado e espinhoso o diálogo entre essas entidades, talvez caiba à academia produzir algo do tipo…

O relatório Desafios do Jornalismo tem 56 páginas (2,2 Mb), em formato PDF e está em português. Baixe aqui.


bjr: nova edição na rede

A editora Beatriz Becker informa que já está disponível mais uma edição da Brazilian Journalism Research, a revista da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor). O tema é Desafios e Diversidades da Pesquisa em Jornalismo: interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, e contém textos de Muniz Sodré, Christa Berger, Stuart Allan e Isabel Travancas, entre outros.

A versão em inglês está aqui

A versão em português pode ser lida aqui

história da mídia e do jornalismo

Vem aí o Congresso Internacional de História dos Media e do Jornalismo, evento que acontece em 6 e 7 de outubro na Universidade Nova de Lisboa, em Portugal.

O tema central é “Génese e evolução do jornalismo no espaço ibero-americano”, e a realização é do Centro de Investigação Media e Jornalismo.

De acordo com os organizadores,

programa integra sessões plenárias e sessões paralelas para comunicações de tema livre relacionadas com a história dos media e do jornalismo, que serão sujeitas a um processo de dupla arbitragem científica.

Para submissão de comunicações, deverá consultar as normas definidas na chamada de trabalhos. O prazo para submissão de propostas de comunicação (envio de resumo) termina a 31 de Maio de 2011.

As línguas oficiais do congresso são o português, o galego e o espanhol. Poderão ser admitidas comunicações em inglês nas sessões para comunicações de tema livre.

As condições de inscrição podem ser consultadas aqui.

ficha de inscrição pode ser obtida (download) aqui.

chamada de trabalhos (call for papers) pode ser consultada aqui.

Os resumos das comunicações podem ser lidos aqui.

Os membros da Comissão Científica podem ser conhecidos aqui.

Os membros da Comissão Organizadora podem ser conhecidos aqui.

Os membros da Comissão de Honra podem ser conhecidos aqui.



só até dia 19…

Os pesquisadores Zélia Adghirni e Fabio Pereira lembram que

foram prorrogadas até o dia 19 de fevereiro as inscrições de trabalhos para o Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo – MEJOR – organizado pela FAC/UnB em parceria com a REJ (Rede de Estudos de Jornalismo).

1. Os trabalhos devem ser inéditos, de autoria individual ou coletiva.  Pelo menos um dos autores deve ter título de doutor.

2. Somente podem submeter trabalhos autores previamente inscritos no evento.

3. Os trabalhos devem ser enviados somente pelo site  (www.mejor.com.br) e dentro do prazo estabelecido.

4. Serão aceitos trabalhos em português, inglês, francês e espanhol, sendo obrigatório o envio de versão em português dos resumos.

5. Os trabalhos serão avaliados por pareceristas de comitê científico internacional, de acordo com os  critérios: originalidade; relevância para a área; adequação ao tema proposto; domínio e pertinência da bibliografia; adequação teórica e metodológica; clareza, coesão e cumprimento das exigências formais da linguagem científica. Serão selecionados até 30 trabalhos.

MAIS INFORMAÇÕES: www.mejor.com.br

mídia & política voltou

A boa notícia vem de Brasília:

O Observatório Mídia&Política está de volta e lança a primeira edição de 2011 com um assunto polêmico: a comunicação no governo Lula. Como se desenvolveu a política de comunicação nos dois mandatos de Lula? De que maneira funcionou a Secretaria de Comunicação da presidência da República? Como foi a  comunicação de Lula com a população?

O Mídia & Política reúne pesquisadores do quilate de Venício A. Lima, Luiz Gonzaga Motta, Fabio Pereira, Samuel Pantoja Lima e Thaïs Mendonça, e faz parte da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi)

vida de cientista é dureza

Se você é da área acadêmica, vai se identificar com essa paródia de Lady Gaga. Bad romance vira Bad project, e a vida de cientista é mostrada com bom humor.

Se você não é da área, pelo menos, pode dar risada de quem é…

(Peguei a dica no Bombou na web)

política de comunicação de verdade

No Reino Unido, os cidadãos contam com o Ofcom, órgão independente regulador das indústrias de comunicação. Lá, a coisa é séria há décadas, e a instância tem políticas efetivas de comunicação, visando o direito das pessoas, a qualidade do conteúdo e a competitividade do setor.

Como não poderia deixar de ser, o Ofcom trabalha com planejamentos, mas também com transparência. Por isso, seu plano de trabalho periódico é feito com antecedência e apresentado à sociedade para adendos, alterações e supressões. De forma participativa, ampla e democrática. Não acredita? Então, confira a versão para discussão do plano de trabalho 2011-2012.

Tão vendo como regulação não significa necessariamente censura ou retirada de direitos?