um vinicius repetitivo e apressado

Eu já havia cruzado mais de uma vez com “Nuestro Vinicius” numa bela livraria de shopping. Neguei-me a levar por um misto de desconfiança e receio. A desconfiança: será que uma biografia escrita por uma estrangeira ultrapassaria a admiração que já tinha pelo que considero o livro definitivo sobre Vinicius de Moraes? A gringa é a jornalista Liana Wenner, e a obra-prima da qual não queria abrir mão é “Vinicius de Moraes – o poeta da paixão”, do crítico José Castello. O receio: deparar-me com um relato que corrompesse o personagem que cultivo como a um parente próximo.

Por uma dessas coisas que não se explica, ontem, trombei mais uma vez com o livro da argentina, mas agora numa versão brasileira, recém-lançada. Por aqui, a biografia que trata das aventuras do Poetinha na Argentina e Uruguai passou a se chamar “Vinicius portenho”. Trouxe comigo, e passei a devorá-la logo após o almoço, como quem se empanturra com papos de anjo em trevas totais…

Mas o que percebi nas primeiras 50 páginas é que o livro nem faz sombra a outros títulos que biografam esse inesquecível personagem. Primeiro porque é mal escrito: tem ideias repetitivas, não é claro no percurso temporal – o que causa desorientação no leitor -, e ainda por cima cria um ou outro clímax que não se sustenta. Depois, porque a pesquisa da autora parece apressada, circunscrita a poucas fontes, e com um tratamento das informações que tende ao preguiçoso. Não raras são as vezes em que Liana Wenner deixa o fio condutor de lado e entrega ao leitor longos trechos de depoimentos, sem um tratamento que uniformize o seu texto, como quem não sabe muito bem o que fazer com aquilo tudo. A narrativa perde em fluxo e potência; a autora evapora diante dos depoentes…

Isto é, “Vinicius portenho” me decepcionou bastante. A prosa é fácil, rotineira até, o que faz restar a impressão de que estamos diante não de um livro, mas de um amontoado de textos jornalísticos – feitos no calor e na pressa do cotidiano -, sem um período de amadurecimento, polimento e cuidado. Apesa disso, é preciso dizer que a obra não é pretensiosa, como se costuma encontrar por aí em outros empreendimentos biográficos. Mas o Poetinha merecia mais que isso.

Em “Garoto de Ipanema”, de Alex Solnik, encontramos um saboroso cardápio de episódios que apresentam Vinicius de Moraes numa dimensão bem humorada e bonachona. Também não há pretensão ou sisudez, mas a leveza do texto do autor carrega o leitor numa viagem bastante prazerosa. “Vinicius de Moraes – uma geografia poética”, de José Castello, é um trabalho restrito a mostrar os lugares por onde passou o poeta, relacionando afetos e logradouros. Caminha-se com o velho sedutor, com o compositor inspirado, com o poeta de copo na mão. Mas “Vinicius de Moraes – o poeta da paixão”, do próprio Castello, é um retrato muito bem acabado, sincero, dramático e doce, como era o “branco mais preto do Brasil”.

Enfim, Benjamin Moser nos mostrou uma Clarice Lispector multidimensional e sólida, mostrando que sua estrangeiridade em nada afetou a distância de sua biografada; Liana Wenner nem arranhou a moldura de Vinicius…

uma lágrima para moebius

Sei que já não é novidade, afinal aconteceu há quase uma semana… mas a vida anda corrida, e pelo jeito, a morte também tem a sua pressa. Moebius deixou de desenhar no sábado passado. Morreu e viajou para habitar seus mundos desenhados. Tinha um estilo claro, limpo, elegante. Trabalhou com gente importante e influente, deixou um legado, uma obra, enfim. Conheci seu trabalho nos anos 1980, quando desembarcou no Brasil uma graphic novel que ele assinava com o mítico Stan Lee. Na época, juntei cada centavo (era a época do Cruzado Novo!) para comprar a revista e nunca me arrependi. Mais de uma década depois, perdi o título numa mudança. No ano passado, num sebo, readquiri o exemplar. Na história de Stan Lee, o Surfista Prateado mais uma vez se digladia com o devorador de mundos Galaktus. E mais: revela a fragilidade da vida dos humanos e suas muitas contradições. Nos desenhos de Moebius, o Surfista se mostra esguio, brilhante, inigualável.

um dos duetos mais emocionantes

Na madrugada deste domingo, fui sacudido por uma torrente emocionante quando vi um número que reuniu Maria Gadú e Beto Guedes, no programa Altas Horas. Gadú, com seu timbre vigoroso e encorpado, é acompanhada por um Beto Guedes, envelhecido mas ainda muito suave e generoso. O compositor mineiro de voz afeminada é um dos poetas mais importantes dos anos 70 e 80 no Brasil. “Amor de índio” – assinada com Ronaldo Bastos – é uma das suas melhores canções e deveria ser ensinada nas escolas, como o Hino Nacional.

orgulho e preconceito

Duas notícias recentes expõem com clareza como, de alguma maneira, o brasileiro se posiciona com relação ao seu país e a sua própria condição de brasileiro. As notícias parecem não ter nenhuma relação entre si, mas têm sim. Uma delas é o anúncio de que serão devolvidas ao Canadá as 40 toneladas de lixo que foram encontradas em contêineres no Porto de Itajaí. A carga foi “importada” por uma empresa local, que mentiu nos documentos fiscais dizendo ser polietileno. O golpe não é novo, e já se descobriu que Espanha e Estados Unidos, por exemplo, mandam para cá o que não querem por lá. É mais barato para eles e mais vantajoso para algum abutre inescrupuloso daqui que lucra trazendo carga contaminável de outros países.

A segunda notícia é a reação do governo brasileiro diante das cobranças de alto executivo da Fifa diante do atraso das obras para a Copa do Mundo. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, não quer ver Jerôme Valcke nem pintado de ouro, e por isso mandou recado pela imprensa: quer outro interlocutor para tratar do assunto. Vocês se lembram: Valcke disse que o país merece um chute nos fundilhos para apressar as construções dos estádios e tal…

Em comum, as duas notícias trazem um país que não se acomoda na posição de ser lixeira do mundo civizilizado ou saco de pancadas de conglomerados econômicos. As atitudes das autoridades brasileiras sinalizam que o país não quer se submeter a um julgo que antes era tão comum. Quer dizer: já fomos mais vira-latas e já nos sentimos mais vira-latas antes. Agora, parece ser diferente. A autoestima está mais forte, e, para além das ocasiões ufanistas esportivas, vigora um certo orgulho de ser brasileiro. É bom!

Tem a ver com política – estamos falando de soberania também, né? -, tem a ver com psicologia de massas – orgulho e unidade -, mas tem a ver também com a nossa atitude de cada de se colocar na vida. Não basta apenas sinalizar que não gostamos do lugar a que nos imputam. É preciso se antecipar e escolher a posição que mais faz os nossos olhos brilharem.

novo piso dos professores é quase…

Esse Frank Maia faz coisa…

para onde vão os livros?

Um velho ditado proclamava: “As palavras caminham”. Se elas não ficam paradas, o que dirá dos livros?

Os que você tem em casa, estão à sua vista, mas e os que você empresta ou os que são descartados?

Frequento sebos não apenas para encontrar livros baratos e fora de catálogo. Volta e meia, descarrego em um sebo os livros que não leio mais, não vou ler nunca ou que já transbordam da minha estante. Eu sei, tem gente mais apegada que não se livra de seus livros nunca. Também já fui assim, mas é que vem faltando espaço e, volta e meia, tento desocupar lugares nas prateleiras para os novos volumes que comprei e ganhei. Pois recentemente tive duas gostosas surpresas com os livros que dispensei. E quem me trouxe notícias deles foi o Facebook.

Meses atrás, uma moça mandou mensagem reservada pelo sistema dizendo que havia comprado um livro que fora meu. Ela identificara meu nome na folha de rosto, e em dois cliques no Google me encontrou. O livro era “A linguagem no pensamento e na ação”, e ele estava no interior de São Paulo, a quase mil quilômetros de onde estou. Vendi o livro em Florianópolis e, meses depois, a nova dona dele me encontrou na internet e decidiu mandar lembranças do volume. Achei curioso.

Semana passada, tive novas informações de outro ex-livro-meu: “Liberalismo e Democracia”. Mais uma vez, um desconhecido me procurou na rede, e me contou que era o mais novo proprietário. Desta vez, o volume viajara pouco. Na verdade, ele até estava me seguindo. Foi comprado numa banquinha de livros a cem metros do prédio onde leciono na UFSC. Tenho certeza de que vendera para um sebo do centro da cidade, mas “as palavras caminham”, lembra? O novo leitor não só me contou do livro como disse que me conhecia de uma palestra em outro lugar, e que ele sim viajara e acabara de comprar o volume…

Você pode até dizer: tá e daí?

E daí que o mundo é bem pequeno, os livros não ficam parados e as redes sociais ajudam as pessoas a se encontrar. Há poucos anos não escrevo mais meu nome na folha de rosto dos livros. Não é preguiça, superstição ou coisa que o valha. É só um ensaio de desapego.

segunda de carnaval


Clara Nunes, legendada em japonês…

vá chorar com hugo cabret

Amo cinema, mas torço o nariz para filmes exibidos em 3D. Por uma razão simples: na maioria das vezes, o efeito tridimensional é só um penduricalho, algo para fazer um buzz e cobrarem 50% a mais no preço dos ingressos. Eu disse na maioria das vezes. Hoje, fui ver “A invenção de Hugo Cabret”, produção assinada por Martin Scorsese e que disputa o Oscar de melhor filme neste ano. E não houve jeito: assisti à versão em 3D e (muito bem) dublada. E quer saber? Não me arrependi em nenhum momento desde que entrei na sala. Imagine: tarde um domingo de Carnaval, havia vinte e poucas pessoas na sessão apenas, silêncio, calma, atenção total para a projeção…

E o 3D? Sen-sa-cio-nal! Tanto pelo uso inteligente quanto pelo emocional. Eu explico.

Scorsese filmou nos dois sistemas – o convencional e o D-Cinema -, mas as perspectivas de filmagem, os enquadramentos, a exploração da profundidade de campo, buscando novos pontos focais fazem com que a experiência de assistir a “Hugo” seja realmente envolvente e não superficial. Se em “Avatar” o efeito era estonteante, agora é transportador, vertiginoso na primeira sequência do filme. Não bastasse explorar como ninguém o 3-D, ao escolher este triunfo tecnológico, Scorsese faz mais uma homenagem a Georges Mèliés, a quem o público é apresentado com tanta delicadeza e respeito. Afinal, o cinema também é isso: uma arte apoiada na sensibilidade e no engenho, na emoção e na técnica.

“A invenção de Hugo Cabret” é desses filmes que já nascem clássicos, pois fazem justas homenagens a personagens-chave do cinema e resgatam elementos de primera, como a ilusão, a fantasia, a magia… Com Scorsese, assistimos estupefatos à “Chegada do trem à estação”, mas agora em 3D! Tão estupefatos quanto o público daquela mítica primeira exibição do cinematógrafo… Grande sacada que reúne passado (1895) e presente (2011-12), e dois realizadores importantes para a arte e a indústria: Mèliés e Scorsese.

Ben Kingsley está soberbo como sempre; a trilha é sensível – embora não seja tocante como em outros filmes do tipo; o próprio Scorsese faz uma aparição-relâmpago (fique ligado!); os efeitos especiais são usados na medida; mas são os cenários e a maquinaria envolvida que transborda pela tela.

Se você conhece a história do cinema, vá ver “Hugo” pelo que ele nos relembra desse rico enredo.
Se você não conhece a história do cinema mas quer ver uma história bem contada no cinema, vá ver “Hugo” para assistir à poesia escrita com a luz.
Nos dois casos, como já avisei no título do post, leve uma caixa de lenços descartáveis.

ê vidinha essa hein?

Ontem à tarde, na trilha do engenho, no norte da Ilha de Santa Catarina…

(relatos desta e de outras trilhas estão aqui)

nosso herói ataca novamente…

Se você teve insônia ontem, viu que a Globo reprisou pela enésima vez “Curtindo a vida adoidado”. Ainda bem. O filme é um clássico para quem passou a adolescência nos anos 80. Se você não sabe do que estou falando, dê um Google ou vá buscar informação na Wikipedia ou no YouTube… Por outro lado, se você também é um fã de Ferris Bueller, saiba que ele está de volta! Mais uma vez curtindo um dia de folga como ninguém, e numa super máquina.

A Honda convidou nosso heroi para um comercial que será exibido no intervalo do SuperBowl.

Só…

há 15 anos morria chico science

Hoje faz exatamente quinze verões desde que cheguei à república estudantil de uns amigos festeiros e encontrei todos pregados-atônitos na frente da TV. Ao abrir a porta, ouvimos uma senha estranha: “Vocês não vão acreditar em quem acaba de morrer!”. Gelamos no momento, congelamos no seguinte.

Em pleno dia de Iemanjá e de Nossa Senhora dos Navegantes, Chico Science sucumbia num acidente automobilístico entre o Recife e Olinda…

A morte sempre atordoa, mas aquele era o nosso heroi do momento! Animava nossas festas, contagiava o espírito de quem batalhava no começo da vida, em busca de um novo emprego, no início da carreira, na plenitude dos muitos sonhos. Inteligente, gregário, sorridente, brilhante, talentoso, formulador de novas teorias e nossos ritmos, dançante, contagiante, Chico Science atuava como um sensacional arauto de novas sonoridades, de novas posturas para as bandas e jovens artistas brasileiros, trazendo não apenas um som diferente, mas chamando a atenção para uma cena artística escanteada por décadas.

Irônico, eu sempre digo isso, irônico é lembrar que um sujeito tão rítmico fosse morrer numa batida…

Passados quinze anos, o mundo mudou demais. A Nação Zumbi continua, o Mundo Livre S/A esteve na semana passada aqui em Floripa para lançamento de novo trabalho, outras bandas surgiram, mas o mangue beat persiste. Quem é mangue boy sabe do que estou dizendo.

A convite do UOL, Fred Zero Quatro até reescreveu o Manifesto.
O original você encontra aqui.
O renovado, reproduzo a seguir.

Chico Science lives and rules!

Rios, pontes e alfaias
Welcome to hellcife. Ex-venérea brasileira, que tempos atrás exportava em abundância uma madeira muitíssimo utilizada em toda a Europa na fabricação de arcos de violino. Na França chamavam de Pernambouc. Por aqui, Pau Brasil. Nos anos 90 do século passado, nosso parceiro Chico Science celebrizou outra espécie, a chamada Rizoflora, árvore predominante nos nossos manguezais. Depois disso, passamos a exportar alfaias, tambores característicos do maracatu, para todo o planeta – um produto com alta carga simbólica. Pode-se dizer que hoje, poucos são os estudantes de percussão que não tenham ou almejem ter em seu set uma alfaia fabricada em Pernambuco.

A vida é um game?
Vinte anos atrás, a zona do antigo porto do Recife, que era frequentada prioritariamente por prostitutas, cafetões, marinheiros e contrabandistas, foi de certa forma resgatada por uma nova espécie da fauna pernambucana, os Chamagnatus granulatus sapiens, ou caranguejos com cérebro. Nos cabarés da vizinhança do marco zero, os chamados Cool Crabs passaram a produzir e a discotecar em festinhas underground. O bairro passou então a atrair a cobiça de empresários da noite, galeristas e, por fim, do poder público. Hoje um dos mais bem sucedidos setores de exportação do Recife, além da música e do carnaval, são os produtos gerados pelas centenas de micro e pequenas empresas de games e softwares instaladas ali perto, no Porto Digital.

Carnaval sem fim
As festinhas underground não acabaram. Mas os mangueboys são cada vez mais raros. Outras tribos predominam: indies, neofolks, e um híbrido celebrizado pela banda Eddie, a galera original olinda style. Quanto à massa, curte brega e pagode, mas também adora o carnaval multicultural. E a produção musical, herdeira ou não do manguebeat, tem se mostrado cada vez mais fecunda: só em 2011 foram lançados quase 200 discos, alguns com ótima repercussão nacional. O Nação Zumbi, quem viver verá, vai arrebatar mais uma vez o Brasil com o lançamento de seu segundo DVD ao vivo, em 2012.

Da lama aos neurotransmissores
Mas o universo mudou. Se antes os mangueboys se inspiravam na antipsiquiatria e na teoria do caos, hoje alguns deles se interessam pelo conceito de capitalismo linguístico; descobertas recentes no campo da neuroplasticidade; experimentos obscuros da Googleplex; estudos avançados sobre sinapses e redes neurais; a falácia do conceito de “cérebro out-board” e a relação entre o uso contínuo de multitarefas com distúrbios do hipocampo cerebral. Não por acaso, alguns de seus novos gurus são o escritor Nicholas Carr e os neurocientistas Jordan Grafman e Michael Merzenich, que após anos de experimentos vêm alertando que quando realizamos multitarefas online, estamos “treinando nosso cérebro para prestar atenção ao lixo”.

Parabólica revisitada
Quando os mangueboys imaginaram, duas décadas atrás, uma parabólica enfiada na lama, eles não o fizeram seguindo nenhum roteiro pré-estabelecido. E a reflexão que fazemos hoje se assemelha ao que preconiza N. Carr em “A geração artificial”: ainda alimentamos a esperança de que não chegaremos tão gentilmente ao futuro, como diz o escritor, “seguindo os scripts que os engenheiros da computação e os programadores de softwares estão escrevendo para nós”. Voltemos a ganhar a estrada, portanto. Canalizemos nosso desejo de interatividade para as ruas com empatia e tesão, pois, como diz um refrão do novo disco do Mundo Livre S/A, a vida é pra compartilhar…e gozar.

o aniversariante do dia

Fez 70 anos e é imune a kriptonita.

12 resoluções para 2012

1. Fazer ao menos uma coisa diferente por mês. Serão 12 maneiras novas de viver. Experimente!

2. Contar até 11 diante dos problemas. Seja paciente!

3. Não fazer 10 coisas ao mesmo tempo. Tenha foco!

4. Dormir 9 horas diárias. Descanse!

5. Tentar trabalhar apenas 8 horas por dia. Equilibre-se!

6. Não gastar nenhuma das minhas 7 vidas. Cuide-se!

7. Fazer mais meia dúzia de amigos. Conviva!

8. Conjugar 5 verbos em todos os tempos: Perdoar, Dialogar, Celebrar, Ousar, Viajar.

9. Perder 4 quilos, e não voltar a encontrá-los na cozinha. Seja mais leve!

10. Conceder-se 3 desejos, e realizá-los. Presenteie!

11. Agradecer 2 vezes, sempre. Reconheça!

12. Amar a vida como se ela fosse uma só. Aproveite!

“coração-pensamento”

É o que temos pra hoje…

“desovando” orientandos…

A expressão é grosseira, mas bastante usada quando estamos orgulhosamente encaminhando nossos orientandos para os exames de qualificação e defesas de dissertação. Por isso, em novembro e dezembro – além da longa lista de afazeres do final de semestre -, estarei “desovando” algumas crias…

No dia 22 de novembro, terça, tem qualificação do trabalho “Jornalismo, credibilidade e legitimação: imagem de si e construção do ethos no discurso jornalístico”, de Cândida de Oliveira

Resumo: Esta pesquisa investiga os processos de credibilidade e legitimação do jornalismo, em sua dimensão institucional e discursiva. Compreende-se que o jornalismo encontra credibilidade e legitimidade pública ao exercer um poder organizador que, derivado da palavra consignada, lhe confere o status de instituição social. No contexto atual, a substituição da referência à realidade – ancorado no critério de verdade, o que contribui para sustentar a credibilidade – pela autorreferência no discurso jornalístico denota transformações no modo como o jornalismo se apresenta para a sociedade, ou seja, como constrói a imagem de si, parte integrante do ethos discursivo. Diante disso, a pesquisa investiga a representação que o jornalismo faz de si na construção do ethos e as implicações dessa representação nos conceitos de credibilidade e legitimidade jornalística. A discussão será sustentada ainda por uma análise empírica focada no discurso institucional e opinativo de quatro grandes jornais brasileiros: Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo e Zero Hora. De modo geral, a pesquisa busca compreender e explicar como o jornalismo constrói a imagem de si e o ethos, e de que forma essa imagem interfere na credibilidade e legitimação do jornalismo. A pesquisa filia-se em referenciais teórico-metodológicos que se inscrevem na teoria do jornalismo, da nova retórica e da análise do discurso, o que permite levar em conta não apenas a organização desse discurso, mas também seu funcionamento e produção de sentidos.

No  dia 1 de dezembro, tem qualificação do trabalho “Liberdade de expressão e tensões público x privado: jornalistas nas redes sociais”, de Janara Nicoletti

Resumo: Com as mídias sociais na internet, a forma de comunicar foi reconfigurada. Diante deste novo cenário, organizações jornalísticas buscam um reposicionamento que garanta fidelizar seus públicos e manter seu poder midiático. Para direcionar e efetivar as estratégias empresariais de presença nos novos meios, são instituídas diretrizes de uso de redes sociais. Como inexiste um balizador comum, cada empresa determina suas próprias normas e regimentos, com base em valores e metas próprios – o que pode interferir na qualidade profissional e no cumprimento dos preceitos éticos e deontológicos do Jornalismo. Acima disso, pode comprometer a liberdade individual dos profissionais. Este trabalho irá investigar como as organizações jornalísticas orientam a conduta de seus colaboradores nas novas mídias, a partir da formulação de normas técnicas e deontológicas de uso das redes sociais, e até que ponto esta padronização de postura interfere no trabalho diário e na liberdade de expressão dos colaboradores.

Em 7 de dezembro, tem defesa da dissertação “Jornalismo cidadão: profissionalidade e amadorismo nos jornais do Grupo RBS em Santa Catarina”, de Marcelo Barcelos

Barcelos entrega a dissertação à coordenadora Gislene Silva
Barcelos entrega volume à coordenadora Gislene Silva

Resumo: O jornalista não está mais sozinho para apurar os acontecimentos, escrever as notícias e distribuí-las. Com a revolução tecnológica que reconfigura não só suas práticas, mas também a própria função social, ao lado do profissional, está o amador, o cidadão comum, aquele a quem se deu, por muito tempo, o nome de público/receptor. Hoje, o leitor pode ser um produtor de conteúdo noticioso e, para isso, apropria-se de competências antes exclusivas dos repórteres, como apurar, narrar fatos inéditos e produzir o noticiário, em um fenômeno conceituado “jornalismo cidadão”. É tentando entender os impactos provocados pela chegada desse personagem no jornal impresso e no âmago da cultura jornalística que este trabalho mergulha. Parte-se do princípio que legitimou a produção de conteúdo amador independente até o instante em que as mídias tradicionais passaram a adotá-la, elevando o cidadão à condição de leitor-repórter. Para compreender esse recente paradigma, analisamos um corpus de 27 edições – durante uma semana completa dos quatro jornais do Grupo RBS em Santa Catarina: Hora de Santa Catarina, Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina e A Notícia. A investigação, utilizando o método exploratório na análise de textos e fotografias, caracterizou a produção amadora publicada conforme os seguintes critérios jornalísticos: a) autoria; b) foco narrativo; c) atualidade; d) interesse público e) gênero f) hard news e g) soft news. A análise ainda inclui entrevistas presenciais com jornalistas das quatro redações, à procura de traços dessa nova forma de relacionamento com o público e das tensões provocadas em sua profissionalidade. Rodeado de enunciados intencionais que o convocam à colaboração, o público atende a um chamado e produz conteúdo de natureza informativa; muito desse conteúdo, no entanto, é carregado de um caráter pessoal. As produções aparecem em quase todas as editorias, ora na voz do cidadão, ora diluída na edição do jornalista, que a complementa. É possível identificar um elevado grau de dependência no qual o jornalista demonstra a necessidade do leitor para “fechar o jornal”. No outro lado do balcão, os jornalistas ainda se moldam à partilha, enquanto defendem seu conhecimento específico, conquistado entre a prática e a formação acadêmica, para tratar – com ética, veracidade e equilíbrio – o que vem de fora da redação, sob o risco da abertura de espaço à imprecisão e à narrativa falseada. Os jornalistas reconhecem, no entanto, a necessidade cada vez maior chamar o leitor à produção em uma “Coautoria Vigiada” e admitem terem aberto mão de algumas tarefas até então exclusivas.

“daytripper” é a melhor HQ da “história desse país”

Os quadrinhos brasileiros já têm a sua obra-prima: Daytripper, dos irmãos Fábio Bá e Gabriel Moon. Mas alguém poderá dizer: isso é um exagero e é um erro. Exagero porque a HQ pode não ser tudo o que se está comentando. Erro porque a revista foi originalmente lançada nos Estados Unidos, em inglês, e só este ano chegou ao país. Mas reafirmo: Daytripper é o maior feito individual das histórias em quadrinhos do Brasil.

Embora tenha sido publicada antes por uma editora norte-americana – o selo Vertigo -, Daytripper não permite dúvidas: narra a história de um personagem brasileiro, no contexto brasileiro, escrita e ilustrada por dois brasileiros. Não bastasse isso, o protagonista traz parte do país no nome: Brás de Oliva Domingos.

Daytripper tem um argumento intrigante: Brás é o filho de um famoso escritor e também ambiciona uma carreira literária, mas sua vida se resume a escrever necrológios para os jornais. Sua rotina parece vazia e, ao escrever sobre os feitos dos mortos, Brás fica a imaginar quando os momentos realmente importantes de sua vida acontecerão. A partir daí, Fábio Bá e Gabriel Moon constroem uma obra sólida, multifacetada, sensível e tocante.

Os desenhos são delicados, levemente oníricos em contraste com cenários minuciosos e realistas. Os diálogos bem escritos, fluentes e sem gordura. Personagens são compostos com complexidade rara. Mas o que chama mais a atenção é a construção narrativa: a vida de Brás é conjugada no plural, em várias dimensões, em distintos momentos da trajetória do protagonista. A morte o assalta aos 33 anos, aos 11, aos 41, aos 76… A trama é atravessada por temas pungentes, como o destino, a fatalidade, a fragilidade da vida, as relações entre pais e filhos, a ausência de entes queridos, a amizade e o amor. Esses assuntos reverberam entre os capítulos da história, vão e voltam como ideias-força que impulsionam os personagens de um lado a outro. Impactado, o leitor se deixa levar pela narrativa à medida em que reflete sobre a sua própria vida. É mágico, é envolvente, lindo.

Ressaltado pelo New York Times em sua lista de mais vendidos e pelo site da Amazon Books, Daytripper venceu alguns dos principais prêmios mundiais dos quadrinhos: no Reino Unido, levou o Eagle Awards; nos Estados Unidos, ganhou o Harvey e o Will Eisner; e no Brasil, o HQ Mix. O livro arrancou elogios rasgados de gente graúda da indústria. Jeff Smith disse que não conseguia parar de ler. Terry Moore afirmou que foi a história mais envolvente do ano passado. E nada disso é exagerado, creiam.

Daytripper é daqueles exemplos que justificariam a expressão graphic novel. Trata-se de um romance gráfico, com profundidade psicológica, trama bem elaborada, argumento que transcende as páginas do volume. Daytripper é daqueles casos em que o produto artístico alcança um patamar de destaque que extrapola o interesse do público a que se dirige. É também a materialização da excelência na arte em que se dedica.

O trabalho dos gêmeos Bá e Moon precisa ser conhecido e reverenciado. Daytripper é um diamante lapidado com capricho, luxuosamente embalado e que vale cada centavo. Escrevam: daqui a dez, vinte anos ainda lembraremos deste trabalho. É uma obra madura e emocionante. Pare já de ler este post e corra para as páginas de Daytripper.

“grandes detetives” em novo visual

O melhor portal sobre literatura policial do Brasil está de cara nova!
“Grandes Detetives
” está mais limpo no visual, mas a cada clique, mais sangue, mais mistério, mais histórias noir
conferir!

os vingadores vêm aí; tintin também

Já faz tempo que a indústria dos quadrinhos não vive apenas da venda de gibis. Na verdade, em termos globais, o que anda segurando a onda das grandes editoras são mesmo as produções de séries televisivas, licenciamento de produtos e filmes para cinema. Enquanto a DC vem com Batman, Superman e Lanterna Verde, a Marvel ataca de X-Men, Homem-Aranha, Capitão América, Thor, Hulk, Homem de Ferro e… Os Vingadores!

Mas não são apenas os super-heróis que brilham na tela grande. Personagens menos poderosos, mas também cativantes desembarcam nos cinemas, como será o caso de Tintin, do belga Hergé.

Grandes produções, elencos estrelados, diretores de grife, super efeitos especiais… tudo isso não cabe mesmo nas páginas de revistas em quadrinhos… o cinema atualiza a nona arte. Por que não?

uma visita a espinosa

Você já marcou um encontro com alguém que sequer te conhece? E com quem sequer existe?

No último domingo, numa rápida passagem pelo Rio, desapareci no meio da floresta de concreto de Copacabana. Diante da praia mais famosa do mundo fileiras infinitas de prédios se espremem, deixando escapar ruas e avenidas como se fossem trilhas na relva. No final da manhã ensolarada, despenquei do quinto andar do Astoria Palace para visitar o Delegado Espinosa, o personagem mais conhecido em oito romances policiais de Luiz Alfredo García-Roza. Isso mesmo! Eu ia ao encontro de um detetive literário que mora no Bairro Peixoto, um amontoado urbano espremido entre os morros dos Cabritos e de São João.

Sem avisar Espinosa, segui pela avenida Atlântica como quem vai a Ipanema, mas só por algumas quadras. Diante do olhar misterioso de uma velhinha entrevada numa cadeira de rodas, dobrei a rua Figueiredo Magalhães, andando por quase meio quilômetro desviando de turistas deslumbrados, nativos enfadados e parte da fauna diurna de Copacabana. A noturna é tão interessante quanto, mas mais variada…

Na rua Tonelero, virei à esquerda e na Anita Garibaldi ao contrário. Havia muita gente pelas calçadas desperdiçando o domingo em conversa fiada, mas mesmo assim, me senti observado, vigiado. Apressei o passo, olhando furtivamente para trás para flagrar alguém me seguindo, mas nada! Não vi nada e a sensação de ser uma presa vulnerável não me abandonou até chegar à Praça Edmundo Bittencourt, logo em seguida: o reduto do Delegado Espinosa.

Como nas econômicas descrições dos romances, a praça é calma, encravada num aglomerado de prédios baixos de até três andares. Há brinquedos infantis, um chafariz, alguns bustos de figuras históricas, bancos, árvores, pombos, aposentados, crianças, babás, cuidadoras, namorados, cães desgarrados de seus donos e uma estátua de Nossa Senhora de Fátima, aprisionada numa caixa de vidro. O tempo segue mais devagar na praça, recorte de qualquer cidade do interior. Nem parece estar a um quilômetro e meio apenas do efervescente e glamouroso Copacabana Palace.

Espinosa mora num desses prediozinhos com sacada de metal, quase encostada à janela. Volta e meia, abre a porta, estica as pernas sobre a grade e mira a praça. Sob a sua vista, tudo em ordem. Dentro de si, sinapses intensas tentam solucionar crimes insolúveis.

Dei três voltas ao redor da praça, olhando menos para ela e mais para as paredes que a cercavam. Nenhum sinal de Espinosa nas sacadas. A cartomante húngara me lançou um olhar desconfiado, misto de praga e de desdém. Um pastor alemão latiu com a mesma animosidade. Não esperei mais nada para desaparecer dali. Fui direto à 12ª DP, na Hilário de Gouveia, mas rosnaram que Espinosa não estava de plantão. Como estava quase na hora do almoço, imagino que o delegado tenha ido almoçar no La Trattoria, na Fernando Mendes quase na dobra com a avenida Atlântica. Chego esbaforido, com a sensação de perseguição que não me larga. Pergunto por Espinosa, e um garçom pançudinho sorri: “Acabou de sair. Tá logo ali”, aponta para esquina. Corro e só consigo enxergar um homem alto de costas, entrando num táxi em câmera lenta. Grito seu nome, mas o veículo amarelo aproveita o sinal verde e vai embora.

jazz combina com desenho animado?

Tenho cinco boas razões pra acreditar que sim. Divirta-se!

a morte de leon cakoff

Não sei nada de cinema. Gosto de cinema, adoro.
Muita gente se aventura a posar de crítico, a opinar, a tecer grandes raciocínios. Existe ainda quem faça cinema, que produza filmes e tal. E há ainda quem faça cinema fora do cinema. Leon Cakoff, que morreu nesta tarde, é um desses casos. Para além de seu trabalho de analista de filmes e de produtor/agitador cultural, Cakoff criou a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que literalmente mudou o panorama de exibição de uma das maiores cidades do mundo. Ele alterou os hábitos de consumo de camadas e camadas de espectadores. Mostrou olhares diversos do mundo plural que temos para além das fronteiras. Parece pouco, mas quem tira as vendas dos nossos olhos, reinventa um universo.
Vai fazer falta.

steve jobs nas capas dos jornais

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gênio e… santo!

É mais ou menos assim que veremos Steve Jobs daqui pra frente…

cloud computing

Steve Jobs não morreu. Apenas foi cuidar pessoalmente do ICloud (by @moninunes)
Veja a página de entrada do site da Apple, há pouco…

“koko be good” surpreende!

Devorei com curiosidade e prazer a graphic novel de estreia de Jen Wang: Koko be good – não é fácil ser boazinha, que chegou este mês às bancas e livrarias brasileiras.

Wang é uma jovem artista norte-americana com ascendência oriental que desenha e escreve tão bem que parece uma veterana da arte sequencial. Socióloga de formação, Wang jé teve ocupações inusitadas e temporárias como qualquer jovem que está buscando um lugar para si no mundo. Aliás, neste sentido, Koko be good reflete muito as angústias de quem está às vésperas de se formar na faculdade e ainda não tem muito definido o que quer fazer “quando crescer”. Iniciar uma carreira, ingressar no famigerado mundo dos adultos, romper grilhões com a família e o passado, escrever a própria história, dar rumos à vida, concretizar sonhos… tudo isso (e mais!) está embutido no universo da irriquieta e eletrizante Koko, do angustiado Jon, do taciturno Faron, cujos destinos se cruzam nas mais de 300 páginas da HQ.

Buscar satisfazer sonhos individuais ou atuar em causas coletivas e sociais?, perguntam-se os personagens, com uma indisfarçável culpa herdada de não se sabe quem. Afinal, parece que quem corre atrás das próprias demandas não é tão bom (no sentido da bondade) quanto aqueles que se doam para projetos mais comunitários.

Para além de um roteiro bem escrito e de diálogos bem amarrados, a HQ traz um dos melhores traços que vi nos últimos anos. Sério! Jen Wang é econômica e eficiente, e domina com leveza as regras da narrativa que junta texto e desenho. Sua arte lembra a de Will Eisner, mas o grande mestre sempre foi muito detalhista nos cenários, na caracterização de figurinos e no histrionismo de seus personagens. Jen Wang concentra seu talento na expressividade de rostos desenhados com rapidez e limpeza. Tem atributos ricos para quem se dedica à caricatura e à charge: síntese e drama, expressão e economia de linhas.

Além disso, Jen Wang é clara e fina nos contornos. Distribui bem os quadros na página, e varia na orientação de leitura, conduzindo o leitor sem solavancos. Senhora de si, ela não se apoia nas cores, e suas pranchas de desenho ficam bem estruturadas no preto, no branco e em tons pasteis. Nada mais.

Se você gosta de quadrinhos e não conhecia Jen Wang, anote este nome. Ouviremos falar muito bem dessa moça.

Se você não gosta de quadrinhos, essa moça pode te fazer mudar de ideia.

PS – Koko é uma personagem carismática, apaixonante, viciante. Pegue duas doses da Mônica (Maurício de Sousa), junte com mais duas de Mafalda (Quino) e bata com raspas de Ravena (Teen Titans), Lola (Charlie & Lola) e Menino Maluquinho (Ziraldo). Sirva fervendo…

20 anos sem miles

Há exatamente duas décadas, a irmã de um amigo meu saía para trabalhar. Era de manhã, e ela cumprimentou com um corriqueiro bon jour o porteiro de seu prédio em Paris. Ele respondeu a ela de forma muito educada. “Não é um bom dia, senhora! Miles Davis morreu!”

A história é real e faz parte da minha mitologia particular sobre o jazz.

Fiquem com Miles, que está fazendo um longo concerto em outra dimensão…

coltrane, 85

Se vivo estivesse, John Coltrane hoje não apenas sopraria seu sax, mas sim 85 velinhas.
Apenas dois momentos. Inesquecíveis.

My favorite things

Central Park West

frank maia de casa nova

O maior desenhista-chargista-flamenguista de Santa Catarina acaba de inaugurar um novo boteco: Xarjincasa.
Na real, Frank Maia já tinha o seu blog, mas fez um puxadinho aqui, pendurou uma rede ali, deu umas coloridas na parede de trás e botou uma placa nova no lugar.
Tem cômodos novos, outros marromeno, mas o Frank continua o mesmo: inteligente, antenado, com um traço poderoso, e acima de tudo: im-pa-gá-vel.

Vê só:

dave brubeck e radiohead

Sergio Rubim, o Canga, fez hoje em seu blog uma homenagem a Dave Brubeck, legendário pianista de jazz de 90 anos. Apenas um feito já seria suficiente para alçar Brubeck aos píncaros da glória: ele compôs Take Five. Nunca ouviu? Já ouviu sim senhor. Relembre…

Agora, delicie-se também com esse mashup que junta Brubeck e Radiohead.

sábado chuvoso, então…

… não se deixe levar pelo baixo astral. Basta ver isso: