autorregulação de jornais é positiva, mas insuficiente

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) alterou seu estatuto e lançou o seu programa permanente de autorregulamentação, com a indicação de boas práticas para as empresas do setor.

A ideia foi bem recebida por setores acadêmicos, mas é pouco, conforme se pode ler na reportagem que Gilberto Costa fez para a Agência Brasil.

alemanha tem brigada anti-plágio

(Reproduzo da revista Pesquisa Fapesp)

Um grupo anônimo de ativistas da internet está agitando a política alemã ao denunciar plágio em teses acadêmicas defendidas por autoridades. Autointitulados “caçadores de plágio”, eles ganharam notoriedade há três meses, quando o ministro da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, renunciou após admitir que copiara parte de sua tese de doutorado. O rastro de denúncias se amplia. O alvo mais recente é a vice-presidente do Parlamento europeu, Silvana Koch-Mehrin. Segundo o grupo, que apresenta suas denúncias no site VroniPlag, pelo menos um quarto de sua tese sobre história econômica foi copiado. A Universidade Heidelberg, onde a tese foi defendida, investiga o caso. A advogada Veronica Sass, filha do ex-governador da Bavária Edmund Stoiber, também foi acusada. Há cerca de 15 Ph.Ds. que contribuem para o site, disse à agência Reuters Debora Weber-Wulff, professora da Universidade HTW, em Berlim. Segundo ela, pelo menos 10% de uma tese precisa ser plagiada para aparecer no site.

wikileaks e the guardian: bastidores

Há algumas semanas, o programa Milênio – da GloboNews – entrevistou o jornalista David Leigh, um dos principais nomes do jornal The Guardian na parceria com o WikiLeaks. Sílio Boccanera conversou com o editor investigativo, que também é um dos autores de “Wikileaks: a guerra de Julian Assange contra os segredos de estado”.

Uma versão em texto dos principais trechos está no Consultor Jurídico (aqui), mas o vídeo da entrevista pode ser acompanha em duas partes: aqui e aqui.

contemporânea chama para textos sobre wikileaks

Reproduzo mensagem de André Lemos e Edson Dalmonte, editores da revista Contemporânea.

Edição – Agosto 2011
“WIKILEAKS – CIBERCULTURA E POLÍTICA”
A Revista Contemporanea lança um call for papers sobre o tema “Cibercultura e Política”, tendo como ênfase principal a discussão sobre o fenômeno “Wikileaks”. No final de 2010, o “Wikileaks” difundiu importantes e constrangedores documentos secretos que incomodaram as principais potências mundiais (EUA, China, França, GB) e alguns países emergentes, entre eles o Brasil. O papel das tecnologias de comunicação e informação (TICS) na reconfiguração do jogo político não é um fato novo, desde as ações ativistas e micropolíticas, até o uso por candidatos, políticos eleitos, partidos políticos, bem como governos e instituições públicas. O caso “Wikileaks” (“Wiki”, plataforma colaborativa online e “Leak”, vazamento, circulação de informação) é a mais nova faceta do ciberativismo global e coloca em discussão o papel do jornalismo, da diplomacia mundial e dos novos meios de comunicação. Segundo Manuel Castels, uma nova etapa da comunicação política foi inaugurada. A revista Contemporanea quer investigar essas questões.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 31 de maio
Resultado da seleção: 20 de junho
Trabalho de revisão: 21 a 30 de junho
Publicação da Revista: 15 de agosto

xiiii… ó eu ó!?

Esta é uma semana daquelas…

o furacão de joplin nos jornais

O tornado mais mortal dos últimos 50 anos nos Estados Unidos impressiona pelos números, pelas imagens e pelo impacto que causa na mídia, mesmo aquela já habituada com “temporadas de furacões”. Já foram contabilizados 122 mortos, 750 pessoas estão feridas e em torno de 1,5 mil desaparecidas. O prejuízos estão na casa dos bilhões de dólares, e a cidade de Joplin será uma ferida aberta por muito tempo.

Segundo o Serviço Meteorológico Nacional dos EUA, 73 tornados assolaram nove estados no último final de semana. Nos jornais do Missouri, onde fica o município, as capas dos jornais dão uma dimensão ínfima do que deve ter sido a tormenta.

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o pimenta neves da ficção

Já que o assunto do dia é a prisão – pelo que parece definitiva – do jornalista Antonio Pimenta Neves, e já que isso acontece onze anos (parece mentira!) depois do crime que ele cometeu, por que não olhar para este caso pelas lentes da ficção?

O jornalista e escritor argentino Tomás Eloy Martinez fez isso em 2002 com o livro “O vôo da rainha”, onde mistura deliberadamente realidade e ficção, extraídos a duras penas do calor dos acontecimentos. Eloy Martinez conhecia o jornalista brasileiro, ficou perplexo ao saber do assassinato cometido, ainda mais por ter falado com ele poucos dias antes. No meio da escritura de um romance sobre a soberba, encomendado pela Editora Objetiva para a série Plenos Pecados, Eloy Martinez ainda perdeu sua esposa num atropelamento, do qual sobreviveu. Abalado, juntou os cacos e foi borrar as fronteiras entre realidade e ficção para tratar da “abelha rainha dos vícios e pecados”, essa tal de soberba.

O caso Pimenta Neves é um exemplo tão bem acabado desse pecado que até parece peça de literatura. Um dos homens mais influentes e importantes da imprensa nacional mata a namorada a tiros pelas costas, e, graças aos muitos subterfúgios jurídicos, zomba de todos com sua impunidade.

As páginas de Eloy Martinez chacoalham nossas certezas sobre fatos e ficções, exatamente como ele queria. O autor, que morreu em janeiro do ano passado, talvez gostasse de assistir aos capítulos finais dessa história. Ao menos a que chamamos de verdadeira.

o governador e a greve dos professores em sc

É mais simples que somar 2 mais 2.
Existe uma lei federal que obriga os estados a pagar um piso nacional para professores. A lei existe desde 2008, mas Santa Catarina e outros estados contestaram a lei, afinal é melhor construir penitenciárias que pagar melhor quem ajuda a formar as gerações futuras.
Pois o Supremo Tribunal Federal veio com nova decisão, obrigando o governo catarinense a pagar o piso. O governador foi viajar para o exterior e deixou o problema no colo do vice. A proposta do governo é então pagar o piso nacional, mas pra todo mundo que recebe a menos, não importando se o fulano ganha 500 ou 900 reais. Tá?

O sindicato dos professores não aceitou, pois não assinou recibo de bobo. Os professores cruzaram o braço porque querem que o Estado cumpra a lei. Só.

Então, se você – como eu – tem memória curta, que tal rever o que o candidato a governador Raimundo Colombo disse em seu programa de TV em setembro do ano passado, em plena campanha eleitoral? Ouça com atenção aos 3’30…

Então, a coisa é assim: professor tem um piso salarial (R$ 1187), mas não recebe porque o governo não paga. Governador e outras autoridades não tem piso salarial, tem teto e está na casa dos R$ 24 mil.
Tá bom assim?

PS – Diante da gritaria do professorado, chama a atenção também o silêncio da ex-deputada estadual e ex-senadora Ideli Salvatti, que disputou o governo do estado e sempre teve como base eleitoral os trabalhadores da educação.

ATUALIZANDO: A ministra Ideli Salvatti apareceu na TV – no Jornal do Almoço da RBS – hoje (27/05) e manifestou seu apoio aos professores. De forma um tanto protocolar e dez dias depois de iniciada a greve, mas que deu apoio, deu…

ainda sobre a polêmica do livro

Lembra da discussão da semana passada sobre o livro do MEC?
Quer saber o que a Associação Brasileira de Linguística (Abralin) disse sobre isso?
Veja o comunicado oficial:

O Brasil tem acompanhado a polêmica a respeito do livro Por uma vida melhor, distribuído pelo PNLD do MEC. Diante de posicionamentos virulentos e alguns até histéricos, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINGUÍSTICA, ABRALIN, vem a público manifestar-se a respeito. O fato que chamou a atenção foi que os críticos não tiveram sequer o cuidado de analisar o livro mais atentamente. Pautaram-se sempre nas cinco ou seis linhas citadas. O livro acata orientações dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) já em andamento há mais de uma década. Outros livros didáticos também englobam a discussão da variação linguística para ressaltar o papel e a importância da norma culta no mundo letrado.

Portanto, nunca houve a defesa de que a norma culta não deva ser ensinada. Ao contrário, entende-se que esse é o papel da escola, garantir o domínio da norma para o acesso efetivo aos bens culturais e para o pleno exercício da cidadania. Esta é a única razão que justifica a existência da disciplina de Língua Portuguesa para falantes nativos de português.

A linguística surgiu como ciência há mais de um século. Como qualquer outra ciência, não trabalha com a dicotomia certo/errado. Esse é o posicionamento científico, que permitiu aos linguistas elaborar outras constatações que constituem hoje material essencial para a descrição e explicação de qualquer língua humana.

Uma constatação é o fato de que as línguas mudam no tempo, independentemente do nível de letramento de seus falantes, do avanço econômico e tecnológico ou do poder mais ou menos repressivo das Instituições. Formas linguísticas podem surgir, desaparecer, perder ou ganhar prestígio. Isso sempre foi assim. Muitos dos usos hoje tão cultuados pelos puristas originaram-se do modo de falar de uma forma alegadamente inferior do latim.

Outra constatação é o fato de que as línguas variam num mesmo tempo: qualquer língua apresenta variedades deflagradas por fatores, como diferenças geográficas, sociais, etárias, dentre outras. Por manter um posicionamento científico, a linguística não faz juízos de valor acerca dessas variedades, simplesmente as descreve. No entanto, os lingüistas constatam que essas variedades podem ter maior ou menor prestígio, que está sempre relacionado ao prestígio que têm seus falantes no meio social. Por esse motivo, o desconhecimento da norma de prestígio pode limitar a ascensão social e isso fundamenta o posicionamento da linguística sobre o ensino da língua.

Não há caos linguístico, nenhuma língua já foi ou pode ser corrompida ou assassinada, ou fica ameaçada quando faz empréstimos. Independentemente da variedade que usa, o falante fala segundo regras gramaticais estritas. Os falantes do português brasileiro fazem o plural de “o livro” de duas maneiras: uma formal: os livros; outra informal: os livro. Mas certamente não se ouve “o livros”. Assim também, não se pronuncia mais o “r” final de verbos no infinitivo, mas não se deixa de pronunciar (não de forma generalizada, pelo menos) o “r” final de substantivos. Qualquer falante, culto ou não, pode dizer (e diz) “comprá” para “comprar”, mas apenas algumas variedades diriam “dô” para “dor”. Estas últimas são estigmatizadas socialmente, porque remetem a falantes de baixa extração social. Falamos obedecendo a regras. E a escola precisa ensinar que, apesar de falarmos “comprá” precisamos escrever “comprar”. Assim, o trabalho da linguística tem repercussão no ensino.

Por outro lado, entendemos que o ensino de língua materna não tem sido bem sucedido, mas isso não se deve às questões apontadas. Esse tópico demandaria discussão mais profunda, que não cabe aqui.

Por fim, é importante esclarecer que o uso de formas linguísticas de menor prestígio não é indício de ignorância ou de outro atributo que queiramos impingir aos que falam desse ou daquele modo. A ignorância não está ligada às formas de falar ou ao nível de letramento. Aliás, pudemos comprovar isso por meio desse debate que se instaurou em relação ao ensino de língua e à variedade linguística.

os jornalistas e o brasileirão

Assino hoje o comentário da semana do objETHOS. Nele, saúdo a chegada do Campeonato Brasileiro de Futebol e lanço algumas questões sobre a cobertura jornalística que se faz da competição.

Ficou curioso? Vá lá e leia na íntegra.

jornalismo e redes sociais, o debate

Não deu tempo de avisar antes, mas não tem problema. Com a internet, pode-se recuperar muita coisa, até mesmo o debate “Redes sociais transformam o jornalismo?”, de que participei na quinta passada, 19, na Rádio Ponto da UFSC.

O debate aconteceu no programa “Jornalismo em Debate”, produzido por alunos de graduação e pós-graduação e parte da Cátedra Fenaj. Estiveram na bancada comigo o jornalista César Valente, do blog De Olho na Capital; o jornalista Alexandre Gonçalves, do Coluna Extra; e a Alexandra Zanela, editora do Diário.Com. Por telefone, participou o jornalista Douglas Dantas, do Sindicato de Jornalistas do Espírito Santo. A supervisão dos trabalhos foi de Valci Zuculotto e a mediação foi de Áureo Moraes, ambos professores da UFSC.

A conversa foi de alto nível e atiramos para vários lados: mudanças no perfil dos jornalistas, a participação do público, possíveis furos de reportagem pelas mídias sociais, fim do jornalismo, credibilidade dos meios, enfim, muita coisa interessante.
Ficou curioso? Então, ouça!

Bloco 1
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.34.mp3

Bloco 2
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.35.mp3

Bloco 3
http://www.video.cce.ufsc.br/radio/2011/2011.1.36.mp3

assange na trip

A revista Trip traz na edição de maio em uma de suas capas o rosto do WikiLeaks, Julian Assange.
Deixando de lado o ar enigmático de sempre, os sobretudos e cachecois, o australiano aparece sorrindo e com camisa da seleção brasileira.
A conferir…

marcelo tas em webconferência na ufsc

(reproduzindo…)

O jornalista e âncora do programa CQC Marcelo Tas participa de uma webconferência na quinta-feira, 19 de maio, às 20h30, inaugurando a programação da 10ª Semana do Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele fará uma palestra online, através da conta no twitter, sobre sua participação na sétima edição do evento, em 2008, e sua experiência profissional.

O público poderá fazer perguntas através do próprio twitter ou pelo e-mail semanadojor@gmail.com. Esta é a primeira de quatro webconferências que serão realizadas mensalmente, entre maio e agosto, com profissionais que já participaram da Semana do Jornalismo.

A 10ª Semana do Jornalismo acontece de 12 a 16 de setembro no Auditório Henrique Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC. Os convidados deste ano discursarão em mesas redondas, palestras, sabatinas e debates. Outros profissionais de destaque do estado ministrarão oficinas temáticas.

O evento, sem fins lucrativos, é totalmente promovido pelos alunos do curso. O principal objetivo é aprimorar o ensino através de discussões em mesas redondas e palestras com profissionais renomados. Os temas escolhidos procuram aprofundar questões em evidência na cobertura jornalística atual, analisar o mercado de trabalho e buscar por novas tendências de interesse.

jornalistas e suas línguas: 5 erros comuns

1. Jornalistas consideram a língua sua “ferramenta” de trabalho. Isto é, tem uma visão instrumentalizada da língua.

2. Jornalistas confundem língua e linguagem.

3. Jornalistas acreditam na transparência da língua, como se as palavras refletissem diretamente as coisas.

4. Jornalistas não refletem sobre sua relação com a língua, ou não aprofudam uma concepção de linguagem.

5. Porque a língua e a linguagem atravessam grande parte de seu trabalho cotidiano, jornalistas acham que sabem mais delas que outras pessoas, inclusive mais que os linguistas. Isto é, são superiores aos demais, mesmo que os demais também sejam falantes nativos da língua.

Não estaria na hora de repensarmos essa nossa relação, jornalistas?

polêmica do livro do mec é tempestade em copo d’água

Tenho acompanhado de perto o debate em torno do livro adotado pelo MEC e que estaria “ensinando errado” a língua portuguesa, ao reproduzir erros de concordância. E o que se vê nos meios de comunicação é bastante discutível não apenas do ponto de vista linguístico, mas também jornalístico.

De maneira ampla, os meios de comunicação têm engrossado as críticas ao Ministério e ao livro, formando uma verdadeira tropa de choque a favor da língua pátria. Jornalistas gesticulam, esbravejam, tecem discursos moralizantes em torno do idioma, como se viu, por exemplo, na edição de hoje cedo no Bom Dia Brasil, da Rede Globo. O jornalista Alexandre Garcia disparou contra o livro e o MEC, criticando uma certa cultura que fraqueja diante dos insucessos escolares, que flexibiliza demais o ensino e permite o caos que hoje colhemos na educação. Ele lembrou os exemplos da Coreia do Sul e da China, que há décadas investem pesado em seus sistemas educacionais e hoje prosperam, assumem a dianteira de alguns setores. Só se esqueceu de dizer que esses países investem nas ciências exatas e duras e não nas humanísticas, no ensino de língua materna, etc…

Não satisfeito, o Bom Dia convocou o professor Sérgio Nogueira, guardião da língua nacional e jurado do quadro Soletrando, do Caldeirão do Huck, este bastião da cultura brasileira. Nogueira também bateu forte, e quase pediu a cabeça do ministro Fernando Haddad, citando casos recentes (e graves) que chacoalharam o MEC. Só não “demitiu” Haddad por falta de tempo em sua intervenção…

Mas o caso do Bom Dia Brasil não é único. Alguém aí viu ou ouviu a autora do livro em alguma entrevista? Ela pôde dar sua versão? Alguém aí viu ou ouviu linguistas como Marcos Bagno e Ataliba T. Castilho, que pesquisam e trabalham há décadas em torno da discussão de uma gramática para o português falado e da singularidade idiomática do português brasileiro? Alguém aí viu alguma matéria sobre preconceito linguístico? Pois é, pois é…

Marcos Bagno tem um livro simples sobre o tema do preconceito linguístico, derivado de sua tese de doutorado e de anos de pesquisa. O professor Ataliba escreveu três volumes de uma gramática voltado ao português falado. Isso não é suficiente para se perceber que existem abismos entre o que se escreve e o que se fala? Que a língua falada é mais dinâmica, mais porosa que o padrão culto da língua, a ser aplicado na sua dimensão escrita? Alguém aí já ouviu falar de um genebrino chamado Ferdinand de Saussure, por acaso pai da Linguística, cujo livro póstumo de 1916 já tratava de separar língua (langue) e fala (parole)?

O fato é que sobra opinião apressada e ignorância na cobertura da imprensa sobre o caso. Sobra também prescritivismo, conservadorismo e elitismo no ensino de línguas. E justo nos meios de comunicação, ao mesmo tempo ator e ambiente fundamentais para difundir, disseminar e consolidar gestos de linguagem, fatos da língua…

sbpjor recebe artigos em junho

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) divulgou hoje a sua chamada de trabalhos para o seu encontro anual, que acontece em novembro no Rio de Janeiro. Veja:

Tema: “Jornalismo e Mídias Digitais”
Rio de Janeiro, Brasil – 3 a 5 de novembro de 2011

1. Modalidades de apresentação:
Os trabalhos poderão ser encaminhados na forma de Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas.

2. Comunicações Livres:
O autor deve encaminhar o texto completo, que deve conter de 20 mil a 35 mil caracteres (com espaço), já inclusas as referências bibliográficas e notas de rodapé. São obrigatórios os seguintes itens: título, resumo de até 10 linhas, 5 palavras-chave, resumo do currículo do autor em até 3 linhas (incluindo sua vinculação institucional). O texto deve ser redigido em fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhamento 1,5. Citações recuadas devem ser redigidas em corpo 10, espaço simples.

O autor deve redigir seu texto utilizando o modelo elaborado para o encontro. O modelo está disponível para download na página da SBPJor.

O tamanho total do arquivo não deve exceder 2 Mb (dois megabytes).

3. Comunicações Coordenadas:
As Comunicações Coordenadas poderão ser propostas por associados plenos (doutores) da SBPJor. Cada Coordenada deve ter de quatro a seis trabalhos, com pelo menos três autores doutores de diferentes instituições. O proponente deverá ser um dos autores. São obrigatórios os seguintes itens: título da Comunicação Coordenada, ementa que sintetize e justifique a proposta da Comunicação Coordenada (10 a 15 linhas), 5 palavras-chave. Todos os textos que compõem a Comunicação Coordenada deverão ser encaminhados completos, seguindo as mesmas regras estabelecidas para as Comunicações Livres no item 2 (incluindo resumo, palavras-chave e currículo resumido do autor).

4. Prazo e forma de encaminhamento:
Os trabalhos serão recebidos de 01 de junho a 22 de julho de 2011, através da página http://www.sbpjor.org.br/artigos2011/. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos, apenas para apresentá-los, se aprovados, no encontro.

5. Seleção:
As Comunicações Livres que estiverem adequadas às regras estabelecidas no item 2 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois pareceristas indicados pela Diretoria Científica entre os associados plenos (doutores) da SBPJor. Serão consideradas aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro parecerista ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. Trabalhos que estiverem fora do tamanho e/ou não cumprirem os itens obrigatórios não serão submetidos à avaliação.

As Comunicações Coordenadas que estiverem adequadas às regras estabelecidas nos itens 2 e 3 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois membros do Conselho Científico da SBPJor ou da Diretoria Executiva da entidade. Serão aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro membro do Conselho Científico ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. A proposta de Coordenada poderá ser aprovada no todo ou em parte, havendo possibilidade de recusa individual. Se os trabalhos não forem aprovados como Coordenada, mas o forem individualmente, serão automaticamente distribuídos entre as Comunicações Livres.

Todos os trabalhos serão enviados aos avaliadores sem identificação de autoria, gerando “pareceres cegos”.

6. Critérios de avaliação:
O trabalho será avaliado sob os seguintes critérios gerais: pertinência ao campo da pesquisa em jornalismo, relevância científica, explicitação do problema ou objetivo, adequação e atualização da bibliografia, qualidade da reflexão teórica, explicitação e consistência da metodologia (quando pertinente), domínio da linguagem científica, adequação do título e das palavras-chave ao objeto de estudo.

7. Observações:
7.1. Os trabalhos necessariamente devem ser inéditos. Por inéditos, compreendem-se textos que não foram publicados ou divulgados em qualquer tipo de suporte, nem apresentados em outros congressos científicos. O autor que descumprir esta regra, e por ventura tiver seu trabalho selecionado e incluído nos anais do 9º. Encontro, ficará automaticamente impedido de apresentar trabalho no 10º.Encontro da SBPJor.

7.2. Cada autor só pode submeter um trabalho, em autoria única ou co-autoria. Não é permitido ao mesmo autor participar simultaneamente de uma Comunicação Coordenada e de uma Comunicação Livre, mesmo em co-autoria.

7.3. Trabalhos de graduandos só serão aceitos em regime de co-autoria com pesquisadores que tenham, no mínimo, título de mestre.

8. Resultados:
Os resultados da seleção serão comunicados aos autores das Comunicações Livres e aos proponentes das Comunicações Coordenadas até 5 de setembro de 2011. Os trabalhos serão aprovados ou recusados, não havendo aceite condicionado a reformulações.

9. Inclusão nos anais:
Só será incluído nos anais o trabalho do autor que efetivar sua inscrição no congresso até o dia 10 de outubro de 2011.

um domingo com terence

Terence Blanchard é um dos trompetistas mais aclamados do jazz atual. Já gravou discos reconhecidamente importantes, fez parcerias com artistas renomados, assinou trabalhos em homenagem a velhos ícones da música; já ganhou prêmios como o Grammy, lançou trabalhos em que relê clássicos do cinema, entre outras tantas aventuras.

É de uma dinastia que o liga a Louis Armstrong, Dizzy Gillespie, Miles Davis, Nicholas Payton e Wynton Marsallis…

Por isso e muito mais, um domingo frio, fechado e carrancudo como o de hoje em Florianópolis é melhor na companhia dele.

Divirta-se!

inscrições encerradas no seminário brasil-argentina

Mal passaram 48 horas da abertura das inscrições e as 150 vagas para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) já foram todas ocupadas. Os organizadores abriram uma lista de espera – para 20 nomes -, que deve ser fechada rapidamente. Todos os inscritos estão recebendo mensagens de confirmação do Bapijor, e os candidatos em lista de espera devem ter respostas até a próxima quinta-feira, 19.

O 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) acontece em 9 e 10 de junho no Auditório Henrique da Silva Fontes, no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC (Florianópolis). A programação prevê mesas com renomados jornalistas e pesquisadores brasileiros e argentinos, e haverá cobertura ao vivo pelo Twitter. Para acompanhar as atividades, basta seguir a conta do Observatório da Ética Jornalística (@objETHOS) e a hashtag #bapijor

O Seminário Brasil-Argentina é uma realização do objETHOS, promoção do Posjor/UFSC, com patrocínio da Fapesc e apoio da Abraji, PRAE/UFSC, Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Fapeu.

facebook para educadores

Você é professor e quer se aproximar (mais) do universo dos seus alunos?
Vê que eles frequentam, vivem e convivem nas redes sociais e que estar por lá também pode ajudá-lo pedagogicamente?

Então, dê uma olhada neste documento que orienta professores no uso do Facebook…

seminário latino de pesquisa da comunicação

A Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (ALAIC) convida professores, pesquisadores e estudantes a participar do VI Seminário Internacional Latino-Americano de Pesquisa da Comunicação.

O evento acontece em 29 e 30 de julho de 2011 no Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, São Paulo-SP, Brasil) e conta com a presença de prestigiosos pesquisadores da Comunicação do Brasil e da América Latina e em consonância com o I Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana (www.confibercom.org) se constituem em importante momento de reflexão sobre a pesquisa, ensino e práticas comunicacionais da América Latina em 2011.

As inscrições para o VI Seminário são gratuitas e podem ser feitas até 15 de julho pelos emails contactoalaic@gmail.com e seminarioALAIC@gmail.com

Mais informações:
http://www.alaic.net/portal/VI-SEMINARIO-INTERNACIONAL-ALAIC-2011.pdf

brasileiros e argentinos vão discutir pesquisa e jornalismo investigativo

Estão abertas a partir de hoje, 11 de maio, as inscrições para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor). O evento será nos dias 9 e 10 de junho em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As inscrições, gratuitas e limitadas a 150 vagas, podem ser feitas através do site www.bapijor.ufsc.br, onde também estão disponíveis mais informações e a programação completa.

Pioneiro e inovador, o seminário tem como objetivo expor, debater e dialogar sobre a realidade da profissão e da academia nos dois países. Para isso, contará com a participação de renomados pesquisadores e jornalistas brasileiros e argentinos.

O seminário tem realização do Observatório da Ética Jornalística – objETHOS – e promoção do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, com patrocínio da FAPESC – Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina . Tem o apoio, ainda, da ABRAJI – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo,  ACI – Associação Catarinense de Imprensa, FAPEU – Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária e PRAE – Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFSC.

mais uma do maurício

Meu amigo Maurício de Oliveira tem “macaquinhos no sótão”, como diz o Ziraldo. Não para!
Por isso, na próxima sexta – 13 de maio -, quando a Ponte Hercílio Luz completa 85 anos, ele vai lançar nova edição de seu livro “Ponte Hercílio Luz: Tragédia Anunciada”. O evento acontece às 19 horas no estande da Editora Insular, na 4ª Feira Catarinense do Livro, no Largo da Alfândega, centro de Florianópolis.

Ele convidou os amigos, e eu reforço e espalho para os meus…

jornalismo e inovação: evento na califórnia

Clique abaixo e acesse para mais informações:

diário catarinense, 25 anos

O jornal de maior circulação em Santa Catarina completou hoje 25 anos.
Numa época em que diversos abutres sobrevoam os jornais impressos, o jubileu do Diário Catarinense é uma notícia que exibe parte do vigor dessa indústria.
A exemplo de outros casos, o DC produziu um vídeo para celebrar a data, mostrando um pouco do seu processo produtivo. Marketing à parte, vale “visitar” a rotina de um jornal diário nesses tempos de notícia full time.

10 perguntas sobre a morte de bin laden

Quanto mais o tempo passa, mais confuso eu fico…

1. Os Estados Unidos afirmam ter matado Osama Bin Laden, mas não mostram seu corpo e nenhuma foto dele. Eles querem que acreditemos apenas na palavra do presidente Barack Obama?

2. Não é uma convenção internacional levar prisioneiros a um julgamento, permitir sua ampla defesa e depois, se condenado, puni-lo?

3. Se Bin Laden não estava armado quando foi cercado pelos soldados, como disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney, não teria sido então uma execução sumária a tal operação cirúrgica?

4. O corpo de Bin Laden foi jogado ao mar apenas para evitar peregrinações de fanáticos?

5. Os fanáticos partidários de Bin Laden precisam mesmo de um sepulcro oficial para venerar seu líder martirizado?

6. Como é que Bin Laden estava a poucos quilômetros da capital paquistanesa, num bairro altamente militarizado, e não havia sido descoberto antes?

7. O que George W. Bush terá pensado quando soube da morte de Osama Bin Laden?

8. Não é demasiado gastar US$ 1 bilhão, quase dez anos de guerra, e milhares de vidas de soldados para pegar apenas um homem?

9. Os Estados Unidos mataram seu maior inimigo, mas sua população está alarmada, com medo de ataques a qualquer momento. Que vitória é essa que não te livra da paranoia e do pânico?

10. E temendo pelo pior: em quanto tempo virá o revide?

ma che justiça é essa?

Em Florianópolis, a Tim teve 233 queixas não respondidas no Procon este ano. A operadora também tinha recebido oito multas e não pagou nenhuma. Aí, o Procon foi lá e determinou que a operadora não poderia ter a adesão de nenhum novo cliente por 48 horas. Mesmo assim, a Tim desobedeceu: vendeu um chip para um fiscal do Procon, que não se identificou. Aí, o Procon foi e multou a Tim em R$ 1 milhão. A mídia e a população adoraram a medida. A Tim entrou com pedido de liminar e um juiz deu o que operadora pediu. Segundo o juiz, o Procon foi exagerado.

Então, tá!

liberdade de imprensa: 5 links

A liberdade de imprensa é um conceito caro e raro. Polêmico e ansiosamente buscado.
Como hoje se celebra mundialmente o dia dela, sugiro cinco links:

viu a capa da time?

A revista mais influente do mundo oferece aos seus leitores mais um pôster de caráter duvidoso.
Os norte-americanos devem ter adorado… já os do lado de lá…

finais dos estaduais de futebol e piadinhas

Os campeonatos estaduais de futebol estão chegando ao fim. Com isso, alguns clubes vão às decisões, outros ficam pelo caminho. Terreno mais do que fértil para piadinhas sobre os times rivais.

No Paulistão, meu tricolor foi tirado da final pelo Santos. Ultimamente, o São Paulo não vem jogando no seu próprio estádio, o Morumbi, que tem abrigado grandes shows internacionais. Os torcedores do contra já arriscam dizer que “U2, Blacked Yey Peaks, todo o mundo dá show no Morumbi, menos o São Paulo”.

No Catarinense, duas provocações sobre os times da capital, ambos de fora da decisão. No correio, hoje, a atendente bem humorada me deu as opções de entrega de encomendas: “Tem opção Figueirense e Avaí: na primeira, entrega em casa; na outra, demora um pouco, mas entrega também”…