Segundo Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo: Estatutos, carreiras e normas
Local: Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
Data: 7 a 10 de maio de 2013
Submissão de propostas até: 15 de novembro de 2012
Realização: Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Departamento de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)
Parceria: Departamento de Comunicação Social da UFRN, Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) e Réseau d’Études sur le Journalisme (Rede de Estudos sobre o Jornalismo/REJ)
cláusula de consciência e um precedente jurídico
A notícia interessa a todos os jornalistas, pois pode criar uma jurisprudência brasileira para casos de violação à cláusula de consciência…
(reproduzido do site do Tribunal Superior do Trabalho. A dica é do professor Marcel Cheida)
Uma jornalista da Fundação Cultural Piratini Rádio e Televisão no Estado do Rio Grande do Sul (RS) será indenizada em R$ 10 mil por danos morais após a comprovação de ato de cerceamento da liberdade profissional por parte da Fundação. A decisão, por unanimidade, foi tomada pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que ao negar provimento ao recurso da Fundação manteve a condenação imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS). A Fundação opera uma emissora pública de televisão, a TV Educativa (TVE) do Rio Grande do Sul.
A jornalista em sua inicial narra que foi escalada para fazer uma matéria para a TVE sobre a troca da direção da Secretaria de Transparência do Estado do Rio Grande do Sul. Na matéria seriam entrevistados o recém-nomeado para o cargo e a secretária demissionária. A jornalista destacou que a ex-secretária, ao pedir demissão, havia criticado publicamente o Governo do Estado por este não haver estruturado a Secretaria. As críticas segundo a jornalista foram amplamente divulgadas pela imprensa gaúcha à época.
Após pronta a reportagem sobre a troca de secretários, a jornalista foi informada que sua matéria não seria veiculada e que estaria afastada, a partir daquela data, do jornalismo político, sendo proibida a sua presença no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.
O fato segundo a jornalista repercutiu em toda imprensa gaúcha. O presidente da TVE a época ao ser perguntado sobre os fatos que levaram a jornalista a ser afastada do jornalismo político, acusou-a de “não possuir “padrão técnico” para trabalhar na reportagem política”. A jornalista se refere ao fato como “inacreditável”, já que possuía mais de 15 anos de experiência na área, era concursada e especializada em televisão pela Universidad de Alicante, na Espanha e formada em Documentários para televisão pela Universty of London e Westminster University, ambas no Reino Unido.
Diante dos fatos a jornalista afirmou estar sendo alvo de intimidações e constrangimentos, externados através de humilhações e da proibição de livre exercício da sua profissão. Pedia indenização no valor de R$ 45 mil por danos morais.
A 17ª Vara do Trabalho de Porto Alegre negou o pedido da jornalista. Na sentença o juízo observa que os fatos narrados pela jornalista de fato ocorreram, porém não ficou comprovado que estes tenham atingido de forma negativa sua intimidade, honra ou imagem. O Regional entretanto reformou a sentença e condenou a Fundação por danos morais em R$ 10 mil acrescidos de juros. Para o Regional a prova testemunhal provou o dano causado à dignidade profissional da jornalista, caracterizado através da entrevista do então presidente da TVE.
A Fundação diante da condenação recorreu por meio de recurso de revista ao TST. O seguimento do recurso foi negado pela vice-presidente do TRT da 4ª Região que não constatou a ocorrência de violação a dispositivo de lei ou da Constituição Federal que autorizassem o exame pelo TST. Com isto a Fundação ingressou com o agravo de instrumento agora julgado pela Turma.
Na Oitava Turma a relatora ministra Dora Maria da Costa negou o pedido da Fundação sob o fundamento de que o Regional havia fixado corretamente o valor da condenação, observando a culpa e o porte econômico da jornalista e da Fundação, bem como a proporcionalidade em relação a extensão do prejuízo. A ministra salientou ainda que os acórdão trazidos no recurso para o confronto de teses são inservíveis, por não tratarem dos mesmos fatos que são discutidos no recurso.
(Dirceu Arcoverde/RA)
Processo: AIRR-8600-11.2009.5.04.0017
O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).
30 códigos de ética juntos!
Não comentei aqui antes, mas faço agora. O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) retomou suas atividades deste semestre na semana passada e lançou seu primeiro e-book, contendo trinta códigos de ética jornalística devidamente traduzidos para o português. A Coleção objETHOS de Códigos Deontológicos é gratuito, tem 151 páginas, e arquivo de 1,4 Mega em documento PDF.
poder, midiatização e transformações
Acaba de ser lançado um livro que merece a atenção daqueles que se interessam por política e pelas muitas mudanças pelas quais ela vem passando por conta de novas mídias e das reconfigurações no espaço público. “Transformações da midiatização presidencial: corpos, relatos, negociações, resistências” é organizado por Antonio Fausto Neto, Jean Mouchon e Eliseo Verón e traz textos de evento promovido pelo Centro Internacional de Semiótica e Comunicação (Ciseco) em Alagoas em 2009.
Em cena, autores como Marc Abélès, Oscar Traversa, Mario Carlón e Beatriz Quiñones Cely, entre outros, além de uma interessantíssima entrevista de Umberto Eco a Eliseo Verón.
Também em cena Dilma Rousseff, Cristina Kirschner, Michelle Bachelet, Sarkozy, Zapatero, Evo Morales, Berlusconi, Barack Obama…
mais um encontro de jornais laboratórios em sc
adelmo, 25 anos depois
ponto positivo para a positivo
Se você acompanha este blog com alguma frequência, viu de perto uma pequena saga para que eu consertasse meu Alfa, o e-reader da Positivo. Pois não é que dois meses após meu aparelho parar de funcionar e eu pedir auxílio para os fabricantes, recebi um novo em minha casa?
O Serviço de Atendimento ao Consumidor da Positivo foi bastante prestativo, mas estava muito moroso na resolução do meu problema. Eu pedia que me indicassem serviços autorizados, mas o que se viu foi a total impossibilidade de me darem esse suporte. Troquei diversos emails com a Positivo e quando já não mais restava esperança, desabafei no Twitter.
Foi o lance certo para que a empresa entrasse novamente em contato comigo e tentasse rapidamente resolver meu problema. Mandei meu aparelho danificado para a fábrica e, constatada sua “morte” com apenas um ano de vida, me encaminharam outro novinho em folha e funcionando!
Um ponto positivo para os fabricantes, que demonstraram um respeito que deveria ser comum nas relações com os consumidores.
hoje começa o pentálogo
João Pessoa sedia a partir de amanhã, 17, e até a próxima sexta, 21, a terceira edição do Pentálogo, um evento promovido pelo Centro Internacional de Semiótica e Comunicação (Ciseco). O encontro tem como tema “Internet: viagens no espaço e no tempo”, e sua programação é muitíssimo tentadora para quem se interessa por aspectos culturais, econômicos, políticos e sociais da web.
Estarei lá, a convite de Antonio Fausto Neto, e devo apresentar parte do que venho pesquisando sobre os pontos de contato entre as éticas dos jornalistas e dos hackers. Mas o Pentálogo vai muito além disso. Veja a programação:
17/09 – As redes na história da midiatização
9h: Una nueva etapa de convergencia entre dispositivos, naturaleza y cultura
Mario Carlon – Universidade de Buenos Aires (Argentina)
11h: Redes, Marginálias e Zeitgeist: os comentários de leitores na constituição da memória do tempo presente
Marcos Palácios – Universidade Federal da Bahia (Brasil)
14h30: Los 10.000 dias que estremecieron el mundo. Redes, interfaces e hipermediaciones
Carlos Scolari – Universidade Pompeu Fabra (Espanha)
16h30: Dimensiones de la semiosis, redes y modalidades de acceso: Internet en perspectiva histórica
Eliseo Verón – Universidade de San Andrés (Argentina)
18/09 – Internet, sociedade civil e atores individuais
8h30: Narcomundo y nuevos medios: de la impresión a la expresión
Beatriz Quiñones – Universidade Nacional de Colombia (Colômbia)
10h30: De hackers a curadores – competencias estéticas en la era de la sobre/información
Cecília Sluga e Lucas Worcel – Consultores em Comunicação (Argentina)
14h: Web y alimentación: acerca de la publicidad destinada a los niños
Oscar Traversa – Instituto Universitário Nacional da Arte (Argentina)
15h45: Cultura e Média Digitais. Elegias e Ditirambos
Antonio Fidalgo – Universidade Beira do Interior (Portugal)
17h15: El periodismo en internet: acerca del lenguaje en la pantalla
Silvia Ramirez Gelbes – Universidad de Buenos Aires (Argentina)
19/09 – MANHÃ e TARDE – DIA DO COLÓQUIO SEMIÓTICA DAS MÍDIAS
19h: CONFERÊNCIA MAGISTRAL
Internet, globalisation, politique: une perspective anthropologique
Marc Abèlés – Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (França)
20/09 – Internet e política
8h30: A multidão e a economia política da Máquina de Turing: biolutas, mais valia de rede e o governo do comum
Henrique Antoun – Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)
10h30: A participação dos cidadãos nos sítios Web dos partidos políticos: o caso português
Paulo Serra – Universidade Beira do Interior (Portugal)
14h: Mediatización y protesta social
Sandra Valdettaro – Universidade Nacional de Rosário (Argentina)
16h: Jornalistas, hackers e novas políticas de valores
Rogério Christofoletti – Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil)
21/09 – Internet e economia
8h30: O socius eletrônico
Muniz Sodré – Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)
10h30: Complejidad polifónica y politemporal de rumores con efecto económico en foros financieros de Internet
Manuel Libenson – Universidade de Buenos Aires (Argentina)
14h: Internet y procesos discursivos en las finanzas individuales
Sergio Ramos – Universidade de Buenos Aires (Argentina)
16h: Impacto da digitalização na televisão e no cinema
Guido Lemos de Souza Filho – Universidade Federal da Paraíba (Brasil)
17h30: SÍNTESE FINAL (O horário dessa sessão poderá ser antecipado)
Antônio Fausto Neto, Antônio Heberlê Oliveira, Eliseo Verón, Giovandro Ferreira, Paulo César Castro e Sandra Moura
onde fica a consciência do jornalismo?
(Já que falei da 11ª Semana do Jornalismo, reproduzo abaixo um texto que publiquei na Semana Revista, a pedido dos organizadores)
Idealismo e parcialidade ajudam a consolidar uma imagem equivocada do jornalismo. Embora ele seja uma atividade de massa, altamente exposta e cada vez mais presente na vida social, nem sempre se sabe como ele funciona, o que chega a ser uma contradição. Como são cercadas por veículos de informação, as pessoas acham que estão íntimas do jornalismo e se acomodam com os conceitos que dele têm. Por conveniência e letargia, jornalistas e veículos também não se mobilizam muito para desmanchar mitos insustentáveis como os da objetividade, imparcialidade e verdade única. Este círculo vicioso mantém visões românticas e glamourosas do jornalismo.
Como isso interfere na vida do cidadão comum, que não frequenta uma redação nem se preocupa com os valores-notícia? Essa visão idílica distorce também os julgamentos sobre os produtos e serviços jornalísticos, fazendo com que as pessoas passem a julgar as coberturas de uma forma que não tem correspondência com o cotidiano das ruas. Trocando em miúdos: as pessoas vêem o noticiário e se escandalizam com o enfoque das reportagens, julgando que alguém ali está querendo enganá-las. Claro que isso pode acontecer, mas nem sempre é manipulação descarada, distorção deliberada ou um grande plano conspiratório. Pode haver uma série de razões que expliquem a diferença entre a expectativa do público e a narrativa apresentada. Este descolamento entre o desejo da audiência e o produto jornalístico causa frustração num primeiro momento, depois indignação e uma quase incontornável repulsa na sequência.
Em coberturas de casos polêmicos, a zona de tensão se amplia porque tendências ideológicas afloram com mais força e os limites editoriais também se impõem mais. Veja-se o Caso Pinheirinho. Em janeiro deste ano, a Polícia Militar de São Paulo expulsou com violência 1,6 mil famílias de moradores da comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos. Os soldados cumpriam uma decisão judicial de reintegração de posse do terreno, que pertencia à massa falida do grupo Selecta, do investidor Naji Nahas. A área contava com 1,3 milhão de metros quadrados, e o litígio opunha a ordem da justiça e milhares de favelados que ocuparam um terreno de um especulador que devia milhões de reais em impostos à prefeitura. Como a maior parte dos veículos de comunicação cobriu o assunto? Basicamente apoiada na legitimidade da ação policial em “desocupar” a área, sem questionar se a ordem era justa ou razoável, ao determinar desalojar milhares de pessoas para pagar dívidas tributárias.
O cidadão comum pode se queixar do tratamento dado ao caso pela mídia, enxergando ali a preferência de um lado em detrimento de outro, e – pior! – questionando a ética dos repórteres. Isso é legítimo? Sim, se o cidadão esperar que o relato jornalístico reflita o que o repórter sente e acredita. Mas nem sempre é assim.
O jornalismo é uma atividade complexa e coletiva. O resultado final, aquele que chega ao público, é produto de diversas etapas de apuração, checagem, recorte, seleção, adequação de formato, tradução de linguagem, embalagem e difusão. Claro que isso envolve mais gente, e que a visão do repórter pode se perder no meio de tudo, seja porque não é a que melhor retrata o fato, ou porque se corrompe ao longo do processo. As omissões no Caso Pinheirinho – sobre os abusos de poder da Polícia Militar e as violações de direitos humanos na ação -, a prevalência de um ângulo e a escolha da ênfase em algum aspecto podem sim contrariar preceitos da ética jornalística, expressa em códigos escritos ou em regras tácitas da categoria. O repórter “se vendeu” à visão do veículo que trabalha e por isso fez um “mau serviço”? Pode ser, mas é difícil afirmar com segurança. Sabe por quê? Porque existem mais fatores que ajudam a determinar a situação.
Nem sempre é o proprietário do meio de comunicação quem determina o viés da matéria. Muitas vezes, são os chefetes de plantão que atuam em nome de um jornalismo que insiste em conservar as coisas como elas estão. Eles fazem o serviço sujo, antecipando-se à sanha de um superior que supostamente gostaria de controlar todas as peças no tabuleiro. Em outras ocasiões, há o despreparo de quem sai às ruas para a cobertura, tanto técnico quanto cultural e cognitivo. Isso mesmo! Há repórteres que não se mostram capazes de “ler” uma cena, de compreender uma disputa, de perceber absurdos nas circunstâncias. Existem ainda os episódios em que tanto se mexe na matéria que ela se deforma, distanciando-se muito do seu sentido original. Note-se quantos fatores podem definir o resultado final de uma pauta!
Nem sempre é a consciência do repórter que determina e conduz a narrativa da reportagem. Valores-notícia, critérios editoriais do veículo, escolhas momentâneas de editores e decisores, consensos de redação também estão em campo. Afinal, onde fica a consciência no jornalismo? Fica em muitos lugares, mas precisa se orientar por um horizonte único: o interesse e a necessidade do público. Sem essa referência, qualquer bússola se desorienta.
vem aí a semana do jornalismo
Agende-se! O maior evento sobre jornalismo organizado por futuros jornalistas já tem data, local e atrações!
A 11ª Semana do Jornalismo da UFSC acontece de 17 a 21 de setembro no Auditório Henrique Fontes, Centro de Comunicação e Expressão (CCE), UFSC.
Veja a programação:
Segunda-feira, 17 de setembro
9h – 12h: Minicurso
15h: Webconferência
17h30: Mesa de discussão “Proteste aqui: a cobertura de conflitos e movimentos sociais”. Convidados: Leonardo Sakamoto, Mauro Wedekin e Carlos Wagner.
20h: Palestra de abertura com André Trigueiro
Terça-feira, 18 de setembro
9h – 12h: Minicurso
15h: Exibição de documentários
17h30: Mesa de discussão “Pauta 2.0: Marketing digital no jornalismo”. Convidados: Dirceu Vieira, Mariana Moreira e Clarissa Antunes
20h: Palestra com Felipe Patury
Quarta-feira, 19 de setembro
9h – 12h: Minicurso
15h: Webconferência
17h30: Mesa de discussão “Jornalismo tecnológico: inovações e cobertura mais ampla em pauta”. Convidados: Pedro Burgos, Renato Cruz e Diego Kerber.
20h: Palestra com Frederico Vasconcelos.
Quinta-feira, 20 de setembro
9h – 12h: Minicurso
15h: Exibição de documentários
17h30: Mesa de discussão “Copa 2014: cobrindo o outro lado do esporte”. Convidados: Lúcio de Castro, Dimmi Amora e José Cruz.
20 h: Debate cultural com Thales de Menezes e Lucio Ribeiro.
Sexta-feira, 21 de setembro
15h: Webconferência
17h30: Mesa de discussão “Reportagem de um personagem só: a produção de perfis jornalísticos”. Convidados: Dorrit Harazim, Adriana Negreiros e Sérgio Vilas-Boas
20h: Palestra de encerramento com Lira Neto.
23h: “Boa Noite!”, festa de encerramento no Célula Showcase
sjsc faz congresso estadual em laguna
O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) realiza de 28 a 30 de setembro em Laguna o seu sexto congresso estadual. O tema é “Novas tecnologias e seus impactos no exercício profissional do jornalismo”.
Para saber mais, acesse o site do evento.
rearranjos musicais…
Scarlett Johansson não é Brigitte Bardot, nem precisa ser. Pete Yorn não é Serge Gainsbourg, nem quer ser. Mas as performances lembram muito a pegada dos franceses há cinquenta anos atrás… meigo, sensual, sensorial…
Compare…
liberdade digital no brasil
A ONG Artigo 19 produziu um relatório sobre a liberdade digital no Brasil. O relatório aborda questões como censura online, projetos em gestação no Poder Legislativo, acesso a serviços de banda larga, entre outras questões. O documento analisa o contexto nacional e o compara ao cenário internacional, imperdível para quem estuda, pesquisa, atua na web ou se interessa por ela.
São 50 páginas, em formato PDF, com 1,7 mega de arquivo e em português. Baixe aqui.
essa eu esperava desde pequenino…
Eu não tinha mais que onze anos quando descobri o traço de Milo Manara, que escancarou as portas de minhas percepções de pré-adolescente diante do universo dos quadrinhos. Sim, eu já folheava gibis desde os cinco, mas eram super-heróis, monstros, bichinhos… Manara me mostrou com quantas curvas se faz uma mulher, ao menos dentro dos requadros… Delicadeza, sensualidade, cores bem dosadas, volumes nos corpos. O desenho de Manara tem tudo isso, e um capítulo à parte é o tratamento que ele dá aos cabelos das suas musas. Tudo parece acontecer em câmera lenta, com música de fundo romântica e levemente picante…
(Eu iria cair de quatro mesmo com Paolo Eleuteri Serpieri e sua Druuna, mas isso é outra história)
O fato é que eu sempre desejei ver o encontro de Milo Manara e os quadrinhos de heróis, épicos e cheios de uma ação com alta voltagem. Isso já aconteceu, mas tem algo melhor vindo aí. Manara vai assinar a capa de um alardeado lançamento da Marvel no inverno norte-americano. Já pensou a Feiticeira Escarlate, toda esvoaçante sob a caneta de Milo Manara? Não pense, veja! Tá aí!
(dica do HQRock)
20 revistas pra não perder de vista
A lista é provisória, aleatória e incompleta… mas aí vão algumas sugestões de publicações científicas da área em inglês, francês, espanhol…
adComunica – http://www.adcomunicarevista.com
Central European Journal of Communication – http://www.cejc.ptks.pl
Communication – http://communication.revues.org
Comunicação & Sociedade – http://www.comunicacao.uminho.pt/cecs/publicacoes.asp?startAt=2&categoryID=674&newsID=2492
Comunicación y Hombre – http://www.comunicacionyhombre.com
E-Journalist – http://ejournalist.com.au
Essachess – http://www.essachess.com/index.php/jcs
Hermès – http://documents.irevues.inist.fr/handle/2042/8538
Infoamérica – http://www.infoamerica.org
Information Research – http://informationr.net/ir/
inMedia – http://inmedia.revues.org
Journal of Information Policy – http://jip.vmhost.psu.edu/ojs/index.php/jip
McLuhan Studies – http://www.mcluhanstudies.com
Necsus – http://www.necsus-ejms.org
Online Journal of Communication and Media Technologies – http://www.ojcmt.net
Pixel-Bit – http://acdc.sav.us.es/pixelbit/index.php?option=com_content&view=article&id=49&Itemid=2
Prisma.Com – http://revistas.ua.pt/index.php/prismacom/index
Revista Comunicando – http://www.revistacomunicando.sopcom.pt
Revista Mediterránea de Comunicación – http://www.rmedcom.org
Transformations – http://www.transformationsjournal.org/journal/index.shtml
uma enciclopédia do rádio
Vem aí uma Enciclopédia do Rádio Esportivo Brasileiro, livro que vai biografar os 230 mais destacados radialistas esportivos do país. O lançamento acontece em 5 de setembro, em Fortaleza, durante a realização do 35º Congresso da Intercom. A organização é de Nair Prata e Maria Cláudia Santos, com textos de 119 autores do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom. Editado pela Insular.
ponto negativo para o alfa positivo
Se você tem um Alfa, o leitor de livros eletrônicos da Positivo, e ele der problema, esqueça de tentar resolver com a própria empresa. Você vai se incomodar, como eu, e não terá a solução esperada.
Em junho de 2011, ganhei um Alfa de presente e passei a usar com bastante frequência no trabalho e nas horas de lazer. Na verdade, cheguei a alterar alguns hábitos de consumo de livros por conta da comodidade, da praticidade e do conforto do aparelho. Embora tivesse algumas limitações – sobretudo no contraste entre o texto e a tela -, o meu Alfa funcionava não só como meu livro de ocasião – aquele que a gente leva para todo lugar -, mas também como biblioteca – eu tinha mais de 150 títulos ali armazenados.
Tudo ia bem até que, no final de junho passado, de repente, meu aparelho não respondia aos toques na tela sensível e meus livros não estavam mais visíveis. Entrei em contato imediatamente com a Positivo Informática, solicitando assistências autorizadas. Eu queria que um técnico especializado fizesse um diagnóstico e um orçamento para o reparo. Todos os meus contatos foram por e-mail, e minhas mensagens eram respondidas logo nos dias seguintes aos meus chamados.
Em 24/06, a Central de Relacionamento Positivo me indicou uma assistência técnica no centro de Florianópolis. Fui atrás e deixei meu aparelho para uma análise. Dias depois, o diagnóstico foi econômico e impreciso: “não compensa fazer o conserto”. Em 13 de julho, solicitei novamente à Positivo o endereço de uma autorizada, eu queria uma segunda opinião, afinal não me conformava em ter um aparelho que só durasse um ano!. No dia 24, tive o novo endereço, e novamente fui atrás. Qual não foi minha surpresa quando lá fui informado que a assistência estava deixando a Positivo: “Estou surpreso que eles tenham nos indicado. Estamos nos descredenciando da empresa, não ficamos com mais nenhum produto da Positivo”, me disse o atendente.
No dia 25, acionei mais uma vez a empresa, pedindo instruções de como agir. No dia 26, a Central de Relacionamento Positivo me deu duas novas referências, mas numa outra cidade, ao lado da minha. Eu precisaria me deslocar algumas dezenas de quilômetros para fazer um diagnóstico de meu aparelho. Fui à primeira autorizada e lá me informaram que o atendimento era exclusivamente corporativo, isto é, só atendiam a empresas e não pessoas físicas. Na segunda assistência, a atendente me respondeu: “Ah, esse aparelho aqui a gente não pega não. Ele é recolhido pelo próprio fabricante para eventuais consertos…”.
No dia 8 de agosto, cansado, decepcionado e indignado, escrevi à Central de Relacionamento Positivo que estava desistindo de tentar consertar um aparelho que só funcionara por treze meses e cujo fabricante não me garante ao menos uma rede confiável de assistência técnica. Até agora não tive uma linha de resposta, nenhuma justificativa, nada.
Se eu tivesse importado um Kindle, teria tido tantos problemas? O senso comum nos faz crer que investir em produtos nacionais facilitaria o conserto, uma orientação ou algo do tipo. Que nada! Com o meu Alfa Positivo, não foi assim. Se alguém me pedisse uma recomendação do produto ou da empresa, claro que eu não recomendaria!
ATUALIZAÇÃO DE 17/09/2012: Felizmente, a situação foi bem resolvida pela empresa, conforme você pode conferir aqui: http://wp.me/p4HHl-26l
ficção televisiva em seminário
quem está a fim de pagar?
Em meus tempos de universitário, no final das festas, quase sempre havia um coro de canções de Raul Seixas. A maior parte delas era bem deprê, mas bastava uma para espantar a tristeza que anunciava a dosagem alcoólica geral e previa o final da farra: “Aluga-se!”. O refrão é contagiante: “Nós não vamo pagar nada. Nós não vamo pagar nada. Agora é free! Tá na hora, agora é free!…”
Passadas décadas daquilo tudo, nesta manhã preguiçosa de domingo, tropeço numa entrevista na versão online da Folha de S.Paulo que me fez cantarolar novamente a canção. Na matéria, Raul Juste Lores dá voz a um “guru da indústria jornalística”, o norte-americano Ken Doctor, para quem o público está disposto a pagar por conteúdos online. É claro que a fala de Doctor é muitíssimo conveniente para a Folha, que defende a cobrança. É claro também que essa discussão não é nova, já que nasceum um segundo após o nascimento da internet, antes mesmo de cortarem o seu cordão umbilical. Afinal, quem vai pagar pelos custos de se produzir notícia e entretenimento de qualidade?
Não vou entrar nessa discussão agora. Só quero chamar a atenção para o lugar de fala desses personagens. Doctor dá consultoria a grupos de mídia, e um papel importante nesse trabalho é fomentar opiniões que ajudem a aumentar o entusiasmo (e os lucros) dessa indústria. A Folha de S.Paulo está diretamente interessada que o público se convença de que quer pagar mesmo para acessar textos e outros conteúdos. Chris Anderson, conhecido por livros como “The Long Tail” e “Free!”, colocou mais lenha na fogueira, anos atrás, falando sobre gratuidade e conteúdos premium. Curioso é que seu livro sobre o fenômeno do grátis não foi oferecido ao leitor na faixa…
Parte do prestígio de Doctor é o seu “Newsonomics”, em que dita tendências da indústria da mídia. São elas:
- Diante de tanto conteúdo oferecido e em disputa por atenção, você é o seu próprio editor
- Cerca de uma dúzia de grandes conglomerados de mídia dominará o mercado
- O aspecto local conta cada vez mais
- “O Velho Mundo das notícias acabou – vamos aceitar isso”
- Uma grande quantidade de intermediários foi eliminada, e quem hoje reúne e oferece os melhores conteúdos, sai na frente
- As empresas de notícias estão, cada vez mais, usando conteúdos de amadores, e os misturando aos produzidos por profissionais
- Repórteres se tornam blogueiros, e vice-versa
- Empresas da mídia estão investindo mais e mais em especialização e nos nichos de consumo
- Não existe mais a disputa homem versus máquina. Cada um desses elementos auxilia na equação. É preciso tirar o melhor deles para fazer os negócios prosperarem
- Jornalismo se aproxima e se aproveita do marketing, e vice-versa
- Jornalistas precisam se esforçar mais ainda (se especializar, se reinventar) para manter seus empregos
- Não se deve apenas olhar para o cenário de crise. Este mesmo cenário mostra lacunas que podem ser exploradas e se tornar grandes oportunidades
Algumas dessas tendências parecem se aplicar a muitos mercados e realidades, inclusive o brasileiro. Outras, nem tanto.
A posição de Doctor na entrevista à Folha, essa de pagar por conteúdos, carece de mais pesquisa e comprovação nas praças brasileiras. Nos fóruns por onde passo, não vejo essa disponibilidade toda apontada por Ken Doctor. Nos blogs, isso não está evidente. Nem nas redes sociais, vigora tanto entusiasmo.
Estarei exagerando ou falando alguma besteira de graça? Toca Raul!
um plano de proteção para os jornalistas
(reproduzo notícia do Comunique-se)
Para combater a impunidade e melhorar a segurança dos jornalistas, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) desenvolveu um ‘Plano de Ação‘ para proteger os profissionais. Comentários e sugestões para agregarem o trabalho podem ser apresentados até 31 de agosto. A ONU também trabalhará com recursos de seu próprio sistema que incentiva a conscientização.
O projeto terá regras internacionais existentes, desenvolvimento de legislação apropriada e dispositivos institucionais de segurança. Além disso, terá promoção de boas práticas entre os Estados para combater a impunidade, mecanismos preventivos e políticas com abordagens baseadas no gênero. As ações serão implementadas e melhoradas a partir do trabalho que for desenvolvido.
sbpjor usa youtube para convidar…
A décima edição do encontro nacional da SBPJor só acontece em novembro, mas no canal do YouTube da entidade já tem chamada…
abciber também prorrogou
Sandra Montardo, a coordenadora da quarta ediçao do Simpósio Nacional da ABCiber, avisa que o prazo para envio de trabalhos foi prorrogado, e agora o novo deadline é dia 6 de agosto.
Mais informações: aqui
um seminário de pesquisa em games
Mais informações aqui.
batman está de volta…
Oficialmente, ele chega amanhã, mas já dá pra se divertir, vendo trailers oficiais e alternativos, como esses de Lego…
democratizar a mídia: qual o seu papel?
nada de crise nos jornais
Vamos continuar com a campanha para espantar abutres!
Foram divulgados novos dados que mostram que a propalada crise dos impressos não chegou às nossas praias. Como diz o Joelmir Beting, “o fim do mundo foi adiado mais uma vez”.
Veja o que diz a matéria do Comunique-se:
Os primeiros seis meses deste ano marcaram bons números para o impresso, que teve crescimento médio de 2,3%. A afirmação é do Instituto Verificador de Circulação (IVC), órgão responsável pela auditoria de jornais e revistas no país.
De acordo com os dados, o aumento é resultado das vendas, em especial dos jornais com preço de capa entre 1 e 2 reais, que avançou 2,8%. “O bom desempenho dos jornais com esse preço é um movimento bastante importante. Este grupo inclui os principais títulos de alguns mercados regionais. No ano passado, já era perceptível um fortalecimento que se intensificou neste primeiro semestre”, explicou o presidente executivo do IVC, Pedro Martins Silva.
Veículos com custo por exemplar acima de 2 reais tiveram alta de 2,3% e o grupo de jornais vendidos por até 99 centavos teve elevação de 1,8%. Neste período, a média diária de circulação brasileira foi de 4.543.755 exemplares, o que marca novo recorde histórico para a auditoria da entidade.
sbpjor alarga o prazo
amy winehouse, e lá se foi um ano
Muita coisa aconteceu desde que encontraram o corpo de Amy em sua casa, já sem vida.
Apesar disso, não se encontrou ninguém como ela desde então…
Ela era a esquina entre o jazz e o rock. Atitude de jazz singer e vida de rock star…
notas de férias (1)
Tirei uns diazinhos de férias. Fui obrigado. Caso contrário, as perderia.
Diante disso, o que posso fazer? Go-zar.
1. O que mais me chamou a atenção em “O Espetacular Homem-Aranha” não foi o vilão reptiliano e escabroso, nem os sempre-incríveis efeitos especiais, nem a trama aracnídea. Foi Andrew Garfield. É, eu pensava que Tobey Maguire era o Peter Parker definitivo no cinema e que o magrelinho escalado para fazer o super-heroi iria cair das alturas. Besteira. Garfield mergulha no personagem sem rede de proteção, e faz um Parker no mais autêntico estilo adolescente: confuso, dramático, hiperbólico, atrapalhado. E seu Homem-Aranha é elástico, histriônico e acrobático, como o de Todd McFarlane.
2. A Praia da Armação ainda está ao deus-dará. A obra de contenção do mar foi mal feita, o comércio sentiu o baque da queda do turismo e a comunidade está abandonada. O mar continua a ser o mais lindo dessa parte da Ilha. As gaivotas reinam soberanas num céu sem limites. Como são sem limites as cagadas humanas.
3. Garcia-Roza voltou com tudo. Em “Fantasma”, ele traz mais uma vez o delegado Espinosa em um intrigante romance policial, sempre ambientado em Copacabana (ou arredores) e com personagens com contornos pouco nítidos e camadas e mais camadas de complexidade. Houve quem rosnasse com o lançamento. Gostei. Trama bem costurada, mistérios e segredos na medida. Aos 52 anos, Espinosa está melhor do que antes…
4. Tropecei em “Bourbon Street – Os fantasmas de Cornelius”, uma luxuosa HQ dos franceses Phillipe Charlot e Alexis Chabert, que mescla jazz, nostalgia, esperança e aparições de Louis Armistrong. Junte uma pitada de Buena Vista Social Club, uma arte vigorosa e bem detalhada, e um roteiro delicado, et voila! Vale a leitura, mas aviso: é apenas a primeira parte da história. A segunda só sai no Brasil no ano que vem…
5. E já que estamos falando (quase que só) de fantasmas, fuja de “Motoqueiro Fantasma – Espírito da Vingança”. É uma bomba
6. Dias ensolarados sepultam listas de compromissos chatos, atrasados e incontornáveis.
7. “Para Roma com Amor” é delicioso. Woody Allen está hilário: na frente e atrás das câmeras. Três ou quatro diálogos e ele chuta Roberto Benigni pro canto.
8. É bom acordar e se espreguiçar. É bom poder prestar atenção na própria respiração (mesmo que isso acarrete olhar pra pança indo e voltando). É bom fugir no meio da tarde para pegar um cinema. É bom estar vivo.
o fim de demóstenes
O Senado vota hoje pela manhã o pedido de cassação de Demóstenes Torres (sem partido – GO), e tudo parece fazer crer que ele será o segundo senador da história a ser defenestrado pelos seus pares…
A Polícia Federal gravou mais de 300 telefonemas entre Demóstenes e o contraventor Carlinhos Cachoeira. Putz! Mais de 300! É bem mais do que falo com a minha mãe! Isso quer dizer duas coisas: 1. Demóstenes gosta mais de Cachoeira do que eu da minha mãe! 2. Eu também merecia uma CPI por isso…





