vencedores do pagf saem dia 20

A coordenadora do Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo (PAGF), da SBPJor, Dione Moura, manda avisar que

a lista com o nome dos premiados (Melhor trabalho de Iniciação Científica/TCC 2011; Melhor Dissertação de Mestrado 2011; Melhor Tese de Doutorado 2011 e Pesquisador Sênior 2011) será divulgada até o  dia 20 de outubro de 2011, por meio do site da SBPJor, Lista de Sócios SBPJor e demais listas de pesquisadores de Comunicação/Jornalismo. A cerimônia de premiação acontecerá durante o 9. SBPJor, que será sediado na UFRJ, Rio de Janeiro, entre 3 a 5 de novembro 2011, nos termos previstos no Edital PAGF 2011.

“koko be good” surpreende!

Devorei com curiosidade e prazer a graphic novel de estreia de Jen Wang: Koko be good – não é fácil ser boazinha, que chegou este mês às bancas e livrarias brasileiras.

Wang é uma jovem artista norte-americana com ascendência oriental que desenha e escreve tão bem que parece uma veterana da arte sequencial. Socióloga de formação, Wang jé teve ocupações inusitadas e temporárias como qualquer jovem que está buscando um lugar para si no mundo. Aliás, neste sentido, Koko be good reflete muito as angústias de quem está às vésperas de se formar na faculdade e ainda não tem muito definido o que quer fazer “quando crescer”. Iniciar uma carreira, ingressar no famigerado mundo dos adultos, romper grilhões com a família e o passado, escrever a própria história, dar rumos à vida, concretizar sonhos… tudo isso (e mais!) está embutido no universo da irriquieta e eletrizante Koko, do angustiado Jon, do taciturno Faron, cujos destinos se cruzam nas mais de 300 páginas da HQ.

Buscar satisfazer sonhos individuais ou atuar em causas coletivas e sociais?, perguntam-se os personagens, com uma indisfarçável culpa herdada de não se sabe quem. Afinal, parece que quem corre atrás das próprias demandas não é tão bom (no sentido da bondade) quanto aqueles que se doam para projetos mais comunitários.

Para além de um roteiro bem escrito e de diálogos bem amarrados, a HQ traz um dos melhores traços que vi nos últimos anos. Sério! Jen Wang é econômica e eficiente, e domina com leveza as regras da narrativa que junta texto e desenho. Sua arte lembra a de Will Eisner, mas o grande mestre sempre foi muito detalhista nos cenários, na caracterização de figurinos e no histrionismo de seus personagens. Jen Wang concentra seu talento na expressividade de rostos desenhados com rapidez e limpeza. Tem atributos ricos para quem se dedica à caricatura e à charge: síntese e drama, expressão e economia de linhas.

Além disso, Jen Wang é clara e fina nos contornos. Distribui bem os quadros na página, e varia na orientação de leitura, conduzindo o leitor sem solavancos. Senhora de si, ela não se apoia nas cores, e suas pranchas de desenho ficam bem estruturadas no preto, no branco e em tons pasteis. Nada mais.

Se você gosta de quadrinhos e não conhecia Jen Wang, anote este nome. Ouviremos falar muito bem dessa moça.

Se você não gosta de quadrinhos, essa moça pode te fazer mudar de ideia.

PS – Koko é uma personagem carismática, apaixonante, viciante. Pegue duas doses da Mônica (Maurício de Sousa), junte com mais duas de Mafalda (Quino) e bata com raspas de Ravena (Teen Titans), Lola (Charlie & Lola) e Menino Maluquinho (Ziraldo). Sirva fervendo…

presentinho 3: guia para gerir marcas na web

A Lewis PR, empresa espanhola de relações públicas e de consultoria em comunicação, lançou um guia para administrar marcas na web “sem barreiras”. O manual pode ser útil para empresas e organizações, mesmo que elas estejam em outras partes do globo.

O arquivo tem 6 Megabytes, está em espanhol, em PDF e tem 28 páginas.

Baixe aqui.

presentinho 2: o portal de jornalismo da bbc

Vin Ray, o primeiro diretor do BBC College of Journalism, produziu um documento bem interessante sobre o portal do conglomerado, sua estrutura, funcionamento, futuro imediato, ferramentas e o atendimento às demandas do seu público.

É claro que este white paper é bastante restrito, mas ajuda a pensar casos semelhantes de portais jornalísticos em grupos de comunicação com preocupações semelhantes às da BBC.

O arquivo tem 22 páginas, está em inglês, e tem tamanho de 597 kbytes. Baixe aqui.

presentinho 1: manual google+ para jornalistas

Esther Vargas, Sofia Pichihua e María Cecilia Rodríguez Medina produziram um guia do Google+ para jornalistas. A versão está em espanhol, tem 45 páginas e seu arquivo alcança 5,3 Megabytes.

Claro, útil e funcional.

Baixe aqui.

20 anos sem miles

Há exatamente duas décadas, a irmã de um amigo meu saía para trabalhar. Era de manhã, e ela cumprimentou com um corriqueiro bon jour o porteiro de seu prédio em Paris. Ele respondeu a ela de forma muito educada. “Não é um bom dia, senhora! Miles Davis morreu!”

A história é real e faz parte da minha mitologia particular sobre o jazz.

Fiquem com Miles, que está fazendo um longo concerto em outra dimensão…

saíram os anais da confibercom

Todos os trabalhos apresentados no Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana (Confibercom), que aconteceu em São Paulo em agosto passado, já estão disponíveis nos anais do evento.

direto à fonte então!

democracia e regulação da mídia, uma revista

Acaba de sair na web a mais recente edição da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, cujo eixo temático é Democracia e Regulação da Mídia.
Veja o sumário:

  • Radiodifusão brasileira e marco regulatório: Confecom e propostas recentes de reformulação
    Chalini Torquato Gonçalves de Barros
  • É preciso ordenar a comunicação? Questionamentos acerca da necessidade de instâncias mediadoras entre a mídia e o público
    Edson Fernando Dalmonte
  • As condições superestruturais da profissão vistas pelo movimento dialético das Leis de Imprensa – uma regulação antidemocrática
    Cristiane Hengler Corrêa Bernardo, Inara Barbosa Leão
  • El defensor de la audiencia, nuevas herramientas en su labor alfabetizadora
    Susana Herrera Damas, José Luis Requejo Alemán
  • Autorregulação: A Experiência Internacional com os Conselhos de Imprensa
    Silvia Macedo
  • Cobertura cotidiana da política no telejornalismo brasileiro: o que vai ao ar sobre política no Jornal Nacional?
    Acácio Salvador Júnior
  • O telejornalismo e as narrativas sobre o controle social dos meios de comunicação
    Ivonete da Silva Lopes
  • Dilma Rousseff e José Serra em CartaCapital e Veja: uma análise dos enquadramentos dos (pré) candidatos à presidência em 2010
    Milena Boemo Jaenisch, Viviane Borelli

Temas Livres

  • O que é visualização?
    Lev Manovich
  • Relação do brasileiro com o telejornalismo
    Jacques Alkalai Wainberg
  • JPB interativo: proposta de aplicação interativa para telejornal na TV digital
    Lívia Cirne, Marcelo Fernandes, Tatiana Aires Tavares
  • Rotinas e critérios de noticiabilidade: um estudo sobre a produção jornalística da BBC Brasil
    Jamile Gamba Dalpiaz
  • Instâncias de consagração na cibercultura: um estudo sobre a atuação do internauta no MySpace
    Mauro de Souza Ventura
  • Novas tecnologias e educação: o uso dos blogs para o curso de jornalismo
    Fabiana Crispino
  • As novas tecnologias de rádio na web e a desterritorialização da informação na construção do imaginário
    Gustavo Guilherme Lopes
  • A Importância da Epistemologia na Teoria do Jornalismo: A Teoria Pragmática do Conhecimento e a Qualidade da Notícia
    Heitor Costa Lima Rocha

Acesse por aqui.

coltrane, 85

Se vivo estivesse, John Coltrane hoje não apenas sopraria seu sax, mas sim 85 velinhas.
Apenas dois momentos. Inesquecíveis.

My favorite things

Central Park West

uso de mídia define gerações: será mesmo?

O Link, caderno de tecnologia de O Estado de S.Paulo, trouxe matéria sobre estudo da agência Adge/Magid Generational Strategies que apontaria uma ligação direta entre consumo de certas mídias por grupos etários em faixas de horário do dia. Quer dizer: o uso do meio ajuda a definir a sua geração. Típico caso de determinismo biotecnológico, fácil da gente “comprar” mas igualmente fácil de desbancar.

Veja a matéria aqui, o estudo aqui e um infográfico aqui.

Digo que a gente embarca nessa história com facilidade porque estudos deste tipo nos “ajudariam a explicar as mudanças pelas quais estamos passando nos últimos anos”, separando em gavetinhas as espécies de usuários e organizando a bagunça em que vivemos. Mas a coisa não é assim tão tranquila.

Se as gerações funcionam assim, como explicar os casos de velhinhos que estão nas redes sociais, que blogam, que se comunicam com seus netinhos pelo Skype, que postam suas fotos familiares no Flickr ou coisas do tipo? Como explicar que existem jovens usuários que não são necessariamente heavy users ou nerds de plantão, apesar de seus colegas serem? Eles são desvios da norma? São exceções à regra? Não se pode afirmar porque não há dados científicos que o coloquem dessa maneira…

Isto é, embora gostemos da piadinha que elogia as novas gerações por estas “virem software embarcado atualizado”, as formas de apropriação dos meios seguem regras que transcendem as biológicas: são culturais, sociais, contextuais, históricas. Quem dá bons argumentos nessa direção é o sagaz Clay Shirky, professor da Universidade de New York e autor de um livro inspiradíssimo: Cultura da Participação. Segundo Shirky, as gerações podem se diferenciar no uso dos meios não por aspectos inatos, ligados a sua genética ou coisa do tipo. Hiatos podem surgir entre elas por conta das oportunidades diferentes que elas têm de se apropriar de algo, de trazer isso para suas vidas e de transformar suas existências com essas novas chances.

O raciocínio de Shirky ajuda a explicar porque hoje milhões de pessoas – de todas as gerações – compartilham mais suas experiências nas novas mídias, articulam-se mais em torno de causas cívicas (ou não), buscam se organizar pela web e forçam a porta da participação nos meios convencionais. Temos atualmente mais oportunidades de fazer coisas que antes ficavam relegadas a grupos mais restritos. Temos capacidade de nos conectar mais rapidamente e mais facilmente a grupos de semelhantes, o que facilitaria trabalhar de forma coletiva. Não é, portanto, um fenômeno geracional; é histórico; é o momento. Segundo Shirky, temos os meios, os motivos intrínsecos para fazer isso e as oportunidades. Junte tudo, bata e coloque no forno. O resultado é o que o autor chama de “excedente cognitivo”.

Não disse que essa coisa do determinismo geracional era fácil de contrariar?

Não disse que as ideias do Shirky são interessantes?

sobre palmitos, extrato de tomate e ética jornalística

Para o jornalismo e para a culinária, existem ingredientes certos, medidas exatas e procedimentos de trabalho. Se você erra num ou noutro, pode comprometer o resultado final.

Mas o que ética jornalística tem a ver com macarronada?

Descubra no artigo que publico hoje no objETHOS.

frank maia de casa nova

O maior desenhista-chargista-flamenguista de Santa Catarina acaba de inaugurar um novo boteco: Xarjincasa.
Na real, Frank Maia já tinha o seu blog, mas fez um puxadinho aqui, pendurou uma rede ali, deu umas coloridas na parede de trás e botou uma placa nova no lugar.
Tem cômodos novos, outros marromeno, mas o Frank continua o mesmo: inteligente, antenado, com um traço poderoso, e acima de tudo: im-pa-gá-vel.

Vê só:

dave brubeck e radiohead

Sergio Rubim, o Canga, fez hoje em seu blog uma homenagem a Dave Brubeck, legendário pianista de jazz de 90 anos. Apenas um feito já seria suficiente para alçar Brubeck aos píncaros da glória: ele compôs Take Five. Nunca ouviu? Já ouviu sim senhor. Relembre…

Agora, delicie-se também com esse mashup que junta Brubeck e Radiohead.

saiu a segunda edição da revista “tinta electrónica”

A publicação é editada pelos jornalistas Sandro Medina Tovar (do Peru) e Emiliano Cosenza (da Argentina), e se quiser saber mais clique aqui.

Para baixar, clique aqui.

wikileaks: um dossiê gratuito em revista

André Lemos acaba de anunciar a publicação de mais uma edição da revista Contemporânea, do Poscom/UFBA. O dossiê temático é WikiLeaks: cibercultura e política, e está imperdível. Veja o sumário parcial…

  • O fenômeno Wikileaks e as redes de poder – Sergio Amadeu da Silveira
  • Território e materialidade: Wikileaks e o controle do espaço informacional – Rodrigo Firmino
  • Governos, empresas, wikileaks e governança da internet – Graciela B Selaimen
  • Da teoria da embalagem à transparência total de Julian Assange – Juremir Machado da Silva
  • Apontamentos sobre o jornalismo extra-muros do Wikileaks – Elizabeth Saad Correa
  • Jornalismo pós-WikiLeaks: deontologia em tempos de vazamentos globais de informação – Rogério Christofoletti e Cândida de Oliveira
  • Ativismo e Agendamento nos Trending Topics do Twitter: o caso Wikileaks – Gabriela da Silva Zago e Jandré Corrêa Batista
  • Polêmicas no jornalismo do século XXI: discussões a partir da Revista Carta Capital – Patricia Bandeira de Melo

Acesse a edição aqui.

sbpjor divulga trabalhos aprovados para seu evento

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) anunciou os trabalhos individuais aceitos para o seu 9º Encontro, que acontece no começo de novembro da UFRJ, Rio de Janeiro.
De acordo com a entidade, foram inscritos 198 comunicações individuais e dessas 137 receberam os aceites dos pareceristas e avaliadores. Além delas, o evento terá ainda 12 comunicações coordenadas.

Saiba mais no site do evento.

 

 

uma semana para mandar artigos…

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (Posjor), informa que recebe colaborações para a edição do segundo semestre até 20 de setembro.

Eixo Temático: Reportar, implicações narrativas
Ementa: A edição propõe reunir estudos que se interessem pelas condições e possibilidades estético-políticas implicadas no relato jornalístico, em sua ambição de reportar situações e eventos, em qualquer suporte. A discussão proposta se orienta para questões inerentes ao domínio da narrativa e sua localização na cultura, seja pelo reconhecimento das estruturas retóricas, com sua eficácia e suas ilusões, seja pela centralidade atribuída ao relato na configuração de sentidos.
Formatação: consulte as Diretrizes para Autores da EJM

Por questões editoriais, apenas serão recebidos e avaliados os textos com o tema da edição.

cheias em sc: tentando voltar à normalidade…

Estive ontem em Itajaí junto com um grupo de voluntários, e a sensação que tivemos é de que a cidade não caiu de joelhos diante da enchente deste ano. É verdade que muitos bairros foram afetados, que houve perdas materiais terríveis, que o medo e o desespero tomou conta de muitos, mas pelo que pudemos perceber, desta vez, a situação esteve mais sob controle.

Diferente de 2008 que havia perplexidade no olhar das pessoas e pânico no ar, ontem, nos abrigos, até sobrava voluntários. Fiquei pensando nas razões disso. Conversei com diversas pessoas tentando entender, e cheguei à conclusão de que uma soma de fatores permitiram isso: a cheia não foi uma surpresa total, já que os meios de comunicação e os governos locais alardeavam a possibilidade; a população em áreas de risco resistiu menos para deixar suas casas e seguir para os abrigos públicos; a defesa civil e órgãos consorciados tinham mais recursos, gente e know how; algumas obras de retificação de cursos de rio e de aumento de calado no Porto de Itajaí facilitaram a vazão do alto volume de água que descia do Alto e Médio Vale do Itajaí; circulou mais informação por canais tradicionais e alternativos, como as redes sociais, ajudando no quer fosse preciso…

Claro que deu uma tristeza imensa ver parte da cidade debaixo d’água. Recomeçar é tão difícil. Mas o sol que brilhou durante todo o dia de ontem trouxe um novo astral e disposição renovada para voltar a lutar.

 

em caso de enchente, como agir?

1. Não espere as águas chegarem até sua rua. Observe o nível do local e as ruas vizinhas. Se o volume de água estiver subindo muito rápido, deixe a residência enquanto houver segurança.

2. Se mora em prédios com garagens no subsolo, retire o veículo antes que ele possa ficar retido.

3. Coloque no veículo os familiares, roupas secas, sacos plásticos, alimentos secos (pães, bolachas, enlatados) e água potável. Economize esses itens, pois é possível que o comércio local esteja fechado e o abastecimento interrompido.

4. Evite andar a pé por trechos muito alagados, com água turva e barrenta. Ela costuma ser agente de contágio de doenças. Buracos submersos também podem surpreender.

5. Não anda a pé por trechos com correnteza. Enxurradas de 20 centímetros de altura podem provocar quedas e arrastar pessoas.

6. Se for deixar animais domésticos em casa, não os deixe presos em correntes ou coleiras. Eles podem morrer afogados. Melhor soltá-los ou, se possível, trazê-los consigo.

7. Recarregue celulares e notebooks. Pode faltar energia elétrica. Compre pilhas e baterias adicionais para rádios e lanternas.

8. Coloque documentos e objetos de valor em um saco plástico bem fechado e em local protegido. Não desgrude disso. Em casos de desastres, com documentos em mãos, é sempre mais fácil solicitar indenizações, seguros, etc…

9. No caso de casas construídas em áreas de risco de deslizamento, avise os vizinhos sobre o perigo. Contate também imediatamente o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, informando áreas afetadas pelas águas.

10. Convença as pessoas que moram nas áreas de risco a saírem de casa durante as chuvas. Caso necessite de resgate ou auxílio, ligue para 199.

acompanhando as cheias em sc por tv e rádio

Informação ajuda a salvar vidas.
Ainda mais em situações tão emergenciais quanto as do momento, quando o Vale do Itajaí – em Santa Catarina – sofre com as fortes chuvas e enchentes.
Neste momento, pelas redes sociais, muita gente está repassando informações. Emissoras de rádio e TV de diversas cidades também estão operando de forma ininterrupta. Acesse!

Em Brusque: http://www.radiocidadeam.com.br/aovivo

Em Itajaí: http://www.radioclubebandeirantes.com.br/site

Em Balneário Camboriú: http://tunein.com/radio/Radio-Menina-1005-s100229/

Em Blumenau: http://www.tvgalega.com.br e Rádio Nereu Ramos (http://bit.ly/83DMNe)

 

chuvas no vale do itajaí e previsão de enchentes

Todas as chuvas do mundo desabam sobre Santa Catarina desde o mês passado. Em agosto, não chovia tanto há mais de uma década. Em Florianópolis, as precipitações foram o triplo do que historicamente se tem no período.

Setembro entrou com tudo. Muito volume de água nesta semana. No momento, cidades do Vale do Itajaí como Blumenau, Rio do Sul, Ilhota, Navegantes e Itajaí estão em alerta. Há pouco, o rio Itajaí-Açu chegou a 8,54 metros em Blumenau, o que já aciona todos os sinais vermelhos. É uma situação delicada, pois os transtornos são muitos: alagamentos, interrupção de abastecimento de água, suspensão de aulas, deslizamentos…

As redes sociais podem ajudar. Para saber mais e mandar informações, siga no Twitter:

@arcanoe

@raciel

@defesacivilsc

@defesacivilITJ

@clicrbsitajai

@fabrito

Cuidado com o alarme. Retransmita apenas informações confiáveis e responsáveis.

 

vem aí mais uma semana do jornalismo!

Olha só o que nossos alunos estão aprontando…

A programação

Data: 12 a 16 de setembro de 2011
Local: Auditório Henrique Fontes, Centro de Comunicação e Expressão (CCE)

Segunda-feira, 12 de setembro
9h – 12h: Minicursos
15h: Webconferência com Patrícia Campos de Mello, ex-correspondente nos Estados Unidos
17h30: Debate “Violência no campo: a cobertura de conflitos na Amazônia”. Convidados: Felipe Milanez e Daniel Bramatti
20h: Palestra de abertura com José Hamilton Ribeiro

Terça-feira, 13 de setembro
9h – 12h: Minicursos
15h: Exibição de documentários
17h30: Mesa de discussão “Entre interação e informação: o jornalismo nas mídias sociais”. Convidados: Ana Brambilla, Tiago Dória e Rodrigo Martins
20h: Cerveja Jornalística: Bate-papo no Chopp do Gus com Alexandre Matias e Emerson Gasperin

Quarta-feira, 14 de setembro
9h – 12h: Minicursos
15h: Webconferência com Eduardo Castro, correspondente na África
17h30: Mesa de discussão “11/09: o Oriente Médio em pauta após os atentados”. Convidados: Luiz Antônio Araújo, Samy Adghirni e Luciano Martins Costa
20h: Sabatina com a Agência Pública de Jornalismo Investigativo

Quinta-feira, 15 de setembro
8h30 – 12h: Minicursos
15h: Exibição de documentários
17h30: Mesa de discussão “Redação ou academia: possibilidades criadas com a pós-graduação”. Convidados: Gislene Silva, Felipe Pontes e Alexandre Lenzi
19h: Mesa de discussão “Carreira de jornalista: diferentes caminhos para o foca”. Convidados: Ana Estela de Sousa Pinto, Marques Casara, Patricia Marins e Maurício Oliveira

Sexta-feira, 16 de setembro
15h: Webconferência com Fabiano Maisonnave, correspondente na China
17h30: Mesa de discussão “Imagem é informação: a importância do jornalismo visual”. Convidados: Luiz Iria, Anderson Schneider e Ludmila Curi
20h: Palestra de encerramento com João Moreira Salles
23h: “Boa Noite!”, festa de encerramento no 1007 Boite Chik

enquanto o deputadômetro não volta…

Sim, a Facisc avisou que vai retornar com o polêmico ranking dos deputados catarinenses, mas isso daqui a algumas semanas. Se você gostou da iniciativa, confira o que um cidadão comum fez e que também é um ótimo projeto: AssembleiaAberta.

wikileaks, jornalismo e a preservação de fontes

A primeira semana de setembro foi crítica para a equipe do WikiLeaks. Em poucos dias, o mais famoso site de vazamentos foi hackeado, trocou farpas com grandes jornais, sofreu críticas globais sobre seus métodos, e ainda viu seu mentor – Julian Assange – na iminência de sofrer mais um processo, agora do governo australiano. Não bastasse isso, começam a despontar dois concorrentes no mercado de vazamentos: o OpenLeaks, do dissidente Daniel Domscheit-Berg, e a SafeHouse, do The Wall Street Journal.

Apesar de viver sempre com a navalha na garganta, sentindo o cerco se fechar sobre seu projeto, Assange parece ter o sangue frio dos enxadristas. A semana foi difícil, mas isso não o impediu, por exemplo, de participar por teleconferência de um importante evento no Brasil sobre tecnologia – o InfoTrends – e disparar contra veículos de comunicação que há pouco tempo eram parceiros do WikiLeaks. Sempre é bom lembrar: Assange cumpre uma espécie de prisão domiciliar na Inglaterra, pois responde judicialmente a diversas acusações, entre as quais a de estupro.

O estopim para o mais recente tiroteio foi a divulgação pelo Wikileaks de quase 134 mil documentos, dos quais alguns traziam as identidades das fontes, contrariando a rotina de vazamentos anteriores. O Departamento de Estado dos EUA reagiu, argumentando que a publicação colocava em risco as pessoas mencionadas e prejudicava operações de contraterrorismo.. O procurador-geral da Austrália, Robert McClelland, também se enfureceu, pois do lote de documentos, constavam os nomes de 23 australianos suspeitos de participação em grupos terroristas do Iêmen. Para McClelland, a informação “compromete a segurança nacional” de seu país. O WikiLeaks se defendeu das acusações, colocando a culpa no jornal britânico The Guardian, um de seus parceiros na mídia tradicional no que foi chamado de “o maior vazamento público de documentos da história”. Segundo Assange, o livro publicado em fevereiro pelos jornalistas David Leigh e Luke Harding revelava a senha para acessar documentos na íntegra, sem ocultação dos informantes. O jornal alegou que seus jornalistas haviam sido informados por Assange que a senha era temporária e seria trocada em poucos dias. Verdadeiro jogo de empurra…

No primeiro dia de setembro, Assange voltou a atirar, descarregando agora também contra The New York Times, outro ex-colaborador. Segundo o mentor do WikiLeaks, os grandes conglomerados de mídia estão mais comprometidos com os governos de seus países do que com os interesses dos leitores. Na sequência, o WikiLeaks publicou o lote de 251 mil documentos da diplomacia norte-americana – aquele do maior vazamento do mundo – em versão não-criptografada, colocando mais gasolina na fogueira. Quatro de seus parceiros na imprensa – The Guardian, The New York Times, El País e Der Spiegeltrataram de condenar a ação, eximindo-se de qualquer responsabilidade. Ao que tudo indica, acabou o casamento entre o maior site de vazamentos e alguns dos mais influentes veículos de comunicação mundial. Azedou de vez a relação entre o resultado de uma nova cultura de tratamento da informação surgida com a internet e os meios midiáticos tradicionais.

Mas é preciso entender alguns aspectos dessa novela. O primeiro é que o WikiLeaks não tem os mesmos compromissos que a imprensa ou órgãos governamentais. Não se pode esperar que opere com as mesmas preocupações de preservação de fontes. O WikiLeaks parece não manter esses compromissos, e – claro! – corre o risco de ser considerado “irresponsável” e “negligente”. Por outro lado, os cinco parceiros na mídia convencional sabiam que pouco poderiam confiar no site de Assange. Cresceram os olhos com o volume das informações exclusivas a que teriam acesso, e se arriscaram na joint-venture. A decisão não foi apressada; a costura da parceria demorou meses. Foram ingênuos? Difícil afirmar que alguém nesse episódio esteja isento de responsabilidades.

O fato é que a sequência de capítulos traz à tona – para além de nomes e relatos – questionamentos sobre os limites e os compromissos que devem ter aqueles que detêm informações estratégicas. Pode-se pode colocar vidas em risco por conta da divulgação de dados? O que vale mais: o direito à vida ou o direito de ser informado? Quem define a preponderância de um sobre o outro? Quem deve garantir cada um desses direitos? A quem cabe zelar pela integridade dos informantes? De que forma sites como o WikiLeaks devem se orientar nesses casos? Os critérios jornalísticos valem para organizações não-jornalísticas?

Na nova ecologia comunicacional, não existem apenas os dinossáuricos jornalistas e suas paquidérmicas organizações de informação. Outros animais midiáticos também compõem a fauna, e dividem os recursos e o território. Julian Assange e o WikiLeaks são espécimes recentes, sem catalogação ainda. Conviver com estranhos assim, num cenário em ebulição, é desafiador não apenas para quem trabalha nas redações ou no serviço diplomático. O público – de forma muito sábia e silenciosa – assiste à reacomodação das forças.

(publicado originalmente no objETHOS e republicado no Observatório da Imprensa)

mais uma chamadinha de textos de revista

Reproduzindo:

A equipe editorial da Revista Comunicação Midiática, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UNESP, comunica que está aberta até 15 de outubro a chamada para envio de trabalhos para edição do terceiro quadrimestre de 2011 (v.6, n.3).

A publicação aceita artigos de doutores, ou doutores em co-autoria com pós-graduandos e mestres, para as seções Cultura e Mídia, Linguagens Midiáticas, Políticas de Comunicação e Resenhas.

As diretrizes, critérios e normas de submissão e formatação dos trabalhos estão disponíveis aqui

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É, a gente nem sentiu, né?
Mas lá se foram dois terços do ano… agosto foi chuvoso em Santa Catarina, como não era há mais de uma década… que setembro venha sequinho, sequinho…

simpósio de jornalismo online: prepare-se!

A 13ª edição do já tradicional International Symposium on Oline Journalism, promovido pela Universidade do Texas, tem data marcada para 2012: 20 e 21 de abril, em Austin.
Já tem chamada para trabalhos também. Veja aqui.

revista chama textos com o tema “reportar”

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC (Posjor), informa que já está recebendo colaborações para a edição do segundo semestre de 2011.

Eixo Temático: Reportar, implicações narrativas
Ementa: A edição propõe reunir estudos que se interessem pelas condições e possibilidades estético-políticas implicadas no relato jornalístico, em sua ambição de reportar situações e eventos, em qualquer suporte. A discussão proposta se orienta para questões inerentes ao domínio da narrativa e sua localização na cultura, seja pelo reconhecimento das estruturas retóricas, com sua eficácia e suas ilusões, seja pela centralidade atribuída ao relato na configuração de sentidos.

Deadline: 20 de setembro de 2011
Formatação: consulte as Diretrizes para Autores da EJM

Artigos de outras temáticas também são aceitas na submissão, mas terão prioridade na avaliação os textos sob o tema da edição.

A Comissão Editorial da EJM informa ainda que o número dedicado ao tema “Democracia e Regulação da Mídia” está em fase final de produção, devendo ser lançado nas próximas semanas.

não é bem um wikileaks, mas vale…

A Folha de S.Paulo está colocando à disposição dos leitores uma série de documentos que ajudam a dar mais clareza às relações políticas nacionais e internacionais dos últimos anos. O projeto Folha Transparência, segundo o próprio jornal, é “é um conjunto de iniciativas do jornal para divugar informações e documentos de interesse da sociedade. O projeto reflete não só o trabalho de reportagem da Folha como também ações nas esferas administrativas e judicial para levar o poder público a revelar dados mantidos em sigilo”.

Não chega a ser comparável ao WikiLeaks, mas vale pelo esforço e pela abertura.