incendeie a sua tela

Assista o videozinho e depois enxugue o queixo, por favor.

compós 2011: modo de fazer

Reproduzo mensagem do vice-presidente da Compós, Júlio Pinto, com informações sobre como participar do 20º encontro nacional da entidade, que acontece de 14 a 17 de junho de 2011 na UFGRS em Porto Alegre:

Datas importantes:

  • Submissão de trabalhos aos GTs pelo site da Compós – 15 de janeiro a 15 de fevereiro
  • Avaliação e seleção dos trabalhos pelos GTs – de 16/2 a 13/3
  • Dia 13/03, apresentação à Vice-presidência da Compós das listagens com os nomes dos autores e títulos dos trabalhos, especificando, se possível, qual dos autores (no caso de autores múltiplos) se encarregará da apresentação e discussão durante as atividades dos GTs no XX Encontro.
  • Divulgação dos trabalhos selecionados por GT no site da Compós – 15 /03
  • Apresentação pelos coordenadores de GTs à vice-presidência da Compós e à organização do evento da programação do GT, com a ordem de discussão dos trabalhos e respectivos relatores até 4 de abril
  • Período de inscrições – 20/03 a 31/5 – Lembrete: quem tiver trabalho selecionado para GTs só poderá apresentá-lo se estiver inscrito.

Valores da taxa de inscrição:

(as instruções de como proceder ao pagamento serão postadas oportunamente)

De 20 de março a 29 de abril :
Docentes (doutores, mestres, e outros profissionais não matriculados em cursos de pós-graduação) – R$200,00;
Discentes de cursos de pós-graduação e graduação –R$150,00

De 30 de abril a 31 de maio
Docentes – R$300,00
Discentes – R$200,00

 

mais de 300 pesquisadores no twitter

Se você é pesquisador da área da Comunicação ou se interessa por isso, não deixe de conferir nossa lista de perfis no Twitter. Já são mais de 300 contatos.

Temos também uma outra lista, agora com blogs de pesquisadores da comunicação dos países lusófonos.

Acesse e ajude a expandir!

9º sbpjor vai ser no rio

A assembleia dos associados da SBPJor definiu que o próximo encontro nacional dos pesquisadores de jornalismo deve acontecer no Rio de Janeiro. A proposta foi apresentada pela vice-presidente da entidade, Beatriz Becker, que é docente e pesquisadora da UFRJ.

Portanto, vá se preparando. A 9ª edição do evento já tem local e data (3, 4 e 5 de novembro de 2011) para acontecer!

(Quer mais eventos da comunicação em 2011? veja aqui)

pesquisadores da comunicação no twitter

Acabei de atualizar a lista dos pesquisadores da Comunicação que têm perfis no Twitter.
Já é a 29ª edição e são 278 links.
Se você souber de mais alguém e quiser sugerir, me avise!

mais um livro do celso vicenzi

O jornalista Celso Vicenzi manda convidar. E como a oportunidade é boa, compartilho:

qualidade no jornalismo e valores intangíveis

Compartilho a apresentação de minha comunicação no 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, promovido pela SBPJor, em São Luís (MA).

O texto dos anais pode ser lido aqui.

the construction of quality of journalism in brazil

UNESCO’s publications debate quality in the Brazilian press

The study produced in a partnership with Renoi subsidizes the construction of quality of information indicators

Brasília, 03/11/2010 – Four publications launched by UNESCO in Brazil debate the need for quality parameters for Brazilian journalism companies. These publications integrate the Communication and Information Debates Series that started in 2009 and are one of the organization’s main priorities in the country.

“Defining quality indicators for journalism is an activity deeply linked with the objective of improving them and is a way to strengthen the relation of the media with its democratic functions” states Rogério Christofoletti one of the authors of the series.

The study “Indicators of Quality in Journalistic Information” developed in a partnership between the National Net of Observatories of the Press (Renoi, acronym in Portuguese) and UNESCO in Brazil, resulted in four publications  (links to pdf files in Portuguese): “Media Quality Indicators: policies, standards and concerns of Brazilian magazines and newspapers” by Christofoletti; “Journalists and their vision on quality: theory and research in the context of the Media Development Indicators of UNESCO” by Danilo Rothberg; “Quality management systems applied to journalism: an initial approach” by Josenildo Luiz Guerra and “Quality journalism: an essay on a matrix of indicators” by Luiz A. Egypto de Cerqueira.

More…

novas publicações sobre qualidade jornalística

Um conjunto de quatro publicações lançado pela Unesco no Brasil coloca em discussão a necessidade de parâmetros de qualidade para as empresas jornalísticas no país. Os títulos fazem parte da série de debates em Comunicação e Informação iniciada em novembro de 2009, e que se insere entre as prioridades do escritório local da Unesco.

Desenvolvida pela Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi) em parceria com a Unesco no Brasil, a pesquisa “Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística” resultou em quatro publicações: “Indicadores da Qualidade no Jornalismo: políticas, padrões e preocupações de jornais e revistas brasileiros”, assinada por Rogério Christofoletti; “Jornalistas e suas visões sobre qualidade: teoria e pesquisa no contexto dos Indicadores de Desenvolvimento da Mídia da UNESCO”, de Danilo Rothberg; “Sistema de gestão da qualidade aplicado ao jornalismo: uma abordagem inicial”, de Josenildo Luiz Guerra; e “Qualidade jornalística: ensaio para uma matriz de indicadores”, de Luiz Augusto Egypto de Cerqueira.

Lançadas simultaneamente para facilitar a discussão sobre o tema da qualidade no jornalismo, as quatro publicações ajudam a compor um panorama de como jornais e revistas brasileiros vêm se organizando internamente para enfrentar desafios mercadológicos e a cada vez mais crescente exigência de seus públicos. Para isso, os pesquisadores recorreram a um amplo levantamento histórico das experiências e inovação e busca de excelência técnica, entrevistaram editores e gestores das principais publicações brasileiras, fizeram uma survey com jornalistas e desenvolveram bases para uma matriz de avaliação da qualidade nos meios impressos.

As publicações são gratuitas, estão em formato PDF e podem ser baixadas facilmente:

  • “Indicadores da Qualidade no Jornalismo: políticas, padrões e preocupações de jornais e revistas brasileiros” – Baixe aqui
  • “Jornalistas e suas visões sobre qualidade: teoria e pesquisa no contexto dos Indicadores de Desenvolvimento da Mídia da UNESCO” – Baixe aqui
  • “Sistema de gestão da qualidade aplicado ao jornalismo: uma abordagem inicial” – Baixe aqui
  • “Qualidade jornalística: ensaio para uma matriz de indicadores” – Baixe aqui

 

ATUALIZAÇÃO:
+ Leia matéria na Folha de S.Paulo: aqui

+ Leia matéria no Portal Imprensa: aqui

+ Veja a página na Unesco: aqui


um amigo furou a fila

Estou em São Luís (MA), no meio de um evento acadêmico, e pelo Twitter sou avisado da morte repentina de um amigo. Aos 45 anos e de câncer. Sim, eu já sabia que o jornalista Fernando Arteche estava doente há meses. Mas sabia também que ele estava lutando bravamente contra essa doença atroz. Dava relatos disso em seu blog, Os Trabalhos e os Dias.

A última vez em que nos falamos foi há alguns meses, num outro evento em Novo Hamburgo (RS). Nos abraçamos e trocamos alguns palavras por minutos. Ele não estava abatido, e exibia o tom saudável que lhe era próprio. E isso não é nenhum exagero. Tenho provas disso.

Há alguns anos, dividimos um apartamento num hotel em Salvador. Novamente, era um evento acadêmico – eu sei, a gente trabalha demais. Estava um sol senegalês, horário de almoço, e o Fernando ia correr na orla da praia. Não acreditei. E ele foi. Correu milhas e voltou levemente arfante. Era um atleta amador, gostava de esportes e amigos; um cara que amava também a vida, o filho e a esposa. Tinha voz doce e abraço apertado. Sorriso franco e pinta de galã. Gostava de música, mas não era muito alto, nem tinha olhos azuis. Era respeitado como jornalista e como professor e pesquisador da área. Era um cara simples, comum e sempre bem-vindo.

O Luís Fernando Verissimo costuma dizer que a morte é uma indignidade. Eu acho a morte uma pena. Uma pena sem fim. Por isso que é uma dor sem palavras a perda do Arteche. Fernando furou a fila. Não se faz isso com os amigos, cara!

ainda sobre os conselhos de comunicação

Sei que o assunto anda pegando fogo e tem gente muito sensata e gabaritada discutindo. Mas não resisti e fiz um rápido comentário no objETHOS sobre a gritaria em torno da criação de conselhos estaduais da comunicação. Ficou curioso? Veja um trechinho:

A instituição de conselhos de comunicação permite regular o setor. É preciso sim criar e implementar regras para a indústria da comunicação. Isso não significa regrar ou restringir seu conteúdo. Aí está o ponto.

Quer mais? Leia na íntegra no Observatório da Ética Jornalística, aqui.

veja os lançamentos editoriais na sbpjor

O 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo da SBPJor tem agendado para a noite de amanhã a sessão de autógrafos e lançamento de livros.
Quer saber as novidades? Siga a lista:

“Ensino de Jornalismo em tempos de convergência”
Organizadores: Elias Machado e Tattiana Teixeira
Editora: E-papers

O livro apresenta trabalhos da equipe de pesquisadores da UFSC da Rede PROCAD/CAPES O Ensino de Jornalismo na Era da Convergência Tecnológica. Com 148 páginas, a obra está divida em duas partes e conta com oito capítulos. Na primeira parte são publicados textos de Elias Machado, Tattiana Teixeira e Francisco Karam.  Na segunda parte os textos são de autoria de Diego Kerber, Elias Machado, Leonardo Foletto, Vivian Viríssimo e Rodolfo Espinola.

“Jornalismo e acontecimento: mapeamentos críticos”
Organizadoras: Márcia Benetti e Virginia Pradelina da Silveira Fonseca
Editora: Insular

Este é o primeiro livro do projeto “Tecer: jornalismo e acontecimento”, financiado pela CAPES, através do PROCAD, reunindo pesquisadores dos programas de pós-graduação em Comunicação da UNISINOS, UFMG, UFRGS e UFSC. Em 9 textos, 17 pesquisadores tratam do acontecimento jornalístico sob  três perspectivas: “interfaces disciplinares”, “incursões sistematizadoras” e “reflexões aplicadas”.

“Mestres da Comunicação”
Organizadoras: Monica Martinez e Rosemary Bars Mendez
Editora: Phorte Editores

Dez pesquisadores contemporâneos propuseram-se o desafio de escrever, cada um, o perfil de um profissional de destaque da área: Norval Baitello Junior (escrito por Dimas Künsch), Jair Borin (por Jaqueline Lemos), Wilson Bueno (Arquimedes Pessoni), Dulcília Buitoni (Gisely Hime), Carlos Chaparro (Paulo Sérgio Pires), Boris Kossoy (Rodrigo Capella), Edvaldo Pereira Lima (Monica Martinez), Cremilda Medina (Raul Vargas), José Marques de Melo (Rosemary Bars Mendez) e Lucia Santaella (Vinicius Romanini).

“Produção e colaboração no jornalismo digital”
Organizadores: Carla Schwingel e Carlos A. Zanotti
Editora: Insular

Primeiro trabalho conjunto da Rede de Pesquisa Aplicada em Jornalismo e Tecnologias Digitais (JorTec), esta obra reúne textos derivados de investigações teóricas e empíricas de pesquisadores que se ocupam das crescentes transformações que a tecnologia vem impondo à Comunicação, em especial ao Jornalismo. Captação, produção, empacotamento, transmissão, distribuição e financiamento de conteúdos nas convergentes plataformas comunicacionais são os temas predominantes neste livro, útil aos que consideram a Comunicação e a Informação direitos fundamentais na Sociedade do Conhecimento.

“Dissídio das Vozes: a política dos jornais segundo os manuais de redação Folha, Estado e Globo”
Autor: Francisco Gonçalves
Editora: EDUFMA

A partir da análise dos processos de racionalização das práticas discursivas dos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo e da publicação e circulação dos seus manuais de redação, Francisco Gonçalves da Conceição analisa as formas de regulação dos espaços públicos empreendidas por essas organizações. Para tanto, parte do pressuposto que os manuais de redação não visam apenas disciplinar o trabalho dos jornalistas e/ou ditar um padrão lingüístico para a sociedade. Visam também regular as relações entre jornalistas, fontes e leitores e, deste modo, o próprio espaço público instituído na ação dos jornais.

“Estado, Mídia e Oligarquia: poder público e meios de comunicação como suporte de um projeto político para o Maranhão”
Autor: Carlos Agostinho Couto
Editora: EDUFMA

“Estado, Mídia e Oligarquia: poder público e meios de comunicação como suporte de um projeto político para o Maranhão” é resultado dos estudos de doutorado em Políticas Públicas de Carlos Agostinho A. de M. Couto, que aprofunda as relações do poder no estado do Maranhão com a mídia no período de 1965 ao início dos anos 2000.

“Comunicação Empresarial – transformações e tendências”
Organizador: Boanerges Lopes
Editora: Mauad X

“Comunicação Empresarial– transformações e tendências” expõe as mudanças constantes proporcionadas hoje pelos meios de comunicação, mostrando os diferentes matizes do vínculo indivíduo-organização e como se dá essa dinâmica através das redes sociais, blogs, podcasts e demais componentes do mundo digital, que geram milhares de influenciadores e multiplicadores.

“Identidade e Tecnocultura – a comunicação em questão”
Organizadores: Iluska Coutinho e Nilson Assunção Alvarenga
Editora: Mauad X

A identidade central Identidade e Tecnocultura – a comunicação em questão são os caminhos percorridos, hoje, pela Comunicação de um amplo espectro de temas, abordagens e paradigmas. Os textos apresentados neste livro relacionam as reflexões sobre mídia às mudanças tecnológicas, às novas linguagens e formas de sociabilidade.

“Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo”
Organizador: Rogerio Christofoletti
Editora: LabCom Books

Segundo livro organizado pelos pesquisadores da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), vinculada à SBPJor. Neste volume, sete pesquisadores avançam nas discussões sobre o papel da crítica e análise da mídia e sua articulação para ganhos de qualidade no jornalismo. Conceitos como democracia, cidadania e accountability são enfocados, bem como gestão de qualidade, monitoramento de noticiário e metodologias para o aprimoramento de produtos e serviços noticiosos. Participam como autores Luiz Martins da Silva (UnB), Danilo Rothberg (Unesp), Josenildo Luiz Guerra (UFS), Fernando Oliveira Paulino (UnB), Laura Seligman (Univali), Marcos Santuário (Feevale) e Rogério Christofoletti (UFSC), que organiza a obra.

“Inovações do Jornalismo no Mundo”
Autor: Sebastião Jorge
Editora: EDUFMA

A presente obra propõe-se a tratar do jornalismo incorporado à cultura, com estudos a respeito de grandes mestres que contribuíram com a imprensa, para mais bem servir à coletividade, tanto a nível local, nacional e internacional. Preocuparam-se em melhorá-la fazendo o bom uso da linguagem, da ética e dos princípios humanísticos que regem à sua missão.

“Indicadores da Qualidade no Jornalismo: políticas, padrões e preocupações de jornais e revistas brasileiros”
Autor: Rogério Christofoletti
Editora: Unesco Brasil

Primeira de uma série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). Neste volume, o leitor tem acesso a um amplo levantamento bibliográfico sobre qualidade e inovação na imprensa brasileira, bem como a um conjunto de entrevistas com gestores de jornais e revistas sobre padrões de qualidade na indústria brasileira atual. Estudo inédito, 62 páginas.

“Jornalistas e suas visões sobre qualidade: teoria e pesquisa no contexto dos Indicadores de Desenvolvimento da Mídia da UNESCO”
Autor: Danilo Rothberg
Editora: Unesco Brasil

Segundo volume da série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). O autor apresenta o que pensam e como compreendem os jornalistas brasileiros acerca da qualidade da informação no setor. Estudo inédito, 50 páginas.

“Sistema de gestão da qualidade aplicado ao jornalismo: uma abordagem inicial”
Autor: Josenildo Luiz Guerra
Editora: Unesco Brasil

Terceiro volume da série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). O autor faz uma abrangente e complexa avaliação de como a imprensa brasileira trata a gestão da qualidade em seus processos e como isso resulta em seus produtos e serviços. Estudo inédito, 62 páginas.

“Qualidade jornalística: ensaio para uma matriz de indicadores”
Autor: Luiz Augusto Egypto de Cerqueira
Editora: Unesco Brasil

Este volume fecha a série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). De forma propositiva, o autor retoma os pontos destacados nas três publicações anteriores e lança uma matriz de indicadores para avaliação de produtos da imprensa brasileira. Estudo inédito, 34 páginas.

evento de pesquisa em jornalismo começa amanhã

Centenas de pesquisadores de todas as partes do país estão reunidos a partir de hoje em São Luís (MA) para a 8ª edição do encontro nacional da SBPJor. O evento vai até a quarta, dia 10, e o tema é “Desafios da pesquisa em jornalismo: interdisciplinaridade e transdisciplinaridade”. Cerca de 150 relatos de pesquisa devem ser apresentados em comunicações individuais e mesas coordenadas. O encontro tem como conferencistas internacionais Martin Löffelhoz, da Alemanha, e Stuart Allan, do Reino Unido.

Haverá lançamento de livros, entrega do 5º Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, além de outras tantas atividades de troca de experiências e de ideias.

Veja os trabalhos previstos:

Comunicações individuais da Terça, dia 9: aqui

Comunicações coordenadas da Terça, dia 9: aqui

Comunicações individuais da Quarta, dia 10: aqui

Comunicações coordenadas da Quarta, dia 10: aqui

Mais informações: http://www.sbpjor.org.br/8encontro/

(Estarei por lá e vou tentar tuitar)

redes de pesquisa se reúnem na sbpjor

Uma das atividades que considero mais inovadoras nas ações da SBPJor está na sua atenção com as redes de pesquisa. Desde que surgiu em 2003, a entidade tem incentivado a criação de coletivos de pesquisadores, chegou a elaborar uma política para organizar essas redes e tem acompanhado o seu desenvolvimento.

Você pode pensar: mas o que há de novidades nisso, já que a SBPJor é uma associação científica e deveria mesmo investir em redes de pesquisa? A novidade é o claro propósito da entidade de atuar nesse campo. E não é pouco.

Quem faz ciência sabe que sozinho não se faz pesquisa robusta, perene, abrangente e relevante . Pesquisar é trabalhar em equipe, trocar ideias, dividir tarefas, compartilhar resultados, enfim, trabalhar coletivamente.

Por isso que eu quero louvar mais um lance da SBPJor. No evento que irá acontecer no Maranhão a partir de segunda, a associação destinou uma atividade específica para reunir as redes vinculadas. A sessão “Redes de pesquisa: experiências e possibilidades” vai reunir três experientes líderes científicos: Zélia Adghirni (UnB), Rosane Guerra (FAPEMA) e Daniel Castro (IPEA). O encontro acontece na terça, dia 9, às 10h30, no Praia Mar Hotel – Ponta da Areia, São Luís.

Três redes estão se consolidando no âmbito da SBPJor: a Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), a Rede de Pesquisadores em Telejornalismo e a Rede de Pesquisa Aplicada Jornalismo e Tecnologias Digitais (JorTec).

há 5 anos, um marco na tv brasileira…

Retransmito convite dos combativos e incansáveis colegas do Intervozes:

Há 5 anos, pela primeira vez na história, a televisão privada brasileira era ocupada por produções independentes a partir de uma ação civil pública movida por organizações da sociedade civil contra uma emissora por violação de direitos humanos. Entrava no ar o programa Direitos de Resposta.

De lá pra cá, a luta pelo direito à comunicação avançou, mas ainda há muito pra lutar!

Dia 12 de novembro, vamos celebrar os cinco anos deste programa e bater um papo sobre liberdade de expressão e participação social nas comunicações, tema tão candente nas eleições deste ano.

Será o lançamento do livro “A sociedade ocupa a TV”, memória do processo que culminuou com a ocupação da Rede TV! pelo programa que tratava de Direitos Humanos.

Nos vemos lá!

Serviço:
Data: 12 de novembro de 2010, sexta-feira, das 18:30 às 21:30
Local: Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, Av Paulista 37 (Próximo ao metrô Paraíso)
Mais informaçõeswww.intervozes.org.br – (11) 3877-0824

 

políticas públicas e jornalismo em revista

Acaba de sair a última edição de 2010 da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Mestrado em Jornalismo da UFSC (PosJor). O número tem como tema Políticas Públicas e pode ser acessado gratuita e integralmente aqui.

O sumário pode ser conferido abaixo, mas esta não é a única novidade. A maior delas é que a equipe da EJM conseguiu concluir a implantação do DOI, o Digital Object Identifier, uma inovação editorial que dá a cada artigo publicado um número específico e único. Assim, é mais fácil recuperar o texto em bases de dados, é mais fácil inserir suas informações na Plataforma Lattes e ainda se avança na profissionalização das revistas acadêmicas no país. O sistema já é adotado pelos mais importantes periódicos científicos do mundo, e a Estudos em Jornalismo e Mídia é a primeira da área da comunicação no Brasil a ter artigos com DOI!

Sumário

Apresentação: Foco na notícia e no cidadão – Rogério Christofoletti

Núcleo Temático

Práticas jornalísticas e políticas públicas: estudo dos indicadores de análise das coberturas sobre crianças e adolescentes – Leonel Aguiar e Vinicius Neder

Políticas públicas e direitos de crianças e adolescentes: o papel da mídia na expansão da cidadania – Danilo Rothberg e Pedro Luis Bueno Berti

O noticiário econômico e as políticas públicas de cunho social: sem diálogo – Paula Puliti

A cobertura jornalística das audiências públicas nas mídias legislativas – Cristiane Brum Bernardes e Antonio Teixeira de Barros

A deliberação a longo prazo no espaço de visibilidade mediada: o Bolsa-Família na mídia impressa e televisiva – Angela Cristina Salgueiro Marques

Um olhar sobre a cobertura jornalística de políticas públicas sociais no jornal Zero Hora – Rosane Rosa

Concentração de meios e políticas de comunicação na Venezuela – Carla Candida Rizzotto

A experiência da pesquisa em comunicação ambiental e suas aplicações no estudo e preservação do Pantanal Sul-Matogrossense – Greicy Mara França e Lairtes Chaves Rodrigues Filho

As políticas públicas ambientais no jornal Gazeta do Povo: como se dá a cobertura das ações governamentais para o meio ambiente – Michele Goulart Massuchin

Temas Livres

A rádio informativa portuguesa na Internet – o estado da arte – Luís Bonixe

Autorreferência na imprensa: jornalismo “de primeira” e de “segunda classe” – Márcia Franz Amaral

Customização em massa da mídia: veículos tradicionais do conhecimento se reinventam para atender os consumidores e coexistir com as novas mídias – Valdenise Schmitt

Identidade local e imaginário urbano no telejornalismo: os 159 anos de Juiz de Fora no MGTV – Francisco Angelo Brinati e Paulo Roberto Figueira Leal

Wikificação como modelo de edição de conteúdos jornalísticos na web – Carlos Frederico de Brito d’Andrea

Os novos tempos do leitor de notícias e o leitor de notícias dos novos tempos – Anna Paula Knewitz e Nilda Jacks

A vida cotidiana no relato humanizado do perfil jornalístico – Amanda Tenorio Pontes da Silva

O Pro-Am como estratégia jornalística no Twitter: apontamentos para discussão – Vivian de Carvalho Belochio e Gabriela da Silva Zago

O mundo lá fora: o cinema direto e o novo jornalismo – Julio Bezerra

Resenha: A mulher além de todo o papel – Gabrielle Vívian Bittelbrun

dilma nas manchetes

Do previsível ao jocoso, do preconceituoso ao sisudo, todos os principais jornais brasileiros trouxeram em suas capas hoje a notícia da eleição de Dilma Rousseff à presidência do país. Acompanhe:

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nervos à flor da pele e o brasil dividido

Evitei tratar de eleições neste blog nos últimos meses. Foi deliberado. Não me senti muito à vontade para fazê-lo, mesmo que seja um assunto que eu goste muito e entenda menos do que gostaria. Acompanhei a campanha com muito interesse como em outros anos. Mas tentei não transformar este espaço em mais um palanque. Há quem o faça, e é igualmente legítimo. Um blog pode ser também um espaço muito pessoal, muito particular. E no meu caso – o de evitar tratar de eleições aqui – também foi uma opção muito pessoal e particular.

Mas antes da votação de domingo, quero deixar registradas umas duas coisinhas:

Primeiro. Há muito tempo eu não via uma campanha tão nervosa, tão combativa e tão suja. Na verdade, desde 1989, eu não via algo assim tão polarizado, tão confrontante. Os candidatos não ajudaram: não têm carisma, elegeram temas desimportantes e apelaram para diversos expedientes condenáveis para se atacar. Perdeu-se uma oportunidade histórica de se discutir mais profundamente o país, de se definir uma agenda mais concreta para os próximos quatro anos, de avançarmos em temas ainda não tratados, como as reformas política e fiscal. Fiquei enojado em alguns momentos. Tentei não me irritar, fiz graça, embarquei em algumas piadas e até narrei um debate ao estilo de uma luta de boxe. Tudo para manter algum equilíbrio, distância e senso da importância (ou não) de alguns episódios.

Segundo. A campanha suja, o clima apaixonado, tudo isso ajudou a dividir o país. Li nas redes sociais, nos jornais, em diversos locais ataques de lado a lado, o que é natural e esperado. Mas percebi um clima de guerra fratricida, diferente do que já havia presenciado antes. Eu sei, é tudo muito impressionista, mas foi o que senti, o que vi e testemunhei. Vi pessoas que eram tão amistosas bloqueando outros colegas no Twitter por causa de suas preferências eleitorais; vi gente se agredindo violentamente nos comentários de blogs; alguns habitualmente corteses mostraram-se irados; outros habitualmente nervosos mostraram-se mais agressivos ainda; no trânsito, testemunhei motoristas provocando com palavrões quem estava com o carro ao lado e que ostentava um adesivo diferente do seu… Isso me fez pensar bastante em conceitos tão repetidos nesses dias, como democracia, cidadania, respeito à opinião alheia, paz…

Sim, eu entendo que o próprio formato das eleições contribui para a polarização, para a divisão, já que a existência do segundo turno é o confronto direto de um contra o outro.

Sim, eu sei que a eleição é importante, que é determinante para o futuro a curto prazo, que serviu para escolher governantes e representantes nos legislativos. Sei também que eleger um presidente não é qualquer coisa. Mas por outro lado também não é a decisão mais importante da vida, a que justifique perder amizades, criar inimigos, destilar ódio e irracionalidade, mentir desvairadamente, desejar a morte dos outros e por aí vai…

Aliás, taí uma coisa que é preciso ser dita: escolher o presidente é importante, mas a importância não termina aí. Pelo contrário: ela começa aí. Tão importante quanto eleger o presidente é acompanhar seus atos, perceber a “quebra de contrato” com o eleitor, cobrar, fiscalizar, posicionar-se. Então, não se justifica gastar toda a energia e destempero agora. A vida é mais do que essa disputa. A vida é uma disputa maior, bem maior.

afinal, o que são culturas piratas?

A Observatório (OBS*), revista científica do Observatório da Comunicação de Portugal, está com chamada de textos para sua próxima edição, já para 2011. Veja a chamada:

Open Call for International Journal of Communication on “Piracy Cultures”
Special Section to be published in 2011 [submission deadline: March 2011].
Editors Gustavo Cardoso and Manuel Castells

What are “Piracy Cultures”? Usually we look at media consumption departing from a media industry definition. We look at TV, Radio, Newspapers, Games, Internet and media contents in general departing from the idea that the access to those is made through the payment of a licence fee, subscription, or simply because it’s either paid or available for free (being supported by advertisement). That is, we look at contents and the way people interact with them within a given system of thought that looks at contents and their distribution channels as the product of relationships between media companies, organizations and individuals effectively building a commercial relationship of a contractual kind with rights and obligations.

But what if, for a moment, we turn our attention to the empirical evidence found not just in Asia, Africa and South America but also all over Europe and North America? All over the world we are witnessing a growing number of people building media relationships outside those institutionalized set of rules.

We do not intend to discuss if we are dealing with legal or illegal practises, our departure point for this call for papers is that, when a very significant number of the population is building its mediation through alternative channels of obtaining content, such a movement should be studied in order to deepen our knowledge of media cultures. Because we need a title to characterize those cultures in their diversity, but at the same time in their commonplaceness’, we propose to call it “Piracy Cultures”.

By addressing the dimension of Piracy Cultures we hope to increase our understanding of the practices and cultural drives (both individual and collective – national cultures; generational cultures, etc.) of fruition and consumption of media (cinema, TV series, music, etc.) under what is labeled, by both law and managerial cultures, as piracy.

Our aim is to give new insights as to how those current practices might evolve towards new institutionalized market practices and the changing of the perception of law or remain as counter-cultural movements, although shared by large portions of the population.

Manuel Castells and Gustavo Cardoso

Paper Submissions
The online submission deadline for papers is 31 Mar 2011. Please indicate in a cover note that the paper is intended for the special issue. Authors are advised to consult the journal’s guide for authors before submitting their paper.
Authors: Submit your paper now (IJoC login page), or see the Guide for Authors.

seminário democracia e jornalismo é hoje

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e o Mestrado em Jornalismo da UFSC (PosJor) promovem hoje o Seminário Democracia e Jornalismo na Era Digital. O evento acontece no Auditório Henrique Fontes (CCE/UFSC), a partir das 14 horas e é aberto ao público.

O seminário vai contar com uma atração internacional, o professor Silvio Waisbord, da George Washington University e um dos principais pesquisadores da área. Waisbord abre os debates tratando da democracia em outros países. O jornalista Carlos Müller, assessor da ANJ e doutor em Ciências Sociais, será o comentador da mesa. Na sequência, o editor-chefe do Diário Catarinense, jornalista Nilson Vargas, aborda os desafios regionais na era digital. Os comentários ficam por conta do professor Francisco José Karam, do Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) e do PorJor.

Seminário Democracia e Jornalismo na Era Digital tem o apoio do Diário Catarinense, objETHOS, Departamento e do Curso de Jornalismo da UFSC.

COBERTURA PELO TWITTER no @objethos pela hashtag #Democracia&Jornalismo

qualidade e crítica no jornalismo: um livro

A LabCom Books, editora da Universidade de Beira Interior (UBI) em Portugal, acaba de lançar “Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo”, livro com textos de sete pesquisadores e que tive o prazer de organizar. A exemplo de outros quase 60 livros, o volume pode ser adquirido em papel ou baixado em PDF na forma de ebook.

“Vitrine e Vidraça” faz parte da Coleção Estudos da Comunicação, e é o segundo livro produzido pela Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), após o lançamento de Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania (Ed. Paulus, 2008).

Assinam capítulos em “Vitrine e Vidraça” Luiz Martins da Silva e Fernando Oliveira Paulino (ambos da UnB), Danilo Rothberg (Unesp), Josenildo Luiz Guerra (UFS), Laura Seligman (Univali), Marcos Santuário (Feevale) e Rogério Christofoletti (UFSC).

Antes de baixar seu volume, leia a sinopse:

A qualidade implica na autocrítica, no estabelecimento de metas e objetivos, no seu alcance e na avaliação contínua de práticas e processos. O jornalismo não apenas oferece produtos informativos, mas também se insere nas sociedades como um importante elo entre os públicos, ajudando a formar opinião, estabelecendo consensos, alimentando-se de controvérsias. Portanto, discutir qualidade no jornalismo está intimamente ligado ao exercício da crítica de mídia, à reflexão sobre democracia e responsabilidade social. Está também atrelado ao debate sobre a ética, a formação dos novos jornalistas, a inovação e a busca da excelência técnica. Tratar de qualidade conjuga preocupações de ordem econômica, política e metodológica, aspectos que auxiliam a construir novas bases para o jornalismo.

Veja o índice

Parte I – Da análise e da crítica

O jornalismo como teoria democrática
por Luiz Martins da Silva

Jornalismo e informação para democracia: parâmetros de crítica de mídia
por Danilo Rothberg

Responsabilidade Social da Mídia: análise conceitual e perspectivas de aplicação no Brasil, em Portugal e na Espanha
por Fernando de Oliveira Paulino

O conceito de enquadramento e sua contribuição à crítica de mídia
por Danilo Rothberg

Monitoramento de Cobertura e Produção Experimental Monitorada: Pesquisa aplicada voltada para a qualificação de produtos e processos jornalísticos
por Josenildo Luiz Guerra

De “Ouvinte” a “Ouvidor”: Responsabilidade Social da Mídia e parâmetros para atuação da Ouvidoria das Rádios da Empresa Bra- sil de Comunicação (EBC)
por Fernando Oliveira Paulino

Parte II – Do aperfeiçoamento e do avanço

Jornais Populares de qualidade: Ética e sensacionalismo em um novo padrão do jornalismo de interior catarinense
por Laura Seligman

Concentração de mídia e qualidade do noticiário no sul do Brasil
por Rogério Christofoletti

Qualidade da Formação em Jornalismo Cultural na Modernidade Líquida
por Marcos Santuario

Avaliação de qualidade jornalística: desenvolvendo uma metodologia a partir da análise da cobertura sobre segurança pública
por Josenildo Luiz Guerra

Brevíssima cronologia da inovação na imprensa brasileira
por Rogério Christofoletti

o que você vai fazer na terça?

A cobertura da campanha eleitoral, o papel do jornalismo na atualidade, a crise da indústria dos impressos. Esses e outros temas estarão na mesa de discussões durante o Seminário Democracia e Jornalismo na Era Virtual, que o Mestrado em Jornalismo da UFSC e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) promovem na próxima terça, 26. O evento começa às 14 horas no Auditório Henrique Fontes, no CCE/UFSC, e é aberto a jornalistas, pesquisadores, estudantes e demais interessados.

Participantes inscritos recebem certificados, mas vagas são limitadas. Para se inscrever, basta enviar nome e CPF para o email objethos@gmail.com
A cinco dias da eleição do próximo presidente do país e no dia seguinte ao debate dos presidenciáveis na Rede Record, o Seminário Democracia e Jornalismo na Era Digital é mais uma oportunidade de se discutir a mídia, a política e a sociedade.

privacidade, interesse público e equilíbrio

Como qualquer atividade humana, o jornalismo se equilibra em valores. Interesse público, equilíbrio no tratamento das informações e respeito à privacidade são alguns deles.

Na coluna de hoje, a ombudsman da Folha de S.Paulo, Suzana Singer, escreve que muitos dos leitores daquele jornal se queixaram da reportagem que denunciava que Mônica Serra, esposa do presidenciável José Serra, teria feito um aborto há décadas no Chile. Os leitores criticaram o jornal pela invasão de privacidade e questionavam o valor jornalístico da matéria assinada por Mônica Bérgamo. A ombudsman reconheceu que a reportagem trata de um assunto delicado e “quase inverificável”. Mas defende a oportunidade de tratar do tema, tão explorado na campanha eleitoral não apenas por Serra, mas por sua rival Dilma Rousseff. Suzana Singer conclui:

É, sem dúvida, polêmico e desconfortável fazer jornalismo da vida privada. Mas, à medida que os dois candidatos -Serra e Dilma- assumem personagens quase fictícios nessa campanha, justificam-se os esforços em tentar desnudá-los.

Um leitor mais exigente poderia indagar: Quer dizer que para “desnudar” um candidato os jornalistas podem até mesmo invadir o seu passado, a sua privacidade?

Particularmente, não sei se é pra tanto, mas a se pensar… A se pensar nos limites para o jornalismo, inclusive o praticado pelos jornalões como a Folha. Em setembro passado, durante a Semana do Jornalismo aqui na UFSC, a mesma ombudsman da Folha deu detalhes sobre como o seu jornal se orienta para cobrir os candidatos. Entre outros indicadores, estão as pesquisas eleitorais, e quem está na frente recebe mais atenção que os demais. Não proporcionalmente em termos de espaço, mas em termos de investigação. Isto é, quem está na frente tende a ter mais preocupação do jornal em “desnudar” seu passado, suas ações, suas promessas.

Confesso que essa orientação me incomoda. Ela se distancia muito de uma cobertura equilibrada, balanceada e justa. É certo e esperado que a imprensa fiscalize, investigue, vasculhe informações atrás de detalhes que atendam ao interesse do público, da coletividade. Mas é preciso fazer isso de lado a lado, não impulsionado por pesquisas ou sondagens, mas por valores mais perenes e amplos. Ficar ao sabor do vento não me parece garantir uma boa jornada nesses tempos tão revoltos…

o encontro da sbpjor mudou!

As obras do Reuni na Universidade Federal do Maranhão obrigaram a coordenação do 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo a mudar o local do evento. Agora, o encontro – com data entre 8 e 10 de novembro – vai acontecer no Praia Mar Hotel, na Praia de Ponta da Areia (Avenida São Marcos, nº 4).

“garanta o seu emprego que eu garanto a minha dignidade”

O apresentador Paulo Beringhs, da TV Brasil Central, afirmou ao vivo que sua emissora teria recebido ordens para não realizar entrevista com o candidato Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás. Em seguida, sinalizou que por conta daquela informação muito possivelmente não estaria no dia seguinte na mesma bancada…

(dica da professora Maria José Baldessar, também publicado no Portal Imprensa)

liberdade de imprensa: afinal, quem está certo?

Há coisa de um mês, grandes veículos de comunicação brasileiros chiaram, causando histeria sobre uma suposta avalancha de ações para cercear a liberdade de imprensa no país. Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e Veja fervilharam em torno disso.

Acaba de sair a classificação mundial dos países em termos de liberdade de imprensa, feita pela ONG Repórteres Sem Fronteiras. O Brasil foi um dos destaques no continente. Está na 58ª posição entre 178 nações, e subiu 13 andares do ano passado pra cá.

A las progresiones ya observadas en el Cono Sur (Argentina, Chile, Paraguay y Uruguay) se suma esta vez la de Brasil. El gigante de América Latina debe su mejor posición a una disminución de los hechos violentos graves que minaban hasta entonces ciertas regiones y a las pruebas de lucha contra la impunidad en ciertos casos. También se la debe a las evoluciones legislativas favorables en materia de acceso a la información y de libertad editorial, como la reafirmación del derecho a la caricatura en periodo electoral. Finalmente, Brasil cuenta con una de las comunidades de internautas más activas del mundo. La situación sería aún mejor si las medidas de censura preventiva no golpearan a ciertos medios de comunicación.

Afinal, quem está certo: a mídia apavorante ou a ONG que observa o assunto há anos?

curso de ética jornalística a distância

(Reproduzido do objETHOS)

O projeto Knight Center for Journalism in the Americas, dirigido pelo brasileiro Rosenthal Calmon Alves, está com inscrições abertas para um curso de ética jornalística para a era digital. O curso é gratuito, a distância e totalmente em inglês. O ministrante é o professor Edward Wasserman, referência obrigatória para os estudos da área, com diversas obras do gênero e com assento nas universidades de Washington e Lee em Lexington, Virginia.  Wasserman é ainda um especialista em mudanças tecnológicas, controle de mídia, plágio, fontes de confidencialidade e conflito de interesses.

O curso é dirigido a jornalistas da América Latina e Caribe com pelo menos três anos de experiência e que tenham um inglês em nível intermediário, isto é, que falem, escrevam e leiam no idioma.

Mais informações: http://bit.ly/b3UWXY

 

 

assim é em lisboa como em são luís

Se você estiver em Lisboa entre os dias 8 e 9 de novembro, o acontecimento é o 3º Seminário Internacional Media, Jornalismo e Democracia, promovido pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O evento reúne nomes como Thomas Patterson, Dan Hallin, Nelson Traquina, Jorge Pedro Sousa, James Curran e Stephen Ward. Alguns pesquisadores brasileiros também por lá estarão. É o caso de Gerson Luiz Martins, Thaïs de Mendonça Jorge, Heitor Rocha Lima, Ana Lúcia Prado e Alice Mitika, entre outros.

Agora se você estiver pelo Brasil na mesma época, mais precisamente em São Luís, no Maranhão, o acontecimento é o 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, promovido pela SBPJor. O evento já se consolidou como a principal arena das investigações científicas em nível nacional, sempre trazendo nomes de peso internacional. Neste ano, é o caso de Martin Löffelholz, da Ilmenau University de Tecnologia (Alemanha), e Stuart Allan, da Bournemouth University – Reino Unido.

Não dá pra reclamar, né?

 


lance seu livro na sbpjor

A coordenação local do 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que acontece em São Luís (MA), de 8 a 10 de novembro, informa que o evento terá uma sessão de lançamento de livros no dia 9 de novembro, terça-feira, às 20 horas.

Como ocorre em todos os congressos, os autores que desejarem lançar seus livros no 8º SBPJor (http://www.sbpjor.org.br/8encontro/) devem entrar em contato com a profa. Roseane Pinheiro Arcanjo (roseane_arcanjo@yahoo.com.br).

Poderão indicar obras para participar da sessão de lançamentos todos os autores inscritos no 8º Encontro da SBPJor e que tenham produzido livros e periódicos científicos sobre jornalismo, bem como publicações na área de comunicação cuja temática seja ao menos parcialmente sobre jornalismo. As publicações devem ter data de 2010. Também serão aceitas obras de 2009, desde que não tenham sido lançadas no 7º Encontro SBPJor. Os interessados devem enviar à profa. Roseane, até o dia 30 de outubro, um texto com: 1) nome do(a/s) autor(a/es); 2) editora; 3) resumo de aproximadamente cinco linhas sobre a obra; e 4)imagem da capa em JPG (não muito pesada), para divulgação junto ao material recebido pelos congressistas. A possibilidade de lançamento está condicionada à inscrição do autor no 8° Encontro da SBPJor.