jornalismo digital: livro novo na praça

Demétrio Soster e Walter Teixeira Lima Jr. anunciam o lançamento do livro “Jornalismo Digital – Audiovisual, Convergência e Colaboração” (Ed.Unisc). Haverá sessões de autógrafo na Feira de Porto Alegre e no Encontro da SBPJor, que acontece no Rio de Janeiro.

Vejam o sumário:

PRIMEIRA PARTE – AUDIOVISUAL E REDES SOCIAIS

OS WEBJORNAIS QUEREM SER REDE SOCIAL? – Raquel Ritter Longhi, Ana Marta Moreira Flores e Carolina Teixeira Weber

TV + TWITTER: REFLEXÕES SOBRE UMA CONVERGÊNCIA EMERGENTE – Carlos d’Andréa

AVANÇOS E TENDÊNCIAS NO CONSUMODE AUDIOVISUAL: IP(+)TV – Diólia de Carvalho Grazino

ENTRE A TV E A INTERNET: MEDIAÇÕES SOBREPOSTAS EM iREPORT FOR CNN – Geane Alzamora

O ENSINO DE CIBERJORNALISMO: ESTUDO COMPARATIVO NOS CURSOS DE JORNALISMO DO RIO GRANDE DO NORTE E MATO GROSSO DO SUL – Gerson Luiz Martins

NEOFLUXO: JORNALISMO, BASE DE DADOS E A CONSTRUÇÃO DA ESFERA PÚBLICA INTERCONECTADA – Walter Teixeira Lima Junior

SEGUNDA PARTE – MESA COORDENADA SBJor

O PROCESSO DE PRODUÇÃO DO CIBERJORNALISMO E AS TEORIAS JORNALÍSTICAS – Carla Schwingel

JORNAIS DE WEB NAS FACULDADES BRASILEIRAS DE JORNALISMO – Carlos Alberto Zanotti

ENSINO DE JORNALISMO-LABORATÓRIO EMUMA PERSPECTIVA CONVERGENTE – Demétrio de Azeredo Soster e Fabiana Piccinin
FORMATOS DE LINGUAGEM WEBJORNALÍSTICA: A FOTORREPORTAGEM REVISITADA – Raquel Ritter Longhi

RELEVÂNCIA JORNALÍSTICA NOS SISTEMAS CONECTADOS EM REDE – Walter Teixeira Lima Júnior

jornalismo investigativo: livro no prelo

(reproduzido do Bapijor)

A organização do 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor) informa que o livro “Jornalismo Investigativo e Pesquisa Científica: Fronteiras”, organizado pelos professores Rogério Christofoletti e Francisco José Karam e contendo capítulos dos palestrantes do evento já está em fase adiantada de produção.

A obra deve sair pela Editora Insular, de Florianópolis, uma casa editorial comercial que tem se especializado em lançar títulos da área da Comunicação e que tem distribuição nacional. O volume, com cerca de 180 páginas, tem previsão de circulação em novembro e orelha assinada pelo prestigiado jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

um livro sobre fontes no jornalismo

Acaba de chegar ao mercado um dos pouquíssimos livros sobre fontes de informação que o leitor brasileiro tem à disposição! Trata-se de “Fontes de notícias – ações e estratégias das fontes no jornalismo”, de Aldo Antonio Schmitz. O título é uma versão da dissertação de mestrado do autor junto ao Posjor da UFSC, e que foi orientada por Francisco José Karam. O trabalho é original, interessante e um bom convite a se pensar nas relações que estabelecem jornalistas e seus entrevistados e consultados.

O livro saiu pela Combook, de Florianópolis, e tem 94 páginas. Schmitz é jornalista experiente e já foi pesquisador do objETHOS.

melhor site de literatura policial!!!

Sherlock Holmes, Poirot, Maigret, Sam Spade, Nero Wolfe, Philip Marlowe, Dupin, Mandrake, Espinosa e Miss Marple, todos juntos num lugar fácil de ser encontrado e com muito conteúdo multimídia.

Se você se interessa por literatura policial, narrativas noir, mistérios e investigação, um site vem bem a calhar: Grandes Detetives.com

O trabalho é assinado pela jornalista Ana Laux, que ampliou seu Trabalho de Conclusão de Curso (antes, um livro sobre o tema) para plataformas mais ricas em conteúdos. A proposta é bem interessante: abordar a literatura policial por meio dos personagens mais charmosos, inteligentes, sagazes e esquisitos do gênero. No site, é possível encontrar perfis, curiosidades, vídeos, ilustrações, objetos para colecionador, notícias fresquinhas, fóruns de discussão, links e até mesmo testes de conhecimento.


Pode conferir: não há nenhum site brasileiro mais completo sobre este gênero, considerado maldito por uns e absolutamente irresistível para a maioria das pessoas. Romances policiais não só oxigenam a literatura como garantem vendagens bem generosas aos campeões do gênero…

Vale conhecer os Grandes Detetives.

PS – Antes que alguém pergunte: sim, o site em questão foi concebido, produzido e é alimentado exclusivamente por minha Ana Laux. Mas antes que alguém julgue mal esta minha indicação, sugiro que vá ao site (ou siga pelo Twitter) e confira a sua qualidade insuspeita.

comunicação e cidadania: um livro

Reproduzo convite enviado pela Kênia Maia para o lançamento de mais um título coletivo sobre pesquisas da área da comunicação:

Caros,
Convido-os para o lançamento do livro Comunicação e Cidadania: Conceitos e Processos, organizado por Dione Moura, Elen Geraldes, Fábio Henrique Pereira, Fabiola Calazans, Fernando Oliveira Paulino, Gabriela Pereira de Freitas, Liziane Guazina, Luiz Martins da Silva e Samuel Lima.

Dia:  02/06/2011 (quinta-feira)
Horário: a partir das 19h30
Local: Carpe Diem, 104 Sul, Brasília

Uma coletânea capitaneada por docentes e colaboradores do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília, Comunicação e Cidadania: Conceitos e Processos propõe para a agenda pública experiências na interface Comunicação/Cidadania. Ambos fenômenos abordados por diferentes ângulos, o que resulta em um percurso instigante.
Política Social, jornalismo, cinema, radioweb, rádio comunitária, telefonia móvel, identidade profissional e o papel do jornalista, fotografia digital, marketing e marketing social, transversalidade da questão ambiental, uso de informações públicas no jornalismo,telejornalismo e política, representações da Terceira Idade, Sociedade da Informação são alguns dos temas apresentados, sempre incluindo a relação de tais temas com os conceitos e processos da cidadania.
A obra conta com colaboradores parceiros de outras instituições (UFRN e UCB) e o núcleo de autoras e autores está vinculado, em grande medida, ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e aos projetos de Extensão Comunicação Comunitária, SOS Imprensa e Projete Comunicação para Sustentabilidade.
Os relatos empíricos e as proposições conceituais apresentados na obra devem surtir novos e enriquecedores sentidos para essa interface.

o pimenta neves da ficção

Já que o assunto do dia é a prisão – pelo que parece definitiva – do jornalista Antonio Pimenta Neves, e já que isso acontece onze anos (parece mentira!) depois do crime que ele cometeu, por que não olhar para este caso pelas lentes da ficção?

O jornalista e escritor argentino Tomás Eloy Martinez fez isso em 2002 com o livro “O vôo da rainha”, onde mistura deliberadamente realidade e ficção, extraídos a duras penas do calor dos acontecimentos. Eloy Martinez conhecia o jornalista brasileiro, ficou perplexo ao saber do assassinato cometido, ainda mais por ter falado com ele poucos dias antes. No meio da escritura de um romance sobre a soberba, encomendado pela Editora Objetiva para a série Plenos Pecados, Eloy Martinez ainda perdeu sua esposa num atropelamento, do qual sobreviveu. Abalado, juntou os cacos e foi borrar as fronteiras entre realidade e ficção para tratar da “abelha rainha dos vícios e pecados”, essa tal de soberba.

O caso Pimenta Neves é um exemplo tão bem acabado desse pecado que até parece peça de literatura. Um dos homens mais influentes e importantes da imprensa nacional mata a namorada a tiros pelas costas, e, graças aos muitos subterfúgios jurídicos, zomba de todos com sua impunidade.

As páginas de Eloy Martinez chacoalham nossas certezas sobre fatos e ficções, exatamente como ele queria. O autor, que morreu em janeiro do ano passado, talvez gostasse de assistir aos capítulos finais dessa história. Ao menos a que chamamos de verdadeira.

mais uma do maurício

Meu amigo Maurício de Oliveira tem “macaquinhos no sótão”, como diz o Ziraldo. Não para!
Por isso, na próxima sexta – 13 de maio -, quando a Ponte Hercílio Luz completa 85 anos, ele vai lançar nova edição de seu livro “Ponte Hercílio Luz: Tragédia Anunciada”. O evento acontece às 19 horas no estande da Editora Insular, na 4ª Feira Catarinense do Livro, no Largo da Alfândega, centro de Florianópolis.

Ele convidou os amigos, e eu reforço e espalho para os meus…

um sábado sem sabato

Foi anunciada hoje a morte de Ernesto Sabato, o maior escritor argentino vivo desde Jorge Luis Borges. Sabato completaria 100 anos no final de junho; foi-se por causa de uma bronquite, o que é devastador para quem está com essa idade…

Na primeira vez que fui a Buenos Aires, trouxe na bagagem um exemplar de seu “Sobre homens e tumbas”. O grosso volume, com capa dura e miolo de papel barato, ainda dorme na minha prateleira. Não fui além das primeiras páginas porque outros autores furaram a fila. Outro título do próprio Sabato passou à frente. Devorei “O túnel” em dois dias e fiquei perplexo com uma prosa tão marcante do final dos anos 40.

No feriado da Páscoa, passei pelas livrarias da Corrientes e me deparei com livros de Sabato em promoção. Os argentinos parecem não ter pudores com isso. Ao lado dele nas bancas montadas estava um Borges aqui, um Bioy-Casares ali. Uma senhora estava ao meu lado e passou delicadamente os dedos pela capa de “Um e o Universo”, o livro de estreia de Sabato. A leitora parecia acariciar o rosto do autor. Nem ela, nem eu imaginávamos que uma semana depois seríamos informados da morte do velho escritor…

erro na capa… do livro

“O apressado come cru”. É o que diz o velho ditado. E ditados são como o azar: não costumam poupar ninguém.

A célebre editora argentina La Crujía, especializada em livros de comunicação, correu com alguns de seus títulos para lançá-los a tempo da 37ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, que acontece de 20 de abril a 9 de maio. A toque de caixa, colocou na gráfica uma série de novos livros, mas em ao menos um deles o editor seguiu a lei de Murphy: “Javier Darío Restrepo: periodismo y pasión”, coletânea de textos do jornalista colombiano que é um dos maiores especialistas em ética jornalística do continente.

Atendendo à pressa dos editores, os funcionários da gráfica conseguiram terminar a impressão a tempo de ser lançado nos primeiros dias da feira. Mas um único detalhe embarcou toda a edição: um “s” a mais no nome do veterano jornalista obrigou uma segunda impressão. Restrepo aparece como “Restrespo” na capa e nas folhas de rosto.

Erros acontecem, é verdade. A ironia é Restrepo ser um dos mais evidentes defensores da qualidade no jornalismo…

resenha de “vitrine e vidraça”

Carlos Tourinho, jornalista e professor brasileiro que faz doutorado em Portugal, assina resenha sobre o livro “Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo”, que reúne artigos de pesquisadores da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi).

A resenha saiu hoje no Observatório de Imprensa, leia aqui.
O livro pode ser baixado aqui.

comunicação digital: mais dois livros

Se você é pesquisador, profissional da área, usuário ou curioso, estão aí dois novíssimos títulos de livros produzidos em português sobre os temas que rondam a comunicação digital:

Intercom Sul 2010: perspectivas da pesquisa em comunicação digital
Organização: Maria Clara Aquino, Adriana Amaral e Sandra Montardo
Baixe aqui

Jornalismo e convergência: Ensino e práticas profissionais
Organização: Claudia Quadros, Kati Caetano e Álvaro Larangeira
Baixe aqui

reflexões sobre jornalismo: ebook

Em internet, um lançamento de três meses se torna um evento jurássico. Mas mesmo correndo o risco de ser cobrado por isso, indico a leitura de Reflexiones sobre Periodismo, livro organizado pela sempre atenta Esther Vargas e por Sofía Pichihua. O livro eletrônico  foi lançado no penúltimo dia de dezembro, mal completou cem dias de vida, mas se mantém fresco e pulsante.

O ebook tem 23 páginas e reúne curtos textos de jornalistas e especialistas em comunicação sobre aspectos que são essenciais para se compreender o jornalismo atual e o que está por vir. Bem editado, é fartamente ilustrado, e merece a atenção de quem pensa e se interessa pelo turbilhão de coisas que chacoalha as nossas certezas.

por aqui!

livro com cara de internet

Hoje, já não é mais novidade um livro ser lançado na forma de volume impresso e, ao mesmo tempo, em formato digital, próprio para dispositivos móveis de leitura. A exemplo de outras áreas, o mercado editorial precisou se adequar a novos hábitos de consumo e a novas formas de difusão da cultura do livro.

Mas as editoras não apenas estão oferecendo livros em bits como também estão encurtando o tempo de produção de volumes impressos. Dou um exemplo. Acaba de chegar às livrarias brasileiras o livro “Wikileaks – A guerra de Julian Assange contra os segredos de Estado”, dos jornalistas David Leigh e Luke Harding. O volume editado pela Verus está chegando aos leitores poucas semanas depois de sair das mãos dos autores. Para se ter uma ideia, a introdução do editor do The Guardian Alan Rusbridger para o livro é datada de 1º de fevereiro de 2011. Olhe o calendário: passaram apenas algumas semanas para que o livro fosse traduzido para o português, preparado, impresso e distribuído no Brasil… Um livro nos moldes tradicionais na velocidade da internet!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

um livro que faltava

A Sulina acaba de lançar um título bastante esperado para os pesquisadores das áreas da Comunicação, da Educação, da Antropologia e da Tecnologia: Métodos de Pesquisa para Internet, de Suely Fragoso, Raquel Recuero e Adriana Amaral.

Segundo a editora,

O interesse pelas abordagens empíricas a respeito das tecnologias digitais de comunicação tem avançado de forma perceptível no Brasil. “Como fazer”, “como aplicar” e “como pensar” metodologias que sejam eficientes e que permitam coletar e analisar dados compatíveis com os seus problemas de pesquisa e com suas perspectivas teóricas constitui um dos maiores desafios que se colocam para os pesquisadores.
O livro Métodos de pesquisa para internet, escrito por Suely Fragoso, Raquel Recuero e Adriana Amaral, nasceu da percepção desse contexto e tematiza e exemplifica perspectivas metodológicas específicas a respeito da internet. Além disso, fornece subsídios para estudos sobre outros temas em que a internet desempenhe o papel de lugar ou de instrumento de pesquisa. É um livro construído a partir das próprias experiências de pesquisa empírica das autoras ao longo de anos de estudo e experimentação com diferentes métodos.

Tem 239 páginas e custa R$ 33,00. O prefácio é assinado por Alexander Halavais, e a orelha é de Simone de Sá.

O sumário é este:

Introdução

Parte I – Perspectivas sobre a pesquisa empírica

Panorama dos Estudos de Internet

Construção de Amostras

Teoria Fundamentada

Parte II – Apropriações Metodológicas

Estudos de Redes Sociais

Análises de Hiperlinks

Abordagens Etnográficas

Referências

Sobre as autoras

Glossário

Índice Remissivo

 

panorama da comunicação: baixe!

O Ipea lançou ontem os três volumes do Panorama de Comunicação e das Telecomunicações no Brasil, pesquisa inédita feita com o apoio das principais associações científicas e acadêmicas da área (Socicom).

Os volumes podem ser baixados gratuitamente:

Volume 1, aqui

Volume 2, aqui

Volume 3, aqui


lobão ainda interessa; e surpreende

Não tenho nenhum disco do Lobão em casa. Guardo com verdadeiro carinho algumas canções dele na memória, mas ele não é um artista que eu possa chamar de preferido. É mais um personagem pra mim. Como para muita gente.

Apesar dessa não-familiaridade, acabo de devorar as quase 600 páginas de sua autobiografia – Lobão: 50 anos a mil -, que ele lançou com o jornalista Claudio Tognolli. Aliás, taí uma dupla que combina muito, pela fama, pelo humor rasgado, pela inteligência aguda… Mas eu dizia que devorei a biografia do Lobão mesmo não ligando muito pra ele, e você pode se perguntar por que. Bem, foi uma surpresa. Minha mulher me deu o livro no Natal, confessando “ser uma aposta”. Entendi que ela estava oferecendo um prato para que eu provasse e, quem sabe, aprovasse. Entendi também que ela havia comprado o livro com segundas e terceiras intenções, pois se identifica muito mais com o biografado do que eu. Calei. Folheei e comecei a ler o 50 anos a mil ao mesmo tempo em que lia outro livro, mas o fato é que Lobão é um cara bastante espaçoso e foi ocupando todo o meu tempo de leitura nesses dias tórridos de verão em Florianópolis.

Por isso, você deve imaginar que o personagem vale a leitura, que as histórias são boas, enfim, que haja assunto para um catatau que pesa mais de um quilo e que traz esse semblante risonho e convidativo aí ao lado.

Olha, Lobão não é só espaçoso, mas também portador de todos os adjetivos que você já ouviu por aí. É uma metralhadora giratória; tem opinião para tudo; fala demais; é agressivo à toa; briga com todo o mundo; se entupiu de drogas boa parte da vida; é oportunista e meio marqueteiro; foi também meio bandidão, delinquente, desajustado… quer dizer, o cara é encrenca na certa.

Tá, isso tudo. Mas mais.

Na honesta e verborrágica autobiografia, Lobão se mostra ostensivamente afetuoso, deliberadamente franco e atavicamente determinado a colocar uma vida a limpo. Não que ele esteja no final dela. Quem ler, lerá que não.

Contrariando a expectativa de muita gente, Lobão se revela muito autoexigente, um estudioso aplicado e esforçado naquilo que lhe interesse – sobretudo música e literatura. Ele se debruça sobre um instrumento e persegue algo ali que está sempre além de si. Mergulha, se concentra e se joga. É inquieto, contraditório e hiperativo; um lobo correndo em círculos, sem matilha, e com a nítida sensação de estar sendo espreitado por predadores.

Como qualquer biografia que se preza, esta é também um acerto de contas. Com inimigos, com a família, com a imagem que lhe imputam e consigo mesmo. Lobão parece estar cagando para o que o público pensa dele hoje, agora. Está mais preocupado em se fazer entender. Talvez porque também esteja mais devotado a se entender também. Nas últimas 200 páginas, deixa escapar um persistente ressentimento: não estão me compreendendo ainda, não entenderam a música que eu persigo e quero fazer. É natural, é esperado, ainda mais de um lobo solitário como este. Caçado por muita gente por aí.

Mas o livro é bom? É bem escrito?

Sim, é bom. Vale a leitura. Vale a viagem. Lobão é bem-humorado, inteligente, repetitivo em algumas expressões, insistente em se fazer mostrar. É um aparecido! Tem alma de artista, espírito esvoaçante, personalidade forte e sentido espetacularizante, midiático. 50 anos a mil não é lá bem escrito, pois se apoia em um bom punhado de clichês e vícios de linguagem, e porque sua estrutura como narrativa é quadradona, o que surpreende de alguém tão criativo como ele. Mas pouco importa! Já que a força das histórias, a verborragia do biografado dão o tom do samba. O leitor se depara com Lobão falando tudo aquilo, é possível reconhecê-lo em sua oralidade perturbadora, que junta Nietzsche a meia-dúzia de palavrões que aprendemos nos estádios de futebol.

A estrutura do livro também é um pouco errante. Lobão é literal, linear e bastante minucioso de seus primeiros vinte anos. Isso faz com que o leitor encontre o Lobão como o conhecemos só lá pela página 150, quando ele vai tocar com Ritchie e Lulu Santos no Vímana! Por isso, se não tiver o devido saco, pule e vá direto ao ponto. A partir do momento em que desponta para o estrelato, encontramos no final de cada capítulo um clipping do Lobão na Mídia, o que ajuda a entender um pouco o tiroteio a que foi (e vem sendo) submetido. No final, não dá pra entender muito a reprodução de seis entrevistas com alguns personagens que cruzaram a vida do compositor (precisava?) e a publicação de acórdãos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (era mesmo necessário?). Cortando aqui, cortando ali, o catatau poderia ser mais enxuto, mais delgado… mas não seria Lobão! O estriônico, o hiperbólico, o deboçhado, o tonitruante, o apoplético.

Apesar de todas as trombadas que deu na vida, ele está aí, se reinventando na TV. Enterrou diversos amigos, emplacou hits nacionais, fracassou miseravelmente em outros projetos, casou, descasou, teve filha, teve cabelão, cortou a juba, deixou a barba crescer e passou a usar óculos. Hoje, é um senhor de 53 anos. Um senhor é o caralho! Um lobo é um lobo, mesmo quando seus pelos estão esbranquiçados e os caninos meio falhos.

Som e fúria!

me prendi a esse tal “fio”…

Esbarrei em “Por um fio” num sebo. Só conhecia o doutor Drauzio Varella da TV, e não de seu bestseller “Carandiru” ou outros menos célebres. Acabei levando “Por um fio” pelo preço convidativo, pelo bom estado do exemplar e por um punhado de palavrinhas bem encaixadas no texto da contracapa. Não cheguei a deixar o livro adormecer duas noites na estante e ataquei algumas páginas.

Nem tanto pela prosa, mas mais pelas histórias, fui ficando e devorando capítulos e capítulos. Para quem ainda não ligou o título à obra, “Por um fio” é um livro de memórias autobiográficas do médico mais famoso do Brasil, um respeitado oncologista que volta e meia aparece no Fantástico ou em programas do gênero. “Por um fio”, no entanto, não é nada digestivo, pelo contrário. As histórias que se colhe por lá são alguns resultados de mais de trinta anos de clínica do doutor Drauzio enfrentando casos complicados, incuráveis e surpreendentemente curados.

Sem cerimônia, o leitor é apresentado a todo tipo de moléstia grave, com especial atenção a cânceres e tumores diversos. Sem alternativa, o leitor desfila pelo corredor que separa vida, morte e sobrevida. Fortes, intensas, emocionantes, inesquecíveis, as histórias são também prosaicas, banais, cotidianas para um médico que carrega nas costas as esperanças de parentes aflitos, as dores pessoais e as perdas com as quais precisa conviver. A medicina ali é mostrada como um campo de batalha sem glamour, mas com muito trabalho. O dia-a-dia dos médicos não é faustoso nem heroico. Os momentos finais dos pacientes, seus humores, seus familiares quase sempre são mostrados com cores cruas, pouco vibrantes. A vida é mais dura, aprende-se logo nas primeiras páginas. A luta pela vida é mais ainda. O câncer atinge o rico e o pobre, mata homens e mulheres, e ataca também a quem o enfrenta, no caso, os médicos. A Aids também se mostra virulenta e epidêmica, cruel e irônica.

“Por um fio” é um bom livro para quem almeja ser médico. É um bom livro para quem quer aprender mais da vida e da morte. Para quem quer se aproximar dessa espécie que convencionamos chamar homem. Isso porque revela imperfeições, fraquezas, incertezas e inconstâncias. Isso porque nos atira na cara a dureza e a sensibilidade, a esperança e o desalento, a vitalidade e a inevitabilidade do maior evento da vida.

Nas pouco mais de 200 páginas do livro, o choro fica espremido entre os curtos capítulos. Contive as lágrimas como quem economiza água. Melhor guardar para quando for justificado. Melhor chorar nos maiores dramas. Ao final do volume, o choro ficou embargado; não veio a apoteose, o clímax. Talvez porque o livro espelhe com forte fidelidade a vida, seus altos e baixos. No capítulo final, o desfecho é dilacerante e simbólico. A cena fica congelada no tempo, suspensa por um único fio. Tão frágil e tão elástico, como se a ele se prendesse o mundo e a vida.

sócrates, crátilo, o cotidiano e o jornalismo

O inquieto e produtivo Wellington Pereira informa que

o Grupo de Pesquisa sobre o Cotidiano e o Jornalismo (Grupecj)  do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB lança amanhã, 14, às 20 horas, no auditório do Mestrado em Comunicação – Campus I- João Pessoa, o seu novo livro: Sócrates recorta jornais, Crátilo desenha palavras: o nome dos objetos no jornalismo impresso.

O livro foi editado em forma de e-book e vai ser distribuído, gratuitamente, pela Editora Marca de Fantasia.

Contatos para mais informações: wjdop@uol.com.br

Aliás, baixe o livro aqui.

e-book free: brazilian perspectives in digital enviroments

Marcos Palacios e Othon Jambeiro avisam:

Como parte das comemorações dos 20 anos do Pós-Com (Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas) da UFBA, Othon Jambeiro e eu estamos lançando um livro/coletânea, em inglês, intitulado: “Brazilian perspectives in digital environments: communication policies, e-government and digital journalism”.

For all readers: download here!

censura, mpb e um livro a ser lançado

mais um romance do abc

Márcio ABC, um dos melhores jornalistas com quem – ainda – não trabalhei, convida para o lançamento de seu segundo romance, Desrumo. O primeiro, não sei se você lembra, é o Parabala, de 2002.

mais um livro do celso vicenzi

O jornalista Celso Vicenzi manda convidar. E como a oportunidade é boa, compartilho:

veja os lançamentos editoriais na sbpjor

O 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo da SBPJor tem agendado para a noite de amanhã a sessão de autógrafos e lançamento de livros.
Quer saber as novidades? Siga a lista:

“Ensino de Jornalismo em tempos de convergência”
Organizadores: Elias Machado e Tattiana Teixeira
Editora: E-papers

O livro apresenta trabalhos da equipe de pesquisadores da UFSC da Rede PROCAD/CAPES O Ensino de Jornalismo na Era da Convergência Tecnológica. Com 148 páginas, a obra está divida em duas partes e conta com oito capítulos. Na primeira parte são publicados textos de Elias Machado, Tattiana Teixeira e Francisco Karam.  Na segunda parte os textos são de autoria de Diego Kerber, Elias Machado, Leonardo Foletto, Vivian Viríssimo e Rodolfo Espinola.

“Jornalismo e acontecimento: mapeamentos críticos”
Organizadoras: Márcia Benetti e Virginia Pradelina da Silveira Fonseca
Editora: Insular

Este é o primeiro livro do projeto “Tecer: jornalismo e acontecimento”, financiado pela CAPES, através do PROCAD, reunindo pesquisadores dos programas de pós-graduação em Comunicação da UNISINOS, UFMG, UFRGS e UFSC. Em 9 textos, 17 pesquisadores tratam do acontecimento jornalístico sob  três perspectivas: “interfaces disciplinares”, “incursões sistematizadoras” e “reflexões aplicadas”.

“Mestres da Comunicação”
Organizadoras: Monica Martinez e Rosemary Bars Mendez
Editora: Phorte Editores

Dez pesquisadores contemporâneos propuseram-se o desafio de escrever, cada um, o perfil de um profissional de destaque da área: Norval Baitello Junior (escrito por Dimas Künsch), Jair Borin (por Jaqueline Lemos), Wilson Bueno (Arquimedes Pessoni), Dulcília Buitoni (Gisely Hime), Carlos Chaparro (Paulo Sérgio Pires), Boris Kossoy (Rodrigo Capella), Edvaldo Pereira Lima (Monica Martinez), Cremilda Medina (Raul Vargas), José Marques de Melo (Rosemary Bars Mendez) e Lucia Santaella (Vinicius Romanini).

“Produção e colaboração no jornalismo digital”
Organizadores: Carla Schwingel e Carlos A. Zanotti
Editora: Insular

Primeiro trabalho conjunto da Rede de Pesquisa Aplicada em Jornalismo e Tecnologias Digitais (JorTec), esta obra reúne textos derivados de investigações teóricas e empíricas de pesquisadores que se ocupam das crescentes transformações que a tecnologia vem impondo à Comunicação, em especial ao Jornalismo. Captação, produção, empacotamento, transmissão, distribuição e financiamento de conteúdos nas convergentes plataformas comunicacionais são os temas predominantes neste livro, útil aos que consideram a Comunicação e a Informação direitos fundamentais na Sociedade do Conhecimento.

“Dissídio das Vozes: a política dos jornais segundo os manuais de redação Folha, Estado e Globo”
Autor: Francisco Gonçalves
Editora: EDUFMA

A partir da análise dos processos de racionalização das práticas discursivas dos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo e da publicação e circulação dos seus manuais de redação, Francisco Gonçalves da Conceição analisa as formas de regulação dos espaços públicos empreendidas por essas organizações. Para tanto, parte do pressuposto que os manuais de redação não visam apenas disciplinar o trabalho dos jornalistas e/ou ditar um padrão lingüístico para a sociedade. Visam também regular as relações entre jornalistas, fontes e leitores e, deste modo, o próprio espaço público instituído na ação dos jornais.

“Estado, Mídia e Oligarquia: poder público e meios de comunicação como suporte de um projeto político para o Maranhão”
Autor: Carlos Agostinho Couto
Editora: EDUFMA

“Estado, Mídia e Oligarquia: poder público e meios de comunicação como suporte de um projeto político para o Maranhão” é resultado dos estudos de doutorado em Políticas Públicas de Carlos Agostinho A. de M. Couto, que aprofunda as relações do poder no estado do Maranhão com a mídia no período de 1965 ao início dos anos 2000.

“Comunicação Empresarial – transformações e tendências”
Organizador: Boanerges Lopes
Editora: Mauad X

“Comunicação Empresarial– transformações e tendências” expõe as mudanças constantes proporcionadas hoje pelos meios de comunicação, mostrando os diferentes matizes do vínculo indivíduo-organização e como se dá essa dinâmica através das redes sociais, blogs, podcasts e demais componentes do mundo digital, que geram milhares de influenciadores e multiplicadores.

“Identidade e Tecnocultura – a comunicação em questão”
Organizadores: Iluska Coutinho e Nilson Assunção Alvarenga
Editora: Mauad X

A identidade central Identidade e Tecnocultura – a comunicação em questão são os caminhos percorridos, hoje, pela Comunicação de um amplo espectro de temas, abordagens e paradigmas. Os textos apresentados neste livro relacionam as reflexões sobre mídia às mudanças tecnológicas, às novas linguagens e formas de sociabilidade.

“Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo”
Organizador: Rogerio Christofoletti
Editora: LabCom Books

Segundo livro organizado pelos pesquisadores da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), vinculada à SBPJor. Neste volume, sete pesquisadores avançam nas discussões sobre o papel da crítica e análise da mídia e sua articulação para ganhos de qualidade no jornalismo. Conceitos como democracia, cidadania e accountability são enfocados, bem como gestão de qualidade, monitoramento de noticiário e metodologias para o aprimoramento de produtos e serviços noticiosos. Participam como autores Luiz Martins da Silva (UnB), Danilo Rothberg (Unesp), Josenildo Luiz Guerra (UFS), Fernando Oliveira Paulino (UnB), Laura Seligman (Univali), Marcos Santuário (Feevale) e Rogério Christofoletti (UFSC), que organiza a obra.

“Inovações do Jornalismo no Mundo”
Autor: Sebastião Jorge
Editora: EDUFMA

A presente obra propõe-se a tratar do jornalismo incorporado à cultura, com estudos a respeito de grandes mestres que contribuíram com a imprensa, para mais bem servir à coletividade, tanto a nível local, nacional e internacional. Preocuparam-se em melhorá-la fazendo o bom uso da linguagem, da ética e dos princípios humanísticos que regem à sua missão.

“Indicadores da Qualidade no Jornalismo: políticas, padrões e preocupações de jornais e revistas brasileiros”
Autor: Rogério Christofoletti
Editora: Unesco Brasil

Primeira de uma série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). Neste volume, o leitor tem acesso a um amplo levantamento bibliográfico sobre qualidade e inovação na imprensa brasileira, bem como a um conjunto de entrevistas com gestores de jornais e revistas sobre padrões de qualidade na indústria brasileira atual. Estudo inédito, 62 páginas.

“Jornalistas e suas visões sobre qualidade: teoria e pesquisa no contexto dos Indicadores de Desenvolvimento da Mídia da UNESCO”
Autor: Danilo Rothberg
Editora: Unesco Brasil

Segundo volume da série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). O autor apresenta o que pensam e como compreendem os jornalistas brasileiros acerca da qualidade da informação no setor. Estudo inédito, 50 páginas.

“Sistema de gestão da qualidade aplicado ao jornalismo: uma abordagem inicial”
Autor: Josenildo Luiz Guerra
Editora: Unesco Brasil

Terceiro volume da série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). O autor faz uma abrangente e complexa avaliação de como a imprensa brasileira trata a gestão da qualidade em seus processos e como isso resulta em seus produtos e serviços. Estudo inédito, 62 páginas.

“Qualidade jornalística: ensaio para uma matriz de indicadores”
Autor: Luiz Augusto Egypto de Cerqueira
Editora: Unesco Brasil

Este volume fecha a série de quatro publicações eletrônicas resultantes da pesquisa Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística, realizada na parceria entre Unesco e Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi). De forma propositiva, o autor retoma os pontos destacados nas três publicações anteriores e lança uma matriz de indicadores para avaliação de produtos da imprensa brasileira. Estudo inédito, 34 páginas.

qualidade e crítica no jornalismo: um livro

A LabCom Books, editora da Universidade de Beira Interior (UBI) em Portugal, acaba de lançar “Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo”, livro com textos de sete pesquisadores e que tive o prazer de organizar. A exemplo de outros quase 60 livros, o volume pode ser adquirido em papel ou baixado em PDF na forma de ebook.

“Vitrine e Vidraça” faz parte da Coleção Estudos da Comunicação, e é o segundo livro produzido pela Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), após o lançamento de Observatórios de Mídia: Olhares da Cidadania (Ed. Paulus, 2008).

Assinam capítulos em “Vitrine e Vidraça” Luiz Martins da Silva e Fernando Oliveira Paulino (ambos da UnB), Danilo Rothberg (Unesp), Josenildo Luiz Guerra (UFS), Laura Seligman (Univali), Marcos Santuário (Feevale) e Rogério Christofoletti (UFSC).

Antes de baixar seu volume, leia a sinopse:

A qualidade implica na autocrítica, no estabelecimento de metas e objetivos, no seu alcance e na avaliação contínua de práticas e processos. O jornalismo não apenas oferece produtos informativos, mas também se insere nas sociedades como um importante elo entre os públicos, ajudando a formar opinião, estabelecendo consensos, alimentando-se de controvérsias. Portanto, discutir qualidade no jornalismo está intimamente ligado ao exercício da crítica de mídia, à reflexão sobre democracia e responsabilidade social. Está também atrelado ao debate sobre a ética, a formação dos novos jornalistas, a inovação e a busca da excelência técnica. Tratar de qualidade conjuga preocupações de ordem econômica, política e metodológica, aspectos que auxiliam a construir novas bases para o jornalismo.

Veja o índice

Parte I – Da análise e da crítica

O jornalismo como teoria democrática
por Luiz Martins da Silva

Jornalismo e informação para democracia: parâmetros de crítica de mídia
por Danilo Rothberg

Responsabilidade Social da Mídia: análise conceitual e perspectivas de aplicação no Brasil, em Portugal e na Espanha
por Fernando de Oliveira Paulino

O conceito de enquadramento e sua contribuição à crítica de mídia
por Danilo Rothberg

Monitoramento de Cobertura e Produção Experimental Monitorada: Pesquisa aplicada voltada para a qualificação de produtos e processos jornalísticos
por Josenildo Luiz Guerra

De “Ouvinte” a “Ouvidor”: Responsabilidade Social da Mídia e parâmetros para atuação da Ouvidoria das Rádios da Empresa Bra- sil de Comunicação (EBC)
por Fernando Oliveira Paulino

Parte II – Do aperfeiçoamento e do avanço

Jornais Populares de qualidade: Ética e sensacionalismo em um novo padrão do jornalismo de interior catarinense
por Laura Seligman

Concentração de mídia e qualidade do noticiário no sul do Brasil
por Rogério Christofoletti

Qualidade da Formação em Jornalismo Cultural na Modernidade Líquida
por Marcos Santuario

Avaliação de qualidade jornalística: desenvolvendo uma metodologia a partir da análise da cobertura sobre segurança pública
por Josenildo Luiz Guerra

Brevíssima cronologia da inovação na imprensa brasileira
por Rogério Christofoletti

lance seu livro na sbpjor

A coordenação local do 8º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que acontece em São Luís (MA), de 8 a 10 de novembro, informa que o evento terá uma sessão de lançamento de livros no dia 9 de novembro, terça-feira, às 20 horas.

Como ocorre em todos os congressos, os autores que desejarem lançar seus livros no 8º SBPJor (http://www.sbpjor.org.br/8encontro/) devem entrar em contato com a profa. Roseane Pinheiro Arcanjo (roseane_arcanjo@yahoo.com.br).

Poderão indicar obras para participar da sessão de lançamentos todos os autores inscritos no 8º Encontro da SBPJor e que tenham produzido livros e periódicos científicos sobre jornalismo, bem como publicações na área de comunicação cuja temática seja ao menos parcialmente sobre jornalismo. As publicações devem ter data de 2010. Também serão aceitas obras de 2009, desde que não tenham sido lançadas no 7º Encontro SBPJor. Os interessados devem enviar à profa. Roseane, até o dia 30 de outubro, um texto com: 1) nome do(a/s) autor(a/es); 2) editora; 3) resumo de aproximadamente cinco linhas sobre a obra; e 4)imagem da capa em JPG (não muito pesada), para divulgação junto ao material recebido pelos congressistas. A possibilidade de lançamento está condicionada à inscrição do autor no 8° Encontro da SBPJor.

 

o que me surpreendeu no “manual do frila

Devorei ontem o Manual do Frila, que meu amigo Maurício Oliveira lançou no início da semana. Não me surpreendeu o texto leve e bem humorado, afinal trabalhei com o autor e essa é uma das muitas qualidades dele. Não me surpreendeu a objetividade do livro, afinal a editora Luciana Pinsky – minha editora, inclusive – tem lançado títulos no mercado que se caracterizam por sua utilidade e foco bem preciso.

O que eu não esperava era o imenso despudor do Maurício de não apenas dividir sua experiência como jornalista freelancer, mas de escancarar detalhes tão pessoais e íntimos de seu cotidiano. Nas páginas do livro, sabemos da trajetória do repórter, de seus êxitos e mancadas, de seus filhos e esposa, de como organiza seu tempo cotidianamente, e até mesmo do que pretende fazer após os 40 anos.

O Manual do Frila é declaradamente uma obra pessoal, mas os depoimentos colhidos junto a outros freelancers ampliam sua abrangência. Quer dizer: não se trata de uma biografia, mas o tom confessional do Maurício me surpreendeu. Por uma única razão: tenho menos coragem para me mostrar do que ele.

Mas você percebeu: este post é apenas uma impressão muito particular sobre o livro. Se vale a pena ler? Sim, vale. As histórias contadas são ótimas; as dicas, preciosas; os conselhos, úteis; e o livro vem a calhar, pois a bibliografia brasileira sobre o tema é praticamente inexistente…

lançamento do manual do frila

um manual para jornalistas freelancers

Maurício Oliveira é um dos jornalistas mais talentosos com quem já trabalhei.
Talentoso e experiente, ele já passou por algumas das redações mais fervilhantes do jornalismo brasileiro. Há algum tempo, é um freelancer que não para em casa de tanto trabalho que lhe aparece. É como ele mesmo ensina: não se pode dizer “não” mais de uma vez para o mesmo contratante…

Pois o Maurício está anunciando que logo-logo as melhores e piores livrarias do país vão receber seu Manual do Frila, editado pela competente Luciana Pinsky, minha editora também na Contexto. Para ver do que trata o livro, veja o sumário; para ler a apresentação, vá por aqui.