comunicação e inovação: chamada

A editora Regina Rossetti informa chamada de artigos para 2011 da revista Comunicação e Inovação:

A revista científica do Programa de Mestrado em Comunicação da USCS – Universidade Municipal de São Caetano do Sul, está recebendo artigos para publicação em 2011. O prazo final para a submissão de textos é:

Edição nº 22 (referente ao primeiro semestre de 2011): 31 de março.

Edição nº 23 (referente ao segundo semestre de 2011): 31 de agosto.

As normas podem ser acessadas em aqui

Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos pelo e-mail: rrossetti@uscs.edu.br

 

 

liberdade de expressão e auto-regulação

A Unesco promove hoje e amanhã em Paris um amplo seminário que vai discutir liberdade de expressão e auto-regulação na Europa. O evento vem sendo anunciado com alarde desde o ano passado e avança nos empreendimentos da organização no debate sobre segurança dos jornalistas, liberdade da internet, liberdade de imprensa no mundo e marcos regulatórios para a mídia em diversas partes.

Por questões operacionais, a Unesco dividiu o seminário em dois eventos seguidos:

Simpósio Internacional sobre Liberdade de Expressão

Conferência sobre ética jornalística e auto-regulação na Europa: novas mídias, velhos dilemas

 

direito do consumidor no lixo

Mais uma agência reguladora brasileira não cumpre o seu dever constitucional. Desta vez, foi a ANEEL, que deveria regular as coisas ligadas aos serviços de energia elétrica. Desta vez, a ANEEL ignorou o direito do consumidor – aquele que paga as contas, sabe? – e garantiu o direito das empresas de energia – aquelas que te cobram todo o mês e que não garantem serviço de qualidade.

Veja a matéria do Jornal do Brasil:

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu hoje (25), mais uma vez, negar o ressarcimento de cerca de R$ 7 bilhões aos consumidores pelos valores pagos a mais às distribuidoras de energia entre 2002 e 2009.

A Aneel já havia decidido em dezembro do ano passado que a revisão da metodologia de cálculo dos reajustes das tarifas da eletricidade, feita em 2010, não poderia retroagir em relação aos valores já pagos. A justificativa é que a aplicação retroativa do método não tem amparo jurídico e sua aceitação provocaria instabilidade regulatória ao setor elétrico.

A decisão de hoje foi tomada em relação ao pedido de reconsideração apresentado por um grupo de deputados federais.

 

Está satisfeito com a decisão?
Ainda acha que eu exagero quando demonstro minha indignação, descrença e desprezo pelas agências reguladoras?

prorrogação de prazo: encontro de professores

Demétrio de Azeredo Soster manda avisar:

Prorrogado para 5 de março prazo para proposição de trabalhos aos 1º Encontro Gaúcho de Ensino de Jornalismo e 1º Fórum Sul-brasileiro de Professores de Jornalismohttp://hipermidia.unisc.br/egej/

sobre catástrofes, oportunismo e moralidade

As fortes chuvas que assolam Santa Catarina nos últimos dias, após a tragédia na região serrana do Rio, trouxeram à mídia um personagem já conhecido: o responsável pela Defesa Civil, o major Marcio Luiz Alves. O personagem é conhecido, pois também frequentou os meios de comunicação com assiduidade em novembro de 2008, quando das cheias daquele ano. Mas confesso que nutro uma antipatia pelo major Alves e quero entender porquê.

A primeira coisa que me vem à mente é que não gostei do fato de o major ter sido candidato a deputado estadual em 2010. Sim, o major disputou uma vaga na Assembleia Legislativa, mas só conseguiu 10325 votos, apesar de ter tido farta mídia espontânea e de ser filiado ao partido do então governador Luiz Henrique da Silveira, o PMDB. Na minha lógica linear, um certo oportunismo teria movido o major a buscar um cargo público eletivo. E isso poderia ter me indignado, o que geraria a tal antipatia.

Acompanhando meu raciocínio, minha mulher intervém. “Mas e outros casos que poderiam ter tido oportunismo também? Esse casos te indignam também?” Os exemplos são variados: Romeu Tuma se projetou como xerife da Polícia Federal e se converteu em parlamentar nacional; artistas como Frank Aguiar e Agnaldo Timóteo usaram sua fama nos palcos para “entrar na política”; esportistas como Bernard (do vôlei), Romário e Bebeto (eleitos em 2010 para a Câmara Federal e a Assembleia fluminense), idem… Não, meu sentimento em relação a eles é menos contundente. Não existe complacência, mas acho que o caso do major Alves me indigna mais.

Minha esposa torna a argumentar: “Mas ele tem direito como qualquer um. Você mesmo já defendeu a candidatura do Tiririca!”. Sim, o major Alves, o Tiririca, a Mulher Pera e qualquer um que tenha ficha limpa, seja alfabetizado e tenha uma legenda podem concorrer a cargos públicos. É o que diz a lei. A legislação permite que se candidatem, mas o meu problema aqui não é de ordem jurídica, mas de ordem moral. É algo que farejo como imoral que me causa antipatia, que me faz torcer o nariz.

É claro que o major Alves pode se candidatar ao cargo que quiser; ele tem esse direito. Aliás, como eu tenho direito de nutrir antipatia por ele e manifestar isso sem difamá-lo, injuriá-lo ou atribuir a ele falso crime. Mas a questão que me move aqui é pensar o caso sob o viés de sua moralidade. Isto é: quero investigar porque isso me incomoda, que valor a situação contraria de modo a provocar um sentimento de repulsa ou resistência. Notem que entendo existir uma cadeia que liga valores a sentimentos a ações/atitudes: na medida em que alguns valores/princípios nos quais acreditamos são contrariados, são instigados sentimentos como a indignação, o que provoca – por sua vez – atitudes refratárias de nossa parte.

No caso do major Alves, talvez eu acredite que tenha havido um oportunismo para que ele se candidatasse menos de dois anos depois de sua ampla exposição na mídia. Exposição que se deu num momento dramático para milhares de pessoas. Essa possível atitude se chocou com uma projeção do que acredito ser a defesa civil ou os órgãos de assistência do tipo; e mais: o que penso ser a responsabilidade e papel daqueles que trabalham nessas circunstâncias. Os valores de base – a meu ver – devem (ou deveriam?) ser os mais nobres, aqueles que desprezam o “momento propício” para se beneficiar em causa própria. Deve prevalecer a luta coletiva, a busca da salvação em grupo e não da própria pele.

Mas ainda não estou totalmente convencido de que “apenas” isso tenha motivado esse minha antipatia pelo major Alves. Ando investigando meus sentimentos e os valores que os sustentam. Fico colocando à prova outros casos que podem se assemelhar. Estarei eu apenas implicando com o soldado? Estarei esperando demais daqueles que ocupam cargos estratégicos? Estarei projetando ilusões sobre o caráter e a moralidade dos atos das pessoas em geral? Eu faria diferente do major Alves na situação em que ele esteve? O que pode justificar moralmente a atitude dele se candidatar?

O que você acha, leitor?

ATUALIZAÇÃO: Quase três meses depois, o major Marcio me ligou no celular, dando sua versão do episódio. Leia aqui.

 

 

campus party corre perigo

Como nos três anos anteriores, a Campus Party Brasil conseguiu reunir milhares de aficionados por tecnologia, gerou mídia para as empresas do setor, movimentou um pouquinho as redações com pautas leves e popularizou o evento. Mas não parece ter ido além disso. Pelo menos foi o que percebi daqui, a 550 quilômetros. Sim, não fui a Campus Party este ano e acompanhei o evento pela mídia convencional e pelas redes sociais.

O que eu quero dizer? Quero dizer que, a exemplo do Fórum Social Mundial, a Campus Party Brasil corre perigo. Não de acabar ou de se desintegrar. Mas de se acomodar a ser apenas um evento, apenas um happening (empresto a palavra de Beth Saad). É claro que o FSM e a CP são ocasiões muito distintas em formato, alcance e propósito. Enquanto o FSM se propõe apresentar alternativas para uma alternativa global, principalmente no que tange aspectos econômicos, políticos e sociais, a CP é mais uma festa tecnológica, restrita aos países que a realizam. O FSM quer pensar e construir um novo mundo. A CP não necessariamente. Mas como posso compará-los?

Aproximo os dois eventos por considerá-los bastante importantes e oportunos. É realmente relevante debater soluções para os problemas da humanidade num momento de consumo exacerbado, de inchaço populacional, de impactos ambientais altamente agressivos, de injustiça social e de desequilíbrio econômico. Mas também é importante trocar experiências sobre tecnologia, apontar tendências de uso/apropriação de equipamentos e sistemas, debater impactos na sociabilidade e na comunicabilidade em tempos como os nossos. Daí que acho que a Campus Party – e o FSM – não podem se resumir a eventos que juntam tribos.

Há algum tempo, os organizadores do Fórum Social Mundial são cobrados pela mídia e por outros setores a apresentar resultados mais palpáveis das discussões. Questiona-se para onde o FSM leva; pergunta-se que “outro mundo possível” é este. Apesar de incômodas, essas perguntas são importantes, inclusive para que os organizadores revejam a trajetória do evento e trabalhem para que ele se mantenha importante e oportuno.

O mesmo vale para a Campus Party. Para onde ela vai? Para que direções aponta? O que é a Campus Party hoje além de uma ocasião geradora de mídia para as empresas de telefonia? Tem sido um momento de prospecção de talentos, de inovações, de empreendedorismo efetivo e influente? Ou, mudando um pouco o discurso, o que a Campus Party Brasil quer ser daqui a cinco anos?

É preciso se reinventar.

Eu sei que a CP é uma desconferência, um encontro mais informal e com propósitos mais amistosos. Isso por parte dos participantes. Não dos patrocinadores. Eles não querem apenas a amizade e a admiração dos milhares de nerds e geeks. Eles querem fidelizar suas marcas, querem ampliar seus públicos consumidores, querem se descolar dos concorrentes e se fixar no imaginário dos consumidores, de maneira que isso resulte em lucros e vitalidade empresarial. Os organizadores da Campus Party querem o que com o evento? Não sei dizer, mas gostaria muito de saber.

Diferente de há vinte anos, hoje, ser nerd é estar de alguma forma na moda. Há uma popularização do estilo geek de ser. Desktops, notebooks, netbooks, palmtops, smartphones, Iphones, Ipads e outras traquitanas estão se disseminando e facilitando usos variados. Eventos como a Campus Party são bem-vindos, mas não podem se limitar a ser vitrines; precisam ser arenas e laboratórios. Vitrines funcionam apenas como instigadoras do consumo; arenas permitem a discussão e o debate; laboratórios incentivam a busca de soluções. A Campus Party pode mais do que simplesmente reforçar o estereótipo de seus participantes – sujeitos sem vida social, afundados em seus computadores -, pode mais do que gerar imagens curiosas – como os computadores tunados – e pode mais do que criar mídia espontânea para construtores de máquinas e provedores de acesso. Se esta é a idade do conhecimento, se vivemos nas sociedades da informação, se os nerds estão no poder, se a tecnologia é uma determinante na distinção entre as civilizações do momento, penso que não é muito esperar mais do principal evento tecnológico do país…

a biografia de um disco

Esse tal de jazz tem umas coisas super curiosas. A exemplo de outros gêneros, você pode encontrar livros que contam a história de um artista ou de um grupo de artistas, mas vai além. Tem também biografia de gravadora, de casa de show e até mesmo de disco. Terminei de ler esta semana A Love Supreme, simplesmente a biografia do disco mais famoso de John Coltrane.

Se você sabe do que estou falando, deve imaginar o que deve ser: um livro para aficcionados, para tarados em Coltrane, um incansável renovador do uso do sax.

Se você está boiando, a coisa é simples: o livro conta como o saxofonista foi reunindo um quarteto célebre para duas noites memoráveis de gravação no mítico selo Impulse. “A Love Supreme” é um disco de 1965, um dos últimos do instrumentista que viria a morrer de câncer no fígado dois anos depois. É um álbum que influencia músicos até hoje e que surgiu num contexto importante da ascensão da cultura negra na sopa cultural norte-americana. Misterioso, espiritual, pungente e extremista, o álbum ainda fascina, mesmo quem – como eu – não sabe nada de música ou teoria musical.

O livro de Ashley Kahn tenta dar conta da atmosfera que cerca os músicos à época de “A Love Supreme”. Por muitos momentos, o livro se torna enfadonho por conta dos muitos detalhes técnicos, mas vale o registro e a busca de um clima daquele momento. Ainda mais para colocar os devidos pingos nos is, afinal Coltrane ainda é um dos jazzistas mais mitificados do mundo. Até igreja tem em homenagem a ele!

Vale a leitura. Mas antes de começar a ler, coloque o disco na agulha…

(Uma amostra grátis: o primeiro “movimento” de A Love Supreme: Acknowledgement)

duas chamadas de portugal

O colega d’além-mar João Carlos Correia lembra dois calls for papers:

Uma conferência em Portugal: http://www.agendadocidadao.ubi.pt/PSR

Uma revista: http://www.ec.ubi.pt/ec/call.html

Interessa?


o que você tem a ver com as mortes no rio?

Evitei o quanto pude escrever sobre os acontecimentos desta semana, o terrível episódio que vitimou centenas de pessoas na região serrana no Rio de Janeiro. Não quis opinar, manifestar indignação ou acrescentar palavras ao que simplesmente nos rouba o sentido das frases. Mas eu hoje senti uma forte necessidade de pensar aqui neste espaço sobre isso.

Diante da assombrosa realidade das perdas, dos danos, dos prejuízos e das mortes, o que se diz, o que se pensa fica tão banal, tão gratuito e fácil que chega às vezes a ser ofensivo. Por mais que se diga que é uma tristeza sem fim as milhares de histórias contadas nos telejornais; por mais que a gente comente – confortavelmente no sofá de casa – o drama dos outros; por mais que isso tudo nos comova com sinceridade, as palavras simplesmente esfarelam. Elas não podem conter conforto a quem perde um filho ou um amigo; elas não trazem confiança ou esperança, já que a água levou tudo; elas só se limitam a contar, a narrar. É pouco, claro, mas talvez seja uma maneira de nos convencermos da fragilidade da vida, da necessidade do agora, da falência de nossas certezas frente a forças tão incomensuráveis como as da natureza.

Ouvi hoje uma frase atribuída ao evolucionista Richard Dawkins que é mais ou menos assim: “a natureza não é impiedosa; ela é simplesmente indiferente”. Quer dizer, ela não se vinga de nossos atos, não se volta contra o homem-agressor. Ela só segue seu curso, suas regras, estando nós em seu caminho ou não.

Parece resignação, mas é uma maneira escancaradamente realista do que é a espécie humana num planeta de 4,5 bilhões de anos de existência, num canto qualquer de um sistema solar pouco expressivo, numa galáxia ordinária nisso que chamamos de universo. Os humanos nos acostumamos a reivindicar um lugar especial em meio à natureza, pois ainda nos surpreendemos com nossos feitos. Nos deslumbramos com isso ainda. Mas olhando em perspectiva histórica, percebemos que nossa história no curso da natureza é muito diminuta ainda. E observando em termos espaciais, preenchemos muito pouco na dimensão que nos ajuda a delimitar o visível.

O que é que nos sobra, então?

Pra ser honesto, muito pouca coisa. Sobram nossos sentimentos, nossos sonhos, nossas histórias, nossas conquistas, nossos desejos, nossas derrotas. E nada disso é quantificável. Nada disso cabe em galpão nenhum.

É este incontornável sentimento de pequenez que me invade frente às pilhas de mortos em Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro… É disso que não consigo desviar ao me perguntar como cada protagonista desses dramas vai reinventar roteiro para suas vidas. A dor é maior que a perda. A morte é o que nos faz pensar na vida. A lágrima desavisada do anônimo no outro lado da tela é que te faz soluçar por aqui.

Uma maneira modesta de dar algum sentido nisso tudo é criar narrativas particulares: talvez isso venha a nos ensinar algo; talvez seja uma provação à nossa fé; talvez ressurjamos mais fortes disso tudo; talvez, talvez, talvez…

É assombrado com o que está acontecendo que fico pensando na nossa imediata necessidade de repactuar nossas relações neste tempo. Precisamos redimensionar nossos valores, atualizar nossas prioridades, redefinir os desejos. O leitor pode enviar donativos aos desabrigados, pode servir como voluntário nesse momento amargo, pode enviar uma prece ou um pensamento positivo. Pode exigir mais atitudes das autoridades, pode se engajar numa luta coletiva. Só não pode é ficar indiferente.

o congresso e o monopólio na mídia

Será que agora vai? Será que vão mexer neste vespeiro agora?

Veja a matéria do Portal Imprensa:

STF determina que Congresso tem de se posicionar sobre monopólio da comunicação

A Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República também serão interpeladas sobre o tema pelo STF por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 10, encaminhada pelo PSol.O Supremo Tribunal Federal (STF) quer saber o posicionamento do Congresso Nacional a respeito do monopólio da comunicação no país.
O objetivo da ação é fazer com que o STF determine ao Congresso Nacional a regulamentação de três artigos da Constituição Federal (220, 221 e 223), referentes à proibição do monopólio e do oligopólio na comunicação; o cumprimento de princípios que devem nortear a programação em rádio e TV; além da regulação do direito de resposta.
Segundo informa o tele.síntese, ao despachar a decisão no final do ano passado, a ministra Ellen Gracie determinou a solicitação de informações ao Congresso Nacional, “que poderão ser prestadas no prazo de 30 dias”. Determinou, ainda, “abra-se vista sucessiva ao Advogado-Geral da União e ao procurador-geral da República, para que se manifestem, cada qual, no prazo de 15 dias”.

 

panorama da comunicação: baixe!

O Ipea lançou ontem os três volumes do Panorama de Comunicação e das Telecomunicações no Brasil, pesquisa inédita feita com o apoio das principais associações científicas e acadêmicas da área (Socicom).

Os volumes podem ser baixados gratuitamente:

Volume 1, aqui

Volume 2, aqui

Volume 3, aqui


pós em jornalismo digital

Marcelo Träsel avisa que estão abertas até 4 de março as inscrições para o curso de especialização em Jornalismo Digital na PUC-RS. Veja mais detalhes:

Dias e Horários
Sextas-feiras, das 18h às 22h30, e sábados, das 8h às 12h30, a cada duas semanas.

Seleção
Os alunos serão selecionados mediante análise de currículo e entrevista presencial. O período de seleção vai de 020/01/2009 a
12/03/2010.

Matrículas
08/03/2010 a 12/03/2010

Início do curso
08/04/2011

Custo
1+17 parcelas de R$ 500,00

Disciplinas
Jornalismo e sistemas de informação
Produção em hipermídia I: texto
Produção em hipermídia II: audiovisual
Produção em hipermídia III: design gráfico
Jornalismo digital e mobilidade
Jornalismo digital e sociabilidade
Gestão de produtos digitais
Estudos de jornalismo digital e ética
Trabalho de Conclusão
Corpo Docente
Me. Aline de Campos
Dr. André Pase
Dra. Andréia Mallmann
Me. Barbara Nickel
Ba. Eduardo Lorea
Dr. Eduardo Pellanda
Ba. Marcelo Soares
Me. Marcelo Träsel
Dra. Pollyana Ferrari
Me. Silvana Sandini
Dra. Virgínia Pradelina da Fonseca

Contato
Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 7 – Sala 319
CEP: 90619-900 – Porto Alegre – RS
Telefone: (51) 3320.3658
Fax: (51) 3320.3858
E-mail: jornalismodigital@pucrs.br
Website: http://www.pucrs.br/educacaocontinuada/cursos/jornalismo_digital.html
Blog: http://www.pucrs.br/famecos/pos/jornalismodigital/
Twitter: http://twitter.com/posdigital

pesquisa em comunicação: eventos 2011

Anote na sua agenda!

Março

2º Simpósio de Pesquisa Avançada em Jornalismo da Região Sul
24 e 25 de março – Florianópolis, SC: UFSC
Mais informações: http://www.posjor.ufsc.br

Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania
25 e 26 de março – Braga, Portugal: Universidade do Minho
Mais informações: http://www.literaciamediatica.pt/congresso

Congreso Internacional de Ética de la Comunicación
29 a 31 de março – Sevilha, Espanha: Universidad de Sevilla
Mais informações: http://www.ethicscommunication2011.com


Abril

12º Simpósio Internacional de Jornalismo Online
1 e 2 de abril – Austin, EUA: Universidade do Texas
Mais informações: http://online.journalism.utexas.edu

Fórum Regional Sul de Professores de Jornalismo
Encontro Gaúcho de Professores de Jornalismo

8 e 9 de abril – Santa Cruz do Sul, RS: Unisc
Mais informações: http://hipermidia.unisc.br/egej

Encontro Mineiro de Professores de Jornalismo
8 e 9 de abril – Viçosa, MG: UFV
Mais informações: http://www.fnpj.org.br/soac/ocs/index.php?cf=20

4º Congresso COMPOLÍTICA
13 a 15 de abril de 2011 – Rio de Janeiro, RJ: UERJ
Mais informações: http://compolitica.org/home

1º Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo (MEJOR)
25 a 28 de abril – Brasília, DF: UnB
Mais informações: http://www.mejor.com.br/index.php/mejor2011/MEJOR2011

8º Encontro Nacional de História da Mídia
28 a 30 de abril – Guarapuava, PR: Unicentro
Mais informações: http://www.unicentro.br/historiadamidia2011

Maio

Conferência 2011 da OSCS da European Communication Research Education Association
5 e 6 de maio – Covilhã, Portugal: Universidade de Beira Interior
Mais informações: http://www.oscs-ecrea2011.ubi.pt/#CallForPapers

5º Congresso Abrapcorp
5 a 7 de maio – São Paulo, SP: USP
Mais informações: http://www.abrapcorp.org.br

16º Intercom Sudeste
12 a 14 de maio – São Paulo: Fecap
Mais informações: http://www.intercom.org.br

12º Intercom Sul
26 a 28 de maio – Londrina, PR: Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Mais informações: http://www.intercom.org.br

5º Encontro Paulista de Professores de Jornalismo (EPPJ)
27 e 28 de maio – Campinas: PUCCamp
Mais informações: jornal.clc@puc-campinas.edu.br

Junho

10º Intercom Norte
1 a 3 de junho – Boavista, RR: Faculdade Atual da Amazonia
Mais informações: http://www.intercom.org.br

13º Intercom Centro-Oeste
8 a 10 de junho – Cuibá, MT: Universidade Federal do Mato Grosso
Mais informações: http://www.intercom.org.br

1º Seminário Brasil-Argentina de Investigação em Jornalismo
9 e 10 de junho – Florianópolis, SC: UFSC
Mais informações: http://www.posjor.ufsc.br

20ª Reunião Anual da Compós
14 a 17 de junho – Porto Alegre, RS: UFGRS
Mais informações: http://www.compos.org.br

13º Intercom Nordeste
15 a 17 de junho – Maceió, AL: Centro Universitário Cesmac
Mais informações: http://www.intercom.org.br

Julho

IAMCR 2011
13 a 17 de julho – Istambul, Turquia
Mais informações: http://iamcr.org/home-and-news/665-2011-cfp

Agosto

1º Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana
3 a 6 de agosto – São Paulo, SP: USP
Mais informações: http://www.confibercom.org/congresso/pt/home

Setembro

34º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom
2 a 6 de setembro – Recife, PE: Unicap
Mais informações: http://www.intercom.org.br

Novembro

9º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo – SBPJor
3 a 5 de novembro – Rio de Janeiro: UFRJ
Mais informações: http://www.sbpjor.org.br

5º Simpósio Nacional da ABCiber
16 a 18 de novembro – Florianópolis, SC: Udesc e UFSC
Mais informações: http://abciber.org/index1024.html

estudos de gêneros textuais: um evento

Minha amiga Ana Elisa Ribeiro, a @anadigital, me informa de um evento imperdível para quem edita, escreve, pesquisa e trabalha na área de livros e publicações: o Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais, o Siget.

O evento realiza sua sexta edição entre 16 e 19 de agosto na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal. Mas as inscrições se encerram agora no dia 16.

Mais detalhes: http://www.cchla.ufrn.br/visiget/

uma estratégia calhorda

A TIM não cansa de fazer das suas! Não bastasse as tarifas extorsivas, o sinal de qualidade duvidosa e a cobertura que alterou seu slogan de “Sem Fronteiras” para “Sem Serviço”, a operadora vai além.

Há coisa de um mês, venho recebendo sistematicamente torpedos do Tim Notícias, que oferece manchetes super apelativas do tipo “Exército invade o Alemão”, “Tiririca, o novo Lula”, “Hebe Camargo: morte ao vivo”, “Jogador de futebol é sequestrado”, “Gêmeas tem diferença de 11 anos”, “Elton John gasta 90 mil reais com bebê”. Ao lado da manchete, vem o convite para um link – a TIM avisa: navegação cobrada, só não diz quanto.

Não preciso dizer que isso não é serviço de notícias, mas de mexericos.

O sensacionalismo barato vem acompanhado do dinheirismo numa autêntica demonstração de que a Anatel deveria intervir em casos como este.

lobão ainda interessa; e surpreende

Não tenho nenhum disco do Lobão em casa. Guardo com verdadeiro carinho algumas canções dele na memória, mas ele não é um artista que eu possa chamar de preferido. É mais um personagem pra mim. Como para muita gente.

Apesar dessa não-familiaridade, acabo de devorar as quase 600 páginas de sua autobiografia – Lobão: 50 anos a mil -, que ele lançou com o jornalista Claudio Tognolli. Aliás, taí uma dupla que combina muito, pela fama, pelo humor rasgado, pela inteligência aguda… Mas eu dizia que devorei a biografia do Lobão mesmo não ligando muito pra ele, e você pode se perguntar por que. Bem, foi uma surpresa. Minha mulher me deu o livro no Natal, confessando “ser uma aposta”. Entendi que ela estava oferecendo um prato para que eu provasse e, quem sabe, aprovasse. Entendi também que ela havia comprado o livro com segundas e terceiras intenções, pois se identifica muito mais com o biografado do que eu. Calei. Folheei e comecei a ler o 50 anos a mil ao mesmo tempo em que lia outro livro, mas o fato é que Lobão é um cara bastante espaçoso e foi ocupando todo o meu tempo de leitura nesses dias tórridos de verão em Florianópolis.

Por isso, você deve imaginar que o personagem vale a leitura, que as histórias são boas, enfim, que haja assunto para um catatau que pesa mais de um quilo e que traz esse semblante risonho e convidativo aí ao lado.

Olha, Lobão não é só espaçoso, mas também portador de todos os adjetivos que você já ouviu por aí. É uma metralhadora giratória; tem opinião para tudo; fala demais; é agressivo à toa; briga com todo o mundo; se entupiu de drogas boa parte da vida; é oportunista e meio marqueteiro; foi também meio bandidão, delinquente, desajustado… quer dizer, o cara é encrenca na certa.

Tá, isso tudo. Mas mais.

Na honesta e verborrágica autobiografia, Lobão se mostra ostensivamente afetuoso, deliberadamente franco e atavicamente determinado a colocar uma vida a limpo. Não que ele esteja no final dela. Quem ler, lerá que não.

Contrariando a expectativa de muita gente, Lobão se revela muito autoexigente, um estudioso aplicado e esforçado naquilo que lhe interesse – sobretudo música e literatura. Ele se debruça sobre um instrumento e persegue algo ali que está sempre além de si. Mergulha, se concentra e se joga. É inquieto, contraditório e hiperativo; um lobo correndo em círculos, sem matilha, e com a nítida sensação de estar sendo espreitado por predadores.

Como qualquer biografia que se preza, esta é também um acerto de contas. Com inimigos, com a família, com a imagem que lhe imputam e consigo mesmo. Lobão parece estar cagando para o que o público pensa dele hoje, agora. Está mais preocupado em se fazer entender. Talvez porque também esteja mais devotado a se entender também. Nas últimas 200 páginas, deixa escapar um persistente ressentimento: não estão me compreendendo ainda, não entenderam a música que eu persigo e quero fazer. É natural, é esperado, ainda mais de um lobo solitário como este. Caçado por muita gente por aí.

Mas o livro é bom? É bem escrito?

Sim, é bom. Vale a leitura. Vale a viagem. Lobão é bem-humorado, inteligente, repetitivo em algumas expressões, insistente em se fazer mostrar. É um aparecido! Tem alma de artista, espírito esvoaçante, personalidade forte e sentido espetacularizante, midiático. 50 anos a mil não é lá bem escrito, pois se apoia em um bom punhado de clichês e vícios de linguagem, e porque sua estrutura como narrativa é quadradona, o que surpreende de alguém tão criativo como ele. Mas pouco importa! Já que a força das histórias, a verborragia do biografado dão o tom do samba. O leitor se depara com Lobão falando tudo aquilo, é possível reconhecê-lo em sua oralidade perturbadora, que junta Nietzsche a meia-dúzia de palavrões que aprendemos nos estádios de futebol.

A estrutura do livro também é um pouco errante. Lobão é literal, linear e bastante minucioso de seus primeiros vinte anos. Isso faz com que o leitor encontre o Lobão como o conhecemos só lá pela página 150, quando ele vai tocar com Ritchie e Lulu Santos no Vímana! Por isso, se não tiver o devido saco, pule e vá direto ao ponto. A partir do momento em que desponta para o estrelato, encontramos no final de cada capítulo um clipping do Lobão na Mídia, o que ajuda a entender um pouco o tiroteio a que foi (e vem sendo) submetido. No final, não dá pra entender muito a reprodução de seis entrevistas com alguns personagens que cruzaram a vida do compositor (precisava?) e a publicação de acórdãos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (era mesmo necessário?). Cortando aqui, cortando ali, o catatau poderia ser mais enxuto, mais delgado… mas não seria Lobão! O estriônico, o hiperbólico, o deboçhado, o tonitruante, o apoplético.

Apesar de todas as trombadas que deu na vida, ele está aí, se reinventando na TV. Enterrou diversos amigos, emplacou hits nacionais, fracassou miseravelmente em outros projetos, casou, descasou, teve filha, teve cabelão, cortou a juba, deixou a barba crescer e passou a usar óculos. Hoje, é um senhor de 53 anos. Um senhor é o caralho! Um lobo é um lobo, mesmo quando seus pelos estão esbranquiçados e os caninos meio falhos.

Som e fúria!

comunicação: um panorama nacional

Retransmito convite do IPEA:

desejos

Que venha o ano novo; que venha uma nova década; que venham momentos felizes para todos.

Que o diálogo esteja sempre à mesa; e que estejamos ao redor dela.

Que a honestidade e a franqueza possa governar nossos corações, e que possamos buscar os melhores caminhos.

Que sejam dias melhores, e que possamos lutar por eles.

ele esteve de olho…

Papai Noel sabe de tudo.
Seus pais já contaram como foi o seu ano. Seus credores também.

Por isso, se você não pediu desculpas àquele seu irmão, se não foi legal com seu vizinho, se não tratou bem os colegas do trabalho, você já sabe, né?…

Viva o natal!

contemporânea, a revista, em 2011

O conectado e inquieto André Lemos manda avisar que

a revista Contemporanea acolhe artigos, resenhas e entrevistas, que podem ser enviados em conformidade com o calendário anual. No caso de edições com dossiês temáticos, também poderão ser publicados artigos na seção “Temas livres”, além de resenhas e entrevistas. Serão priorizadas contribuições de doutores e doutorandos.

Segue o call for papers para as edições de Abril, Agosto e Dezembro de 2011

Contribuições devem ser enviadas ao site:
www.contemporanea.poscom.ufba.br

Edição – Abril 2011
“A COMUNICAÇÃO NA PASSAGEM DOS SÉCULOS”
O Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas comemora vinte anos de sua implantação. Para marcar tal período, a revista Contemporanea propõe um dossiê para o próximo número com o tema: “A Comunicação na passagem dos séculos”. O objetivo é promover uma reflexão sobre as duas décadas em questão, a última do século XX e a primeira do XXI, época de um acelerado processo de inovações sociais, culturais e tecnológicas: queda do muro de Berlim, expansão da Internet, aceleração da convergência midiática, surgimento de tecnologias digitais móveis (celulares, smartphones, tablets, e-readers), o 11 de setembro e o surgimento da era da vigilância e terrorismo globais, a democratização da TV digital, os BRICS e a
globalização, a explosão das identidades, os novos formatos artísticos, as mudanças climáticas etc. O objetivo é repensar, a
partir das diversas abordagens teórico-metodológicas, o campo da comunicação nesse período.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 15 de março
Resultado da seleção: 30 de março
Trabalho de revisão: 01 a 15 de abril
Publicação da Revista: 20 de abril

Edição – Agosto 2011
“WIKILEAKS – CIBERCULTURA E POLÍTICA”
EDITOR RESPONSÁVEL – ANDRÉ LEMOS
A Revista Contemporanea lança um call for papers sobre o tema “Cibercultura e Política”, tendo como ênfase principal a discussão
sobre o fenômeno “Wikileaks”. No final de 2010, o “Wikileaks” difundiu importantes e constrangedores documentos secretos que incomodaram as principais potências mundiais (EUA, China, França, GB) e alguns países emergentes, entre eles o Brasil. O papel das tecnologias de comunicação e informação (TICS) na reconfiguração do jogo político não é um fato novo, desde as ações ativistas e micropolíticas, até o uso por candidatos, políticos eleitos, partidos políticos, bem como governos e instituições públicas. O caso “Wikileaks” (“Wiki”, plataforma colaborativa online e “Leak”, vazamento, circulação de informação) é a mais nova faceta do ciberativismo global e coloca em discussão o papel do jornalismo, da diplomacia mundial e dos novos meios de comunicação. Segundo Manuel Castels, uma nova etapa da comunicação política foi inaugurada. A revista Contemporanea quer investigar essas questões.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 01 de maio
Resultado da seleção: 30 de maio
Trabalho de revisão: 01 a 30 de junho
Publicação da Revista: 15 de agosto

Edição – Dezembro 2011
“COMUNICAÇÃO E POLÍTICA”
EDITOR RESPONSÁVEL – WILSON GOMES
As últimas duas décadas evidenciaram elementos importantes que hoje marcam, de modo substantivo, a relação entre a comunicação social e o campo político.  O uso de novas tecnologias como a Internet em campanhas eleitorais e para a participação civil; a apropriação de mídias sociais para mobilização e engajamento cívico; o ativismo global em rede; o debate sobre políticas públicas de comunicação com a iminência de novos modelos regulatórios para o setor no Brasil e em outros países; as tensões entre a cobertura midiática e os diversos atores políticos são algumas das questões que emergem neste cenário. Com base em tal realidade, a Contemporanea abre chamada para um número especial que irá tratar justamente desse conjunto de elementos vinculadas à linha de pesquisa em Comunicação e Política. O objetivo é propiciar uma visão avançada e atual sobre as mutações e novos elementos que se inserem neste contexto, trazendo discussões de ponta que nos possibilitem compreender as dinâmicas, as tendências e os horizontes que se configuram neste campo de estudos. Para tanto, esta edição especial será guiada por cinco eixos temáticos, a saber: (1) mídias e eleições, (2) internet e política, (3) jornalismo e democracia, (4) comunicação e sociedade civil, (5) políticas públicas de comunicação.

Calendário:
Recebimento de artigos: até 01 de setembro
Resultado da seleção: 20 de outubro
Trabalho de revisão: 01 a 30 de novembro
Publicação da Revista: 15 de dezembro

o objethos em 2011

Sabe o Observatório da Ética Jornalística (objETHOS), projeto que coordeno com o professor Francisco José Karam na UFSC? Em 2011, teremos novidades, conforme se pode ver no post que reproduzo…

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) tem grandes planos para o ano que vem. Por isso, neste período de festas natalinas e de recesso escolar, a equipe trabalha nos bastidores do projeto, planejando novas ações para 2011.

Podemos adiantar três boas notícias:

1. Em 2011, o objETHOS vai ampliar a produção e difusão de conteúdos exclusivos sobre ética jornalística, publicando diariamente

2. Em 2011, o objETHOS virá com um novo projeto gráfico, com visual mais atraente e amigável

3. Em 2011, o objETHOS vai promover o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo, evento previsto para junho.

 

mais uma chamada de textos: em questão

A comissão editorial da revista Em Questão informa

a  chamada de artigos para a edição 2011/1, tendo como tema Mediações e Representações. Os textos devem ser
submetidos até 2 de março de 2011 no site da revista. As normas para publicação estão disponíveis no site www.ufrgs.br/revistaemquestao.

A Revista Em Questão é publicação Qualis B2, e é editada pela Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS.

me prendi a esse tal “fio”…

Esbarrei em “Por um fio” num sebo. Só conhecia o doutor Drauzio Varella da TV, e não de seu bestseller “Carandiru” ou outros menos célebres. Acabei levando “Por um fio” pelo preço convidativo, pelo bom estado do exemplar e por um punhado de palavrinhas bem encaixadas no texto da contracapa. Não cheguei a deixar o livro adormecer duas noites na estante e ataquei algumas páginas.

Nem tanto pela prosa, mas mais pelas histórias, fui ficando e devorando capítulos e capítulos. Para quem ainda não ligou o título à obra, “Por um fio” é um livro de memórias autobiográficas do médico mais famoso do Brasil, um respeitado oncologista que volta e meia aparece no Fantástico ou em programas do gênero. “Por um fio”, no entanto, não é nada digestivo, pelo contrário. As histórias que se colhe por lá são alguns resultados de mais de trinta anos de clínica do doutor Drauzio enfrentando casos complicados, incuráveis e surpreendentemente curados.

Sem cerimônia, o leitor é apresentado a todo tipo de moléstia grave, com especial atenção a cânceres e tumores diversos. Sem alternativa, o leitor desfila pelo corredor que separa vida, morte e sobrevida. Fortes, intensas, emocionantes, inesquecíveis, as histórias são também prosaicas, banais, cotidianas para um médico que carrega nas costas as esperanças de parentes aflitos, as dores pessoais e as perdas com as quais precisa conviver. A medicina ali é mostrada como um campo de batalha sem glamour, mas com muito trabalho. O dia-a-dia dos médicos não é faustoso nem heroico. Os momentos finais dos pacientes, seus humores, seus familiares quase sempre são mostrados com cores cruas, pouco vibrantes. A vida é mais dura, aprende-se logo nas primeiras páginas. A luta pela vida é mais ainda. O câncer atinge o rico e o pobre, mata homens e mulheres, e ataca também a quem o enfrenta, no caso, os médicos. A Aids também se mostra virulenta e epidêmica, cruel e irônica.

“Por um fio” é um bom livro para quem almeja ser médico. É um bom livro para quem quer aprender mais da vida e da morte. Para quem quer se aproximar dessa espécie que convencionamos chamar homem. Isso porque revela imperfeições, fraquezas, incertezas e inconstâncias. Isso porque nos atira na cara a dureza e a sensibilidade, a esperança e o desalento, a vitalidade e a inevitabilidade do maior evento da vida.

Nas pouco mais de 200 páginas do livro, o choro fica espremido entre os curtos capítulos. Contive as lágrimas como quem economiza água. Melhor guardar para quando for justificado. Melhor chorar nos maiores dramas. Ao final do volume, o choro ficou embargado; não veio a apoteose, o clímax. Talvez porque o livro espelhe com forte fidelidade a vida, seus altos e baixos. No capítulo final, o desfecho é dilacerante e simbólico. A cena fica congelada no tempo, suspensa por um único fio. Tão frágil e tão elástico, como se a ele se prendesse o mundo e a vida.

e-compós com chamadas de textos

Adriana Braga e Felipe Trotta, da comissão editorial da E-Compós, informam que

o periódico científico da Associação Nacional de Pós Graduação em Comunicação convida a comunidade acadêmica para submeter trabalhos para suas edições de 2011. A nossa revista aprofunda no próximo ano um processo de internacionalização, com renovação e ampliação do conselho editorial, além de começar progressivamente a circular com traduções dos artigos em idiomas estrangeiros. Aproveitamos o momento para agradecer a inestimável contribuição da colega Rose de Melo Rocha, que encerra em 2010 seu mandato como editora. Envidaremos nossos melhores esforços para continuar a consolidação e expansão da E-Compós.

Neste ano, publicaremos três edições, a primeira com temas livres e as demais edições em dossiês temáticos. Aceitaremos artigos inéditos, resenhas de livros e entrevistas. Cada uma das submissões será avaliada por dois/duas pareceristas componentes do conselho editorial da revista em sistema de duplo-cego, visando a assegurar uma avaliação competente, séria e objetiva.

As três edições de 2011 têm os seguintes temas e prazos previstos para publicação:

1ª Edição: Temas livres. Espaço aberto para contemplar toda a diversidade de abordagens teóricas, metodológicas e empíricas do campo da Comunicação. Deadline: até 30 de março

2ª Edição: Dossiê temático “Comunicação e o Sujeito”. Este número pretende publicar contribuições que explorem a relação entre a comunicação e o universo dos sujeitos, tanto do ponto de vista dos próprios sujeitos como em suas dimensões simbólicas, cognitivas, políticas e sociais. Alguns dos temas que contemplam esta perspectiva são os estudos de recepção, identidades sociais, sociabilidades, diásporas e migrações, consumo e apropriações dos meios, perspectivas psicológicas e antropológicas da comunicação, representações sociais, grupos minoritários, cidadania e educação, entre outros temas convergentes. Deadline: até 30 de junho

3ª Edição: Dossiê temático “100 anos de Marshall McLuhan”. Este número pretende homenagear o centenário de nascimento de um dos mais importantes teóricos da cultura midiática. Muito além do aforismo “o meio é a mensagem” e de expressões célebres como “aldeia global” e “Galáxia de Gutemberg,” a obra de McLuhan tem sido objeto de releituras e interpretações que o apresentam como um pioneiro que previu, com mais de três décadas de antecipação, vários dos desdobramentos contemporâneos da cultura das mídias. Pretendemos publicar artigos, resenhas e entrevistas que explorem aspectos e desenvolvimentos desta rica, controvertida e multifacetada obra, em temas como tecnologias e corporeidade, materialidades da mídia, artes e estética, cognição e comunicação, tecnologias e sociedade, ecologia das mídias, teoria dos meios e outras abordagens convergentes. Deadline: até 30 de setembro.

Mais informações:
http://www.compos.org.br/seer/index.php/e-compos/index

matrizes com chamada para textos

Reproduzindo, a pedido dos editores…

Caros colegas,

MATRIZes está abrindo chamada de trabalhos para o número a ser lançado no primeiro semestre de 2011. As submissões devem ser feitas unicamente pelo site da revista até o dia 01 de março:

www.matrizes.usp.br

MATRIZes – Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo – aceita artigos teóricos e de resultados de pesquisa na área da Comunicação, além de resenhas de livros publicados recentemente no Brasil e no exterior. A publicação é semestral e possui conceito B1 no Qualis.

MATRIZes está disponível nas versões impressa e digital. Na versão impressa, os artigos são publicados em português.  Na versão eletrônica, os artigos dos autores nacionais são publicados em português e inglês; e dos autores estrangeiros, em português e idioma de origem (inglês, francês ou espanhol).

Os artigos devem ser enviados em Word, fonte Times New Roman 12, espaçamento 1,5. Mais informações sobre as normas de publicação podem ser encontradas em “Políticas de Seção” no site da revista. Para dúvidas e outras informações, entre em contato pelo e-mail matrizes@usp.br

este blog mudou!

Calma, calma aí. O Monitorando continua no mesmo endereço na web.
Meu escritório é que mudou para a praia. Entro oficialmente de férias agora e as atualizações por aqui podem ser mais esparsas, mais preguiçosas, recheadas de areia e maresia. Portanto, tenha paciência com a gente. A vida tem dessas coisas…

3 piores anúncios de 2010

Existe propaganda boa, e existe a ruim. De cabeça, selecionei três anúncios que considerei meio desastrados em 2010. Começo com a do Campari. Notem que ninguém dá um trago na bebida, que ninguém dá uma prazerosa golada. Ao invés disso, as pessoas jogam Campari nos outros… vai entender!

Outro filme incompreensível é este da Chevrolet. Notem que a estrela do comercial é o Camaro, um carro que você pode ganhar se comprar outro…

E este da Pepsi? O comercial começa com um personagem dizendo: “Só tem Pepsi, pode ser?” Como quem diz: “Só te restou esta alternativa. Vai encarar?”

Posso não entender nada de publicidade, mas os caras que criaram esses anúncios sabiam o que estavam fazendo?

ATUALIZANDO: A Joana Ziller manda a sugestão de mais um pra esta lista bizarra. Lembra do anúncio da lama na cara? Forever young, I want be forever young

revista famecos recebe artigos

A editora da revista Famecos, Cristiane Freitas Gutfreind, informa que a publicação

está recebendo artigos para um dossiê especial sobre Cinema, televisão, história: perspectivas teóricas e empíricas.
Os textos devem ser enviados até o dia 21 de março de 2011 para revistadafamecos@pucrs.br
Normas para publicação estão disponíveis em http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/famecosppg/ppgcom/ppgcomRevista

sócrates, crátilo, o cotidiano e o jornalismo

O inquieto e produtivo Wellington Pereira informa que

o Grupo de Pesquisa sobre o Cotidiano e o Jornalismo (Grupecj)  do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB lança amanhã, 14, às 20 horas, no auditório do Mestrado em Comunicação – Campus I- João Pessoa, o seu novo livro: Sócrates recorta jornais, Crátilo desenha palavras: o nome dos objetos no jornalismo impresso.

O livro foi editado em forma de e-book e vai ser distribuído, gratuitamente, pela Editora Marca de Fantasia.

Contatos para mais informações: wjdop@uol.com.br

Aliás, baixe o livro aqui.

nova edição de animus na rede

Débora Cristina Lopez, uma das editoras, informa que

a edição 17 da revista Animus, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM, está online. Ela traz o dossiê de Comunicação e Linguagem e pode ser acessada em http://tinyurl.com/23vcdyt